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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Como posso eliminar a placa e melhorar a minha saúde bucal? (Melhor com Saúde)


A placa é o acúmulo de resíduos de alimentos nas superfícies internas e externas dos dentes. Esta condição bucal pode provocar mau hálito e também pode desenvolver outros tipos de alterações prejudiciais, como o tártaro, que se desenvolve quando estes resíduos se endurecem e se fixam aos dentes, provocando sangramento e halitose.

Ainda que não exista uma solução definitiva para evitar o desenvolvimento da placa bacteriana nos dentes, podemos realizar uma série de procedimentos caseiros para diminuir o acúmulo de resíduos na boca e evitar que a doença avance. Você se anima a conhecer mais a respeito?

O melhor a fazer é mudar a maneira como você escova normalmente os seus dentes. A maioria das pessoas, quando escova os dentes, sempre o faz de forma horizontal e da esquerda para a direita, mas muitos não sabem que, ao escovar os dentes assim, podemos aumentar a sensibilidade e possivelmente causar má oclusão dentária.

Devemos escovar nossos dentes de maneira vertical, primeiro a parte de cima e depois a parte de baixo, e os molares de forma circular, terminando sempre a higiene bucal com o fio dental para eliminar os possíveis resíduos que se encontram nos espaços pouco acessíveis. Quando terminar, use um enxaguante bucal e enxágue a escova de dentes para limpá-la de resíduos que possam ter fiado presos nela.

Nota: troque de escova de dentes pelo menos quatro vezes ao ano e utilize uma pasta de dentes que contenha flúor.

Mude a sua alimentação

Manter uma dieta equilibrada é o melhor que podemos fazer para fortalecer a saúde dos dentes. Trate de não consumir açúcar e carboidratos refinados, bebidas que sejam escuras e que contenham gás e, se o fizer, tente usar um canudo para reduzir o contato direto delas com os dentes. Não consuma muitos alimentos com farinhas e aglutinantes, e se os ingerir, não se esqueça de escovar os dentes logo depois, para evitar doenças ou infecções bacterianas.

Como posso complementar a minha saúde bucal?

Os remédios caseiros, muitas vezes, podem ser bastante efetivos quando se trata de combater este tipo de condição bucal, como a placa bacteriana, mas é importante não se exceder nas quantidades para que eles não acabem por deixar mais vulnerável a saúde dos dentes em vez de melhorá-la. Alguns dos remédios caseiros que são utilizados para combater a placa e melhorar a saúde dental são os seguintes:

Chiclete

Para algumas pessoas esta recomendação pode parecer estranha, mas um estudo recente demonstrou que o chiclete sem açúcar ajuda a diminuir a produção de placa em nossos dentes. Basta mascar um chiclete depois das refeições para que os resíduos de alimentos que se encontram alojados em nossos dentes se liberem facilmente, para que posteriormente possamos terminar de retirá-los com a escovação.

Bicarbonato de sódio

Quando for escovar os dentes, acrescente um pouco  de bicarbonato de sódio no creme dental (muito pouco). O bicarbonato de sódio dissolve todos os resíduos dos dentes, e além disso, ajuda com o branqueamento dos mesmos de maneira significativa. Você pode fazer isso uma vez por semana antes de dormir, mas lembre-se de que a quantidade de bicarbonato utilizada não deve ser exagerada, assim como a frequência da sua aplicação.

Limão

O suco de limão é perfeito para combater a placa e também para tirar o tártaro dos dentes. A acidez do limão contém propriedades abrasivas que limpam nossa boca em profundidade. Além disso, ele também proporciona brilho, elimina o mau hálito e pode branquear os dentes. Basta usá-lo para escovar os dentes uma vez por semana, diminuindo assim a formação de placa bacteriana aos poucos, sem chegar a aplicá-lo exageradamente, já que assim ele poderia causar o efeito contrário ao que queremos em nossos dentes.

Lembre-se!

Existem poucos métodos e remédios caseiros para limpar, branquear e evitar doenças que prejudiquem a nossa saúde bucal. O melhor que podemos fazer para ter os dentes saudáveis é programar uma visita ao dentista a cada seis meses. Afinal, não há nada melhor do que uma limpeza profissional para eliminar por completo estas condições tão incômodas e problemáticas, como é o caso da placa bacteriana.


































segunda-feira, 30 de março de 2015

Cirurgia corretiva - Gabriel Pelosi


Repara imperfeições no maxilar e dos dentes devolvendo a harmonia do rosto

Queixo alongado ou pequeno, sorriso gengival e face curta são algumas descrições ligadas à estrutura facial e anomalias dos maxilares que, na maioria das vezes, afetam a mordida e causam dores de cabeça e nas articulações da mandíbula e até dificuldade de mastigação. Essas distorções podem ser corrigidas com uma cirurgia chamada ortognática, aliada ao uso de aparelhos ortodônticos, conforme explica o cirurgião bucomaxilofacial José Flávio Torezan.

Como é feita a correção?

O procedimento corrige uma série de pequenas e grandes irregularidades do esqueleto e dos dentes. A cirurgia ortognática, realizada em ambiente hospitalar por um cirurgião bucomaxilofacial, realinha maxilares e dentes, melhorando funções como mastigar, falar e respirar. "Nesse tipo de procedimento, obrigatoriamente o paciente deve estar utilizando aparelho ortodôntico no pré e pós-operatório", esclarece Torezan.

Estética

Apesar do objetivo principal da cirurgia ser o de corrigir problemas funcionais, ela também melhora muito a aparência física do paciente. "A cirurgia para correção dos maxilares move dentes e ossos para posições mais balanceadas, funcionais e saudáveis. Alguns pacientes também experimentam melhoras significativas na sua aparência e em sua fala. O resultado pode trazer efeitos positivos em diversos aspectos da vida do paciente, melhorando a autoestima", explica Torezan.

