domingo, 22 de abril de 2018

14 dicas simples para aumentar sua felicidade


De comer chocolate amargo a beber chá verde - passando por agradecer e meditar - as mudanças no estilo de vida podem fazer uma grande diferença no humor do ser humano.

Na semana do Dia Internacional da Felicidade a Finlândia foi coroada pela segunda vez consecutiva, com o título de país mais feliz do mundo. Talvez seja porque são recordistas em beber café e possuem a maior quantidade de saunas per capita do planeta. Nada mal!

Já se viu pensando em como fazer para ser mais feliz? Algumas coisas que afetam sua felicidade estão fora de seu controle, como por exemplo o ranking de seu país no índice de felicidade - não é sua culpa que o Brasil ostenta um fraco 28º lugar dentre 156 países.

Mas estudos realizados pela psicóloga Dra. Sonja Lyubormisky, autora do livro The How of Hapiness (O 'Como' da Felicidade) indicam que durante 40% do tempo, é você que está na cadeira do diretor. Ao que tudo indica a felicidade é sobre a frequência das emoções positivas, e não a intensidade - e aumentar estes níveis é fácil. Antes de apostar sua felicidade em ganhar a Mega Sena ou achar sua alma gêmea, aceite o conselho desta expert e inclua estas dicas no seu dia - e aumente sua felicidade!

Você em primeiro lugar

A palavra 'egoísta' é injustamente colocada como vilã. A verdade é que às vezes ser um pouco egoísta é a melhor coisa que você pode fazer pelas pessoas que você ama. As pessoas mais felizes sempre se afinam com suas próprias necessidades - sem hesitar - e colocam sua felicidade como prioridade máxima; e isto as ajuda a focar nas pessoas e projetos de suas vidas. Cuidados incessantes e radicais com seu corpo, mente e espírito devem sempre ser número um - assim você será aquele ser incrível em todos os níveis.

Coma chocolate amargo

Um pequeno pedaço de chocolate amargo faz com que o cérebro libere endorfinas que fazem você se sentir bem e aumente os níveis da chamada serotonina, o "hormônio feliz". Busque o chocolate mais escuro que você puder encontrar. Os de leite costumam ter muito açúcar.

Acabe com a síndrome do "Se"

"Se" você fosse mais rica/magra/inteligente a vida seria mais feliz, certo ? Errado. As pesquisas demonstram que quase sempre estamos errados ao adivinhar o que nos fará mais felizes. Além do que há que se lidar com a questão da "adaptação hedônica" - este é o gatilho que te leva a diminuir sua apreciação das coisas luxuosas da vida à medida que se acostuma com a presença delas ao seu redor.

Beba chá verde

De acordo com estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, as pessoas que bebem pelo menos quatro xícaras de chá vede por dia são 44% menos propensas a sofrer de depressão do que aquelas que consomem apenas uma porção.

Acredita-se que o aminoácido do chá verde, a teanina, reduz a ansiedade e estimula as ondas cerebrais que fazem as pessoas sentirem-se relaxadas, além de alterar os níveis de hormônio do bem-estar. Procure o 'Matcha' ou o 'Sencha' - estes carregam a maior quantidade de antioxidantes e nutrientes. Saúde!

Exercite-se

Exercício pode ser a última coisa que você sente vontade de fazer quando está para baixo, no entanto, a pesquisa sugere que ele reduz o estresse, melhora o sono, aumenta a produtividade e melhora a saúde geral. Até mesmo uma sessão light de yoga pode aumentar sua felicidade.

Pequenos passos para grandes resultados

Pequenas explosões de felicidade - aqueles surtos de alegria que você sente quando acha uma nota de R$ 20,00 esquecida no bolso da jaqueta - fazem uma grande diferença para o bem-estar das pessoas. "Eles têm um efeito acumulador sobre a felicidade que é mais poderoso do que grandes acontecimentos", explica a Dra. Lyubormisky. Em um estudo da Universidade de Michigan, participantes tiveram que fazer fotocópias. Em metade dos casos foi deixada uma moeda de 10 cents (aproximadamente 30 centavos de Real) sobre a máquina - isto foi o suficiente para levar as pessoas que acharam a moeda a declarar maior satisfação com a vida quando responderam a uma pesquisa mais tarde, no mesmo dia.

