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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Qual a idade do seu dente ?


Pode parecer difícil, mas é possível saber, olhando no espelho, qual é a idade que o dente aparenta. Especialistas explicam que o dente de pessoas jovens, de 20 a 35 anos, deve ser rígido, ter uma ponta translúcida, e a engrenagem perfeita entre os dentes superiores com os inferiores, quando só os caninos se encostam e os outros dentes não, quando se fecha a boca. Essa condição só acontece quando possuímos o esmalte do dente rígido ou preservado. Já um dente envelhecido tem manchas e as pontas desgastadas, condição que deveria aparecer em pessoas com mais de 55 anos de idade, mas está se tornando cada vez mais comum nos dias atuais, com o aumento no número de pessoas com dentes com mais idade biológica (aparência) do que a compatível com a idade real do indivíduo. Isso se explica, segundo especialistas, pela falta de conhecimento sobre produtos específicos que podem endurecer o esmalte do dente e, ainda, pela falta de hábito da limpeza e consultas nas quais se analisa: o índice de placa bacteriana, a saúde da gengiva, da mordida e da mastigação.

O dente envelhecido é aquele que tem a dentina exposta e as pontas desgastadas. Com o tempo, pela exposição da dentina, o dente envelhecido começa a manchar, apresentando a coloração amarela e depois marrom, muito por causa dos corantes do que comemos. Além disso, pela perda do volume do esmalte, eles vão se movimentando e os dentes de baixo invadem o espaço dos dentes de cima, começando a "lixar" e desgastar toda a arcada. Pesquisas apontam que mais de 90% das pessoas, no mundo inteiro, apertam ou rangem os dentes, o que potencializa o desgaste.

5 dicas para preservar a idade biológica do dente

1. Evitar fazer refeições com alto índice de acidez e escovar os dentes imediatamente. É indicado esperar 30 minutos para escovar os dentes depois de consumir ácidos, evitando, assim, a ação abrasiva das pastas dentais na superfície ainda amolecida do dente.

2. Evitar bebidas ácidas antes de dormir, quando os efeitos protetores da saliva estão reduzidos.

3. Usar placa protetora para dormir e em momentos que desencadeiam tensão entre os dentes (durante exercícios físicos, por exemplo). Essa proteção é fundamental para prevenir o grande malefício da perda de volume do esmalte.

4. Priorizar o fio dental e a boa escovação para evitar a pigmentação e as manchas dentais e as inflamações de gengiva.

5. Ficar alerta: a gengiva não deve sangrar jamais. Se sangrar, é forte indício de alguma doença.


(texto publicado no jornal Ponto a Ponto - 26 a 27 de outubro de 2019)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Quer um sorriso bonito todos os dias?


Escove os dentes pelo menos cinco vezes ao dia

A escova de dentes mais bonita nem sempre é a melhor. Preste atenção na textura e qualidade das cerdas. As mais macias são ideais para não machucar a gengiva e desgastar os dentes. E a cabeça deve ser arredondada para alcançar até mesmo os cantinhos mais escondidos, como a parte de trás dos últimos dentes. A variedade de cremes dentais no mercado é tão grande que deixa a gente perdido. Mas é muito importante que eles contenham flúor para ajudar no controle de tártaro, além dos dentes brancos e bom hálito. E mais creme na escova não significa mais limpeza. Uma quantidade do tamanho do grão de uma ervilha é ideal para deixar sua boca limpíssima. Para uma escovação eficiente, divida sua boca em quatro partes (superior direito e esquerdo, inferior direito e esquerdo) e escove cada uma das partes por 30 segundos no mínimo. Sem pressa! Uma limpeza completa leva por volta de dois minutos. Faça movimentos de vai e vem sem colocar muita força e velocidade para não machucar a gengiva e não esqueça de escovar a língua levemente. Sabe aquela casquinha de pipoca inconveniente que não saiu por nada? É o fio dental que vai ajudar a tirar. Mesmo nos dias de preguiça, ele não pode ser esquecido, já que evita também o acúmulo de placa bacteriana. Corte aproximadamente 40 cm de fio, enrole nos dedos médios e use os polegares para deslizar suavemente entre os dentes e nunca use uma mesma parte do fio para limpar dos espaços diferentes. Se você cumpriu todos os passos acima, parabéns! Já está acabando. O enxaguante bucal é o toque final na escovação perfeita, só precisa de alguns cuidados. Escolha algum com flúor na fórmula e prefira o bochecho ao gargarejo, já que engolir enxaguante por acidente pode ser prejudicial à sua saúde. Depois de cuspir, não lave a boca com água para não minimizar o efeito. Pronto. Agora sorria.



(texto publicado no Jornal Ponto a Ponto edição 405 - ano 7 - setembro de 2016)

sábado, 23 de abril de 2016

Uma doença silenciosa - Amaury Bulock


É necessário que o profissional faça a remoção da placa bacteriana exposta na superfície dentária

Uma das doenças bucais mais comuns que afetam a população atualmente, ocasionada pela má higienização dos dentes, que gradativamente tende a estimular a proliferação das bactérias nesta região, é a gengivite. Os primeiros sinais que podem indicá-la são: sangramento da gengiva durante a escovação, na utilização do fio dental ou até mesmo espontaneamente, deixando a gengiva inchada e com uma vermelhidão ao redor do contorno dos dentes.

Inicialmente a gengivite não é considerada uma doença tão grave, porém, se não for tratada corretamente, pode levar a sérias complicações, evoluindo para algo mais sério, como a periodontite.

De acordo com o dentista Rodrigo Martins, a gengivite é uma doença periodontal em seu estágio inicial, quando há apenas o envolvimento da gengiva, sem comprometimento da região óssea. "Ela tem como principal fator causador a presença da placa bacteriana (película viscosa e incolor, composta de restos alimentares e principalmente bactérias) sobre os dentes e próxima da gengiva, que libera ácidos que, por sua vez, irritam a mucosa gengival causando sua inflamação", esclarece o profissional.

A gengivite causa desconforto e, quando detectada, é necessário recorrer a um especialista que indicará os remédios que auxiliarão no tratamento, que pode variar de acordo com o estágio da doença. Os primeiros passos para o tratamento é a escovação e o uso correto do fio dental. Em seu estágio mais avançado, a bactéria se transforma em um tártaro que só pode ser retirado por um dentista. Se após a realização do tratamento, as recomendações sugeridas pelo profissional não forem seguidas, as placas bacterianas tornarão a se formar novamente e o paciente voltará a ter os mesmos sintomas de antes.

De acordo com o clínico geral da Inpao Dental, José Henrique de Oliveira, se a gengivite não for tratada  corretamente poderá evoluir para uma periodontite, que é o estado mais grave da doença que compromete todos os tecidos de sustentação dos dentes. "No quadro de periodontite ocorrem reabsorção óssea, retração da gengiva, mobilidade, culminando com a perda de dentes", diz Oliveira.

