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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Desacelere (Como evitar a ansiedade) - Thiago Gomes de Lima, Christiane Vilhena e Isaac Efraim


Os psicólogos Thiago Gomes de Lima e Christiane Vilhena, e o psiquiatra Isaac Efraim (em seus artigos) dão dicas para prevenir a ansiedade:

APRENDA A CONTROLAR A FRUSTRAÇÃO

Não sofra por pequenas coisas, lembre-se: são só pequenas coisas.

NÃO TENHA MEDO DE SER REJEITADO

Pense na rejeição e a minimize na sua tela mental, a ponto dela perder toda a força e ficar pequena, quase que imperceptível.

CONTROLE A PRESSÃO FINANCEIRA

Revise suas crenças, separe parte do que você ganha para investir, outra para diminuir as suas dívidas, doe parte do que você ganha, seja quanto e onde for, crie valor para você e para os outros.

APRENDA A CONTROLAR A ACOMODAÇÃO

O conforto pode ser uma das mais desastrosas emoções que um corpo pode ter. Paramos de crescer, paramos de trabalhar e, por fim, paramos de criar valores adicionais.

SEMPRE DÊ MAIS DO QUE VOCÊ ESPERA RECEBER

A chave para qualquer relacionamento é que você precisa alimentá-lo, e continuar alimentando.

ESTEJA, DE FATO, CONSCIENTE DO MUNDO AO REDOR

Seria o primeiro passo para retomar o controle da vida e reduzir o estresse e a ansiedade do dia a dia.

PRATIQUE EXERCÍCIOS DE MEDITAÇÃO E ENCONTRE FORMAS DE CENTRAR OS PENSAMENTOS

Tudo aquilo que puder contribuir para que o indivíduo consiga nomear suas apreensões, para que possa se comprometer com algo pelo que, mesmo com suas limitações, pode se responsabilizar.


(Texto publicado na revista Ciência em Foco: O poder do pensamento - nº 4 - ano 3 - 2017)


sábado, 2 de junho de 2018

Você pode identificar a ansiedade exagerada observando alguns dos sintomas - Dra;. Teresa Cristina Jordão


Sintomas emocionais da ansiedade

Constante tensão ou nervosismo
Preocupação exagerada e medo
Sensação de que algo ruim vai acontecer
Problemas de concentração e atenção
Descontrole sobre os pensamentos, principalmente dificuldade em esquecer o motivo que lhe causa tensão
Insônia
Irritabilidade
Agitação dos braços e pernas

Sintomas físicos da ansiedade

Dor ou aperto no peito e aumento da frequência cardíaca
Respiração ofegante ou falta de ar
Sudorese exacerbada
Tremores nas mãos ou em outras partes do corpo
Sensação de fraqueza ou cansaço
Boca seca
Mãos e pés frios ou suados
Náusea
Tensão muscular
Dores de cabeça
Dores abdominais ou diarreia

Se 3 ou mais dos sintomas emocionais ou físicos acima citados estiverem presentes frequentemente nos últimos 6 meses, é importante consultar um psiquiatra ou psicólogo para avaliar e indicar o melhor tratamento, pois você pode estar sofrendo de um Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) que é um distúrbio caracterizado pela "preocupação excessiva ou expectativa apreensiva", de acordo com a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V).

Os distúrbios de ansiedade podem se manifestar de diferentes maneiras. As mais comuns são:

- Síndrome do Pânico: são crises inesperadas de desespero e medo de que algo ruim aconteça. Geralmente traz uma sensação muito forte de morte. A pessoa que sofre dessas crises, vive numa tensão constante à espera da próxima crise e isto a afasta das atividades rotineiras, prejudicando-a em seu relacionamento interpessoal, no trabalho e diminuindo muito sua qualidade de vida.

