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terça-feira, 11 de outubro de 2016

A missão da KMA


A Korin Meio Ambiente (KMA) é uma empresa especializada no gerenciamento de resíduos orgânicos. Tem como objetivos preservar e recuperar o meio ambiente, promovendo ações capazes de minimizar impactos negativos através de tecnologias que respeitam a Natureza.

A KMA foi criada para dar continuidade às atividades do setor de Saneamento e Meio Ambiente do Centro de Pesquisa da Fundação Mokiti Okada relacionadas a resíduos sólidos, sua reciclagem e destinação, e tem, no respeito às leis da Natureza, a base de sua atuação, considerando esse respeito como o caminho imprescindível para assegurar o equilíbrio em todo o ecossistema. "Sempre tendo como coluna mestra de nosso trabalho a filosofia de Mokiti Okada, procuramos encontrar a melhor solução para cada situação", afirma José Luiz Choiti Tomita, gerente geral da empresa.

Com o acúmulo de experiências que se transformaram em aprimoramento contínuo, aliadas a pesquisas tecnológicas diversificadas, a KMA vem-se aperfeiçoando por meio de processos biotecnológicos naturais. Hoje, encontra-se munida de soluções eficazes para encarar, de forma segura e precisa, os desafios referentes à preservação e à recuperação do meio ambiente, atuando, principalmente, na adequação de sistemas no tratamento de resíduos orgânicos líquidos e sólidos para minimizar seus impactos nocivos.

A KMA desenvolveu técnicas que evitam o desperdício de recursos naturais ao reutilizá-los na prática da agricultura e jardinagem e diminuem o volume de material orgânico que seria destinado aos lixões ou aterros sanitários. Através de tecnologias inovadoras, estes resíduos são transformados por micro-organismos benéficos de forma fermentativa em um composto rico em nutrientes, recebendo outro destino, ao invés de se tornarem agentes poluentes.

Ao empregar a microbiologia para adequar, transformar e reutilizar resíduos provenientes de diversas atividades humanas, visando à minimização dos impactos ambientais, a KMA é hoje reconhecida como empresa especialista em saúde pública, saneamento básico e gestão de resíduos urbanos.

Através da biotecnologia, com a utilização de micro-organismos naturais, a Korin Meio Ambiente vem demonstrando que é possível eliminar os resíduos sem agredir a saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente.

Para saber mais sobre os produtos e serviços da KMA, acesse www.kmambiente.com.br ou envie um e-mail para gerencia@kmambiente. com.br.




(texto publicado na revista Izunome nº 91 - setembro de 2015)

domingo, 2 de outubro de 2016

Na onda do consumo compartilhado - Simone Serpa


Algo que já não serve para um pode ser útil para outro. Com esses itens é possível fazer ótimos negócios, que não envolvem dinheiro, mas são lucrativos para a sociedade e a natureza

O empresário paulista Luis Gustavo Marques da Silva nem pensou no valor monetário dos objetos quando rocou um som automotivo por um carrinho de controle remoto para o filho. Ou quando deu um DVD em prol de um kart elétrico. Na linha do desapego, da troca e do compartilhar, o que conta é quanto determinado objeto vai ter de utilidade para cada um. "Valores são relativos; a questão é abrir espaço para o novo. Me desfaço de algo que não uso e recebo algo que usarei", diz Luis. Tudo começou há um ano, depois de uma arrumação em que ele se deparou com coisas que só atravancavam a casa e já não tinham interesse para a família. "Fui buscar sites de troca e encontrei o Toma Lá, Dá-Cá! (tomaladaca.com.br)", conta. "Tenho vários itens anunciados, aguardando boas oportunidades." Luis já aprendeu que nem sempre as propostas são vantajosas. Quando ele vê benefício, aí as negociações evoluem: os envolvidos mandam fotos dos itens, falam por telefone para saber detalhes e, se tudo estiver certo, marcam o encontro para efetivar o escambo.

A prática do passar para a frente em vez de simplesmente descartar aquilo que não se deseja mais embute a preocupação de esgotar a vida útil de um bem - evitando o consumo inflacionado e a geração de lixo. Conceito altamente contemporâneo, uma vez que a população mundial não para de crescer - até 2020 estima-se que só na China nasçam aproximadamente 100 milhões de pessoas - e as fontes de energia são esgotáveis. "O mundo não se sustenta com os níveis de consumo atual. Portanto, é urgente fazer opções mais conscientes", diz Dalberto Adulis, gerente de metodologias e conteúdos do Instituto Akatu, organização não governamental que trabalha com a sociedade, no sentido de orientar justamente essas escolhas.

O importante é fazer as coisas rodarem de mão em mão

O presidente do Instituto Mobilidade Verde, Lincoln Paiva, destaca que esse caminho do compartilhamento vem sendo trabalhado aos poucos. "Ao longo dos anos, aprendi a fazer isso por meio de nossos projetos", diz. Um exemplo é o Bibliotaxi, que, como o nome já sugere, é uma biblioteca dentro dos táxis, criada por Lincoln, apadrinhada pelo jornalista Gilberto Dimenstein e atualmente administrado pela empresa Easy Taxi (bibliotaxi.wordpress.com). Funciona assim: o taxista recebe um kit com um bolsão e alguns livros. O passageiro que entra no táxi e gosta de algum título pode pegar e levar consigo. Simples assim. Quando acaba de ler a pessoa deposita o livro na bolsa de outro táxi. Se quiser, também pode ficar com o livro ou doar novos títulos. Mas sem obrigações. A ideia é fazer o livro - e, consequentemente, a leitura - atingir o maior número de pessoas possível. Wagner Caetano, taxista em São Paulo, é um dos que aderiu ao Bibliotaxi. "No trânsito pesado de São Paulo, as pessoas gostam da surpresa e são receptivas", afirma. Segundo Tallis Gomes, idealizador e co-CEO do aplicativo Easy Táxi, os 120 mil taxistas cadastrados em mais de 27 países têm possibilidade de aderir ao programa. 

