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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Nunca tivemos uma geração tão triste - Augusto Cury


Excesso de estímulos

“Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema ‘bateu, levou’, e a desenvolver altruísmo e generosidade”.

Geração triste

“Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais”.

Dor compartilhada

“É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações”.

Intimidade

“Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só atuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem valer por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais”.

Mais brincadeira, menos informação

“Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não colocar limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de refletir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo”.

Parabéns!

“Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis”.

Conselho final para os pais

“Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para atuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar e mente, como vão ajudar seus filhos a diminuírem a ansiedade?”.

sábado, 5 de novembro de 2016

Está triste? Coloque em prática estes 8 conselhos (Melhor com Saúde)


Lembre-se que, ao fazer exercícios, seu cérebro libera endorfinas. Por isso, quando a tristeza aparecer, vá para a rua e tome um pouco de sol enquanto caminha a passos rápidos.

É perfeitamente normal nos sentirmos tristes em um momento ou em outro. Afinal, é impossível ser feliz o tempo todo, já que todos nós temos que lidar com diferentes tipos de problemas em nossas vidas.

No entanto, quando a sensação de tristeza nos invade, precisamos aprender a lidar com ela da melhor forma possível. Caso contrário, dependendo do que nos deixou triste, podemos ser inundados por pensamentos negativos que podem inclusive nos levar à depressão.

Neste artigo, iremos dar alguns conselhos para lidar com a tristeza. Ainda que eles não sejam capazes de acabar com os nossos problemas, podem nos ajudar a quebrar a corrente de negatividade e sensações ruins que nos deixam deprimidos.

1. Entenda o seu ciclo emocional

A vida é uma verdadeira montanha-russa emocional. Há dias em que acordamos super dispostos e confiantes, como se pudéssemos conquistar o mundo. No entanto, também há dias em que não queremos nem levantar da cama.

Precisamos entender que esse tipo de comportamento é normal, e todos nós passamos por ciclos emocionais que vêm e vão. Isso ocorre principalmente com as mulheres, devido aos hormônios associados ao ciclo menstrual. Por isso, se você estiver triste sem um motivo aparente, saiba que essa sensação logo irá embora.

2. Passe seu tempo com pessoas positivas

As pessoas com as quais você interage possuem uma influência enorme em seu estado de ânimo. Pensamentos positivos e negativos são contagiosos, por isso, se você se cercar de pessoas negativas, é normal que, com o tempo, comece a se sentir assim também.

Ao invés disso, passe seu tempo com pessoas positivas, daquelas que têm sempre um sorriso no rosto. Converse com elas e tente entender a forma como veem o mundo. Assim, você pode se contagiar com a energia positiva dessas pessoas e afastar a tristeza.

3. Reflita sobre seus sucessos do passado

Quando estamos em meio de um momento triste ou de um fracasso, é difícil refletir sobre os sucessos que já alcançamos na vida. Se você estiver triste, tente fazer esse exercício. Lembre-se de tudo que você já conquistou, pense nas suas forças e no quanto você ainda pode alcançar. Assim, podemos aumentar nossa autoconfiança, importante para nos livrarmos da tristeza.

4. Seja grato

Todos temos problemas, mas todos temos também vários motivos para sermos gratos. Temos a mania de nos compararmos aos outros, e de somente achar que estamos bem se estivermos melhor do que alguém. Precisamos parar com esse comportamento e agradecer pelo que temos, mesmo que pareça pouco.

5. Durma bem

O sono possui um impacto significativo em nosso estado de ânimo. Noites mal dormidas não nos deixam somente sem energia e disposição, elas também podem afetar nosso humor. O cansaço pode agravar a sensação de tristeza, e não adianta achar que podemos recuperar as horas de sono perdidas durante o final de semana, pois nosso organismo não funciona dessa forma.

Por isso, tente deitar cedo e dormir cerca de 8 horas por noite. Com mais disposição, fica muito mais fácil combater a tristeza.

6. Movimente-se

Praticar atividade física pode ser a última coisa que algumas pessoas pensam em fazer quando estão tristes, mas os exercícios podem ser ótimos aliados para nos deixar mais animados. Eles provocam a liberação de endorfina, o hormônio do bem estar, que faz com que nos sintamos mais leves e felizes.

Não importa a atividade escolhida, o que importa é movimentar o corpo. Pode ser uma caminhada ao ar livre, uma aula de dança, ir à academia, o que for da sua preferência.

7. Pare de pensar no que lhe incomoda

Não adianta nada ficar remoendo o que aconteceu ou pensando em como tudo poderia ter sido diferente. Seja lá qual for o motivo da tristeza, o que passou já está no passado, e infelizmente não vai mudar.

Pare de pensar ininterruptamente no que lhe incomoda e faça algo para se distrair. Você pode ler um livro feliz, ver um filme de comédia do qual você goste ou sair para conversar com os amigos. Qualquer coisa que tire da sua mente o motivo da sua tristeza.

8. Quebre a rotina

Fazer a mesma coisa monótona todos os dias pode tornar mais difícil lidar com a tristeza. Tente quebrar a rotina e mudar de cenário, pelo menos por um dia. Experimente fazer algo novo que você não faria normalmente. Além de se distrair e de se esquecer dos problemas, você pode até descobrir algo novo sobre si mesmo.

domingo, 12 de junho de 2016

Se não quiser adoecer, fale dos seus sentimentos! - Dr. Drauzio Varella



Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.

Com o tempo, a repressão dos sentimentos, a mágoa, a tristeza, a decepção degenera até em câncer.

Então, vamos confidenciar, desabafar, partilhar nossa intimidade, nossos desejos, nossos pecados.

O diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e poderosa terapia.

Se não quiser adoecer – “tome decisão”.

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia.

A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões.

A história humana é feita de decisões. Para decidir, é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros.

As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “busque soluções”.

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo.

Melhor acender o fósforo que lamentar a escuridão. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.

Se não quiser adoecer – “não viva sempre triste”.

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem a vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

Se não quiser adoecer – “não viva de aparências”.

Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão de estar bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc. Está acumulando toneladas de peso…

Uma estátua de bronze, mas com pés de barro.

Se não quiser adoecer – “aceite-se”.

A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Os benefícios da crise


Pesquisas recentes sobre traumas têm incluído um olhar para as consequências positivas das experiências traumáticas, principalmente no que diz respeito aos efeitos sobre o desenvolvimento da personalidade pessoal e o crescimento interior.