- Fobia social: não podemos confundir fobia social com timidez. A timidez é uma característica normal em alguns indivíduos, deixando-os ansiosos diante de algumas situações novas, como apresentar-se em público, conhecer novas pessoas, ingressar em um novo emprego. Porém, para estas pessoas, existe uma tendência de que, aos poucos vá se acostumando com as novas situações e pessoas e que a sua ansiedade diminua. Já na Fobia Social, o indivíduo fica realmente apavorado com a ideia de ir a uma festa ou enfrentar uma nova situação, e evita ao máximo qualquer contato social, causando prejuízos para sua vida.

- Fobias específicas: fobia é um medo exagerado de alguma situação real ou fantasiosa. Este medo geralmente está voltado para um determinado foco e assim, determina o tipo de fobia. Por isso temos diferentes tipos de fobias: claustrofobia que é o medo de lugares fechados ou apertados como elevadores ou aviões; acrofobia que é o medo de altura; glossofobia que é o medo de falar em público; aracnofobia que é o medo exagerado de aranhas; catsaridafobia que é o medo de baratas, dentre outras.

- Transtorno do Estresse Pós-traumático: ocorre devido à pessoa ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. A pessoa recorda-se do fato constantemente e isto lhe traz sintomas emocionais e físicos que interferem em sua rotina. Os sintomas podem se manifestar por meio de pesadelos, de fuga de situações ou lugares, sentimentos negativos como perda de esperança sobre o futuro e sensação de vazio.

Todos os distúrbios acima são extremamente prejudiciais à vida da pessoa e, por isso, devem ser tratados por profissionais experientes no assunto.

Às vezes é necessário lançar mão do tratamento medicamentoso para auxiliar o paciente a equilibrar-se, porém, somente o medicamento não é suficiente, pois, quando o paciente deixar de tomá-lo sem ter tratado as causas primárias do distúrbio, todos os sintomas devem voltar.

Por este motivo, a psicoterapia é essencial para o tratamento dos distúrbios relacionados à ansiedade. Na psicoterapia é possível trabalhar mudanças de comportamentos, crenças, visão do mundo e de como enfrentar as situações adversas, com mais leveza, diminuindo a produção de estresse interno. A Terapia Comportamental Cognitiva vem se apresentando, em pesquisas recentes, como uma terapia muito eficaz para o tratamento dos distúrbios de ansiedade, alterando crenças e mudando comportamentos e pensamentos inadequados que fazem com que os sintomas surjam.

Por meio de técnicas como a psicoeducação, a conceituação cognitiva, a reestruturação cognitiva, o teste de evidências, a análise das vantagens e desvantagens das tomadas de decisões e resolução de problemas, o paciente vai se conscientizando de suas distorções de pensamento e percebendo a realidade de forma diferente, passando a controlar os pensamentos e comportamentos inadequados, deixando de apresentar sintomas relacionados ao distúrbio de ansiedade.

Existem diversas alternativas que podem ser utilizadas para auxiliar no tratamento dos distúrbios de ansiedade, tais como o Mindfulness (academiademindfulness.com.br) que é uma forma de meditação que busca focar no aqui e agora propondo um novo jeito de interagir com qualquer coisa que aconteça na nossa vida de maneira mais consciente, aberta e gentil. Além disso, podem ser utilizadas técnicas de relaxamento e visualização que trazem equilíbrio e tranquilidade para enfrentar as situações adversas. Essas técnicas precisam de um treino específico ou ajuda de um profissional para que se possa aprendê-las. Mas há uma técnica de respiração que pode ser praticada facilmente por todos. Veja a seguir como utilizá-la:

Técnica de respiração

Quando estamos ansiosos, tendemos a manter um padrão de respiração rápida, curta e superficial, estilo "cachorrinho". Este tipo de respiração pode intensificar os  sintomas da ansiedade. Por este motivo, é importante manter uma respiração profunda e lenta. Para facilitar, podemos pensar numa "respiração de 4 tempos", onde você inspira 5 segundos, segura o ar por 5 segundos, expira por 5 segundos e mantém o pulmão vazio de ar por 5 segundos. Você pode praticar esta respiração durante 3 a 5 minutos, várias vezes ao dia, sempre que sentir que está mais ansioso.

