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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Pessoas que se arrepiam ouvindo música têm cérebro especial (O Segredo)


Você já se arrepiou ouvindo uma música? Então saiba que, mais do que sensível, você tem um cérebro especial.

Cientistas de Harvard descobriram que o cérebro de quem se arrepia com canções possui conexões especiais.

Esse tipo de reação física à música acontece apenas com cerca de metade da população.

Os cientistas analisaram o cérebro de 20 voluntários, usando a técnica de ressonância magnética de tensor de difusão, que mostra as conexões entre diferentes regiões do cérebro.

Eles descobriram que os participantes do “grupo do arrepio” tinha mais fibras nervosas saindo do córtex auditivo e se ligando ao córtex insular anterior e o córtex prefrontal, que processam sentimentos e monitoram emoções.

A conectividade extra desses cérebros provavelmente intensifica a experiência sensorial provocada pela música.

Os pesquisadores não sabem se as pessoas que se arrepiam nascem mais sensíveis ou se é possível desenvolver essas conexões ouvindo e se emocionando com novas músicas.

Orgasmo da pele

A nova descoberta indica para os cientistas que a música deve ter uma função evolutiva.

Se existem conexões cerebrais, passadas de geração em geração, que ligam os receptores de som diretamente ao centro emotivo do cérebro, é porque algum papel ela deve ter para a sobrevivência humana (nem que seja facilitar as relações sociais).

A reação química que temos a uma música emocionante é parecida com o que sentimos em outras tarefas essenciais, como comer, ou fazer sexo: uma injeção de dopamina que percorre o corpo.

Por isso, o arrepio musical é chamado pelos neurocientistas de “orgasmo na pele”.

A pesquisa

Os pesquisadores recrutaram vinte fãs de música: dez que sentem arrepios musicais com frequência e outros dez que nunca passaram pelo fenômeno.

Cada um teve direito a trazer até 5 das suas músicas favoritas: as opções iam desde Coldplay até as sinfonias de Wagner.

Primeiro, eles observaram os efeitos das músicas dentro do laboratório.

Monitoraram os batimentos cardíacos e o suor da pele, que indica excitação (tanto sexual quanto emocional), enquanto os voluntários ouviam só os trechos arrepiantes de cada faixa.

O coração de todos os participantes acelerou, mas a resposta emocional dos participantes que arrepiam foi bem mais intensa.

Outras pesquisas científicas relacionam o arrepio musical a reações de expectativa e surpresa.

As pessoas que escutam as músicas de forma mais “intelectual”, tentando prever os acordes que vem depois, têm mais chances de se arrepiar quando a música não segue suas expectativas.

Por outro lado, quando o compositor cria um crescente musical que culmina em uma nota aguda, o cérebro cria expectativa e tem uma reação de prazer quando o acorde final já esperado finalmente aparece.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Ciência explica como a praia pode mudar nossos cérebros e saúde mental - Luiza Fletcher (O Segredo)


Alguma vez você já passou um dia na praia e voltou para casa sentindo-se relaxado e rejuvenescido? Você pode concordar prontamente que a praia tem um efeito calmante, mas também sabe que estar na praia pode ter um enorme efeito sobre a sua saúde e bem-estar, e pode mesmo mudar seu cérebro. Vamos dar uma olhada em alguns dos benefícios cientificamente apoiados que a praia pode oferecer.

Lora Fleming, da Universidade de Exeter na Inglaterra, diz que a ideia de que a praia ajuda a nossa saúde está bem estabelecida. Os médicos do século XVIII costumavam prescrever viagens para o oceano para visitar “hospitais de banho”. Hospitais de banho eram clínicas especialmente projetadas que ofereciam tratamentos banho de água salgada.

Fleming observa, no entanto, que os cientistas só começaram a olhar para os benefícios de saúde do oceano experimentalmente nos últimos tempos.

1.O córtex pré-frontal do seu cérebro é ativado

O córtex pré-frontal, uma área do cérebro associada com a emoção e autorreflexão (bem como outras funções) é ativado quando os sons do oceano são reproduzidos. Isso foi provado através de pesquisas de cientistas com participantes de estudos que foram expostos a sons e ruídos do oceano.

2.As ondas dos oceanos geram íons negativos

A sensação de paz que temos na praia pode ser um resultado de alterações moleculares em nossos corpos. As ondas do oceano produzem íons negativos. Íons negativos aceleram a capacidade do nosso corpo de absorver oxigênio. Eles também equilibram os níveis de serotonina; uma substância química produzida pelo organismo que está relacionada com o humor e o stress. Esta é uma das razões pelas quais estar na praia foi ligada, por cientistas, à energia mental positiva e uma sensação geral de saúde e bem-estar. Pode até fazer-nos dormir melhor.

3.Os níveis de seu hormônio do estresse, cortisol, diminuem

A razão pela qual as praias têm um efeito tão calmante sobre nós pode ser por causa do som das ondas.

Os sons mais relaxantes e agradáveis de ouvir são aqueles que têm padrões de ondas previsíveis. O som também deve ser suave em volumes e frequências harmônicas em intervalos regulares. As ondas do oceano são dessa forma. Regulares e suaves de ouvir.

O som do mar pode ter um efeito ainda mais profundo no emocional, de acordo com a neurocientista Shelley Batts. O ruído do oceano provavelmente desencadeia memórias profundas ou sensações de relaxamento e segurança. Algumas pessoas podem até dizer que recordam o útero e os batimentos cardíacos de sua mãe.

Há um hormônio do estresse chamado cortisol. Alguns ruídos, tais como tráfego e o ruído de avião pode acioná-lo. Quando esse hormônio é liberado, problemas de saúde, tais como úlceras e doenças cardíacas podem ocorrer. O barulho calmante do oceano trabalha para diminuir os níveis de cortisol. Desta forma, o oceano pode ter um efeito positivo sobre nossa saúde em geral e evitar potenciais problemas de saúde.

4.A superfície plana do oceano te acalma

A superfície plana do oceano pode também dar-nos uma sensação de segurança. O neurocientista Michael Merzenich diz que os seres humanos se sentem seguros quando estão em lugares que não são complexos. Na floresta, seres humanos precisam fugir de animais predadores; nas cidades, há bandidos e vilões com os quais devemos tomar cuidado; no entanto, na praia podemos enxergar milhas, e isso nos dá paz de espírito. Não há ameaças potenciais.

“Somos construídos, neurologicamente, para normalizar o nosso ambiente e controla-lo.”, diz Merzenich. “Quando olhamos para o mar, ou estamos ao longo da costa, nós estamos em um ambiente previsível e estável.”

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Ciência explica porque reclamar altera negativamente seu cérebro (O Segredo)


Ouvir alguém reclamar, mesmo que seja você mesmo, nunca fez bem. Algumas pessoas dizem que reclamar pode agir como uma catarse, uma maneira de descarregar emoções e experiências negativas. Mas olhar com mais atenção ao que o ato de reclamar realmente faz para o cérebro nos dá motivos reais para lutar por um estado de espírito mais positivo e eliminar o mimimi de nossas vidas.

O cérebro é um órgão complexo que, de alguma forma, funciona em conjunto com a consciência para criar a personalidade de um ser humano, sempre aprendendo, sempre recriando e se regenerando. É ao mesmo tempo o produto da realidade e o criador da realidade, e a ciência está finalmente começando a entender como o cérebro cria a realidade.

Autor, cientista da computação e filósofo, Steven Parton, examinou como as emoções negativas na forma de reclamações, tanto expressas por você mesmo ou vindas de outros, afetam o cérebro e o corpo, nos ajudando a entender por que algumas pessoas parecem não conseguir sair de um estado negativo.