É importante endossar que é preciso adotar cuidado higiênicos bucais redobrados a partir do estágio da gengivite (nível I); a sua continuidade desregular tende a gerar a periodontite (nível II); esta, por sua vez, danifica ossos e fibras de sustentação dentária: em sua evolução depara-se com a periodontite avançada (nível III), quadro irreversível que irá romper fibras e ossos de sustentação dos dentes, resultando na queda destes.

O tratamento é baseado na remoção mecânica da placa bacteriana e do tártaro, os principais causadores da gengivite. Para isso, são realizadas sessões de raspagem, polimento radicular e coronário. Também devem ser seguidas as orientações de uma higienização oral adequada para prevenir as diversas doenças bucais.

"Quando a periodontite está instalada, esses sintomas se intensificam, o mau hálito se torna persistente, o paladar fica alterado e seus dentes parecem mais longos por causa da reabsorção óssea e da retração gengival. Dor é um queixa nem sempre presente nesses pacientes", ressalta a cirurgiã-dentista Adriana Rodrigues.

Ela alerta que o surgimento da gengivite é decorrência de higienização bucal incorreta - isto auxilia o desenvolvimento de bactérias - e uma escovação deve durar, no mínimo dois minutos. "A maioria das pessoas não chega nem perto desse tempo. Deve-se escovar os dentes com movimentos suaves e curtos, nunca esquecer da margem gengival, os dentes posteriores - que são os mais difíceis de alcançar - e as áreas situadas ao redor de restaurações e coroas. Concentrar-se na limpeza de cada setor da boca, inclusive a língua e bochechas, é fundamental", explica a profissional.

Recomenda-se a escovação dentária após as refeições, o uso do fio dental e, prioritariamente, consultas regulares ao dentista que inviabilização o surgimento da gengivite. Vale ressaltar que, se o estágio da doença estiver em um nível avançado, será necessário buscar o auxílio de um tratamento com especialista.



(texto publicado na revista Medicina Social nº 225 - ano XXXI - abr/maio/jun de 2014)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

9 sinais que nos alertam uma deficiência de cálcio no corpo (Melhor com Saúde)


Além das fraturas ósseas ou dos problemas dentais, a queda do cabelo, assim como a pele ressecada ou as unhas quebradiças, podem estar relacionados com o déficit de cálcio no organismo

O cálcio é o mineral mais abundante no corpo humano, presente em maiores quantidades nos ossos e nos dentes, ainda que também seja encontrado em quantidades significativas no sangue, nos neurônios e demais tecidos.

Estima-se que 70% do sistema ósseo é composto por este mineral que também desempenha um papel fundamental na saúde do sistema nervoso e das células de todo organismo.

De fato, está comprovado que este mineral participa na coagulação do sangue, regula o ritmo cardíaco e permite o relaxamento e a contração dos músculos.

Por desempenhar funções tão importantes para o corpo, não é de estranhar que sua carência possa causar patologias crônicas como a osteoporose, os problemas articulares e inclusive os cardiovasculares.

Para descobrir de forma oportuna essa deficiência e cálcio, basta considerar alguns sinais que o corpo envia por meio dos sintomas que parecem não ter nenhum tipo de relação com os ossos mas que, sem dúvidas, ocorrem pela ausência do mineral.

1. Câimbras musculares

Elas podem ser o resultado de uma sobrecarga de tarefas sobre o músculo ou a carência de potássio.

Porém, quando as câimbras aparecem com frequência e depois de realizarmos os movimentos cotidianos podem ser um indício da falta de cálcio nos ossos.

Se a dor aparecer nas coxas, panturrilhas e braços, considere aumentar o consumo deste mineral em sua dieta.

2. Insônia

Muitos dos transtornos do sono que aparecem com regularidade são o resultado de uma diminuição nos níveis de cálcio.

A insônia ou as interrupções do sono constantes estão indicando que o organismo precisa de um pouco mais desse nutriente.

3. Problemas nos dentes

Como mencionamos anteriormente, os dentes têm um alto teor de cálcio em sua estrutura, portanto, uma diminuição deste mineral no organismo também afeta sua saúde de forma direta.

Apresentam-se cáries ou outras infecções dentais, cor amarelada ou fragilidade, sintomas que são claramente indicativos desta deficiência.

4. Pele seca e unhas frágeis

Para participar na regeneração celular, o cálcio desempenha um papel importante na restauração da pele e das unhas.

Quando não há quantidades suficientes é comum que ocorram problemas como ressecamento, rachaduras e, no caso das unhas, que fiquem quebradiças.

5. Transtornos capilares

O ressecamento, a queda e a fragilidade no cabelo, são provas suficientes paraconsiderar que há deficiência de nutrientes importantes no corpo.

Ainda que estes transtornos possam ocorrer por muitas razões, não é demais pensar que é preciso melhorar a alimentação.

6. Dor articular e óssea

A dor que ocorre nas articulações e nos ossos tende a alertar sobre doenças crônicas como a artrite e a artrose. Porém, pode ocorrer devido a uma fratura ou à perda de densidade óssea devido à ausência de cálcio.

7. Pressão arterial alta

Muitos minerais participam da regulação da pressão arterial. O cálcio é um dos responsáveis por mantê-la sob controle, razão pela qual um desequilíbrio pode causar hipertensão.

8. Dores menstruais

Ainda que as dores menstruais, ou a chamada síndrome pré-menstrual, possam variar de mulher para mulher e ocorrer devido às mudanças hormonais, em alguns casos poderia ter alguma relação com a quantidade de cálcio que está presente no organismo.

Foi demonstrado que um índice adequado de cálcio no sangue pode contribuir para diminuir os episódios de dor e inchaço abdominal, retenção de líquidos, ansiedade e depressão.

Se você for o tipo de mulher que passa por este ciclo sem dor alguma, mas de repente começou a ver que essa dinâmica tem mudado, considere que talvez seus níveis de cálcio estejam diminuindo.

9. Fraturas nos ossos

Por causar perda da densidade óssea, a carência de cálcio nos ossos pode originar fraturas ou torções nos tendões.

Por ser essencial para conservar os ossos fortes, uma deficiência supõe um alto perigo para sua saúde e pode ser a causa de doenças como a osteoporose.

Se depois de ler isso você considerar que tem deficiência de cálcio, não deixe de consultar um médico para receber o tratamento adequado.

Em geral, você pode aumentar o consumo de alimentos que contém o cálcio, tais como, por exemplo:
Frutos secos
Lácteos
Brócolis
Couve
Repolho
Suco de espinafre
Suco de laranja
Leite de arroz
Peixe
Ovos

Também é possível absorver o elemento por meio do consumo de suplementos, ainda que seja mais conveniente que seja de origem natural para que você receba os benefícios adicionais.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Estresse e saúde bucal - Carla Andreotti Damante, Sebastião Luiz Aguiar Greghi, Ísis de Fátima Balderrama e Rafael Ferreira


Atualmente, ouve-se muito: "Estou estressada (o)!". E muitas vezes essa expressão se torna parte do cotidiano das pessoas, devido a tantas atividades e ocupações exercidas, dependendo dos hábitos de vida de cada um. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse atinge cerca de 90% da população mundial, sendo considerado uma epidemia global. Ou seja, o estresse é frequente e muitas vezes intenso. Assim, torna-se importante saber a sua definição, origem, causa e como pode repercutir na saúde.

