sexta-feira, 20 de outubro de 2017

9 coisas que você precisa parar de fazer por ser bonzinho demais (O Segredo)

Pare de fazer essas 9 coisas. Não seja bonzinho demais!

1. Dar desculpas para outras pessoas

Pare de dar razão ao mau comportamento dos outros para com você. Não invente desculpas para suportar maus-tratos.

Algumas pessoas serão más e manipuladoras, aproveitando de sua bondade. Não continue dando chances a eles de explorar sua empatia para seus próprios ganhos.

2. Manter a paz a todo o custo

Você pode ser um amante da paz, mas às vezes você precisa se impor. Pare de evitar conflitos. Decida se defender, mesmo se você odeia confrontos. Se você permitir que pisem em você, algumas pessoas vão confundir sua gentileza com fraqueza.

3. Não expressar o que você realmente sente

Expressar, expressar, expressar. Contanto que você não está intencionalmente prejudicando ninguém, diga o que você realmente sente. Nem sempre é preciso ser educado e ter medo de causar uma má impressão. Às vezes você precisa falar o que pensa, independentemente do que outra pessoa pense de você.

4. Tentar ser perfeito

Entre em contato com seu eu autêntico, seus pensamentos e emoções mais íntimos. Pare de colocar os outros em um pedestal, enquanto você se repreende por suas próprias falhas. Aceite suas fraquezas, e lembre-se que ninguém pode ser perfeito o tempo todo.

5. Fazer todos felizes

Pare de tentar agradar a todos. No fim do dia, sempre haverá alguém que vai ter um problema com quem você é ou com o que você faz. Você não pode fazer todos felizes. Pare de se preocupar com o que os outros pensam de você e faça a coisa certa.

6. Sucumbir ao abuso emocional

Reconhecer quando você está sendo dominado, traído, estiverem fazendo você se sentir mal sobre si mesmo. Pare de deixar que alguém projete suas próprias inseguranças em você. Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento. Acabe com o ciclo vicioso de vítima e perpetrador.

7. Dizer sim quando quer dizer não

Não deixe que ninguém o faça sentir-se mal em se defender. Você tem uma voz, você merece uma opinião, e seu senso de autoestima não depende da aprovação externa. Pare de deixar alguém fazer você se sentir culpado por recusar fazer o que não quer e não pode.

8. Colocar as necessidades dos outros antes da sua

Suas necessidades são tão importantes quanto as de qualquer outra pessoa. Você é humano como todos os outros. Há um limite para os sacrifícios e compromissos que você pode fazer. Não se perca tentando dar a outras pessoas o que elas são incapazes de fazer por si mesmos.

9. Pensar que você não é suficiente

Você é digno de todas as coisas maravilhosas que a vida tem para oferecer. Contanto que você se esforce para se tornar uma pessoa melhor a cada dia, você é bom o suficiente. Recupere o seu próprio poder, assuma a responsabilidade por sua mente e corpo, e assuma o controle de sua própria vida.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Diário de vida: Ela é de câncer (será que eu sou assim?) - Bárbara Morais


Ih, meu amigo. Ela de câncer. Pode se preparar, que essa daí vai dar trabalho.

Ela é muito mais complicada do que qualquer outra coisa que você já ousou tocar.

Ela é de câncer. Ela é complexa, extensa, e não vem com manual de instrução. Ela é variável, imprevisível, inquieta.

Ela é de se entregar, de corpo e alma. Não gosta de pular de coração em coração, mas vai fazer isso até achar um para se acomodar.

Ela gosta do seu carinho, e vai implorar por ele até ganhar. Ela quer demais, mas nem sempre consegue o que quer. E quando isso acontece… Ah, que explosão!

Ela é sensível, como os seus arrepios quando você a toca. Qualquer frase bonita a faz chorar, e qualquer problema já a deixa desesperada. Mas ela nunca desiste. Por mais complicado a situação está, ela vai até o fim. Ela é determinada, exigente, perfeccionista. Essas não são as qualidades ainda.

Não é porque ela muda de assunto de uma hora pra outra, que quer dizer que ela não ouviu o que você estava falando. Ela estava, porém você a fez pensar em outra coisa.

Mas se ela deixar de falar, corre o risco de seus pensamentos correrem. Se ela não responde ou fica te encarando, ela não está te intimando. Ela só quer te olhar, e lembrar do seu rosto daquele jeito, naquele lugar.

Ela gosta de saber que é amada, que é especial e que nunca será a única no seu coração. Ela é insegura, coitada.

Ela é pura poesia. Sentimento, amor. Ódio também. Vingativa até sua última gota de sangue. Cheia de mistérios, mas ela está disposta a deixar você descobrir, mas só se você merecer.

Não é qualquer um que entra nas profundezas de uma canceriana. Não é escorpiano, não é pisciano. É amor. Amor é a chave para seu coração. Mas tome cuidado. A gente nunca sabe o que encontrar lá dentro.

Vish, ela é de câncer. Ela é de fases. Ora está feliz, ora está quieta em um canto ouvindo uma música triste. Muito provável que esteja chorando baixinho. O motivo? Ah, até ela te explicar… Às vezes ela soluça de tanto chorar. Às vezes ela rola no chão de tanto rir. Ela vive apenas para ser feliz, mas nem sabe o que é felicidade ainda.

Os sentimentos dela, são montanha-russas eternas, que não tem hora para parar. Ela gosta desse clichê que é a vida, mas também gosta de coisas originais. Gosta de cantar na rua, correr para abraçar suas amigas, não tem lá muita vergonha. Timidez? Passa longe.

Mas a menina é possessiva, viu? Ciumenta até. Não suporta ver outros ouvindo suas bandas favoritas, e os filmes que ela gosta, só ela pode ver. Se você um dia disse que era dela, você será dela pra sempre. Até ela perceber que ninguém é de ninguém, e só ela pode ser dela mesma. Ela vai cuidar de você, como se fosse um bichinho de pelúcia. Um peixinho no aquário. Ela vai te deixar livre, só não invada a liberdade dela.

Ela até gosta do passado. Gosta das memórias, das lembranças, das histórias que a fizeram rir um dia, até daquelas que a fizeram chorar. Mas ela prefere sonhar com o futuro. Com todas as coisas que ele ainda guarda, e ela quer ir lá, à pé, para descobrir. Tão sonhadora, que mal consegue se manter no chão.

Ela é de câncer. Fácil de conquistar, difícil de manter. Ah, mas eu te falo, que vale a pena. Não jogue o amor dela fora, não. Hoje em dia, tudo o que ela tem para te dar é ouro. Não deixa ela ir embora, pois ela pode nunca mais voltar. Se voltou uma, você tem sorte.

Filha do mundo. Não quer ser dona dele. Ela quer apenas viver, sentir e aprender.

Sim, ela é de câncer. Mas sente mais que todos os signos do horóscopo juntos.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Seja bom e correto, mesmo quando ninguém estiver olhando - Leandro Karnal


O que tiver que ser, será... no tempo e momento certos - Raquel Aldana (O Segredo)


O que tiver que ser será, no devido tempo e hora, porque o destino é incerto e às vezes os ventos simplesmente não sopram a nosso favor, apesar de nossos esforços. 

Dizem que as melhores coisas não são planejadas, simplesmente acontecem e é melhor não pressionar o tempo. Porque se alguma coisa deve acontecer, ela vai acontecer de qualquer maneira. E se não deve, não acontecerá. Simples assim. 

“Por isso, de vez em quando é bom não planejar ou esperar, deixar de tentar encontrar razões para continuar por um caminho que não é o certo.” 

O fato de que as coisas são mais simples do que originalmente planejamos abre uma ampla gama de possibilidades para desfrutar de uma vida muito mais relaxada e simpática para o nosso bem-estar. 

Tudo passa, tudo chega, tudo se transforma 

Provavelmente, todos concordam que somos um produto de nossas circunstâncias e nossos desejos. No entanto, às vezes estes são incompatíveis ou, é difícil para nós digerirmos as conseqüências. Isto levanta preocupações que nos deixam ansiosos e amargam nossa existência. 

“Nestas ocasiões, é bom que nos lembremos de um famoso provérbio que guarda em si uma lógica avassaladora: Se tem solução, por que se preocupar? E se não tem, por que se preocupar?” 

