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sábado, 15 de agosto de 2015

5 hábitos que nos fazem envelhecer rapidamente (O Segredo)


Vivemos em um mundo obcecado pela beleza e pela aparência física. Achamos que a aparência é tudo e saímos em busca do elixir da eterna juventude com tratamentos de beleza caros e dietas sacrificantes. É difícil aceitar com serenidade que o envelhecimento faz parte da vida.

Devemos cuidar do aspecto físico, mas o mais importante é cuidar da nossa saúde. A falta de saúde se transforma em um conjunto de restrições que nos limitam ou nos impedem de desempenhar atividades que tanto apreciamos.

A saúde é realmente muito importante e a maioria de nós não se preocupa com ela como deveria. Uma pessoa saudável é radiante e bonita, mesmo com o passar dos anos.

O que você pode fazer para envelhecer mais lentamente?

1-Os alimentos

O açúcar, o sal, as gorduras saturadas e os alimentos pré-cozidos não trazem nada de bom. Eles contribuem para uma rápida oxidação do nosso corpo, que se enferruja como um relógio malcuidado.

Consuma alimentos frescos, como legumes e frutas, peixes, carnes magras, tome chá verde ou branco. Ambos são excelentes antioxidantes, mas não devem ser adoçados com açúcar branco; use açúcar mascavo, estévia ou agave. Não se esqueça de beber muita água para manter-se hidratado; a hidratação contribui para uma pele mais saudável, jovem e bonita.

2-O excesso de sol

A vitamina D é excelente para o nosso organismo. Segundo os especialistas, o sol que tomamos no dia a dia é suficiente para a fabricação da vitamina D.

A praia é um excelente calmante natural, mas passar algumas horas se bronzeando sob o sol contribui para o envelhecimento do corpo. A pele vai enrugar antes do tempo, aparecem as manchas e a probabilidade de ter um câncer de pele aumenta.

3-A inteligência emocional

Quando estamos sofrendo, preocupados em excesso ou estressados, trazemos para nossa vida uma série de doenças e enfermidades, como dores de cabeça, dores de estômago, problemas musculares e nos ossos. Dê a volta por cima; comece a olhar para você e mude a sua maneira de ver a vida.

Poucas coisas são realmente tão preocupantes quanto a ansiedade que nos causam, certo? Somos um pouco exagerados. Não se concentre no negativo e preste atenção nas coisas boas presentes na sua vida. Não se irrite, aceite o que a vida lhe traz e encare-a com um sorriso no rosto.

4-A rotina

A rotina é um dos hábitos que nos faz envelhecer mais rapidamente. Quando sentimos que não temos mais nada para fazer, nada nos surpreende e nos deixamos levar pelo nosso cotidiano sempre igual. Não temos objetivos, então começamos a envelhecer por dentro e por fora.

Vá ao cinema, ao museu e faça atividades que o motivem e enriqueçam sua vida. Se mantiver o entusiasmo de viver e o desejo de continuar aprendendo, continuará ágil e ativo e consequentemente mais jovem.

5-A falta de sono, tabagismo, etilismo e sedentarismo

Não há piores hábitos do que estes para o envelhecimento do corpo. O sono recupera nosso organismo por dentro e por fora, relaxa o corpo e a mente e nos mantém jovens e saudáveis. Deixe o cigarro e a bebida; se incluir em sua dieta um copo de cerveja ou vinho, fizer exercícios como subir escadas, caminhar ou dançar, estaremos a cada dia mais ágeis e jovens.

Esqueça os cremes e os salões de beleza; adquira hábitos saudáveis para sempre!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Tabagismo (Prefeitura de São Paulo)


Cigarros, charutos e cachimbo fazem mal à saúde?

No período de consumo destes produtos são introduzidas no organismo mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo nicotina (responsável pela dependência química), monóxido de carbono (o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis) e alcatrão, que é constituído por aproximadamente 50 substâncias pré-cancerígenas.

Quais são as doenças causadas pelo uso do cigarro?

São mais de 50 doenças relacionadas ao consumo de cigarro. Estatísticas revelam que os fumantes, comparados aos não fumantes, apresentam um risco 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão, 5 vezes maior de sofrer infarto, 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar e 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral.

Não fumantes também são prejudicados?

Basta manter um cigarro aceso para poluir um ambiente com as substâncias tóxicas da fumaça do cigarro. As pessoas passam 80% do seu tempo em ambientes fechados. Ao fim do dia, em um ambiente poluído, os não fumantes podem ter respirado o equivalente a 10 cigarros. Ao respirar a fumaça do cigarro, os não fumantes correm o risco de ter as mesmas doenças que o fumante.

