domingo, 26 de março de 2017

Porque os librianos são considerados os parceiros mais comprometidos do zodíaco - Luiza Fletcher (O Segredo)



Librianos, nascido de 23 de setembro a 22 de outubro, representam equilíbrio e paz.

Eles amam ajudar as pessoas e são considerados grandes humanitários. Querem justiça e paz na vida, e se preocupam profundamente com seus amigos e familiares. Eles não gostam de conflito, e fazem o que podem para evitá-lo. Librianos são pessoas muito gentis e carinhosas, e se esforçam para que todos em sua vida estejam felizes.

No entanto, as pessoas muitas vezes se aproveitam deles devido à sua incapacidade de dizer “não” às vezes – eles podem facilmente se envolver em comportamentos de agradar os outros. Colocam outras pessoas em primeiro lugar, e isso pode servir como uma receita para se machucar, dependendo das intenções da pessoa.

Librianos têm uma natureza muito quente, descontraída, encantadora que os ajuda a fazer amigos com bastante facilidade.
Librianos são pessoas acessíveis, engraçadas e amorosas. Eles não têm muitos amigos, mas mantêm os que têm.

No que diz respeito a romance, librianos são parceiros maravilhosos. Na verdade, alguns consideram librianos os melhores parceiros em um relacionamento de longo prazo, e é fácil ver porque, uma vez que você os conhece.

Porque os librianos são considerados os parceiros mais comprometidos do zodíaco:

1.Librianos são intensamente leais

Librianos não querem nada superficial; eles querem coisas reais. Quando você entrar em um relacionamento com um libriano, certifique-se de que tem a intenção de permanecer comprometido com ele, porque ele nem sequer perde seu tempo com nada menos. Librianos vão ficar ao seu lado, não importa o que aconteça, e não vão te trair por qualquer motivo. Eles querem você, e só você.

2.Amam fazer as pessoas felizes

Librianos têm uma natureza muito altruísta e gostam de colocar um sorriso nos rostos das pessoas. Se eles puderem ajudar uma pessoa, vão fazê-lo, sem perguntas. Eles sempre colocam seus parceiros em primeiro lugar. Eles têm corações enormes e encontram satisfação em mantê-lo feliz, cuidado e amado.

3.Librianos são extremamente amorosos

Se você quiser um amante que lhe dá carinho sempre, te leve em uma viagem surpresa para uma cidade próxima, e te apresente aos amigos e familiares, um libriano é seu parceiro ideal. Você recebe o pacote completo com um libriano, e tudo o que ele quer em troca é um parceiro amoroso, suportivo.

Librianos realmente preferem estar em relacionamentos, e quando encontram um parceiro, dão 110% de si. Libras simplesmente amam amar, e sempre estarão lá para te levantar quando você se sentir para baixo.

4.Eles são românticos

Não espere apenas jantar e um filme com um libriano – isso é muito genérico e chato para eles. Ele irá levá-lo em um encontro mais pessoal para você. Ele ouve tudo o que você diz e presta atenção às coisas que você realmente gosta. Por exemplo, se você disser a ele que gosta de andar a cavalo, ele vai encontrar uma maneira de fazer acontecer.

5.Não gostam de conflito

Outra característica positiva de librianos é a sua capacidade de ver ambos os lados de uma história, e não tirar conclusões precipitadamente. Eles acreditam na justiça e na paz, e evitarão conflitos, se possível. Ele falará de uma maneira calma e respeitosa, e se você começar a gritar ou ficar com raiva, vais e afastar até que você se acalme. Se você quer um parceiro descontraído que nunca vai levantar a sua voz e vai sempre ter tempo para ouvi-lo, então precisa de um libriano!

A história da escrita e a escrita em cursiva itálica


O primeiro instrumento de escrita se assemelhava ao primeiro instrumento de caça: uma pedra pontiaguda. Essas pedras eram usadas para escavar as paredes, traçando registros visuais da vida cotidiana. Com o tempo, os desenhos foram se transformando em símbolos que, finalmente, passaram a representar palavras e frases, traçadas não mais em paredes, mas em pequenas tábuas de argila. Mesmo assim, foi só muito mais tarde que o alfabeto surgiu para substituir os pictogramas e os símbolos. Outro marco na história da escrita foi o advento do papel, na China antiga. O sábio grego Cadmo, fundador da cidade de Tebas e criador do alfabeto fenício, teria sido também o inventor das primeiras mensagens - cartas escritas à mão, em papel, que eram enviadas de uma pessoa para outra.

Algumas culturas levaram muitos anos até possuírem uma linguagem escrita. Na verdade, a língua vietnamita não tinha escrita até o século XVII. Dois jesuítas, missionários portugueses, Gaspar do Amaral e Antônio Barbosa, romanizaram a língua nativa desenvolvendo uma escrita e  um sistema de ortografia. Para isso, utilizaram o alfabeto romano e vários sinais para representar a acentuação tonal da fala dos vietnamitas. Mais tarde, em 1651, tal sistema foi codificado no primeiro dicionário de vietnamita, que continha mais de oito mil palavras, pelo francês Alexandre de Rhodes. É por isso que o vietnamita escrito usa letras romanas em vez de caracteres semelhantes aos dos países asiáticos vizinhos.

