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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A primeira cesárea da história


Noventa por cento das cesáreas no século 19, na Europa, ainda matavam a gestante, a criança ou os dois. Mas um grupo de cientistas da República Tcheca descobriu agora, entre documentos da corte do rei João, o Cego (da Boêmia), registros de uma cesárea bem-sucedida ainda na Idade Média. É a primeira da história em que mãe e bebê sobreviveram. O procedimento foi por acaso: no inverno de 1337, em Praga, a rainha Beatrice de Bourbon entrou em trabalho de parto aos 17 anos. De tanta dor, ela desmaiou, o que fez as parteiras acreditarem que estava morta. Assim, para salvar o bebê, os médicos fizeram um corte na barriga da moça - sem anestesia ou esterilização, é claro. Foi quando Beatrice acordou e os médicos resolveram fechá-la. Ela sobreviveu. "O rei João se mantinha cercado dos melhores profissionais da saúde de seu tempo, porque tinha problemas de visão", escreve Antonín Parízek, autor do estudo. Depois disso, a rainha viveu mais 40 anos, e a criança virou o rei Venceslau 1º. O parto parece mesmo ter sido uma novidade: pelo menos três cartas mencionam o "milagre". Até então, acreditava-se que a primeira cesárea havia acontecido em 1500, na Suíça. 



(texto publicado na revista Super Interessante edição 370 - janeiro de 2017)

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

10 hábitos curiosos e asquerosos que ricos e pobres tinham em comum na Idade Média... (Para os curiosos)


Muitas vezes a ficção falseia muitas partes da história, nos fazendo acreditar que algumas épocas eram bastante diferentes do que eram na realidade... Na Idade Média, as pessoas não eram nada limpas como a maioria dos filmes ambientados nessa época mostra. Não havia tanto glamour nas roupas ou nos corpos de pessoas. Hoje vamos mostrar vários pontos que o farão ver que a realidade daquela época era bem mais mal cheirosa do que se pensa...

1. A aparência das pessoas nos filmes é falsa

A figura das bochechas rosadas e dos vestidos limpinhos que aparecem em cada um desses filmes é uma farsa completa. A igreja havia proibido os bons hábitos de higiene existentes na época dos romanos, argumentando que eram pecados, eram caprichos, já que eram muito caros. Siga lendo para checar mais fatos asquerosos sobre a Idade Média. Clique em “Página seguinte” para continuar.

2. Eles não gostavam de água

Tanto padres quanto médicos espalhavam por toda a população a crença de que a água, especialmente quente, enfraquecia os músculos e reduzia as habilidades motoras, causando doenças. Ruim para os olhos, os dentes, o rosto, a água os tornaria, também, mais vulneráveis ​​ao frio. Eles também diziam que um pouco de sujeira sempre ajudava a combater futuras doenças.

3. E não só os pobres...

Até a rainha Isabel de Castela se vangloriava de ter tomado banho apenas duas vezes em toda sua vida. Um deles, foi num dia antes de seu casamento, pois era essa a tradição palaciana. Assim, a classe alta cheirava tão mal quanto a classe baixa. Os famosos vestidos e perucas eram raramente lavados e era comum a disseminação de lêndeas e piolhos. Às vezes, eles usavam pedaços de bacon para atrair os bichos para eles. Eles tinham servos eram responsáveis ​​por sua desparasitação diária, mesmo nas partes pudendas.

4. As cidades maiores eram as mais mal cheirosas

Londres e Paris eram consideradas as cidades mais sujas. O cheiro das ruas era mortal, porém, nos edifícios públicos e nas casas, não era melhor. Era especialmente terrível quando as pessoas se reuniam em massa. Nas igrejas, queimava-se incenso para reduzir o mau cheiro.

5. Lavagem a seco

As pessoas não eram nada limpas, como você pôde averiguar. Porém, vez ou outra, faziam uma extravagância e passavam uma toalha úmida nas partes descobertas do corpo. Dessa forma, a sarna não coçava tanto...

6. As partes que permaneciam sob a roupa...

Elas não eram lavadas, simplesmente. Elas poderiam passar anos e anos até que um pingo de água tocasse sua superfície. Médicos proibiam que se lavasse as crianças. Eles diziam que a água os deixaria moles e propensos à doença. Com pânico da morte, as mães não os lavavam, e, desta forma, a mortalidade era muito elevada, pois as feridas, por exemplo, infectavam-se muito rapidamente.

7. Banho anual
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Levou-se vários séculos até que as pessoas aceitassem o banho como algo necessário. No século XVII, popularizou-se o "banho anual”, que consistia em banhar-se uma vez por ano, em uma banheira de água quente.