"Não menospreze seus sintomas de ansiedade. Você pode estar vivendo como um "elástico esticado" que a qualquer momento pode se romper!"

Dicas para ase manter "zen" mesmo diante de grandes desafios

Evite correrias. Se organize no dia anterior com tudo que irá precisar no dia seguinte, evitando levantar correndo, ficar irritado e de mau humor.

Tome um bom café da manhã, com calma, conseguindo, assim, energia para enfrentar o dia.

Mantenha sua agenda de compromissos em ordem. Faça uma lista de coisas que precisam ser feitas para não ficar preocupado em esquecer algo importante.

Evite pronunciar palavras negativas ou ter pensamentos negativos durante o dia. Além disso, não reclame, pois isso diminuirá seu estresse interno.

Se algo ruim acontecer, não deixe que isto estrague o resto do seu dia, aprenda a apagar o que incomodou e siga em frente com alegria e entusiasmo.

Pratique a respiração em 4 tempos (descrita anteriormente).

Faça atividades ao ar livre, caminhadas para relaxar podem fazer muito bem.

Reserve um tempo na semana para o lazer. Conversar, dar risadas, ir ao cinema, ler um bom livro, enfim, faça coisas que lhe tragam alegria.

Procure dar risadas de você mesmo, inclusive dos seus erros.

Viva o momento presente. O passado já se foi e o futuro ainda não existe. O aqui e agora é a única realidade.

Procure algo que a faça relaxar.

Faça psicoterapia. Nada melhor do que se conhecer e saber lidar com as  situações com mais leveza e coragem.


(texto publicado na revista Leve & Leia - fevereiro - março de 2018)

domingo, 13 de novembro de 2016

Combata o estresse exercitando o PSOAS (BamZum)


Exercitar o psoas, porque é diretamente ligado as emoções, pode nos ajudar a superar a ansiedade e, em geral, o acúmulo de estresse. Graças a simples exercícios, a liberdade das contrações deste músculo pode trazer maior fluidez à pélvis, melhorando as funções dos órgãos abdominais e da postura da coluna vertebral, deixando mais equilibrado assim o ritmo cardíaco e a respiração. Mas não subestime o bem estar psicológico, espiritual, que pode ser obtido través do relaxamento deste músculo canalizador de energias: se o psoas é flexível a energia vital pode fluir através do centro do corpo, sem encontrar resistência.
Manter esse músculo em constante treinamento, portanto, é essencial para o movimento, para as funções articulares, para o equilíbrio e, em geral, para nosso bem-estar físico e mental.

Eis aqui um VÍDEO que mostra uma série de exercícios para fazer confortavelmente em casa: estes simples passos vão te permitir de alongar e relaxar o psoas!





sábado, 12 de novembro de 2016

Respire fundo! - Patricia Antoniazi


Nos momentos de grande estresse e raiva, uma das saídas é usar a respiração a seu favor

No Japão ensina-se às crianças um método simples para controlar a raiva: não faça nada a respeito. Apenas respire fundo algumas vezes. Não é lenda! Experimente e verá que não consegue ficar com raiva. Por quê? Por duas razões: você começa a respirar fundo, e a raiva exige um determinado ritmo respiratório. Sem esse ritmo, fica impossível.

"Se estiver respirando fundo conscientemente, a raiva não pode se expressar. Ela precisa de uma respiração diferente. Quando você fica irritado e começa a respirar fundo, sua mente desvia a atenção do sentimento para se concentrar na respiração. O corpo não fica favorável par sentir raiva ou ansiedade, e a mente passa a se concentrar em outra coisa. Por isso, os japoneses são as pessoas mais controladas do planeta - eles treinam desde a infância", explica a fonoaudióloga e coach Patricia Antoniazi. 

O treino do padrão respiratório não favorece somente os processos fisiológicos de resistência, de fala e voz, mas também os processos psicológicos. Estes processos são uma coisa só, e você pode partir de qualquer um dos pólos para afetar e mudar o outro.