Sua teoria sugere que a negatividade e a reclamação realmente alteram fisicamente a estrutura e função da mente e do corpo.

“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”, diz Donald Hebb, que é uma maneira concisa de compreender a essência da neuroplasticidade, a ciência de como o cérebro constrói suas conexões com base em tudo a que é repetidamente exposto.

“O princípio é simples: em todo o seu cérebro há uma coleção de sinapses (responsáveis por transmitir as informações de uma célula para outra) separadas por espaços vazios chamados de fenda sináptica. Sempre que você tem um pensamento, uma sinapse dispara uma reação química através da fenda para outra sinapse, construindo assim uma ponte por onde um sinal elétrico pode atravessar, carregando a informação relevante do seu pensamento durante a descarga.

… toda vez que essa descarga elétrica é acionada, as sinapses se aproximam mais, a fim de diminuir a distância que a descarga elétrica precisa percorrer… o cérebro irá refazer seus próprios circuitos, alterando-se fisicamente para facilitar que as sinapses adequadas compartilhem a reação química e, tornando mais fácil para o pensamento se propagar.“

Além disso, a compreensão desse processo inclui a ideia de que as ligações elétricas mais utilizadas pelo cérebro se tornarão mais curtas, portanto, escolhidas mais frequentemente pelo cérebro. Isso explica como a personalidade é alterada.

No entanto, como seres conscientes, temos o poder de modificar esse processo, simplesmente ao nos tornarmos conscientes de como o jogo universal da dualidade atua no momento em que surgem os pensamentos. Nós temos o poder de escolher criar pensamentos conscientes de amor e harmonia, garantindo, assim, que o cérebro e a personalidade sejam positivamente alterados.

A empatia e o efeito em grupo

Vamos além do efeito que a reclamação tem sobre o próprio indivíduo. Essa linha de raciocínio científico se estende até a dinâmica entre duas pessoas, explicando cientificamente como a reclamação joga outras pessoas para baixo.

Assim, quando alguém derrama um caminhão de fofocas, de negatividade e drama em cima de você, você pode ter certeza que está sendo afetado bioquimicamente, diminuindo as suas chances ser feliz. A exposição a esse tipo de explosão emocional realmente provoca stress. E já sabemos que o estresse mata. Portanto, reclamação e negatividade podem contribuir seriamente para a sua morte precoce.

Parton refere-se a essa perspectiva como “a ciência da felicidade”, e este comportamento de reclamação contínua oferece um estudo propício para a ligação entre o poder do pensamento e a capacidade de controle que uma pessoa pode ter sobre a criação de sua realidade tridimensional.

“… Se você está sempre reclamando e menospreza o seu próprio poder sobre a realidade, você não pensa que tem o poder de mudar. E assim, você nunca vai mudar. “

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Bem-estar: Cérebro, vida saudável e intestino - Darlene Ponciano Bomfim


Cerca de 20% da população brasileira apresenta problemas de "prisão de ventre", a maioria mulheres. Esta queixa cresce a cada dia, tanto quanto a oferta de laxantes como "salvadores da situação". 

Na nossa cultura greco-romana, o centro das emoções é o coração, mas, em outras culturas antigas, mesopotâmicas, a caixa de ressonância das emoções é o aparelho digestivo, em especial o intestino. Existe uma verdadeira conexão entre o cérebro e o aparelho digestivo. O intestino "responde" ao estado emocional. Pode soltar, prender, produzir cólicas, gazes e até originar doenças graves e de difícil controle.

Sabemos que tudo no nosso organismo funciona de forma integrada. Tensão, medo, ansiedade, estresse, correria, raiva, tristeza geram reações em todo organismo. Um dos órgãos que "sente" os reflexos disso tudo é o intestino.

O intestino humano tem cerca de cem milhões de neurônios conectados ao cérebro. É como se possuíssemos um "cérebro intestinal". As funções do intestino não se resumem a conduzir o alimento que ingerimos, transformando-os em fezes. Além de selecionar os nutrientes, exercer uma excelente absorção deles e da água, ele contribui essencialmente com o sistema imunológico. É no intestino que acontece de 80% a 90% da síntese da Serotonina, o neurotransmissor responsável pelo prazer e sensação de bem-estar, mas ela também é precursora da Melatonina, elemento essencial para o sono e para a limpeza de radicais livres.

Além da Serotonina, o intestino produz uma série de outros neurotransmissores. Todo o esforço no tratamento das depressões, por exemplo, se concentra nestes neurotransmissores. Imagine a importância disso. Portanto, cérebro e intestino compõem uma via de mão dupla.

Mas o que é um intestino normal? Nem preso, nem solto. Sem exagero de gazes, sem cólicas. Mas como manter afiada essa orquestra exigente? O segredo é tão amplamente conhecido que corre o risco de ser deixado de lado: água, muita água - de 2 a 3 litros por dia -, alimentação rica em fibras, como verduras, legumes e frutas, e exercícios físicos.

Isso é essencial e imprescindível. Além disso, é preciso ficar atento à frequência com que se vai ao banheiro. Quando essa frequência é irregular, causa um desconforto que pode ser leve, grave ou até desesperador. O normal para o funcionamento do intestino é uma frequência entre três vezes ao dia e uma veza cada três dias. O mais comum, contudo, é uma vez ao dia. Essa é a faixa aceitável, porém o importante é que o ato de ir ao banheiro não cause sofrimento e desconforto. O intestino "avisa" quando precisa ir ao banheiro, exercendo estímulo no reto. Se a pessoa inibe a vontade de ir ao banheiro, o reto vai perdendo a sensibilidade, o que vai exigir maior quantidade de fezes para que a vontade de evacuar venha novamente. Além do que as fezes ficarão mais tempo no intestino, distendendo e perdendo mais água, ficando mais duras. Isto vai provocar desconforto e, ao longo do tempo, pode provocar hemorroidas e outras patologias.

Ser fiscal e cuidador da nossa própria saúde pode parecer difícil, pois requer conhecer o próprio corpo, tomar decisões e admitir erros. Resolver a prisão de ventre com laxantes e outras pílulas mágicas é um caminho que a indústria nos impõe de forma assustadora. Esses medicamentos estimulam as células intestinais a se contraírem, levando-as a se exaurirem e a morrerem. Causam dependência. O intestino piora, fica mais relaxado, menos responsivo e assim a pessoa tem que tomar doses cada vez maiores. O importante é a pergunta de sempre: o que está acontecendo comigo?

Alimentos que colaboram com o bom funcionamento do intestino

- Arroz, pães e massas integrais.

- Sementes, especialmente a de linhaça (deixar de molho em água).

- Farelo de trigo, aveia.

- Frutas que podem ser ingeridas com casca. E frutas que se pode ingerir com o bagaço.

- Folhas verdes em geral.

- Leguminosas.

- Iogurtes e outros leites probióticos.



(texto publicado na revista Cidade Nova edição 584 - ano LVI - nº 12 - dezembro de 2014)

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Por que os trabalhos manuais são excelentes para o cérebro (Melhor com Saúde)


Com os trabalhos manuais ativamos o cérebro para que possamos evitar transtornos cognitivos leves, uma vez que eles favorecem o relaxamento psicomotor e a coordenação.

Fazer trabalhos manuais é um passatempo muito interessante com o qual podemos exercitar o cérebro e um conjunto de habilidades cruciais para as atividades que fazemos todos os dias.

Está provado que são uma grande terapia para combater o estresse e a depressão, uma vez que aumentam a sensação de bem-estar e promovem o relaxamento.

Sua prática regular melhora o desenvolvimento de habilidades motoras finas, criatividade e até mesmo a autoconfiança e a autoestima.

Além disso, é uma maneira de sair da rotina diária e de se desconcentrar dos problemas que nos causam angústia, ansiedade e outras emoções pouco saudáveis.

