sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Tim Burton: "Fui uma criança peculiar" - Gabriela Acosta


Cineasta que prefere ficar longe dos holofotes para se concentrar nos próprios "monstros" lança seu mais novo filme, "O Lar das Crianças Peculiares", com Eva Green no elenco

Baseado no romance de Ransom Riggs, o longa "O Lar das Crianças Peculiares", que estreia hoje, é visto pelo diretor Tim Burton como uma forma de refletir a visão que o mundo tem dele. Na trama, é retratada a história de um abrigo para crianças órfãs com poderes sobrenaturais que tem Eva Green como governanta, a Sra. Peregrine. Burton falou com o Metro Jornal sobre o filme. Confira.

O que te motivou a contar essa história de Riggs?

Em algum momento de nossas vidas, nos sentimos desajustados e temos que lutar para ser compreendidos. Talvez eu tenha sido uma criança peculiar, que viveu entre o trágico e o cômico, por isso o romance me atraiu.

E você acha que ter sido peculiar é bom ou ruim?

Uma criança nunca esquece os sentimentos de ser diferente. Eles ficam para sempre. Então você passa por esse tipo de coisa na infância e, ocasionalmente, mais tarde na vida. O importante é dar sentido a essa diferença. Acho que sou visto como peculiar por causa do meu cabelo, meu lado obscuro e meus filmes. E a verdade é que talvez eu seja mesmo [risos].

Como funciona seu processo criativo nos filmes?

Sou muito visual e isso me ajuda a colocar os pensamentos de dentro para fora. Com "O Lar das Crianças Peculiares" surgiu um tipo de conto popular com uma história de terror para crianças, mas com um aspecto humano.

Quanta liberdade você teve para adaptar a história?

Eu não conhecia o livro, mas sabia do sucesso. Quando li, gostei de como Riggs construiu a história em torno das fotos antigas. Ali começou a conexão, porque amo fotos antigas. Acho ele meio parecido comigo, algo bizarro.



(texto publicado no jornal Metro de 29 de setembro de 2016)

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