Livros, aliás, estão entre os artigos mais populares quando o assunto é escambo. Manter os volumes em casa é considerado por muitos amantes da leitura inconveniente, oneroso e trabalhoso, pelo espaço que ocupam. O melhor é ler o máximo, gastando o mínimo. A baiana Rosana Bernas, pedagoga, está nessa desde 2009, quando descobriu o Skoob-books escrito de trás para a frente - um endereço virtual para trocar livros, ideia do carioca Lindenberg Moreira (skook.com.br). O processo é fácil: o usuário se cadastra, informa os títulos que disponibiliza e os que gostaria de ter. "Cada pessoa tem uma estante virtual. Uma consulta a estante da outra e, se encontrar algo que interesse, combina a permuta", explica Rosana. Pode acontecer de um enviar o livro pelo correio e o outro não. Nesse caso, o site não se responsabiliza pela possível fraude, mas, em compensação, a fama do fraudador se espalha. Quem não cumpre o combinado perde a credibilidade e, pelo jeito, basta. Em cinco anos de existência, o Skoob já registra 1,405 milhão de usuários, pouco mais de 50% da Região Sudeste.

Vale a máxima: menos é mais

Lincoln Paiva defende o hábito de dar uma coisa por outra como um exercício de desprendimento e para lembrar que devemos nos apegar às pessoas e não aos objetos. "Não sou contra o consumo. Sou avesso ao consumo imbecilizado", distingue. O filósofo Jelson Oliveira, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), partilha da mesma opinião. Inclusive, está lançando o livro Elogio da Simplicidade (ed. PUCPress). Entendendo-se por simplicidade não a falta ou a precariedade, mas a essencialidade. "Essa é a virtude mais urgente de nosso tempo, em que predominam o excesso, a pressa, a cortesia, o consumismo e muitas outras formas de fuga de si mesmo", diz Jelson

Não só as pessoas mas também as empresas precisam repensar suas práticas sociais, produtivas e econômicas. Algumas já estão buscando formas de se antecipar ao que vem por aí, introduzindo modelos de negócio bem diferentes dos convencionais. Dalberto cita o exemplo da Mercedes Benz, montadora que, na Alemanha, passou a alugar veículos em vez de apenas vendê-los, comportamento que se dissemina na Europa. Outro compartilhamento valioso é o de espaços urbanos. No momento em que cedem lugar para bicicletas, ruas de pedestres ou mesmo pequenos cantos de convivência, as cidades tornam-se mais amigáveis e, portanto, mais utilizadas e seguras.

Intercâmbio de casas e cultura

A jornalista mineira Renata Monti, radicada no Rio de Janeiro, aderiu à troca de casas (usou o homeforexchange.com) como forma econômica de viajar nas férias. Ela experimentou o intercâmbio de apartamentos com um francês, morador do bairro de Marais, em Paris, e ficou nada menos do que 23 dias hospedada na casa dele. Sem gastar nada. Em retorno, ele ficou na casa dela. "Diferentemente do hotel, o intercâmbio de casas promove uma vivência cultural. Por exemplo: enquanto eu e meu marido dávamos dicas de coisas legais e não tão turísticas para o francês, ele nos escreveu quase diariamente mandando ideias de onde ir, o que fazer." Depois da busca e do primeiro contato via site, ela marcou bate-papos pelo Skype com o médico francês para alinhas expectativas. Ambos enviaram informações sobre o perfil de cada um, se fumavam, se tinham animal de estimação, se estavam dispostas a deixar o carro livre etc. "Mesmo assim fiquei nervosa ao sair de casa. A ideia de que a pessoa pode estragar tudo é apavorante. No entanto, quando cheguei na casa dele, vi que ele havia deixado coisas de valor à mostra e não teria por que fazer algo errado com a minha casa. "Aí foi só aproveitar a viagem. E tudo com uma economia estimada em 5 mil reais!



(texto publicado na revista Bons Fluídos edição 187 - outubro de 2014)

domingo, 19 de junho de 2016

Sempre cabe mais um - Eduardo Sklarz

Mais gente, mais carros, mais poluição. As megacidades podem tornar a sua vida um inferno. Mas também podem salvar o mundo.

O despertador se encarrega de tirar você da cama, mas talvez nem precisasse: uma sinfonia de motores, buzinas, obras e vizinhos barulhentos deixa claro que é hora de acordar. Você sai para a rua e a coisa só piora - a calçada, o ônibus, o trânsito, o elevador, o banco, o supermercado, o restaurante, o cinema, a balada... todos os lugares parecem transbordar de gente. Bem-vindo à grande guerra do século 21: a luta por espaço nas grandes cidades. Pela primeira vez na história, mais de 50% da humanidade está vivendo em cidades. Mas será que cabe ainda mais gente? Estamos caminhando para um cenário ainda mais calíptico, em que tudo vai virar um grande caos? Porque há tanta gente nas cidades? E qual é a saída (se é que existe) para a superlotação urbana?

De onde vem tanta gente?

Para descobrir, o primeiro passo é entender a superpopulação. E aí vem a primeira surpresa: ela não tem a ver, necessariamente, com a concentração de pessoas. "Uma cidade é superpovoada quando não consegue prover recursos parra todos que vivem nela, e não oferece habitação ou empregos suficientes, por exemplo", diz o especialista americano Carl Haub, do instituto Population Reference Bureau. Faz sentido. Por exemplo: Nova York tem 4 vezes mais gente por km2 do que Johanesburgo (9.500 pessoas por km2, contra 1.900 da metrópole africana). Só que o PIB per capita de Nova York é um dos mais altos do mundo: US$ 56 mil por habitante, mais que o dobro do de Johanesburgo. E, numa pesquisa sobre qualidade de vida feita pela empresa americana Mercer, Nova York ficou em 48º lugar - bem à frente de Johanesburgo, em 90º (São Paulo está em 114º, logo à frente do Rio de Janeiro). Conclusão? A superpopulação urbana não é causada apenas pelo acúmulo de gente. Há outro fator: o baixo desenvolvimento econômico.