Alguns dos sintomas e sinais de uma crise e de uma trauma são semelhantes - por exemplo, tristeza, isolamento, confusão, oscilações de humor podem estar presentes nos dois casos. No entanto, a direção que uma ou outra situação toma não o é. Por isso, é de grande importância distinguir o enfrentamento de uma crise, em que se mantém viva a possibilidade de superação, transformação e crescimento, de um processo de traumatização, em que, ao contrário, a pessoa passa a viver a paralisia e o congelamento internos que a imobilizam em torno do evento que não foi possível elaborar.

Elisabeth Kübler-Ross (1983) trabalhou, por longos anos, com pacientes terminais e distinguiu cinco diferentes etapas possíveis de serem atravessadas no processo de enfrentamento da proximidade da morte, bem como do luto enfrentado pelas pessoas que perdem entes queridos. Se tonarmos o luto como a elaboração de perdas, quaisquer que sejam elas, podemos reconhecer essas etapas na base de várias diferentes crises a que estamos sujeitos em nossa vida humana.

De forma bastante resumida, a primeira fase é a da não aceitação e do isolamento. Em geral, num primeiro momento as pessoas ficam entorpecidas pelo choque ou pela dor. Podem surgir atitudes como negação e recusa de enfrentar a situação, que funcionam como um mecanismo de defesa contra aquilo que ainda não é possível suportar. Numa segunda fase, podem surgir raiva e tristeza pela perda sofrida. Nessa etapa, é comum que se manifestem sentimentos de vazio, irritabilidade e agressividade, questionamentos sobre o sentido da vida, desapontamento, preocupação, assim como a busca por culpados e perguntas do tipo: "Por que ele (a) se foi?". A raiva, nessa fase, é um sentimento natural de externalização da revolta e uma reação contra o sofrimento impingido. A terceira etapa do processo de luto é designada como fase da negociação ou barganha. Por vezes, está ligada a fortes sentimentos de culpa ou ao arrependimento por ações feitas, bem como por aquilo que não foi realizado. É possível que surjam fantasias, especialmente nas crianças, de que essas ações ou omissões foram determinantes para o que ocorreu - "minha avó se foi porque eu era malcriado com ela", "se eu tivesse sido mais amoroso, minha esposa não teria adoecido". Se a pessoa está doente e vê a proximidade da própria morte tenta fazer promessas ou negociações - com os profissionais que cuidam dela e até com Deus - com o objetivo de manter as coisas como eram até então.

Um possível quarto estágio do processo de luto é a depressão. Ela tanto pode ser reativa como preparatória. A depressão reativa ocorre quando surgem outras perdas devido à morte, por exemplo, prejuízos financeiros, mudanças de status e de padrão de vida, bem como a perda de papéis no âmbito do grupo familiar. Já a depressão preparatória é o momento em que a aceitação está mais próxima, porque há processos retrospectivos, de balanço e de reflexão que, embora possam produzir abatimento e tristeza, já significam a elaboração do ocorrido. O último estágio é, por fim, o da aceitação. Quando se chega a ele, surge uma maior serenidade frente à morte, à perda e à separação. É o momento em que é possível expressar de forma mais livre os sentimentos, emoções, frustrações e dificuldades enfrentados e com isso de fato elaborá-los. Esses estágios não são regulares e podem ser vividos ou não de acordo,  mais uma vez, com as características pessoais de cada indivíduo.

Todas essas etapas precisam ser adequadamente atravessadas para que uma pessoa supere a vivência difícil e a vida para prosseguir. Os recursos e suportes necessários para as diferentes etapas devem ser propiciados, a fim de facilitar a evolução do processo. Às vezes, são coisas bem simples, como haver liberdade de expressar a raiva e todos os sentimentos experienciados, por mais difíceis e negativos que eles possam parecer. Também a presença de uma rede de apoio, como familiares, amigos e profissionais bem preparados vinculados à pessoa ou à situação enfrentada, é de grande e fundamental importância.

Sintomas

Caso as etapas de elaboração de uma perda ou da confrontação com uma realidade difícil não transcorram de tal forma satisfatória, um trauma pode se instalar. BerndRuf (2014) aponta para quatro etapas de desenvolvimento e efetiva instalação de um trauma. Ele diz que depois de um evento potencialmente estressor e que representa uma sobrecarga para o indivíduo, segue-se uma fase de choque com duração de um a dois dias. Aí podem se manifestar sintomas diversos, como uma experiência distorcida do tempo e do espaço, distúrbios perceptivos e diversas reações psicossomáticas (alergias, cefaleias, problemas digestivos, queda da imunidade etc.). Amnésias ou, ao contrário flashbacks recorrentes podem ocorrer. Atendi uma senhora que perdera o marido repentinamente por conta de um câncer agressivo que já havia evoluído muito quando foi descoberto. O único filho do casal, que tinha então 12 anos de idade e era extremamente apegado ao pai, reagiu aos poucos à perda de forma positiva, no entanto não se lembra de absolutamente nada do período que compreende a internação do pai, sua morte dez dias depois e as duas semanas seguintes. Aparentemente, ele elaborou bem o ocorrido depois disso, mas todas as lembranças desse período se perderam, sendo parcialmente reconstituídas em função dos relatos das pessoas próximas.

As oito semanas seguintes (aproximadamente) costumam ser decisivas para um bom encaminhamento do processo de elaboração. Começa a haver uma confrontação com a realidade e uma tentativa de integrar o que ocorreu. No entanto, sintomas relativos ao choque podem continuar se manifestando, embora de forma cada vez mais intensa. São eles: paralisias ou hiperatividade, depressão ou agressividade, medos e preocupações, pesadelos ou sonhos com o que aconteceu, problemas de concentração, isolamento, distúrbios do sono e da alimentação. É comum que as pessoas passem a evitar tudo o que pode lembrar o evento impactante, sejam locais, objetos, outras pessoas ou mesmo pensamentos e sentimentos. Para muitos, a experiência é de um certo congelamento interno, um amortecimento, e de vazio. Esses sintomas podem desparecer paulatinamente e se perder no período de quatro a oito semanas. Caso persistam além desse tempo, é possível que a pessoa desenvolva um distúrbio traumático. Nessas situações, cada sintoma pode se transformar em uma doença independente. O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é uma das consequências mais comuns dos traumas e precisa de tratamento.

Mais a longo prazo ainda, no caso de persistirem e se repetirem as experiências traumáticas ou mesmo os sintomas desencadeados pelo evento estressor, indicando que a experiência não pôde ser transformada, a estrutura da personalidade como um  todo fica ameaçada e é possível que sofra mudanças profundas e permanentes.