8. Chapéus

Os homens não tiravam os chapéus ao entrar nas tabernas, nem na hora de comer. A razão para isso era a de que, se o fizessem, era muito provável que lêndeas e piolhos caíssem na comida. Além disso, com o chapéu, cheiravam menos mal.

9. A tradição de jogar o buquê nos casamentos

Os casamentos eram realizados no verão do hemisfério norte, em junho. O banho anual costumava ser feito em maio, fazendo o cheiro da multidão ser mais aceitável. As mulheres levavam buquês de flores para disfarçar esse mau cheiro. Mesmo que tivessem se banhado um mês antes, isso não era o suficiente. Assim nasceu a tradição de, no final do casamento, o buquê ser atirado, para ser utilizado pela possível próxima noiva.

10. Séculos mais tarde...

Com o advento da modernidade, no século XIX, o banhos tornaram-se mais comuns entre os homens, que se banhavam mais vezes por ano, até se acostumarem a se banhar até duas vezes por semana. As mulheres não o faziam com tanta frequência e, especialmente, não lavavam suas partes íntimas, porque se pensava que isso as tornaria inférteis.

Curiosamente, as épocas anteriores à Idade Média foram muito mais higiênicas. Os romanos e os gregos banhavam-se diariamente, e cortavam os cabelos e faziam a barba com frequência. Em meados do século V, tudo isso foi perdido e os hábitos de higiene regrediram em mais de mil anos. Se você gostou deste artigo, dê um Like e recomende-o aos seus amigos.

domingo, 6 de setembro de 2015

A absurda falta de higiene da Idade Média vai fazer você querer tomar banho agora mesmo! - Karlla Patrícia (Diário de Biologia)


Quando se fala em Idade Média, o que vem à mente são nobres endinheirados e belas damas maquiadas, penteadas e cheias de joias, vestindo lindas túnicas. Mas tudo isso não passa de uma imagem “Hollywoodiana”. Na verdade, entre a queda do Império Romano até a descoberta da América a higiene pessoal não era considerada uma prioridade e estava longe de ser o que é hoje.

Como eram os banhos

Na Idade Média, os médicos acreditavam que a água, principalmente quente, enfraquecia os órgãos, permitindo que o corpo ficasse exposto a doenças que penetravam através dos poros. Por causa disso, era recomendado que as pessoas mantivessem uma camada de sujeira no corpo, pois ela protegia contra as doenças. Então, a higiene pessoal era realizada “a seco”, só com uma toalha limpa para esfregar as partes expostas do corpo. Partes íntimas? Nem pensar!

Os médicos aconselhavam que as crianças limpassem o rosto e os olhos com um pano branco para limpar a gordura do suor, mas não muito para não retirar a cor “natural” (encardida) da pele. Na verdade, naquela época as pessoas entendiam que a água era prejudicial aos olhos, que podia provocar dor de dentes e catarros, deixava o rosto pálido e expunha o corpo ao frio no inverno e a pele ressecada no verão. Ainda por cima, a Igreja censurava o banho por considerá-lo um luxo desnecessário e impuro.

Surpreendentemente a falta de higiene não era um costume de pobres, a rejeição pela água chegava aos estratos mais altos da sociedade. As mulheres que achavam o banho bom, quando muito, o faziam duas vezes ao ano, e o próprio rei só o fazia por prescrição médica e com as devidas precauções.

Quando os banhos aconteciam, era usada um tina enorme cheia de água quente. O pai da família era o primeiro em tomá-lo, logo os outros homens da casa por ordem de idade e depois as mulheres, também por ordem de idade. Enfim chegava a vez das crianças e bebês que podiam se perder dentro daquela água suja.

E o banheiro?

Nos palácios e casas de família não existia banheiro, nem mesmo uma “casinha”. Quando chegava a hora de fazer as necessidades, iam ali mesmo no fundo do quintal ou uma moita. Não era incomum também ver alguém fazendo cocô nas ruas.

Alguns palácios mais chiques, tinham fossas para acumular as fezes. Haviam servos especialmente designados a recolher o cocô das fossas e vendê-los como esterco. A urina era acumulada em tinas que depois eram usadas para lavar peles e branquear telas. As pessoas jogavam seu lixo e dejetos em baldes pelas portas de suas casas ou dos castelos. Imagine a cena: o sujeito acordava pela manhã, pegava o pinico e jogava ali na sua própria janela.