Segundo dados da ONU, hoje a migração de áreas rurais responde por apenas 25% do crescimento das cidades. A maioria das pessoas que vai para uma metrópole já morava em áreas urbanas - nas quais, devido ao subdesenvolvimento econômico, não encontrava boas oportunidades de vida. É o caso dos bolivianos que vendem frutas em Buenos Aires, ou dos filipinos que tentam a vida em Tel-Aviv. Em Lagos, na Nigéria, foi o boom do petróleo que fomentou a explosão demográfica. E a indiana Hyderabad atrai 200 mil pessoas por ano com suas empresas de alta tecnologia - tanto que já é conhecida como "Cyberabad". Os novos habitantes das metrópoles não são gente caipira. Muito pelo contrário.

Outra coisa: as altas taxas de natalidade, e não a migração, são as principais responsáveis pelo crescimento urbano. Esse fator é responsável por 50% da expansão dos centros urbanos, principalmente em países pobres. No primeiro mundo, as taxas de mortalidade foram caindo lentamente, durante séculos, e as famílias tiveram tempo de se ajustar a isso (passando a ter menos filhos). É por isso que cidades onde a pressão imigratória é grande, mas a natalidade é baixa, crescem devagar. Nova York e Londres são cidades apinhadas de gente, mas sua população aumenta menos de 0,5% por ano. Já nas cidades do terceiro mundo, a história é bem diferente.

"Houve uma queda brusca na taxa de mortalidade após 1950, mas a sociedade não se adaptou a ela. As pessoas continuam tendo muitos descendentes", diz Carl Haub. Nesse quesito, o contraste entre pobres e ricos é evidente. Na primitiva Somália, 21% das meninas entre 15 e 19 anos têm filhos (na desenvolvida Roma, apenas 1%). Na caótica Bagdad, apenas 10% das mulheres usam algum tipo de anticoncepcional (na moderna Seul, são 66%). Em Niamey, capital do Níger, cada mulher tem em média 8 filhos. Essa multiplicação de gente provoca, claro, uma forte pressão demográfica. É por isso que a subdesenvolvida Lagos, na Nigéria, é a cidade que mais cresce no mundo. De 1950 para cá, sua população aumentou nada menos que 3.000%, chegando a 10 milhões de pessoas, e o caos se instalou: a água começa a faltar e dois terços das pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. A maioria divide um quarto com 5 pessoas. Quem tem carro enfrenta em média 3 horas de trânsito para chegar ao trabalho. Um desastre.

Mas superpopulação não é só gente demais e desenvolvimento econômico de menos. A geografia das cidades também ajuda a explicar por que umas ficam mais cheias que outras. Mumbai (antiga Bombaim) começou a atrair gente para trabalhar em seu porto no século 17 e nunca mais parou de crescer. Hoje, concentra 25% da produção industrial, 40% do comércio marítimo e 70% das transações de capitais da Índia. Só que, cercada pelo mar da Arábia e sem muito espaço para crescer, acabou virando a cidade mais densamente povoada do planeta - são mais de 29 mil pessoas por km2, 4 vezes mais do que São Paulo. Em Buenos Aires, muitos jovens saem da casa dos pais para viver em apartamentos bem pequenos, com 30 ou 40 m2. Para suprir essa demanda, antigos casarões estão dando lugar a edifícios com até 100 apartamentos. Onde antes moravam 5 pessoas, hoje se espremem 500. Mas nada se compara à incrível situação de aperto em Hong Kong, onde a habitação é a mais cara do planeta: o aluguel de um apartamento mobiliado e com 3 quartos custa em média US$ 9.700.

Cidade grande faz mal à saúde?

O zoólogo americano Warder Allee, da Universidade de Chicago, foi um dos primeiros a perceber que os animais têm níveis ideais de agrupamento. Ele observou, em 1931, que alguns crustáceos e peixes se reproduziam bem em certas densidades. Abaixo ou acima disso, tudo virava uma bagunça, ameaçando a sobrevivência da espécie. Ninguém sabe exatamente de quanto espaço um ser humano precisa para viver. Mas, com o crescimento das cidades, foram surgindo cada vez mais pesquisas sobre os efeitos psicológicos das aglomerações urbanas. E elas confirmam o que se temia: as grandes cidades mexem, sim,com a cabeça de todo mundo. Nos anos 50, o psiquiatra americano Thomas Rennie entrevistou moradores de Manhattan e constatou que 25% deles apresentavam algum tipo de neurose. Isso deu origem ao livro Mental Health in Metropolis ("Saúde Mental na Metrópole"), o primeiro de uma longa série de estudos que tentam analisar a relação entre as cidades e os mais variados tipos de doença, de esquizofrenia a hipertensão.

Segundo uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia, o estresse virou epidemia - mais de 50% das pessoas sofrem desse mal, típico das cidades grandes. Que o digam os habitantes de Detroit, eleita a metrópole mais estressante dos EUA num ranking divulgado pela empresa American City Business Journals. "Das 50 maiores cidades, Detroit tem mais desemprego, menos aumentos salariais, mais ataques cardíacos e menos dias de sol." Que horror.

Mas, se você se sente mal em lugares apinhados de gente, saiba que nas grandes cidades do passado a coisa era bem pior. Os centros antigos, como Alexandria e Constantinopla, eram formigueiros humanos. Os cálculos da população dessas cidades são feitos com base na área construída (inferida por medições arqueológicas) e em um fator de densidade populacional que ronda as 200 pessoas por hectare. Isso equivale a 50 m2 por pessoa, o que dá 20 mil pessoas por km2 - semelhante ao que vemos hoje nas superpopulosas Karachi, no Paquistão, e Lagos, na Nigéria.

"Pode parecer muito, mas presumimos que as cidades históricas tinham alta densidade para reduzir os custos de transporte, na ausência de meios de locomoção baratos", diz George Modelski, professor de ciência política da Universidade de Washington. No mundo antigo, a campeã do aperto era Roma, onde centenas de milhares de escravos viviam empilhados em construções que podiam chegar a 6 andares. "Roma era populosa porque era a capital de um império e porque oferecia uma porção diária de pão grátis para seus cidadãos", diz Modelski. Segundo ele, Roma chegou a ter 1 milhão de habitantes no ano 200, quando sua densidade bateu em 66 mil pessoas por km2. Perto disso, até um inferno como Mumbai parece suportável.