Crianças que convivem com fumantes podem ter sua saúde em risco?

As crianças, especialmente as mais novas, são as mais prejudicadas, já que respiram mais rapidamente. Em crianças que vivem com fumantes em casa (cerca de metade das crianças do mundo), há um aumento de incidência de pneumonia, bronquite, exacerbação de asma, além de uma maior probabilidade de desenvolvimento de doença cardiovascular na idade adulta.

Você conhece os benefícios imediatos de parar de fumar?

- 20 minutos depois de deixar o cigarro, a pressão arterial e os batimentos cardíacos retornam ao normal. Um dia depois de interromper o uso do tabaco, as chances de infarto começam a se reduzir.

- 2 horas sem cigarro são suficientes para eliminar a nicotina do corpo de uma pessoa.

- Em 2 dias, alimentar-se será uma atividade mais prazerosa, pois o olfato e o paladar melhoram, permitindo melhor sabor da comida e percepção dos aromas com mais facilidade.

- Após 3 dias, há um aumento da capacidade respiratória.

- De 2 a 12 semanas, a circulação sanguínea melhora.

- Em 1 ano, diminui o risco de doença coronariana em dez anos as chances do aparecimento de câncer.

- No período de 5 a 15 anos, o perigo de desenvolver problemas cardíacos se iguala ao de uma pessoa que nunca fumou.

Decidiu eliminar o tabaco? Seguem 3 formas de como fazê-lo!

1. Parada abrupta: esta deve ser sempre a 1ª opção. O fumante marca uma data e a partir dela não coloca mais nenhum cigarro na boca.

2. Parada gradual com redução: reduzindo o número de cigarros fumados ao dia. Uma pessoa que fuma por exemplo 30 cigarros/dia e decide interromper o uso do cigarro gradativamente:

1º dia: fuma os 30 cigarros habituais
2º dia: 25 cigarros
3º dia: 20 cigarros
4º dia: 15 cigarros
5º dia: 10 cigarros
6º dia: 5 cigarros
7º dia: Finalmente é o 1º dia do ex-fumante

3. Parada gradual com adiamento: estratégia de retardar a hora de fumar o 1º cigarro do dia. Se você geralmente fuma o 1º cigarro às 7h, faça o seguinte:

1º dia: comece a fumar às 9h da manhã
2º dia: comece a fumar às 11h da manhã
3º dia: comece a fumar às 13h da manhã
4º dia: comece a fumar às 15h da manhã
5º dia: comece a fumar às 17h da manhã
6º dia: comece a fumar às 19h da manhã
7º dia: Data para parar de fumar

Para algumas pessoas pode ser menos difícil parar de fumar gradativamente. Porém, este método não pode se prolongar por mais de 2 semanas para que não se torne um adiamento de abandono da dependência.

Se não conseguir parar de fumar sozinho, procure orientação médica.

Se você é fumante, pare de fumar. Se convive com alguém que fuma, ajude-o a vencer essa batalha.

A vontade de fumar parece incontrolável?

Procure alternativa para se manter distraído com as mãos e boca ocupadas. Para ajudar, você pode chupar gelo, escovar os dentes mais vezes ao dia, beber água gelada ou comer uma fruta.

domingo, 1 de março de 2015

Sinais de alerta sobre o câncer do útero (Melhor com Saúde)


Qualquer tipo de câncer é sumamente perigoso e deve ter um diagnóstico precoce, um tratamento adequado e um acompanhamento rigoroso. Dentre todos os tipos de câncer existentes, neste artigo trataremos especificamente do câncer cervical ou câncer do colo do útero.

Sempre devemos estar alerta com relação ao câncer do útero e fazermos exames preventivos pertinentes e periódicos, prestando muita atenção aos sintomas que ele pode produzir no corpo. Em seguida, trataremos mais a fundo sobre quais são estes sintomas e tudo o que implica o câncer uterino.

Sinais de alerta do câncer

Vários grupos de pesquisa contra o câncer concordam há uma série de sinais de alerta que todas as pessoas devem conhecer e estando diante de um pequeno sinal, recomenda-se a visita a um médico o quanto antes.