Feita pelo SUS

Alguns hospitais públicos possuem o serviço de cirurgia bucomaxilofacial. É necessário que o paciente passe em consulta no Sistema Único de Saúde (SUS) com queixa funcional, como dificuldades de mastigação, dores na face e de cabeça, alterações importantes da respiração e da fala. "Quando a queixa é somente estética, esse tipo de cirurgia não é realizado pelo SUS", alerta o cirurgião.

Fatores que indicam necessidade de cirurgia

- Dificuldades para mastigar;
- Dificuldade para engolir;
- Dores crônicas nos maxilares ou nas articulações dos maxilares e dores de cabeça;
- Desgastes excessivos dos dentes;
- Mordida aberta (espaços entre os dentes de cima e de baixo quando a boca está fechada);
- Aparência desequilibrada da face vista de frente ou de lado;
- Lesões ocorridas na face ou defeitos de nascença;
- Queixo retraído;
- Maxilares salientes;
- Incapacidade para fazer os lábios se encontrarem sem precisar fazer esforço;
- Respiração crônica pela boca;
- Apneia do sono.

Mitos e verdades (consultoria: Mario Groisman, cirurgião-dentista)

Cigarro causa gengivite?

Verdade: a nicotina presente no cigarro favorece o crescimento de bactérias.

A escova elétrica é mais eficaz do que a manual?

Mito: a escovação elétrica é tão eficiente quanto a manual.

Goma de mascar sem açúcar auxilia contra as cáries?

Mito: apesar de não conter açúcar, o produto não contribui para combater a cárie dental.

Tomar refrigerante em excesso pode escurecer os dentes?

Verdade: a maioria dos refrigerantes traz corantes, especialmente os à base de cola.

Escova com cerdas duras limpam melhor?

Mito: o modelo da cabeça interfere mais. O ideal são as cabeças quadradas de cerdas médias.



(texto publicado na revista Malu nº 664 - ano 17 - 19 de março de 2015)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Por que sofremos de mau hálito e como tratá-lo naturalmente? (Melhor com Saúde)


O mau hálito ou halitose é muito frequente, especialmente pela manhã, depois que a boca ficou em repouso e pouca saliva foi produzida. Mas há pessoas que sofrem mais durante o recorrer do dia.

A seguir, apresentaremos as causas do mau hálito e também alguns remédios naturais, plantas medicinais, suplementos e dicas para evitá-lo.


Possíveis causas

- Má higiene bucal
- Indigestão
- Problemas dentais
- Alcoolismo
- Tabagismo
- Cáries
- Próteses dentais
- Gengivite
- Sinusite
- Consumo de medicamentos
- Infecções de garganta
- Gastrite crônica
- Mau funcionamento do fígado

Quando a situação é frequente e não melhora com nenhum remédio nem mudança de hábitos ou melhora sem conseguimos determinar a causa, deveremos consultar o médico, já que há algumas doenças graves, como o câncer de pulmão, que também causam mau hálito.

Para tratar a halitose, primeiramente, devemos eliminar as possíveis causas. Caso a origem seja digestiva e hepática, que são as mais comuns, podemos usar alguns dos remédios naturais que citaremos a seguir. Devemos ajudar a limpar o organismo, que está dando sinais de que nosso trato gastrointestinal tem restos de comida em decomposição.


Saladas com clorofila

Um delicioso remédio natural é comer diariamente saladas frescas de salsinha, salsão, menta e abacate, temperadas com azeite de oliva e um pouco de sal marinho. Essas saladas são muito purificantes e ajudam o fígado. Busque consumir, especialmente, alimentos verdes, ricos em clorofila, já que esta substância ajuda a neutralizar o mau cheiro, limpar e refrescar toda a cavidade bucal.


Bagas de zimbro

O zimbro é uma espécie originária da Europa, que cresce em bosques úmidos e frios, e também na Ásia setentrional e na América do Norte.

Este tratamento natural é muito fácil de fazer, mas devemos seguir bem as indicações. Consiste em mastigar as bagas de zimbro meia hora antes de comer. Faça da seguinte maneira:

- Dias 1, 2 e 3: uma baga de zimbro antes de cada refeição.

- Dias 4, 5 e 6: duas bagas de zimbro antes de cada refeição.

- A partir do 3º dia: cinco bagas de zimbro antes de cada refeição.

Continue durante 15 dias, em temporadas.


A alga chlorella

Esta microalga é composta por 60% de albumina vegetal e contém 19 aminoácidos, incluindo os 8 essenciais que devem ser ingeridos em nossas refeições, visto que o nosso organismo não pode produzi-los sozinho.

Além disso, a chlorella é uma fonte natural de substâncias minerais e vitaminas, especialmente a vitamina B12. No caso do mau hálito, a clorofila da chlorella exerce um efeito antibacteriano e, por causa deste efeito, o mau cheiro é neutralizado.

Além disso, também nos ajuda a limpar nosso organismo de metais pesados e outras substâncias tóxicas. Podemos comprá-la em comprimidos e seguir as indicações do produto.


Carbono vegetal

O carbono vegetal, popularmente usado em casos de gases e diarreia, pode ser muito útil para melhora a halitose, já que é desinfetante e absorvente. Basta tomar uma colherada com um pouco de água após as refeições. Além disso, também pode comprá-lo em comprimidos. Para quem tem tendência à prisão de ventre, o mais indicado é utilizar outros remédios naturais que já foram citados.