No início, todo sistema de escrita baseado em letras utilizava somente as maiúsculas. O aperfeiçoamento dos próprios instrumentos de escrita permitiu o surgimento das minúsculas. À medida que tais instrumentos foram se desenvolvendo e o alfabeto se tornando mais elaborado, escrever à mão passou a ser um problema. Hoje, temos uma incrível variedade de instrumentos de escrita - todo tipo de canetas, lápis e outros objetos do gênero; no entanto, o mais utilizado na história recente foi a pena, feita com uma pluma de pássaro.

Antes de tratarmos da arte da escrita com uma pena, precisamos falar um pouco sobre a caligrafia. Mesmo na era dos computadores, ter uma caligrafia clara é uma habilidade útil e necessária, e desenhar uma fileira inteira de As ou Ps bem caprichados, ou de Qs cheios de voltinhas, cuidando para que fiquem perfeitos, pode ser uma atividade bem prazerosa. Hoje em dia, quando é mais comum digitar do que escrever com uma caneta, a escrita cursiva pode até parecer fora de moda. Mas, na época de sua invenção, a noção de uma escrita padronizada foi uma ideia revolucionária.

O primeiro a adotar a escriva curvisa, ou "escrita à mão" italiana, foi Aldus Manutius, um tipógrafo veneziano do século XVI, cujo nome ainda sobrevive na denominação da fonte com serifa "Aldus". A escrita cursiva significa simplesmente "juntar", "formar uma corrente" (a palavra vem do verbo latino currere, correr), e uma das principais vantagens dessa escrita era permitir que se escrevesse depressa e ocupando menos espaço. Mas a aparência uniforme dos textos assim redigidos também se mostrou útil: nos séculos que antecederam a invenção da máquina de escrever, toda correspondência profissional era escrita à mão, e havia funcionários - homens - treinados para escrever "certinho", de forma que toda a correspondência apresentasse o mesmo tipo de letra. (As mulheres aprendiam a escrever com uma letra mais redonda, para uso doméstico.)

Com o surgimento dos computadores e das fontes padronizadas, não se vê mais a escrita cursiva nas etiquetas da correspondência profissional, embora ela ainda seja a forma mais elegante quando se  trata de convites, certificados e cartões de felicitações.

Atualmente, existem muitas correntes defendendo o que seria uma escrita cursiva bonita, e escrever "certinho" deixou de ser privilégio dos homens, como era algum tempo atrás. Nas escolas, há diversos sistemas de alfabetização, mas todos eles se baseiam em preceitos similares que visam a dar à palavra escrita uniformidade e legibilidade.

A cursiva itálica é uma forma tão elegante de se escrever à mão que pode mesmo ser usada para deixar mais chique uma correspondência qualquer. Como acontece com a cursiva comum, as letras são ligadas umas às outras, mas a cursiva itálica é mais inclinada, e as minúsculas arredondadas assumem uma forma mais triangular. Tal formato também se presta a floreios decorativos, e é por isso que vemos esse tipo de letra ser muito usado em convites de casamento, cardápios de restaurantes sofisticados etc.

Na cursiva itálica, as letras são traçadas com uma inclinação de cerca de dez graus em relação à vertical e, para isso, é preciso segurar a caneta formando um ângulo de quarenta e cinco graus a partir da linha.

Em Victoria, na Austrália, em meados dos anos 1980, foi desenvolvido um novo estilo de escrita cursiva para ser adotado no ensino fundamental. Hoje em dia, esse estilo, denominado Victoria Modern Cursiva, é usado por todo o país e apreciado por ser, além de legível, de fácil elaboração - bastam uns poucos floreados e as letras, que eram práticas, tornam-se elegantes.

Para treinar, alguns escritores gostam de escrever seus poemas favoritos a fim de aperfeiçoar sua forma. 



(texto publicado no livro O livro das garotas audaciosas de Andrea J. Buchana & Miriam Peskowitz)

Sua vida vai melhorar se você jogar fora essas três coisas! (Perfeito)


Às vezes a acontece de a sua casa parecer muito aconchegante, maravilhosa, mas você mal consegue respirar dentro dela. Não literalmente, claro. Mas você não quer pensar nisso, é desconfortável. Você reformou tudinho, mas ainda falta algo. Isso é tido pelos chineses como espaço entulhado. E de todas as coisas que você tem em casa, três delas são muito especiais e são as que mais têm o poder de estragar toda a atmosfera do seu lar. É o que está causando sua apatia e indiferença em relação ao mundo e às pessoas em seu redor. Se você quer remover energia estagnada e negativa de sua casa, livre-se dessas coisas imediatamente!

1. Flores artificiais

Flores artificiais estão mortas. Poucas coisas põem tanta pressão sobre o seu ambiente doméstico quanto elas. Dizem que flores vivas são para os vivos — e as mortas, para os mortos. Até o mais lindo dos buquês não substitui um pequeno e refrescante ramalhete de camolila. Até a mais comum das plantas em um vaso espalha energia vital pela casa. Então, plante orquídeas, flox ou até grama comum, mas fique longe das flores artificiais.

2. Louça trincada

Também está proibido manter em casa copos, pratos e outras louças rachadas. Não importa se não estão vazando ainda. Essas rachaduras, de acordo com os Chineses, são acumuladores estáveis de toda energia negativa presente na cozinha e na casa. É melhor não arriscar e se livrar dessas louças o quanto antes! Desde tempos ancestrais a louça é símbolo de bem-estar e prosperidade de seus possuidores. As rachaduras significam que há também uma quebra no bem-estar do dono. Mantenha apenas louça nova e bonita em casa, para enchê-la de alegria e felicidade.