Passar alguns minutos por dia tecendo, pintando, desenhando ou fazendo qualquer outra atividade artística manual é considerado um tipo de “manutenção do cérebro”.

Embora muitos ignorem isso, o cérebro é o que mais tira benefícios das habilidades necessárias para realizá-los.

No espaço abaixo queremos destacar os principais benefícios e razões para começarmos a nos dedicar aos trabalhos manuais.

Quais são os benefícios dos trabalhos manuais para o cérebro?

O artesanato é uma terapia relaxante que ajuda a melhorar a saúde mental, o bem-estar e a atividade cerebral.

Aqueles que os praticam regularmente se concentram com mais facilidade e aumentam sua capacidade criativa e imaginativa.

Em um levantamento realizado pela Betsan Corkhill com 3545 artesãos, permitiu-se concluir que o artesanato e os jogos mentais têm qualidades que são benéficas para o desenvolvimento do cérebro e da saúde emocional.

Tais tarefas melhoram o humor e a comunicação social, ajudando a construir a confiança.

Isso é porque levam ao relaxamento e impõem um desafio para o cérebro, que tem que trabalhar para resolvê-los da melhor maneira.

Na prática, os cinco sentidos são aguçados e as habilidades motoras são fortalecidas, especialmente nas mãos.

De acordo com dados da pesquisa, 50% dos entrevistados disseram que tecer aumenta seu sentimento de felicidade e relaxamento.

Além disso, a maioria concordou que a prática os ajuda a reduzir o estresse e aumenta sua capacidade criativa.

O estudo encontrou uma relação significativa entre a quantidade de vezes da prática da atividade manual e o humor do indivíduo.

Os artesãos que fazem o seu trabalho três ou mais vezes por semana se sentem mais calmos, felizes e menos ansiosos do que aqueles que fazem menos.

Este tipo de trabalho envolve a concentração no desafio proposto e, ao mesmo tempo, pensamentos internos em uma única tarefa.

Por outro lado, ajuda a ter mais paciência no momento de desenvolver um projeto e querer alcançar um objetivo. A pessoa se torna mais persistente e aumenta sua segurança para superar os obstáculos.

Os trabalhos manuais como treinamento para o cérebro

Em outro estudo publicado na revista Neurology concluiu que a atividade artística pode reduzir o risco de comprometimento cognitivo leve.

Os cientistas queriam saber se era possível evitar essa condição à medida que se dá o processo de envelhecimento, e os resultados foram surpreendentes.

Indivíduos que pintaram, esculpiram, fotografaram e desenharam na meia e terceira idade eram 73% menos propensos a desenvolver transtorno cognitivo leve do que aqueles que não o fizeram.

Aqueles que praticavam artesanato reduziram seu risco de demência em até 45% em comparação com aqueles que não praticavam essas atividades.

Em suma, o artesanato beneficia o cérebro porque:

Representa um desafio mental e conduz à resolução de problemas.

Melhora as conexões sociais.

Aumenta a concentração.

Promove o desenvolvimento da coordenação, percepção espacial e habilidades motoras finas.

Serve para aprender e ensinar.

Concentra a atenção ou pensamentos em um único trabalho.

Incentiva a imaginação e a criatividade.

Protege a memória e reduz o risco de deficiência mental.

Facilita a aprendizagem e as técnicas de relaxamento, meditação e ritmo.

Serve como tratamento para a depressão ou o estresse.

Por tudo o acima mencionado, podemos concluir que com as atividades manuais simples podemos ativar o cérebro e fornecer-lhe mais proteção.

Ainda que a saúde do cérebro dependa de muitos outros fatores, a prática regular dessas tarefas pode ser benéfica a longo prazo.

O interessante é que agora há uma facilidade muito grande para aprendê-las e executá-las, e os materiais são baratos e recicláveis.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Caminhar modifica seu cérebro quando você sofre de depressão (Melhor com Saúde)


Você sabia que a prática de exercícios físicos moderados, mas constantes, pode ajudar a fazer você se sentir melhor se sofre de depressão? Basta caminhar meia hora por dia para aproveitar seus benefícios.

Quando você sofre de depressão, seu mundo tem um outro ritmo. Um cérebro que atravessa este processo experimenta um nível muito menor de atividade e há menos conexões neuronais.

Assim como nos explica um estudo realizado pela Universidade de Illinois (Estados Unidos), a amígdala, a estrutura que atua quase como um sentinela de nossas emoções, se caracteriza por funcionar em um nível muito mais baixo durante os estados depressivos.

Todas estas características têm uma finalidade muito concreta: obrigar-nos a nos centrar em nós mesmos. Tudo funciona na mínima capacidade para que esta introspecção nos permita analisar este mundo interior, compreendê-lo e resolvê-lo.

No entanto, conseguir fazer isso nunca é fácil. Uma depressão não se cura como quem acaba com uma gripe ou infecção. Para superar esta doença é preciso abordar o problema a partir de diversos enfoques.

Em primeiro lugar, se nosso médico assim decidir, seguiremos um tratamento farmacológico, complementando com uma terapia adequada.

Além disso, atualmente os neurologistas focam neste processo falando do que se conhece como neuroplasticidade neuronal.

Experimentar novos estímulos e novas sensações intensas e significativas pode “reativar” nossa conexão neuronal. Algo tão fácil quanto sair para caminhar todos os dias por um cenário natural pode ser muito terapêutico.

A seguir oferecemos todos os dados. Vale a pena levá-los em conta.

Se você sofre de depressão, não se esqueça: saia para caminhar

Scott Langenecker, psiquiatra da Universidade de Illinois, explica que um dos fatores que costumam desencadear uma depressão é o “pensamento ruminante”.

As pessoas passam por épocas em que ficam obcecadas com determinadas ideias negativas e fatalistas.

É como uma melodia incessante. A estes pensamentos negativos vamos acrescentando outros até que geramos um processo emocional tão fatalista que caímos em nosso próprio buraco negro.

Hoje muitos de nós vivemos em cidades. Além disso, nossa área de movimento é limitada.

A rotina, o fato de vivermos em espaços pequenos, ou inclusive o fato de nos relacionarmos sempre com as mesmas pessoas, pode intensificar mais ainda o “pensamento ruminante”.

Tanto é assim que a depressão é muito mais comum em contextos urbanos do que nas cidades menores em que as pessoas estão em contato com a natureza.

É importante ressaltar que não se trata de largar tudo e ir viver em uma montanha. Somente temos que buscar algumas horas para nós mesmos nas quais podemos, simplesmente, nos conectarmos com a natureza.

Se você sofre de depressão, saia para caminhar todos os dias em um parque, em um bosque, em uma praia. A alguma área verde onde exista uma área preparada para andar com facilidade.

O que vamos notar após alguns dias é o seguinte:

Nosso estado de ânimo muda

Quando fazemos exercícios – de fato, basta caminhar durante meia hora – nosso cérebro libera endorfinas.

As endorfinas interagem com os receptores no cérebro reduzindo a percepção da tristeza, da negatividade e inclusive a dor.

Conforme os neurologistas nos explicam, as endorfinas nos oferecem uma sensação de prazer, que muitos descrevem como “a euforia do corredor”.

É uma sensação positiva e energizante que rompe com o pensamento obsessivo e fatalista. Isso nos ajuda a relativizar muitas coisas.

Favorece a conectividade neuronal

Falamos antes sobre a desconexão neuronal associada à depressão. É interessante saber que o exercício físico moderado, mas constante, melhora o rendimento de nosso cérebro.

Algo tão maravilhoso pode ser conseguido de diversas formas.
Em primeiro lugar aparece algo chamado “neurogênese”, ou seja, são criadas novas células cerebrais.