Portanto vale a pena criar pequenos 'mimos' para aumentar seu nível de felicidade. Uma fugidinha do escritório para tomar um cafezinho, um skypé com amigos distantes ou dormir com lençóis limpinhos. Pense no que te dá prazer.

Duas das atividades mais importantes que você deve incluir em sua agenda são exercícios físicos e "fazer nada". Lyubormisky explica que os métodos de Reconstrução do Dia usados por psicólogos, consistentemente apontam que estes dois são muito mais importantes do que assistir à TV, ir às compras ou navegar na internet. Ou então esconda algumas moedas de 25 centavos pela casa para achar mais tarde!

Socialize com pessoas felizes

De acordo com estudo realizado pelas universidades da Califórnia e a Medical School de Harvard, ter um amigo feliz faz com que a pessoa aumente o seu contentamento em 9%. A felicidade é contagiosa e se espalha de pessoa a pessoa.

Saia com os amigos (as) e aumente o efeito. De acordo com pesquisa da University College London, ouvir alguém rindo ou comemorando desencadeia uma resposta na mesma área do cérebro que é ativada quando sorrimos. Trabalhar em grupo amplifica o fator felicidade - então 'bora' pro buteco!

Seja grato

A prática de gratidão melhora a autoestima, diminui sentimentos negativos, reduz comparações sociais, aumenta a resiliência, encoraja o comportamento moral e constrói laços sociais, de acordo com a Dra. Lyubormisky. Se não bastasse isso, nos ajuda a valorizar as coisas importantes e a saborear as experiências da vida.

Mantenha um "diário" semanal da gratidão, e se organize para colocar no papel uma vez por semana. A Dra. sugere que fazer a lista semanal de coisas pelas quais você é grato é mais eficaz do que fazê-la todos os dias.

Um toque caseiro na mesa de trabalho

Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology descobriu que os funcionários que têm controle sobre suas áreas de trabalho são 40% mais felizes e 32% mais produtivos. Dar um toque pessoal à sua mesa e no entorno dá um 'up' na felicidade. Estudos demonstram que arte - em especial imagens da natureza - ajudam a aliviar o estresse. Paralelamente, a cor azul é considerada calmante para mentes caóticas (essa é razão pela qual psicólogos recomendam relaxar, deitar-se e contemplar o céu).

Seja voluntário

Um estudo feito com 10.000 pessoas, publicado na revista Health Psychology descobriu que pessoas que se voluntariam regularmente têm expectativa de vida maior do que aquelas que não ajudam as outras. O voluntariado tem sido associado a menores índices de doenças coronárias, estresse e depressão. Na realidade um estudo indica que o simples fato de pensar em fazer alto altruístico desencadeia a serotonina e a dopamina, hormônios da alegria e felicidade.

De acordo com um estudo publicado na BMC Public Health, fazer algo pelos outros aumenta sua felicidade própria. Ao analisar 40 estudos feitos ao longo dos últimos 20 anos, pesquisadores da Exeter Medical School descobriram que o voluntariado está associado à diminuição da depressão, ao aumento da satisfação com a vida e reduz o risco de morte prematura das pessoas em 22%.

Durma, vale muito mais que dinheiro

Nem precisamos dizer que você, privado (a) de seu sono não é um "você" feliz! Uma pessoa mal humorada, pessimista e talvez até um pouco surtada, não ?

De acordo com o psicólogo Norbert Schwarz: "Ter 60.000 libras a mais em renda anual - cerca de 240 mil reais - tem menos efeito sobre sua felicidade diária do que ter uma hora a mais de sono por noite".

De acordo com um estudo do Centro de Estudos do Sono da Universidade de Surrey, apenas uma hora adicional de sono por noite pode trazer grandes benefícios. Pesquisadores testaram dois grupos e descobriram que aqueles que dormiam apenas 6,5 horas sofreram aumentos de atividade dos genes associados a inflamações, diabetes, risco de câncer e estresse. O contrário acontecia quando os participantes conseguiram uma hora a mais de sono por noite.

Fique perto da natureza

Estar na natureza reduz os níveis de estresse e aumenta a saúde mental, de acordo com um estudo publicado no Journal of Environmental Research and Public Health (Jornal Internacional de Pesquisa Ambiental e Saúde Pública).

