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terça-feira, 22 de março de 2016

Artrose é uma das principais doenças da terceira idade - Dr. Marco Aurélio Neves


A população mundial está envelhecendo. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), até 2050, a quantidade de idosos vai duplicar no mundo. No Brasil, a expectativa é que o número de pessoas com mais de 60 anos aumente mais do que a média mundial, passando dos atuais 12,5% para 30%, até a metade do século. Entre as consequências do envelhecimento da população está o aumento de doenças degenerativas do corpo, como a artrose (osteoartrose).

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS< 9,6% dos homens em 18% das mulheres com idade superior a 60 anos sofrem com o problema. Cerca de 80% das pessoas com osteoartrose têm limitações de movimento e 25% não podem executar as principais atividades da vida diária, como abrir uma caixa de alimento, dirigir, caminhar, subir escadas, levantar e segurar objetos.

"Isso acontece porque as extremidades dos ossos do corpo são cobertas por uma superfície lisa, chamada cartilagem, que atua como uma espécie de almofada para as articulações, permitindo que os movimentos sejam realizados sem impacto. Quando a pessoa desenvolve artrose, a cartilagem é lesada, causando problemas de movimento, inflamação da articulação e deformação. Qualquer articulação do corpo pode ser prejudicada, mas as mais comuns são as dos dedos, joelhos, quadris, coluna lombar e cervical", explica o ortopedista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Marco Aurélio Neves.

Os sintomas podem variar de acordo com a articulação afetada e grau da lesão. "Os principais são dor e rigidez, especialmente no período da manhã ou ao descansar depois de um dia de atividades. As articulações podem ficar inchadas, especialmente após atividade prolongada. Se o problema for no quadril, a dor será sentida na região da virilha ou nas nádegas e, às vezes, no interior do joelho ou na coxa. Caso seja nos joelhos, a pessoa terá a sensação de 'ranger', quando se movimentar. Nos dedos, há crescimento ósseo (nódulos) na borda das articulações, o que pode deixá-los inchados, deformados e vermelhos e gerar dor na base do polegar. Nos pés, dor e sensibilidade são sentidas na base do dedão e pode haver inchaço nos tornozelos ou pés", esclarece o especialista.

O diagnóstico da artrose é realizado durante consulta médica, a partir do histórico do paciente e exame físico. "Alguns outros testes podem contribuir com o diagnóstico, como raio-X, que mostra danos e outras alterações relacionadas à osteoartrose, ressonância magnética, que proporciona melhores imagens de cartilagem e outras estruturas para detectar precocemente anormalidades típicas da doença, e aspiração articular, análise de fluido retirado da articulação com uma agulha, sob anestesia local, para encontrar evidências de cristais ou deterioração das articulações", detalha Neves.

A artrose é uma doença crônica, sem cura. Os tratamentos estão disponíveis para controlar os sintomas. "Os principais são pílulas, xaropes, cremes ou loções, além de injeções nas articulações, com analgésicos, anti-inflamatórios e corticoides. A fisioterapia e a terapia ocupacional também são indicadas. Dispositivos de apoio podem ajudar com a função e mobilidade, como muletas, bengalas, andadores, talas, calçados ou ferramentas úteis, como abridores de frasco ou calçadeiras de cabo longo. Em casos mais avançados da doença, a cirurgia pode reparar ou substituir articulações severamente danificadas, especialmente nos quadris ou joelhos", revela o ortopedista.

"Por muito tempo, a osteoartrose foi creditada exclusivamente ao 'desgaste' das articulações ao longo dos anos, porém, atualmente, os cientistas a veem como uma doença da articulação influenciada por múltiplos fatores, como genes, sobrepeso, lesões e uso excessivo das articulações, problemas ósseos e distúrbios da articulação, como a artrite reumatoide. Por isso, para prevenir a doença, é preciso praticar atividade física, controlar o peso e estimular a mobilidade, realizando alongamento das articulações", recomenda.