O ritmo cardíaco se regula, o cérebro recebe mais oxigênio e, além disso, favorecemos a liberação de neuroquímicos mais prazerosos, mais positivos e motivantes.

Toda esta “química” interna cria novas células e favorece conexões neuronais mais fortes.

Estes benefícios não serão notados no primeiro dia nem no segundo.Precisamos ser constantes nestas rotinas diárias de exercícios.

Basta sair para caminhar todos os dias durante meia hora, sendo conscientes de que é “um instante somente para nós”.

Um momento de prazer.

Caminhar potencializa nossa criatividade

É possível que você se pergunte de que maneira a criatividade pode ajudá-lo quando você sofre de depressão. Acreditemos ou não, esta capacidade é incrivelmente poderosa para favorecer a melhoria, para ver um caminho mais positivo em nossa recuperação.

Caminhar relaxa. Cada passo que você dá e cada punhado de oxigênio que você recebe estimulam seu cérebro.

Nestes momentos de conexão com si mesmo e de bem-estar conseguimos relativizar muitas coisas. Além disso, pensamos em outras novas.

Todo pensamento novo e positivo é uma forma de ir rompendo as pequenas cadeias que nos aprisionam em nossa prisão depressiva.

É muito possível que, se hoje você sair para caminhar, tenha outra ideia. Esta criatividade não precisa estar relacionada a algo artístico. Falamos da criatividade pessoal que nos ajuda a sair de nossos abismos.

Superar uma depressão não é fácil. No entanto, um dia surge uma expectativa nova, um projeto, um desejo e, mais tarde, uma decisão que muda tudo.

Vale a pena colocar isso em prática. Se você sofre de depressão, saia para caminhar e permita que seu cérebro vá se curando pouco a pouco.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Em caso de dor, engane o cérebro


A ciência mostra que terapias alternativas são eficazes para bloquear o caminho da dor e combater seus efeitos

A cada três pessoas no mundo, uma sofre com dores crônicas, e 80% da população sente dor em algum momento da vida, segundo dados do XV Congresso Mundial da Dor. Em alguns casos, a dor se torna o problema e deixa de ser somente o sintoma de alguma doença. Com números tão impressionantes, cada vez mais se investiga como aliviar a dor de tantas pessoas. Surgem, assim, alternativas de tratamentos que visam evitar efeitos colaterais e deixar a vida do paciente mais saudável. Eletroestimulação, termoterapia e acupuntura são bons exemplos já utilizados par aliviar dores de diversas causas, como ginecológicas, musculares, reumáticas e fibromialgia.

No caso das dores ginecológicas, os números também impressionam. A cada dez mulheres que procuram um ginecologista, três se queixam de dores pélvicas crônicas. Elas podem ser cólicas menstruais ou estar ligadas a problemas como endometriose, vaginite, inflamação crônica, infecção urinária e constipação intestinal. "Dores extremas e que persistem por mais de seis meses geram incapacidade funcional e comprometem a qualidade de vida", diz o médico Paulo César Giraldo, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).

A boa notícia é que os métodos de combate a esse tipo de dor estão cada vez mais acessíveis e menos invasivos. A ciência já deu seu aval para a eficácia de métodos que ajudam a enganar o cérebro e bloquear os efeitos da dor. Um estudo premiado no XX Congresso Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, em 2015, comprovou, por exemplo, os benefícios da tecnologia de neuroestimulação (TENS) para o tratamento complementar da endometriose. "Os tratamentos fisioterápicos são eficazes, têm base científica e podem ser usados sozinhos ou em associação com o tratamento clássico", afirma Paulo Giraldo. Veja, ao lado, três formas de aliviar os efeitos da dor. 

Um alívio para a dor

Conheça três tratamentos terapêuticos e suas aplicações para dores ginecológicas

Neuroestimulação Elétrica Transcutânea (TENS)

Uma das alternativas mais eficazes para aliviar dores crônicas, a tecnologia TENS age por meio de pulsos elétricos que impedem o estímulo da dor de chegar ao cérebro. As ondas têm efeito analgésico e aumentam a liberação de neurotransmissores responsáveis pela redução das dores, diminuindo a sensibilidade do local mesmo após o uso. Desde os anos 1980, as clínicas de fisioterapia usam a eletroestimulação. A grande novidade é a chegada de um aparelho simples, portátil e autoaplicável. Ele minimiza cólicas menstruais e outras dores. "Dependendo da dor, a mulher não responde bem a medicamentos", diz a fisioterapeuta Ticiana Mira. "Com o TENS, ela passa a ter maior controle sobre o corpo."

Acupuntura

A técnica criada na China consiste na aplicação de finas agulhas em pontos estratégicos do corpo, que variam conforme o diagnóstico e o feito terapêutico desejado. Quando acionados pelas agulhas, esses pontos restabelecem o equilíbrio corporal. "As agulhas ajudam a estimular a produção de serotonina e endorfinas no sistema nervoso central, diminuindo a sensação de dor", afirma o médico Paulo Giraldo.

Termoterapia

A aplicação terapêutica de substâncias que estimulam o aumento ou a diminuição da temperatura gera alívio da dor. Envolve desde procedimentos simples, como o uso de bolsas térmicas e compressas de gelo, até os mais elaborados, como a radiação infravermelha. Os benefícios são gerados pelo aumento do fluxo sanguíneo e do metabolismo. Pode combater o desconforto gerado por cólicas.



(texto publicado na revista Veja edição 2482 - ano 49 - nº 24 - 15 de junho de 2016)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Um aliado chamado stress - Raquel Beer


Estudos de um dos mais respeitados neurocientistas do mundo mostram que é possível transformar esse incômodo estado em um agente motivador

"Não é o stress que nos mata, e sim a forma como reagimos a ele", escreveu há exatos sessenta anos o endocrinologista húngaro Hans Selye (1907-1982) em Stress - A Tensão da Vida. A máxima, hoje, pode provocar estranhamento, se levarmos em conta, por exemplo, que, segundo a American Psychological Association, o stress crônico está relacionado às seis maiores causas de morte nos Estados Unidos (doenças cardíacas, câncer, doenças pulmonares, acidentes, cirrose e suicídio). Ou ainda se consideramos que, no Brasil, 72% das pessoas ativas no mercado de trabalho sofrem sequelas desse mal, de acordo com um levantamento realizado em 2015 pela International Stress Management Association. Mas e se em vez de prestarmos atenção somente nas consequências danosas do estado de stress reagíssemos a ele de um modo diferente, procurando "aproveitá-lo", digamos assim, em nosso benefício? Seria isso possível?

Em The Stress Test (O Teste do Stress), livro publicado em junho na Europa e nos Estados Unidos e sem previsão de lançamento no Brasil, o neurocientista cognitivo irlandês Ian Robertson, fundador do Trinity College Institute of Neuroscience, diz que sim. E mostra o caminho das pedras, ou melhor, como caminhar sobre elas.

Desde os anos 1950, é consenso na comunidade científica que o stress prejudica a saúde. Em um estágio crônico, ele pode afetar o funcionamento do cérebro, suprimir a atividade da tireoide, diminuir a densidade óssea, aumentar a pressão sanguínea, enfraquecer a imunidade e causar desequilíbrio no nível de glicose no coração. Os estudos de Hans Selye, no entanto, identificaram dois tipos de stress: o "ruim" (distress), que tem efeito paralisador e depressivo, e o "bom" (eustress), que pode ser motivador e energizante. Décadas depois dos trabalhos do endocrinologista húngaro, já nos anos 1980, surgiram as primeiras evidências de que o cérebro não é um órgão imutável; ao contrário, ele se transforma a partir das experiências do indivíduo ao longo da vida. E, mais recentemente, estudos na área da epigenética confirmaram que o mesmo acontece com os genes: eles podem alterar sua atividade como forma de reação a estímulos externos (provocados pelo stress, por exemplo). Baseando-se nessas constatações científicas, Ian Robertson decidiu investigar se, controlando as emoções e pensamentos, qualquer um poderia transformar o vilão stress em um grande aliado.