O que vai acontecer?

Os principais centros urbanos estão tão gigantes que os especialistas inventaram um novo termo, "megacidades", para definir os agrupamentos com mais de 10 milhões de habitantes - como São Paulo, Cidade do México, Seul, Xangai, Nova Délhi e Londres. Segundo a ONU, o número de megacidades passou de duas em 1950 (Tóquio e Nova York) para 20 em 2005. Em 2015 serão 22, sendo que 17 delas no mundo em desenvolvimento. Tóquio já foi batizada de metacidade, pois está em um nível mais alto - superou 30 milhões de habitantes.

Mas calma, não precisa arrancar os cabelos. Esses gigantes continuam crescendo, sim, mas avançam a uma velocidade menor que a média mundial (cerca de 2,5% ao ano). Daqui para a frente, a população deve crescer mais nos centros urbanos médios, com menos de 1 milhão de habitantes. Isso já acontece no Brasil em cidades como Bauru, no interior de São Paulo, e a mineira Uberlândia. Elas seguem a tendência que os analistas chamam de "desmetropolização", ou seja, a diminuição do crescimento das grandes cidades. Em outras palavras: o crescimento econômico está se interiorizando. Isso deve reduzir, ou pelo menos estancar, dois problemas das metrópoles - o excesso de gente e as filas intermináveis. Só que vai demorar. "O ritmo de crescimento global vem desacelerando desde 1965. A população vai continuar aumentando até o final do século, quando deverá se estabilizar. E, a partir daí, quem sabe cair", diz George Modelski.

Nas últimas décadas, a principal resposta da classe média contra o aperto urbano foram os condomínios fechados (e, nos EUA, os chamados "subúrbios"). Em ambos os casos, a proposta é mais ou menos a mesma: morar em bairros afastados - e planejados - ou vilas fora da cidade, onde há mais espaço para viver e respirar. Só que os congestionamentos cada vez maiores e a alta no preço dos combustíveis fizeram disso um mau negócio. E estão produzindo um movimento contrário, que pode inchar ainda mais as cidades. Nos EUA, a nova moda é abandonar os subúrbios e voltar para os centros urbanos. E isso, por incrível que pareça, pode ser bom para o ambiente. Algumas das ideias mais inovadoras no estudo das metrópoles mostram que elas podem fazer bem ao planeta.

Los Angeles sempre foi considerada uma catástrofe ecológica, pois lá mais de 80% das pessoas vão trabalhar de carro - e o trânsito é um inferno. Mas, segundo um estudo recém-divulgado, Los Angeles tem a menor poluição per capita entre as principais cidades americanas. Isso porque, apesar de rodarem muito, os los angelinos gastam menos energia que os habitantes dos subúrbios e seus elegantes jardins - um inocente cortador de grama polui tanto quanto 11 automóveis. "A concentração de pessoas e empresas em áreas urbanas reduz os gastos com água, esgoto, eletricidade, coleta ade lixo, transporte, assistência médica e escolas", diz em um relatório a agência habitat, da ONU. Além de melhorar condições de vida, permitindo que mais gente tenha acesso a saneamento básico e outra coisas fundamentais, o aperto urbano também pode ajudar a reduzir o aquecimento global. É simples. Quanto mais espalhadas estão as pessoas, mais combustível é preciso queimar para levar a elas os bens e serviços de que precisam. O ambiente mais ecológico talvez não seja uma casinha no campo, e sim uma cidade com sistema de transporte eficiente. Mas como chegar a ele?

Para os especialistas, o mais importante é reduzir o número de carros. Isso diminuiria, de uma só tacada, os problemas da poluição, do trânsito e do barulho. "Os projetistas urbanos tendem a pensar no tráfego como se fosse um líquido, e ficam loucos para abrir caminhos para ele", diz Jeffrey Kenworthy, professor de sustentabilidade da Universidade de Murdoch, na Austrália. "Mas, quando constroem avenidas, estimulam o uso do automóvel e aumentam a dependência dele, criando um círculo vicioso."

Ao longo de toda a história das cidades, desde sua criação há 5 mil anos até meados do século 19, elas foram desenhadas levando em conta deslocamentos a pé. A densidade era alta, as ruas estreitas e as pessoas chegavam aonde queriam em no máximo meia hora, pois as cidades raramente ultrapassavam 5 quilômetros de diâmetro. "A partir de 1860, esse modelo entrou em colapso com a pressão demográfica e industrial. Surgiram trens e bondes elétricos capazes de andar a 60 km/h", diz Kenworthy. Com a popularização do carro, na metade do século 20, o cenário mudou de vez: não era mais necessário morar perto do trabalho. E chegamos ao caos.

Contra ele, ninguém duvida de que o transporte coletivo é a melhor saída. Basta fazer as contas. Um carro popular, que leva de 1 a 5 pessoas, ocupa aproximadamente 6 m2 de espaço na rua. Então cada indivíduo requer, pelo menos, 1,2 m2 de área no trânsito. Já um ônibus, que comporta 50 passageiros sem aperto, ocupa 26,5 m2 - o que dá aproximadamente 0,5 m2 por pessoa transportada. É muito mais eficiente.

Só que, quando o transporte coletivo é ruim, as pessoas fogem dele. É por isso que, no Brasil, a venda de carros está crescendo mais rápido na chamada classe C - são famílias que ganham entre R$ 1.000 e R$ 2.000 por mês e toda a vida andaram de condução. Como sofriam com um transporte coletivo ruim, as pessoas migraram para o carro, piorando o caos urbano, assim que tiveram oportunidade de fazer isso. Tudo porque o governo não investiu o suficiente em ônibus e metrô.

"O crescimento explosivo nem sempre cria problemas. Na maioria das vezes, eles são fruto de políticos incompetentes. E isso pode acontecer em cidades grandes ou pequenas", diz a jornalista Erla Zwingle, que foi a 4 continentes para estudar as megacidades. Verdade: a pobreza em Paris e Londres, no século 19, e a violência de Nova York, nos anos 50, mostram que essas cidades já tiveram problemas semelhantes aos que hoje são enfrentados pelas metrópoles do terceiro mundo. Então há esperança. Na próxima vez que você se sentir num pesadelo urbano e ficar com vontade de largar tudo para ir morar no campo, respire fundo e pense: pode não parecer, mas a sua cidade ainda tem salvação.