O estudo demonstra que pessoas que vivem perto de árvores, grama e flores têm menos estresse, ansiedade e depressão do que pessoas que residem em áreas com menos de 10% de cobertura de árvores. Estes resultados independeram de fatores como níveis de renda familiar, etnia e emprego.

Medite

A meditação pode mudar a estrutura do seu cérebro. Um estudo do National Center for Biotechnology Information (Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia) descobriu que as pessoas que meditam têm córtex (que é a área do cérebro que processa emoções, atenção e sentidos) mais fortes e espessos do que aquelas que não praticam a meditação.

Estudos também sugerem que a meditação torna as pessoas menos solitárias, aumentando as conexões sociais e sua compaixão.

Gaste dinheiro com os outros

Foi publicado na Science um estudo onde pesquisadores deram £ 3 ou £ 12 a 46 pessoas, com a instrução de gastar o dinheiro até às 17 h. Alguns foram instruídos a gastar consigo mesmos, enquanto outros a comprar um presente para alguém ou doar o valor para caridade. Adivinhe ? Aqueles que deram seu dinheiro foram os mais felizes ao final do dia, independentemente de quanto fora doado. Não precisa ser milionário para colher os frutos desta ação!



(texto publicado na revista Leve & Leia nº 151 ano 11 - abril/maio 2018)

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Amizade - Arly Cravo


I fatti vostri con Fabrizio Frizzi


Omaggio a Fabrizio Frizzi - Telegatti 1992


Intervista a Fabrizio Frizzi prima del debutto all'Eredità


Intervista con Fabrizio Frizzi


Ventiquattromila baci - Adriano Celentano e Little Tony

Adriano Celentano






domingo, 15 de abril de 2018

Acho que me viciei em ficar em paz, sozinho - Prof. Marcel Camargo


Ultimamente, estou tentando depender menos dos outros, pois ficar contando muito com as pessoas acaba trazendo decepções demais. Não perco mais tempo correndo atrás de ninguém e, se necessário, vou a todos os lugares sozinho, sem implorar para alguém me acompanhar.

Por muito tempo, eu valorizei a companhia das pessoas, a ponto de procurar sempre estar acompanhado, querendo sair toda vez que tivesse oportunidade, achando que ficar em casa seria coisa para quem fosse idoso ou doente. Por conta disso, não me permitia ficar em casa aos finais de semana, nos feriados, prolongados ou não, pois não queria perder tempo.

Por muito tempo, eu achei que diversão significava ir a bares, baladas, festas, para me encontrar com a galera. Ansiava por conhecer cada vez mais pessoas, por visitar lugares variados, correndo atrás mais de quantidade do que de qualidade. Ficar em casa, podendo viajar ou sair, soava como sacrilégio, disparate, afinal, precisava aproveitar o tempo junto com pessoas, fora de casa.

Sem perceber, acabei aceitando amizades que não eram verdadeiras, aproximando-me de pessoas que nem curtiam a minha companhia, até mesmo mendigava atenção, correndo atrás de quem estava muito bem sem mim. Fui a lugares que nada tinham a ver comigo, com gente que não pensava como eu, participando de programas lotados de pessoas e vazios de sentimentos.

Com o tempo, percebi que, mesmo conhecendo muita gente ou saindo para vários lugares, ainda assim eu poderia me sentir sozinho, porque o que nos preenche afetivamente é aquilo que toca os nossos corações com verdade e reciprocidade. E eu, muitas vezes, sentia solidão bem ali no meio de tantas pessoas, de tanta música, de tantas festas e sorrisos. Parei e notei o quanto eu cobrava dos outros aquilo que deveria vir naturalmente, aquilo que eu poderia, inclusive, encontrar dentro de mim.

Ultimamente, estou tentando depender menos dos outros, pois ficar contando muito com as pessoas acaba me trazendo decepções demais. Não perco mais tempo correndo atrás de ninguém e, se necessário, vou a todos os lugares sozinho, sem precisar implorar para alguém me acompanhar. E, melhor ainda, aprendi a curtir meus espaços, em frente à televisão, lendo um bom livro, apreciando tudo o que sou e tenho.

Aliás, estou me viciando em ficar em paz, sozinho, porque é humilhante demais forçar as pessoas. Se quiserem vir comigo, muito bem; se não quiserem, ótimo. Quando a gente aprende a gostar da própria companhia, a gente se basta e vive feliz onde estiver, com alguém ou sem ninguém. Simples assim.