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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Mais reflorestamento, menos desmatamento


Quer ajudar o planeta a ter mais árvores? Confira algumas ideias para pôr em prática em sua vida

Não compre madeira ilegal

Ao adquirir produtos de madeira ou papel, procure pelo selo FSC. Ele garante que o item foi fabricado de forma ecologicamente adequada, causando o menor impacto possível. Além disso, assegura que a propriedade de onde os recursos foram extraídos é uma área legalizada, que paga todos os tributos e respeita os direitos dos trabalhadores.

Papel: reduzir e reciclar

Em média, cada brasileiro consome, na forma de papel, uma árvore a cada dois anos. Isso significa que, no decorrer da vida de cada um de nós, em média, 38 árvores são colocadas abaixo para sustentar o consumo pessoal. Ter esses dados em mente é importante para nos estimular a não desperdiçar papel e a encaminhar esse material à reciclagem. Usar essa matéria-prima com consciência ajuda a natureza.

Coma menos carne vermelha

40% da Terra é destinada à pecuária, e essa área só cresce. Para atender à demanda, muitos recorrem ao desmatamento. Na Amazônia, 70% das áreas desmatadas viram pastos. Cerca de 232 milhões de árvores são abatidas por ano para abrir espaço para rebanhos. Segundo o Greenpeace, nenhum supermercado hoje garante que a carne comercializada é isenta de crimes ambientais.

Plante árvores

Precisa de uma muda? Consulte a prefeitura da sua cidade. Os municípios costumam ter viveiros públicos que distribuem gratuitamente espécies nativas. O plantio em áreas particulares é livre. Se você quiser cultivar em uma área pública, como um parque ou canteiro na calçada, precisa de autorização da prefeitura. A administração municipal pode ajudar indicando quais variedades são mais indicadas para cada espaço.

Contribua com projetos do bem

Uma série de entidades luta pela conservação do meio ambiente. Você pode colaborar com doações ou trabalhando como voluntário. O Instituto Socioambiental (www.socioambiental.org), por exemplo, esteá presente em São Paulo, Mato Grosso e Distrito Federal. O Instituto Terra (www.institutoterra.org) atua em Minas Gerais. O Greeepeace (www.greenpeace.org/brasil/pt) tem projetos de alcance nacional.



(texto publicado na revista Todos - A vida é feita de história. Qual é a sua? - dez2016/jan2017)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Morar perto de árvores reduz casos de depressão, diz estudo - CicloVivo (Tribuna da Bahia)


Pesquisadores do Instituto de Medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, desenvolveram um estudo que relaciona a arborização com a saúde mental. Segundo os especialistas, quanto mais árvores, menos quadros de depressão são identificados.

O estudo "Paisagem e Urbanismo" foi publicado na revista científica Science Direct. Os dados analisados pelos pesquisadores foram coletados em Londres, no período de 2009 a 2010. Entre as informações consideradas estão a quantidade de árvores nas proximidades das casas dos pacientes e as informações médicas acerca da saúde mental de cada um. Além disso, variáveis como as condições sociais, tabagismo e idade também entraram nas análises.

Para a pesquisa foram usadas apenas as informações sobre a quantidade de árvores na rua, na proximidade das residências. Os parques e outros espaços públicos de lazer não foram validados. A proposta era avaliar o impacto que a natureza no meio urbano pode ter sobre as pessoas.

Ao cruzar as informações, os pesquisadores identificaram: 40 árvores por quilômetro quadrado, com uma prescrição de antidepressivos que varia de 358 a 578 a cada mil pessoas. Nos locais com maior densidade de árvores, a taxas de prescrição médica para remédios antidepressivos foi menor.

De acordo com o estudo, para cada árvore adicional houve 1,38 menos prescrições para a população. Quando todas as variáveis foram consideradas, a redução foi um pouco menor, de 1,18.

Mesmo com números positivos, os pesquisadores não podem garantir que essa melhoria seja realmente causada pela quantidade de árvores. O que se estima é que locais com a paisagem mais verde estimulam as pessoas a praticarem mais atividades físicas, a interagirem com a comunidade, entre outras coisas que proporcionam maior saúde e bem-estar.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Absorção de carbono pela Amazônia caiu pela metade desde os anos 90 (Planeta Sustentável)


A Amazônia está perdendo sua capacidade de absorver carbono da atmosfera. Esta é a conclusão de um estudo com mais de 30 anos de duração realizado por quase 100 pesquisadores de vários países, entre eles o Brasil. O artigo foi publicado nesta quarta-feira na revista Nature.

A floresta amazônica absorve uma quantidade maior de dióxido de carbono do que libera, ajudando a controlar os efeitos climáticos provocados pelo acúmulo desse gás. Infelizmente, segundo o novo estudo, essa quantidade está diminuindo. Na década de 1990, a floresta absorvia 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono todos os anos. Agora, de acordo com Oliver Phillips, pesquisador da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e um dos autores do estudo, a estimativa é que ela absorvia metade disso, 1 bilhão de toneladas por ano.

