Mostrando postagens com marcador Monk. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Monk. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Diário de vida: você prefere ter razão ou ser feliz?


A palestra do astrólogo Tadeu Gasques (www.engenheirosdoceu..com.br),  ministrada no Instituto de Linguagem do Corpo Cristina Cairo,  foi muito interessante e desde ontem estou reprocessando as informações e na medida do possível já estou aplicando alguns ensinamentos para lá de úteis.  E por "coincidência" recebi esta manhã um email do André Lima com o título "o amor destrutivo". Apesar da diferença de abordagem dos dois, o tema é sempre o mesmo:  como nos comportamos em relação ao outro, fazendo verdadeiros "estragos" em nosso espírito.

Para o Tadeu Gasques, que analisou a influência do planeta Marte no dia e horário exatos do nascimento de cada um dos participantes e deu dicas de como melhorar ou tentar resolver as dificuldades advindas, a maior dificuldade nos relacionamentos se chama SOMBRA, ou seja, geralmente as pessoas não se mostram, não se posicionam, não dizem aquilo que pensam ou sentem e o outro obviamente não é adivinho e acabam nos refletindo.  E a essa falta de comunicação ou ação significa o não uso da energia criativa. Deixamos de fazer uma série de coisas por medo, para não magoar o outro, por conveniência, por preguiça ou tantos outros motivos e literalmente não CRIAMOS, ou seja, não usamos a nossa energia criativa para irmos avante. Se não a usamos ela acaba se tornando TOXINA dentro de nós e o seu acúmulo acaba provocando as doenças, o organismo materializa a soma de todas elas e daí surge a tão conhecida SOMATIZAÇÃO.

Já o André Lima em seu texto fala da necessidade de AMOR que todos nós temos e quando o recebemos de nossos pais de um modo afetuoso, compreensivo, ao nos tornarmos adultos iremos procurar esse tipo de relacionamento porque é  o modelo que temos. E vai acontecer a mesma coisa se os pais forem ausentes, violentos, iremos procurar pessoas com essas características. E para explicar melhor faz uma longa exposição sobre  o "amor negativo", que vai levar também ao sofrimento e consequentemente à somatização porque é destrutivo, doentio mesmo.

Ao ler o meu mapa astral, o Tadeu Gasques disse que sou do tipo "sai da frente" e ao fazer um balanço de todos os meus relacionamentos percebi que algumas vezes eu era a mandona e em outros eu me anulava para tentar fazer a relação funcionar. Mas isso nunca poderia dar certo porque se em um caso estava sendo eu mesma, não estava considerando o outro e no segundo, o contrário. Precisamos sim usar a nossa energia sempre de forma criativa porque pedra que não rola cria limo e acabamos desenvolvendo as doenças. Precisamos dizer o que sentimos, queremos e pensamos sempre,mas respeitando o outro. Daí entra outra lei: a da atração. Se estivermos bem com nós mesmos, iremos atrair pessoas com a mesma energia. Sendo assim,  a energia criativa irá atrair outra energia criativa. A questão é que quando a energia é negativa, geralmente achamos que ela não está em nós, mas somente no outro, não ?

E gostaria de ilustrar a questão com um episódio do meu detetive predileto, o Adrian Monk. Como sempre,  ele tinha sido chamado para fazer uma investigação e a suspeita em questão era uma mulher pela qual ele se sentiu atraído logo que a viu. Na verdade a assassina era a mãe dela e a filha tinha decidido se entregar em seu lugar. Monk não seguiu o coração, mas a razão e a mãe acabou sendo presa. No final do episódio, a filha disse ao detetive que ele não deveria ter feito aquilo, porque colocou a perder qualquer tipo de chance de relacionamento entre eles. Ele usou a energia criativa sim, mas a racional, a do sentimento ficou em segundo lugar. Quero dizer com isso que em qualquer tipo de relacionamento cada um tem quer ser ele mesmo, mas como existe o outro é preciso saber "negociar", porque daí todos saem ganhando e ninguém é mais ou menos do que o outro. Não existe hierarquia no amor.


Boa semana para todos!!!!









sexta-feira, 8 de junho de 2012

Diário de vida - A alma da cidade, ou seja, os taxistas

Na incessante busca de autoconhecimento, tenho visto muitos filmes, lido alguns livros (vou precisar de anos para ler todos que estão em minha estante) e inúmeras revistas. Além do prazer em escrever no blog, ele está servindo como triagem principalmente em relação às revistas. Seleciono o que me interessa e depois as passo para outras pessoas porque senão teria publicações até o teto e como digo sempre, a minha casa não é elástica, não se expande :-).

Antes de  transcrever o texto escrito por Paulo Nogueira para a revista Viagem e Turismo,  gostaria de relatar a minha experiência com os tassisti italiani. Na verdade eu peguei táxi uma única vez na Itália. Eu já nem me lembro em que cidade isso aconteceu, mas estava indo do hotel para a estação ferroviária e tinha comprado um carrinho com rodinhas para ajudar a carregar a mala. O taxista colocou tudo junto no bagageiro, mas na hora de descarregar foi tão impaciente que acabou entortando o carrinho e foi bem desconfortável me locomover daquele jeito. Ainda bem que nas viagens seguintes todas as malas que comprei já vinham com rodinhas. Não fiquei com uma má impressão do povo porque não era a primeira vez que viajava para a Itália, senão teria brigado feio com ele.