Plantas medicinais

Temos ao nosso alcance algumas plantas medicinais que neutralizam o mau hálito e ajudam a melhorar o funcionamento digestivo. Pode-se preparar diariamente um litro de infusão com as seguintes ervas, e ir tomando durante o decorrer do dia:

- menta
- anis
- alecrim
- absinto (losna)

Pode-se adoçar a bebida com stevia e também adicionar um suco de meio limão.


Dicas para uma boa higiene bucal

É fundamental que limpemos bem a nossa boca. Não somente por causa dos restos de comida que permanecem nela, mas também porque as comidas de hoje em dia contêm muitas substâncias tóxicas. Recomendamos seguir estas dicas simples para evitar o mau hálito e melhorar nossas saúde bucal.

- use diariamente fio dental
- escovar os dentes por pelo menos 2 minutos
- usar pasta de dente natural, que não tenha sodium laury sulfate, uma substância muito agressiva para o pH da nossa boca

- fazer bochechos com infusões naturais de sálvia, tomilho, canela, menta etc.

- fazer diariamente bochechos com azeite





























domingo, 25 de janeiro de 2015

Tratamentos para os problemas bucais mais comuns (Melhor com Saúde)


Aftas, gengivite, cáries, tártaro, dentes enfraquecidos são problemas bucais que pioram a nossa qualidade de vida, dão uma verdadeira dor de cabeça e um gasto considerável no dentista.

Aqui, vamos explicar suas causas e vamos propor alguns tratamentos simples com produtos naturais, tais como óleo, bicarbonato, tomilho e água do mar.

Possíveis causas

- Alimentação: é a principal causa dos problemas bucais. O mau funcionamento ou sobrecarregamento do sistema digestivo gera, sutilmente, excesso de acidez, a qual altera o pH natural da boca, causando gengivite, aftas, cáries e tártaro. Assim, o melhor tratamento é uma dieta alimentar equilibrada, com muitas frutas e verduras frescas, nozes, legumes, cereais integrais etc.

- Açúcar branco: o açúcar branco merece uma menção à parte, já que é um veneno para os dentes e a saúde em geral. Sua eliminação da dieta é recomendada e deve-se ficar atento àqueles alimentos que o contêm.

- Tabaco e café: tabaco e café mancham os dentes, alteram o pH da boca, causam tártaro e descalcificam os dentes.

- Má higiene bucal: a higiene é imprescindível. Escove os dentes, limpe a língua com escova especial e retire os resíduos entre os dentes com fio dental.

- Produtos químicos: as pastas de dentes comuns contêm ingredientes que criam muita espuma e são agressivos ao pH da boca, piorando problemas como gengivite e aftas. Recomenda-se comprar pastas em herboristas ou lojas de produtos naturais ou até preparar uma pasta caseira.

Apresentamos a seguir quatro receitas naturais para prevenir e tratar os problemas bucais.

Infusão de tomilho

O tomilho é uma erva antisséptica secular, usada para problemas bucais, tais como aftas, feridas ou gengivite. Pode-se tomar o chá diariamente, mas, recomenda-se especialmente realizar enxágues. Para a infusão, ferva um litro de água mineral com 60 gramas de tomilho por 5 minutos, deixando-a descansar por mais 5 minutos. Quando a infusão ficar morna, faça bochechos, repetindo várias vezes por dia até notar melhorias.

Uma pitada de bicarbonato

Como mencionamos, a maioria dos problemas bucais resultam do excesso de acidez na saliva, que pode ser combatida alcalinizando-a e aplicando diretamente na língua uma pitada de bicarbonato.

Recomenda-se levar sempre consigo um frasco de bicarbonato. Umedeça o dedo para colher doses mínimas de bicarbonato e aplique na língua, repetindo esse procedimento várias vezes ao dia, de modo a permitir um processo de alcalinização natural sem alteração do pH bucal. Este remédio funcionará para todos os problemas já citados, inclusive para a prevenção de cáries.

Água do mar para remineralizar a dentadura

A falta de minerais, decorrente de uma má alimentação, enfraquece os dentes e os expõe a qualquer doença.

Uma forma de evitar isso seria tomar cálcio, mas também muitos outros minerais. Por isso, recomenda-se água de mar, para enxágues diários. Pode ser encontrada em herboristas ou lojas de produtos dietéticos, ou até supermercados. Se o mar for perto, recolher, na primeira hora da manhã e fora de temporada, um pouco de água numa garrafa, evitando a superfície da água onde se acumulam resíduos. Pode-se também misturar sal do mar com água mineral.

Bochechos com óleo

Este antigo tratamento ayurvédico é ideal para os problemas bucais e todo o aparato digestivo, uma vez que permite extrair as toxinas e limpar profundamente a boca. Recomenda-se especialmente para infecções bucais, problemas gengivais, placa dentária, dentadura escurecida e dentes soltos.

Precisamos apenas de óleo de girassol ou de gergelim de primeira pressão a frio.





































quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

S.O.S. gengiva - Mariana Viktor


Nem só de dentes bonitos vive uma boca saudável. É preciso tomar cuidado com o tecido que ajuda a sustentá-los. Medidas simples como a boa higiene bucal ajudam muito

Suas gengivas costumam sangrar quando você escova os dentes ou usa fio dental? Atenção: ao contrário do que muita gente imagina, isso não é normal, nem inofensivo. Indica que o tecido da mucosa bucal está inflamado e é o primeiro estágio de um processo infeccioso que pode resultar na perda dos dentes. "Em 98% dos casos a inflamação é crônica e não incomoda por muitos anos", explica Antonio Wilson Sallum, presidente da Sociedade Brasileira de Periodontologia (Sobrape) e professor titular de Periodontia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Durante todo o tempo, no entanto, a infecção vai se espalhando e comprometendo as estruturas que sustentam os dentes. Se nada for feito, eles ficarão tão frouxos que será preciso extraí-los." Para dar uma ideia da incidência do problema, uma pesquisa publicada pelo National Institute for Health dos Estados Unidos revelou que metade dos norte-americanos com mais de 30 anos apresenta sangramento gengival.