3. Sapatos e roupas velhas

E por último — sapatos e roupas velhas. Você não deve manter em casa itens que não usa e que não lhe cabem mais. Elas não te fazem bem. É melhor doar a quem precisa, aos mais pobres. Então, elas serão úteis a você e à pessoa para quem doou.

Isso é o que se diz sobre coisas inúteis: se você obtém algo novo, livre-se de algo velho. Quando há um lugar vago, um par de belos sapatos novos ou aquele casaco dos sonhos certamente vai poder ocupá-lo!

sábado, 25 de março de 2017

Canções com gatos (canzoni con gatti)


História de uma gata (Os Saltimbancos)



Siamo gatti (La gabbianella e il gatto)



As pessoas emocionalmente inteligentes raramente ficam com raiva, porque seguem essa regra - Luiza Fletcher (O Segredo)


Você conhece alguém que parece sempre responder adequadamente a cada situação, mesmo quando as emoções estão altas? Provavelmente esta pessoa tem alta inteligência emocional, que se refere à capacidade de um indivíduo de ler com precisão e gerenciar suas próprias emoções e as dos outros ao seu redor.

As pessoas emocionalmente inteligentes muitas vezes permanecem calmas, mesmo nas situações mais agravantes e, como resultado, suas relações são muitas vezes harmoniosas.
Aqui está uma técnica comumente empregada por essas pessoas socialmente inteligentes:

Sempre que você estiver em uma situação que lhe causa uma resposta emocional extrema, dê-se 24 horas antes de mostrar suas opiniões e sentimentos.

Quando você está sob pressão, seu sistema nervoso entra em ação e seu corpo é inundado com adrenalina, cortisol e outros produtos químicos que te impedem de agir de forma racional.

As pessoas emocionalmente inteligentes sabem que mesmo aqueles que normalmente permanecem calmos lutam para controlar seus sentimentos quando provocados, e agem de acordo. Eles sabem que o tempo é uma ferramenta valiosa no tratamento de problemas.

Tomar tempo para processar suas emoções e olhar para o quadro maior impede que você permaneça em frustração, raiva ou dor. Qualquer impulso para uma reação negativa irá dissipar dentro de algumas horas, e você poderá então pensar cuidadosamente sobre como prosseguir.

Esta abordagem para conflitos e resolução de problemas pode ajudar muito na proteção de seus relacionamentos mais importantes de brigas desnecessárias. Se afastando da pessoa que o magoou, você demonstra o respeito a seus sentimentos e a gravidade da situação.

Então, na próxima vez que alguém te incomodar, afaste-se de sua companhia calmamente e reflita sobre o problema por 24 horas.

Suas emoções vão se acalmar, deixando-o livre para elaborar uma resposta racional para qualquer tipo de problema.

Tragédia em meio à grande beleza - Rodrigo Turrer


O terremoto que devastou cidades no centro da Itália expõe a fragilidade aos abalos sísmicos do país que conserva muitos monumentos históricos da humanidade

"A cidade inteira está sob escombros, conhecidos meus morreram. Sobraram poucos prédios, será impossível reconstruir tudo isso." Em meio às lágrimas, foi assim que Sergio Perozzi, prefeito de Amatrice, definiu a destruição que atingiu sua cidade e outras vizinhas depois do terrível terremoto que arrasou cidades nas regiões de Lazio, Abruzzo, Marcas e Úmbria, no centro da Itália. O lugar é um dos mais belos cartões postais da Itália. Menos badalado que Toscana, Emilia Romagna e o Vêneto, fica a duas horas de carro ou trem de Roma, na idílica região do Parque Nacional do Gran Sasso, entre os mares Tirreno e Adriático. "O paraíso virou o inferno de Dante", resumiu Perozzi.

O inferno começou na madrugada da quarta-feira, dia 24 de agosto. O terremoto de magnitude 6.2 aconteceu 100 quilômetros a nordeste de Roma. A região já enfrentou uma série de terremotos nos últimos 40 anos e fica em um dos pontos mais suscetíveis a tremores no mundo. O abalo ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros, considerada rasa, o que amplificou o tamanho da tragédia e os danos a edificações. Até o fechamento desta edição, na sexta-feira, dia 2, 268 haviam morrido e 387 estavam feridas.

Abalos sísmicos de grande intensidade fazem parte da rotina de quem vive ao longo da Cordilheira dos Apeninos, que corta a Itália de Norte a Sul. Segundo dados da agência governamental americana que monitora desastres naturais, a Itália, desde 2000, registrou 12 terremotos de grande intensidade. Essa atividade sísmica na região mediterrânea é resultado do grande atrito entre as placas tectônicas da África e da Eurásia. Além disso, o Mar Tirreno, no oeste da Itália, enter o continente e as ilhas da Sardenha e da Córsega, está se abrindo aos poucos, cerca de 2 centímetros por ano. Segundo especialistas, essa pressão é agravada pelo movimento da crosta terrestre do lado leste, no Mar Adriático, que estaria se movendo para "debaixo" da Itália. O resultado é um grande sistema de falhas geológicas que percorre toda a extensão da cadeia montanhosa. Cidades como Perúgia e Áquila estão localizadas em cima dessas falhas.