No Brasil tomei táxi poucas vezes, mas me lembro da viagem que fiz até um banco que não existe mais,  onde tinha ido fazer um teste para trabalhar lá. Quando estava para descer do carro, percebi que tinha esquecido a carteira em casa. O taxista foi muito gentil, pegou o meu endereço e passou em minha casa no final da tarde para receber pela corrida.  

Peguei táxi algumas vezes no aeroporto de Cumbica ao voltar de viagem.  E nunca tive problemas.

Quando estive no Japão em 1994 pude constatar a gentileza dos taxistas. Por uma questão de etiqueta todos eles usam luvas (os motoristas de ônibus também). São eles que acomodam a bagagem, abrem e fecham a porta do veículo para o passageiro. E ninguém fura a fila para pegar um táxi na estação de trem. Eu me lembro de uma taxista muito gentil que nos levou da estação até o centro da cidade de Wakayama e quando dissemos que o meu pai tinha nascido naquela cidade, ela nos deu de presente um lenço com o mapa da cidade (souvenir típico para turistas).

A seguir  o artigo sobre a análise do comportamento dos taxistas em algumas cidades: Londres, Paris, Lisboa e Praga. Para um turista eles são geralmente o nosso primeiro contato logo que chegamos em um outro país.

É possível conhecer um lugar pelos humores de seus taxistas. Especialmente se você estiver em Londres, Paris, Lisboa e Praga.

Não entendi direito quando vi meu filho Pedro apanhar o iPhone no black cab que nos trazia de Picaddilly para casa, em Fulham, em Londres. Era uma noite fria e molhada de inverno. Não ganháramos tanto assim no Empire, o cassino em Leicester Square em que jogáramos Texas Hold'em, mas o lucro fora suficiente para voltarmos de táxi e não de metrô ou de ônibus, como de hábito.

Pedro simplesmente adora o black cab, com sua aparência de carro antigo e o espaço dos passageiros em que você pode fazer uma reunião com alguém, com os bancos em que uma pessoa pode ficar de frente para outra ou para as outras. Eu brinco dizendo que as mãos de Pedro se levantam automaticamente em sinal de chamada quando vê um black cab.

Não quis que eu deixasse gorjeta ao chegarmos, ele que é um jovem generoso. Depois me contou a razão. Com o GPS de seu celular, ele verificou que o motorista dera uma volta desnecessária. Nos enrolara, em suma.

Que os ciganos que dominam a praça de Praga façam isso, tudo bem. Mas os legendários black cab, um símbolo de Londres tão forte quanto o Big Ben, a Harrod's e os double deckers?

Sim. Até eles. O mesmo trajeto em outro dia, sem enrolações, provaria.

A conclusão é que os britânicos enfrentam uma crise de valores. Você até aceita que políticos sejam pilhados reembolsando com o dinheiro do contribuinte despesas como a construção de uma casa para patos ou a afinação de piano ou até o aluguel de fitas pornográficas, como aconteceu recentemente na Inglaterra.

Mas um black cab dar voltas desnecessárias?

O que aconteceu com a Inglaterra?

Você conhece um país pelos seus motoristas de táxi. O caráter nacional está grudado neles como um chiclete. Preste atenção neles e você conhecerá um povo. Londres sempre se orgulhou dos black cabs. Eles só conseguem a licença depois de provar, em concursos, que conhecem simplesmente todas as ruas da cidade. Você não tem de explicar nada. Eles costumam também guardar, no vidro que os separa dos passageiros, a tradicional reserva dos britânicos. Não falam nada a não ser se perguntados. Não são loucos, como os taxistas brasileiros, de palpitar sobre futebol, novelas ou mesmo política e economia.

Mas também eles, como Pedro solertemente notou em seu iPhone, já não são os que foram.

Se quiséssemos encrencar, poderíamos. Era só ligar para a associação que congrega os black cabs de Londres e relatar o ocorrido. Contar o trajeto e o preço cobrado. Receberíamos de volta o dinheiro. Um amigo nosso mais combativo fez isso, no ano passado. Pegou as libras cobradas a mais.

Não foi o meu caso. Simplesmente anotei mentalmente a crise moral britânica.

Quem morou na Inglaterra sofre com este relato de prevaricação de um black cab. Veja a dor deste depoimento de um brasileiro que experimentou uma prolongada temporada britânica. "Morei mais de oito anos na Inglaterra e me orgulhava de afirmar que os motoristas dos black cabs eram os mais eficientes e honestos do mundo. Em duas ocasiões, deixei pertences neles para logo depois encontrá-los sem problemas. Em uma dessas vezes, o motorista até foi ao meu apartamento, pois era a minha mochila que eu tinha deixado, com muita coisa importante. Para minha sorte, minha agenda estava dentro, com endereço e tudo. Eles eram infalíveis."

Poucas coisas machucam mais que verbos no passado.

Se tive uma decepção com os taxistas ingleses, os franceses jamais me surpreenderam negativamente porque sempre confirmaram minhas expectativas baixas. Os taxistas de Paris, como os parisienses, são arrogantes e preguiçosos. Um dispositivo nos carros impede que eles trabalhem mais de 11 horas por dia, mas mesmo sem nada seria difícil imaginar um motorista de táxi em Paris fazendo longas jornadas, como acontece em São Paulo.