Há sete sinais de alerta para detectar o câncer em geral:

- Hábitos intestinais ou urinários modificados
- Úlcera na pele sem cicatrização
- Hemorragias ou secreções sem uma causa que as justifique
- Presença de nódulos
- Tosse ou rouquidão persistente
- Indigestão ou dificuldade na hora da deglutição
- Mudanças ou alterações em uma pinta

Principais fontes de risco de câncer do colo do útero

Todos devemos saber que um fator de risco é tudo aquilo que costuma aumentar as possibilidades para a instalação de uma doença, neste caso, o câncer uterino. Os fatores de risco costumam ser variáveis de acordo com cada tipo de câncer, como o câncer de pele, entre outros.

Ao detectar os fatores de risco devemos nos focar nos que podemos mudar ou evitar. Estes costumam ser o tabagismo ou a presença do papilomavírus humano (ou HPV), por exemplo. Entretanto, há alguns fatores que, infelizmente, não podemos alterar, logo, não devemos nos focar nestes, tais como a idade ou os antecedentes familiares. Em seguida, mencionaremos alguns fatores de riscos que influenciam no desenvolvimento do câncer de colo do útero.

Papilomavírus humano ou HPV

É considerado como fator de risco mais importante para o desenvolvimento do câncer de colo do útero, porém isolado não torna-se suficiente. Os médicos supõem que uma mulher deve estar infectada com HPV antes de desenvolver o câncer uterino, mas reconhecem que, para isso, outros fatores como genética, imunidade, comportamento sexual, idade e hábitos de vida não saudáveis, geralmente estão associados á infecção do vírus. Até 80% das mulheres sexualmente ativas podem contrair o HPV, isso porque os preservativos não garantem proteção total contra esta infecção, ao contrário de outras doenças sexualmente  transmissíveis. O contato com ferimentos minúsculos da pele da vulva, região perineal, região perianal ou escroto podem ser responsáveis pelo contágio. Dentre os vários tipos HPV, o 16 e 18 são causadores de cerca de 2/3 (dois terços) de todos os cânceres uterinos.

Tabagismo

As mulheres fumantes têm mais possibilidades de sofrerem o câncer do útero, têm inclusive, o dobro de possibilidade com relação às mulheres não fumantes, já que submetem o corpo a numerosas substâncias químicas cancerígenas que podem chegar a afetar outros órgãos, além dos pulmões. Infelizmente, estas substâncias chegam até à corrente sanguínea, graças à troca gasosa. Além disso, fumar faz com que o sistema imunológico se torne menos eficaz para poder combater o HPV. Estudos apontam que o risco para o desenvolvimento deste tipo de câncer aumenta proporcionalmente ao número de cigarros fumados por dia e a idade com que o indivíduo começa a fumar.

Imunossupressão

O vírus que causa a AIDS,  o HIV, ocasiona um grande dano ao sistema imunológico e faz com que as mulheres estejam mais expostas à infecção pelo HPV. Isso poderia ajudar a explicar o alto risco do câncer do útero nas mulheres com AIDS. Além da AIDS, outras doenças também podem causar imunossupressão, como as doenças auto-imunes, por exemplo, e o uso de algumas medicações, facilitando a entrada do HPV no organismo.

Infecção clamídia

É catalogada como uma espécie de bactéria que pode infectar o sistema reprodutor e pode ser contraído por meio do contato sexual, logo, é uma doença sexualmente transmissível (DST). Estudos afirmam que a mulher que tenha ou teve clamídia, tem maior risco de desenvolver o câncer de colo do útero.

Alimentação

As mulheres com maus hábitos alimentares, que carecem de frutas, saladas e verduras, apresentam mais risco de apresentarem câncer uterino.

Pílulas anticoncepcionais

Muitos estudos acerca do tema afirmam que as mulheres que usam pílulas anticoncepcionais por tempo prolongado são mais propensas a desenvolver o câncer do útero, mesmo que o risco reduza quando a mulher suspende o uso das pílulas. O risco é maior quando o uso iguala ou supera os 5 anos.

Sinais e sintomas do câncer de colo do útero

Os sintomas em geral não começam até que um fator de risco se torne um câncer invasivo e tende a crescer até o tecido adjacente. Quando isso ocorre, os sintomas que se tornam mais comuns são:

- Sangramento vaginal espontâneo, após o coito ou esforço
- Corrimento vaginal anormal
- Dor pélvica
- Dor durante as relações sexuais

Em casos mais avançados, podem estar associadas queixas urinárias ou intestinais.