(texto publicado na revista Super Interessante edição 255 - agosto de 2008)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Tudo o que não puder contar, não faça: integridade é não agir errado mesmo sozinho (Portal Raízes)


Immanuel Kant, famoso filósofo alemão do século 18 dizia – “Tudo o que não puder contar como faz, não faça!”. Arremato esta frase com o que Spinoza refletia sobre o direito natural ser compatível com a democracia – “É nas grandes massas que a natureza melhor se manifesta”.

Ao jogarmos um simples papelzinho pela janela não temos consciência alguma de que não se trata apenas de um simples papelzinho. O que está por trás disso é absolutamente sério. O que estamos fazendo conosco, com o meio em que vivemos e com o mundo? Há que se dizer que culpar terceiros sempre nos traz alívio. Irresponsabilidade e caráter são questões inadmissíveis, não é mesmo?

Não é um simples papelzinho…. Mas se jogarmos três ao dia, serão quatorze por semana, e se milhões de pessoas de todo o mundo jogarem três míseros papéis por dia? Um dos maiores responsáveis por alagamentos nas cidades é o lixo, acarreta entupimento de bueiros e canalizações levando a dispersar doenças e incômodo à população em geral.

O âmago desta questão é a consciência. Nos dias de hoje coletamos informações prontas e não levamos questões reflexivas ao cotidiano agitado e quase atropelado pelo que não nos afeta tanto por enquanto.

“Toma das asas de mercúrio e passa deste ponto àquele outro onde o sol se põe” – frase emblemática de Shakespeare na tragédia mais poderosa e influente em língua inglesa – Hamlet. Questões informativas são substituídas intelectualmente por reflexivas com o uso de metáforas. Não estamos mais acostumados a pensar! Grave e infeliz constatação.

Durante uma discussão enriquecedora com Leandro Karnal, a informação pronta esta intimamente ligada à solidão. Alguém ouve a opinião alheia? Alguém está lendo? Refletindo?“O que estamos lendo de fato se todo o nosso tempo está sendo consumido pela atualização das ferramentas tecnológicas? A questão não está na existência da tecnologia, mas, em quem somos? Quem somos que temos que estar em todos os lugares ao mesmo tempo? Temos opiniões imediatas sem reflexões profundas, incrivelmente ocupadas com o mundo virtual”.

O que seremos no futuro? Seremos seres abastecidos virtualmente, mas, submergidos no lixo? A grande preocupação é que a realidade virtual se sobreponha à realidade real!
A vida no planeta como a conhecemos acabará de forma dramática e somente através desse processo de conscientização poderemos garantir a sustentabilidade ambiental.

Sustentabilidade: “Pensar globalmente, agir localmente.” Não é um simples papelzinho. É questão de educação, caráter, reflexão! Pensar – exclusividade nossa…ou não mais?

domingo, 13 de março de 2016

São Francisco é a primeira cidade dos EUA a proibir água em garrafas plásticas (Ciclovivo)


A partir de outubro deste ano, estarão banidas as vendas de água em garrafas plásticas para uso individual.

A cidade norte-americana de São Francisco, na Califórnia, deu mais um exemplo para o mundo em termos de desenvolvimento sustentável. A partir de outubro deste ano, estarão banidas as vendas de água em garrafas plásticas para uso individual.

Após cobranças e protestos realizados por ativistas, as autoridades locais entraram em um consenso e determinaram que só poderá ser comercializada água em garrafas plásticas que comportem mais de 600 ml.

A medida pretende reduzir os impactos ambientais gerados para a fabricação do PET e também de seu descarte. “Todos nós sabemos da importância de se combater as mudanças climáticas, São Francisco tem liderado a luta por nosso meio ambiente”, declarou o Presidente do Conselho de Supervisores, David Chiu, que também foi quem criou a lei.

Durante sua fala ao San Francisco Bay Guardian, o líder também mostrou uma garrafa com 25% de sua capacidade preenchida com óleo, para representar a quantidade de petróleo usada na fabricação e transporte de garrafas d’água. Chiu lembrou que antes da década de 90 as garrafas plásticas quase não eram utilizadas, portanto não são itens necessários para manter a qualidade de vida da população.

A mesma atitude tem sido replicada em outras localidades. Ainda nos EUA, a Universidade de Seattle proibiu o comércio das garrafas de água em seu campus. Na Austrália, a comunidade de Bundanoon foi a primeira a banir a água engarrafada.

Brasília Limpa: Sustentabilidade


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Resíduos ou matéria-prima? - Ana Sant'Anna


Lixo para alguns, matéria-prima para outros. Com base nesse conceito, a B2Blue intermedeia o fluxo de resíduos industriais

Você sabia que a maior parte de resíduos sólidos pode ser reciclada e transformada em matéria-prima para diversos tipos de negócios? E melhor: isso traz inúmeros benefícios ambientais e ainda gera renda tanto para quem compra quanto para quem vende as sobras industriais. Visionária, a B2Blue apostou nisso. Há três anos configurada como comércio eletrônico, a empresa transforma em oportunidade de negócio o que antes era jogado fora. "Os resíduos são anunciados no site, gratuitamente, e avaliadas por uma equipe de especialistas ambientais. O sistema conecta, de maneira inteligente, as empresas que querem se desfazer das sobras e as que têm interesse em comprá-las", explica a fundadora da plataforma Mayura Okura, formada em gestão ambiental. As oportunidades são diversas. O que era resto de espuma pode virar enchimento de bichos de pelúcia. Sobras de borracha acabam se transformando em sola de sapato. O vidro, 100% reciclável, pode ser empregado na confecção de vasos. Outro exemplo? A indústria de fraldas Mantas Brunela fornece as sobras de plástico do produto para a Wisewood. Esses resíduos, nas mãos da empresa que produz madeira ecológica, viram cruzetas, dormentes e mourões (cercas para fazendas). O resultado, além da receita da B2Blue, que vem da comissão sobre as transações, é o beneficiamento de 1 mil toneladas mensais de resíduos sólidos.