Para avançar em sua tese, Robertson precisou estudar de maneira unificada o cérebro, classificado por ele como "hardware", e a mente, que corresponderia, em sua definição, ao "software". Segundo o neurocientista cognitivo - que trabalhou por anos como psicólogo -, foi justamente o foco "exclusivo" no software o responsável pelo "surto" de consumo de antidepressivos verificado nos últimos anos. "As pessoas recorrem a esses medicamentos quando não se sentem no controle de suas emoções e pensamentos", disse Robertson a VEJA. "É preciso entender que nós somos os pilotos dessa máquina incrível que é o cérebro e, com a prática, podemos aprender a controlá-la, assim como podemos fazer com as emoções."

A explicação científica sobre o porquê de o stress ser processado às vezes como algo positivo e em outras ocasiões como um fator negativo está na parte do cérebro que é ativada em uma situação de tensão - cada uma delas responde por certas funções. O lobo frontal, entre outras atividades, regula nossas ações. É ele que faz com que as pessoas ajam dentro de normas sociais, não importa o que estejam sentindo. O lado esquerdo é ligado à iniciativa, e seu principal neurotransmissor é a dopamina, o hormônio do bem-estar. Já o lado direito é relacionado à inibição de ações, e um dos seus principais hormônios é a noradrenalina, associada ao sistema de alerta. O que os pesquisadores constataram é que, quando o lado esquerdo do cérebro é ativado, o nível de cortisol, o chamado "hormônio do stress", é menor do que na situação contrária. De acordo com Robertson, existem técnicas capazes de ativar o lado esquerdo do cérebro mesmo em situações de alta pressão, o que faz com que o stress assuma, então, um caráter positivo.

Pode soar um tanto reducionista ver desse modo o funcionamento do cérebro e da mente, e os efeitos do stress sobre o ser humano. O próprio Robertson concorda que suas ideias não representam "toda" a explicação do problema, mas insiste que elas são uma parte fundamental da questão. "É claro que para escrever meu livro foi preciso simplificar as coisas, porém o papel dos lobos frontais em nossa reação ao stress e o fato de que há um menor índice de cortisol quando o lado esquerdo é ativado são pontos comprovados cientificamente." Mesmo que sejam apenas uma fração da resposta aos transtornos do stress, os estudos de Ian Robertson, sem dúvida, revelam alguns dos caminhos capazes de tornar verdadeira outra máxima, esta estabelecida pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) em O Crepúsculo dos Ídolos, de 1889: "O que não me mata me fortalece".




(texto publicado na revista Veja edição 2488 - ano 49 - nº 30 - 27 de julho de 2016)

Em caso de dor, engane o cérebro


A ciência mostra que terapias alternativas são eficazes para bloquear o caminho da dor e combater seus efeitos

A cada três pessoas no mundo, uma sofre com dores crônicas, e 80% da população sente dor em algum momento da vida, segundo dados do XV Congresso Mundial da Dor. Em alguns casos, a dor se torna o problema e deixa de ser somente o sintoma de alguma doença. Com números tão impressionantes, cada vez mais se investiga como aliviar a dor de tantas pessoas. Surgem, assim, alternativas de tratamentos que visam evitar efeitos colaterais e deixar a vida do paciente mais saudável. Eletroestimulação, termoterapia e acupuntura são bons exemplos já utilizados para aliviar dores de diversas causas, como ginecológicas, musculares, reumáticas e fibromialgia.

No caso das dores ginecológicas, os números também impressionam. A cada dez mulheres que procuram um ginecologista, três se queixam de dores pélvicas crônicas. Elas podem ser cólicas menstruais ou estar ligadas a problemas como endometriose, vaginite, inflamação crônica, infecção urinária e constipação intestinal. "Dores extremas e que persistem por mais de seis meses geram incapacidade funcional e comprometem a qualidade de vida", diz o médico Paulo César Giraldo, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).

A boa notícia é que os métodos de combate a esse tipo de dor estão cada vez mais acessíveis e menos invasivos. A ciência já deu seu aval para a eficácia de métodos que ajudam a enganar o cérebro e bloquear os efeitos da dor. Um estudo premiado no XX Congresso Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, em 2015, comprovou, por exemplo, os benefícios da tecnologia de neuroestimulação (TENS) para o tratamento complementar da endometriose. "Os  tratamentos fisioterápicos são eficazes, têm base científica e podem ser usados sozinhos ou em associação com o tratamento clássico", afirma Paulo Giraldo. Veja, abaixo, três formas de aliviar os efeitos da dor.

Um alívio para a dor

Conheça três tratamentos terapêuticos e suas aplicações para dores ginecológicas

Neuroestimulação Elétrica Transcutânea (TENS)

Um das alternativas mais eficazes para aliviar dores crônicas, a tecnologia TENS age por meio de pulsos elétricos que impedem o estímulo da dor de chegar ao cérebro. As ondas têm efeito analgésico e aumentam a liberação de neurotransmissores responsáveis pela redução das dores, diminuindo a sensibilidade do local mesmo após o uso. Desde os anos 1980, as clínicas de fisioterapia usam a eletroestimulação. A grande novidade é a chegada de um aparelho simples, portátil e autoaplicável. Ele minimiza cólicas menstruais e outras dores. "Dependendo da dor, a mulher não responde bem a medicamentos", diz a fisioterapeuta Ticiana Mira. "Com o TENS, ela passa a ter maior controle sobre o corpo."

Acupuntura

A técnica criada na China consiste na aplicação de finas agulhas em pontos estratégicos do corpo, que variam conforme o diagnóstico e o efeito terapêutico desejado. Quando acionados pelas agulhas, esses pontos restabelecem o equilíbrio corporal. "As agulhas ajudam a estimular a produção de serotonina e endorfinas no sistema nervoso central, diminuindo a sensação de dor", afirma o médico Paulo Giraldo.

Termoterapia

A aplicação terapêutica de substâncias que estimulam o aumento ou a diminuição da temperatura gera alívio da dor. Envolve desde procedimentos simples, como o uso de bolsas térmicas e compressas de gelo, até os mais elaborados, como a radiação infravermelha. Os benefícios são gerados pelo aumento do fluxo sanguíneo e do metabolismo. Pode combater o desconforto gerado por cólicas.




(texto publicado na revista Veja edição 2482 - ano 49 - nº 24 - 15 de junho de 2016)

sábado, 20 de agosto de 2016

5 coisas que acontecem com seu cérebro quando você dança! - Luiza Fletcher (O Segredo)


A dança é mais do que apenas uma atividade agradável para experimentar com os amigos ou seu parceiro; ela tem a incrível capacidade de melhorar a forma como o cérebro funciona. Vejamos cinco coisas excitantes que a dança pode fazer para o seu cérebro.

1.Vai melhorar a neuroplasticidade

Um estudo conduzido pelo Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, publicado no New England Journal of Medicine, foi realizado durante um período de 21 anos com idosos de 75 anos ou mais. Os pesquisadores mediram a acuidade mental no envelhecimento, monitorando as taxas de demência. O objetivo do estudo era descobrir se quaisquer atividades físicas ou cognitivas recreativas têm um efeito sobre a acuidade mental.