O epicentro do terremoto da quarta-feira foi perto da cidade de Nórcia, na região da Úmbria, que também fica em cima dessas falhas geológicas e cujo centro histórico é um ponto turístico popular. "As estruturas antissísmicas da cidade se mantiveram. Há danos ao patrimônio histórico e a prédios, mas estávamos preparados para o pior", afirmou Nicola Alemanno, prefeito de Nórcia. Ao contrário de Nórcia, outras cidades da região não estavam - e não estão - preparadas para o pior. Era o caso de Amatrice, sem dúvida a cidade que mais sofreu com o tremor. A cidade é uma pérola do Lazio, a região cuja capital é Roma. Considerada um dos berços da gastronomia do local, com suas massas sem similar e o famoso molho à amatriciana, Amatrice é chamada de "cidade das 100 igrejas" ("la città delle cento chiese"), tantas são as relíquias arquitetônicas representantes do períodos Românico, Barroco e Renascentista.

Tudo isso desapareceu no período de menos de 60 segundos em que a terra tremeu e devastou a cidade. Assim como em Amatrice, moradores de outras cidades italianas estão em risco permanente - sem contar várias das maravilhas arquitetônicas da Itália. Desde 1861, quando o país foi unificado, houve 35 grandes terremotos e 86 menores. Por causa dos inúmeros tremores, a Itália tem um dos códigos de construção mais avançados do mundo - mas ele só vale para construções novas. Mais de 75% dos edifícios da Itália têm mais de 100 anos. Igrejas, museus e outras edificações beiram a casa dos 1.000 ou 2 mil anos. As leis de conservação do patrimônio histórico restringem a modernizações que poderiam afetar a beleza de monumentos - mas, em contrapartida, torná-los mais seguros. "O desafio da Itália é avaliar a segurança sísmica de edifícios antigos e dar prioridade a intervenções para adaptação e fortalecimento", afirmou à revista Time Carmine Galasso, professor de engenharia sísmica na University College London.

O custo de lidar com a tragédia pode ser muito maior que o custo da prevenção. Em 2009, a cidade de Áquila, localizada sobre uma falha geológica que provoca abalos constantes, sofreu um dos piores terremotos da história recente da Itália. Ao menos 300 pessoas morreram e seu vasto centro histórico ficou sob escombros. Passados sete anos e um investimento de 13 bilhões de euros, o centro histórico não foi completamente recuperado - e as vidas que se foram estão perdidas para sempre.

Em um país conhecido pela burocracia e pelos entraves a modernizações como é a Itália, reformar ou melhorar edificações antigas requer um esforço hercúleo. Obras realizadas em Roma, Pisa e outras cidades italianas para fortalecer estruturas de prédios e monumentos históricos - alguns deles patrimônios da humanidade - enfrentaram sérios obstáculos para ficar prontas. A própria lei que instituiu um código de construção moderno prevendo proteções antissísmicas demorou quase dez anos para ser aprovada no Parlamento.

O terremoto que destruiu Amatrice e outras cidades em uma das regiões do mundo mais suscetíveis a terremotos é um alerta para as autoridades italianas. Um sinal de que sob a beleza estonteante da paisagem e da arquitetura do Bel Paese, como a Itália é conhecida, estão estruturas antigas e frágeis, que podem não resistir a futuros impactos e tremores.


(texto publicado na revista Época de 29 de agosto de 2016)

sexta-feira, 24 de março de 2017

La lettera di Roberto Baggio ai giovani spopola sul web e diventa virale! (Italiapatriamia)


Per vent’anni ho fatto il calciatore. Questo certamente non mi rende un maestro di vita ma ora mi piacerebbe occuparmi dei giovani, così preziosi e insostituibili. So che i giovani non amano i consigli, anch’io ero così. Io però, senza arroganza, stasera qualche consiglio lo vorrei dare. Vorrei invitare i giovani a riflettere su queste parole.

La prima è passione.
Non c’è vita senza passione e questa la potete cercare solo dentro di voi. Non date retta a chi vi vuole influenzare. La passione si può anche trasmettere. Guardatevi dentro e lì la troverete.

La seconda è gioia.
Quello che rende una vita riuscita è gioire di quello che si fa. Ricordo la gioia nel volto stanco di mio padre e nel sorriso di mia madre nel metterci tutti e dieci, la sera, intorno ad una tavola apparecchiata. E’ proprio dalla gioia che nasce quella sensazione di completezza di chi sta vivendo pienamente la propria vita.

La terza è coraggio.
E’ fondamentale essere coraggiosi e imparare a vivere credendo in voi stessi. Avere problemi o sbagliare è semplicemente una cosa naturale, è necessario non farsi sconfiggere. La cosa più importante è sentirsi soddisfatti sapendo di aver dato tutto, di aver fatto del proprio meglio, a modo vostro e secondo le vostre capacità. Guardate al futuro e avanzate.