A verdade é que sim, parece óbvio que não devamos nos preocupar com o que não podemos resolver, mas deixar-se levar e ficar calmo às vezes pode ser praticamente impossível. 

Então, talvez devêssemos aprender que há certas coisas que estão além do nosso controle e que muitas vezes permitir o fluxo da vida e aceitar as circunstâncias é a melhor das nossas opções. 

Nós não somos a armadura, somos a respiração 

Somos aquilo que digerimos, as pedras nas quais tropeçamos, os machucados que não curamos e os trágicos fins de nossas vidas. Nós não somos apenas os sorrisos, alegrias ou verdades, também somos mentiras, as críticas e as lágrimas que não choramos. 

“Não se trata de crer ou não crer em destino, mas em deixar que as circunstâncias nos surpreendam e assim abrir as janelas do relaxamento emocional para nos ajudar a reacender os nossos sentimentos. 

Ocasionalmente, é necessário fugir de nós mesmos e nossas expectativas. Então, lave a sua mente para tomar perspectivas, conte até dez e sinta o oxigênio encher seus pulmões.” 

Lembre-se que as suas partes com as quais você não se conecta habitualmente, perdem a força que precisam para ser ativadas. Portanto não a vida passar diante de seus olhos, não retroceda. 

Dê continuidade, aprenda a relaxar, a olhar muito de perto esses pensamentos que prejudicam você e contemple a vida com paciência. Não tente planejar cada milímetro de sua viagem, às vezes você simplesmente precisa ser inspirado por coincidências.

Por trás da química entre duas pessoas existem lições a serem compreendidas… - Anieli Talon (O Segredo)


Ter química com alguém é bicho brabo viu! Algo que tira o juízo e faz qualquer um de gato e sapato. Cria-se um vínculo movido pela atração, que não se sabe explicar muito bem de onde vem e não há nada que possa ser feito de imediato. Fica difícil evitar.

O fato é que, pessoas não passam por nossas vidas por uma obra do acaso, elas sempre trazem um propósito, uma história, uma lição a ser aprendida, uma experiência a ser vivida, ainda mais aquelas que trazem a química como atração principal.

Por isso, não há como ignorar que algo será revelado nessa alquimia toda. É inegável o fato de que esta pessoa será aquela que mais vai trazer lições para a nossa vida, pois serão elas que, de maneira ou outra, ficarão um tempo a mais em nossos lençóis, quartos e espaços íntimos… será com elas que criaremos algum tipo de laço íntimo e que trarão os nossos problemas para a superfície.

Elas refletirão o nosso recôndito da alma, pois um relacionamento nos dá um espelho de nossas emoções íntimas.

E esta necessidade química é mesmo uma droga. Entorpece, vicia e gera uma dependência surreal. Ao tentar se desfazer o ser é passível de sofrer por abstinência, e assumir o risco de sentir que só ali ele pode ser feliz.

E a química é a oportunidade devassa, deslavada e descarada que o “universo” encontrou para aproximar pessoas que precisam trocar experiências.

Relacionamentos serão sempre portas para grandes revelações e lições a serem compreendidas a fim de um amadurecimento pessoal e uma versão mais completa de nós.

As lições aparecem de formas desafiadoras, e nem sempre teremos o fim que queremos idealizados no amor romântico.

Por meio da química, é possível desbravar selvagemente o caminho do amor, e por meio dele trabalhar as questões reveladas pelo nosso ego.

Por vezes o amor se revela na soltura, no perdoar – o parceiro ou a nós mesmos – ou nos próprios desafios expostos pelo mestres do amor.

Sentimentos como insegurança, medo, desprezo, são os que mais serão despertos por quem mais desejamos. São sensações egoicas que, se bem trabalhadas, poderão lapidar um novo eu.

Àqueles por quem mais somos atraídos, mais têm lições a nos passar.

Aprenda a estar aberto aos ensinamentos e tire proveito para o seu desenvolvimento pessoal. O propósito da vida é o amadurecimento da alma, e ela acontece por meio de vivência obtidas nas relações humanas.

É uma prova de fogo, difícil e deliciosa de se enfrentar e que trará inúmeros aprendizados.

Por isso, jamais ignore o poder de atração que você tem com alguém. Este será, sem dúvida, o seu grande mestre do amor.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Você tem uma vida inteira para encontrar sua pessoa… fique solteiro por quanto tempo for necessário… (O Segredo)


Se você encontrar alguém que o faça mais feliz do que tudo, que faça você querer se tornar uma versão melhor de si mesmo, crie uma conexão com essa pessoa e passe a eternidade ao lado dela.

Mas se você ainda não encontrou uma pessoa assim, então fique solteiro pelo tempo que precisar. Não tenha vergonha de dizer isso aos seus tios quando perguntarem sobre a sua vida amorosa.

Não se sinta constrangido por ser o único dos seus amigos que ainda não se casou. Não se iluda acreditando que você ficaria melhor se estivesse em um relacionamento com alguém.

É melhor ficar solteiro do que estar com alguém que leva horas para responder suas mensagens, ou alguém que pensa estar fazendo um favor ao lhe dar o mínimo de atenção que você merece e fica bravo contigo por cada pequena coisa que você faz.

Ao invés de ficar com uma pessoa tóxica, ou alguém que é um amor de pessoa, mas você simplesmente não consegue sentir as faíscas da paixão, espere.

Espere um relacionamento onde os sentimentos são mútuos. Onde vocês dois estão loucos um pelo outro. Onde ambos podem imaginar um futuro que dura para sempre.

Você tem uma vida inteira a sua frente, tem tempo para perseguir seus sonhos. Agora é hora de formar novas amizades, hora de ganhar aquela promoção. E mais do que tempo suficiente para encontrar a sua pessoa eterna.

Você pode muito bem namorar por aí. Você pode beijar as pessoas erradas. Você está autorizado a se aventurar com diferentes relacionamentos, para ver que tipo de pessoas são certas para você e quais são completamente erradas; experimente!

Você está autorizado a escolher ficar em casa durante o fim de semana ou na cama durante as noites de baladas com os amigos. Você pode encontrar sua eterna pessoa no seu próprio ritmo.

domingo, 15 de outubro de 2017

Seja a mulher da sua vida - Leticia Flores Montalvão (O Segredo)


Seja inconsequente e pague por isso. Fique bêbada e pague a conta. Abra a porta do carro, banque uma rodada de choppe e, quando o dia não for de festa, simplesmente diga não. Diga não sem culpa, mas não sem educação. Seja breve na fala e detalhista no pensamento. Aperte firme a mão das pessoas. Sorria. Seja a frente de batalha da sua vida, sem colete à prova de balas. A vida, minha amiga, não é à prova de imprevistos.

E seja agora! Mas, não, não seja para os outros… nem por eles. Seja sua e por você. Vá na frente, dê o primeiro passo, mude de vida sem pedir a opinião dos outros, sem pedir a permissão do mundo. Descubra-se. Entenda-se. Faça terapia e, quando não der, faça compras. Seja inconsequente e pague por isso. Fique bêbada e pague a conta. Abra a porta do carro, banque uma rodada de choppe e, quando o dia não for de festa, simplesmente diga não. Diga não sem culpa, mas não sem educação. Seja breve na fala e detalhista no pensamento. Aperte firme a mão das pessoas. Sorria. Seja a frente de batalha da sua vida, sem colete à prova de balas. A vida, minha amiga, não é à prova de imprevistos. Não tenha filhos e, se tiver, permita-se ser a mãe que a natureza te formou para ser. Escolha. Viaje. Decida. E, quando ficar em dúvida, simplesmente admita. Venda seu carro, compre uma Komb. Ou, então, financie seu carro zero. Mude. De quarto, de casa, de roupa, de sonhos. Solte as mãos, abra os braços, corte o cordão que te prende ao passado. Não espere, vá. Leia, escreva, escute. Pare de assistir a novelas. Discuta, dispute, desculpe. Seja íntima de si mesma.