As doenças que afetam as gengivas e o sistema de sustentação dos dentes são chamadas de periodontais - do grego peri, em torno, e odonto, relativo aos dentes. "O primeiro estágio da doença é a gengivite. Nessa fase, a infecção atinge apenas a gengiva e a estrutura óssea que sustenta o dente ainda não se encontra comprometida", diz Denise Takemura, periodontista do Instituto Bibancos, de São Paulo. Se não for tratado, porém, o problema tende a evoluir para um quadro de periodontite, em que são afetados o osso e os ligamentos que apoiam o dente.

Higiene x bactérias

A origem das doenças periodontais é a placa bacteriana que se forma entre os dentes e a gengiva. "Também conhecida por biofilme, trata-se de um verdadeiro ecossistema de bactérias produtoras de toxinas que inflamam a área próxima ao dente", resume Antonio Sallum, da Unicamp. Segundo o especialista, a medida mais importante para impedir a sua formação é a higienização local, que deve ser feita com escova e fio dental pelo menos três vezes ao dia e sempre depois que se come alguma coisa. Caso contrário, as bactérias vão se multiplicar de forma mais rápida.

E quem cuida bem dos dentes, vive escovando, usa fio dental regularmente e mesmo assim tem problemas de gengiva? "É sinal de predisposição genética ou indica que o sistema imunológico da pessoa pode ser (ou estar) deficiente no combate a esses bichinhos", observa Sallum. Então você pode até remover a placa visível e deixar seu dente bem limpo, mas as bactérias já migraram para a região subgengival e começam a formar as chamadas bolsas periodontais, o que significa que o problema continua.

Inimiga invisível e perigosa

A bolsa periodontal é aquela fenda entre a gengiva e o dente. Dentro dela, a placa adere à superfície dental e libera toxinas que vão afetar a parte mole. As bactérias, então, 'grudam' no dente e vão se expandindo como uma cidade, formando 'bairros'. A gengiva cresce tanto em largura como em espessura, destrói as fibras de sustentação do dente e vai aumentando seu espaço, milímetro a milímetro. É quando aparecem os sintomas da temida periodontite: mobilidade do dente, mau hálito, supuração (que é a presença de pus) e dificuldade de mastigação. Se ainda notar o aparecimento de uma abertura entre os dentes, é bom ficar alerta: pode existir uma bolsa e você nem desconfiar - até porque as doenças periodontais geralmente não provocam dor, apenas um desconforto na região afetada.

O dentista localiza as bolsas através de uma sonda milimetrada, que é uma espécie de estilete com uma bolinha minúscula na ponta. "O instrumento é introduzido delicadamente dentro do sulco gengival e percorre as quatro faces do dente. Se penetrar até no máximo três milímetros, tudo certo. Mas se for além desse limite é sinal de que existe uma bolsa naquele ponto", explica Antonio Sallum. O profissional também verifica se, ao retirar a sonda, ocorre sangramento. "Ela comprime os vasos sanguíneos - se estiverem inflamados se rompem e liberam gotículas de sangue", esclarece. Às vezes também é necessário tirar uma radiografia para constatar se houve qualquer destruição de tecido ósseo e se o caso evoluiu para uma periodontite.

Quem fuma ou vive sob tensão tem maiores chances de desenvolver esse tipo de doença. "A pessoa estressada possui mais cortisol no sangue, que pode misturar-se ao fluído da gengiva e alimentar as bactérias que destroem o periodonto", afirma Antonio Sallum. Outro aspecto negativo, segundo o especialista, é que a agitação do dia-a-dia faz com que ocorra uma queda no sistema imunológico, deixando o organismo exposto à ação das bactérias.

Doenças como o diabetes, por exemplo, por dificultarem a cicatrização do tecido gengival, também favorecem o aparecimento de gengivites e periodontites. Ainda é possível que um problema endodôntico (no canal do dente) associe-se a um periodontal. "Um tratamento de canal pode causar uma disfunção na região do dente que está sendo tratado e vice-versa", explica a periodontista Denise Takemura.

Do dente para o coração

A placa bacteriana, por sua vez, não é responsável apenas por danos periodontais; ela faz com que as bactérias sejam levadas para o estômago com a saliva e cheguem à corrente sanguínea. Essas bactérias, mais tarde, podem alojar-se no rim, coração, pulmão ou intestino, produzindo distúrbios nesses órgãos. "Já foram identificadas bactérias bucais no coração, agravando o risco de placa de ateroma e trazendo problemas cardiovasculares e de derrames", conta o médico Antonio Sallum. Também existem estudos, ainda não conclusivos, apontando a possibilidade de essas bactérias prejudicarem o desenvolvimento do feto ou provocarem parto prematuro e nascimentos com peso abaixo do normal. Pesquisas ainda relacionam a presença de doenças periodontais a casos de artrite reumatoide severa.

Não bastam dentes saudáveis e branquinhos. O tecido que ajuda a sustentá-los também precisa estar totalmente em ordem para garantir aquele sorriso perfeito. Não se esqueça disso em sua próxima escovação e higiene dentária.