La quarta è successo.
Se seguite gioia e passione, allora si può parlare anche del successo, di questa parola che sembra essere rimasta l’unico valore nella nostra società. Ma cosa vuol dire avere successo? Per me vuol dire realizzare nella vita ciò che si è, nel modo migliore. E questo vale sia per il calciatore, il falegname, 

La quinta è sacrificio.
Ho subito da giovane incidenti alle ginocchia che mi hanno creato problemi e dolori per tutta la carriera. Sono riuscito a convivere e convivo con quei dolori grazie al sacrificio che, vi assicuro, non è una brutta parola. Il sacrificio è l’essenza della vita, la porta per capirne il significato. La giovinezza è il tempo della costruzione, per questo dovete allenarvi bene adesso. Da ciò dipenderà il vostro futuro. Per questo gli anni che state vivendo sono così importanti. Non credete a ciò che arriva senza sacrificio. Non fidatevi, è un’illusione. Lo sforzo e il duro lavoro costruiscono un ponte tra i sogni la realtà.

Per tutta la vita ho fatto in modo di rimanere il ragazzo che ero, che amava il calcio e andava a letto stringendo al petto un pallone. Oggi ho solo qualche capello bianco in più e tante vecchie cicatrici. Ma i miei sogni sono sempre gli stessi. Coloro che fanno sforzi continui sono sempre pieni di speranza. Abbracciate i vostri sogni e inseguiteli. Gli eroi quotidiani sono quelli che danno sempre il massimo nella vita. (Fonte)

Ed è proprio questo che auguro a Voi ed anche ai miei figli.

Paulistano Nota Dez: Paolo Parise - Ricardo Rossetto


Tenho postado vários textos que fazem parte da coluna Paulistano Nota Dez da Veja São Paulo e me deparei com a reportagem com o Pe. Paolo Parise que trabalha na Paróquia Nossa Senhora da Paz (criada para atender à colônia italiana), onde fiz o 1º ano da escola fundamental (na época escola primária). Não sei quando a língua e a cultura italianas entraram em minha vida e com certeza não foi quando decidi assistir às aulas do professor Pedro como ouvinte. Dois anos depois prestaria vestibular para frequentar o curso regularmente. E já sou professora de  italiano há 30 anos.

No dia 10 de abril, São Paulo recebeu uma leva de 700 imigrantes haitianos em situação de emergência. Instalado anteriormente em Brasileia, pequena cidade no sul do Acre, o grupo teve de deixar o local às pressas após as enchentes no Rio Madeira. Sem casa, dinheiro nem emprego, os desabrigados foram acolhidos na Paróquia Nossa Senhora da Paz, na Baixada do Glicério, no centro. Há quase um mês, lotam o pátio da instituição e, além de uma cama e almoço, recebem ajuda para regularizar sua situação no Brasil. O espaço, mais conhecido como Missão Paz, é comandado desde 2010 pelo padre Paolo Parise. Nascido em Marostica, no nordeste da Itália, ele começou a trabalhar com essa causa no sul daquele país em 1984 auxiliando moradores do norte da África que cruzavam o Mediterrâneo em botes atrás de uma vida melhor na Europa. Chegou ao Brasil em 1992 e atuou em missões no Guarujá, no litoral paulista, e no Grajaú, na Zona Sul, antes de se instalar no endereço atual.

Construída em 1940, a Paróquia Nossa Senhora da Paz nasceu originalmente para  atender à colônia italiana. Ligada à congregação católica scalabriana - cujo objetivo é oferecer assistência a imigrantes -, passou a acolher comunidades coreanas, vietnamitas, africanas e latinas a partir de 1968. Não são apenas os hóspedes que vêm de diversas regiões do mundo. Ao lado do italiano Parise, atuam na missão o colombiano Luis Espinel, o mexicano Alejandro Cifuentes e o brasileiro Antenor Dalla Vecchia. No apoio, um time de 39 funcionários e vinte voluntários trabalha em diferentes tarefas, como obtenção de documentos, atendimento psicológico, ministrando cursos de português e fazendo contato com empresas dispostas a oferecer emprego. Desde 2008, 53 300 estrangeiros receberam ajuda no local. "Acolher essas pessoas, entendendo sua história e identidade, dá a oportunidade de construir uma cidadania universal", diz Parise. "Precisamos vê-las como uma possibilidade de aprendizado de uma nova cultura."


(texto publicado na revista Veja São Paulo de 7 de maio de 2014)


Pe. Paolo Parise


Com o uniforme da escola ministrada pela Paróquia Nossa Senhora da Paz





quinta-feira, 23 de março de 2017

Che cos’è la sindrome di Stendhal? (Libreriamo)


La sindrome di Stendhal, detta anche sindrome di Firenze (città in cui si è spesso manifestata), è una affezione psicosomatica osservabile nei soggetti messi al cospetto di opere d’arte…

MILANO – La sindrome di Stendhal, detta anche sindrome di Firenze (città in cui si è spesso manifestata), è una affezione psicosomatica osservabile nei soggetti messi al cospetto di opere d’arte di straordinaria bellezza, specialmente se esse sono compresse in spazi limitati. Ma in che modo si manifesta? E, soprattutto, quali sono i sintomi?

ORIGINE DEL TERMINE – Fenomeno verificatosi di frequente al cospetto delle opere di Caravaggio e Michelangelo, il nome della sindrome si deve allo scrittore francese Stendhal. Fu proprio lui a descrivere nell’opera “Roma, Napoli e Firenze” scritta nel 1817, gli effetti di questa patologia psicosomatica, sperimentata in prima persona. Stendhal in effetti racconta che, durante una visita alla Basilica di Santa Croce a Firenze, fu colto da una crisi che lo costrinse a guadagnare l’uscita dell’edificio al fine di risollevarsi dalla reazione vertiginosa che il luogo d’arte scatenò nel suo animo.