A palavra estresse tem origem no latim stringere, que significa "apertado", "justo", "tenso", e foi proposta pelo médico húngaro Hans Selye, em 1959, como a definição de uma reação não específica do corpo a qualquer tipo de exigência do ambiente, ou seja, quando o indivíduo se depara com determinados estímulos externos, causando-lhe uma soma de respostas físicas e mentais.

A psicologia classifica o estresse em três ocasiões: em momentos de crise e/ou catástrofes (por exemplo, terremotos ou guerras), em eventos normais da vida (casamento ou nascimento de um bebê, podendo exercer pontos positivos ou negativos) e estresse cotidiano (aborrecimentos, prazo de trabalhos escolares ou profissionais, engarrafamentos no trânsito, conflitos com outras pessoas, encontros com personalidades irritantes, sendo considerado o mais comum na população). Sua intensidade varia de indivíduo para indivíduo e, fisiologicamente, esses pequenos momentos estressores, presentes no cotidiano, têm um maior impacto negativo na saúde por serem eventos crônicos do dia a dia. Nesse contexto, torna-se importante como as pessoas lidam com seus estressores (otimismo? pessimismo? depressão? etc.).

O estresse pode ocasionar uma reação no organismo causada por alterações psicofisiológicas. O indivíduo se confronta com algumas situações ou acontecimentos que fazem parte do seu hábito de vida, gerando um desequilíbrio fisiológico por estímulos internos e externos. Essa alteração psicológica pode desencadear uma cascata de episódios que atuam sobre o sistema imunológico, gerando consequências na capacidade do nosso organismo de resistir às doenças.

Essa desregulação da resposta imunoinflamatória ocasiona alterações dos níveis de citocinas inflamatórias. Essas citocinas podem ser entendidas como pequenas "chaves" que vão agir sobre diversos órgãos, "abrindo" caminho para o aparecimento ou promoção de certas doenças. Sendo assim, nota-se uma relação entre estresse e diferentes condições patológicas, como obesidade, diabetes e também doença periodontal.

O nível de estresse de um indivíduo pode ser mensurado através de análises psicológicas ou físicas. O nível mental pode ser avaliado por questionários. Já o físico pode ser feito a partir da coleta salivar ou sanguínea, submetida à análise laboratorial, verificando-se os níveis de cortisol. O cortisol é o principal mediador biológico do estresse, sendo que sua presença em excesso e crônica leva à redução da resistência às infecções, deixando as pessoas mais propensas a desenvolver doenças.

A doença periodontal é uma doença multifatorial que surge por alterações inflamatórias que levam à destruição dos tecidos ao redor dos dentes (como a gengiva e osso), provocando sangramento gengival e até a perda do dente. Dentre essas causas, o principal fator é a presença de bactérias e sua interação com a resposta imunológica (como reagimos contra essas bactérias). Porém, essa resposta pode ser modificada mais negativamente por alguns fatores secundários, como fumo, álcool, doenças sistêmicas (por exemplo, a diabetes mellitus) e o estresse, dentre outros.

Os primeiros relatos ligando o estresse às condições bucais foram notados em soldados na Primeira Guerra Mundial, em que o alto nível de estresse levava ao aparecimento de uma forma mais agressiva de doença gengival, chamada gengivite ulcerativa necrosante, conhecida popularmente como "boca de trincheira", com necrose gengival (apodrecimento), dentre outros sinais. Estudos recentes têm sugerido que a chance de uma pessoa desenvolver a doença periodontal é aumentada quando a pessoa é estressada.

No tratamento odontológico, deve-se prestar muita atenção se o paciente está em um momento de estresse, pois o estresse pode alterar efeitos das doenças sistêmicas (por exemplo, diabetes mellitus), assim como produzir algumas mudanças de comportamento, como uso excessivo de cigarros, negligência da higiene bucal, indução de dietas inadequadas, alteração no padrão de sono e aumento do consumo de substâncias alcoólicas. Um paciente estressado não é indicado para caso de cirurgia odontológica em razão de sua função imunológica estar afetada e a sua capacidade de cicatrizar feridas estar comprometida no processo de cura.

Um atendimento odontológico deve ser integral, sendo que o paciente deve ser visto como um todo. O cirurgião-dentista deve informar seu paciente a respeito dos efeitos do estresse na doença periodontal e encaminhá-lo a um especialista na área da psicologia ou da medicina do estresse, como um psiquiatra. Dessa forma, só será possível alcançar (e falar em) saúde bucal quando o paciente tiver saúde geral, o que consiste numa vida com bons hábitos e sem estresse, promovendo assim qualidade de vida.




(texto publicado no Jornal da USP nº 1083 - ano XXXI - 15 a 18 de outubro de 2015)

sábado, 17 de outubro de 2015

Eles mentem, eu acredito - Walcyr Carrasco


Mentir todo mundo mente um pouco. Mas há profissões em que mentir ou, pelo menos, não dizer exatamente a verdade faz parte.  Recentemente fiz um tratamento dentário. Pela segunda vez, implante no mesmo local, após enxerto de osso. Um ano de espera. Sou eu quem não pode mentir agora. Eu sabia o que me esperava. Implante, especialmente nesse local da minha boca, dói. Chega até o nariz. O dentista disse:

- Não dói quase nada. Em um dia você já está recuperado.

Acreditam que o asno aqui acreditou? Se era um dia, por que ele me deu receita de analgésico para uma semana!? Aiiiii! Sofri terrivelmente. Dias só com comida líquida. Tudo frio ou, de preferência, gelado. E durante a operação? Anestesia no céu da boca é uma das piores coisas  do mundo. Como acreditei que não ia doer quase nada, nada, se já passei por  tudo isso? Perguntei a um amigo futuro dentista se tem aulas de como enganar pacientes na faculdade. Respondeu, sorrindo:

- A gente aprende na prática.

Aiiiiiiiii! E o pior, todos aprendem!

Mesma coisa que médico. No máximo são vagos. Um amigo foi operar do menisco. Deu infecção hospitalar. Já fez mais de dez operações na perna, entre próteses e tentativas para não perdê-la. Uma tragédia. Se alguém me diz que vai operar do joelho, grito:

- Não opera, não opera!