Vítimas que chegam a esse estágio crônico podem se sentir sob constante ameaça e tensão. Por causa disso, é comum que apresentem atitudes como hostilidade, agressividade, conformismo extremo, perda de sentido da vida, fracasso profissional ou nos relacionamentos, isolamento social e quadros depressivos. Outra consequência possível é um distorção nos valores e traços de caráter. É frequente que vítimas se tornem algozes. De forma incontrolável essas pessoas repetem o que ocorreu, seja sofrendo novamente a mesma situação seja infligindo sofrimento aos outros.

Luto ou reação traumática?

Para que um evento traumático seja superado, deveria se seguir a fase inicial de choque, em que se fazem presentes um certo atordoamento e atitudes caóticas, uma fase de reação, na qual a pessoa já consegue confrontar com a realidade, na tentativa de integrar o que ocorreu. Então, tem lugar uma fase de adaptação, em que se procuram compreender e esclarecer o que foi vivido, o que, se for um processo bem-sucedido, implica na dissolução do trauma. Todos esses estágios encaminham-se para uma fase de reorientação, quando a vida é reorganizada e surgem novas potencialidades e possibilidades. Esses estágios são semelhantes à fase de elaboração do luto.

Apesar da grande semelhança entre os processos de luto e de trauma, há também diferenças marcantes. Segundo Levine e Kline (2010), ao passo que o luto nem sempre está relacionado a um trauma, todo trauma compreende um processo de luto.

Vejamos algumas diferenças marcantes entre um e outro. Enquanto que na reação de luto se manifestam sentimentos de tristeza sem que estes agridam a autoimagem e a autoconfiança da pessoa, a reação traumática conduz a sentimentos de impotência e perda de segurança e confiança no mundo e em si mesmo. Ao passo que o luto leva à tristeza, mas essa pode se expressar, é comum que no trauma as pessoas sofram em silêncio.

Os sonhos podem ser observados na fase que se segue a um evento difícil e trazem informações importantes sobre o processamento do ocorrido. Enquanto que nos casos de luto é comum que principalmente as crianças sonhem com os falecidos, nos sonhos que emergem em meio a processos de traumatização o que é frequente é que elas sonhem consigo mesmas como sendo as possíveis vítimas dos acontecimentos.

Finalmente, um importante traço a ser observado é que os sinais e sintomas que se apresentam ao longo de uma vivência de luto vão sendo amenizados e desaparecem com o tempo, ao contrário do que ocorre nas vivências traumáticas que não são elaboradas, nas quais, com o passar do tempo, se apresentam um aumento e a intensificação dos sintomas provenientes do choque.

Situações limitadoras

Ora, não são apenas situações extremas, de grave comprometimento psíquico, que afetam a vida das pessoas, limitando suas possibilidades e experiências. Muitos pacientes chegam ao consultório se perguntando qual é o seu trama, o que teve um poder tão forte de paralisar áreas inteiras da sua vida. Suas histórias de vida carregam, sem dúvida alguma, dificuldades, mas algumas áreas funcionam bem, enquanto outras estão comprometidas - por exemplo, é possível que alguém se realize profissionalmente, mas perceba uma enorme desordem em sua vida afetiva; ou pode ser que embora com uma vida familiar razoavelmente equilibrada, se desespere em não conseguir se expressar em outras áreas, como do trabalho, da sexualidade ou socialmente.

Muitas vezes essas pessoas já associam certos sofrimentos vividos aos bloqueios que experimentam no momento presente e vêm em busca de se certificar disso, entender melhor seus impedimentos e desatar nós, de modo a poderem viver de forma mais plena.

De fato, não são apenas traumas que paralisam ou tolhem nossas vidas. Em outros níveis mais brandos, as rupturas ocorridas no aparato psíquico que não tiverem sido completamente superadas podem continuar manifestando seus efeitos, principalmente sob a forma de bloqueios de energia psíquica e da criatividade, para viver de forma satisfatória e que corresponda às aspirações internas pessoais. O caminho para essa realização pessoal encontra-se repleto de obstáculos.

Tal como na teoria psicanalítica, Jung, discípulo de Freud, que depois se afastou dele, criando sua própria teoria, a Psicologia Analítica, estudou com especial interesse as situações traumáticas, chegando, então, a um conceito que hoje já faz parte de nosso vocabulário, a noção de complexos. Segundo Jung, os complexos são grupos de conteúdos psíquicos que se separam da consciência devido a situações traumáticas ou não elaboradas. Uma vez que a consciência não consegue lidar com tais conteúdos, precisa retirá-los do seu campo de ação.

Segundo Stein (2006), Jung descreve a estrutura do complexo como sendo composta por um núcleo formado por esses conteúdos que foram retirados da consciência - imagens associadas ao evento traumático e memórias congeladas e reprimidas -ao qual vão, então, se associando novas experiências de teor emocional idêntico. Por exemplo, à emoção decorrente da experiência de abandono paterno é possível que uma pessoa vá associando ao longo da vida outras experiências - e suas respectivas imagens e emoções - de abandono ou ruptura com outras figuras de autoridade e apego, sejam elas um chefe, o marido, amigos e assim por diante.

O efeito disso é que os complexos vão se fortalecendo e passam a restringir cada vez mais a liberdade de atuação da pessoa, roubando sua possibilidade de escolha e de decisão. Os conteúdos encapsulados e apartados da consciência irão determinar que a pessoa não disponha de seus recursos internos para lidar com determinadas  situações. A simples suposição de um abandono, por exemplo, pode disparar certas atitudes defensivas, que além de estarem repletas de ansiedade, medos e sofrimento, não são eficazes e talvez até desencadeiem de fato aquilo quer mais se deseja evitar.

Tal como os sintomas, os complexos são indicativos de bloqueios no curso de energia psíquica, são sinais de alarme de que algo essencial não está indo bem no campo da psique. Suspender o bloqueio e ampliar a consciência é de fundamental importância para lidar com as restrições e a falta de liberdade que sintomas e complexos impõem.

Amadurecimento

Se existe um ponto de confluência para todas essas diferentes situações é o potencial que  elas carregam de, uma vez atravessadas, representarem uma transformação indescritível na vida, um divisor de águas que representa um enorme crescimento, um ponto a partir do qual a vida realmente ganha sentido.

Retomando a analogia inicial da psique com o corpo físico, podemos dizer que assim como o organismo pode sair fortalecido de uma doença ou trauma que superou, também podemos amadurecer internamente e nos fortalecer ao atravessarmos uma crise. Muitas pessoas relatam mudanças realmente significativas em suas vidas depois que superaram experiências difíceis ou traumáticas. É possível que todos nós saibamos por experiência própria que crises existenciais e golpes do destino, quando elaborados positivamente, nos ajudam a crescer.

