sexta-feira, 30 de março de 2012

Meus "profissionais": Entrevista com meu massagista-acupunturista Giovanni

Continuando com a série de entrevistas que comecei com o meu aluno Dudu, agora é a vez de meu massagista-acupunturista, Giovanni, que trata de mim há aproximadamente dez anos.

O seu interesse pela massagem começou quando ele tinha aproximadamente seis anos porque um massagista amigo do pai fazia visitas em domicílio para atender vários membros de sua família que tinham problemas articulares.  Isso o fascinava e,  como toda criança,  prestava atenção no que o terapeuta fazia como estralar a coluna  e percebia que as pessoas saíam felizes da sessão pela fisionomia de alívio.  Ele queria ser como o massagista, que ajudava as pessoas e as tornava felizes.

Aos 16 anos ele e seus colegas decidiram fazer o exame para poder freqüentar o curso de técnico de metalurgia promovido pelo  SENAI, em uma idade na qual se começa a pensar em trabalhar e o salário nessa área era muito bom. Dos colegas Giovanni foi o único que passou e após 3 anos de curso e um de estágio feito em São João da Boa Vista,  onde teve a primeira experiência longe da família e aprendeu a se virar sozinho, começou a trabalhar. Foi durante o estágio que ocorreu um incidente grave com ele, mas que felizmente acabou bem. Ele inalou muito cloro no trabalho e ao ir para cama dormiu por 48 horas.

Giovanni gosta de trabalhar no ramo da metalurgia, mas nunca deixou de se interessar pelos tratamentos alternativos e como estava ganhando bem, pôde pagar o curso de massagem que freqüentou por dois anos. Nessa ocasião ele se deu conta da grande dificuldade que  todos nós temos de nos tocar e tocar os outros. Embora nos toquemos quando tomamos banho, por exemplo, não estamos prestando atenção em nosso corpo, se trata de uma atividade feita automaticamente e geralmente os nossos pensamentos estão longe dali. Ele teve aulas com o professor Armando Austregésilo, mas o curso não consistia só em aulas de massagem, mas também de nutrição, de anatomia, acupuntura, tratamento com ervas, pomadas. Além disso, ele teve aulas de auto-proteção, ou seja, aprendeu como não deixar que a energia (negativa) do paciente atinja o terapeuta.

Giovanni freqüentava também uma academia de Tai Chi Chuan, esporte que praticou por dez anos e foi ali que começou a trabalhar como massagista. Ele acabou se desligando da academia por ocasião de seu divórcio porque a sua ex-esposa a freqüentava também.

Chegou um momento em que não deu mais para conciliar as duas atividades e Giovanni optou por largar a metalurgia e montar uma clínica com vários sócios. Decidiu fazer vários cursos para complementar a sua atividade como massagista: dois anos de acupuntura sistêmica, 1 ano e meio de acupuntura constitucional e mais um ano de acupuntura koryo. Além disso,  fez curso de florais, Reiki (nível um) e esparadroterapia, entre outros. Ele disse que foi um período muito rico  no aprendizado sobre o ser humano. Na clínica ele trabalhou com vários profissionais e todos se reuniam para comentar sobre cada paciente a respeito da necessidade de usar mais de uma terapia ao mesmo tempo. Foi verificado que o processo de cura era mais acelerado. Por exemplo, se o mesmo paciente fosse atendido pelo acupunturista e pelo psicólogo ou outro profissional, em vez  de um ano, ele se recuperava em seis meses. Após 10 anos gratificantes na clínica, ele decidiu sair de lá por motivos pessoais. Após trabalhar em outros lugares sempre como terapeuta percebeu que não conseguiria se manter só com essa atividade e decidiu voltar para a área da metalurgia.

Atualmente ele atende os clientes em domicílio como é o meu caso e posso dizer que ele não é só o meu terapeuta. Como temos muitos interesses em comum relacionados com o autoconhecimento, durante a massagem e mesmo durante o tempo em que estou com as agulhas, ficamos trocando idéias. Só quando estou cansada acabo dormindo, mas acordo renovada como se tivesse descansado por várias horas.






















Nenhum comentário:

Postar um comentário