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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Mito ou verdade? : Não importa se o brinquedo é azul, roxo ou amarelo, pois os cães enxergam tudo à volta deles apenas em preto e branco



Mentira

É um mito e dos mais populares. Mas basta investigar a visão dessa espécie para jogar tal crença por terra. Segundo a veterinária oftalmologista Fabiana Pereira, do Hospital de Clínicas Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a anatomia dos olhos dos cães é muito semelhante à dos humanos. "Há algumas diferenças sutis em relação à espessura e ao formato da córnea e da pupila, mas isso apenas significa que eles  têm uma capacidade visual menor e mais limitada do que a nossa", explica a especialista. Além disso, a retina deles, assim como a humana, está equipada com cones, que são as células treinadas para identificar as cores. "Eles possuem uma quantidade menor e menso variada de cones, o que restringe um pouco essa habilidade", observa Fabiana. Dessa maneira, pode-se dizer que os cães conseguem, sim, enxergar o mundo à sua volta mais ou menos como ele é percebido por nós, ou seja, colorido e em diversas tonalidades.

Cadê o verde?

Enquanto os humanos têm cones especializados em enxergar o verde, o vermelho e o azul, há duas possibilidades para o olho canino: ele seria sensível aos tons de azul e de vermelho ou ao azul e ao amarelo. Os cientistas ainda não entraram em consenso quanto a isso, mas concordam em um ponto: cães não enxergam o verde.

Lanterna natural

Os olhos de cães e gatos possuem uma membrana chamada Tapetum lucidum. Quando a luz bate nela, o globo ocular reflete e parece brilhar no escuro.

Visão noturna

Há mais bastonetes nas córneas felina e canina do que na humana. Isso permite que os pets vejam bem à noite.

Bem equipados

Os bichanos possuem três tipos de cones nos olhos, por isso captam mais cores do que os cachorros.

Bons de vista

Os coelhos têm uma visão periférica que cobre 360º. Essa característica explica por que eles são tão rápidos para escapar do ataque de outros animais.



(texto publicado na revista Meu pet nº 01)








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