Posso estar enganado. Nunca vi uma operação do joelho que deu absolutamente certo. É como motor de carro. Mexeu, sempre fica uma peça fora do lugar. A maior operação por que passei até hoje foi a retirada de uma vesícula empedrada. Fiz até tomografia. Dois dias antes da internação, fui levar os papéis do seguro para o hospital. O médico quis conversar:

- Há um tecido unindo sua vesícula ao fígado. Tenho de fazer um corte mais profundo para retirá-lo e preciso da presença de um patologista na sala. Pode ser câncer.

Eu tenho um tremendo sangue-frio, senão teriam de chamar o cardiologista. Câncer? Perguntei:

- Devo avisar a empresa em que trabalho?

- Não é necessário, até depois da operação. Agora, se tiver de retirar um pedaço do fígado, pode complicar.

- Seja franco, doutor, eu posso morrer na cirurgia?

- Bem, se você entrar em um táxi e perguntar se pode morrer na corrida, o motorista sempre tem de dizer que há uma possibilidade.

Mentir ele não mentiu. Mas câncer não é bem igual a uma corrida de táxi, certo? Meia hora depois lá estava eu, atrás de advogado para fazer testamento e me preparando espiritualmente. Confesso que me preparei bem até demais. Quando cheguei ao hospital, queriam internar meu acompanhante, pensando que era o doente. Eu era pura paz e alegria, em harmonia com o cosmos em meus derradeiros momentos da vida. Não, não usei droga nenhuma. Tanta elevação espiritual deve ter sido reação alérgica à palavra câncer. (E não, não era nada. Agora sim, graças a Deus.)

E quando um cano do telhado começa a pingar? Chamo o bombeiro, ele diz que tem de quebrar o teto. Coisa de uma semana. Um ano depois, estou dormindo na cozinha, sem telhado no resto da casa e nenhum prazo de término. Marceneiro promete para 30 dias. Pega 50% e foge. Passo a persegui-lo. Mas ele está ocupado arrancando a entrada de outro cliente para só então comprar o material da minha obra. (Salvam-se, na maioria, as empresas de armários e cozinhas modulados. Pelo menos elas têm contratos, cumprem prazos.) Tudo ligado à construção, do pedreiro ao arquiteto, costuma me enlouquecer. Em tempo: há uma percentagem boa e sincera de profissionais que, quando a gente encontra, deve agarrar e nunca mais perder de vista. A planta que era para ontem t em de ser refeita porque não se percebeu a existência de uma coluna. O mestre de obras pega duas ou três casas ao mesmo tempo e migra com a equipe de uma para outra, de acordo com as antecipações. O pedreiro faltou porque foi fazer um servicinho extra. Lá vem o encanador com o rosto torturado:

- Vou falar uma semana na obra. Minha mãe está passando mal no interior de Minas. Precisava até de um adiantamento.

- Sem chance. E vou descontar os dias.

Ele parte furioso. Fecho os registros para a casa não inundar. Trato de achar outro. Dois dias depois ele é visto num forró.

Eu me tornei impiedoso? Pense na última vez que foi ao mecânico e ele garantiu dois, três dias para o conserto que durou um mês. E até agora quando você liga o carro, ouve um barulhinho esquisito. Pois é. Toda profissão tem sua cota de mentiras. Algumas mais que as outras.



(texto publicado na revista Época nº 887 - 8 de junho de 2015)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

10 usos alternativos da casca de banana (Melhor com Saúde)


Se quiser que a carne que você vai cozinhar fique macia e mais suculenta, experimente adicionar uma casca de banana na panela que estiver usando.

A banana é uma das frutas mais deliciosas e completas que a natureza tem a nos oferecer. Ela é doce, saciante e super prática, podendo ser levada para qualquer lugar.

Como costuma ocorrer com a maioria dos alimentos, especialmente com as frutas, o comum é consumir somente a parte interna e branca da banana, e a sua casca geralmente vai parar no lixo.

No entanto, você sabia que a casca que você descarta contém importantes nutrientes e propriedades? Não estamos brincando! Justamente nesta parte podemos encontrar vitaminas, minerais e antioxidantes que podem ser muito úteis para a saúde, a beleza e diferentes tarefas do nosso lar.

É muito provável que você ainda não conheça estes usos alternativos para que possamos aproveitar a casca de banana. Por isso, hoje iremos compartilhar 10 maneiras de fazer com que esta parte da fruta torne-se uma aliada.

Picadas de mosquito

Os mosquitos podem estar em qualquer lugar, especialmente quando o clima está mais quente. Um truque para reduzir a inflamação e a coceira que as suas picadas causam consiste em esfregar o interior de uma casca de banana na área afetada.

Até o momento não foram realizados estudos a respeito deste remédio natural, mas muitas pessoas garantem que ele funciona muito bem.

Sapatos brilhantes

Você está sem betume? Não se preocupe! Você pode esfregar uma casca de banana sobre a superfície dos sapatos e, assim, dar a eles aquele brilho reluzente.

Em seguida, basta passar um pano suave para retirar possíveis resíduos e o sapato já estará pronto.

O betume é um produto que contém potássio, e a pele desta fruta é uma das fontes deste importante mineral.

Dentes mais brancos

Não se trata de um produto milagroso para deixar os dentes tão brancos quanto um tratamento profissional. No entanto, o teor de potássio presente na casca de banana contribui para reduzir as manchas amareladas que vão se formando nos dentes por causa de certos alimentos.

Escolha uma banana que esteja bem madura e utilize a parte interior da sua casca para esfregar nos dentes até que eles fiquem cobertos com a parte branca que fica na fruta

Terminado o tratamento, basta escovar os dentes como de costume. Repita todos os dias para obter os resultados esperados.

Remover verrugas

As verrugas são muito contagiosas e devem ser tratadas com muito cuidado para que não se propaguem para outras áreas do corpo e da pele.

O interior da casca de banana é um bom remédio para combater as verrugas, que costumam ter uma aparência que incomoda quem as tem.

Corte um pequeno pedaço da casca de banana e coloque-o sobre a verruga, fazendo um “curativo” com ela, fixando com fita adesiva. Repita este mesmo processo todos os dias e você irá conseguir resultados em pouco tempo. Vale a pena experimentar!

Amaciar a carne

Você sente que a carne que está cozinhando fica muito dura? Simples! Basta adicionar uma casca de banana na frigideira ou panela que estiver usando.

Quem já utilizou este truque garante que, além de amaciar a carne, também a deixa mais suculenta.

Hematomas

A ação anti-inflamatória da casca de banana diminui os hematomas que afetam esteticamente a pele.

Basta esfregar suavemente este ingrediente na área afetada várias vezes ao dia, ou então fixá-lo usando uma fita adesiva.

Fertilizante para o jardim

Todos os nutrientes que se concentram na casca de banana funcionam como um excelente adubo orgânico para nutrir as plantas e afastar as pragas.

Ela contém cálcio e magnésio, minerais que fertilizam para que as flores fiquem bonitas e não murchem tão rapidamente.