(texto publicado na revista Leve & Leia nº 135 - ano 9 - fevereiro de 2016)

quinta-feira, 17 de março de 2016

Sintomas e prevenção da artrose (Melhor com Saúde)


Não se esqueça de que, para poder desfrutar de uma vida saudável, devemos seguir uma dieta balanceada e praticar atividade física com frequência para evitar o sobrepeso e outras doenças.

A artrose, também conhecida como osteoartrite, é uma doença degenerativa das articulações causada pelo desgaste crônico das cartilagens. Diferentemente da artrite, que costuma causar dores noturnas e mais ou menos contínuas, a dor da artrose geralmente é sentida durante o dia, principalmente em momentos de esforço das articulações.

Entendendo a artrose

Os casos mais comuns de artrose ocorrem nos joelhos, no quadril e na coluna vertebral, afetando as vértebras cervicais. A dor também pode surgir no pescoço e na região lombar. Várias outras articulações do corpo podem ser afetadas por esta condição, incluindo dedos, tornozelos, cotovelos, pulsos e ombros.

A artrose é caracterizada pelo desgaste das cartilagens, que, com o tempo, perdem sua flexibilidade e eficiência. Ela também afeta as articulações, os ligamentos, os ossos, os músculos e o líquido sinovial (o fluído que lubrifica naturalmente a articulação).

Esta condição ocorre em homens e mulheres na mesma proporção, mas é muito mais comum em pessoas de idade. Fatores como o sobrepeso, a obesidade e a falta de atividade física podem acelerar o desgaste e aumentar o risco de desenvolver a doença.

Além disso, também há vários casos decorrentes da movimentação repetitiva que podem aparecer na jornada de trabalho de alguns profissionais. Em situações particulares, vale a pena consultar um terapeuta ocupacional para encontrar soluções que aumentem o conforto no trabalho e ajudem a evitar o aparecimento da artrose.

Quais são os sintomas da artrose?

Os sintomas da artrose costumam se desenvolver de forma lenta e gradual. Por se tratar de uma condição degenerativa ao invés de uma inflamação, ela pode não ser notada por longos períodos de tempo, já que, no início, não apresenta nenhum sintoma, no entanto, quando eles aparecem, costumam piorar gradativamente por um período prolongado. Os principais são:

Dor

Geralmente a dor é isolada, e ocorre somente na articulação afetada. Ela pode aumentar durante ou imediatamente após a movimentação ou esforço da articulação em questão. Inclusive, em casos leves da doença, o paciente pode não sentir nenhuma dor até o momento em que força a articulação.

Ficar parado, descansando e relaxando, costuma aliviar o incômodo. Em alguns casos, uma pressão firme na pele acima da articulação pode aumentar ou desencadear um ataque de dor. Lembrando que, por não se tratar de uma condição inflamatória, a sensibilidade na região não é acompanhada por inchaço.

Rigidez

A rigidez da articulação é outro sintoma comum, que costuma ser mais forte logo após acordar pela manhã, ou depois de longos períodos de inatividade. Mexer o corpo pode reduzir a rigidez, mas se os movimentos forem exagerados eles podem causar a dor.

Ela tende a piorar com o tempo, conforme a doença progride. Mesmo quando a rigidez diminui, o alcance do movimento pode não ser mais o mesmo, e a perda de flexibilidade pode prejudicar a mobilidade da pessoa.

Sons das articulações

Conforme a doença avança, é possível ouvir rangidos ou ruídos parecidos com estalos e cliques, dependendo da articulação afetada. Normalmente, a cartilagem é lisa e bem lubrificada com o líquido sinovial, e por isso sua movimentação não causa nenhum ruído. No entanto, a artrose reduz a maciez da cartilagem, causando os ruídos.

Firmeza

Articulações maiores, como os joelhos, podem se tornar mais firmes ao tato. Além disso, também podem surgir osteófitos, formações ósseas pontudas ou em forma de gancho que podem ser sentidas por cima da pele. Isso costuma ocorrer em casos mais graves e avançados da doença.

Como prevenir a artrose?