O treino respiratório melhora desempenho de atletas, cantores, jornalistas, atores e todos aqueles que desejam melhorar a resistência física e mental.

Dicas para respirar melhor

1) Use o diafragma

Muito importante nas dicas para respirar melhor. A respiração correta faz com que a sua barriga se mova - não o peito. Isso acontece porque o diafragma desce até o abdômen, fazendo com que a barriga se movimente. Para verificar, coloque a mão na barriga e respire profundamente. Faça isso até que note que a sua barriga está mexendo no ritmo da respiração.

2) Respire calmamente

Automaticamente, quando você está estressada a sua respiração fica mais rápida. Essa atitude faz com que o estresse seja descarregado no organismo de forma mais pesada. Nos momentos do nervosismo, acalme-se e mentalize no quanto uma respiração tranquila pode ajudar você a se recuperar. Deve ser suave e ritmado.

3) Expire devagar

A forma correta de respirar envolve um tempo para inspirar e dois para expirar. Nas horas de estresse, as expirações se tornam mais curtas, o que pode alterar a frequência cardíaca. Uma das dicas para respirar melhor é tentar aumentar o tempo de sua expiração em até 2 segundos.

4) Preste atenção na respiração

Se você acha que vai "explodir" de raiva, conte até dez e preste atenção em sua respiração. Essa atitude irá tirar a sua atenção do motivo do estresse e deixará você menos irritada.

5) Relaxe os músculos

Durante os períodos de nervosismo, os músculos superiores podem ficar contraídos. Isso faz com que o ar tenha dificuldades para passar. Nesses momentos, concentre-se em relaxar todo o seu corpo. Se necessário, deite-se em um ambiente tranquilo e medite.



(texto publicado na revista Doenças emocionais nº 1 ano 1)

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Limão: numerosos benefícios para a saúde - Izaara Alvarenga


O limão é um poderoso aliado da saúde, ajuda a combater várias doenças e prevenir outras.

No Brasil, as variedades mais conhecidas são: limão-tahiti, limão-cravo, limão-galelo e limão siciliano. Uma das importantes ações do limão está relacionado a substância chamada d-limoneno, presente na casca do limão, um princípio ativo, que ajuda a combater a ansiedade, a depressão ou o cancro, para além de dissolver cálculos renais e desentupir as artérias.

Outra atividade relacionada ao limão é  seu poder de reduzir o colesterol, ácido úrico, combatendo radicais livres e retardando o envelhecimento. Colabora para que o sistema imunológico fique mais ativo contra agentes externos. Ajudando na regeneração de tecidos inflamados.

Usado também na cozinha e no tratamento pela aromaterapia o limão é: refrescante, combate esgotamento mental, estimulante. Existe também a dieta do limão.

A fruta é extremamente rica em vitamina tipo C, sais minerais (fósforo, cálcio e ferro), possui baixo teor de calorias. 100 gramas de limão possui aproximadamente 25 calorias.



(texto publicado na revista Atual edição 173 - ano 16 - setembro de 2016)

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Como se acalmar durante um ataque de ansiedade (O Segredo)



Coração acelerado, náuseas, desconforto estomacal e tremores são alguns sintomas de um ataque de ansiedade. Os ataques de ansiedade podem ser assustadores – portanto, é útil saber que você pode limitá-los quando eles ocorrerem. Este artigo listará algumas técnicas que podem ser usadas para você se acalmar.

1) Pratique a respiração profunda. Caso esteja sofrendo de um ataque de pânico, é possível que você esteja começando a hiperventilar. Mesmo que não esteja, respirar profundamente pode ajudá-lo a reduzir o estresse e a fornecer oxigênio ao cérebro para aumentar o foco. Tente dar, no mínimo, 8 respiradas profundas por minuto. Demore 4 segundos para inalar, prenda a respiração por 2-3 segundos e demore outros 4 segundos para soltar o ar.

Se você estiver respirando rápido demais para começar a respirar profundamente, use um saco de papel pardo para desacelerar seu ritmo respiratório. Segure-o sobre sua boca enquanto respira, desacelerando a respiração progressivamente. Desacelere até poder começar seus exercícios de respiração profunda.