(texto publicado na revista Bons Fluídos edição 200 - novembro de 2015)

sábado, 9 de janeiro de 2016

Alla cassa di un supermercato una signora anziana (Blog Pianeta Donna)


Sceglie un sacchetto di plastica per metterci i suoi acquisti.

La cassiera le rimprovera di non adeguarsi all’ecologia e gli dice:

“La tua generazione non comprende semplicemente il movimento ecologico. Noi giovani stiamo pagando per la vecchia generazione che ha sprecato tutte le risorse! “

La vecchietta si scusa con la cassiera e spiega:

“Mi dispiace, non c’era nessun movimento ecologista al mio tempo.”

Mentre lei lascia la cassa, affranta, la cassiera aggiunge:

” Sono persone come voi che hanno rovinato tutte le risorse a nostre spese. E ‘ vero, non si faceva assolutamente caso alla protezione dell’ambiente nel tuo tempo.”

Allora, un pò arrabbiata, la vecchia signora fa osservare che all’epoca restituivamo le bottiglie di vetro registrate al negozio. Il negozio le rimandava in fabbrica per essere lavate, sterilizzate e utilizzate nuovamente: le bottiglie erano riciclate. La carta e i sacchetti di carta si usavano più volte e quando erano ormai inutilizzabili si usavano per accendere il fuoco. Non c’era il “residuo” e l’umido si dava da mangiare agli animali.

Ma noi non conoscevamo il movimento ecologista.

E poi aggiunge:

“Ai miei tempi salivamo le scale a piedi: non avevamo le scale mobili e pochi ascensori.

Non si usava l’auto ogni volta che bisognava muoversi di due strade: camminavamo fino al negozio all’angolo.

Ma, è vero, noi non conoscevamo il movimento ambientalista.

Non si conoscevano i pannolini usa e getta: si lavavano i pannolini dei neonati.

Facevamo asciugare i vestiti fuori su una corda.

Avevamo una sveglia che caricavamo la sera.

In cucina, ci si attivava per preparare i pasti; non si disponeva di tutti questi aggeggi elettrici specializzati per preparare tutto senza sforzi e che mangiano tutti i watt che Enel produce.

Quando si imballavano degli elementi fragili da inviare per posta, si usava come imbottitura della carta da giornale o dalla ovatta, in scatole già usate, non bolle di polistirolo o di plastica.

Non avevamo i tosaerba a benzina o trattori: si usava l’olio di gomito per falciare il prato.

Lavoravamo fisicamente; non avevamo bisogno di andare in una palestra per correre sul tapis roulant che funzionano con l’elettricità.

Ma, è vero, noi non conoscevamo il movimento ambientalista.

Bevevamo l’acqua alla fontana quando avevamo sete.

Non avevamo tazze o bottiglie di plastica da gettare.

Si riempivano le penne in una bottiglia d’inchiostro invece di comprare una nuova penna ogni volta.

Rimpiazzavamo le lame di rasoio invece di gettare il rasoio intero dopo alcuni usi.

Ma, è vero, noi non conoscevamo il movimento ambientalista.

Le persone prendevano il bus, la metro, il treno e i bambini si recavano a scuola in bicicletta o a piedi invece di usare la macchina di famiglia con la mamma come un servizio di taxi 24 h su 24. Bambini tenevano lo stesso astuccio per diversi anni, i quaderni continuavano da un anno all’altro, le matite, gomme temperamatite e altri accessori duravano fintanto che potevano, non un astuccio tutti gli anni e dei quaderni gettati a fine giugno, nuovi: matite e gomme con un nuovo slogan ad ogni occasione.

Ma, è vero, noi non conoscevamo il movimento ecologista!

C’era solo una presa di corrente per stanza, e non una serie multipresa per alimentare tutta la panoplia degli accessori elettrici indispensabili ai giovani di oggi.

Allora non farmi incazzare col tuo movimento ecologista!

Tutto quello che si lamenta, è di non aver avuto abbastanza presto la pillola, per evitare di generare la generazione di giovani idioti come voi, che si immagina di aver inventato tutto, a cominciare dal lavoro, che non sanno scrivere 10 linee senza fare 20 errori di ortografia, che non hanno mai aperto un libro oltre che dei fumetti, che non sanno chi ha scritto il bolero di Ravel…( che pensano sia un grande sarto), che non sanno dove passa il Danubio quando proponi loro la scelta tra Vienna o Atene, ecc.

Ma che credono comunque poter dare lezioni agli altri, dall’alto della loro ignoranza!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Jovem que não produz lixo há 2 anos prova que levar uma vida sustentável é mais fácil do que você imagina (Hypeness)


Graduanda em Estudos Ambientais, a nova-iorquina Lauren Singer sempre se incomodava quando seus colegas traziam embalagens de alimentos para a sala de aula e as jogavam no lixo, ao fim do dia.  Foi então que viu a quantidade de embalagens que ela mesma utilizava em sua casa. Percebendo-se uma grande hipócrita, por falar sobre sustentabilidade e meio ambiente e não aplicar esses conceitos em seu dia a dia, a garota de 23 anos decidiu mudar, adotando um estilo de vida a lixo zero.

Para eliminar o uso de plástico e papelão em sua vida, Lauren percebeu que precisaria mudar por completo. Contudo, por mais drástica que a mudança de vida possa parecer ter sido, ela afirma que não foi tão difícil e que vale a pena. A garota começou aos poucos, usando sacolas retornáveis e recipientes próprios, optando por compras alimentos a granel, de produtores locais, e criando seus próprios produtos de higiene e limpeza em casa. Até mesmo as roupas de Lauren mudaram e agora ela faz compras somente em lojas de segunda mão. A estudante se sente feliz por poder afirmar que está há dois anos sem produzir nada de lixo.