Para quem já sofre com a artrose, o tratamento inclui medicação específica para reduzir as dores e os outros sintomas, além de fisioterapia para manter a mobilidade. Além disso, há algumas formas eficazes que devem ser levadas em conta para prevenir a doença:

Mantenha um peso saudável

Estar acima do peso estressa e sobrecarrega as articulações, podendo causar o desgaste prematuro das mesmas, por isso, manter um peso saudável é fundamental para ter articulações saudáveis. Para quem já sofre com a artrose e com o sobrepeso ou a obesidade, perder peso pode ajudar a aliviar os sintomas da artrose. Os casos da doença no quadril e principalmente nos joelhos são muito comuns em pessoas obesas.

Pratique atividades físicas regularmente

Sabemos que é difícil se manter ativo quando estamos sentindo dores, mas a prática de atividade física é fundamental para fortalecer os músculos e aliviar as articulações. Pode até ser desconfortável no início, mas manter o corpo em movimento reduz a dor e os efeitos da artrose.

Lembrando que é importantíssimo escolher uma atividade que esteja de acordo com a sua condição atual. Se você sofre de artrose nos joelhos, por exemplo, atividades com alto impacto nesta região, como a corrida, devem ser evitadas. O ideal é encontrar um exercício eficaz e de baixo impacto, como a natação, uma escolha ideal, pois requer o uso de vários músculos e não sobrecarrega as articulações.

Cuide das suas articulações

Especialmente com a idade e, consequentemente, com o aumento do desgaste das articulações e do risco de desenvolver a doença, é importante cuidar das juntas, evitando movimentos muito repetitivos e esforços muito significativos que sobrecarreguem uma determinada articulação.

domingo, 29 de novembro de 2015

Não somos bípedes à toa - Carolina Melo


Novos estudos revelam que o hábito de ficar em pé traz inúmeros benefícios ao organismo - muitas vezes, até maiores do que uma caminhada

Quantas horas por dia você passa em pé? Prepare-se para ouvir a pergunta de seu médico, se é que ela já não foi feita. Cada vez mais comum nos consultórios, das mais variadas especialidades, a singela indagação tem sido utilizada pelos profissionais como uma nova e promissora ferramenta de diagnóstico e tratamento. As modernas linhas de pesquisa na área da fisiologia têm revelado que o esforço natural do corpo para manter-se ereto faz bem à silhueta, previne doenças, melhora o desempenho intelectual e a memória. O mais recente estudo sobre o assunto, publicado na revista científica American Journal of Preventive Medicine, revelou ainda o impacto de pequenos movimentos  feitos em pé na diminuição do risco de mortalidade. Os pesquisadores compararam os hábitos de 12 000 pessoas com idade entre 37 e 78 anos, ao longo de doze anos. Elas ficavam sentadas por cerca de sete horas. Muitas só deixavam a cadeira para realizar atividades essenciais, como ir ao banheiro e fazer as refeições. Outras tinham o hábito de se levantar para executar pequenas tarefas no próprio escritório. A conclusão: as pessoas que se mexiam menos correram um risco 30% maior de morrer em decorrência de doenças associadas ao sedentarismo, como as afecções cardiovasculares, em relação aos outros voluntários do estudo. Fala-se aqui de benefícios associados a movimentos extremamente rotineiros e comedidos, banais. É levantar-se para atender o celular. É dar alguns passos até a mesa do colega ao lado em vez de mandar uma mensagem pelo celular ou e-mail. É sair da mesa para tomar um café na máquina ali pertinho.

Os conhecimentos sobre os proveitos de gestos tão discretos têm se aprofundado a passos largos. Em junho, a revista científica British Journal of Sports Medicine publicou um estudo que ditava o tempo ideal para manter-se em pé em prol da saúde: duas horas por dia. Isso representa. ao longo de nove horas de trabalho, apenas treze minutos por hora. O ato de ficar de pé, e por tão pouco tempo, é suficiente para beneficiar várias estruturas do corpo. A tensão muscular necessária para manter o corpo ereto, em equilíbrio, facilita a absorção da glicose pelas células dos músculos com menor mediação de insulina, poupando o trabalho do pâncreas. Aumenta o consumo de oxigênio celular, melhorando o desempenho cardiovascular, por exemplo. Depois de duas horas, o corpo ereto queima 20% mais calorias em comparação ao sentado, independentemente de o tempo ser corrido ou fracionado. Diz o fisiologista Paulo Zogaib, da Universidade Federal de São Paulo: "Pequenos gestos feitos em pé podem ter mais efeito no gasto calórico do que uma caminhada".

