terça-feira, 19 de junho de 2018

Entrevista com Armie Hammer, Timothée Chalamat, Michael Stuhlbarg e Luca Guadagnino (Call me by your name)


O que é "whitewashing" ? - Marcel Nadale


Termo está no centro do polêmico novo filme de Matt Damon

A Grande Muralha, claro, se passa no mais famoso monumento da China. Mas não estranhe se você notar que a palavra mais associada ao filme é um termo em inglês, não em mandarim. O épico vem sendo criticado por promover o "whitewashing": a escalação de brancos em papéis que deveriam pertencer a atores de outras etnias ou a decisão de colocar sempre um personagem branco como herói - mesmo em histórias que se passam em outra cultura ou país. No caso, William Garin (Matt Damon), e uma tropa de elite se posicionam na muralha para impedir o avanço de monstros taotie, da mitologia chinesa. O filme não foi o único a cometer o erro.

O último mestre do ar

A versão live action do desenho Avatar: The Last Airbender escalou um norte-americano, Noah Ringer, como protagonista. Foi um fracasso por vários motivos - entre eles, a campanha de boicote #AangAaintWhite ("Aang Não é Branco")

Peter Pan

Outra adaptação equivocada. Como cereja do bolo, a norte-americana Rooney Mara viveu Tiger Lilly, uma personagem indígena. Mara pediu desculpas depois: "Nunca mais quero estar do lado errado desse debate novamente"

Vigilantes do amanhã

A versão do mangá/anime Ghost in the Shell estreia com um elenco polêmico: só os papéis secundários foram mantidos com atores orientais. Os principais foram para os norte-americanos Scarlett Johansson e Michael Pitt

Doutor Estranho

O Ancião, tradicionalmente retratado como tibetano nas HQs, foi vivido pela inglesa Tilda Swinton. O debate pegou fogo - e forçou a atriz a até revelar e-mails particulares que trocou com a comediante Margaret Cho, de ascendência asiática, sobre o problema.

Sob o mesmo céu

Emma Stone parece filha de havaianos e chineses para você ? Para o diretor e roteirista Cameron Crowe, que criou a personagem Allison Ng, sim. "Aprendi como o problema do 'whitewhasing' é prevalente", desculpou-se a atriz depois.


(texto publicado na revista Mundo Estranho edição 191 - fevereiro de 2017)

Visita ao podólogo dá fim a problemas "crônicos"


Sobre eles, recaem todo o peso do corpo e, dependendo do tanto que são exigidos a resposta é imediata: os pés chegam a latejar de dor e colocá-los sobre o chão é um tormento. Mas nem precisa caminhar muito para sentir o quanto eles são sensíveis. "Problemas recorrentes como calos, unhas encravadas e até bolhas deixam o andar, o bem-estar e a aparência comprometidos", dizem os especialistas. Veja as dicas a seguir:

Unha encravada nunca mais

Ela é um tiquinho de unha, mas incomoda para caramba. A unha encravada caracteriza-se pela curvatura inadequada da unha, que a faz crescer perfurando a pele, o que pode causar, além da dor, outras complicações. "O inchaço acontece quando a derme é atingida, mas quando a perfuração é mais profunda e atinge a epiderme, cujo tecido tem vasos sanguíneos, o  organismo fica exposto a infecções e inflamações", salientam os especialistas. 

O problema pode ter origem genética, pode ser provocado pelo corte incorreto da unha, pelo uso de um calçado inadequado, que tenha o bico fino demais, por exemplo, e até pelo excesso de peso, que pode interferir no formato da unha.

Solução: a causa do problema deve ser identificada para prevenir o drama. Se é o calçado, então ele deve ser aposentado. O corte errado também pode ser corrigido a partir do tratamento uma vez por mês com um podólogo.

Para os casos mais complexos, como formato anatômico genético, existem aparelhos específicos chamados de órtese, semelhantes aos aparelhos ortodônticos, que vão remodelar a curvatura da unha. "Eles necessitam de manutenção mensal e o tempo de tratamento pode variar de alguns dias até seis meses", explicam.

Um dos mais usados é o modelo ômega, que usa dois braquetes (peças) e um fio metálico. O aparelho é colocado somente na unha que precisa ser consertada, em geral usada na do dedão, pois é a única com espaço suficiente - já que são necessários aplicar dois braquetes em sua superfície, que são ligados ao fio, formando uma espécie de mola, que vai tracionar e levantar as laterais da unha. Outro método indicado para a unha do dedão - e que tem o mesmo princípio da ação - é o botton, também usado na ortodontia. A peça tem formato arredondado e, em vez do fio metálico, usa um elástico para forçar a unha a levantar.

A órtese indicada para tratar o problema em todos os dedos chama-se fibra de memória molecular, e é colada sobre as unhas, primeiramente assumindo a curvatura que já existe, mas como atinge vários graus de flexibilidade, vai provocar uma força e trazer a unha para a posição correta.

Abaixo os calos

O excesso de peso ou calçados apertados são os motivos mais comuns para a formação de calos (quando ocorrem em um ponto localizado) e calosidades (quando abrangem uma região extensa). "Essas formações são uma reação do organismo que, para se defender de um atrito contínuo e externo, aumenta o depósito de queratina na pele toda vez que a região é afetada", explicam os especialistas.

O tratamento consiste em se livrar da causa do problema. Dê adeus àquele sapato lindo, se ele for o motivo do incômodo. O podólogo vai debastar cuidadosamente as camadas da região onde houve a queratinização usando aparelhos específicos e, por fim, fazer um lixamento adequado, que não deixe a pele muito fina e vulnerável a ponto de se defender produzindo mais queratina.