No dia a dia, ela se acostumou a negar recibos de papel, canudos, sacolas plásticas e folhetos. Além disso, Lauren descobriu as vantagens dos alimentos produzidos localmente, além de adotar um estilo de vida muito mais simples. Segundo ela, os resultados dessa intensa mudança de hábitos foram: 1) economia de dinheiro, já que toda e qualquer compra é pensada; 2) uma alimentação melhor e 3) ela se sente feliz por agir de acordo com os conceitos sustentáveis em que acredita.





















domingo, 29 de novembro de 2015

Máquina troca material reciclado por bônus na conta de luz (Pensamento Vivo)


Além de São Paulo, ideias parecidas já são executadas em Niteroi (RJ) e promovem o engajamento da população com a reciclagem

A conta de luz está cada vez mais alta e tirando o sono de muitos consumidores. E se a preocupação agora é como baixar o valor a ser pago, a AES Eletropaulo encontrou uma maneira de beneficiar não apenas o brasileiro, mas também o meio ambiente. E a regra é a seguinte: basta separar e reciclar o lixo para receber descontos na fatura.

A Retorna Machine fica localizada em frente às bilheterias da Estação de metrô da Sé e é uma parceria entre a AES Eletropaulo (empresa de distribuição de energia elétrica da região metropolitana de São Paulo) e a Triciclo, criadora da máquina.

A Retorna Machine funciona como um depósito seguro para latas de alumínio e garrafas pet. O usuário deve criar um cadastro na máquina que contenha login, email e senha. Ao efetuar o login e depositar o material, pontos serão calculados para que o desconto seja disponibilizado na fatura da conta de luz.

Latinhas de 350 ml dão direito a 10 pontos, garrafas pet de 2 litros dão 20 pontos. A pontuação varia conforme o tamanho do produto e o material do qual é feito. A cada 100 pontos o usuário consegue um desconto de R$ 0,27 na conta de luz. É preciso apenas informar o número da instalação elétrica que será bonificada.

Além do desconto na conta de luz, o usuário também pode optar por descontos em livrarias ou para recarregar o bilhete único. Mais 20 máquinas já estão prontas para serem instaladas por toda São Paulo. Em outubro, serão inaugurados pontos no Shopping Butantã, no Shopping Jardim Sul e no Shopping Metrô Santa Cruz.

A ideia em São Paulo alia tecnologia e sustentabilidade com uma mudança de hábito que realmente beneficia a população. Em Niterói (RJ), ecopontos já existem espalhados pela cidade e também oferecem descontos na conta de luz da população que os utiliza.

Que cada vez mais cidades adotem medidas como essas!

Máquina reverte materiais recicláveis em créditos no bilhete único (Pensamento Verde)


Pontos de coleta de resíduos estão localizados em shoppings e estações de metrô; resgate pode ser feito a partir de 100 pontos

Aos poucos, empresas e pessoas estão repensando e mudando a maneira como se relacionam com o meio ambiente. Os benefícios que a prática da reciclagem proporciona ao meio e às pessoas já são conhecidos, e a novidade é que agora em São Paulo é possível transformar pequenas atitudes sustentáveis em créditos para o transporte público.

Trata-se de um programa de fidelidade atrelado ao depósito de embalagens e garrafas vazias em máquinas instaladas em shoppings e estações de metrô em São Paulo – ideias parecidas estão sendo executadas também no Rio de Janeiro, onde os materiais recicláveis são trocados por passagem.

Participar do programa é simples. O usuário deve cadastrar gratuitamente uma conta no site ou aplicativo da Retorna Machine e depositar o material reciclável na máquina, que computa instantaneamente os pontos do benefício.

Resíduos PET valem 10 pontos (exceto copos de 300ml do mesmo material, que valem 5) e alumínio valem 15. A cada 100 pontos, o usuário pode resgatar R$ 0,35 em créditos no bilhete único, direto da máquina.

Os pontos de depósito de material reciclável estão instalados na estação Sé do metrô, rodoviária do Tietê e nos shoppings Butantã, Metrô Santa Cruz e Jardim Sul.
Além dos créditos no bilhete único, o usuário pode optar por descontos na conta de luz.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A sustentabilidade também vai à mesa


Para alcançarmos uma alimentação saudável, podemos utilizar partes de alimentos que normalmente são desprezadas pela população. Tal atitude é chamada de "aproveitamento integral dos alimentos".

A alimentação é a base da vida e dela depende o estado de saúde do ser humano. Já diziam nossos avós: "saco vazio não para em pé". Além de garantir o sustento, a alimentação deve promover saúde e para isso, deve ser variada e rica em nutrientes (substâncias que regulam o organismo, fornecem energia para as atividades do dia a dia e auxiliam na formação do corpo), permitindo assim, o equilíbrio do organismo. Atualmente no país em que vivemos, milhões de pessoas vivem na situação de "saco vazio" enquanto nosso saco de lixo permanece se enchendo...

Isso porque desperdiçamos boa parte dos alimentos que poderiam ser aproveitados para o preparo de muitas outras refeições. Este é um hábito tradicional da população brasileira que, normalmente, não utiliza partes não convencionais dos alimentos (assim preconceituosamente classificadas, afinal de contas são inerentes ao alimento), que podem ser aproveitadas para preparar pratos deliciosos, além de reduzir o lixo e o problema da fome no Brasil.

A solução para este sério problema pode começar a partir da modificação de atitudes e costumes que cultivamos em nosso lar.

Exemplos de partes não convencionais dos alimentos:

- folhas de: cenoura, beterraba, batata doce, nabo, couve-flor, abóbora, mostarda, hortelã e rabanete;

- cascas de: batata inglesa, banana, tangerina, laranja, mamão, pepino, maçã, abacaxi, berinjela, beterraba, melão, maracujá, goiaba, manga e abóbora;

- talos de: couve-flor, brócolis e beterraba/

- entrecascas de: melancia e maracujá;

- sementes de: abóbora, melão e jaca;

- nata;

- pés e pescoço de galinha;

- tutano de boi.

Você já pensou em utilizar alguma destas partes dos alimentos acima? Se sua resposta for não, saiba que você está deixando de levar em conta o rico valor nutricional destes alimentos, ou seja, a quantidade de vitaminas, sais minerais e proteínas que estão concentradas nas cascas, folhas e, em alguns casos, até em quantidade maior que na parte costumeiramente utilizada.