O estudo constatou que algumas atividades cognitivas influenciam a acuidade mental, mas quase nenhuma tinham tido qualquer efeito. A única exceção foi a dança frequente. Alguns resultados dos estudos foram:

Ler – 35% menor risco de demência

Ciclismo e natação – 0% menor risco de demência

Fazer palavras cruzadas, pelo menos quatro dias por semana – 47% do risco de demência reduzida

Jogar golfe – 0% menor risco de demência

Dança com frequência – 76% menor risco de demência

As pessoas que dançam regularmente têm maiores reservas cognitivas e um aumento da complexidade das sinapses neuronais, explicou o neurologista Dr. Robert Katzman. Dança reduziu o risco de demência, melhorando essas qualidades neurais. Ela pode fazer com que o cérebro religue continuamente seus caminhos neurais ajudando com neuroplasticidade.

2. Ela vai te deixar mais inteligente

O que se entende por inteligência? Se a nossa resposta a uma determinada situação é automática (a relação estímulo-resposta é automática), é geralmente aceito que a inteligência está envolvida. Quando o cérebro avalia várias respostas razoáveis ​​e deliberadamente escolhe uma, o processo é considerado como sendo inteligente. Jean Piaget afirmou que a inteligência é o que usamos quando ainda não sabemos o que fazer.

Para simplificar, a essência da inteligência é a tomada de decisões. Para melhorar a sua acuidade mental, é melhor envolver-se em uma atividade que exige a rápida tomada de decisão. A dança é um exemplo de uma atividade que exige a tomada de decisão rápida. Ela exige respostas instantâneas a perguntas como: De que maneira girar? Que velocidade mover o corpo? Como reagir aos movimentos do seu parceiro?

A dança é uma excelente maneira de manter e melhorar a sua inteligência.

3. Vai melhorar a sua memória muscular

O artigo The Cognitive Benefits of Movement Reduction: Evidence From Dance Marking afirma que os bailarinos podem alcançar movimentos complexos com mais facilidade quando se submetem ao processo de “marcação” – executar movimentos lentamente e codificar cada movimento com um taco.

O pesquisador Edward Warburton, ex-bailarino profissional, e seus colegas analisaram os “pensamento por trás da obra de dança.” Eles publicaram suas descobertas na revista Psychological Science. Descobriram que a marcação diminuiu o conflito entre os aspectos cognitivos e físicos da dança, dando aos bailarinos a oportunidade de memorizar e repetir movimentos com maior fluidez.

Concluiu-se que a visualização de movimentos e marcação pode ajudar a melhorar a memória muscular. Este tipo de visualização e marcação, aprendidos através da dança, também podem ser usado em uma variedade de campos para otimizar o desempenho.

4. Ela vai retardar o envelhecimento e melhorar a memória

Dr. Katzman acredita que quanto mais complexas nossas sinapses neuronais forem, melhor. Ele acredita que você deve fazer o que pode para criar novos caminhos neurais, e a dança é uma ótima maneira de fazer isso.

Conforme você envelhece, as células cerebrais morrem e sinapses tornam-se mais fracas. Substantivos, como nomes de pessoas, são mais difíceis de lembrar, porque só há um caminho neural que nos leva a esta informação armazenada.

Se você trabalha em aprender coisas novas, como a dança, pode trabalhar também na construção de diferentes rotas mentais e muitos caminhos. Portanto, se um caminho é perdido como resultado da idade, você tem um caminho alternativo pode usar para acessar informações e memórias armazenadas.

5. Ele vai ajudar a prevenir tonturas

Alguma vez você já se perguntou por quê bailarinos não ficam tontos quando fazem piruetas? A pesquisa sugere que, através de anos de prática e formação, dançarinos ganham a capacidade de suprimir os sinais dos órgãos de equilíbrio no ouvido interno que estão ligadas ao cerebelo.

Dr. Barry Seemungal, do Department of Medicine at Imperial explica que “Não é útil para um bailarino sentir tonturas ou fora de equilíbrio. Seus cérebros se adaptam ao longo de anos de treinamento para suprimir essa entrada. Consequentemente, o sinal enviado para as áreas do cérebro responsáveis ​​pela percepção de tontura no córtex cerebral é reduzido, tornando dançarinos resistentes à tontura.”

Se você sofre de tonturas, tirar tempo para qualquer forma de dança é uma boa maneira de resolver este problema. Dança vai ajudar a melhorar a função do seu cerebelo, que por sua vez pode ajudá-lo a melhorar o seu equilíbrio e torná-lo menos tonto. Você não precisa ser um dançarino profissional para se beneficiar desta modalidade. Dança ajudará em todos os níveis.

Conclusão

A dança pode ser uma ótima maneira de manter e melhorar muitas das suas funções cerebrais. Pode aumentar sua conectividade neural, pois integra várias funções cerebrais ao mesmo tempo; racional, musical, cinestésica, e emocional. Este aumento da conectividade neural pode ser de grande benefício para o seu cérebro à medida que envelhece. Então, dance agora e muitas vezes!

sábado, 14 de maio de 2016

Amplie sua capacidade mental - Bruna Yuri Ouchi


Existem atividades simples do dia a dia, capazes de deixar o cérebro afiado. Descubra o que é melhor para você e exercite a mente

O nosso cérebro está em constante atividade, afinal são cerca de 86 bilhões de neurônios, capazes de formar até 100 trilhões de sinapses (conexões). E assim como o nosso corpo, a mente precisa ser exercitada para ampliar a sua capacidade. Por isso, alguns hábitos simples podem ser adquiridos, porque além de afiarem o cérebro, são capazes de combater doenças como a depressão.

Conversamos com a Dra. Cleide Lopes, neuropsicóloga do Centro de Longevidade do Hospital 9 de Julho, de São Paulo (SP), e com Dr. Maurício Menezes Vilela, neurologista de São Vicente (SP), para entender melhor o funcionamento do cérebro ao praticar essas atividades indispensáveis para a mente.

Pratique

A prática de atividades que exercitam o cérebro é de extrema importância. De acordo com Dra. Cleide, o sistema nervoso, que tem como estrutura básica o neurônio, apresenta alta capacidade de adaptação e reorganização. "Os neurônios comunicam-se através das conexões, recebendo ou transmitindo informações e estímulos. O desuso das conexões pode causar a sua atrofia e, consequentemente a perda da função cerebral", afirma a neuropsicóloga. Portanto, quanto mais utilizadas as conexões entre os neurônios, melhor será a manutenção, o desenvolvimento e o funcionamento cerebral.

Atividades como as que são feitas no trabalho não são consideradas como exercícios para melhorar a capacitação mental. Para o Dr. Maurício, esse tipo de rotina é monótona e não traz nenhuma inovação. "O cérebro se exercita ao fazer coisas novas, ao aprender coisas novas. Repetir a mesma função diariamente equivale a alguém tentar desenvolver músculos levantando um peso de 1 quilo todos os dias".

É importante lembrar que não se deve forçar a pessoa a fazer os exercícios caso ela não tenha afinidade com eles. É preciso que as atividades sejam feitas de acordo com a capacidade individual, intelectual e física de cada um e, se possível, com o aumento gradual da dificuldade. "De nada adiantará a leitura de um texto de alta complexidade para uma pessoa com escolaridade não compatível. O mesmo acontecerá em se tratando de exercícios físicos, se a atual condição física da pessoa não permitir a sua execução", alerta a neuropsicóloga.

A maior parte dos esquecimentos ocorre por falta de uso das conexões entre os neurônios. Por isso, a leitura estimula várias áreas cerebrais, por meio das conexões. A leitura de um texto, por exemplo, envolve as áreas cerebrais responsáveis pela linguagem, a memória verbal e visual, e até mesmo a memória motora.

O aprendizado de um novo idioma, assim como a leitura de um livro, contribui inclusive para a formação de novas memórias. "Uma das atividades que se mostraram um grande estímulo à criação de novas sinapses cerebrais é o aprendizado de línguas. Tanto que quem aprende uma nova língua tem mais facilidade em aprender outra. Exercícios como palavras cruzadas, sudoku, enigmas e o popular jogo da memória também ajudam a melhorar a capacidade mental", afirma Dr. Maurício.