Táxi em Paris é escasso. E é uma questão de sorte se, ao acenar para um motorista livre, ele parar o carro para você. Muitas vezes eles nem olham para a sua cara. Estão indo sempre para a folga, aparentemente. Às vezes gesticulam alguma coisa que você não consegue compreender senão pelo fato básico de que continuará a esperar um carro. Aprendi, depois de algumas idas a Paris, que a maneira mais fácil de pegar um táxi é indo a um ponto de alguma estação. Você enfrenta uma fila mas consegue um táxi.

O francês não nasceu para servir. Parece que está fazendo um favor para você. Uma vez, em um hotel, perguntei por que não conseguia conectar a internet em meu laptop. O hotel prometia internet. A recepcionista primeiro me disse que eu estava fazendo "muitas perguntas". Depois, finalmente, esclareceu que só o gerente - que nunca estava presente - poderia resolver o problema. Ela procurou o cartão dele para pegar o número de seu celular. Quando achou, em vez de ligar ela mesma, me passou o número para que eu me virasse.

Os motoristas de Paris são assim, mesmo quando nasceram em países como Portugal. Os estrangeiros assimilam os defeitos do francês rapidamente. As virtudes, nem tanto. Para sorte dos turistas, sempre existe o metrô em Paris - muito bom, embora menos conservado que o de Londres. E os ônibus.

Tão antipáticos quanto os taxistas de Paris são os de Praga. Adicionalmente, são frequentemente desonestos. A prefeitura de Praga sabe que eles são um problema para o turismo. Muitos ciganos búlgaros dirigem táxis na cidade. Dão voltas desnecessárias sem o menor pudor. Mesmo quem vai para Praga pela primeira vez logo percebe que o trajeto feito é um assalto.

Ma não há nada a fazer. Os ciganos búlgaros não falam inglês. Aliás, eles não falam. Em poucos dias de Praga desisti de cumprimentar os motoristas. A única boa notícia na praça de Praga é que as corridas são baratas mesmo com as voltas, se comparadas  às de Londres ou Paris.

Mas Praga é uma cidade tão interessante com seu teatro de sombras, tão bela em sua arquitetura clássica preservada, tão rica em seus museus em que você vê originais de artistas como Munchen, tão graciosa em seu ar que lhe valeu o apelido de Petit Paris - tão cheia de virtudes que compensa os aborrecimentos com os búlgaros dos táxis.

Sem em Praga os taxistas não falam, em Lisboa é o contrário. Os motoristas portugueses falam muito. Não é fácil compreendê-los. Quando notam que você é turista querem oferecer serviços extras de condução. Eles costumam provar que é mais fácil e barato viajar de táxi do que trem para ir a lugares turísticos nas imediações de Lisboa, como Estoril, por exemplo.

O sonho do taxista de Lisboa é ir trabalhar na praça de Paris porque o motorista trabalha menos e ganha mais. Anotei mentalmente uma queixa que o taxista que me conduziu fez dos parisienses. "Eles detestam falar outra língua." Percebi, com alguma surpresa, que aquele motorista gostaria sinceramente de poder usar o português no caso de tentar a vida em Paris.

Não passava pela cabeça dele Berlim, mas seria uma boa alternativa. Estive nessa cidade no aniversário de 20 anos da queda do muro. O motorista que me levou ao aeroporto, na volta, falava inglês o suficiente para eu conseguir me informar sobre a vida de um taxista na cidade. Ele me contou que trabalhava - em sua Mercedes - nove horas por dia, cinco ou no máximo seis dias por semana.

Contei essa história para um motorista de táxi em São Paulo que simplesmente comentou: "A gente jamais poderia viver desse jeito aqui. São Paulo não para." Ele também tinha as características básicas do lugar  em que trabalha.

Existem livros. Existem teses. Existem pesquisas. Existem muitas ferramentas para você conhecer um povo, um país, uma cultura. Uma delas não é das piores, dispensa rigores acadêmicos e precisões estatísticas. Mas é extremamente eficiente. Observe o motorista de táxi. Com calma e atenção. A alma de uma cidade, ou mesmo de um país, está contida nele.


 ************************


Para terminar o assunto sobre os taxistas, gostaria de comentar sobre a cena que inicia o 1º episódio da 3ª temporada da série Monk na qual o protagonista, juntamente com a sua assistente Sharona, o capitão Stottlemeyer e o tenente Disher, vai para Nova York atrás de uma pista a respeito do assassino de sua esposa, Trudy.

Todos descem e o taxista muito estressado diz que nunca mais pegaria Monk como passageiro porque ele, durante toda a viagem, ficou limpando o carro.

No artigo transcrito acima, foi feita uma crítica a respeito dos taxistas, mas muitas vezes é preciso muita paciência para aguentar certos passageiros, devemos reconhecer.

Quando os 4 estavam para pegar o táxi para a viagem de volta a San Francisco, o capitão Stottlemeyer teve que algemar Monk para que o motorista (sempre o mesmo) aceitasse levá-los ao aeroporto.