Na cola das descobertas médicas, surgem os primeiros recursos para estimular a postura ereta na rotina diária. O Apple Watch, o relógio da Apple, lançado em abril deste ano, tem um sistema para contabilizar o tempo que o usuário permanece em pé. Sim, apenas em pé. A ferramente emite um alarme que avisa quando se está prestes a permanecer sentado por uma hora. Há sinais de mudança também no mundo corporativo. Empresas de tecnologia, como o Facebook e o Google, começam a adotar mesas adaptadas para estimulara a posição ereta entre seus funcionários. Batizadas de standing desks (mesas para ficar em pé, em tradução livre), elas podem ter a altura regulada de modo a ser possível trabalhar em pé. Na Escandinávia, cerca de 90% dos escritórios já oferecem essa opção.

Intuitivamente, o escritor americano Ernest Hemingway (1899-1961) dizia sentir-se mais disposto e concentrado escrevendo em pé. Em uma célebre entrevista com o escritor para a revista literária americana The Paris Review, em 1958, o jornalista George Plimpton descreveu o ambiente de trabalho de Hemingway durante o período em que este morou em Cuba: "Seguindo um hábito que adquiriu desde o começo, Hemingway escreve de pé. Calçando um par de enormes mocassins, pisando sobre uma pele já gasta de antílope, a máquina de escrever e a lousa se encontram à sua frente, na altura do tórax". Leonardo da Vinci e Winston Churchill também mantinham o hábito.

Sob o ponto de vista evolutivo, ficar em pé foi fundamental para a sobrevivência de espécies. Os primeiros bípedes surgiram há cerca de 6 milhões de anos, mas não conseguiam manter a postura ereta por muito tempo. Dois milhões de anos depois, porém, um acidente natural ocorrido na África, que modificou drasticamente a vegetação local, pode ter sido a causa do aparecimento dos bípedes mais resistentes. Uma seca transformou a floresta em savana. Sobreviveram os que se adaptaram ao terreno plano, com poucas árvores. Entre eles, o Australopithecus anamensis. Diz o neurocientista Renato Sabbatini, da Universidade Estadual de Campinas, estudioso do assunto: "Com o formato dos ossos das pernas e da pélvis mais adaptado, eles conseguiam manter a postura ereta, embora seu crânio, mandíbulas e dentes ainda fossem semelhantes aos de chimpanzés". A cabeça erguida facilitou uma visão aprimorada dos inimigos. Com o tempo, deflagrou-se a necessidade de utilizar as mãos para desenvolver ferramentas e carregar alimentos, o que serviu de estímulo aos neurõnios. Foi assim que surgiu o Homo erectus, uma espécie já com o cérebro mais desenvolvido e maior capacidade de raciocínio e de locomoção por longas distâncias. A evolução é a prova irrefutável de que, embora o ser humano moderno queira - e goste de - conforto, ficar de pé por alguns minutos tem um impacto extraordinário na sua sobrevivência.


O homo erectus

O esforço natural do organismo para manter-se em pé faz emagrecer, previne doenças, melhora o desempenho intelectual e a memória

Memória e desempenho intelectual

O cérebro entra em estado de alerta. Com a atenção, aprimora-se a capacidade de memória, aprendizado e raciocínio. Estudar em pé melhora em 20% o desempenho escolar.

Calorias

Depois de duas horas, o corpo ereto queima 20% mais calorias em comparação ao sentado - não importa se o tempo é corrido ou fracionado.

Trombose

O mecanismo de retorno do sangue ao coração é estimulado pela tensão natural dos músculos, sobretudo da panturrilha. Previne-se, assim, a doença, que se caracteriza pela formação de coágulos.

Infarto e derrame

O consumo de oxigênio celular é maior, o que melhora o desempenho cardiovascular e previne as doenças.