Continue a respirar profundamente por vários minutos até poder notar uma diferença em seu relaxamento muscular e na sua clareza de pensamentos.

2) Use diversões cognitivas. Se você estiver no meio de um ataque de ansiedade, distraia sua mente através de diferentes diversões mentais. Por exemplo, conte os números ímpares de 100 a 0, diga o nome de todos os presidentes do Brasil ou declame seu poema (ou canção) predileto. Force-se a fazer uma (ou várias) dessas técnicas até se acalmar um pouco.

3) Pratique o relaxamento muscular progressivo. Este é o processo de desacelerar através do corpo e de retesar e relaxar cada grupo muscular. Isso tem duas finalidades: lhe força a se concentrar em algo que não seja seu medo; e simultaneamente relaxa seus músculos. Comece com os músculos no rosto e vá descendo até ter relaxado todas as partes do corpo.

Retese o grupo muscular por dez segundos – em seguida, libere a pressão. Você pode fazer isso com o mesmo grupo muscular diversas vezes. Ainda assim, fazê-lo uma vez deve bastar.

Grupos musculares grandes que podem ser retesados e relaxados incluem: mandíbula, sua boca (carranca/relaxamento), braços, mãos, estômago, bumbum, coxas, panturrilhas e pés.

4) Tente “parar e substituir”. Este é o processo pelo qual você impede seus pensamentos produtores de ansiedade e substitui-os por reflexões que tragam felicidade ou paz. Por exemplo, se você estiver ansioso por conta de uma viagem de avião e não puder parar de pensar no que pode acontecer caso a nave caia, impeça tal pensamento imediatamente e substitua-o ao imaginar como serão suas férias com seus amigos.

5) Use imaginação guiada. Pense num lugar em que você se sinta em paz e relaxado: poderia ser sua casa, seu ponto de férias predileto ou os braços da pessoa amada. Enquanto pensa nesse lugar, continue adicionando detalhes à cena, de maneira a focar toda a sua mente no campo da imaginação. Sinta-se livre para fazer isso com os olhos fechados ou abertos. Fechar os olhos pode facilitar o processo. Quando sentir que é possível pensar claramente na ansiedade, você pode parar a imaginação guiada.

6) Reconheça sua ansiedade. Ainda que deseje reduzir a ansiedade que sente, você não quer ignorá-la. Reconheça que você está com medo. Analise o medo. É um perigo verdadeiro e presente? Provavelmente, você está usando declarações do tipo “e se?” e entrando em pânico com algo que ainda não aconteceu ou que mal pode acontecer. Compreenda que você está sentindo medo, mas que não há nenhum perigo. Retirar o perigo da situação lhe ajudará a relaxar um pouco.

7) Escreva seus sentimentos. Se você for suscetível a ataques de pânico, crie um diário para escrever textos que expliquem seus sentimentos. Escreva o que você sente, o que lhe causa medo e por que a ansiedade surgiu. Escrever lhe ajudará a focar seus pensamentos, e reler os textos poderá ajudá-lo a controlar melhor a ansiedade.

8) Faça algo. Sentar e ruminar sua ansiedade apenas piorará seu estado e dificultará a superação do pânico. Distraia sua mente e seu corpo ao realizar uma tarefa, ao limpar, ao desenhar, ao ligar para um amigo, enfim, ao fazer qualquer coisa que lhe mantenha ocupado. Preferencialmente, faça algo de que você desfrute como um hobby.

9) Use terapia musical. Crie uma playlist com suas músicas preferidas. Elas podem ajudá-lo a relaxar ou a se sentir feliz. Então, se/quando você tiver um ataque de pânico, escute as músicas e se acalme. Use headphones bons, que impeçam a intromissão de barulhos externos, para poder se concentrar apenas na música. Enquanto escuta, foque em diferentes instrumentos, no som e nas letras. Isso o(a) ajudará a parar de pensar em seus medos.