 










terça-feira, 10 de abril de 2012

Diário de vida - Maravilhas modernas - O vinho (History Channel)

Hoje estou de molho por causa da gripe e para variar estou revendo alguns episódios da série Monk porque não consigo mesmo ficar parada quietinha, mas pelo menos estou me cuidando. Eu nem me lembrava o que era ficar gripada, mas basta abaixar a guarda que ela te pega de jeito. Como estou convencida que todos os males que atingem nosso corpo têm uma origem psicológica e já detectei qual é, nada melhor do que descansar a mente por hoje para me recuperar o mais depressa possível.

Bom, voltando ao detetive Adrian Monk, ao assistir o episódio "Mr Monk fica bêbado", me lembrei que os vinhos da Califórnia são muito famosos. Como a série é ambientada em São Francisco, não poderia faltar uma estória falando do assunto.

A seguir um documentário falando justamente dos vinhos californianos.










domingo, 1 de abril de 2012

Diário de vida - A importância do lixo

Pesquisando no Youtube, a ferramenta que mais tenho usado ultimamente, achei um documentário muito interessante que já postei, "lixo extraordinário". O protagonista é o artista Vik Muniz que encontra no lixo material para suas obras de arte. Ele entra em contato com as pessoas que frequentam os aterros sanitários e dali tiram o seu sustento.

É um trabalho digno como qualquer outro e assistindo ao documentário nos damos conta de como existe desperdício e material mal aproveitado no mundo.

A minha colaboração em relação ao lixo é não jogar nada na rua e fazer bloquinhos com papel sulfite com impressão de um único lado.

Ao falar de lixo não pude deixar de me lembrar da personagem Adrian Monk, o famoso detetive cheio de manias e fobias.

Em dois episódios, o lixo se transformou em algo mais sujo do que realmente era. No primeiro, "o senhor Monk fica de cama", a prova de um crime estava no lixão. Tratava-se da embalagem de uma pizza que tinha sido entregue no apartamento do detetive e tinha as impressões digitais do assassino. Como Monk costuma separar o lixo por categoria, o embrulho a ser procurado só continha papel. Acontece que como o detetive estava de cama com gripe, Natalie resolveu desvendar o crime sozinha e foi surpreendida pelo criminoso, que a levou até o lixão para procurar a caixa de papelão. A descoberta só foi possível porque Monk tinha jogado o cartão musical de pronto restabelecimento que Julie, a filha de Natalie, tinha lhe dado. Para o detetive foi uma prova de fogo ter que sair doente de casa e lutar com o criminoso no meio do lixo para salvar Natalie.

No segundo episódio, "O senhor Monk e a greve dos lixeiros" a experiência de Monk foi ainda pior. O detetive não conseguia raciocinar por causa do cheiro e portanto ajudar nos casos. Ele ficou tão desesperado que mandou o lixo pelo correio para o Dr. Kroger, o seu terapeuta. Foi divertida a cena na qual ele estava no consultório e através das portas de vidro víamos sacos e mais sacos de lixo caindo.  Como ele queria que a grave acabasse e pelo fato de não estar racionando direito acabou incriminando o prefeito para que as negociações entre o sindicato e os lixeiros não fossem interrompidas. Não aguentando mais esperar ele decidiu pegar um caminhão e começou a recolher ele mesmo o lixo, só que como ele não sabia operá-lo os sacos começaram a cair todos encima dele,  para seu total desespero. O capitão Stottlemeyer então pediu ajuda a um amigo e foi com Monk para uma sala 100% esterilizada. Em segundos o detetive resolveu o caso. A greve acabou, os lixeiros voltaram a trabalhar e Monk os recebeu com pétalas de rosa. Tendo elas caído no chão, como não podia deixar de ser, o detetive os obrigou a varrê-las. Quando Natalie resolveu ajudá-los, Monk lhe disse que ela não deveria fazer isso porque era obrigação dos lixeiros. Reação típica de Adrian Monk, não ?






sábado, 17 de março de 2012

Festival de estátua viva no Brasil



A primeira vez que vi estátuas vivas foi na França em 1998.








Como não poderia deixar de ser, em um episódio da série "Monk" tivemos uma estátua viva que salvou a vida dos protagonistas: Monk, Natalie, Stottlemeyer e Disher.

Houve um roubo no banco e Monk foi trabalhar como guarda e quando ele tinha acabado de descobrir o que tinha acontecido, uma das funcionárias envolvidas no crime fechou todo mundo no cofre. A estátua viva em questão "trabalhava" bem diante do banco e Randy conseguiu mandar uma mensagem pedindo socorro pelo letreiro que aparecia em frente ao estabelecimento. O toque cômico foi que,  depois de tudo resolvido, o tenente resolveu ser estátua viva também competindo com o homem que salvara a sua vida e a de seus colegas.






sábado, 3 de março de 2012

Diário de vida - The big night - 1996

Quem me falou sobre o filme "The big night" foi a minha colega Maria Vittoria e eu o aluguei ainda em VHS. O filme é americano, mas tem muitos diálogos em italiano. Eu não me lembrava direito do filme, mas durante as pesquisas em que procurava material para o blog, acabei achando alguns trechos e para a minha surpresa um dos protagonistas é justamente ele, Adrian Monk, ou melhor, Tony Shalhoub, um ator descendente de libaneses, interpretando um imigrante italiano que trabalha como cozinheiro nos Estados Unidos. O filme é dirigido por Campbell Scott e Stanley Tucci. É interessante confirmar como o mundo dá voltas porque em um dos episódios de "Monk", Tucci faz um ator que deverá interpretar o detetive, assim como outros farão o papel de Natalie, Leland e Randy. No final do episódio, Adrian fica se sentindo ainda mais estranho e precisa aumentar as sessões com o seu terapeuta.