Seja a mulher da sua vida. Seja só sua. E não o faça de fachada, não tente impressionar. Impressione-se com a vida. Observe uma borboleta, alimente um gato, acaricie um cachorro. Permita-se ser sensível. Chore. Ser a mulher da sua vida não é ser mais homem, ser a mulher da sua vida é olhar-se no espelho e sentir orgulho do seu próprio sorriso. É respeitar suas próprias decisões em detrimento da opinião dos outros, mesmo que esses outros sejam a sua família. Ser a mulher da sua vida não é ser durona. Faça ioga ou boxe, mas faça o que você gosta. Descubra-se de novo. Perceba o que mudou. Você muda, o mundo muda; mas você muda, não muda nada. Corte os cabelos, nasça de novo. Ajude desconhecidos e aproveite milimetricamente o doce sabor de fazer a diferença na vida de alguém. Mas, antes disso, faça a diferença na sua vida!

Dirija o carro, pague o almoço, ponha o pau na mesa. Sim, você tem um pau bem grande chamado “amor próprio” e ele não está no meio das suas pernas, não. Ame-se. Ame-se muito. Ame-se acima de tudo. E depois de se amar tanto, ame-se mais um pouco. Ame-se sem maquiagem e sem estar em forma, porque do que adianta os elogios de outra pessoa se você mesma não enxerga sua beleza? Enxergue-se. Vista-se de coragem. Convença-se do quão foda você é e, se você não conseguir ser sua própria advogada, é porque ainda não entendeu o que é, verdadeira e intensamente, ser a mulher da sua vida.

Honre-se. Você não nasceu mulher à toa. Você não lutou até agora para se esconder atrás de seus próprios preconceitos. Seja a mulher da sua vida, mas não o seja pra conquistar macho ou apaixonar fêmea. Seja e pronto. E ponto.

E conto… te conto este segredo, que ao compreender este texto você encontrou o seu só seu (re)começo.

Nunca se culpe por fazer a coisa certa - Silvia Marques (O Segredo)

Nunca se culpe por ter amado. Por ter confiado. Por ter ajudado. Nunca se culpe por acreditar na bondade humana, na amizade verdadeira, no amor eterno. Nunca se culpe por pagar as contas em dia, ser dedicado ao seu trabalho, honrar seus compromissos. Nunca se culpe por dizer a verdade construtiva e pregar pequenas mentiras a fim de não magoar as pessoas. Nunca se culpe por algo que não deu certo apesar de todo empenho empregado. Nunca se culpe por fazer a coisa certa.

Amou e não foi amado? Paciência. Acreditou que tinha um amigo de verdade e não tinha? Azar do falso amigo que perdeu o seu carinho e atenção. Ajudou alguém e recebeu ingratidão? O problema não está com você com certeza.

Por alguma razão que não sei explicar algumas pessoas ficam ressentidas quando são amparadas e transformam o gesto de carinho em uma arma contra quem as ajudou. Uma espécie de sentimento de inferioridade. Uma raiva forte por ter dependido da bondade alheia. A tristeza por deparar-se com as próprias limitações. Limitações comuns à raça humana. Ninguém é autossuficiente.

Se o outro mentiu, não é você que deve se sentir magoado. Se o outro foi desleal, não é você que deve se sentir traído. Se o outro foi ingrato, não é você que deve se sentir tolo. Tolo é quem não consegue ver a beleza da solidariedade. Tolo é quem acha perda de tempo ajudar as pessoas. Tolo é quem se acha superior aos outros, autossuficiente. Tolo é quem ignora o sofrimento alheio. Tolo é que nunca se permitiu acreditar em nada e deixa a vida passar sem cor, sem odor, sem gosto.

Pode soar como loucura ou poesia barata, mas tolice é deixar de viver, de amar, de acreditar, de se entregar aos sentimentos, sensações e desafios da vida. Tolice é deixar de amar por medo de ser desprezado. Tolice é deixar de fazer uma prova por medo de ser reprovado. Tolice é deixar de fazer um convite por medo de ouvir um não. Tolice é dizer que nada muda no mundo por preguiça de arregaçar as mangas.

Sim, estamos no mundo para sofrer por amor, para sermos enganados por nós mesmos e pelos outros, manipulados, ignorados, mas também amados, queridos, acolhidos. Estamos no mundo para rir de nós mesmos, da nossa ingenuidade, dos absurdos que dizemos quando estamos tristes, confusos e sozinhos.

Estamos no mundo para ganhar e perder. Ganhar aprendizado perdendo o que julgamos mais querer. Estamos no mundo ao sabor das intempéries da natureza e precisamos aprender a nadar na marra quando formos arremessados no mar das incertezas. Viver é não saber. É não entender. É perdoar …é se perdoar e seguir em frente. Nunca se culpe por fazer a coisa certa.


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Aceitar as pessoas como elas são, não nos obriga a conviver com elas! - Marcel Camargo


É preciso tolerar e aceitar as pessoas como elas são, porém, conservando-nos o direito de nos afastar cordialmente de quem não nos agrada.

A tolerância é uma necessidade urgente neste mundo violento de hoje, em que uma simples discussão no trânsito pode chegar a provocar mortes. A intolerância é a mãe do preconceito, da exclusão, do racismo, de tudo, enfim, que segrega, separa e agride o que não se aceita, o que não se acha normal, o que incomoda sem nem haver razão. Sim, é preciso tolerar e aceitar as pessoas como elas são, porém, conservando-nos o direito de nos afastar cordialmente de quem não nos agrada.

Podemos entender que o outro tem a própria maneira de pensar, que sua história de vida é peculiar e suas bagagens podem ser totalmente diferentes das nossas. Podemos compreender que as verdades alheias, por mais que nos soem ilógicas e absurdas, são do outro tão somente e não necessariamente nossas. Desde que não nos firam, as escolhas do outro não nos dizem respeito. Desde que o outro esteja feliz, sem pisar ninguém, não temos como tentar intervir em estilos de vida que não são nossos.

Devemos saber discordar sem ofender, sem tentar impor o que pensamos como verdade absoluta – isso é arrogância burra. Necessitamos ouvir o que o outro tem a dizer, por mais que não enxerguemos ali razão alguma, mesmo que o que disserem ou fizerem seja exatamente o contrário de tudo o que temos como certo. Desde que não nos ofendam, nem ultrapassem os limites de nossa dignidade pessoal, os outros terão o direito de viver o que bem quiserem.

Por força maior, como o emprego ou a família, inevitavelmente estaremos sujeitos à obrigação de conviver ao lado de pessoas com quem não simpatizamos ou cujas ideias não se afinem minimamente com as nossas. No entanto, sempre poderemos escolher quem ficará ao nosso lado nos momentos mais preciosos de nossa jornada, enquanto construímos nossa história de vida, de luta e de amor.

Da mesma forma, conseguiremos nos desviar de quem nos desagrada, afastando-nos das pessoas que nada nos acrescentam, sem precisar criticá-las ou brigar com elas. Sim, podemos – e devemos – aceitar as pessoas como elas são, pois isso é o mínimo que se requer, em se tratando de sociedade, porém, não seremos obrigados a conviver além do necessário, além do suportável, além do adequado, com gente que enche a paciência e nos irrita. Isso seria masoquismo.

Quero um amor assim... Carolina Vila Nova


Querido Universo,

“Quero um amor assim…

Em primeiro lugar, tem que ser exatamente assim: amor! Não quero apenas desejo ou paixão. Quero tudo junto e misturado. E mais: também tem que ser parceiro. Quero alguém que num instante tope uma boa balada e no outro, um fim de semana pacato. Alguém que leia e acima de tudo, alguém que me leia. Me leia os olhos, as “entre linhas”, a pele e a alma.

Quero um amor que tenha vida própria, que seja independente e tenha sua individualidade. Alguém seguro e que não enche o “saco”. Quero um amor que tenha ciúmes sim, mas só de vez em quando.

Quero um amor parecido comigo, com afinidades. Quero alguém que me entenda pelo olhar. E que, quando necessário, me acalme com seu tom de voz.

Quero um amor que tenha “pegada”. Que conheça a diferença entre os momentos de um toque e os de força bruta. Quero um amor que beije, que acaricie e que abrace. Quero um amor que não se esconda, que tenha orgulho. Quero alguém que escancare o que sente e o que vive.

Quero um amor de alma transparente, alguém que sabe o que quer. Quero um amor positivo. Alguém que reconheça a energia e poder dos pensamentos.

Quero alguém que sonhe. E alguém capaz de me fazer sonhar, mas que nunca se esqueça de seus próprios sonhos.

Quero um amor bonito, atraente de corpo e alma. Um alguém que me atraia com os olhos e com as palavras. Quero um amor que tenha atitudes e caráter irresistíveis.