Cuidados com o rei

O Rei Henrique VIII, famoso por romper com a Igreja Romana e por ter se casado seis vezes, tinha mais de 200 empregados que lhe serviam como cozinheiros, carregadores, abanadores, etc. Mas os serventes com a pior das sortes eram aqueles que deviam cuidar das “necessidades” do rei: tinham que despiolhá-lo uma vez ao dia (tirar os piolhos), limpar sua bunda depois que fizesse suas necessidades e lavar suas partes íntimas enquanto o rei permanecia sentado e inclusive, quando a rainha estava grávida e o monarca sentia certas necessidades, um dos serviçais (homem ou mulher) devia masturba-lo. Isto, por suposto, era feito na frente de várias pessoas, que depois do “ato” trocavam suas roupas.

domingo, 5 de julho de 2015

6 coisas que aconteciam no período medieval e te deixarão feliz por viver no século XXI (Mistério Curioso)


O período medieval é conhecido também como a "Era das Trevas". Os motivos são muitos. De maneira prática, não temos muitos registros desses anos já que o conhecimento era restrito, poucos sabiam ler e escrever.

Muitos historiadores afirmam que esse foi um período de muita pobreza, as pessoas viviam pouco, as leis não eram seguidas e viver era no mínimo perigoso. Outros pesquisadores afirmam que a época nos trouxe muitas coisas boas e diversas pesquisas modernas foram iniciadas na Idade Média, ainda que não o devido crédito não seja dado.

Casamento

O casamento na época medieval era bem diferente do que praticamos na atualidade. Muitas mulheres não podiam escolher seus maridos e nem ao menos tinham a chance de conhece-los antes do casamento. Além disso, era comum o casamento entre parentes próximos, principalmente entre os mais abastados e os integrantes da monarquia. Tudo para manter a riqueza nas mãos da família.

As mulheres praticamente não tinham direitos e uma vez casada tinham que passar por situação terríveis caso seus maridos fosse pessoas meio loucas. As mulheres não podiam se negar a manter relações sexuais e os homens podiam fazer o que bem entendessem.

As prisões eram uma barbárie

O sistema prisional era literalmente bárbaro. Se uma pessoa caísse por lá podia muitas vezes dizer adeus ao mundo. Isso porque as condições de higiene eram péssimas: ratos, dejetos humanos, roupas sem lavar, comida podre, entre muitas outras coisas nojentas. Além disso, os presos não tinham nenhum direito, eram torturados com máquinas absurdas, eram deixados sem banho e muitas vezes largados literalmente para apodrecer.

As cidades não eram urbanizadas

No período medieval muitas cidades começaram a crescer em toda a Europa, mas o caos imperava. Não existia asfalto ou calçada. As pessoas se misturavam aos cavalos, aos vendedores e tinham que andar em uma verdadeira lama de excrementos animais e restos de comida.

Além disso, não existia sistema de esgoto e água encanada.

A comida era nojenta

A cozinha medieval é sem dúvidas uma das mais nojentas de todos os tempos. Para começar, as pessoas não tinham regras de comportamento e podiam comer como bem entendessem. Isso inclui barulhos corporais e cheiros estranhos. Além disso, a base da alimentação era de carnes, todos os tipos de carnes!! Então basicamente as refeições eram constituídas por: carne + carne.

Comia-se muito bom e um certa quantidade de massas. Frutas e verduras eram quase inexistentes e a água era muitas vezes tão poluída que era melhor não beber. Não é de se admirar que o povo sofresse com tantas doenças e problemas de pele naquela época.

A medicina ainda engatinhava

No período medieval a medicina ainda estava engatinhando e poucos estudos objetivos eram praticados. Os tratamentos eram basicamente supersticiosos e feitos sempre de forma experimental, por isso se alguém ficasse doente, não tinha a menor ideia do que iria acontecer ou se tinha chances de se curar. Além disso, a religião católica não permitia que as pesquisas com corpos humanos fossem desenvolvidas dificultando e barrando o trabalho de cientistas.

Para completar, a anestesia era inexistente para a maior parte da população. Então além de não ter o tratamento adequado, a dor era absurda!

A expectativa de vida era incrivelmente baixa

No período medieval, chegar aos 30 e poucos anos era considerado um luxo. As pessoas tinham péssimas condições de saúde, fora a insegurança predominante que fazia com que qualquer um pudesse ser atacado. As mulheres frequentemente morriam parindo seus filhos e os pequenos regularmente não sobreviviam por falta de cuidados básicos.

O período medieval era a época da Peste Negra, a qual matava milhares e milhares de pessoas. Se você vivesse na Europa no século XIV, as chances de morrer da peste era de incríveis 50%.

Viver no período medieval era sem dúvida uma grande aventura!