L’ANALISI PSICOLOGICA – Ma è stata una psichiatra italiana a divulgarla grazie alla pubblicazione di un libro in cui descrisse più di 100 casi. Si tratta di Graziella Margherini, responsabile del servizio per la salute mentale dell’Arcispedale Santa Maria Nuova di Firenze, che nel 1979 scrisse “La sindrome di Stendhal. Il malessere del viaggiatore di fronte alla grandezza dell’arte”. L’indagine prese atto dalla cura di turisti che, usciti dagli Uffizi, e in preda a singolari malori, si recavano nel vicino ospedale fiorentino. Nello studio furono osservato soggetti per lo più di sesso maschile, di età compresa fra 25 e 40 anni e con un buon livello di istruzione scolastica, che viaggiavano da soli, provenienti dall’Europa Occidentale o dal Nord-America e si mostravano molto interessati all’aspetto artistico del loro itinerario. L’esordio del disagio si presentò poco tempo dopo il loro arrivo a Firenze, e si verificò all’interno dei musei durante l’osservazione delle opere d’arte.

In merito alla sua ricerca, Graziella Magherini afferma che “l’’analisi della sindrome di Stendhal ha messo in evidenza le complesse interazioni psicosomatiche che possono attivarsi in alcuni individui, con particolari condizioni psichiche predisponenti, quando il contesto ambientale favorisce gli aspetti di sradicamento rispetto alle proprie abitudini di vita. La Bellezza e l’opera d’arte sono in grado di colpire gli stati profondi della mente del fruitore e di far ritornare a galla situazioni e strutture che normalmente sono rimosse”.

I DISTURBI – “Nello studio” continua la studiosa “abbiamo osservato diverse forme. La maggior parte dei turisti manifestavano attacchi di panico, alcuni presentavano disturbi del contenuto e della forma del pensiero con intuizioni e percezioni deliranti associate a disturbi delle senso/percezioni con allucinazioni uditive, altri ancora percepivano fenomeni illusionali e cenestofrenie; altri presentavano disturbi affettivi, con umore orientato in senso depressivo con contenuti olotimici di colpa e di rovina o, viceversa, in senso maniacale con euforia e manifestazioni di estasi. Altri ancora manifestavano sintomi riferibili agli attuali criteri diagnostici per il disturbo di panico, con crisi acute di ansia libera o situazionale; ed infine, alcuni, oltre ad un senso di profondo turbamento, percepivano la città incombente, quasi nemica, come se si sentisse perseguitato non già da un’entità, ma dalla città stessa”.

MICHELANGELO E L’ARTE RINASCIMENTALE – Eseguito a Firenze, lo studio era rivolto all’osservazione dei disturbi provocati soprattutto dalla visione di opere rinascimentali. In particolare, il divino Michelangelo è l’artista che più di altri ha contribuito a scuotere gli animi. Graziella Magherini infatti afferma che “nei miei studi su Michelangelo, mi sono soffermata soprattutto sul David. Il David presenta delle caratteristiche eccezionali: in primo luogo possiede una bellezza anatomica straordinaria e poi, contemporaneamente, è un eroe biblico e, per la città, un eroe civico. Soprattutto, ciò che colpisce chiunque, è il lato estetico: è un bellissimo nudo e ciò riesce a influenzare l’animo di alcune persone rendendole in qualche modo eccitate, depresse e così via, influenzando perciò l’emotività dello spettatore, in un senso o in un altro”.

O cansaço físico que você está sentindo é devido as novas frequências que estão chegando - Carlos Torres (Verdade Mundial)


O cansaço físico que estão sentindo é devido as novas frequências eletromagnéticas inteligentes que estão chegando do Sol Central. Estas estão mexendo radicalmente em nossas estruturas físicas, emocionais e espirituais. Como se fossemos apenas um aparelho de celular ligado a uma bateria de um imenso navio. Há muita energia vindo do mundo espiritual. Sendo assim há a necessidade de estabilização. O que fazer?

Mentalmente: vibrar em alta ressonância, de preferência na mais alta energia possível, a energia da gratidão, da compaixão, da generosidade, da benevolência e do compartilhamento mútuo das ideias. Evitar julgamentos alheios, pois não sabemos realmente o que cada um veio passar nesta vida. Elevar o pensamento para coisas nobres ao invés de continuar compartilhando noticias fúteis e terríveis que teimam em se multiplicar pela televisão e mídias sociais. Faça diferente, encontre coisas boas nas pessoas e nas situações, elas existem, mas estão sendo esquecidas. Pare de reclamar e comece a agradecer, a gratidão é a energia que moldará o novo mundo. Quando um pensamento ruim vier, compreenda-o e imediatamente neutralize com outro superior e positivo. Quando um problema vier a sua mente, transmute a informação, procurando imediatamente a solução para o mesmo. Mude o foco, encontre coisas belas em você, em seu comportamento, pare de se mutilar energeticamente, todos nós temos coisas boas e algumas virtudes.