Sinopse do filme "The big night"

Anos 50. Dois irmãos, Primo (Tony Shalhoub) e Secondo (Stanley Tucci), emigram da Itália para os Estados Unidos. Eles pretendem abrir um restaurante italiano, chamado The Paradise. O mais velho, Primo, é um grande chef, um gênio na culinária, mas bastante temperamental, se recusando a fazer pratos convencionais e rotineiros. Secondo, o mais novo, tem uma mentalidade mais capitalista e tenta superar a grave crise financeira que estão passando. O proprietário de um restaurante de sucesso, Pascal (Ian Holm), propõe chamar um amigo dele, que é um grande músico de jazz, para ajudar a promover o restaurante. Assim os dois irmãos apostam todas as fichas em um cardápio fora de série, que será servido aos convidados desta grande noite.


Secondo (Stanley Tucci)  critica a pronúncia do inglês de seu irmão, Primo (Tony Shalhoub)


Primo (Tony Shalhoub) fica bravo com a crítica da cliente


"Il timpano"


"I secondi"


O grande jantar


Cenas finais - a omelete (la frittata)











Adeus à série "Monk"

Tributo à série

comentários de atores de outras séries de TV


Tema de Monk na 1ª temporada


Tema de Monk nas demais temporadas - "It's a jungle out there"


Homenagem a Stanley Kamel, o dr. Kroger,  que faleceu em conseqüência de um ataque cardíaco fulminante










quinta-feira, 1 de março de 2012

Diário de vida - A felicidade é uma escolha

Após 2 meses de curso intensivo finalmente vou voltar ao ritmo normal de trabalho. Fiquei bem cansada sim, mas mantive o foco e procurei dar o melhor de mim. Ontem foi dia de prova e passaram uma folha para que os alunos avaliassem os professores. Eu me lembro que fiquei chateada a primeira vez que as li, uma vez que como coordenadora tenho que fazer a tabulação de todas as avaliações inclusive as minhas. Dessa vez até pedi que eles fossem sinceros se tivessem que fazer alguma crítica porque não costumo levar para o lado pessoal,  uma vez que eles me conhecem somente do ponto de vista profissional. Dos alunos a única que fez uma crítica mais pontual foi a aluna que também é professora. Os outros elogiaram o meu trabalho.

Ultimamente ando desmotivada com o trabalho na escola, mas é interessante como as coisas mudam. A rotina da função de coordenador pedagógico é sempre a mesma e tive a idéia de fazer um manual com todos os ítens e as minhas colegas gostaram muito da idéia. Percebi com isso que basta começarmos um movimento que a motivação volta. Tentar fazer o melhor é sempre a melhor solução.

E como coincidências não existem assisti a mais um episódio de "Monk" que veio de encontro a esse movimento. Adrian vai acampar com um grupo de rapazes liderados por Randy Disher, um dos colegas policiais do detetive. A uma certa altura da estória, Adrian pergunta a Randy como ele suporta as gozações e ironias de Leland Stottlemeyer, seu chefe, assim como as de outros colegas. Randy responde que  durante uma investigação tinha lido em um carro incendiado a frase "a felicidade é uma escolha" e isso o tinha tocado muito. E a partir de então a adotou como filosofia de vida.

É mesmo tudo uma questão de escolha. Adrian Monk, por exemplo, é um ótimo detetive, mas vive limitado por suas fobias e pela saudade que sente de Trudy. Aliás, Leland se apaixona por uma mulher chamada T.K. e descobre que o nome  dela também é Trudy, mas decide continuar a chamá-la pelas iniciais para evitar problemas com o detetive.

Eu também escolhi me amar cada vez mais e tomar as rédeas de minha vida assumindo a responsabilidade por tudo que me acontece. É muito bom e enriquecedor com certeza.


Abraços a todos!!!!





terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Diário de vida - O não merecimento


O sentimento de não merecimento está ligado muito ao complexo de inferioridade. Não somos bons o bastante por mais que esforcemos, o outro pode fazer melhor e custamos a acreditar quando nos elogiam.

Pessoalmente já tive esse sentimento várias vezes, mas felizmente com a ajuda dos cursos de autoconhecimento que tenho feito, consegui superar o complexo do patinho feio.

Mais uma vez vou pegar como exemplo Adrian Monk. Antes de falar sobre o tema proposto gostaria de dizer porque essa personagem me atrai tanto. Quando estava na faculdade (sou formada em Letras), uma das leituras que fiz foi do livro "A personagem de ficção". Nele se fala da personagem plana e personagem redonda. No primeiro tipo as características são mais simples, com atitudes previsíveis e no segundo as características são mais complexas e imprevisíveis e  há uma evolução durante a narrativa. É o que acontece com o detetive mais cheio de manias que já existiu.

Voltando ao assunto, em um episódio da 7ª temporada Adrian faz amizade com a sua vizinha e estabelece com ela uma relação de mãe e filho. Ele não acredita que isso esteja acontecendo e acha que há algo errado. O interessante é que nas sessões com o psiquiatra o detetive fala de sua mãe verdadeira como a "outra mãe".