Por muito tempo, as pesquisas sobre traumas concentraram-se quase que exclusivamente nos efeitos psicopatológicos de tais experiências. Mais recentemente, no entanto, tem-se incluído nesses estados um olhar para as consequências positivas das experiências traumáticas, no que diz respeito aos efeitos sobre o desenvolvimento da personalidade pessoal e o crescimento interior.

O que se tem verificado nos estudos científicos recentes é que o risco de distúrbios psíquicos guarda uma relação equitativa com a configuração de oportunidades e chances de desenvolvimento na vida das pessoas atingidas por situações indesejadas e impactantes. Isso significa que um choque ou trauma também pode mudar a vida positivamente.

Segundo Viktor Frankl (1998), o fator essencialmente impulsionador para o ser humano é a busca de sentido para a vida. No momento em que uma pessoa se pergunta sobre o sentido da vida, ela expressa o que há de mais essencialmente humano em si mesma.

Semelhante à noção de individuação de Jung, essa busca pelo sentido da vida diz respeito à tentativa de encontrar aquilo que exprime a própria unicidade e integralidade, a realização como indivíduo singular, capaz de viver da forma mais plena e autêntica possível.

Ora, um dos fatores essenciais da resiliência é justamente a possibilidade de constituir novos sentidos. É apenas quando a pessoa integra o ocorrido, simbolizando e interpretando o que ocorreu numa perspectiva de crescimento pessoal, é que ela volta a encontrar motivação para seguir vivendo.

Sendo assim, entendemos que tudo que propiciar e favorecer a retomada do sentido, incluindo aí uma revisão total de valores e a construção de novos significados e de entendimentos da vida, propiciará a retomada do equilíbrio psíquico e poderá significar até mesmo uma condição de mais saúde mental. Como muitas pessoas acabam descobrindo, a desconstrução e reconstrução desses sentidos podem ser fatores essenciais para a descoberta de uma real direção para a vida pessoal. Nesse caso, os perigos de ruptura interna e os sofrimentos enfrentados passam a representar uma verdadeira possibilidade de considerar a própria experiência de forma profunda e reformulá-la.

Crises e traumas, quando enfim elaborados e integrados, são uma oportunidade única na vida - difíceis, mas com um potencial incomparável de crescimento e evolução.

Consequências da superação

O amadurecimento produzido pela superação de situações reflete-se em novas possibilidades de via, que implicam num relacionamento diferente consigo próprio, com as outras pessoas, com o mundo e com os próprios fatos e condições de vida. Os efeitos biográficos positivos de psicotraumas vencidos estão relacionados a pelo menos quatgro dimensões da vida:

Relacionamentos humanos - após uma bem-sucedida superação de estresse intenso, com frequência, nota-se maior sensibilidade no trato com os outros e um aprofundamento nas relações com a família e com os amigos, valorizando-se essas relações e havendo uma maior abertura nas formas de comunicação e de vínculo.

Perspectivas de vida - após a superação positiva de experiências de vida difíceis, também pode haver uma ampliação da perspectiva de vida, com a descoberta de novos interesses e a elaboração de novas metas e planos. A própria vida é reconfigurada, incluindo-se aí valores e projetos mais significativos, positivos e de crescimento. Isso pode envolver a abertura, questionamentos e interesse mais profundo a respeito de temas existenciais, incluindo ou não interesses relativos à espiritualidade e à religiosidade.

Amadurecimento da personalidade - em geral, como resultado, da superação positiva de uma situação traumática, segue-se também um aumento de fatores pessoais positivos, como autoconfiança, autoconhecimento, força e segurança emocional, ou seja, um amadurecimento da personalidade como um todo. Lidar de forma bem-sucedida com uma situação difícil constrói uma sensação de segurança para enfrentar desafios futuros. A superação dá confiança de que será possível enfrentar outras situações da maneira igualmente positiva e construtiva.

Valorização da própria vida - é comum que depois da superação de uma crise ou situação traumática, as pessoas estabeleçam com mais facilidade aquilo que é prioritário para elas e diferenciem o que é importante daquilo que não tem importância. Com frequência se ouve nos relatos dessas pessoas que elas começaram a viver de forma mais consciente e a valorizar mais a vida, dando mais importância àquilo que antes não reconheciam como valioso em suas vidas. Esse redimensionamento dos fatos e circunstâncias é um dos efeitos mais significativos do enfrentamento de uma condição de impacto inicialmente negativo.



(texto publicado na revista Psique nº 113 - ano IX)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Guardes estas frases para quando estiver triste (O Segredo)


– Seu sorriso pode alegrar até mesmo as pessoas que não gostam de você.

– Muitas vezes, quem te odeia gostaria de ser como você!

– No mundo, há pelo menos duas pessoas por quem você estaria disposto a dar sua vida.

– Para alguém, você é tudo!

– Pelo menos 13 pessoas te amam, mesmo que seja da maneira delas.

– A vida é muito curta pra se acordar triste e arruinar o resto do dia. Alegre-se!

– Ame as pessoas que o tratam bem e esqueça as que o tratam mal!

– Toda noite, alguém pensa em você antes de dormir.

– Mesmo que você cometa o maior erro de sua vida, junto com ele virá algo bom. Uma lição, por exemplo.

– Quando você acreditar que a vida lhe deu as costas, mude sua perspectiva. Encare-a por outro ângulo.

– Lembre-se de que a vida lhe dá uma segunda chance, é para acertar!

– Se você tem uma oportunidade, não a desperdice. Se essa oportunidade pode mudar sua vida, deixe isso acontecer.

– Ninguém disse que seria fácil, mas disseram que o esforço vale a pena!



segunda-feira, 28 de março de 2016

Triste é encontrar o amor da sua vida e ter que deixá-lo (Melhor com Saúde)


Ainda que muitos não acreditem, não existe um único amor de nossas vidas. Podemos encontrar o amor várias vezes, e podemos ser igualmente felizes mesmo sem ter um amor ao nosso lado.

Não é fácil encontrar o amor da sua vida, aquela pessoa capaz de preencher nossos vazios e dar luz à nossa existência. Agora, em algumas ocasiões, o tempo traz uma dura realidade: temos de deixar esse amor ir, porque só respiramos infelicidade ao lado dele.

As relações afetivas não são fáceis. Às vezes, o amor não é suficiente e, por isso, acabamos sentindo desde frustração até uma certa falta de esperança na hora de iniciar um novo compromisso.