O desmatamento da Amazônia nada tem a ver com esse fato. Os pesquisadores utilizaram no estudo uma parte da floresta que não sofreu alterações decorrentes da atividade humana. Eles apontam o aumento na quantidade de árvores morrendo na floresta como principal causa desse fato. A mortalidade das árvores cresceu em mais de um terço desde meados da década de 1980.

Inicialmente, o aumento da quantidade de dióxido de carbono, um dos ingredientes da fotossíntese, na atmosfera levou a um aumento no crescimento de árvores na Amazônia. "Com o tempo, o estímulo do crescimento se tornou excessivo, acelerando o crescimento das árvores e fazendo com que elas morressem mais cedo", disse ao site de VEJA.

O problema causado pela morte acelerada não é uma redução no número de árvores, mas o fato de que, ao morrer e se decompor, as árvores devolvem gás carbônico para a atmosfera.

Secas e altas temperaturas na região amazônica nos últimos anos podem ter contribuído para esse processo apesar de os registros de mortalidade das árvores feitos pelo estudo terem começado bem antes da intensa seca de 2005, por exemplo.

Para fazer o cálculo das mudanças em absorção de carbono os cientistas estudaram 321 pontos da floresta, identificaram e mediram 200.000 árvores e contabilizaram mortes e surgimento de novas árvores desde a década de 1980.

De acordo com Phillips, este pode ser o alerta inicial para um problema mais grave no futuro. "A Amazônia pode ser a primeira das grandes florestas a sofrer esta saturação e está nos alertando como outras florestas podem responder no futuro", afirmou.


sábado, 17 de janeiro de 2015

Grupo desafia prefeitura e planta 32 árvores no largo da Batata em SP - Lígia Mesquita (Folha de São Paulo)


Foi escancarado e com o sol de verão no céu. Um caminhão encostou às 7h da sexta (9) no largo da Batata, em Pinheiros (zona oeste). Dele saíram quatro jardineiros e 32 mudas de árvores. 

Doze horas depois, estavam plantadas 11 aroeiras-salsa, dez jacarandás-caroba, seis paus-ferro, quatro ipês-roxos e um jequitibá-rosa.

Seria uma cena rotineira de ampliação e conservação da área verde de um dos espaços públicos mais movimentados da cidade, não fosse por um detalhe: o serviço em questão não foi feito pela Prefeitura de São Paulo nem contou com o seu aval.

A iniciativa de transformar o largo da Batata, que hoje abriga a estação Faria Lima do metrô, em um lugar menos árido e tomado por concreto partiu do grupo A Batata Precisa de Você e foi financiada por um de seus integrantes, um empresário.

A organização de moradores do bairro e de outras regiões da cidade (e que conta com quase 4.000 integrantes em sua página no Facebook) se reúne toda semana para discutir a ocupação do largo e as melhorias pelas quais ele pode passar. Os participantes já fabricaram e instalaram no local bancos de madeira para a população.

Membros do grupo procuraram a Subprefeitura de Pinheiros para pedir autorização para o plantio de mais árvores na área. Alegaram que muitas das espécies plantadas pelo consórcio que promoveu a reurbanização da Batata estavam morrendo ou não se desenvolvendo - e que o largo teria capacidade para mais vegetação.

A subprefeitura negou a permissão, dizendo que o consórcio já cuidava da arborização do espaço.

Ao comunicar o grupo sobre a negativa da prefeitura, o empresário do setor financeiro que pede para não ser identificado ouviu: "Por que não plantamos mesmo assim?".

Ele, que já plantou outras árvores pela cidade com a autorização de órgãos municipais, marcou então a data para a execução do plano. Escolheu o mês de janeiro, por ser a época de chuvas.

Comprou as 32 mudas por R$ 150 cada uma e contratou os funcionários para os serviços, pagando R$ 20 por cova aberta. No total, desembolsou R$ 5.440.

"Decidi fazer sem autorização porque a situação ali era desesperadora. Era um deserto do Saara aquilo, uma tristeza humana, cheio de concreto por todo o lado", diz.

Durante todo o dia de trabalho na Batata, ele conta que ninguém os parou para falar nada. "A polícia que faz a patrulha ali passava pela gente e nada", afirma.

Na ação de arborização, o grupo retirou 11 árvores mortas dentre as 302 que tinham sido plantadas pelo consórcio no largo da Batata.

Quando as novas covas foram abertas para o cultivo, o empresário constatou o que define como "um crime": muitas das espécies não vingaram porque estavam sobre o concreto da obra do metrô.

"Tem muita árvore doente, com problema. Elas vão crescer a um quarto da velocidade normal", fala. "A prefeitura não queria que a gente plantasse nada para ninguém descobrir esse absurdo."

Outro lado

A prefeitura diz que fiscalizará o local onde o consórcio plantou as árvores e o estado das espécies.

A Subprefeitura de Pinheiros informa que dialoga constantemente com o movimento A Batata Precisa de Você e "avalia como positivas suas contribuições para a cidade".

No caso do plantio não autorizado, o órgão diz que não retirará as mudas e não penalizará o grupo sem saber se houve dano ao patrimônio.