Com o desenrolar da trama, a vizinha em questão se torna suspeita de ter assassinado um homem e quando ela afirma veementemente que não cometeu nenhum crime, Adrian não acredita nela. No final tudo é esclarecido, mas infelizmente a ligação tão especial que tinha se estabelecido entre eles se desfaz.  Tudo porque ele nunca achou que merecia ser amado. O mesmo aconteceu quando ele encontrou Trudy que se tornaria sua esposa. Ele não se achava merecedor desse amor e após a sua morte a sua síndrome de TOC aumentou sensivelmente a ponto de ter que contar com uma assistente o tempo todo: no início Sharona e depois Natalie. Além do sentimento de não merecimento,  para Adrian Monk a razão de homem da lei acaba prevalecendo sobre seus sentimentos. Como aconteceu no episódio no qual se apaixona e acaba entregando à justiça a mãe de sua amada.










segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Diário de vida - Você quer ter razão ou ser feliz ? - Júlio Machado


Mais uma vez vou usar a série "Monk" como exemplo. Em um episódio da 7ª temporada "O senhor Monk se apaixona", a mulher, pela qual ele se sente atraído, é suspeita do assassinato de um taxista. Desde o início ele afirma que ela não é culpada, embora todos acreditem que o detetive não está sendo imparcial por estar apaixonado pela primeira vez após 14 anos da morte de sua mulher, Trudy.

Após a costumeira investigação, acabam descobrindo que quem cometeu o crime foi a mãe dela. A filha tinha se entregado  para protegê-la porque a mãe já é bem idosa.  Mas Monk, como um homem da lei que é, coloca a razão antes do coração. E perde a chance de começar um relacionamento. Não quero dizer com isso que o criminoso deva ficar impune, mas nessa situação específica estamos falando de um homem cheio de manias, extremamente solitário e carente.

E achei oportuno fazer uma ligação com o  trecho da palestra do Júlio Machado que fala justamente disso. Quantas vezes, por querermos provar que estamos certos, esquecemos que o ser humano não é só razão ?


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Doação de órgãos

Quando estava no cursinho, preenchi um formulário para doação de córnea. Acho importante fazer isso, assim como doar sangue sempre que possível.

Mais uma vez a idéia de fazer uma postagem veio de um episódio do detetive Monk. Logo no início, ele está andando pela rua e esbarra em uma senhora e fica muito perturbado e não sossega enquanto não consegue reencontrá-la. Por causa dessa fixação passa várias noites sem dormir e em um de seus passeios durante a madrugada acaba presenciando um crime que no início era falso, mas depois se torna verdadeiro. Só assistindo ao episódio para entender a trama. Resumindo, no final ele encontra a senhora que é brasileira e trabalha como taxista. Monk descobre que ela tinha recebido as córneas de Trudy, sua amada esposa, morta em um atentado a bomba. Quando ela percebe que está diante do marido da pessoa que lhe permitiu enxergar de novo, começa a chorar e Monk, sem a costumeira aversão em tocar as pessoas, passa a mão em seu rosto e enxuga as suas lágrimas.


Propaganda sobre doação de órgãos


Bob é viúvo e quando vai a um restaurante italo-americano com um amigo fica interessado pela garçonete, Grace. Eles começam a sair juntos e tudo vai bem até o dia em que Grace descobre uma carta de agradecimento que Bob tinha recebido. Ela sai correndo da casa do namorado e chora durante todo o caminho de volta para casa. O coração que ela tinha recebido era da mulher de Bob. Grace toma coragem e conta a verdade ao namorado, jurando que não sabia de nada. Bob vai embora e nesse meio tempo Grace faz uma viagem para a Itália. Quando ele descobre que a ama realmente vai atrás dela.

Trailer do filme "Return to me" (Feitiços do coração)









Bullying

Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (do inglês bully, tiranete ou valentão) ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.

Em 20% dos casos as pessoas são simultaneamente vítimas e agressoras de bullying, ou seja, em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de assédio escolar pela turma. Nas escolas, a maioria dos atos de bullying ocorre fora da visão dos adultos e grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida.

Pesquisas indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido que uma deficiência em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser particulares fatores de risco. Estudos adicionais têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do assédio escolar, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies (ou bulidores) sofram de qualquer déficit de autoestima. Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a autoimagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas.

Tipos de assédio escolar

Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Alguns exemplos das técnicas de assédio escolar:
  • insultar a vítima;
  • acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada;
  • ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
  • interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os.
  • espalhar rumores negativos sobre a vítima;
  • depreciar a vítima sem qualquer motivo;
  • fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando-a para seguir as ordens;
  • colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully;
  • fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência;
  • isolamento social da vítima;
  • usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas, comunidades ou perfis sobre a vítima em sites de relacionamento com publicação de fotos etc);
  • chantagem.
  • expressões ameaçadoras;
  • grafitagem depreciativa;
  • usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita");
  • fazer que a vítima passe vergonha na frente de várias pessoas.