É preciso ter uma coisa bem clara: o amor da sua vida não está centrado em apenas uma única pessoa. Não há um amor perfeito, nem ideal. As relações são construídas, por isso vale a pena encontrar uma pessoa que realmente saiba disso e mereça estar em sua vida.

O amor da sua vida também pode decepcioná-lo

Quando amamos alguém entregamos tudo a essa pessoa, sem limites. Sabemos que tanto a psicologia emocional quanto os gurus dos relacionamentos como Walter Riso nos lembram de que “não devemos nos apegar a ninguém”, e que “primeiro somos nós e depois nosso parceiro (a)”…

Agora, na vida real, nada disso é tão simples.

Quando você encontra o amor de sua vida, é capaz de abandonar tudo, de não ver nenhum obstáculo e de priorizar seu ser querido acima de qualquer coisa.
Amar também é se arriscar e, por isso, é normal que nos vejamos capazes de fazer renúncias e grandes proezas para alcançar essa suposta felicidade ao lado da pessoa que acreditamos ser a ideal.

Toda relação precisa de compromisso, paixão e vontade, mas quando sentimos que encontramos a pessoa adequada, estas dimensões adquirem uma intensidade muito maior.

O principal problema de encontrar o amor da sua vida é que você acaba por construir muitos sonhos, desejos e projetos. São aspectos que podem cair por terra pouco a pouco, caso você se dê conta de que a relação é insustentável e dolorosa.

Algo que você pode concluir é que o amor é cego e que nos fixamos muitas vezes nas pessoas erradas. Não é o amor que é cego, mas sim os sonhos que construímos com essa pessoa.

O que você deve saber sobre o amor da sua vida

O amor da sua vida é uma pessoa imperfeita, assim como você

A primeira coisa que vale a pena lembrar é que é preciso ir com cuidado em relação às altas expectativas. Não idealize, não projete aspectos que não são reais na outra pessoa. Este é um erro no qual muitas pessoas caem e que vale a pena considerar.
Conheça e observe a pessoa pela qual se apaixonou “sem anestesia” e com total realidade. Ninguém é perfeito, assim como nós não somos. Trata-se de aceitar defeitos, manias e costumes sabendo encaixá-los com os nossos para conseguir conviver.

A pessoa ideal pode aparecer várias vezes

É comum que caiamos na ideia de que “existiu alguém perfeito”, alguém que deixamos para trás e que colocamos em um pedestal, alguém a quem ninguém se iguala. Não faça isso.

O amor perfeito pode chegar não uma, mas sim várias vezes. Não se empenhe nos contos carregados de romantismo que nos impedem de ver a realidade das coisas, ou você sofrerá inutilmente.

Permita-se ser feliz quantas vezes forem necessárias. Porém, considere que também é possível ser feliz sozinho. O importante é não ter a necessidade de procurar alguém perfeito.

Basta ser uma boa pessoa e saber conhecer todas as suas grandezas, aceitando também os seus defeitos.

Como saber se alguém é a pessoa “certa”

Refletiremos agora sobre as questões que podem dar uma pista a respeito de termos encontrado ou não a felicidade junto a uma pessoa:

Você pode ser você mesmo em cada momento do dia.

Você se sente livre ao mesmo tempo em que se sente feliz por ter este compromisso.

Já não pensa no passado. Não lamenta nada do que viveu e aceita tudo o que experimentou porque lhe permitiu chegar aonde está: com a pessoa amada.

É a sua prioridade mas, ao mesmo tempo, essa pessoa lhe permite crescer e ter seu próprio espaço.

A pessoa está presente quando você precisa dela.

Sabe formar uma equipe, constrói com você e não destrói.

Sabe cuidar da relação através dos pequenos detalhes.

Você sorri com ela, aproveita, e enxerga que há cumplicidade.

Os dias ruins melhoram com o seu apoio.

Você pensa em como será seu futuro com essa pessoa e se sente feliz.

Sente que é um amor maduro, onde não existe ciúmes porque existe compreensão e confiança.

Você se sente bem com você mesmo quando está com essa pessoa e, apesar dos momentos complicados, percebe que tudo pode ser superado.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Está triste? Coloque em prática estes 8 conselhos (Melhor com Saúde)


É perfeitamente normal nos sentirmos tristes em um momento ou em outro. Afinal, é impossível ser feliz o tempo todo, já que todos nós temos que lidar com diferentes tipos de problemas em nossas vidas.

No entanto, quando a sensação de tristeza nos invade, precisamos aprender a lidar com ela da melhor forma possível. Caso contrário, dependendo do que nos deixou triste, podemos ser inundados por pensamentos negativos que podem inclusive nos levar à depressão.

Neste artigo, iremos dar alguns conselhos para lidar com a tristeza. Ainda que eles não sejam capazes de acabar com os nossos problemas, podem nos ajudar a quebrar a corrente de negatividade e sensações ruins que nos deixam deprimidos.

1. Entenda o seu ciclo emocional

A vida é uma verdadeira montanha-russa emocional. Há dias em que acordamos super dispostos e confiantes, como se pudéssemos conquistar o mundo. No entanto, também há dias em que não queremos nem levantar da cama.

Precisamos entender que esse tipo de comportamento é normal, e todos nós passamos por ciclos emocionais que vêm e vão. Isso ocorre principalmente com as mulheres, devido aos hormônios associados ao ciclo menstrual. Por isso, se você estiver triste, sem um motivo aparente, saiba que essa sensação logo irá embora.

2. Passe seu tempo com pessoas positivas

As pessoas com as quais você interage possuem uma influência enorme em seu estado de ânimo. Pensamentos positivos e negativos são contagiosos, por isso, se você se cercar de pessoas negativas, é normal que, com o tempo, comece a se sentir assim também.

Ao invés disso, passe seu tempo com pessoas positivas, daquelas que têm sempre um sorriso no rosto. Converse com elas e tente entender a forma como veem o mundo. Assim, você pode se contagiar com a energia positiva dessas pessoas e afastar a tristeza.

3. Reflita sobre seus sucessos do passado

Quando estamos em meio de um momento triste ou de um fracasso, é difícil refletir sobre os sucessos que já alcançamos na vida. Se você estiver triste, tente fazer esse exercício. Lembre-se de tudo que você já conquistou, pense nas suas forças e no quanto você ainda pode alcançar. Assim, podemos aumentar nossa autoconfiança, importante para nos livrarmos da tristeza.

4. Seja grato

Todos temos problemas, mas todos temos também vários motivos para sermos gratos. Temos a mania de nos compararmos aos outros, e de somente achar que estamos bem se estivermos melhor do que alguém. Precisamos parar com esse comportamento e agradecer pelo que temos, mesmo que pareça pouco.