Quero um amor que chegue e que fique. Um amor tranquilo. Mas quero um amor quente. Um amor que dure.

Quero um amor maduro, vivido. Quero alguém sensível, capaz de me entender mesmo quando eu não não possuir aptidão para isso.

Quero um amor que tenha palavras, mas que também tenha o silêncio nas horas necessárias.

Quero alguém que viaje, converse, analise e sinta tudo ao seu redor.

Quero alguem que goste da vida, das pessoas, da natureza e dos animais. Quero alguém que tenha amor e saiba amar sem julgamentos.

Quero um amor para dormir, acordar e comer comigo. Mas também um amor que saiba me deixar sozinha. Alguém para sentir saudade.

Quero um amor de alma e depois de corpo.

Quero um amor pra chamar de amor.

E entenda, querido Universo: meu desejo é uma ordem!”.

6 sinais de que você está lidando com uma pessoa de coração maldoso - Luiza Fletcher (O Segredo)


Existem nesse mundo muitas pessoas incríveis e do bem, que se esforçam para deixar um bom legado e serem exemplos com suas vidas.

No entanto, nem todos reconhecem essas pessoas pelo que realmente são. Existem aqueles que não conseguem encontrar o próprio propósito e a própria luz, e por isso tratam aqueles ao seu redor com falsidade e negatividade.

Pessoas assim são geralmente gentis e cuidadosas à primeira vista, mas em seu interior são egoístas, pensam em obter vantagem em tudo o que puderem e têm intenções ruins.
Elas são presas por seu próprio mundo, pensando apenas em si mesmas e no que podem tirar da vida. Não são capazes de entender que estamos todos em unidade. Ao invés disso, pensam que estão contra o mundo e que para serem felizes, todos os outros têm que sofrer e viver em negatividade.

O relacionamento com pessoas de coração maldoso nos prejudica em todas as áreas da vida, e nos impede de evoluir.

Abaixo estão 6 características dessas pessoas. Se reconhecer alguns deles em alguém próximo, você pode estar em um relacionamento com uma pessoa maldosa:

1. Elas distorcem as coisas

Elas sempre distorcem tudo aquilo que ouvem de você de uma maneira que o torne culpado ou errado em uma situação. Elas enxergam esse comportamento como uma força e uma maneira de conseguirem vantagem, porque fará as pessoas duvidarem ou perderem a confiança em você.

2. Mentem para aqueles ao seu redor

As pessoas de coração maldoso não são autênticas consigo mesmas, e por isso também não conseguem ser com os outros. Inventam mentiras que as beneficiam e as ajudam a apoiar sua vida de fachada.

3. Irresponsabilidade com os próprios erros

Elas nunca reconhecem as próprias responsabilidade pelos erros cometidos ou por suas ações que tomam rumo inesperado. Ao invés disso, culpam aqueles ao seu redor por suas falhas, pois acreditam que tudo o que fazem é certo.

4. Incapacidade de sentir culpa

Essas pessoas sabem que suas atitudes machucam aqueles ao seu redor, mas mesmo assim não conseguem se sentir mal por isso. Na realidade, elas não se importam nem um pouco com as consequências que você sofre. Se você é sua única fonte para conseguirem algo, vão usá-lo sem nada de piedade.

5. Retenção intencional de informação

As pessoas de mau coração sentem prazer em vê-lo infeliz. Por esse motivo, omitirão informações que possam despertar alegria em seu coração, e lhe dirão apenas coisas que despertam sentimentos tristes e negatividade.

6. Resistência em aceitar a realidade

Essas pessoas só aceitam enxergar as coisas que lhe são convenientes. Se algo está andando contra seus planos, mesmo que alguém esteja conseguindo coisas boas com isso, elas vão distorcer a realidade para que o jogo vire a seu favor.

Essas pessoas são tóxicas e não devem ter um espaço em sua vida, pois suas boas intenções nunca serão suficientes para fazer com que elas mudem seu padrão de comportamento.

Para viver da forma mais autêntica e iluminada que puder, afaste-se! Você não merece mentiras e manipulação, merece ser feliz e completo!

5 sinais de que você trabalha para a luz e ainda não sabe - Luiza Fletcher (O Segredo)


Um trabalhador da Luz é alguém que quer ver a cura no mundo em larga escala, considera-se capaz de detectar energia de cura sutil, e tem tido algum tipo de despertar místico em sua vida, seja na atual ou numa vida passada. As pessoas têm dito que você tem um coração puro? Você se mostra amoroso? Você pode trabalhar para a Luz. Estes são alguns outros sinais:

1. Tempo sozinho é normal

Tempo sozinho nunca mais foi mal gasto para você, mesmo quando criança. Você gosta de isolamento porque é muito fácil absorver os humores das pessoas ao seu redor.

2. Você quer ajudar as pessoas

Trabalhadores da Luz são pessoas que estão aqui para curar a Terra. Não necessariamente no tipo reiki de “cura da luz”, mas na cura de problemas físicos com o mundo, como a pobreza, a guerra e a fome.

3. Você respeita todo o tipo de vida

Você pode achar o abuso de animais fisicamente repugnante ou o processo de preparação e ingestão de carne nojento. Você acredita que toda forma vida é valiosa e merece o nosso respeito. A destruição ambiental mexe profundamente com você. Você quer proteger a vida neste planeta.

4. Você é rebelde e sente como se não se encaixasse

Você tende a se rebelar contra a autoridade e vê o governo e cultura com uma grande dose de desconfiança. Você sente que é estranho nessa sociedade. Isso não é incomum. De muitas maneiras, a nossa cultura é uma forma de destruição, e isso é o oposto do que você está buscando.

5. Você se sente em unidade com o cosmos

Quando você olha para o céu à noite, se sente em paz. Sente como se estivesse em casa. Você admira o cosmos ao seu redor. Parece que toda a sua existência é para aprender e promover melhores condições de vida.

A potência do amor - Albert Einstein (O Segredo)


FRAGMENTO DA ULTIMA CARTA DE EINSTEIN À SUA FILHA LIESERL !

O AMOR…

Quando propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam, e o que lhe revelarei agora para que o transmita à humanidade, também se chocará contra a incompreensão e os preconceitos do mundo.

Peço-lhe mesmo assim, que o guarde o tempo todo que seja necessário, anos, décadas, até que a sociedade haja avançado o suficiente para acolher o que lhe explico a seguir.

Existe uma força extremamente poderosa para a qual a ciência não encontrou ainda uma explicação formal.

É uma força que inclui e governa todas as outras, e que está inclusa dentro de qualquer fenômeno que atua no universo e que ainda não foi identificada por nós.

Esta força universal é o Amor.

Quando os cientistas buscam uma teoria unificada do universo, esquecem da mais invisível e poderosa das forças.

O amor é luz, já que ilumina quem o dá e o recebe.
O amor é gravidade porque faz com que umas pessoas sejam atraídas por outras.

O amor é potencia, porque multiplica o melhor que temos e permite que a humanidade não se extinga no seu egoísmo cego.

O amor revela e desvela. Por amor se vive e se morre.

Esta força explica tudo e dá sentido em maiúscula à vida.

Esta é a variável que temos evitado durante tempo demais, talvez porque o amor nos dá medo, já que é a única energia do universo que o ser humano não aprendeu a manobrar segundo seu bel prazer.

Para dar visibilidade ao amor, fiz uma simples substituição na minha mais célebre equação. Si no lugar de E=mc² aceitamos que a energia necessária para sanar o mundo pode ser obtida através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado, chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limite.

Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia.

Se quisermos que nossa espécie sobreviva, se nos propusermos encontrar um sentido à vida, se desejarmos salvar o mundo e que cada ser sinta que nele habita, o amor é a única e última resposta.

Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, um artefato bastante potente para destruir todo o ódio, o egoísmo e a avareza que assolam o planeta.

Porém, cada individuo leva no seu Interior , um pequeno mas poderoso gerador de amor cuja energia espera ser liberada.
Quando aprendermos a dar e receber esta energia universal, querida Lieserl, comprovaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida.

Lamento profundamente não ter sabido expressar o que abriga meu coração, que há batido silenciosamente por você toda minha vida.

Talvez seja tarde demais para pedir-lhe perdão, mas como o tempo é relativo, preciso dizer-lhe que a amo e que graças a você, cheguei à ultima resposta.