Maneiras de tratar o problema

São duas as etapas que envolvem o tratamento das doenças periodontais. A primeira é a da profilaxia ou limpeza bucal, que deve ser realizada no consultório odontológico. "As modernas técnicas de raspagem ou curetagem, com curetas ou ultra-som, estão cada vez mais modernas", garante Antonio Sallum. No caso de bolsas periodontais profundas pode ser necessária uma cirurgia. Mas existem procedimentos de anestesia absolutamente indolores. Se o indivíduo tiver tendência á gengivite, deve fazer a limpeza preventiva três ou quatro vezes ao ano, caso contrário uma ou duas são suficientes.

Já a segunda etapa é de manutenção da higiene bucal. Para isso, a correta escovação e o uso de fio dental são fundamentais. É importante lembrar de usar escovas com cerdas macias ou extramacias e evitar movimentos intensos e bruscos na hora de limpar os dentes. A escovação intensa ou com as cerdas muito duras fere o tecido, levando à retração da gengiva devido à ação bacteriana.

O controle químico da placa por meio de bochechos com medicamentos também é indicado em alguns casos,desde que com orientação do dentista. Se houver bolsas periodontais, porém, não adianta recorrer ao produto, que não chega à área afetada. Uma vez retirada a placa bacteriana, a gengiva desinflama, o processo infeccioso cessa e o dente, então, fica firme de novo.

Cuidados básicos fazem a diferença

- Lembre-se de que a placa bacteriana é o começo de todas as doenças periodontais - remova-a bem com a escovação e faça visitas semestrais ao dentista.

- Limpe os dentes (com escova macia ou extramacia) depois de cada refeição - a higiene da boca é a maior garantia contra os problemas na mucosa bucal. A forma correta é posicionar as cerdas a 45º, na base das gengivas, fazer pequenos movimentos circulares e logo em seguida deslizar as cerdas em direção ao comprimento dos dentes. O ideal é repetir essa sequência com dois dentes de cada vez, sem esquecer a parte interna da arcada.

- Pela mesma razão, use o fio dental com regularidade.

- Ao escovar os dentes, aproveite para estimular a circulação, massageando delicadamente as gengivas.

- Mesmo se houver sangramento, escove os dentes da forma correta, para evitar o crescimento da placa bacteriana. E procure um dentista.

- Saiba reconhecer o problema: a aparência de uma gengiva doente é a de uma casca de maçã, brilhante, vermelha e fininha.

- Com a idade, aumentam os riscos de doenças periodontais e, portanto, o cuidado com a saúde das gengivas deve ser progressivamente maior.

- Atenção a gravidez, diabetes e estresse, que também predispõem à gengivite e á periodontite.

- Se usar aparelho dentário, redobre os cuidados com a higiene.




(texto publicado na revista VivaSaúde nº 10 - ano 2 - fevereiro de 2005)














sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Aftas: sistema digestivo pode ser a causa das lesões - Eliane Martins


Aquelas úlceras amareladas e doloridas que aparecem nas mucosas da boca, conhecidas como aftas, podem ser causadas por diversos desequilíbrios ocasionados no organismo. No entanto, quando elas duram semanas e são seguidas pelo surgimento de novos ferimentos, podem indicar problemas gastrointestinais e má alimentação. Nestes casos, é necessário procurar um dentista ou um médico, que pode ser um gastroenterologista ou um cirurgião bucomaxilar.

Sintomas

De acordo com Marta Deguti, gastroenterologista e hepatologista da Federação Brasileira de Gastroenterologia, alguns sintomas que podem acompanhar as aftas, em casos mais graves, são: sangramento, dor, inchaço, vermelhidão, placas brancas, mau hálito, febre, emagrecimento acentuado, hemorragia digestiva, artrite, diarreia, feridas na pele, problemas de mastigação, gengivite ou má mordedura.

Problemas a caminho

Geralmente, as aftas aparecem na boca e não estão ligadas a sérios distúrbios, mas se elas surgirem em outros órgãos do sistema digestivo, como esôfago, estômago e intestino, podem ser sinais de doenças inflamatórias autoimunes.

Frequência

No caso de as aftas aparecerem com muita frequência ao longo dos anos, e sem causa definida, a pessoa pode ter o que se chama de estomatite aftosa ou doença aftosa recorrente. "Uma boa parte das pessoas começa a manifestar o problema ainda na infância, e isso vai se amenizando com a idade", explica a especialista. O distúrbio é mais comum em mulheres de origem europeia, não-fumantes e em condição sócio-econômica mais elevada. Frequência e gravidade das aftas podem ser afetadas pelo fumo e por alimentação inadequada. Chocolate, amendoim, morango, queijo, café, tomate e conservantes são alguns dos alimentos que podem causar o problema.

Segundo a dra. Marta, há influência genética no aparecimento da estomatite aftosa. "Aproximadamente quarenta por cento das pessoas com a doença contam que há mais casos na família. Há também mulheres que a associam aos hormônios femininos e relatam melhora durante a gravidez", diz.

Como se cuidar

O tratamento para as aftas pode ser feito com bochechos de um copo de água morna com meia colher (chá) de sal, ou com soluções antissépticas (clorexidina, povidina e água oxigenada). A médica recomenda também a aplicação de de corticosteroides e anestésicos locais, como triancinolona e lidocaína. Ela ressalta que, não havendo alívio dos sintomas, é importante buscar ajuda de um especialista para encontrar o agente causador e a forma de cura mais adequada.