Acne

A parte branca do interior da casca de banana contém nutrientes benéficos para a pele, além de possuir uma ação adstringente que pode ajudar a tratar a acne.

Todas as noites, antes de dormir, passe o interior da casca por todo o rosto, principalmente nas áreas mais afetadas pela acne. Deixe agir durante 20 minutos e enxágue.

Atenuar as rugas

Não se trata de um produto com efeitos imediatos, mas devido ao seu importante teor de antioxidantes e vitamina C, a casca de banana pode ajudar a diminuir as pequenas rugas que surgem com a idade, se for usada como um tratamento consistente e de longo prazo.

Passe suavemente o interior da casca em diferentes áreas do rosto, e inclusive no pescoço. Ela irá estimular a produção de colágeno e melhorar a circulação sanguínea.

Dar brilho a objetos de prata

Objetos de prata que ficam opacos devido à sujeira podem recuperar o seu brilho utilizando uma casca de banana.

Para usá-la, umedeça o interior da casca com água e esfregue-a nos artigos de prata. Em seguida, passe um pano úmido por cima para secar e eliminar possíveis resíduos.

domingo, 27 de setembro de 2015

6 problemas bucais que indicam a presença de doenças (Melhor com Saúde)


A boca é uma das regiões mais sensíveis e importantes corpo. Como o organismo é interconectado, um problema em uma região afeta outra, ou seja, uma doença em um órgão interno, como o estômago, pode se manifestar através da boca, como o mau hálito.

Outros exemplos: a sensação de ter os dentes frouxos pode ser um sintoma de periodontite. Já a perda de dentes pode ser um sinal de osteoporose. A boca é ainda uma porta de entrada para o corpo, não apenas de água e alimentos, mas, infelizmente, também de agentes nocivos, como bactérias e parasitas.

Por isso, é preciso cuidado constante para manter sua boca segura, e apenas ingerir substâncias e alimentos benéficos para a saúde. A higiene bucal também é muito importante, com a escovação diária sempre após lanches e refeições e o frequente uso de fio dental.

A visita periódica ao dentista é recomendada a cada seis meses. A troca da sua escova dental (que sempre deve ter cerdas macias e firmes) deve ser feita a cada três meses. Confira abaixo alguns sinais que aparecem na boca, mas que podem ser um indício de problemas bucais ou de saúde mais graves:

Problema bucal 1: dor na mandíbula ou nos dentes

A dor na parte inferior da mandíbula, acompanhada por sintomas como fadiga e dor no peito que se irradia pelos braços, pode ser um sinal de ataque do coração.

Por outro lado, se a dor aparecer na parte superior dos dentes, o mais provável é que esteja alertando sobre uma crise de sinusite. A sinusite é uma inflamação das cavidades naturais ao redor das fossas nasais, provocando uma dor que pode afetar a mandíbula, os dentes e a cabeça.

Mas se você não tiver um histórico de doenças cardíacas ou de sinusite, não precisa se alarmar, mesmo se a dor for sentida na parte superior ou inferior da mandíbula, pois é provável que seja de origem muscular, significando que você deve ter dormido de mau jeito, comprimindo os dentes.

Problema bucal 2: aftas ou úlceras bucais

As aftas, o herpes, as leucoplasias e a candidíase (infecção causada por fungo) são os tipos de feridas mais comuns que podem aparecer na boca a qualquer momento.

Cada uma dessas feridas aparece por um motivo diferente e é muito importante atentar para elas, já que podem indicar até doenças graves, como o câncer de boca (como no caso das leucoplasias), diminuição da imunidade geral do corpo (como no caso da candidíase) ou apenas uma irritação causada por aparelhos ortodônticos, por exemplo.

Problema bucal 3: mau hálito

Cerca de 90% dos casos de mau hálito que se originam na boca estão associados às bactérias presentes na parte posterior da língua e doenças da gengiva.

No entanto, os 10% restantes podem ser um sinal de algo mais grave, sobretudo, quando o mau hálito aparece de repente, pois pode ser um indício de diabetes tipo 2, gastrite, lesões estomacais ou problemas no fígado, nos rins e nos intestinos.

Problema bucal 4: alterações na aparência das gengivas

Gengivas esbranquiçadas são um sinal claro de anemia, pois indicam a diminuição dos glóbulos vermelhos no sangue. Neste caso, a língua também fica mais arroxeada, inflamada e brilhante.

Já se as gengivas se apresentarem roxas e inflamadas, a causa pode ser uma gengivite, uma condição dolorosa que pode provocar sangramento e até a perda de dentes, se não for tratada a tempo.

Problema bucal 5: perda de dentes

Se você tiver a sensação de que os dentes estão mais “frouxos” acompanhada de gengivas roxas e brilhantes, pode ser um sinal de periodontite. Na periodontite, os tecidos que rodeiam o dente, e que são responsáveis por dar sustentação a ele, ficam comprometidos. A gengiva se retrai e os dentes ficam frouxos, uma situação muito desagradável.

Se não for tratada, a periodontite pode não só causar a perda de dentes, como também disseminar bactérias na corrente sanguínea, que podem prejudicar o funcionamento do coração.

Outras causas da perda dos dentes

Algumas mulheres perdem um ou mais dentes durante a gestação. Isso pode acontecer por questões hormonais, já que o excesso de hormônios típico da gravidez causa uma reação exagerada do corpo à placa que se forma nos dentes.

Estima-se que 60 a 70% das gestantes desenvolvem a chamada “gengivite da gravidez”. Evite o problema consultando com seu médico e dentista, e redobrando os cuidados com a saúde bucal.

A perda dos dentes pode ser um sinal de avanço de uma osteoporose, se não houver sinal de infecções na boca. As mulheres que já estão na menopausa devem prestar bastante atenção a esse tipo de sinais, já que nessa fase da vida a densidade dos minerais nos ossos diminui, o que pode levar ao aparecimento de uma doença crônica.

Problema bucal 6: sangramento das gengivas

Este sintoma é muito comum quando há algum tipo de lesão ou infecção afetando as gengivas. Se o sangramento for constante e abundante, pode ser sinal de uma leucemia.

Se o problema vier acompanhado de sangramento nasal, pode estar associado a um problema no fígado. O fígado tem a capacidade de fabricar substâncias que facilitam a coagulação do sangue. Por isso, quando o órgão apresenta algum problema, pode resultar em sangramentos nas gengivas e no nariz.

Em qualquer um desses casos, é necessário consultar o médico, pois, se for ignorado, pode evoluir para um problema de saúde mais grave.

Na menopausa, algumas mulheres apresentam um leve sangramento nas gengivas após ingerir uma aspirina (ácido acetilsalicílico). Nesse caso, não precisa se preocupar: basta enxaguar a boca com um pouco de bicarbonato para desinfetá-la.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

10 sinais de que você deve parar de comer glúten imediatamente (Cura pela Natureza)


Desde criança, o glúten faz parte do nosso dia a dia.