Combatendo doenças

Além de exercitar o cérebro, as atividades também ajudam a combater doenças como a depressão. "Qualquer atividade mental ou física preferida pela pessoa pode auxiliar na depressão. Durante a atividade prazerosa, há produção de hormônios que favorecem o bem-estar e podem contribuir para a melhora do quadro clínico", afirma a neuropsicóloga. "A depressão afeta a cognição, muitas vezes simulando até quadros de demência, como a doença de Alzheimer. Essas atividades são benéficas, mas o tratamento específico da depressão é necessário para uma melhora completa", complementa Dr. Maurício.

Treine a mente

Algumas atividades simples podem ser incluídas no dia a dia, mas de acordo com a Dra. Cleide elas devem ser feitas com o máximo de atenção possível, para favorecer a concentração e estimular a formação de novas memórias.

1) TRABALHOS MANUAIS ou até mesmo a escrita cursiva pode auxiliar no bom funcionamento cerebral, já que ativam várias áreas do cérebro durante a execução.

2) USE MENOR A CALCULADORA, fazendo as contas e o cálculo do troco mentalmente.

3) MANTENHA A CASA E OS ARMÁRIOS ORGANIZADOS, para não ficar ansioso quando necessitar procurar alguma coisa.

4) ORGANIZE OS AFAZERES DIÁRIOS e reserve um tempo para o seu descanso/deleite.

5) ESTABELEÇA UMA ROTINA REGULAR DE SONO, já que isso proporciona bom humor, clareza mental e diminuição do estresse.


(texto publicado na revista Ponto de Encontro nº 61 - abr/mai de 2016)

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O maravilhoso cérebro emocional das pessoas com alta sensibilidade (PAS) (A mente é maravilhosa)


Às vezes não é fácil. Em muitas situações é difícil se encaixar em um mundo com tantos altos e baixos, muito barulhento, egoísta e desonesto. Os sentidos das pessoas com alta sensibilidade, ou pessoas altamente sensíveis, (PAS) são tão vulneráveis ​​quanto privilegiados. Elas podem sentir o que os outros não sentem, e o fazem com tanta intensidade que o mundo é mostrado a eles com uma série de realidades que escapam aos outros.

O que realmente faz uma pessoa com alta sensibilidade ser dessa forma? Isso é genético? Por que elas sofrem mais do que os outros? Por que o amor é ao mesmo tempo tão intenso e tão doloroso em seus relacionamentos? Por que desfrutam da solidão e, ao mesmo tempo, se sentem profundamente sós, desde crianças?

Em 2014 foi publicado um estudo interessante realizado na Universidade de Stony Brook (Nova York),cujo objetivo foi explicar as características do cérebro de uma pessoa com alta sensibilidade (PAS) e como ele poderia se diferenciar do das pessoas que não são, ou pelo menos não têm uma abertura emocional tão clara.

Os resultados do trabalho realizado por seis pesquisadores foram publicados na revista “Brain and Behavior”. Trazemos aqui algumas informações. Temos certeza de que você irá se surpreender.

O cérebro emocional das pessoas com alta sensibilidade (PAS)

Estima-se que cerca de 20% da população possui as características básicas que definem uma alta sensibilidade. É comum que elas passem grande parte de suas vidas sem saber que pertencem a esse pequeno grupo de privilegiados e que, de alguma forma, têm que viver usando “óculos invisíveis” que os fazem ver o mundo de uma maneira diferente e com um coração mais aberto e vulnerável.

Estudos realizados na Universidade de Stony Brook revelaram que as pessoas com alta sensibilidade têm um cérebro emocional dotado de grande empatia. São cérebros totalmente orientados à “sociabilidade” e à união com os demais.

O que isto significa? O que os pesquisadores concluíram foi, basicamente, que os processos cerebrais dessas pessoas mostram um excesso de excitação nas áreas neurais relacionadas às emoções e à interação: elas são capazes de decifrar e intuir os sentimentos daqueles que estão à sua frente masm por sua vez, enfrentam um problema muito básico.

O resto do mundo não tem a mesma empatia, portanto, há um nítido desequilíbrio em relação à essa sensibilidade e a sensibilidade daqueles ao redor, e elas se veem como diferentes.

Para chegar a estas conclusões foram realizados diferentes testes, como exames de ressonância magnética que permitiram estudar os processos cerebrais das pessoas diagnosticadas como PAS e de outras não diagnosticadas. Para fazer isso, elas foram expostas a diferentes estímulos para verificar a atividade bioquímica e as diferentes estruturas que compõem a atividade cerebral.

Os resultados foram muito visíveis em dois aspectos:

Os neurônios espelho

Tenho certeza de que você já ouviu falar de neurônios espelho. Eles cumprem uma função social, sendo encontrados principalmente em seres humanos e primatas. Localizado no córtex frontal inferior do cérebro, perto da área da linguagem, eles estão relacionados, principalmente, à empatia e a nossa capacidade de capturar, processar e interpretar as emoções dos outros.

Em pessoas com alta sensibilidade, a atividade dos neurônios-espelho é contínua e muito notável, desde a infância.

Lobo da ínsula

A ínsula é uma estrutura pequena e alojada profundamente em nosso cérebro. É encontrada no córtex insular que, por sua vez, está relacionada com o sistema límbico, a estrutura base das nossas emoções que nos dá uma visão mais subjetiva e íntima da realidade.

Na verdade, os cientistas deste estudo chamam a ínsula de “sede da consciência”, que reúne grande parte dos nossos pensamentos, intuições, sentimentos e percepções de tudo o que experimentamos a cada momento. E não surpreende saber que, em pessoas com alta sensibilidade, essa estrutura “mágica” tem uma grande atividade em comparação com aquelas não caracterizadas com a alta sensibilidade.

O estudo também conclui que, além de serem mais sensíveis aos estímulos visuais associados a rostos e emoções humanas, elas também têm um limite mais baixo a muitos estímulos físicos, tais como luzes brilhantes ou sons altos, mesmo ativando as estruturas cerebrais relacionadas à dor. Algo curioso, sem dúvida.

As pessoas com alta sensibilidade têm um traço, uma maneira de sentir e compreender o mundo através de um sistema neurossensorial mais fino, nítido. E não é o que eles têm, é o que são. Por isso devem aprender a viver com o coração e com este dom maravilhoso, porque o sofrimento não é uma obrigação, mas uma opção que não vale a pena escolher.

domingo, 20 de março de 2016

Ciência explica por que reclamar altera negativamente o cérebro (Psicologias do Brasil)


Ouvir alguém reclamar, mesmo que seja você mesmo, nunca fez bem. Algumas pessoas dizem que reclamar pode agir como uma catarse, uma maneira de descarregar emoções e experiências negativas. Mas olhar com mais atenção ao que o ato de reclamar realmente faz para o cérebro nos dá motivos reais para lutar por um estado de espírito mais positivo e eliminar o mimimi de nossas vidas.

O cérebro é um órgão complexo que, de alguma forma, funciona em conjunto com a consciência para criar a personalidade de um ser humano, sempre aprendendo, sempre recriando e se regenerando. É ao mesmo tempo o produto da realidade e o criador da realidade, e a ciência está finalmente começando a entender como o cérebro cria a realidade.

Autor, cientista da computação e filósofo, Steven Parton examinou como as emoções negativas na forma de reclamações, tanto expressas por você mesmo ou vindas de outros, afetam o cérebro e o corpo, nos ajudando a entender por que algumas pessoas parecem não conseguir sair de um estado negativo.