Seu pai,

Albert Einstein “

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Identificando os 10 Ladrões Da Sua Energia - Dalai Lama (O Segredo)

1. Afaste-se daquelas pessoas que só chegam para compartilhar queixas

Problemas, histórias desastrosas, medo e julgamento dos outros. Se alguém procura uma lata para jogar o lixo que tem dentro, que não seja na sua mente.

2. Pague as suas contas a tempo

Ao mesmo tempo, cobre aqueles que te devem ou escolha deixar para lá, se você já percebeu que é impossível receber.

3. Cumpra as suas promessas

Se você não cumpriu alguma, pergunte-se o porquê desta resistência. Sempre você tem o direito de mudar de opinião, de se desculpar, de compensar, de renegociar e de oferecer outra alternativa diante de uma promessa não cumprida, mesmo que já um costume. A forma mais fácil de evitar o não cumprimento de algo que você não quer fazer é dizer “NÃO” desde o começo.

4. Tempo

Elimine, dentro do possível, e delegue aquelas tarefas que você prefere não fazer, dedicando o seu tempo àquilo que, sim, você desfruta fazer.

5. Dê permissão a você mesmo

Para um descanso, quando você estiver em um momento que o necessite e dê permissão a você mesmo para agir quando estiver em um momento de oportunidade.

6. Jogue fora, recolha e organize…

Nada te tira mais energia que um espaço desordenado e cheio de coisas do passado que você já não necessita.

7. Dê prioridade à sua saúde

Sem a máquina do corpo trabalhando ao máximo, você não pode fazer muito. Tome tempo para perceber o que seu corpo está te dizendo.

8. Enfrente as situações tóxicas

Que você está tolerando, desde resgatar um amigo ou um familiar, até tolerar ações negativas de um companheiro ou um grupo. Tome a ação necessária.

9. Aceite

Não é resignação, mas nada te faz perder mais energia que o resistir e brigar contra uma situação que você não pode mudar.

10. Perdoe…

Deixe ir uma situação que está te causando dor… você sempre pode escolher deixar ir a dor da recordação.

Gente que é do bem se sente de longe... almas bonitas criam empatia! - Anieli Talon


Preserve com você pessoas de bem com a vida, que são boas de papo, de riso solto, de olhar amigável. Fique junto de quem fala com verdade, e quando fala, olha nos olhos e não te medem de cima a baixo. 

Pessoas dessas são joias da vida. Tem atitudes de amor, sabem se expressar com elegância e gentileza, e tem beleza interior. Se por acaso encontrar uma pessoa dessa, por favor, deixa-a ficar. Permaneça com ela e deixe-se afetar. 

A gente precisa mesmo cultivar gente que tem verão no sorriso, tem paz no espírito e sabe como viver bem, se resolvem na vida sem passar por cima de ninguém. A gente aprende muito com elas. São sinceras, mas não são rudes, e carregam consigo uma bagagem de humildade e bondade. 

Não, elas não são bobas, elas sabem como lidar com adversidades e pessoas com maldade. Elas não andam por aí enganchadas, elas sabem como se preservar. 

Reconhecem quem é de verdade e é luz para os que não são. Passam deixando marcas e levam sempre o que há de bom. Elas sabem respeitar o espaço alheio e não há invasão nem imposição. Existe uma liberdade em estar perto delas. 

Do contrário, não perca seu tempo com quem não é assim. Pessoas negativas, que usam palavras agressivas, só reclamam da vida e não sentem gratidão não acrescentam, sugam. Estas vivem numa prisão que elas mesmas construíram, muro por muro. Não sabem ser pontes. E dessas tem de monte… 

Pessoas que falam demais e não sabem o que dizem, não trazem humildade, elas não olham nos olhos, elas medem com o olhar. E é assim que a gente reconhece esse tipo de pessoa, o olhar as entrega. Elas não trazem verdade. 

Pessoas assim, podem estar muito próximas de nós, podem ser nossos parentes, colegas de trabalho e mesmo assim você não precisa ser leal por pura conveniência, afaste-se. 

Seja no máximo referência, mas não cultive laço. Não irá te fazer bem e você poderá sentir uma exaustão física e mental além do normal. Você tem direito de escolher as pessoas que deseja se relacionar. 

Para esses casos, vibre amor. O que faz mal ao nosso corpo e mente não deve ser alimentado, deve ser remediado. Deseje o bem e não se deixe afetar pela reação que ela irá tomar pela sua distância. Cuide de você. Escolha bem suas companhias. 

Como uma lâmpada acesa, gente do bem atrai todo tipo de pessoa – aquelas de energias afins e aqueles hipnotizadas pela luz. Quem é esse tipo “lâmpada”, é importante saber se manter luz, sempre, para ajudar e guiar; Peça proteção e não se perca nas influências. 

Gente que é do bem se sente de longe, não precisa nem perguntar. Almas bonitas criam logo empatia. 

E se você encontrar alguém que te coloca pra cima e te faz feliz, deixe essa pessoa entrar na sua vida; É com essa que você deve andar! No mais, seja luz e deixe o mundo se contagiar.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Diário de vida: Decifrando imagens: artes visuais e estratégias para o olhar



Conheci o João Vilhena em 2008 quando se inscreveu na minha turma no curso de italiano. Ele é professor de história e é apaixonado pela Itália, principalmente por Florença e o período histórico da Renascença, algo que nos aproximou desde o começo. Depois de um intervalo de 4 anos, ele retomou o estudo da língua italiana em 2012 e em seguida começou a ter aulas particulares comigo. Entre idas e vindas por causa do trabalho, já se passaram 9 anos. É o meu único aluno a "longo prazo". 


Em agosto deste ano a situação se inverteu: passei a ser uma sua aluna no curso "decifrando imagens". Como sempre repetia que não era muito visual, o João um dia me convidou para ir assistir a uma aula em um espaço em Pinheiros justamente no dia em que iria falar sobre Florença e a família Medici. 

O que dizer a respeito desse curso que acabou hoje ? Simplesmente maravilhoso!!! 

O que pode parecer a princípio um curso de descrição de imagens, à medida que ele se desenvolve se transforma em um mergulho dentro de nossa alma: o que pensamos, o que sentimos, como interagimos com o próximo, as nossas crenças e tantas outras coisas. 

O curso é altamente recomendado!!!!! 

Ele agora será oferecido de novo no espaço Casa Tombada 





Decifrando imagens: artes visuais e estratégias para o olhar

Afinal, o que é uma imagem? Como articulamos nosso repertório pessoal aos dados do mundo externo para dar sentido ao que vemos? O que artistas de todas as épocas têm a nos dizer sobre nosso próprio olhar e sobre ser humano? Essas e outras questões estão no centro deste curso, no qual os participantes são convidados a refletir sobre a dimensão cultural dos fenômenos visuais, a partir do contato com pinturas, esculturas, desenhos, peças de propaganda, excertos de filmes e de textos, todos episódios marcantes da história das artes humanas. Por meio de um método de descrição e interpretação de imagens, praticado coletivamente, investigaremos a visão como linguagem, e as narrativas visuais como suporte para a construção do atributo que nos faz humanos, de fato – a imaginação.

Neste curso, os participantes irão perceber, conhecer e construir estratégias para ampliar seu próprio repertório visual, enriquecendo a capacidade de observação e o estabelecimento de relações entre por meio de imagens. A visualidade encontra-se aqui tratada como um fenômeno individual e social, para além do sentido da visão, englobando outras esferas, como memória, afetividade, lógica, percepção, espiritualidade e os demais sentidos, fruto da busca humana por atribuir significado ao que nos cerca.


Passaremos por pinturas, esculturas, filmes, peças de propaganda, quadrinhos, desenhos, construções, entre outros, exploraremos neste curso algumas das principais narrativas humanas, símbolos, mitos antigos e contemporâneos, gêneros artísticos, biografias de criadores, aspectos psicológicos e condições históricas. Tal exploração ocorrerá – tendo como ponto de partida os temas destacados no programa – por meio do desenvolvimento de um método coletivo de observação e descrição de imagens que, progressivamente, trará instrumentos para que cada um dos participantes reconheça e desenvolva seu próprio olhar, condição importante para o enriquecimento da percepção dos fenômenos culturais que fazem parte do vasto e ricoacervo produzido pela humanidade.