São pães, bolos, pizzas, macarrão, biscoitos, bolachas, enfim, uma grande variedade de produtos com glúten.

Naturalmente, os alimentos com glúten só poderiam estar entre os mais consumidos em todo o mundo.

Mas o pior é que comemos sem prestar atenção aos sintomas que se sucedem depois de consumir essa substância.

Por isso muitos adultos são alérgicos ou intolerantes ao glúten e desconhecem.

O que não é à toa, pois os sintomas de alergia ou de intolerância ao glúten são muito diversificados.

E geralmente esses sintomas são interpretados como sinais de outras doenças, levando a erros de diagnóstico.

Observe, porém, que alguns dos sinais de alergia ou intolerância ao glúten são bem comuns, ou seja, costumam aparecer na maioria das pessoas que têm problemas com essa substância.

E, se tiver dois ou mais desses sinais, você provavelmente é alérgico ou intolerante ao glúten.

Aqui estão os dez mais comuns:

1. Digestão lenta ou indigestão:

Um dos principais sintomas da alergia ou intolerância ao glúten são problemas digestivos.

Entre eles, intestino irritável, dor de estômago, inchaço e gases.

Isso simplesmente ocorre porque, quando o corpo não pode digerir o glúten, a substância provoca vários problemas no sistema digestivo.

2. Dor de cabeça

Outro sinal de uma possível alergia ou intolerância ao glúten são dores de cabeça crônicas, que podem variar de leves a enxaquecas fortes.

Neste caso, a dor ocorre com mais frequência do que o habitual e, especialmente, depois de consumir qualquer alimento com glúten.

Se você sofre de dor de cabeça constante, preste atenção quando ela começar e observe se existe possibilidade de estar relacionada com o consumo de glúten.

3. Fadiga crônica

Se você sentir cansaço constante, apesar de não feito qualquer esforço ou atividade, acenda o sinal vermelho para uma possível incompatibilidade com o glúten.

A fadiga é um sintoma comum a deficiência de nutrientes, mas, se você sofre de alergia ou intolerância ao glúten, ela também pode se manifestar.

4. Confusão mental ou pensamento lento

Alergia ou intolerância ao glúten pode perturbar a atividade do cérebro.

Você pode sentir tonturas, visão turva, dificuldade de concentração ou lentidão mental.

Esses sintomas comumente são confundidos com estresse, fadiga ou idade.

5. Dor nas articulações

A alergia ou intolerância ao glúten geralmente provoca inflamação em todo o corpo, causando dores nas articulações.

6. Debilidade no sistema imunológico

Se sentir uma diminuição em suas defesas, ou seja, você fica mais doente do que o habitual, o seu corpo pode estar se enfraquecendo diante de uma alergia ou intolerância ao glúten.

O paciente tende a se sentir mais deprimido, ansioso, irritado e pode sofrer alterações bruscas de humor.

8. Doenças na pele

Como uma reação ao glúten, o corpo pode se manifestar por meio de coceira e irritação na pele, erupções cutâneas, eczema, psoríase, queratose pilar ou erupções cutâneas em geral.

Os locais mais comuns desses problemas são coxas, braços e rosto.

9. Predisposição a cáries

Quando há alergia ou intolerância ao glúten, os dentes ficam enfraquecidos, o esmalte torna-se mais permeável e há maiores chances de cáries.

Além disso, toda a saúde oral é afetada, podendo ocorrer feridas dolorosas na boca.

10. Desordem hormonal

Os hormônios também podem ser severamente afetados pelo glúten, especialmente os níveis de estrogênio.

Isso afetará os períodos menstruais e provocará mudanças no peso, diminuição ou aumento.

O que fazer?

Se você tiver mais de um desses sintomas, é necessário fazer uma visita ao médico e manifestar a sua preocupação.

Certamente ele vai pedir alguns exames, como o teste para saber se o seu corpo tem algum nível de doença celíaca.

Também fará alguns testes de alergia e exames gástricos.

Dessa forma, seu médico será capaz de obter um bom diagnóstico e iniciar o tratamento.

Mas você mesmo poder dar o primeiro passo.

Experimente uma dieta livre de glúten por alguns dias.

Se sentir alívio e os sintomas desaparecerem, é quase certo que você têm problemas com o glúten.

Diante disso, converse com seu médico ou nutricionista para que o oriente melhor sobre a sua alimentação.

As japonesas e seus dentinhos tortos (Yaeba) - X Conexão Japão


Pelo visto o pensamento sobre estética bucal dos japoneses é diferente. Não é à toa que personalidades bastante conhecidas no país, como as cantoras Mika Sugisaki e Tomomi Itano tem dentes desalinhados e caninos projetados para frente.

No Brasil a saúde da boca é levado a sério! Questão de saúde pública. Além da saúde a estética tem um papel importante. As pessoas gastam fortunas em busca de dentes brancos e perfeitos, no Japão as mulheres estão procurando clínicas odontológicas para entortar os dentes? Será? Segundo o jornal americano NY Daily News, ter dentes encavalados dá um ar mais "juvenil", deixando-as mais bonitas.

Mika Sugisaki


Para Emílio Carlos Zanatta, cirurgião-dentista especialista em prótese dentária, é complicado julgar o que é bonito ou não. "Isso é complexo, pois é uma questão que aborda inclusive aspectos culturais de todo o povo, ainda que padrões de beleza possam ser estudados pela matemática, certas diferenças na anatomia, ainda que fora dos padrões estabelecidos ao longo do tempo, podem certamente ser classificados como atraentes. O que é atraente, não necessariamente é a perfeição como forma e função", diz o especialista.

Pelo visto o pensamento sobre estética bucal dos japoneses é diferente. Não é à toa que personalidades  bastante conhecidas no país, como as cantoras Mika Sugisaki e Tomomi Itano, que têm dentes bem desalinhados e caninos projetados para frente, fazem o maior sucesso e são tidas como musas da beleza.

Tratamento para entortar os dentes

Por isso que, quem não teve a "sorte" de nascer com os dentes desalinhados no Japão, está recorrendo a tratamentos estéticos especializados para entortá-los. Ainda segundo o jornal, um dos tratamentos, chamado Yaeba, consiste em alongar os caninos das mulheres por meio de próteses, dando a impressão de que os dentes estão encavalados (o que resulta em um efeito vampiresco). "O bom desse tratamento é que se a pessoa se arrepender, ela pode retirar as próteses", diz Juliana Barreto, dentista da Sorridents. Porém, segundo a especialista, é preciso ter cuidado com alterações exageradas na estética dos dentes, principalmente quando são feitas para deixar os dentes desalinhados. "A posição incorreta dos dentes é capaz de alterar as funções mastigatórias, de deglutição, fala, respiração, sono, além de provocar doenças dentárias como gengivites e cárie, devido a dificuldade para higienizar os dentes, o que favorece o acúmulo de tártaro e a doença periodontal", diz Juliana.