Além disso, o aproveitamento integral dos alimentos significa economia e possibilita também experimentar novas opções de receitas, ressaltando assim, outro fator importante: a variação do cardápio. Isso porque um único alimento rende até cinco preparações diferentes - repletas de nutrientes e coloridas - quando utilizamos sua casca, folha, talos, sementes e a própria polpa!

Uma boa cozinha é aquela na qual nada é desperdiçado. Às vezes não percebemos, mas na nossa cozinha há muita coisa indo para o lixo sem necessidade. O Brasil é um dos campeões em acúmulo de lixo orgânico e este, quando não tratado adequadamente, pode agredir a natureza, por promover a formação de chorume, um líquido escuro e malcheiroso, que pode tornar nossos solos inférteis para produção. Outro malefício está relacionado ao problema sanitário: o acúmulo de lixo orgânico pode atrair vetores como ratos, baratas e moscas, que podem causar sérios riscos para a saúde humana.

Portanto, procure aproveitar os alimentos como um todo para desfrutar de uma vida mais saudável e sustentável. Seu corpo, seu bolso e a natureza agradecem!

Sugestões para combater o desperdício de alimentos. Do momento da compra até a sua mesa

Comprar bem: planeje suas compras: Evite excessos! Prefira os alimentos da época, pois possuem melhor qualidade (maior durabilidade, maior teor nutricional e menor quantidade de agrotóxicos) além de apresentarem preços mais acessíveis.

10 dicas para aproveitar melhor os alimentos

1) Os talos de couve, agrião, beterraba, brócolis e salsa, entre outros, contêm fibras e devem ser aproveitados como recheios de tortas, patês ou em escondidinhos.

2) Não jogue fora os talos do agrião, pois eles contêm muita vitamina C, importante para aumentar a imunidade do organismo e, portanto, prevenir infecções. Refogue com tempero e ovos batidos, faça sucos ou adicione ao molho pesto de manjericão.

3) As folhas da cenoura são ricas em vitamina A (importante para a saúde dos olhos, pele, cabelos e para o crescimento). Podemos aproveitá-las para fazer bolinhos ou para substituir o uso de salsinha. Elas são extremamente parecidas em aspecto e sabor.

4) A água do cozimento das batatas acaba concentrando todas as vitaminas hidrossolúveis (que se dissolvem em água). Aproveite-a, juntando leite em pó e manteiga para fazer purê, ou para  agregar valor nutricional ao arroz, macarrão, cappelletis, etc.

5) A água do cozimento da beterraba pode ser utilizada para o preparo de gelatinas vermelhas. Assim você as torna mais nutritivas.

6) As cascas da batata, mandioquinha, nabo, cenoura ou beterraba, podem ser assadas ou fritas em óleo quente e servidas como aperitivo.

7) A casca da laranja pode ser caramelizada, para ser servida com café, ou utilizada em compotas ou mesmo para biscoitos.

8) A parte branca da melancia pode ser usada para fazer cocada. Já a parte branca do maracujá pode render uma deliciosa compota, que se prepara como o doce de mamão verde.

9) Com as cascas das frutas (ex: goiaba, abacaxi, etc.), pode-se preparar sucos batendo-as no liquidificador. Este suco pode ser aproveitado para substituir ingredientes líquidos no preparo de bolos.

10) Quando for ralar a casca do limão ou laranja, nunca chegue à parte branca, pois ela é amarga e pode prejudicar o sabor doce da preparação.



(texto publicado na revista Shop News Vertical ed. 27 - ano 3)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Ao deixar o restaurante, ele não acredita no que vê. Sua decisão é incrível (Não Acredito!)


Em muitos restaurantes hoje em dia, é prática comum atender às necessidades das crianças além das de adultos. Cardápios infantis, cadeiras altas e até livros de colorir com giz de cera frequentemente são providenciados, o que torna a experiência de comer fora ainda mais atrativa para crianças e relaxante para pais. Todas essas facilidades fazem a alegria dos filhos de Bryan Ware. Principalmente os livros de colorir. Mas, uma noite, na saída de um restaurante, Bryan vê algo que não consegue esquecer.

Centenas de pedaços de giz de cera sendo jogados fora. Ele não consegue acreditar no tamanho do desperdício. Alguns só tinham sido usados 1 única vez! Na mesma noite, Bryan faz uma pesquisa que revela algo inacreditável: todos os anos, 35 toneladas de giz de cera acabam no lixo somente nos EUA. Difícil de acreditar, mas é fato!

Bryan então decidiu fazer algo a respeito. Ele voltou ao restaurante onde havia reunido a família toda e retirou todos os pedaços de giz de cera que encontrou do lixo. Ele pediu ao gerente que os recolhesse toda semana. Na volta para casa, fez a mesma coisa em 6 outros restaurantes. Foi o início do projeto chamado "The Crayon Initiative".

Toda semana, Bryan recolhe caixas e caixas de giz de cera. Com a ajuda de um amigo, eles os derrete em sua própria cozinha.

E os prensa novamente para fazer novos. Em todas as cores do arco-íris. 

Em cada prensa, 96 lápis de cera novos são feitos. Bryan os faz um pouco mais grossos, para facilitar para as crianças segurarem.

E o mais incrível: Bryan não ganha um centavo com o que faz. Muito pelo contrário!

Ele entrega as caixas de giz de cera "reciclado" em escolas e hospitais na Califórnia. Gratuitamente!

Seus pequenos "clientes" adoram o produto e agarram tudo praticamente antes que ele possa colocar a caixa no chão. A alegria estampada no rosto desses dois pacientes com câncer é recompensa mais do que suficiente.

"Se os lápis coloridos ajudarem essas crianças corajosas a esquecer sua doença, pelo menos por uns instantes, então estamos fazendo algo certo".

Palavras sábias, Bryan! Nós só podemos admirar essa iniciativa incrível e a sua disposição não só em evitar desperdícios como também trazer alegria a crianças doentes. Você é um modelo a ser seguido por todos nós!

Boas ações frequentemente começam com gestos pequenos, como este. Você não precisa de milhões para fazer a diferença, apenas de um pouco de esforço e ajuda.