(texto publicado na revista Tua revista nº 78 - ano 4)








quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Da boca para o seu corpo - Leonardo Valle


Micro-organismos nessa região atingem a artéria do dente e caem na circulação, provocando infecções

Centenas de micro-organismos compõem a flora bacteriana da boca. Mas quando há desequilíbrio na região, as bactérias bucais podem causar problemas em outros lugares do corpo. "A cárie progride até a polpa do dente, onde se encontram um nervo, uma artéria e uma veia. O micro-organismo cai no sistema circulatório e chega a outros órgãos", exemplifica Mara Cinthia Fernandes, presidente da Associação Brasileira de Odontologia (ABO-Regional ABC). Vários fatores podem provocar mudanças na flora bacteriana, como machucados, uso de medicamentos, consumo de álcool, tabagismo e alimentação. A má higiene bucal e a decomposição de restos de comida sobre os dentes também fazem a população de micro-organismos crescer. "Essa deficiência de escovação pode ser causada por dentes tortos e má oclusão da boca", completa.

O caminho das bactérias

Coração: ao cair na circulação, a bactéria se aloja no endocárdio, infeccionando-o. Além disso, pode provocar danos à válvula do coração, embolia, insuficiência cardíaca e morte.

Pulmão: as bactérias são aspiradas pela boca e direcionadas para as vias respiratórias. De lá, alcançam os pulmões, provocando inflamação.

Cérebro: pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que 95% das pessoas que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) possuíam doenças periodontais contra 28% do grupo controle. A hipótese é que o acúmulo de placas de gordura seja potencializado pela ação das bactérias quando já se tem predisposição ao problema.

Placenta: nas gestantes, as bactérias bucais que circulam pelo sangue podem chegar à placenta e desencadear o nascimento prematuro do bebê.

Atenção à escova

A escova ideal deve ter a ponta menor que o restante da cabeça, cerdas macias e arredondadas. "As cerdas devem fazer o movimento da gengiva à ponta do dente", orienta a presidente da ABO-ABC.

Sono e dentadura

Entre os idosos, usar o acessório durante o sono aumenta o risco de doenças, especialmente pneumonia. Um estudo da Escola de Odontologia da Universidade de Nihon (Japão) mostrou que 40,8% dos pacientes examinados estavam expostos à doença, se comparados aos que não dormiam com dentadura. E não só: placas na língua, inflamações na gengiva e "sapinho" também estavam presentes.




(texto publicado na revista VivaSaúde nº 139)








sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Engolir e mastigar errado pode causar rugas na face e aumento do peso - Patricia Antoniazi, fonoaudióloga e coach


As contrações da musculatura facial realizadas de forma inadequada durante as funções de mastigação e deglutição determinam as rugas na pele, "que são pregas e sulcos perpendiculares ao sentido das fibras musculares, revelando traços de envelhecimento no rosto, que muitas vezes ainda são jovens.

"A força do apertamento realizada com os lábios para compensar a movimentação inadequada da língua no momento de engolir saliva ou alimentos pode estar relacionada a possíveis problemas odontológicos, a respiração errada e ao ranger dos dentes (bruxismo). O processo de envelhecimento traz também uma diminuição das fibras musculares e da gordura facial que acentuam essa contração inadequada no momento da deglutição", afirma a fonoaudióloga e coach Patricia Antoniazi.

Para que o impacto da ação muscular sobre a pele seja o menor possível, reduzindo a possibilidade de formação de rugas, o correto é engolir pressionando a região anterior da língua contra a porção anterior do céu da boca, atrás dos dentes, mantendo os lábios fechados, entretanto relaxados.

É importante aprender a utilizar de forma harmônica os dois lados da face, com um padrão de mastigação bilateral alternada e, ao engolir, usar primordialmente a força de contração da língua em substituição ao apertamento labial, movimentação inadequada de cabeça e outras compensações. Para que esse padrão se torne automático, é necessária a repetição consciente, várias vezes ao dia, durante as refeições e lanchinhos.

Faça da sua refeição um momento consciente, não reaja ao alimento. Descanse os talheres enquanto mastiga e aprecie a sua refeição. E, então, quando você realizar espontaneamente os movimentos suaves durante a refeição, sem reagir, nasce a ação. A ação mastigadora é bela, a reação mantém comportamentos ruins ao corpo. A "reação mastigatória" poderia ser exemplificada como aquele momento que comemos pensando em problemas ou assistindo televisão. A reação mastigatória continua fazendo os movimentos mastigatórios inadequados mais numerosos, mais sólidos e mais fortes causando problemas de saúde e de envelhecimento precoce.

Ao comer com uma atitude diferente, ao beber com uma atitude nova, logo verá que seu corpo responderá de forma harmoniosa.

Diminua o tamanho da mordida ou porção colocada na boca e aumente a amplitude dos movimentos mandibulares, com calma e suavidade. Com isso, terá força e tempo suficiente para transformar os alimentos em partículas pequenas para a sua digestão.

Curta a hora da mastigação e deglutição! Além de tudo o que foi dito acima, fará fortalecimento muscular de forma correta, com isso, você também estará investindo em seu rejuvenescimento!

Quantas vezes devemos mastigar o alimento antes de engolir?

Não existe um número de mastigações ideal, infelizmente, não funciona assim.

O número de mastigações até o momento de engolir o alimento depende das características e tamanho do alimento e, das características do sistema mastigatório de cada um, que conduzirá à quebra do alimento, pelo emprego da força muscular, performance mastigatória e fluxo salivar. Estas características do sistema mastigatório, da face e cavidade oral, de cada um influenciam na formação do bolo alimentar por meio do número específico de mastigações até o momento de engolir. A mastigação dependerá da idade, sexo e características da face de cada um.