Diabetes

A atividade muscular facilita a absorção da glicose pelas células do próprio músculo com menor mediação de insulina, poupando o trabalho do pâncreas. Após um pico de açúcar, as taxas em um corpo ereto voltam ao normal mais rapidamente, evitando-se a afecção.

Artrose e artrite

A produção do fluído que lubrifica as articulações (líquido sinovial) é aumentada, evitando-se afecções associadas à degeneração desses tecidos.


(texto publicado na revista Veja edição 2446 - ano 48 - nº 40 - 7 de outubro de 2015)

domingo, 10 de maio de 2015

Seus joelhos doem? Conheça as causas e os remédios (Melhor com Saúde)


Graças à articulação do joelho podemos subir escadas, andar e correr. Possivelmente não existe um movimento mais básico do que desta parte do corpo, por isso seja habitual sofrer de vez em quando com alguma dor e algum incômodo. Inflamação, desgaste, podem ser várias as causas. Neste artigo daremos algumas dicas.

Sofrer dor em algum dos joelhos pode acontecer em qualquer idade. Uma contusão, um problema no ligamento ou um princípio de artrites podem ser as causas mais comuns. O que sabemos, sem dúvida, é que a dor pode chegar a ser paralisante e afetar a nossa qualidade de vida. Prevenir sua aparição mediante uma vida ativa e uma alimentação correta é indispensável. Mas, uma vez que apareça a dor, podemos atenuar sua incidência com alguns recursos. Vejamos quais são eles.

A que se deve a dor no joelho?

Temos que levar em conta que o joelho é a maior articulação do corpo. Com ele realizamos quase todos os movimentos do dia, e para que tenhamos essa flexibilidade, dependemos de algumas estruturas complexas que sempre devem estar em bom estado: os ossos, as cartilagens, os ligamentos, os músculos e os tendões. Analisemos então a que se deve a dor nesta parte do corpo.

A dor aparece depois de um movimento mal feito?

- Às vezes podemos torcer o joelho, um golpe ou um movimento no qual, de repente, sentimos um forte puxão como uma chicotada. Se você deu uma torção inesperada é possível que tenha uma lesão no menisco. A dor no joelho aparece de forma generalizada, e após 24 horas é quando aparece em toda sua intensidade.

- Podemos também sofrer de alguma lesão no ligamento. Se você tem dor que não pode colocar a perna no chão, é possível que tenha uma lesão em algum dos ligamentos que estão dentro da articulação do joelho, e que demoram muito em cicatrizar.

- A tendinite e a bursite de joelho também é uma coisa comum nestes tipos de lesões, depois de um movimento ruim ou um golpe. É provocada por uma inflamação da bursa, que é um pequeno saco cheio de líquido que atua como uma almofadinha entre um osso e os músculos ou os tendões.

A dor no joelho aparece sem saber como?

- Artrose: se deve a um desgaste da cartilagem articular, os ossos se friccionam e aparece a dor nas atividades mais simples, como, por exemplo, subir escadas. A dor no joelho afetado é muito intensa à noite. Infelizmente não existe cura para a artrose, o único que podemos fazer é minimizar sua incidência mediante os fármacos ou remédios naturais.

- Artrite reumatoide: se trata de uma doença nas articulações. Provoca-nos cansaço, mal-estar, dor e, inclusive, febre. Pode aparecer de repente e logo desaparecer. O positivo desta condição é que pode ser tratada ao longo do tempo. A base de medicação e, inclusive, a substituição da própria cartilagem do joelho, podem restaurar seu funcionamento, mas será sempre nosso médico quem nos dará a melhor solução de acordo com cada caso.

Remédios para aliviar a dor no joelho

Óleos vegetais

O azeite de oliva é um bom recurso para aliviar a dor. Possui propriedades anti-inflamatórias e também consegue estimular a circulação. Podemos fazer uma suave massagem duas vezes por dia com duas colheres de azeite de oliva, mais tarde aplique umas gases ao redor do joelho.

Bolsa de gelo

É uma forma efetiva de diminuir a inflamação e aliviar a dor. Basta pegar uma bolsa de cubos de gelo e aplicar 20 minutos no joelho (não mais que isso ou causará danos a pele).