Quando: De 17/10 a 21/11 terças-feiras das 19h30 às 22h30
Investimento: R$420,00 ( pagamento em até 3x)
Desconto de 10% para alunos e ex-alunos das pós-graduações da Casa Tombada


Programação:
1. Apresentação – Os que olhos não vêem, o cérebro vê!
As interações fascinantes de natureza, cultura, linguagem e memória na construção da experiência visual.
2. Palavras, símbolos, códigos visuais – Mitologias e sua dimensão visual na Arte.
O que é uma narrativa visual? Como ela nos aproxima de histórias consagradas?
3. Retratos e espelhos – O desejo de ver e ser visto.
O rico e estranho parentesco entre decalques de mãos em cavernas e os selfies contemporâneos.
4. Um dilema visual – Uma imagem não vale mais do que mil palavras…
O exame de séries de imagens como antídoto para interpretações apressadas.
5. Inspiração e transpiração – Afinal, existem obras-primas?
Esboços, rabiscos, rascunhos e a difícil tarefa de transpor a barreira da imaginação.
6. Originais e cópias – O espectador-artista.
Afinal, o que somos diante de uma obra?

João Eduardo de Vilhena é historiador e professor de História, com mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo, defendendo, em 2007, a dissertação "Metrópole na ponta do lápis: charges e urbanização em São Paulo - 1900-1914". Tem trabalhado com grupos de alunos de todas as idades nos últimos quinze anos, com ênfase na História da Cultura, destacando-se as áreas de História da Arte e História da Tecnologia. Atualmente, desenvolve projeto de doutorado sobre as relações entre a economia e produção artística no Renascimento italiano.



domingo, 1 de outubro de 2017

Liquidação de abraços - Mário Viana


Os pequenos grupos ficam parados na calçada da Avenida Paulista, olhando avidamente quem passa entretido nos próprios pensamentos. Rapazes e moças, vestindo roupas comuns, sorrindo e exibindo um olhar que mescla otimismo e inocência, seguram na altura do peito um cartaz geralmente escrito a mão: "Abraços grátis". Dos que passam, muitos fecham a cara: que história é essa de ser abraçado por estranho? Mas vi vários casos de quem escancara o sorriso e estende os braços, trocando um gesto de carinho a céu aberto. Tudo rápido e fugaz, como convém a uma cidade que não consegue mais parar.

Eu, que caminho sem dar um "vem cá, meu bem" em ninguém, fico trocando ideia comigo mesmo. Por que uma criatura que nunca me viu na vida se sentiria radiante de felicidade em me envolver nos seus braços? Quem me garante que esse gesto sem malícia me faria encontrar algum atalho para o nirvana mais próximo? Mais que isso: o que faz os grupos de abraços grátis proliferar nas ruas? Será que já se pensa em cobrar imposto por abraço?

Em países de comportamento discreto e gestos contidos, oferecer abraço grátis é quase uma revolução armada. Mas no Brasil? Somos um povo que não acredita no poder da simples palavra. Sublinhamos tudo o que falamos com olhares, piscadas, sorrisos. Entre os nossos, distribuímos abraços para todos os lados, com direito a tapinha nas costas e beijocas sonoras. Quando a intimidade é muita, há quem dê tapinhas no traseiro ou até em barrigas salientes.

Usamos o tato como uma das mais eficazes formas de aproximação. Começa pelo aperto firme de mão até chegar ao famigerado toque nos cotovelos. É como se o interlocutor não confiasse nos relacionamentos wi-fi e usasse o cotovelo do outro como antena. No meu caso, não funciona. Começou a pegar no braço, eu recuo automaticamente um passo. E busco com o olhar o super-herói que virá me salvar do sequestro.

Abraço é um gesto de relativa intimidade praticado com conhecidos. Quando duas pessoas não se conhecem, qualquer coisa além das formas tradicionais de etiqueta parece atrevimento. Não vejo nada de ruim em proximidade física. Pelo contrário, adoro abraçar e beijar as pessoas de que gosto, mas só as que eu conheço - exceção feita durante o Carnaval, nos blocos mais animadinhos.

Gostaria de ser mais despojado e topar esses abraços oferecidos graciosamente nas nossas ruas. Ainda não consegui. E se a pessoa não for chegada a um banho? Pior, e se ela adorar perfume doce e impregnar minhas roupas com aquele cheiro de violeta-do-campo? Será que existe alguma regra para ser um abraçador contumaz, tipo "evite perfumes fortes e não esqueça as balinhas de menta"?

Tocar e ser tocado nos torna mais humanos. É reconfortante sentir a pele de outra pessoa. Receber o calor emanado de outro corpo afasta, nem que seja por alguns instantes, o medo da solidão. Mesmo em países de costumes rígidos, como os árabes, os homens ficam de mãos dadas nos cafés, enquanto bebericam seu chá de menta. É o toque da outra pele que importa nessa hora. Ninguém nasce com tendência a coqueiro solitário em ilha deserta.



(texto publicado na revista Veja São Paulo de 21 de dezembro de 2016)

Ricordati che devi morire (Supposte di crescita personale) - Daniele Penna


sábado, 30 de setembro de 2017

As mães medeias - Analdino Rodrigues Paulino


Apesar da Lei da Guarda Compartilhada, de 2014, na maioria dos casos a Justiça dá às mulheres a responsabilidade sobre os filhos - e muitas usam isso para afastá-los do convívio com os pais

Na tragédia grega Medeia, de Eurípedes, escrita em 431 a. C., uma mulher carregada a um só tempo de ódio e de amor decidiu vingar-se do marido, Jasão, que a abandonara por outra. Para afastar os filhos definitivamente do pai, ela matou as duas crianças do casal.

Medeia foi o primeiro registro do que hoje se conhece como alienação parental. O adjetivo refere-se à palavra parente, pois geralmente é um familiar que dificulta o acesso de um dos genitores - o pai ou a mãe - aos filhos. Pela experiência que temos dentro da Associação de Pais e Mães Separados (Apase), contudo, são os homens, assim como Jasão, os que mais se queixam da alienação parental. Muitos foram separados de seus filhos pela ex-mulher e precisam mendigar e lutar incansavelmente para conseguir uma razoável convivência com suas crianças e seus adolescentes. Eles são vítimas das "Medeias" brasileiras.

O fato de os pais separados sofrerem mais com essa privação não é uma decorrência de que as mães sejam piores do que  eles. Essa disparidade ocorre por uma questão estatística. Na maior parte das separações, são elas que ficam com a guarda unilateral dos filhos. É algo que já não deveria acontecer. Desde 2014, a lei estabelece que , quando não há acordo entre a mãe e o pai, deve-se optar pela guarda compartilhada. Com esse expediente, ambos os genitores devem dividir entre si as responsabilidades, o tempo e a atenção com as crianças.

A despeito da legislação, nosso Judiciário é conservador e tem dificuldades em aplicá-la. Embora homens e mulheres sejam iguais perante a lei, isso geralmente não é levado em conta após a separação. Em muitos casos, os juízes usam apenas o livre-arbítrio para tomar suas decisões. Em 2015, um ano depois de a lei ser aprovada, o IBGE concluiu que 86% das guardas eram unilaterais e dadas às mães. As compartilhadas representavam apenas 13%. O que restava disso tudo - ou seja, apenas 1% - eram os casos em que a guarda ficava com o pai, com os avós, com os tios ou com outras pessoas. Os pais, portanto, raramente ganhavam a guarda unilateral. Em todo o território nacional, Brasília era a cidade com a maior proporção de guarda compartilhada: 25%. São Paulo, onde o Judiciário é mais conservador, tinha um dos menores índices: 9,5%.

Favorecidas por nossos juízes, as mulheres, então, têm mais chance de usar o poder que recebem de uma forma despótica. Além de tentarem barrar o acesso do ex-marido aos filhos e apagar sua figura, elas também podem querer dominar a relação com as crianças ou com os adolescentes. Não é raro que um pacto de lealdade seja estabelecido entre a mãe e os filhos. Mesmo que aproveite os momentos que tem com o pai, a criança pode querer esconder essa satisfação da mãe. Pode até mesmo dizer a ela que foram negativos os passeios e os dias passados com ele. Com o tempo, também pode acontecer de os filhos começarem a contribuir com a mãe nos atos de alienação parental, o que costuma destruir os vínculos com o pai de tal maneira que eles dificilmente poderão ser recompostos no futuro. À medida que a alienação parental evolui, cresce também a violência contra os pequenos. No limite, essa realidade pode assumir sua forma mais perversa, quando a mãe faz uma falsa acusação de abuso sexual contra o pai.