Bullying professor-aluno

O assédio escolar pode ser praticado de um professor para um aluno. As técnicas mais comuns são:
  • intimidar o aluno em voz alta rebaixando-o perante a classe e ofendendo sua auto-estima. Uma forma mais cruel e severa é manipular a classe contra um único aluno o expondo a humilhação;
  • assumir um critério mais rigoroso na correção de provas com o aluno e não com os demais. Alguns professores podem perseguir alunos com notas baixas;
  • ameaçar o aluno de reprovação;
  • negar ao aluno o direito de ir ao banheiro ou beber água, expondo-o a tortura psicológica;
  • difamar o aluno no conselho de professores, aos coordenadores e acusá-lo de atos que não cometeu;
  • tortura física, mais comuns em crianças pequenas. Puxões de orelha, tapas e cascudos.

Sinais indicativos de alguém que está sofrendo bullying

Sinais e sintomas possíveis de serem observados em alunos alvos de bullying:
  • enurese noturna (urinar na cama);
  • distúrbios do sono (como insônia);
  • problemas de estômago;
  • dores e marcas de ferimentos;
  • síndrome do intestino irritável;
  • transtornos alimentares;
  • isolamento social/ poucos ou nenhum amigo;
  • tentativas de suicídio;
  • irritabilidade / agressividade;
  • transtornos de ansiedade;
  • depressão maior;
  • relatos de medo regulares;
  • resistência/aversão a ir à escola;
  • demonstrações constantes de tristeza;
  • mau rendimento escolar;
  • atos deliberados de auto-agressão.

(texto extraído do site Wikipedia)

Os irmãos Monk, Adrian e Ambrose, não eram exatamente  populares na escola, mas o pequeno Adrian já tinha um poder de observação aguçado e desvendava casos



Diário de vida - A inveja e os 7 pecados capitais

Há alguns meses fiz uma primeira postagem sobre o tema da inveja como tarefa do curso do Chris Allmeida.

Ao assistir a mais um episódio da série "Monk" (acho que não vou sossegar enquanto não assistir a todos eles), me lembrei desse tema e achei oportuno aprofundá-lo. Monk vai ao psiquiatra 3 vezes por semana e tem um misto de ciúmes e inveja de um outro paciente do Dr. Kroger, Harold. Eles vivem brigando e no episódio em questão, Harold é confundido com um herói, o "Frisco Fly" que sobe em prédios vestido com uma fantasia verde. Apesar de dizer que o odeia, Monk acaba por ajudá-lo porque na verdade, o primo de Harold estava tentando matá-lo para ficar com a herança só para ele. Em um outro episódio,  o Dr. Kroger ganha um relógio supostamente de Harold. Apesar do psiquiatra não afirmar nada, Monk está mais do que convencido que o presente foi de seu "rival". E o detetive tem uma oportunidade de dar um presente melhor quando ajuda Troy, o filho do Dr. Kroger. Essa atitude dos dois pacientes é típica de dois irmãos que lutam pela atenção do pai. E essa disputa cria situações realmente hilárias. A personagem de Adrian Monk é realmente um prato cheio porque podemos desenvolver vários temas a partir de seu comportamento causado pelas inúmeras fobias (segundo a sua lista são mais de 300, colocadas obviamente em ordem de intensidade).

Quando assisti aos vídeos do "Efeito Sombra" e depois  coloquei em prática os ensinamentos contidos neles, me dei conta que o sentimento negativo que sempre tentei esconder atrás da minha máscara, da minha "persona" foi justamente a inveja, isto é, um misto de inveja e ciúmes, como já "confessei" em minha primeira postagem simplesmente intitulada "A inveja".

Ao contrário da cobiça na qual queremos algo que o outro tem,  no caso da inveja, o sentimento que temos é: "como eu não tenho, não quero que o outro tenha também". Tenho que confessar que várias vezes ficava intimamente contente quando alguém não conseguia obter algo pela qual tinha lutado tanto. O pior é que eu não tinha "lucro" algum com isso. Depois que comecei a fazer os cursos de autoconhecimento, toda vez que esse sentimento terrível vem à tona, paro tudo que estou fazendo e tenho uma conversa muito séria com ele e geralmente chego à conclusão de que não preciso ter inveja e nem ciúmes de ninguém, é só me mexer  e cuidar de minha vida que o sentimento me deixará em paz. Aliás, a "técnica" que uso é deixá-lo sair para passear um pouco que depois ele me deixa em paz. É como um cão que está louco para ir passear. Você sai com ele e quando voltam para casa, o cão está tranquilo, tranquilo. Afinal de contas não é lutando que irei resolver os meus conflitos. Esse sentimento negativo como alguns outros estão dentro aqui dentro, fazem parte de mim. Não é escondendo ou negando que eles existem que o problema estará resolvido. Quando maior a força para não deixá-los transparecer, maior será a intensidade com a qual explodirão mais cedo ou mais tarde.

Por isso concordo com o título do livro de John Powell: "Por que tenho medo de lhe dizer quem sou ?" E também com uma frase contida na mesma obra: "Eu sou tudo que tenho".

A título de curiosidade eis os 7 pecados capitais:

A gula

Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida ou intoxicantes. Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança.

A avareza

É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em necessidades. Na concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus. Avareza, no cristianismo, é sinônimo de ganância, ou seja, é a vontade exagerada de possuir qualquer coisa. Mais caracteristicamente é um desejo descontrolado, uma cobiça de bens materiais e dinheiro, ganância. Mas existe também avareza por informação ou por indivíduos, por exemplo.