Tomomi Itano






























quarta-feira, 22 de abril de 2015

As doenças bucais e as emoções - Heloísa Coelho e Márcia Sgrinhelli, cirurgiãs-dentistas com orientação psicossomática


Durante 31 anos de experiência clínica internacional, temos comprovado que as emoções negativas não conscientizadas geram doenças bucais. Raiva, inveja e medo desequilibram o funcionamento das glândulas salivares. A busca de fantasias, a ansiedade, angústia, arrogância e teomania também prejudicam o sistema imunológico. Tudo o que nós escondemos de nós mesmos acaba por ser revelado em nosso corpo, que forma uma unidade inseparável, energética, o que chamamos de "alma" (Pacheco, C - De Olho na Saúde).

A nossa boca revela um pouco do nosso interior

Os mais raivosos têm tendência a formar cáries dentárias e gengivites. O nível de censura determina o grau de doença do ser humano. Portanto, os que censuram muito podem ter grandes cáries e, se não tratá-las, podem necessitar de tratamento de canal. Os que resistem à visão de seus próprios erros e desejam mascarar qualquer problema que tenham, podem apresentar mau hálito. 

Os que têm mais censura, exagerado perfeccionismo e idealização apresentam bruxismo (ranger e/ou apertar os dentes) e podem também ter distúrbios de articulação temporomandibular (DTM). Para a pessoa saber o que ela está fazendo com seu interior, basta ver o que acontece no seu exterior; o portador de bruxismo range os dentes diante da verdade, numa atitude de negar ou deturpar a realidade (destruição do Ser). Além disso, podem ter alguma atividade parafuncional (nas unhas, uso exagerado de chicletes e mastigar alimentos muito duros). Os que são dotados de insegurança afetiva, desadaptados socialmente e possuem o desejo inconsciente de destruir os dentes (inveja) têm hábito de consumir excesso de ácidos (refrigerante tipo cola, vinagre, limão etc). Esses ácidos causam erosão no esmalte dentário; se forem consumidos junto com alimentos muito duros causam abrasão nos dentes, desgastando-os mais ainda. Os idosos que são mais inativos, e têm ímpetos de inveja e ódio, podem sofrer de nevralgia do trigêmeo.

Até os ossos da face são influenciados pela psique e atitudes do indivíduo, que determinam a harmonia ou desarmonia do crescimento ósseo. Assim, os mais voluntariosos e prepotentes podem desenvolver prognatismo (a mandíbula cresce demais, deixando o queixo proeminente).

Os que são ansiosos, inseguros, dependentes, que adoecem quando têm que assumir responsabilidades, imaturos, autodestrutivos e se recusam a sentir suas dores psicológicas, é comum terem aftas (estomatite aftosa), cuja incidência é duas vezes maior no sexo feminino. As crianças que tiverem muito ciúme (inveja) de um irmão mais novo poderão ter estomatite.

Os muito medrosos têm tendência a apresentar problemas periodontais mais sérios, como perda óssea com consequente mobilidade dentária. Os que têm problema de ética poderão apresentar perdas ósseas maiores, a ponto de comprometer uma ou mais raízes.

Toda atitude é decorrente da nossa psique

Os que não querem tratar da sua sujeira interior - problemas, atitudes neuróticas, que estão corroendo o que têm de perfeito em seu Ser - não escovam bem os dentes. Já os perfeccionistas, com tendência à compulsão, que não querem ver nenhuma sujeira (erro, imperfeição) no seu interior, escovam os dentes com muita força, desgastando o esmalte dentário e causando retração gengival.

A busca do prazer leva às doenças físicas

Keppe revela, através das suas descobertas psicanalíticas, que o grau de equilíbrio e de bem-estar é proporcionalmente oposto à busca de prazer que o indivíduo faz. Em outras palavras - o apego ao sensorialismo não deixa de ser uma destruição ao próprio corpo. Assim, os que ingerem com muita frequência carboidratos refinados na tentativa de compensar seus problemas afetivos, acabam adquirindo cáries dentárias, obesidade etc. Aqueles que fumam - começam o vício por acreditar que isso vai melhorar seu bem-estar; e acabam prejudicando a sua saúde, podendo ter doença periodontal, problemas pulmonares etc.

Tanto o consumo exagerado de açúcar branco como o fumo são buscados com a tentativa de fugir ou aliviar as tensões e angústias. "A angústia provém da alteração, inversão e negação ao sentimento; é o "esforço" para eliminá-lo de nossas vidas. E, como sentimento é amor (pois o ódio, a ira, a inveja constituem sua negação) tentamos assim acabar com o nosso bem." (Keppe, N. - A Libertação)




(texto publicado no jornal Stop a destruição do mundo nº 81 - ano VIII)













segunda-feira, 30 de março de 2015

Cirurgia corretiva - Gabriel Pelosi


Repara imperfeições no maxilar e dos dentes devolvendo a harmonia do rosto

Queixo alongado ou pequeno, sorriso gengival e face curta são algumas descrições ligadas à estrutura facial e anomalias dos maxilares que, na maioria das vezes, afetam a mordida e causam dores de cabeça e nas articulações da mandíbula e até dificuldade de mastigação. Essas distorções podem ser corrigidas com uma cirurgia chamada ortognática, aliada ao uso de aparelhos ortodônticos, conforme explica o cirurgião bucomaxilofacial José Flávio Torezan.

Como é feita a correção?

O procedimento corrige uma série de pequenas e grandes irregularidades do esqueleto e dos dentes. A cirurgia ortognática, realizada em ambiente hospitalar por um cirurgião bucomaxilofacial, realinha maxilares e dentes, melhorando funções como mastigar, falar e respirar. "Nesse tipo de procedimento, obrigatoriamente o paciente deve estar utilizando aparelho ortodôntico no pré e pós-operatório", esclarece Torezan.

Estética

Apesar do objetivo principal da cirurgia ser o de corrigir problemas funcionais, ela também melhora muito a aparência física do paciente. "A cirurgia para correção dos maxilares move dentes e ossos para posições mais balanceadas, funcionais e saudáveis. Alguns pacientes também experimentam melhoras significativas na sua aparência e em sua fala. O resultado pode trazer efeitos positivos em diversos aspectos da vida do paciente, melhorando a autoestima", explica Torezan.

Feita pelo SUS

Alguns hospitais públicos possuem o serviço de cirurgia bucomaxilofacial. É necessário que o paciente passe em consulta no Sistema Único de Saúde (SUS) com queixa funcional, como dificuldades de mastigação, dores na face e de cabeça, alterações importantes da respiração e da fala. "Quando a queixa é somente estética, esse tipo de cirurgia não é realizado pelo SUS", alerta o cirurgião.