"Em casa, nunca corte os calos e calosidades com lâmina, alicate ou tesoura, que só irá acentuar e aumentar o problema", alertam os podólogos. Calos e calosidades também podem aparecer por problemas ortopédicos como o pé chato. Mas, nos casos mais delicados (que envolvem estruturas ósseas), o podólogo deve enviar o caso para um ortopedista.

Bolhas nunca mais

Elas também são uma reação natural do organismo quando a pele dos pés foi muito atritada, pelo uso de um sapato, meia ou outra agressão. O acúmulo de líquido é uma defesa do organismo que, para proteger as estruturas internas, acaba formando um colchão de água na região.

Os especialistas são categóricos ao dizerem que a bolha jamais deve ser perfurada. 'Fazer isso pode abrir a porta para a entrada de fungos e bactérias, que podem gerar uma infecção grave". Nesse caso, o trabalho do podólogo não vai além de higienizar o local com soro fisiológico e fazer um curativo. Mas o profissional vai alertar a pessoa para a gravidade do caso e recomendar que procure um médico.


(texto publicado na revista Leve & Leia nº 152 - ano 11 - junho/julho 2018)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Otimismo: ele nos trouxe até aqui. Sem ele não avançamos - Adriana Dias Lopes & alli


O otimismo é o vinho tinto das emoções. Uma ou duas taças por dia fazem um bem enorme. Duas garrafas arruínam a pessoa. A diferença de volume da bebida ilustra os dois tipos de otimismo, o racional, uma das conquistas evolutivas mais preciosas da espécie, e o irracional, a fonte de grandes tragédias históricas e fracassos pessoais. A média das mais amplas pesquisas já conduzidas sobre o tema revela que cerca de 80% das pessoas são otimistas. Essa é a parcela da humanidade capaz de enxergar o copo meio cheio. A outra parcela, a minoria, cuja mente vê o mesmo copo meio vazio, tem uma única vantagem sobre a maioria, pois, como diz o ditado, "o pessimista só tem boas surpresas".

O otimista tem más surpresas e é capaz de assimilá-las e transformar o azedume em doce limonada. Do ponto de vista da psicobiologia, o pessimismo é um defeito na fiação cerebral pois a evolução premiou os otimistas com enormes vantagens psicológicas. Afinal, como sair da caverna e disputar a comida com um tigre-dentes-de-sabre sem calcular como positivas suas chances de vencer a fera? Como acordar cedo, trabalhar e ter filhos sem a esperança de que o dia seguinte será melhor que o anterior? Por que investir na criação de uma empresa sem a confiança em que ela vai crescer, gerar empregos, dar lucros e perpetuar o nome de seu fundador? Como se deixar trancar em uma cápsula no topo de um foguete com energia suficiente para iluminar uma metrópole por um mês sem a confiança racional em que as probabilidades de o voo dar certo estão do seu lado ? Os otimistas movem a humanidade. Eles vivem mais e têm maior resistência às doenças. Quando presos a um leito de hospital, são eles que têm a maior chance de cura. Os otimistas ousam mais, poupam mais e aposentam-se mais tarde. Se, como asseguram os filósofos, a consciência da morte torna o pessimismo inerente à condição humana, o instinto vital se alimenta do otimismo para que a ideia da finitude não nos enlouqueça.

Com todo esse poder, o otimismo não passa de uma ilusão. Mas é um erro subestimar as ilusões. Sem elas, a vida é insuportável. Em seu livro The Optimism Bias: a Tour of the Irrationally Positive Brain (em tradução livre, A Propensão para o Otimisimo: um Desvio no Cérebro Irracionalmente Animado), a neurocientista Tali Sharot, da University College London, lembra que "a ilusão mais perigosa é achar-se imune às ilusões". Ela mostra como está superada a arcana contraposição entre a visão rósea do "melhor mundo possível" do alemão Leibniz (1646-1716) e a de seu feroz opositor, o francês Voltaire (1694-1778). Os estudiosos do comportamento humano avançaram muito e puseram fim à explicação simplista de que o otimista é um sonhador descuidado e o pessimista uma pessoa realista, com os pés no chão. Diz Tali Sharot: "O que nos interessa entender agora é o comportamento do otimista racional, a pessoa que projeta uma ilusão realista sobre seu futuro".

As pessoas mais interessantes são os otimistas com os pés bem plantados no chão. São os arquitetos do futuro, que tomam uma ou duas taças diárias do vinho da ousadia. São as personalidades com um olho nas lições do passado e o outro nas questões do presente e nos desafios do futuro. São ao mesmo tempo raízes e asas. Ilusão e realidade.


(texto publicado na revista Veja edição 2305 - ano 46 - nº 4 - 23 de janeiro de 2013)

domingo, 10 de junho de 2018

O mal de ser carente - Sandra Barilli (Sem Tabus)


Como ser irresistível - Pastor Marcelo (Sem Tabus)


O que meu pai e minha mãe têm a ver com os meus relacionamentos amorosos - Elza Carvalho


Desenvolvimento a autoconfiança - Elaine Cruz e Raquel Rochael |Sem Tabus)


A autoestima e o relacionamento interpessoal - Kedma Nascimento (Sem Tabus)


O ciclo da sabotagem emocional - Kedma Nascimento (Sem Tabus)


Dependência emocional - Juliana Nascimento