A luxúria

A luxúria é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”. Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade.

A ira

A ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado. A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. Segundo a Igreja Católica, a ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo e a execução do causador pertencem a Deus.

A inveja

A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual. É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo. A inveja é freqüentemente confundida com o pecado capital da avareza, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. A inveja na forma de ciúme é proibida nos Dez Mandamentos da Bíblia. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia.

A preguiça

A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem.

O orgulho ou vaidade

Conhecida como soberba, é associada à orgulho excessivo, arrogância e vaidade. Em paralelo, segundo o filósofo Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente.


(texto Os 7 pecados capitais extraído de Wikipedia)















quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Diário de vida - A cegueira - alguns casos de superação

Como já citei em outras postagens, gosto muito do seriado de TV, "Monk", cujo protagonista, Adrian Monk, é um detetive, afastado da polícia após o colapso sofrido com a morte da esposa em um atentado a bomba.

Monk é um homem que mora sozinho e é cheio de manias. Sofre de TOC e conta com a ajuda de Sharona (nas 3 primeiras temporadas) e depois de Natalie (nas temporadas seguintes).

Dois episódios foram especialmente marcantes até agora: no primeiro "Monk e a greve dos lixeiros", o detetive perde toda a sua capacidade de investigação  por causa da imundície nas ruas. Ele chega a mandar seu lixo pelo correio para o seu terapeuta, o Dr. Kroger. É preciso que ele seja colocado em uma sala totalmente esterilizada para conseguir desvendar o caso.

No segundo episódio um homem que tentava escapar do local do crime joga um líquido corrosivo nos olhos de Monk que fica temporariamente cego. No início ele se desespera, mas depois percebe que estando cego a preocupação com a sujeira, com o barulho e com a simetria, entre outras coisas, já não o incomodam mais.

Ao ver esse episódio em especial, me lembrei de alguns talentos cegos, que são verdadeiros exemplos de superação.

Ray Charles e Stevie Wonder, dois cegos talentosíssimos, cantam juntos


"I can't stop loving you" - Ray Charles


"Yester me yester you yesterday" - Stevie Wonder


"Caruso" - Andrea Bocelli


"Passerà" - Alleandro Baldi (canção vencedora no Festival de San Remo em 1994)


A advogada Thays Martinez fala de seu grande amigo Boris, protagonista do livro "Minha vida com Boris"


Anne Sullivan fala de Helen Keller que nasceu cega, surda e muda








terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Diário de vida - Alguns casos pessoais de ansiedade

Creio que muita gente sofre de ansiedade, ainda mais no mundo em que vivemos, onde tudo tem que funcionar a toque de caixa, onde quem bobear acaba perdendo o lugar.

Há um ano tenho procurado aplicar os conhecimentos aprendidos e apreendidos nos vários cursos presenciais e on line e fiz uma retrospectiva de perdas que tive por causa da ansiedade.

No plano pessoal quando um rapaz me interessava eu nunca tive a paciência de esperar que ele me procurasse. Após o primeiro encontro ficava super ansiosa pelo fato dele demorar para me ligar, então eu acaba telefonando primeiro. Ainda não fiz um teste para constatar se realmente mudei em relação a isso, mas espero que sim.

No plano profissional fiz uma bobagem daquelas por não saber esperar. Quando estava morando na Itália e trabalhando como lava-pratos, comecei a procurar um emprego melhor na expectativa de prolongar um pouco mais a permanência no país. Eu não me lembro mais o ramo da empresa, mas sei que eu iria trabalhar com o italiano e com o francês. O rapaz que me entrevistou simpatizou comigo, mas como ele demorou para me dar um retorno, liguei algumas vezes e a resposta foi que eles ainda não tinham decidido. Daí veio o grande erro: pedi para um conhecido ligar para sondar e logicamente que coloquei tudo a perder. Tentei pedir desculpas, mas nunca mais soube de nada. Até há algum tempo atrás quando me lembrava do fato sentia um peso muito grande.

No caso do emprego como secretária bilingue, a ansiedade esteve ligada à falta de confiança e acho que foi isso que mais aborreceu o rapaz.

Em um dos episódios da série Monk (abordei o tema TOC na postagem anterior),  a sua assistente, Natalie Tieger, durante uma investigação fica interessada em um empresário, que no início do episódio "Monk vai para o escritório" (4ª temporada) é atacado no estacionamento e tem a sua mão direita quebrada por ter sido prensada na porta de seu carro. Quando outras pessoas são atacadas, Monk é contratado pelo empresário para solucionar o caso. Ele e Natalie simpatizam um com o outro e falam de suas vidas no escritório dele. Quando as colegas de trabalho de Monk começam a fazer fofocas a respeito do que foi dito nessa conversa, Natalie liga para o empresário pedindo satisfações e apesar dele afirmar veementemente que não tinha dito nada para ninguém, ela não acredita. No final do episódio, quando tudo fica esclarecido, Natalie tenta consertar as coisas, mas o empresário diz simplesmente que faltou confiança entre eles.

Esse episódio em especial calou fundo porque eu também sou muito desconfiada, mas deveria aplicar a teoria de que "ninguém é culpado até prova em contrário".

Abraços!!!!