O número de mastigações tem sido mostrado como constante no sujeito, com um tipo específico de alimento, enquanto há uma grande variação entre sujeitos. O indivíduo pode ser acostumado a mastigar o alimento por certo período de tempo até a deglutição. A sucessão regular dos ciclos mastigatórios oferece um ritmo à mastigação e essa é uma característica individual de cada um.

Destacamos que:

- Crianças precisam mastigar mais o alimento antes de engolir e mesmo assim engolem pedaços maiores quando comparados com adultos.

- Mulheres precisam mastigar mais que os homens porque precisam de mais mastigações para a trituração do alimento.

- No envelhecimento os músculos ficam mais fracos e por isso é necessário mastigar mais.

- Na face longa há necessidade de mais mastigações e na face mais curta menos mastigações porque nesta última há maior força de mordida.



(texto publicado no jornal Oeste News nº 67 - ano 5 - dezembro de 2014)






sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A saúde começa pela boca - Júlia Arneiro


Cuidar da saúde não implica apenas em frequentar diversos médicos, fazer exames laboratoriais com frequência, se alimentar bem e praticar exercícios físicos. Além da saúde corporal (e mental), é importante estar sempre em dia com a saúde bucal. Quem não tem o hábito de escovar os dentes após as refeições corre riscos de desenvolver periodontite, inflamação que atinge a gengiva; é uma porta de entrada para as bactérias que habitam a boca - e que, por meio da corrente sanguínea, podem atingir o coração, processo chamado de endocardite. Esta doença pode ser de causa inflamatória e bacteriana, sendo a última mais comum em pacientes portadores de cardiopatias estruturais ou congênitas. Tanto uma quanto a outra colocam em risco as funções cardíacas, principalmente nas válvulas. Além de poder levar a óbito, a endocardite pode acarretar outros malefícios, como insuficiência cardíaca e AVC (acidente vascular cerebral), além do infarto. A endocardite infecciosa costuma ser comum em crianças com algum tipo de cardiopatia congênita, pois o sangue pode passar acelerado por válvulas ou orifícios presentes na parede que separa os ventrículos, predispondo o alojamento das bactérias nestas estruturas. Os principais sintomas da endocardite são: perda de peso, inapetência, sangue na urina, febre persistente e fraqueza. Se algum destes sintomas aparecer, consulte um médico. O profissional provavelmente pedirá um hemograma e um ecocardiograma, que são os exames capazes de detectar a doença.



(texto publicado na revista Bem Mulher nº 2 - ano 1)


domingo, 7 de dezembro de 2014

Poder da maçã - Gisele Peralta


10 razões para incluí-la diariamente nas suas refeições!

Os polifenóis e os flavonoides, presentes na casca e na polpa da maçã, protegem as células da ação dos radicais livres, retardando o envelhecimento, além de impedirem uma série de doenças, entre elas, o câncer", afirma a nutricionista Daniela Jobst.

1) Afasta os radicais livres

Os radicais livres são preocupantes quando estão em quantidade exagerada, podendo comprometer as funções do organismo e desencadear algumas doenças, como o câncer. Para barrar essa produção acelerada, entram em cena os alimentos antioxidantes, como a maçã.

2) Controla o colesterol

A união da pectina, um tipo de fibra solúvel encontrada na maçã, com os flavonoides, substâncias que protegem o organismo contra radicais livres, impede a oxidação do colesterol nas artérias, o que faz com que ele não se acumule e não interrompa a passagem de sangue.

3) Faxina bucal

Os dentes, gengivas, a garganta e as cordas vocais estão protegidos com o consumo regular de maçã. A fruta age como um adstringente e tonificante, eliminando bactérias e garantindo a saúde dessas estruturas.

4) Funcionamento do intestino

A pectina é responsável por facilitar o trânsito intestinal, já que aumenta o volume do bolo fecal e estimula a sua eliminação. Porém, para isso, é também preciso ingerir diariamente uma boa quantidade de água, caso contrário o efeito é inverso.

5) Glicose sob controle

A maçã é composta por um tipo de açúcar chamado frutose que, em união com a boa quantidade de fibras da fruta, é liberado mais lentamente na corrente sanguínea em relação á sacarose, o açúcar extraído da cana de açúcar. Por esse motivo, a fruta é uma das opções para os diabéticos, por manter o nível de glicose estável por mais tempo.

6) Coração protegido

A pectina protege o coração ao reduzir os níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue. Sem falar na boa quantidade de potássio presente na maçã, determinante para que a pressão arterial se mantenha nos níveis ideais. Livre de colesterol nas artérias e com a pressão arterial controlada, o coração trabalha melhor.

7) Prevenção do câncer

Com grandes quantidades de antioxidantes, a fruta atua como uma verdadeira barreira contra doenças, entre elas o câncer. Já as fibras solúveis, que estimulam o trabalho do intestino, também agem contra os tumores, já que eliminam impurezas com potencial para desencadeá-los.

8) Melhora na respiração

Os nutrientes da maçã reduzem inflamações que acometem os brônquios. A fruta é recomendada para quem sofre com problemas respiratórios, em especial a asma. Além disso, com o consumo regular da fruta, o organismo se torna mais resistente às alergias, grandes responsáveis pelas crises de asma.

9) Poucas calorias

Se você está de dieta, aqui está mais uma razão para consumir maçã. Em 100 g da fruta há apenas 56 kcal, ideal para aquele lanchinho entre as refeições principais. Sem falar que ela é rica em fibras, que aumentam a saciedade e ainda ajudam no funcionamento do intestino.

10) Variedade e praticidade

Cansou de comer maçã vermelha? Mude para a maçã verde ou experimente os diferentes tipos da fruta. Cada um deles possui uma particularidade que diferencia seu sabor e consistência. Os mais consumidos no Brasil são: Fuji, Gala, Red Delicious e Granny Smith.