5. Durma bem

O sono possui um impacto significativo em nosso estado de ânimo. Noites mal dormidas não nos deixam somente sem energia e disposição, elas também podem afetar nosso humor. O cansaço pode agravar a sensação de tristeza e não adianta achar que podemos recuperar as horas de sono perdidas durante o final de semana, pois nosso organismo não funciona dessa forma.

Por isso, tente deitar cedo e dormir cerca de 8 horas por noite. Com mais disposição, fica muito mais fácil combater a tristeza.

6. Movimente-se

Praticar atividade física pode ser a última coisa que algumas pessoas pensam em fazer quando estão tristes, mas os exercícios podem ser ótimos aliados para nos deixar mais animados. Eles provocam a liberação de endorfina, o hormônio do bem estar, que faz com que nos sintamos mais leves e felizes.

Não importa a atividade escolhida, o que importa é movimentar o corpo. Pode ser uma caminhada ao ar livre, uma aula de dança, ir à academia, o que for da sua preferência.

7. Pare de pensar no que lhe incomoda

Não adianta nada ficar remoendo o que aconteceu ou pensando em como tudo poderia ter sido diferente. Seja lá qual for o motivo da tristeza, o que passou já está no passado, e infelizmente, não vai mudar.

Pare de pensar ininterruptamente no que lhe incomoda e faça algo para se distrair. Você pode ler um livro feliz, ver um filme de comédia do qual você goste ou sair para conversar com os amigos. Qualquer coisa que tire da sua mente o motivo da sua tristeza.

8. Quebre a rotina

Fazer a mesma coisa monótona todos os dias pode tornar mais difícil lidar com a tristeza. Tente quebrar a rotina e mudar de cenário, pelo menor por um dia. Experimente fazer algo novo que você não faria normalmente. Além de se distrair e de se esquecer dos problemas, você pode até descobrir algo novo sobre si mesmo.

As 7 emoções negativas segundo a medicina chinesa (O Segredo)


As sete emoções básicas relacionadas às funções orgânicas são a raiva, alegria, preocupação, pensamento obsessivo, tristeza, medo e choque (pavor). Apesar da conexão mente/corpo ter sido reconhecida relativamente há pouco tempo na medicina ocidental, a interação das emoções com o corpo físico é um aspecto essencial na Medicina Tradicional Chinesa.

Cada órgão corresponde a uma emoção e o desequilíbrio dessa emoção pode afetar a função do órgão. Por exemplo, a raiva prolongada pode levar a um desequilíbrio no fígado. Ao mesmo tempo, desequilíbrios no fígado podem produzir sintomas de raiva que geralmente levam a um ciclo auto-perpetuador.

Ao  discutirmos o aspecto emocional do processo da doença, é importante lembrar que é normal sentirmos a gama completa das emoções. Uma fonte de desequilíbrio surge somente quando uma emoção em particular é vivenciada por um período prolongado de tempo ou com uma intensidade específica.

Certamente é importante que uma pessoa com problemas emocionais sérios recorra à ajuda profissional de um psicoterapeuta. Mas, mesmo nesses casos, a terapia é mais eficaz quando o desequilíbrio do órgão correspondente é ajustado. A acupuntura é especialmente eficaz no tratamento de desordens emocionais. Mesmo quando ela não é completamente eficaz no tratamento de distúrbios físicos, quase sempre ela proporciona um estado de paz emocional.

RAIVA

Está associada ao fígado. Por sua natureza, a raiva causa o aumento do qi, o que provoca rosto e olhos avermelhados, dores de cabeça e vertigens. Isso coincide com o padrão de aumento do chamado fogo do fígado. A raiva também pode fazer o qui do fígado "atacar o baço", produzindo falta de apetite, indigestão e diarreia, geralmente isso ocorre com pessoas que discutem na mesa de refeições ou comem enquanto dirigem.

Numa visão mais a longo prazo, a raiva ou frustração reprimida normalmente causa a estagnação do qi e isso pode resultar em depressão ou desordens menstruais. É interessante notar que as pessoas que ingerem ervas para liberar o qi estagnado do fígado normalmente experimentam surtos de raiva quando a estagnação é liberada. A raiva passa quando o equilíbrio é restaurado. Da mesma forma, geralmente a raiva e a irritabilidade são os fatores determinantes no diagnóstico da estagnação do qi do fígado.

Muitas pessoas ficam aliviadas ao saber que sua raiva tem um fundo psicológico. É essencial evitar ingerir café durante o tratamento de desordens do fígado relacionadas à raiva, pois o café aquece o fígado e intensifica muito a condição desfavorável.

ALEGRIA

A emoção da alegria está ligada ao coração. Uma desordem relacionada à alegria pode parecer estranha, já que a maioria das pessoas deseja o máximo de alegria em suas vidas. As desordens dessa emoção não são causadas pela felicidade. O desequilíbrio surge quando entusiasmo ou estímulos excessivos ocorrem ou boas notícias súbitas chegam como um choque para o sistema.

Ao avaliar os níveis de estresse, os psicólogos verificam todas as fontes de estresse: positivas e negativas. É claro que a morte de um cônjuge ou a perda de um emprego é uma fonte significante de estresse. Porém, um casamento ou promoção no emprego, ainda que seja uma ocasião feliz, também é uma fonte de estresse.

Uma pessoa que está constantemente saindo, frequentando festas e vivendo um vida de excessos, pode acabar desenvolvendo desequilíbrios do coração como palpitações, ansiedade e insônia. Uma pessoa com desequilíbrios no coração também pode demonstrar sintomas emocionais, já que o coração é o lar do espírito (shen). Uma pessoa com sérios distúrbios no shen do coração pode ser vista conversando alegremente consigo mesma e tendo surtos de gargalhadas.

Tal comportamento resulta da incapacidade do órgão do coração em proporcionar um local de descanso estável para o espírito. Esse tipo de desequilíbrio é tratado com acupuntura ao longo do meridiano do coração. Os tratamentos herbários consistem em fórmulas que nutrem o sangue do coração ou yin. Se o fogo do coração perturba o espírito, ervas que limpam o calor do coração são usadas.

PREOCUPAÇÃO

A preocupação, uma emoção muito comum em nossa sociedade repleta de estresses, pode esgotar a energia do baço. Isso pode causar distúrbios digestivos e acabar levando à fadiga crônica: um baço enfraquecido não pode transformar o alimento em qi de maneira eficaz e também os pulmões são incapazes de extrair o qi do ar eficientemente.