Fatores que indicam necessidade de cirurgia

- Dificuldades para mastigar;
- Dificuldade para engolir;
- Dores crônicas nos maxilares ou nas articulações dos maxilares e dores de cabeça;
- Desgastes excessivos dos dentes;
- Mordida aberta (espaços entre os dentes de cima e de baixo quando a boca está fechada);
- Aparência desequilibrada da face vista de frente ou de lado;
- Lesões ocorridas na face ou defeitos de nascença;
- Queixo retraído;
- Maxilares salientes;
- Incapacidade para fazer os lábios se encontrarem sem precisar fazer esforço;
- Respiração crônica pela boca;
- Apneia do sono.

Mitos e verdades (consultoria: Mario Groisman, cirurgião-dentista)

Cigarro causa gengivite?

Verdade: a nicotina presente no cigarro favorece o crescimento de bactérias.

A escova elétrica é mais eficaz do que a manual?

Mito: a escovação elétrica é tão eficiente quanto a manual.

Goma de mascar sem açúcar auxilia contra as cáries?

Mito: apesar de não conter açúcar, o produto não contribui para combater a cárie dental.

Tomar refrigerante em excesso pode escurecer os dentes?

Verdade: a maioria dos refrigerantes traz corantes, especialmente os à base de cola.

Escova com cerdas duras limpam melhor?

Mito: o modelo da cabeça interfere mais. O ideal são as cabeças quadradas de cerdas médias.



(texto publicado na revista Malu nº 664 - ano 17 - 19 de março de 2015)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Seis erros que devem ser evitados ao escovar os dentes - Prof. Dr. Artur Cerri (Pais & Filhos)


Especialista explica por que uma escovação malfeita pode comprometer a saúde bucal

Por mais que os cirurgiões-dentistas reforcem sempre a importância de uma boa escovação dental para a saúde geral da população, são poucos os adultos e crianças que fazem uma perfeita higiene dos dentes e da boca. De acordo com o doutor Artur Cerri, pai de Rodrigo e André, coordenador da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), a correta higiene dos dentes e da gengiva é um ponto crítico para toda a saúde bucal. "Mesmo quem escova os dentes no mínimo duas vezes por dia não está livre de doenças se essa tarefa não é realizada de maneira adequada. A cárie é a principal delas, mas a situação pode piorar com o tempo caso não haja uma mudança no padrão adotado. É o caso das inflamações e infecções, que podem, inclusive, migrar para outras partes do corpo."

A seguir, o Dr. Artur Cerri aponta os seis principais erros cometidos ao escovar os dentes e ensina a adultos e crianças o que deve ser feito:

1. Escovar os dentes imediatamente depois de comer

Logo depois das principais refeições, ou mesmo após comer uma fruta ou um doce, algumas pessoas seguem direto ao toalete para escovar os dentes. Apesar de ser uma atitude louvável - sinalizando que a pessoa se importa com a saúde bucal - vale ressaltar que o ideal é primeiramente fazer um bochecho com água para reduzir a acidez e só depois realizar a escovação. Dessa forma, a acidez bucal diminui a correta higienização é facilitada - protegendo o esmalte dos dentes.

Não use creme dental de adultos em crianças - justamente porque a formulação para adultos tem uma concentração maior de componentes que podem não fazer bem aos pequenos (flúor, em especial). Resumindo: criança pequena tem de usar escova pequena e pasta de dente infantil.

2. Ser rápido demais ao escovar os dentes

Infelizmente, ainda tem muita  gente que escova os dentes "por obrigação". Ou seja, a pessoa compreende a importância desse hábito diário saudável, mas é vencida pela preguiça - e acaba escovando os dentes rapidamente, sem fazer uma boa limpeza. É importante saber que uma boa escovação dental não acontece em menos de dois minutos. As pessoas ficariam surpresas ao saber quanto um minuto a mais de escovação pode fazer pela saúde bucal.

Uma dica legal para ajudar a incentivar as crianças a adotarem esse hábito é praticá-lo junto com elas. Desde pequeno, o bebê pode receber massagens na gengiva com o propósito de limpar a boca e eliminar o excesso de açúcar do leite. Assim que os dois primeiros dentes despontarem, os pais podem começar o exercício da escovação, tornando esse hábito familiar à criança. Há dedeiras especialmente desenvolvidas para a higiene oral dos bebês. Depois, opte por comprar escovas pequenas, de cerdas macias, coloridas. O ideal, no começo, é usar água morna - a fim de não provocar nenhum estranhamento por parte da criança.

3. Não dar a mesma atenção a todos os dentes

É comum pessoas começarem a escovar os dentes com vontade e ir perdendo interesse aos poucos, limpando muito mal algumas partes. Tem gente, inclusive, que só usa fio dental nos dentes da frente. Isso está completamente errado! Dividindo a boca em quatro partes (lados direito e esquerdo, em cima e embaixo), devemos escovar cada parte por pelo menos trinta segundos - sem esquecer de escovar também a língua.

O ideal é escovar os dentes da criança duas vezes ao dia: de manhã, após o café da manhã, e antes de ir para a cama. Tente escovar de forma suave, com movimentos constantes. por dois minutos - dando atenção especial aos dentes molares (de trás), porque é onde normalmente surgem as primeiras cáries. Alerta: não adianta escovar os dents antes de ir para a cama se a criança, depois de deitada, ainda vai tomar mamadeira. Procure adotar uma rotina que inclua a escovação dos dentes como último cuidado antes de dormir.

4. Colocar muita força na escovação

Está certo que um dos propósitos da escovação é remover manchas e restos de comida. Mas não é necessário limpar os dentes como se estivesse polindo prata. Ao aplicar muita pressão na escovação, quem acaba saindo no prejuízo é o esmalte dental, que tem justamente a função de proteger os dentes das bactérias. Além disso, o esmalte é a parte mais clara do dente. O ideal é fazer movimentos circulares, tendo em vista que escovar não significa esfregar com força. Para os que têm dificuldade em controlar a força, uma solução é adotar escovas elétricas com sensores de pressão.

5. Não enxaguar o suficiente

Depois de uma correta escovação, enxaguar a boca é um passo muito importante e que muitas pessoas por pressa, não dão a devida atenção. Ao lavar bem a boca, o indivíduo se livra de várias partículas, como restos de comida, que poderiam contribuir para a formação das temíveis placas bacterianas. Por isso, vale a dica: enxágue bem a boca antes e depois da escovação, com bastante água limpa e fria.

6. Descuidar da limpeza e da substituição da escova

A escova de dente é uma ferramenta fundamental para que seja feita uma perfeita higiene oral algumas vezes ao dia. Por ser bastante requisitada, ela também deve ser devidamente limpa logo após cada escovação para não acumular restos de alimento e se transformar numa colônia de bactérias. Além disso, esse instrumento tão importante para a saúde deve ser substituído por um novo ao menos três vezes ao ano. Existem modelos de escovas que indicam quando sua vida útil está chegando ao fim. O custo-benefício vale muito a pena, já que manter a saúde bucal é fundamental para ter boa saúde geral.