10) Faça um pouco de exercício. Fazer com que seu corpo se ative libera endorfinas que são responsáveis pelo aumento da sensação de paz e de felicidade. Vá caminhar ou experimente um pouco de yoga; exercícios leves poderão lhe ajudar a relaxar mais que esportes agressivos ou treinos de resistência.

11) Consiga ajuda de um amigo. Se você estiver entrando no mundo da ansiedade e não conseguir sair dele, ligue para um amigo ou membro da família e peça ajuda. Peça para que ele distraia você e analise seu medo para poder superar a sensação de estresse. Se você for suscetível a ataques de ansiedade, ensine aos amigos como eles devem agir durante uma crise sua. Assim, eles o compreenderão e poderão obter ajuda quando preciso.

12) Procure um terapeuta. Se você tiver ataques severos de ansiedade por períodos prolongados de tempo, visite um psicólogo local para obter terapia e conselhos. Você pode ter desordem do pânico ou desordem de ansiedade generalizada. Ambos os casos são normais e podem ser tratados por profissionais. Você também pode receber uma receita que indique medicamentos controlados para a ansiedade caso nenhum outro meio de controlar o pânico surta efeito.

DICAS ESSENCIAIS:

- Cante uma canção. Ela o(a) ajuda a respirar melhor e distrai você do terror de um ataque de pânico.

- Se seu ataque de pânico piorar e você começar a vomitar, tome um banho quente com uma camiseta ou uma toalha sobre seu corpo. Isso o(a) fará se sentir confortável. Relaxe e descanse no banho pelo tempo que precisar. Não apresse as coisas após sair. O melhor conselho é dormir após terminar o banho.

- Se você tiver um ataque de pânico tarde da noite, caminhe pelo quarto e respire profundamente.

- Borrife óleo puro de lavanda misturado com água em um lenço. (Mantenha-o disponível no seu bolso) Os óleos na lavanda ajudam a pessoa a relaxar e a se acalmar durante ataques de ansiedade.

- Exercite-se regularmente. Aprenda técnicas de relaxamento que sejam eficientes para reduzir o estresse. Durma por mais tempo – o sono é absolutamente necessário para quem sofre de ansiedade. Você nunca deve abrir mão dele de propósito.

- Tente beber um copo de chá de camomila durante a noite. Evite cafeína, refrigerantes e nicotina – tais produtos são estimulantes.

- Mesmo que isso seja óbvio para algumas pessoas, sempre se lembre de que sua família existe para apoiá-lo, amá-lo e protegê-lo. Não receie em contar seus problemas a eles, mesmo que isso seja embaraçoso.

Experimente diversas atividades para acalmar sua ansiedade.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Para que tanta ansiedade, meu bem? - Tatiana Ferrador



Preocupar-se com alguma coisa que ainda vai acontecer e sofrer antecipadamente por isso é um transtorno que afeta pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice

Há fases na vida em que ficamos mais sensíveis até mesmo aos acontecimentos tipicamente cotidianos, como sobrecarga no trabalho, falta de dinheiro, crise nos relacionamentos afetivos, preocupação com os filhos, entre outros. A forma como reagimos nessas situações pode variar, de acordo com o estado emocional, afinal preocupações são normais e fazem parte da vida de todos, certo? 

O problema é quando essas aflições ultrapassam o limite da normalidade e começam a causar males à saúde e transtornos emocionais. Uma ansiedade excessiva, que muitas vezes impede a realização de tarefas simples do dia a dia e que traz sintomas físicos, como é o caso do transtorno de ansiedade generalizada (TAG), que como o próprio nome diz, é caracterizado por uma excessiva, incontrolável e, eventualmente, irracional preocupação.

Como explica o psiquiatra carioca Dr. Rodrigo Pessanha, o TAG pode surgir como uma expectativa apreensiva em relação a eventos ou atividades, levando a uma preocupação excessiva que frequentemente interfere nos assuntos pessoais, profissionais, familiares e acadêmicos. "Ou seja, de tanto se preocupar com alguma coisa que vai acontecer, sempre atribuindo a essa questão um desfecho catastrófico, a pessoa sofre imensamente e apresenta sintomas mentais e físicos por conta dessa apreensão excessiva", diz.