Remédio com farinha de trigo e cúrcuma

Podemos fazer uma pasta anti-inflamatória à base de leite, farinha de trigo, óleo de rícino e pó de cúrcuma. Você pode pegar meio copo de água quente, colocar três colheres de sopa de farinha de trigo, uma colher de sopa de azeite e uma pitada de cúrcuma. Faça com que a mistura fique consistente e pastosa para poder aplicar sobre o joelho, quando estiver morna. Esse remédio te oferecerá um grande alívio.

Anti-inflamatórios naturais

Existem alimentos que nos vão permitir reduzir as inflamações de nosso joelho. Se você segue uma dieta variada onde inclua estes complementos encontrará muita ajuda. É necessário que a sua nutrição tenha um aporte de ômega 3 (presente no salmão, arenque e sardinha), sementes de chia, linhaça, brócolis, arando, bagas goji, cúrcuma, abacaxi e chá verde.

Outras recomendações para a saúde de seus joelhos

- Evitar pegar muito peso, e nossos joelhos também se ressentem em caso de obesidade.

- A natação é um tipo de esporte muito adequado para dar resistência ao nosso joelho.

- Se você sofre de artrose de joelho, evite fazer exercícios muito pesados, tais como correr ou andar por muito tempo de bicicleta. Nas fases agudas da dor, o melhor é repousar.

- Os medicamentos anti-inflamatórios geralmente têm muitos efeitos colaterais, caso tenham que usar remédios, será sempre melhor um paracetamol.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Cloreto de magnésio: cura natural para diversos males (Cura pela Natureza)


Os desenganados de bico-de-papagaio, nervo ciático, coluna e calcificação têm cura perfeita, indolor, fácil e barata. E, ao mesmo tempo, cura para todas as doenças causadas pela carência de magnésio no passado, até a artrose.

Cura do padre Beno

Dez anos antes de começar o tratamento com o cloreto de magnésio, padre Beno J. Schorr estava com 61 anos e quase paralítico. O processo começou com pontadas agudas na região lombar, diagnosticadas como um bico-de-papagaio, incurável segundo o médico. Depois, tinha um peso crescente na barriga da perna direita, que acabou virando uma dor que só aumentava. Já mal se levantava da cama, sentindo um formigar descer pela perna até os pés, causado pelo bico-de-papagaio, que apertava o nervo ciático e quando em pé e curvado lhe dava folga.

Fazia praticamente todos os seus trabalhos sentado, menos a missa, até que sua situação piorou e acabou tendo que rezar a missa sentado também.

Consultando novos médicos, soube que tinha um bando de bicos-de-papagaio calcificados, em grau avançado, e que não era possível fazer nada. Aplicações de ondas curtas e distensões da coluna não tiravam a dor. Dormia enrolado na cama como um gato, sem poder se endireitar, pois a dor o acordava.

Foi então que, num encontro dos jesuítas cientistas em Porto Alegre, encontrou padre Suarez, que falou da cura com CLORETO DE MAGNÉSIO, mostrando o livrinho do padre Puig, jesuíta espanhol que a descobriu.

Contou que sua mão estava até dura de tão calcificada, mas com esse sal voltou a se movimentar e que outros parentes seus também juá haviam se curado.

Padre Beno começou a tomar o remédio e 20 dias depois acordou estirado na cama, sem dor. Depois de 30 dias nada mais doía. Aos 40 dias, caminhou o dia inteiro, com pequeno peso. Em 3 meses sentia crescer a flexibilidade. Depois de dez meses se dobrava quase como uma cobra.

O magnésio arranca o cálcio dos lugares indevidos e o fixa solidamente nos ossos. Além disso, padre Beno tinha a pulsação seguidamente abaixo de 40 e ela se normalizou. O sistema nervoso ficou notoriamente calmo, ganhou maior lucidez, o sangue ficou descalcificado e fluido. As frequentes pontadas do fígado sumiram, a próstata, que estava para ser operada, já não incomodava muito. E outros efeitos devolveram ao padre a alegria de viver.

Por isso, ele se viu obrigado a repartir o "jeitinho" que o bom Deus deu a ele, divulgando o remédio.