A acusação de abuso sexual é, sem dúvida, a mais grave que alguém pode receber. Seja qual for o caso, é imperativo que ele seja investigado e que a justiça seja feita. Na nossa avaliação, porém, um número desproporcional dessas denúncias é falso, já que o objetivo é apenas isolar o pai. Segundo um levantamento feito em 2012 pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, as falsas denúncias de abuso sexual chegavam a 80% dos registros nas varas de família da capital do estado. Mesmo nos casos em que a acusação contra o pai é falsa, os prejuízos são enormes. Essas investigações tomam tempo. Quando o pai é finalmente inocentado, sua relação com o filho acaba comprometida pela perda dos vínculos, sobretudo o afeto e a confiança. As feridas ficam para sempre.

Entre os problemas perceptíveis em crianças e adolescentes que passam pela alienação parental estão a apatia, a introversão, a diminuição do interesse na escola e a dificuldade de relacionamento com amigos e colegas. Nos casos mais graves, as crianças podem fugir de casa, fazer sexo precocemente, envolver-se com drogas ou entrar na prostituição. Também há relatos de autoflagelação e tentativas de suicídio. Não bastasse tudo isso, ao chegar à idade adulta, a maioria das pessoas que suportaram a alienação parental na infância ou na adolescência acaba por envolver os próprios filhos em comportamentos similares, promovendo um triste círculo vicioso.

No Brasil, um terço dos casais se separa e novas famílias são formadas. Cerca de 35% de todos os divórcios são litigiosos e danosos aos filhos. São 80 000 mães atirando-se contra 80 000 pais, e vice-versa, por ano. Ainda que uma lei de 2010 tenha sido criada para evitar a alienação parental, a norma não tem conseguido estancar a sangria e promover o bem-estar e o equilíbrio entre muitas crianças e adolescentes. Pais e mães separados precisam entender que não devem envolver os filhos nas rixas de casal. Eles não podem ser usados como moeda de troca em infindáveis lutas judiciais em que só há perdedores. Os filhos continuarão sendo dos dois, que manterão a responsabilidade e o dever de criá-los a quatro mãos.


(texto publicado na revista Veja edição 2545 ano 50 nº 35 - 30 de agosto de 2017)

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Contra a crise, museus - Mariana Barros


Em meio à instabilidade econômica, o Brasil assiste ao florescimento de mais de uma dezena de novos museus que apostam em tecnologia em vez de acervos próprios

A cultura tem sido historicamente o rio onde deságuam as crises econômicas brasileiras. Quando o dinheiro público e privado começa a escassear, são os projetos arquitetônicos, artísticos ou literários os primeiros a ir para o sacrifício. O Brasil, no entanto, encontra-se hoje na contramão dessa tendência. Nos próximos cinco anos, nada menos que doze centros culturais vão desapontar em cinco estados brasileiros. Só até o fim deste ano, cinco projetos do gênero terão sido inaugurados no país: Manaus ganhará o Museu Olímpico e São Paulo, além do Japan House, aberta em maio, passará a contar com as novas unidades do Instituto Moreira Salles, do Sesc Paulista e do Centro Cultural Fiesp. Em 2018, a lista deve crescer com a abertura do Museu Judaico, também em São Paulo, e do Museu da Imagem e do Som (MIS) no Rio. Outros três projetos - o Museu da Natureza, no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, o Museu da Cidade, em Manaus, e a Praça Cívica, em Goiânia - deixarão de ser maquete para virar realidade até 2022. Os únicos ainda sem prazo para inauguração são o Museu da Escravidão e o Museu do Holocausto, ambos no Rio.

Esses centros marcam o início de uma nova geração de espaços culturais que fogem do modelo tradicional de museu com acervo próprio e exposições periódicas. Saem as coleções centradas em períodos históricos e ofertadas por benfeitores e entram a tecnologia, a interatividade e as exposições itinerantes. O modelo das grandes coleções, dizem os especialistas, envelheceu e vem sendo substituído pelos chamados "museus de identidade", aqueles que versam sobre aspectos culturais específicos.

Um dos primeiros do gênero foi o Museu Cais do Sertão, no Recife, que gira em torno da cultura sertaneja e da obra de Luiz Gonzaga. Foi aberto em 2014. No ano seguinte, foi a vez do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, que explora os caminhos da ciência em um edifício de mais de 200 milhões de reais projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava; e do Museu de Congonhas, em Minas Gerais, voltado para a obra de Aleijadinho (1738-1814).

O Museu da Natureza, no Piauí, seguirá a mesma trilha temática. Localizado em meio à área de sítios arqueológicos do Parque Nacional da Serra da Capivara, ele vai detalhar as transformações geológicas, climáticas e biológicas ocorridas no mundo ao longo das eras. A proposta partiu da arqueóloga Niède Guidon. O Museu da Cidade, em Manaus, pretende explicar o surgimento da capital amazonense a partir dos diversos fluxos migratórios. Já a Praça Cívica de Goiânia, em Goiás, reunirá um conjunto de museus, além de casas de espetáculo e biblioteca, como parte de um plano com vistas a revigorar a região. A reforma realizada dois anos atrás deu vida nova a prédios históricos, mas não conseguiu fazer como que o lugar fosse frequentado pela população.

Em São Paulo, o segundo semestre do ano consolidará a região da Avenida Paulista como a primeira museum mile brasileira (a expressão, que significa "milha de museus" em inglês, é usada para definir, por exemplo, a Quinta Avenida, em Nova York, onde há diversos museus). Em maio último, a Paulista passou a sediar a Japan House, vitrine do Japão contemporâneo instalada em um edifício assinado por Kengo Kuma, expoente da arquitetura atual. Até o fim do ano, a avenida deve ganhar uma nova unidade do Sesc e outra grande estrela: o Instituto Moreira Salles (IMS). A sede renovada do IMS no Rio de Janeiro foi ianugurada no fim de 2015. A unidade de São Paulo está prevista para abrir no próximo dia 22 de agosto, com uma exposição inédita da série de fotografias The Americans, do fotógrafo suíço Robert Frank (o artista, que completou 92 anos, estará presente na mostra). O projeto do instituto, que conta com um acervo de 2 milhões de fotografias, é do escritório de arquitetura Andrade Morettin.

A notícia não tão boa assim é que o florescimento de tantos museus em plena crise não sugere o fim do paradigma que põe a área cultural entre as primeiras vítimas de qualquer abalo econômico no Brasil. A máxima, infelizmente, continua valendo. O que ocorre hoje é que alguns dos maiores empreendimentos em curso contam com financiamento externo (caso do Japan House, um investimento do governo japonês) ou privado (situação do Instituto Moreira Salles). Quanto aos demais centros culturais, a maioria foi planejada entre 2010 e 2013, quando a crise não era aguda. Seja como for, uma crise com boom de museus será sempre melhor que uma crise sem eles. Como diz Flavio Pinheiro, superintendente do IMS, a cultura, muitas vezes, não está nos planos de ninguém. Mas é uma forma de reagir às adversidades.


(texto publicado na revista Veja edição 2540 - ano 50 - nº 30 - 26 de julho de 2017)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Primeiro fique sozinho - Osho


Primeiro fique sozinho.
Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro amar a si mesmo.
Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.
Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem – Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.
Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo
Em seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.
E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraído para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.
Quando dois mestres se encontram – mestres do seu ser, de sua solidão – felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro, eles compartilham.
Eles não utilizam o outro.
Em vez disso, pelo contrário, ambos tornam-se UM e desfrutam da existência que os rodeia.


Osho

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Esculpir nosso coração - Andrea Cabral


O talento de Michelangelo Buonarroti, tão evidente nas esculturas Pietà, Davi e em todas as suas notáveis obras, levou-me a pensar de que maneira podemos esculpir nossa própria vida.