Estes sintomas podem não necessariamente significar o desenvolvimento do câncer de colo do útero porque também podem estar associados a outro tipo de patologia. De qualquer forma, sempre consulte um profissional médico ou enfermeiro, devidamente capacitados.










sábado, 21 de fevereiro de 2015

Evite o congestionamento! - Alice Ramos, com a consultoria do cardiologista Marco Antônio de Mattos


Manter uma boa circulação sanguínea é essencial para evitar problemas como varizes e trombose

O corpo necessita que oxigênio e nutrientes cheguem a todas as partes para funcionar corretamente. Para isso, o sangue atua como um meio de transporte, levando-os a todo o lugar por meio de veias e artérias.

Contudo, se esse meio de transporte começar a ter dificuldades para circular, não só os vasos sanguíneos, mas também o organismo inteiro, podem sofrer com o surgimento de problemas circulatórios, como varizes e trombose.

Vasos dilatados

Varizes são veias dilatadas, tortuosas e de coloração púrpuro-azulada que se desenvolvem sob a superfície da pele. Podem variar de tamanho e atingem, normalmente, os membros inferiores, como pés, pernas e coxas.

Elas surgem porque as veias - vasos sanguíneos cuja função é levar o sangue de volta ao coração - possuem estruturas chamadas válvulas, que, ao se abrirem, empurram o sangue para cima como uma espécie de bomba e logo após se fecham para que ele não retorne. "Porém, com a idade, ou devido a fatores hereditários, as válvulas não se fecham adequadamente e o sangue retorna, ficando estagnado no interior das veias e provocando as varizes", explica o cardiologista Marco Antônio de Mattos.

Alguns dos sintomas mais frequentes das varizes:

- Queimação recorrente nas pernas e nas plantas dos pés.

- Inchaços ao final do dia, especialmente nos tornozelos.

- Coceiras ou pruridos.

- Sensação de peso nas pernas.

Mulheres são mais afetadas

Segundo Marco Antônio, as mulheres são mais propensas a terem varizes, uma vez que a progesterona (hormônio feminino) favorece a dilatação das veias. Como na gravidez a descarga de hormônios é maior, as gestantes têm ainda mais chance de desenvolver o problema.

Pesquisa divulgada recentemente pela Universidade de São Paulo (USP) mostrou que mulheres que usam salto alto também têm tendência ao surgimento de varizes. De acordo com o estudo, o salto alto faz com que a panturrilha não consiga bombear totalmente o sangue de volta ao coração, sobrando um volume residual nas pernas que pode causar a dilatação das veias. Além disso, o uso contínuo e prolongado da pílula anticoncepcional também pode provocar retenção de líquidos e alargamento dos vasos. "Outros fatores de risco para o desenvolvimento de varizes são hereditariedade, tabagismo, obesidade, traumatismo local e sedentarismo", indica o cardiologista.

A boa notícia é que o problema possui tratamento. Para eliminar as microvarizes ou os chamados "vasinhos", o recomendado é a aplicação de injeções cujas substâncias expulsam o sangue para as veias normais e fecham as dilatadas. Já para as varizes de maior porte, o ideal é a cirurgia, que retira os vasos dilatados sem danificar a circulação.

Infelizmente, se as varizes estiverem em estado grave e/ou não forem tratadas, pode ocorrer uma inflamação, causando a chamada trombose.

Coágulo perigoso

Trombose é uma doença na qual a formação de coágulos de sangue (trombos) provoca inflamação e obstrução das veias sanguíneas. É dividida em dois tipos: a tromboflebite, que ocorre em veias superficiais do corpo, logo abaixo da pele; e trombose venosa profunda (TVP), que se forma em veias do interior do músculo e pode causar outras complicações, como a embolia pulmonar - que acontece quando o coágulo se desloca até o pulmão, bloqueando uma artéria.

Entre seus sintomas estão dor, inchaço, vermelhidão, endurecimento da pele e aumento da temperatura no local afetado. Porém, em alguns casos, pode ser assintomática, ou seja, não manifestar nenhum sintoma.

Além das varizes, a trombose também pode ser causada por longos períodos de imobilidade (como internações hospitalares), dificuldade de se movimentar em viagens longas e apertadas (ônibus e avião), uso de anticoncepcional, tabagismo, reposição hormonal e cirurgia. Predisposição genética, idade avançada, obesidade e colesterol alto também são fatores de risco.

Os tratamentos para o problema incluem medicamentos orais, anticoagulantes e cirurgias, e devem ser indicados por um especialista. Entretanto, é bom lembrar que a prevenção é sempre melhor que o tratamento.

Previna-se!

Antes de sofrer com as dificuldades causadas por deficiências circulatórias, veja como alguma medidas simples podem ajudar a prevenir e evitar o agravamento do problema:

- Evite ficar em pé ou sentado na mesma posição por muito tempo. Fazer intervalos para andar ou movimentar-se pode ser uma solução.