Sua teoria sugere que a negatividade e a reclamação realmente alteram fisicamente a estrutura e função da mente e do corpo.

“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”, diz Donald Hebb, que é uma maneira concisa de compreender a essência da neuroplasticidade, a ciência de como o cérebro constrói suas conexões com base em tudo a que é repetidamente exposto. Negatividade e reclamações irão reproduzir mais do mesmo, como essa teoria destaca.

Donald Hebb explica ainda:

O princípio é simples: em todo o seu cérebro há uma coleção de sinapses (responsáveis por transmitir as informações de uma célula para outra) separadas por espaços vazios chamados de fenda sináptica. Sempre que você tem um pensamento, uma sinapse dispara uma reação química através da fenda para outra sinapse, construindo assim uma ponte por onde um sinal elétrico pode atravessar, carregando a informação relevante do seu pensamento durante a descarga.

… toda vez que essa descarga elétrica é acionada, as sinapses se aproximam mais, a fim de diminuir a distância que a descarga elétrica precisa percorrer (…). O cérebro irá refazer seus próprios circuitos, alterando-se fisicamente para facilitar que as sinapses adequadas compartilhem a reação química e tornando mais fácil para o pensamento se propagar.“

Além disso, a compreensão desse processo inclui a ideia de que as ligações elétricas mais utilizadas pelo cérebro se tornarão mais curtas, portanto, escolhidas mais frequentemente pelo cérebro. Isso explica como a personalidade é alterada.

No entanto, como seres conscientes, temos o poder de modificar esse processo, simplesmente ao nos tornarmos conscientes de como o jogo universal da dualidade atua no momento em que surgem os pensamentos. Nós temos o poder de escolher criar pensamentos conscientes de amor e harmonia, garantindo, assim, que o cérebro e a personalidade sejam positivamente alterados.

A empatia e o efeito em grupo
Vamos além do efeito que a reclamação tem sobre o próprio indivíduo. Essa linha de raciocínio científico se estende até a dinâmica entre duas pessoas, explicando cientificamente como a reclamação joga outras pessoas para baixo.

Assim, quando alguém derrama um caminhão de fofocas, de negatividade e drama em cima de você, você pode ter certeza que está sendo afetado bioquimicamente, diminuindo as suas chances ser feliz. A exposição a esse tipo de explosão emocional realmente provoca estresse. E já sabemos que o estresse mata. Portanto, reclamação e negatividade podem contribuir seriamente para a sua morte precoce.

Parton refere-se a essa perspectiva como “a ciência da felicidade”, e este comportamento de reclamação contínua oferece um estudo propício para a ligação entre o poder do pensamento e a capacidade de controle que uma pessoa pode ter sobre a criação de sua realidade tridimensional.

“… Se você está sempre reclamando e menospreza o seu próprio poder sobre a realidade, você não pensa que tem o poder de mudar. E assim, você nunca vai mudar. “


Artigo extraído do site Terapeutas Quânticos e Holísticos , adaptado por WaysUP.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

9 hábitos que matam os neurônios e afetam a saúde cerebral (Melhor com Saúde)


Para evitar a deterioração cognitiva, é muito importante estimular nosso cérebro diariamente, seja lendo ou praticando algum tipo de jogo mental que nos ajude a exercitá-lo.

Os transtornos que afetam a saúde cerebral costumam se originar em fatores hereditários, na idade, ou em algum tipo de lesão; no entanto, foi demonstrado que há determinados hábitos que também podem estar relacionados, pois matam os neurônios e diminuem a sua atividade.

A saúde cognitiva vai diminuindo conforme passam os anos, o que faz com que, em idades mais avançadas, ocorra uma perda de memória e outras dificuldades para realizar tarefas comuns, que antes eram muito simples.

No entanto, há quem apresente este tipo de problema quando é mais jovem, devido à deterioração que sofrem pela prática constante de atividades que comprometem a função cerebral.

Embora em quase todos os casos os efeitos não ocorram de imediato, todos deveriam ser conscientes de que, a longo prazo, estes hábitos geram danos que são irreversíveis.

Destacando a importância de manter uma função neuronal adequada para conservar a boa saúde cerebral, a seguir iremos compartilhar estes nove costumes pouco saudáveis que a afetam.

As situações estressantes

Uma pessoa que passa constantemente por situações de estresse costuma ter mais dificuldade para se concentrar e usar as suas habilidades cognitivas ao máximo.

Isso se deve ao fato de que a resposta do organismo mata os neurônios e, em alguns casos, impede que novos neurônios se formem no hipocampo.

Não tomar um bom café da manhã

O café da manhã não apenas desempenha um papel fundamental no metabolismo e no peso corporal, mas também é necessário para ativar o cérebro na primeira hora da manhã.

A falta de proteínas, vitaminas e nutrientes no café da manhã causa degeneração cerebral, o que mais tarde pode levar à morte de neurônios pela sobrecarga que ocorre durante as atividades do dia a dia.

Dormir pouco

Uma das consequências mais graves de não dormir o suficiente tem a ver com o dano cognitivo.

A falta de novo causa perda das células cerebrais e produz efeitos negativos a curto, médio e longo prazo.

Por exemplo, depois de uma noite com poucas horas de sono é mais difícil se concentrar e desempenhar todas as tarefas que precisam do pensamento para serem realizadas.

No futuro, pode ocorrer uma deterioração ainda maior, e podem aparecer transtornos degenerativos como a demência.

Não praticar atividade física

O sedentarismo é outro dos maus costumes que causam problemas na saúde cerebral. A inatividade do corpo diminui a liberação de várias substâncias químicas importantes, e posteriormente se traduz na perda de habilidades.

Por outro lado, foi demonstrado que fazer exercícios pode alterar a estrutura e o funcionamento do cérebro, o que influencia a sua saúde.

Ambientes contaminados

Os ambientes com altos índices de contaminação afetam aqueles que estão expostos de forma direta a ela.

O cérebro é o órgão que mais consome oxigênio, e este tipo de ambiente limita o fornecimento que ele requer.

Fumar

As substâncias tóxicas presentes no tabaco não apenas têm um impacto negativo a nível pulmonar, mas também atacam de forma significativa as funções cognitivas.

Tanto consumidores diretos quanto fumantes passivos correm riscos altos de sofrer de perda de memória e Alzheimer ao chegarem à terceira idade.

Comer em excesso

Ingerir alimentos em quantidades exageradas provoca a redução da circulação e limita o transporte de oxigênio do corpo até o cérebro.

Se somarmos a isso o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas, devemos saber que elas aumentam os níveis de colesterol e causam inflamação nos principais tecidos do corpo.

Não cuidar das porções altera a função nervosa e diminui a capacidade de memorizar de forma imediata.

Forçar a atividade cerebral quando estamos doentes

A maior parte das condições de saúde causam algum tipo de fraqueza a nível corporal, incluindo a capacidade de cumprir as funções cerebrais.

Trabalhar, estudar ou fazer alguma atividade cognitiva quando estamos doentes é muito prejudicial para os seres humanos. Este hábito reduz a eficácia do cérebro e acaba com os neurônios responsáveis por muitas de suas habilidades.

Falta de estímulos

Existem muitas atividades que estimulam cada uma das funções cerebrais para mantê-las em perfeito estado independentemente do tempo que passar.

Ler um livro, praticar jogos mentais ou qualquer outra coisa que envolva pensar é uma forma de exercitar o cérebro para que ele não desenvolva doenças graves.

Ao buscar uma solução para estas práticas negativas podemos obter um impacto positivo neste aspecto da saúde cerebral.

De forma adicional, é bom manter uma alimentação saudável e praticar rotinas saudáveis que atuam a favor das atividades cognitivas. Não se esqueça disso!