"O escultor se volve do mármore para seu modelo, a fim de aperfeiçoar sua concepção. Todos nós somos escultores, que trabalhamos em formas variadas, modelando e cinzelando o pensamento. (...) Precisamos formar modelos perfeitos no pensamento e contemplá-los continuamente, ou nunca os esculpiremos em uma vida sublime e nobre." A pensadora metafísica Mary Baker Eddy escreveu isso em um de seus livros.

Para mim, a arte de esculpir está muito relacionada com tirar o excesso, limpar e descobrir o que já existe. Ao refletir sobre os sentimentos, emoções e pensamentos, pergunto-me se, assim como basta limpar uma janela suja para enxergar bem a paisagem do lado de fora, o mesmo aconteceria se eliminássemos a irritação, o rancor, a inveja e outros sentimentos ruins para ver bem a outra pessoa.

Por exemplo, em vez de dizer: "É assim que eu sou", o que aconteceria se nos identificássemos cada vez mais com qualidades como a empatia, a paciência e a alegria? Isso é desenvolver um coração nobre, esculpi-lo diariamente, arrancar o que não serve ou o que prejudica, limpá-lo e colocar nele somente qualidades que enriquecem. Isso seria refinar os afetos e levá-los às suas expressões mais puras. Eu acho que com esse ideal só podemos alcançar saúde e felicidade.

A Dra. Mimi Guarnieri, especialista em cardiologia e autora do livro "El corazón habla" [O coração fala], mostra a estrita relação que existe entre as emoções e o coração, como este se altera devido a elas. Segundo suas pesquisas, quando sentimos alegria, gratidão e tudo quanto possa ser chamado de emoções positivas, os batimentos cardíacos se harmonizam.

Se pensarmos nessa relação, acredito ser necessário refletir sobre as emoções que nos causam dano e deixar de lado o mau humor, a raiva e o rancor, por exemplo. Muitas pessoas têm comprovado o famoso ditado "Querer é poder", e para isso é importante que nos perguntemos: "Quero enxergar em mim mesmo problemas ou boas qualidades, como a bondade, o bom humor, a tolerância e a paciência?".

Se tivermos o desejo de alcançar algo bom, nós o conseguiremos. Além disso, esculpimos, limpamos e trazemos essa bela imagem à luz, aquilo que realmente somos, e trocamos a expressão: "Meu coração está partido" por esta outra: "Meu coração se enche de felicidade".

Algumas ideias para conseguir um coração saudável são:

1 - Lançar fora a irritação, a intolerância e o hábito de culpar-se a si mesmo.

2 - Ver que esses sentimentos são algo que não pertence à nossa natureza espiritual.

3 - Amar-se a si mesmo, despojar-se do que não serve e cultivar boas qualidades.

Começar com esses pequenos passos faz uma grande diferença na vida. Não importa onde estejamos, sempre podemos caminhar rumo ao bem-estar. Manter esse objetivo no pensamento nos dá força para seguirmos adiante e alcançá-lo.



(texto publicado na revista Sempre Jovem ano V, nº 16 - 2015)

terça-feira, 19 de setembro de 2017

As quatro pontes para se libertar do medo - Roberto Shinyashiki


Para que você se veja livre da espada que paira sobre sua cabeça e viva de maneira mais leve e criativa, observe, confie, tenha alto astral e deixe a vida fluir.

Primeira ponte: observação

Antes de reagir ao medo que está sentindo, você deve observar: o que está acontecendo? Existe uma ameaça?

Não aja precipitadamente, pois pessoas com medo machucam quem está por perto, fogem ou atacam, e seus surtos de irritação quase sempre decorrem da insegurança.

A consciência é a melhor forma de sair do círculo vicioso medo-ataque-medo.

Portanto, não procure relaxar a respiração, pois isso aumentará a tensão. A palavra "angústia" vem do termo "contração". Simplesmente observe e fique em contato consigo mesmo por alguns minutos.

A seguir, comece a verificar seus pensamentos: o que está acontecendo em sua mente? Nossas reações nascem de nossos pensamentos, se eles forem negativos, produzirão ações que, depois, provocarão arrependimento.

Seus pensamentos irão se realizar. Portanto, esteja atento a eles: se neles existirem desgraças, elas acontecerão; se neles existir felicidade, é a felicidade que brotará.

Observe suas ações. A maioria das pessoas age sem consciência e somente tem noção dos seus atos depois que não restou outra saída senão o arrependimento. Arrepender-se e desculpar-se são atitudes generosas, mas o melhor é evitar que sua impulsividade provoque estragos.

Segunda ponte: confiança e fé. Acredite!

Quando você deixar que a vida tome conta, começará a perceber o quanto tem sido abençoado. Libertar-se do medo é como pular de um trampolim. Quando você se entrega, salta em direção à vida. Esse é o salto da fé.

Viver a ilusão de ter uma espada sobre a cabeça é como estar à beira do trampolim, mas não ter coragem de mergulhar. Adquirir essa coragem significa encarar a vida com todos os seus riscos, desfazer a assustadora visão de perigo por todos os lados.

A fé é a mais intensa ligação entre o plano espiritual e o material. Ela fornece uma força maior, capaz de nos levar à realização, à criação e à superação de nós mesmos.

Fé é diferente de esperança. A segunda convida a uma passividade que nos mantém presos a uma sensação de sermos vítimas do destino. A fé nos confere energia para agir, e é a certeza de que a vitória virá que nos dá força para batalharmos todos os dias.

Perceba que Deus o protege em todos os setores da sua vida. Quando ocorre a integração com o divino, você relaxa as tensões, se descontrai e aproveita melhor os momentos da vida.

Concentre-se inteiramente no que você faz, pois viver sem dúvida é a melhor de todas as metas, é abandonar o medo. 

Não procure o sofrimento, mas, se ele fizer parte da conquista, enfrente-o e supere-o.

Terceira ponte: alto astral

Alto astral é energia positiva. É a capacidade de transcender aos acontecimentos dolorosos da vida. 

Quem tem uma postura muito séria e carrancuda não deixa fluir a criatividade. A atitude positiva consegue transformar o pântano em jardim.

O pessimista acredita que eventos negativos têm origem em condições definitivas. Se perde a hora do voo é porque sempre dá azar com avião. Se o chefe elogiou, é porque queria que fizesses hora extra. Esse pessimismo permite que uma decepção em determinada área de sua vida invada o restante dela.

O otimista,  ao contrário, atribui uma falha a um motivo circunstancial. Para ele, as situações favoráveis são causadas por fatos permanentes: "Meu marido trouxe flores para mim porque me ama". Eles não permitem que um problema específico contamine as demais áreas de sua vida.

Comece a cultivar dentro de você o alto astral, o comportamento positivo; brinque com os reveses da vida, enfrente com bom humor até as situações mais complicadas.

O alto astral é uma forma de ver a vida. Portanto, é diferente do prazer. Quando falamos de prazer, inevitavelmente pensamos em sexo, comida, lazer. O alto astral é bem mais que isso. É um gesto de generosidade para com a vida, com os erros, com as dificuldades.

A seriedade leva ao julgamento; o alto astral,  à compreensão. Quando alguém está feliz, não perde tempo nem energia julgando os outros.

Quarta ponte: fluidez

Fluidez é uma característica relacionada à sua capacidade de ser espontâneo e levar a vida com facilidade, deixando tudo transcorrer naturalmente, como a água cristalina de um riacho.

Fluir é atravessar espaços vazios para realizar encontros. Muita gente quer ser dona da vida alheia e acaba provocando tensão ao seu redor.

Não existe uma verdade única, mas muitos caminhos, diversos pontos de vista para a mesma questão.

Quando os Dâmocles fluem, percebem, por exemplo, que a pessoa amada não os está rejeitando, que o distanciamento é apenas aparente. Notam então que é timidez, dificuldade de expor sentimentos. Cabe a eles brincar com o mal-entendido, fluir ao encontro do outro.

No sexo, o outro é a porta da vida. Flua através dele.

Você precisa aprender a ter a força da água, que, como não é dura como a pedra, sempre chega aonde quer pelos caminhos alternativos que encontra, amoldando-se às situações sem perder sua natureza e suas características.

O medo é uma cortina que impede a pessoa de enxergar o arco-íris da vida! Rasgue essa cortina e veja quantas maravilhas existem ao seu redor. Observe quantas pessoas o admiram e quantas são mais felizes porque você as ajudou.


(texto publicado na revista Sempre Jovem - ano V - nº 16 - 2015)