Fisicamente: fazer exercícios calmos e concentrados, emitindo ao mesmo tempo que se faz, ondas azuis para todos os locais onde sente supostamente dores, desconforto ou fadiga muscular, transformando um simples exercício de alongamento e fortalecimento em um exercício vibracional quântico intensificado. Beber bastante água mineral, de preferência aquela que sai direto das pedras , pois traz fragmentos minerais puros do centro das montanhas, rochas e cristais. Evitar alimentos industrializados e com condimentos exagerados. Coloque para dentro do seu corpo coisas bonitas, saudáveis e que possuem vida, esqueçam de uma vez por todas bolachas hidrogenadas, fast foods e comidas sem vida. Coma frutas verdes regadas com mel, legumes regados a azeite, procure comer legumes que saem de dentro da terra como batata, beterraba, mandioquinha, mandioca, eles trazem força física e consciência para aterramento. Trocar a farinha de trigo por outra menos prejudicial como a tapioca, a farinha da mandioca. Tomar sol e agradecer enquanto faz isso. Mergulhar na água no mar, cachoeira ou na água de um rio corrente para entrar na frequência da Natureza.

Se sentir vontade de dormir mais do que o normal, durma, seu corpo precisa de estabilizar com as novas frequências, não é toa que ele está clamando por isso, não se preocupe você não está ficando velho, doente ou preguiçoso, é somente um processo de ajustamento.

Coma menos e melhor, não precisamos comer tanto quanto dizem que precisamos, o corpo físico trabalha melhor.
Se sentir vontade de ficar mais sozinho (a), fique, você não está ficando uma pessoa chata e ranzinza, é somente seu espirito pedindo para entrar em sintonia e querendo acalmar sua mente repleta de confusões.

Espiritualmente: preste atenção na sua intuição, pois esta está chegando com força e é a primeira informação que chega do mundo espiritual diretamente em sua mente. Ouvir uma música boa, aquela que faz os pelos do seu braço arrepiar, sim, esta é capaz de produzir a ressonância com seu espírito. Preste atenção nas inspirações, pois elas vêm pura e simples e de forma muito rápida, sendo assim pode não conseguir anotar o que é recebido ou fazer no exato momento em que ela chega, quando isso ocorre, perdemos o contato e o espírito demora para trazer esta informação novamente. Inspiração é algo que seu próprio espírito lhe envia, não é um espírito terceiro ou um amparador, é você em manifestação futura e dimensão divina tentando conversar consigo mesmo.

Relacionamentos: você não precisa mais gritar com ninguém, seu coração já não suporta mais gritos e discussões, ele só quer harmonia e entendimento, a época dos sofrimentos terminaram, quem ainda continuar nesta ideia terá que vivenciar grandes provações. Se for preciso se posicionar perante um relacionamento que não serve mais, posicione-se e faça o que precisa ser feito. Se for preciso mergulhar num relacionamento que lhe faz sentido e traz consigo a energia do amor verdadeiro, não tema, vá com convicção neste direção. O amor direciona, a mente confunde.

Trabalho: seu espirito não está mais querendo fazer o que não preenche o seu propósito de vida. Ele está forçando-o a entrar com força total no seu centro de sinergia, aquele que sintoniza você com as forças mágicas do Universo. Se você não mudar e não melhorar sua relação com seu trabalho, infelizmente sua vida vai ficar cada vez mais vazia, mesmo que receba bastante dinheiro com ele, nada disso poderá dar um sentido real para a sua existência daqui em diante. Seu espirito só quer que as coisas se ajustem, ele luta por isso, mas você muitas vezes resiste e continua querendo controlar tudo mantendo-se na velha vida que não existe mais. A única saída é render-se e deixar que as novas inteligências modifiquem e direcionem sua vida.

É preciso que a redenção esteja presente, pois somente assim o Universo natural saberá que você realmente confia nele. O novo mundo que está nascendo não aceita mais o medo como condição, não aceita mais a ideia da falta de suprimentos, da violência sem motivos praticada uns contra os outros, não aceita mais a ideia da esperança como um padrão de crença, mas somente a confiança, pois a palavra esperança no fundo é somente uma forma bonita de esperar por eterno amanhãs que nunca chegam. Não aceita mais a ideia de procurar a felicidade e ir em busca dela num futuro distante que talvez nem existe, o novo mundo só aceita a ideia de viver o presente com intensidade e compreender que a felicidade que tanto se busca no fundo está dentro do eterno presente, e esta energia se chama gratidão. Sim, a felicidade é a própria gratidão.

Não resista, a resistência traz cansaço físico, dor, irritação, descontentamento, falta de confiança, desarmonia, dores, doenças e tudo o que não faz mais sentido para sua vida. Parece fácil falar, no entanto, eu sei o que estou falando, pois passei por tudo isso, exatamente como vocês , e agora já estou vendo além do horizonte do campo de centeio, uma montanha cristalina que os mentores espirituais já conseguem me mostrar. A caminhada por este campo foi longa, parecia que nunca surgiria nada pela frente, como se fosse um imenso vazio utópico que nunca terminava, mas agora a visão é nítida e só há alegria em meu coração.