(texto publicado na revista Malu nº 641 - ano 16 - 9 de outubro de 2014)










domingo, 9 de novembro de 2014

Com pé e cabeça - Maiá Mendonça


A alimentação moderna requer pouco esforço dos dentes e dos maxilares. E o ser humano precisa de uma mastigação equilibrada para melhorar uma dezena de males que, aparentemente, não têm nada a ver com a boca

Que é possível prevenir escolioses, vícios de postura, dores no corpo e de cabeça, sintomas de Alzheimer em idosos, e ajudar crianças hiperativas tratando esses problemas no consultório do cirurgião-dentista parece conversa mole para boi dormir. O que têm a ver a boca e os dentes com a maneira de o cidadão pisar? Ao que tudo indica, a Reabilitação Neuro-Oclusal, apoiada em centenas de trabalhos científicos, está aí para provar que sim: a mastigação equilibrada tem tudo a ver com uma série de males dos tempos modernos.

Quem fala sobre o assunto é o professor João Alberto Martinez, coordenador do curso de pós-graduação em Ortopedia Funcional dos Maxilares da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), formado pela Universidade Santo Amaro, com pós-graduação na USP, e em Barcelona, onde teve contato com o trabalho de Reabilitação Neuro Oclusal (RNO), desenvolvido pelo Dr. Pedro Planas, baseado em sua experiência de mais de 60 anos como médico e odontólogo.

Para encurtar a história e deixá-la mais compreensível, tudo começou quando o Dr. Planas analisava os dois principais fatores de perda dental: cárie e problema periodontal. E notou que o tratamento da cárie estava bem resolvida, enquanto pouco se sabia sobre o problema periodontal, uma vez que os procedimentos preventivos e terapêuticos limitavam-se às técnicas de escovação, às raspagens e curetagens. O Dr. Pedro Planas percebeu que a odontologia voltara-se para a placa bacteriana como a principal responsável, e não se dava conta de que existiam outras incógnitas nessa equação. Por que pessoas com uma higiene perfeita tinham problemas periodontais, enquanto outras, sem nenhuma higienização, não apresentavam nenhuma inflamação? Se perguntava ele. Foi observando seus pacientes que ele passou a estudar o equilíbrio oclusal e desenvolveu a Reabilitação Neuro-Oclusal (RNO).

Mesmo tendo sido desacreditado a princípio, o Dr. Planas conseguiu atrair seguidores de todo o mundo, que passaram a estudar seu método, conseguir excelentes resultados, publicar artigos em revistas científicas, e comprovar sua teoria.

O Dr. João Alberto Martinez é um desses estudiosos do equilíbrio oclusal. Seu primeiro desafio foi provar que a forma de mastigar era capaz de alterar a postura. Notou que eram poucas as pessoas que tinham uma forma de mastigar em equilíbrio, ou seja, dos dois lados da boca. E que harmonizar a função mastigatória melhorava a capacidade cognitiva e era capaz de auxiliar na boa postura, melhorar a respiração e até minimizar enxaquecas.

"Os alimentos da sociedade moderna são muito macios. Principalmente as crianças deveriam comer alimentos duros, secos, fibrosos, como os povos mais primitivos, que têm o melhor equilíbrio oclusal entre os humanos", comenta o Dr. Alberto que, além de atender em seu consultório, comanda uma equipe de cirurgiões-dentistas com formação lato sensu para atender à população carente em uma moderna clínica, montada na APCD, em Santana, onde aplica a mesma técnica de RNO de seu consultório. "O paciente paga uma taxa simbólica e recebe o tratamento preconizado por Pedro Planas. E nenhum paciente começa ou termina um tratamento sem o aval da equipe de professores", complementa ele.

Quanto antes o tratamento começar, melhor. Mesmo em crianças ainda com dentes de leite, "esse já vai sendo posicionado corretamente para quando surgir a dentição definitiva, qualquer eventual problema já tenha sido corrigido ou amenizado", explica.

Com a ajuda de brocas e às vezes pistas (pequenos acréscimos de material sobre os dentes), e aparelhos, o Dr. Martinez vai "acertando" a mastigação de crianças, adultos e idosos e o resultado é possível sentir no corpo. Como o caso da garotinha que sofria de postura escoliótica e com o tratamento ocorreram mudanças de postura importantes, como comprovam suas fotografias de corpo inteiro.

Não são apenas as crianças que se beneficiam com a Reabilitação Neuro-Oclusal. Em 2007, o Dr. Kazuo Tanne, do Departamento de Ortodontia e Biologia Evolutiva Craniofacial da Universidade de Hiroshima, divulgou os resultados de uma pesquisa realizada no Japão, que relacionava deficiências na mastigação com a produção de proteína beta-amiloide, principal indicadora da doença de Alzheimer. "A ossatura craniofacial necessita da mastigação para se desenvolver, o que implica não somente no movimento de abrir e fechar a boca, mas também nos movimentos de lateralidade da mandíbula, com contatos em ambos os lados da arcada dentária de forma equilibrada", explica o Dr. Martinez.

Muito possivelmente muitos males poderão ser minimizados com esse tipo de tratamento, evitando, muitas vezes, que uma criança diagnosticada equivocadamente com déficit de atenção seja tratada com Ritalina, enquanto que um simples chiclete poderia ajudar no diagnóstico para a obtenção de uma mastigação e respiração nasal adequadas, e auxiliar no tratamento do problema.



(texto publicado na revista Bem+ nº 10 - ano 2 - out/nov de 2014)