Centenas se curaram em Santa Catarina, depois de anos de sofrimento de males da coluna, artrose, etc. E mandam também cópias a outros desenganados.


Importância do cloreto de magnésio

O magnésio produz o equilíbrio mineral, anima os órgãos e suas funções (catalisadoras) como os rins para eliminar o ácido úrico nas artroses. Descalcifica até as finas membranas nas articulações e as escleroses calcificadas, para evitar enfartes, purificando o sangue. Vitaliza o cérebro, desenvolve ou conserva a juventude até idade avançada.

Depois dos 40 anos, o organismo absorve sempre menos magnésio, produzindo velhice e doenças. Por isso ele deve ser tomado como preventivo conforme a idade:

a) De 40 aos 55 anos ½ dose diária.

b) De 55 aos 70 anos - 1 dose pela manhã.

c) de 70 aos 100 anos - 1 dose pela manhã e 1 dose à noite.

Atenção: para as pessoas da cidade com alimentos de baixa qualidade (refinados e enlatados), um pouco mais; e para as pessoas do campo, um pouco menos. Não cria hábito, mas deixando de tomá-lo perde-se a proteção. As doenças, dores e o desgaste natural são bem atenuados ou até eliminados.

O magnésio não é remédio, mas alimento sem contra-indicação, por isso é compatível com qualquer medicamento tomado simultaneamente. O adulto precisaria obter dos alimentos o equivalente a 3 doses e, não o conseguindo, deveria complementá-los, à parte, para não adoecer. Dificilmente passará do limite, por isso as doses indicadas para os de 40 a 100 anos são as mínimas.

Tomando as doses para uma doença só, as demais serão curadas ao mesmo tempo, porque o sal põe em ordem todo o corpo.

Formações orgânicas

a) Bico-de-papagaio, nervo ciático, coluna, calcificação, surdez por calcificação: tomar 1 dose pela manhã, 1 dose à tarde e 1 dose à noite. Quando curado, deve-se tomar o cloreto de magnésio como preventivo, isto é, conforme a idade.

b) Artrose: o ácido úrico se deposita nas articulações do corpo, visivelmente nos dedos, até que incham, porque os rins estão falhando por falta de magnésio. Tomar uma dose de manhã. Se em 20 dias não sentir melhoras e não reparar em anormalidades, tomar uma dose pela manhã e 1 dose à noite. Depois de curado, continuar com as doses como preventivo.

c) Próstata: tomar 2 doses de manhã, 2 doses à tarde e 2 doses à noite. Ao melhorar tomar como preventivo.

d) Problemas da velhice: rigidez muscular, cãibras, tremor, artérias duras, falta de atividade cerebral. 1 dose de manhã, 1 dose à tarde e 1 dose à noite.

e) Câncer: consiste em células mal formadas por falta de alguma substância (refinados) ou presença de partículas tóxicas. Essas células anárquicas não se harmonizam com as sadias, mas são inofensivas até certa quantidade. E o magnésio consegue combatê-las facilmente, vitalizando as sadias. Infelizmente todo processo canceroso não causa nenhuma dor de alerta, até aparecer o tumor, que segrega tóxicos (vírus muito variados), que invadem as células sadias em ramificações. Aí o magnésio só pode frear um pouco, curar não.

Se algum familiar já teve câncer, nódulos debaixo da pele do seio, o magnésio é o melhor preventivo. Além dos alimentos cancerígenos que devemos evitar, o mais importante é manter o equilíbrio mineral, tomando cloreto de magnésio em doses de prevenção.

Basta o corpo estar devidamente mineralizado para se ver livre de quase todas as doenças.


Atenção!

O cloreto de magnésio para uso humano tem que ser do tipo PA (puro para análise) e sua cor é bem branca. É normal empedrar, mas isso não altera seu teor de qualidade.

Como preparar

Dissolver numa jarra 100 gramas de cloreto de magnésio em 3 litros de água filtrada (33 gramas por litro). Depois de bem misturado, colocar em vidros (não usar recipientes de plástico). A dose é de um copinho de café, conforme a idade e a necessidade.