Uma pessoa que se preocupa muito "transporta o peso do mundo sobre seus ombros", e uma palavra que descreve muito bem como uma pessoa se sente quando o qi de seu baço está fraco e depressão. O tratamento inclui moxa e ervas que fortificam o baço, o que proporciona à pessoa energia para lidar com os problemas da vida em vez de vivenciá-los.

PENSAMENTO OBSESSIVO

Pensar excessivamente ou obsessivamente sobre um assunto também pode esgotar o baço, o que causa a sua estagnação. Uma pessoa com essa condição pode exibir sintomas como falta de apetite, esquecimento de se alimentar e inchaço após comer. Com o tempo, a pessoa pode desenvolver uma complexão pálida devido à deficiência de qi do baço. Eventualmente, isso pode afetar o coração, fazendo a pessoa sonhar com os mesmos assuntos à noite. Geralmente os estudantes são afetados por esse desequilíbrio. O tratamento padrão é usar ervas que tonifiquem o sangue do coração e o qi do baço.

TRISTEZA

A tristeza ou pesar afeta os pulmões, produzindo fadiga, falta de ar, choro ou depressão. O tratamento dessa condição envolve acupuntura para os pontos ao longo dos meridianos do pulmão e rim. Normalmente, fórmulas herbárias são usadas para  tonificar o qi ou yin dos pulmões.


MEDO

A emoção do medo está relacionada com os rins. Essa ligação pode ser prontamente percebida quando o medo extremo faz uma pessoa urinar incontrolavelmente. Nas crianças isso também se manifesta quando elas urinam na cama, o que os psicólogos associaram com insegurança e ansiedade.

A ansiedade prolongada devido às preocupações com o futuro pode esgotar o yin, yang e qi dos rins, o que pode eventualmente levar à fraqueza crônica. O tratamento envolve tonificar os rins com tônicos yin ou yang, dependendo dos sintomas particulares.

CHOQUE (PAVOR)

O choque é especialmente debilitante para os rins e o coração. A reação "lutar ou fugir" causa uma liberação excessiva de adrenalina das glândulas adrenais ou supra-renais, que se localizam sobre os rins. Isso faz o coração responder com palpitações, ansiedade e insônia.

O estresse crônico oriundo do choque pode ser muito debilitante para o sistema inteiro, causando uma ampla gama de problemas. O choque severo pode ter um efeito duradouro sobre o shen do coração, como fica evidente em vítimas da síndrome do estresse pós-traumático. O tratamento envolve psicoterapia, ervas que acalmam o espírito e nutrem o coração e rins, e tratamentos regulares de acupuntura.



Fonte: Interação Holística

quarta-feira, 11 de março de 2015

4 conselhos para vencer o desânimo e a tristeza (Melhor com Saúde)


A tristeza faz parte da vida, mas parece que a nossa sociedade está sempre valorizando a alegria, o entusiasmo, a vibração. A tristeza e o desânimo, assim como outros sentimentos "negativos" não têm espaço na mídia, nas revistas femininas ou nas conversas do nosso dia a dia, mas psicólogos alertam que tentar "excluir" esse sentimento de nossas vidas não é bom.

Isso porque as perdas, frustrações, desentendimentos, dificuldades, carências e tantas outras situações que nos fazem sentir o desânimo e a tristeza são normais. Se lidarmos bem com essas fases difíceis, sairemos fortalecidos e muito mais confiantes para viver plenamente nosso potencial na vida.

Confira algumas dicas para vencer o desânimo e a tristeza.

1. Invista no amor em si mesmo

Amar a nós mesmos é o primeiro e mais importante passo para uma vida feliz, pois é somente assim que poderemos amar aos outros realmente.

Quem se ama, se cuida e encontra maneiras de cultivar a alegria no dia a dia. Algumas boas maneiras de fazer isso são:

- Alimentar-se bem e cuidar da saúde

Faça dos cuidados com seu corpo uma rotina diária. Reserve tempo para atividades físicas que lhe deem prazer e invista em uma alimentação balanceada e saudável. Se estiver acima do peso - o que pode contribuir para a depressão, em alguns casos - enfrente o problema e siga um plano de emagrecimento.

- Renovar o guarda-roupa

Um guarda-roupa bem arrumado, repleto de roupas, sapatos e acessórios lindos tem um impacto grande no bem-estar. E também é um sinal de cuidado pessoal. Doe ou venda as roupas de que já não gosta mais (site como o Enjoei são boas opções para isso) e renove as peças.

Use roupas que expressem sua personalidade e não deixe de investir na lingerie. Especialistas em moda afirmam que vestir-se apropriadamente começa na escolha das roupas íntimas, então garanta que sua lingerie faça você se sentir mais sexy e atraente também.

- Usar afirmações positivas

Um exercício clássico para melhorar a autoestima é ficar cinco minutos na frente do espelho apenas elogiando a si mesmo. Se uma crítica passar pela sua cabeça (como, por exemplo, "minhas sobrancelhas estão horríveis!"), deixe-a ir, com calma, e diga um elogio a si mesmo em voz alta.

Para funcionar, os elogios devem ser sinceros. Procure olhar nos seus olhos enquanto se elogia e deixe as emoções fluírem.

Você também pode anotar afirmações positivas em cadernos, agenda ou post-its, e espalhar pela casa. O livro "Você pode curar sua vida", de Louise Hay, tem várias afirmações positivas e curativas, que você pode usar no dia a dia.

- Elimine relacionamentos tóxicos

Os relacionamentos são muito importantes para nosso bem-estar. Por isso, saiba identificar quais relações são tóxicas para você no momento. Após identificá-las, procure mudar a maneira como se relaciona com essa (s) pessoa (s).

Você merece ser respeitado e, se o outro não concorda, o melhor é deixar esse relacionamento, que não faz bem nem a você nem à outra pessoa. Você atrairá pessoas que gostem de você pelo que é, à medida que gostar mais de si mesmo.

2. Conheça-se melhor

Uma boa maneira de afastar o desânimo é conhecer seus próprios sentimentos. Você pode fazer isso tendo um diário em que escreva todos os dias ou quando sentir vontade. Reserve 15 minutos para esse ritual: vá para um lugar calmo e reservado, com uma xícara de chá, acenda uma vela ou incenso e escreva sem se censurar.

Esse estilo livre de escrita é perfeito para fazer aflorar nossos sentimentos mais profundos. Quando terminar, não leia imediatamente o que escreveu. Guarde o diário e leia-o depois de algumas horas ou até depois de alguns dias. Com o tempo, você conhecerá melhor suas reações a certas pessoas, situações e sentimentos, e poderá lidar melhor com os problemas na vida.