- Pratique exercícios físicos regularmente. Além de estimular a circulação sanguínea, combate a obesidade.

- Procure levantar as pernas acima do nível do coração por alguns minutos, ao longo do dia. Isso facilita o retorno do sangue ao centro do corpo.

- Diminua o nível de colesterol, evitando alimentos que possuem gorduras saturadas e trans, como produtos industrializados, carnes bovinas gordas, pele de aves, leite integral, entre outros.

- Pare de fumar e consuma bebidas alcoólicas com moderação.

- Procure saber se pertence ao grupo de risco. Quanto mais cedo medidas preventivas forem adotadas, melhor.



(texto publicado na revista Guia do Coração Saudável - Você Saudável - nº 55 -ano 5 - 2015)















quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Lei Antifumo


Lei Antifumo entra em vigor na próxima semana em todo o país


Entra em vigor na próxima quarta-feira (3) a Lei Antifumo que proíbe, entre outras coisas, fumar em locais fechados, públicos e privados, de todo o país. Para especialistas, a medida é um avanço no combate ao hábito de fumar. Pouco mais de 11% da população brasileira são fumantes. No Dia Nacional de Combate ao Câncer, comemorado nesta quinta-feira (27), a informação vem reforçar as medidas de prevenção da doença.

Com a vigência da Lei nº 12.546, aprovada em 2011 mas regulamentada em 2014, fica proibido fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como hall e corredores de condomínio, restaurantes e clubes, mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou até toldo. Se os estabelecimentos comerciais desrespeitarem a norma, podem ser multados e até perder a licença de funcionamento.

A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros até mesmo nos pontos de venda, onde era permitida publicidade em displays. Fica permitida a exposição dos produtos, acompanhada por mensagens sobre os males provocados pelo fumo. Além disso, os fabricantes terão que aumentar os espaços para os avisos sobre os danos causados pelo tabaco, que deverão aparecer em 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais.

Será permitido em casa, em áreas ao ar livre, parques, praças, em áreas abertas de estádios de futebol, em vias públicas e em tabacarias, que devem ser voltadas especificamente para esse fim. Entre as exceções também estão cultos religiosos, onde os fiéis poderá fumar, caso isso faça parte do ritual.

Nas Américas, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), 16 países já estabeleceram ambientes livres de fumo em todo os locais públicos fechados e de trabalho: a Argentina, Barbados, o Canadá, Chile, a Colômbia, Costa Rica, o Equador, a Guatemala, Honduras, a Jamaica, o Panamá, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago, o Uruguai e a Venezuela.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão, o mais comum de todos os tumores malignos, estão relacionados ao tabagismo. A instituição estima que em 2012 foram diagnosticados mais de 27 mil novos casos da doença, considerada "altamente letal".

Segundo o epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer, Alfredo Scaff, o hábito de fumar está ligado não só a cânceres no aparelho respiratório, mas também a outros como de bexiga e intestino e pode causar outras doenças, como hipertensão e doenças reumáticas.

"A gente sempre associa o hábito de fumar ao câncer, mas não é só o câncer, são quase 50 doenças que ele pode causar, direta ou indiretamente". Scaff lembrou que os males podem atingir a pessoa que fuma e a que está ao lado, o fumante passivo.

O epidemiologista conta que enquanto no fim da década de 80, uma pesquisa apontou que cerca de 35% da população adulta eram fumantes, esse número hoje gira em torno de 11%. Para ele, essa redução também se deve à legislação, que impede que as pessoas fumem em qualquer lugar, e às limitações de propaganda. "A entrada em vigor da Lei Antifumo vai limitar o lugar onde a pessoa pode  fumar, isso já não permite que ela fume a todo momento. Só para lembrar, um tempo atrás, você podia fumar em avião, no ambiente de trabalho, dentro do cinema, em qualquer lugar podia puxar o cigarro".

O especialista alerta que as pessoas precisam entender que o hábito de fumar é um vício, uma doença que precisa de  tratamento. Ele ressalta que a rede pública disponibiliza em todo o Brasil medicamentos e insumos necessários para quem quer parar de fumar.

Para reforçar a importância da Lei Antifumo, a Fundação do Câncer, em parceria com a Aliança de Controle do Tabagismo, lança na semana que vem campanha informativa nas redes sociais. A campanha visa a conscientizar a população sobre o  tema e repassar informações sobre a lei.



(texto publicado no jornal A Folha de São Paulo - caderno Cotidiano - 27 de novembro de 2014)