Como diagnosticar?

O psiquiatra ressalta, contudo, que não é qualquer tipo de ansiedade que pode ser considerada TAG, uma vez que esses sintomas têm que ser persistentes, existir ao longo de grande parte do dia, e no decorrer de pelo menos seis meses. "Ou seja, não é simplesmente uma questão de estar preocupado com o resultado de uma prova ou apreensivo com o resultado de um exame que por acaso tenha sido feito há uma semana", lembra Dr. Pessanha. "Isso são reações relativamente normais. O problema está quando tal preocupação se torna persistente, além dos limites tidos como saudáveis", conclui.

Há vários fatores que podem causar o TAG, e assim como qualquer transtorno psíquico, ele é multifatorial. Alguns estudos apontam que pessoas que têm pais, tios ou avós com doenças como depressão grave, transtorno bipolar ou esquizofrenia podem apresentar uma predisposição para o TAG, mas o aparecimento do transtorno não é linear. Os fatores ambientais e individuais também podem contribuir para o desenvolvimento do distúrbio.

Estudos apontam que, estatisticamente, as mulheres têm duas vezes mais transtorno de ansiedade generalizada do que os homens.

Na opinião do especialista no assunto, psiquiatra da Associação Brasileira de Psiquiatria e membro do corpo clínico da Clínica Fares, Dr. Miguel Franco, casos na família são fatores de risco. "O fato de uma mãe ter tido uma depressão grave durante a gravidez pode contribuir para desencadear o TAG no filho, mas não é regra; o contrário também é possível: uma mãe pode ter tido um pré-natal muito tranquilo, sem nenhum tipo de estresse ou desconforto emocional, mas aparentar um gene para tal transtorno", diz.

"É importante ressaltar que a identificação da doença em si, livre de qualquer tipo de estigma, ou seja, o entendimento da doença, a procura de um profissional capacitado e a adesão a um tratamento adequado são quase que  a garantia de um resultado bem-sucedido", complementa Dr. Pessanha.

O tratamento do TAG inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos (usados para diminuir a ansiedade e a tensão), sob orientação médica, aliado à terapia comportamental cognitiva.

Sintomas mais comuns do TAG

- Sintomas cardiovasculares: aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.

- Sinais respiratórios. como dificuldade de respirar.

- Indícios gastrointestinais, como dificuldade de engolir, além de náuseas, vômitos, alterações do trânsito intestinal (como diarreia ou mesmo prisão de ventre).

- Inquietação motora.

- Dificuldade de concentração.

- Mal-estar geralmente acompanhado por tremores, inquietação, fadiga, tensão muscular.

- Perturbação do sono.

- Perda de apetite.

- Fraqueza nas pernas.


(texto publicado na revista Ponto de Encontro nº 61 -abr/mai de 2016)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

7 hábitos que você pode adotar para ser mais otimista (Melhor com Saúde)


Manter uma atitude otimista nem sempre é fácil. No entanto, se conseguirmos, poderemos enfrentar melhor as dificuldades, evitar o estresse e desfrutar a vida de maneira plena.

O otimismo é a capacidade que algumas pessoas têm de ver e julgar as coisas de um ponto de vista positivo. É uma decisão pessoal que permite ter uma atitude favorável frente a todos os tipos de situação que a vida nos apresenta.

Essa virtude não deve se transformar numa desculpa para escapar da realidade ou das coisas que nos desagradam. Pelo contrário: ser otimista é aceitar e aprender a enfrentar todo tipo de problemas, sempre com a convicção de que será possível solucioná-lo da melhor maneira possível.

Algumas pessoas têm mais dificuldade em desenvolver essa qualidade, por isso, a seguir vamos compartilhar sete bons hábitos que podemos exercitar para potencializá-la.