3. Regule o sono

Acordar e deitar-se cedo, são hábitos saudáveis que podem espantar a tristeza e o desânimo. Quando vamos deitar depois da meia noite e acordamos com uma xícara (ou duas) de café, é hora de rever nossos hábitos.

Dormir mal aumenta o estresse e desregula os hormônios, o que pode desencadear ansiedade e depressão. Acordar cedo, tomar um café da manhã saudável e realizar algum tipo de atividade física que dê prazer garante uma dose extra de energia que vai durar o dia todo.

4. Faça planos!

Ter um plano de carreira e cultivar sonhos na vida faz com que nos sintamos muito mais motivados para pular da cama todas as manhãs e para batalhar pelos nossos desejos.

Se você "desistiu de sonhar" porque se frustrou no passado, saiba que todas as pessoas de sucesso tiveram que lidar com fracassos ao longo da trajetória, mas nunca desistiram.

Estabeleça seus planos, metas realizáveis e ponha mãos à obra para realizá-los. Se necessário, procure ajuda. Você vai se impressionar como o "universo conspira a favor" de quem sabe o que quer e luta para consegui-lo.

Se nada der certo, procure ajuda. A tristeza e o desânimo crônicos podem ser sinal de um problema mais sério, como a depressão, que caus alterações químicas no cérebro. Procure a ajuda de um bom terapeuta.







domingo, 26 de outubro de 2014

Como curar o mal-estar e a tristeza dia a dia? (Melhor com Saúde)


É possível que agora mesmo você esteja passando por um momento ruim. Pode ser que alguma coisa aconteceu na sua vida ou que simplesmente você encontre um vazio existencial difícil de explicar. A tristeza, às vezes, adere sufocando o nosso coração. E como nos curar dela?

Como vencer a tristeza pouco a pouco ?

A tristeza crônica é o substrato da depressão. Temos que ir com cuidado. Pense na tristeza como uma condição que precisa ser sanada, como um músculo que temos que endurecer e fortalecer para enfrentar a nossa realidade com a maior energia possível. Com muito ânimo.

O que é que costuma nos deixar tristes? Pode parecer que somos muito diferentes, que cada um anda fechado em seu mundo particular. Mas na verdade, em todos nós pode doer do mesmo jeito. Todos são afetados pelas mesmas coisas: a sensação de solidão, não sermos compreendidos ou respeitados, o desprezo, o maltrato, as mentiras e as traições.

E às vezes também sofremos sem saber muito bem o motivo. Por um vazio? Por chegar em um momento em nossas vidas em que nos damos conta que não somos tão felizes? Às vezes acontece e é algo normal. Explicamos quais as orientações que você pode seguir para racionalizar a tristeza e se desapegar dela de um modo saudável.

1. Identifique o que é que afeta você

Pode parecer óbvio, mas nem sempre é fácil. Às vezes é um acúmulo de muitas coisas: alguma coisa que o seu companheiro tenha feito, a sensação de que você não faz o que de verdade quer fazer senão o que os outros esperam de você, uma desilusão, etc. As vezes a tristeza não tem só uma cor, mas uma série complexa que é preciso saber decifrar.

2. Não fique quieta, não fique fechada em casa

A quietude nos enrosca como em uma trepadeira. Não se deixe vencer: se você começar a querer ficar em casa, sem sair com seus amigos e familiares, deixando de lado as relações sociais e preferindo estar na sua cama no escuro, a depressão já terá tomado conta de você. Não o permita, tire energias de você, dizendo para si mesma que não se deixará vencer, que você merece ser feliz e que toda tristeza é passageira, e que todo problema tem uma solução. Nada é eterno, você tem o direito de encontrar sua própria tranquilidade, essa que te fará sorrir e quando você menos esperar se levantará se manhã e dirá a si mesma: "Hoje estou bem. Hoje vou abraçar o mundo."

3. A tristeza como momento de reflexão para sair fortalecidos

Como se costuma dizer, não tem noite que não tenha sido vencida pela manhã. Quer dizer, nenhuma pena vai ser eterna, nem o que dói tanto hoje vai machucar muito eternamente. Tudo se acalmará e tudo ficará melhor. Você deve entender a tristeza como um instante de reflexão, como um momento no qual temos que colocar o nosso olhar para dentro para poder nos curar, para reparar esses danos, e também para tomar decisões, essa reflexão que traz a tristeza deve nos permitir abrir os olhos para a direção correta. Você deve ser corajosa para tomá-la, leve em conta que a sua felicidade merece e que se você não tomar as decisões adequadas ou não se atrever, pode chegar um dia no qual a frustração vai vencê-la. Então, não hesite, fortaleça a sua autoestima e saia muito forte depois desse tenebroso túnel que é a tristeza.

4. Pedir ajuda, às vezes, é necessário

Não pense que você pode dar conta de tudo sozinha. uma mão amiga, um ombro onde chorar e um rosto que a atenda com uma expressão sincera quando conversa com você, pode ser uma ajuda inestimável. Mas escolha a pessoa adequada, tem gente que não sabe ouvir, se preocupa consigo mesma e não sabe mostrar abertura. Com certeza que no seu círculo de amigos mais próximo você tenha essa pessoa que sempre tem a palavra mais adequada para você, tem pessoa que irá recebê-la a qualquer hora e ouvi-la. Deixe-se ajudar, a solidão nem sempre é boa quando a tristeza está nos sufocando.

5. Procure seu ânimo dia a dia

Os episódios de tristeza devem nos servir para aprender, tomar novos rumos e sair fortalecidos. Quando você se levantar de manhã, defina um objetivo. Algo que a empurre por dentro e a obrigue a sair da cama, a se vestir, a se sentir atraente e com vontade de sair de casa. Matricule-se em algum curso: pintura, yoga, dança, etc. Alguma coisa que a obrigue a manter a mente  e o corpo ocupados em algum projeto por menor que ele seja.

É fundamental que você encontre um sentido nas coisas que a rodeiam: no sorriso, no seu companheiro que a ama, ou em seus amigos e familiares que fazem tudo por você. Pense no seu bichinho de estimação que sempre procura a sua companhia, nesse passeio no parque que você desfrutava. Anime-se com uma viagem, com uma pequena mudança em sua vida ou com uma grande. Proponha-se um objetivo e pense no que precisa fazer para consegui-lo.

E assim, dia a dia, com essa chama bem acesa, você acabará queimando o letargo da tristeza, essa que se adere e que às vezes não nos deixa ver o quanto é linda a via. Cuide-se, seja feliz todos os dias. Você merece!