Estou escrevendo este artigo, pois não quero sentir isso tudo sozinho. Todos que estão na busca espiritual encontrarão esta montanha, a montanha cristalina do novo mundo. A imagem dela é clara e surge todos os dias em meus sonhos, mas as hierarquias espirituais me dizem para não me preocupar como chegar até lá, pois o novo mundo não é um lugar, mas sim uma frequência, um estado vibracional que todos podem estar se assim desejarem. O estado da gratidão pura e silenciosa. O local onde a sintonia com seu espirito é perfeita e a tríade: corpo, mente e espírito se estabiliza para a projeção daquilo que vem de cima. Sintonia é o caminho, sintonia consigo mesmo, algo que ocorre entre você e seu espirito superior, essa é a verdadeira espiritualidade que os mentores desejam que alcancemos, espiritualizar não é chegar ao mais alto, mas sim o mais perto, o mais perto de si mesmo. Quando estamos completos e conectados, estamos em plena sintonia com o Todo e a partir daí todos os processos secundários se fazem presentes, digo por exemplo sobre a ajuda ao próximo.

sábado, 18 de março de 2017

A questão dos toaletes - Walcyr Carrasco


O banheiro virou tema de debate. Vou mais longe. Por que há banheiro para homem e para mulher?

Há alguns anos traduzi e adaptei para jovens A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho. A certa altura, empaquei no original francês. O protagonista, Armand, seguia Marguerite até seu "toilete". Ela, recostada em um canapé, ouvia as juras de amor dele, ajoelhado. Quando ele saia, ela pegava uma pequena bacia e escarrava sangue. Estranhei. Comparei com outras traduções. Em todas, "toalete". Mas aqui usa-se o termo para banheiro social. Pede-se, educadamente, para evitar falar em necessidades físicas.

- Posso ir ao toalete? Rápido!

Mas Armand se ajoelharia para declarar seu amor ao lado de um vaso sanitário? Marguerite deitaria no canapé sob o risco de bater a cabeça e dar descarga? Fui à luta. Busquei plantas de prédios de meados do século XIX, em Paris, como o que Marguerite moraria. Conclui: tratava-se do que chamaríamos de quarto de vestir, com um penico embaixo do canapé. O prédio teria um local para jogar as "águas sujas", como diz Eça de Queiroz em O Primo Basílio. Traduzi como "quarto de vestir" para dar uma ideia mais aproximada.

Fiquei pensando em como adotamos toalete como se fosse um eufemismo. Até bem pouco tempo atrás, o banheiro não era bem visto pelos arquitetos. No interior, era comum que fosse fora da casa. O visitante pedia:

- Posso usar a casinha?

No lar, só penicos. Tinham suas vantagens. Estimulavam a flexibilidade das pernas, mesmo em idades avançadas. Mansões de décadas atrás ofereciam um banheiro para três quartos. No máximo, uma suite para o casal. Nos Estados Unidos, segundo o filme Vidas cruzadas (The help, de Tate Taylor, 2012), nos anos 1960 surgiu o banheiro de empregada. Questão de racismo, pois as patroas brancas não queriam usar o mesmo ambiente que as empregadas negras. Uma racista chega a dizer: "Elas carregam doenças diferentes das nossas".

Banheiro de empregada é discriminação. Racial ou social, por pobreza. O que faz alguém diferente de alguém a ponto de não poder usar o mesmo? No Brasil, a questão nem foi levantada. Herança das senzalas, os aposentos para empregadas permaneceram. E nunca se discutiu por que alguém pode trabalhar numa casa, participar da intimidade e à noite ser trancada num cubículo, com um banheiro cuja porta nem fecha.

Nos últimos anos, porém, os arquitetos e construtoras piraram na questão. Um apartamento de classe média alta hoje oferece todos os quartos com suíte. Mais toalete. E banheiro de empregada. Digamos, três quartos, cinco banheiros. Recentemente, em uma festa, ouvi uma ricaça reclamar:

– Mas como só um toalete para visitas? Seria preciso dois!

Livros já foram objeto de decoração nas salas elegantes. Perderam espaço para torneiras, pias e chuveirinhos. Apartamentos do tipo quarto e sala chegam a oferecer um “toa­lete” para visitas, além da suíte. Nos de luxo, dois banheiros na suíte do casal, para ele e ela. Que frenesi por banheiros é esse?

Agora vem uma nova questão, a de gênero. Os conservadores defendem que a pessoa só use o banheiro correspondente ao sexo da certidão de nascimento. Mesmo transexual ou travesti. Travestis e transexuais, com razão, sabem que nos banheiros masculinos podem ser vítimas de ofensas e agressões. Vou mais longe. Por que há banheiro para homem e mulher? Em eventos, quando vejo as longas filas dos femininos, costumo brincar com elas, todas tensas, segurando-se, mal-humoradas.

No Japão, em duas viagens que fiz, percebi que essa diferença é muito relativa. Em baladas, mulheres usam normalmente banheiros masculinos. Em banhos públicos, próximos de fontes vulcânicas, homens, mulheres e crianças misturam-se pelados, sem constrangimento. De banheiro de empregada não sei, até porque japonês nem tem esse tipo de funcionária. E, com o espaço reduzido de Tóquio, duvido que alguém tenha quatro suítes. Parece escandalosa e temível essa mistura?

Certa vez, no Museu do Louvre, em Paris, eu estava em pé, enfileirado, com uns cinco cavalheiros, naquele momento crucial. Filinha de espera. Uma mulher, turista oriental, entrou, passou por nós sem dar a menor importância e foi para um reservado. Tudo com extrema naturalidade.

Não sei explicar. Só queria entender. Por que o frenesi por banheiros entre os arquitetos? E como se transformou em debate encarniçado na questão de gêneros? Não seria mais fácil para quem quer entrar trancar a portinha?