1. Aproveite o presente

É muito bom fazer planos para o futuro, e de fato se trata de algo necessário durante a vida. Entretanto, isso não deve ser motivo de ansiedade ou frustração. No que for possível, deve-se viver o presente ao máximo e procurar fazer de cada dia uma oportunidade para chegar ao futuro desejado.

Se a caminhada é difícil ou tudo parece estar dando errado, uma atitude positiva mantém o estresse longe e permite desfrutar as pequenas alegrias da vida.

2. Diga adeus às energias negativas

Infelizmente, as energias negativas estão onde menos imaginamos. As discussões familiares, os problemas com o parceiro ou qualquer outra situação negativa causa estresse e emoções que roubam nossa felicidade.

Colocar os ressentimentos de lado e solucionar os conflitos é a melhor forma de evitar que se tornem um obstáculo para estarmos bem durante o dia.

Também é fundamental afastar-se das pessoas que transmitem sua negatividade o tempo inteiro, queixando-se, sendo invejosas ou vendo sempre o lado ruim das coisas.

3. Não viva de acordo com o que as pessoas dizem

Nem todo mundo pensa da mesma maneira e, às vezes, isso pode limitar a forma como desfrutamos a vida.

Ainda que, de vez em quando, seja bom receber bons conselhos, às vezes as pessoas se intrometem, querendo impor seu ponto de vista e frustrando o desejo que temos.

É preciso aprender a viver de acordo com sua própria maneira de pensar, ignorando o que vão dizer e tendo consciência do que vai bem e do que vai mal.

4. Aceite os fracassos na vida para ser mais otimista

O fracasso faz parte do processo de aprendizagem e é necessário para adquirir experiência. Todas as pessoas, em algum momento, terão que enfrentá-lo, seja qual for a área da vida.

O importante é assumi-lo com a melhor atitude possível, ciente de que se pode tentar de novo até conseguir bons resultados.

Deixar-se levar por uma experiência ruim causa apenas frustração e obstáculos para se aproveitar novas oportunidades.

5. Conheça suas habilidades

As pessoas que descobrem suas habilidades e seu potencial têm uma percepção mais alegre da vida. Isso porque sua autoestima também aumenta, o que permite ter mais relações sociais e buscar mais momentos de prazer e alegria.

A confiança em si mesmo é determinante para enfrentar qualquer situação, por mais difícil que pareça.

6. Combine seus pensamentos positivos com hábitos saudáveis

Combinando os fatores mentais com hábitos físicos e emocionais saudáveis é possível melhorar a saúde em geral, a aparência física e as nossas habilidades. Fazer exercícios, estabelecer metas e compartilhar bons momentos com entes queridos contribui para vermos o lado positivo de todas as situações.

Não se trata de ser otimista sem motivo, mas de converter o otimismo numa atitude para vencer limites e ser uma pessoa melhor a cada dia.

7. Não apenas palavras, mas atitudes

As palavras vêm e vão e podem ser vazias. Os atos são concretos e demonstram que podemos superar cada etapa para chegar no objetivo desejado.

Mais do que repetir palavras positivas ou fazer os outros pensarem que está tudo bem, trata-se de tentar fazer o melhor possível e lutar para tornar realidade cada uma das suas metas.

Pondo em prática cada um desses conselhos todos os dias, pode-se começar a ter uma atitude melhor para fazer frente às dificuldades.

Apesar do que possa parecer, não é nada simples colocá-los em prática, e muito menos torná-los um estilo de vida. Entretanto, vale a pena começar a adotá-los até que se tornem parta de sua personalidade.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Faça para os outros, faça para você - Denise Mirás


Mais do que uma qualidade, a generosidade estimula no ser humano a produção de oxitocina, hormônio que protege o coração e o sistema vascular, atuando também na manutenção do equilíbrio da saúde física e mental do indivíduo

Você está no metrô e observa aquele moço que se levanta para alguém mais cansado se sentar. O sorriso denuncia: ele ficou feliz com a própria atitude e também com o agradecimento reconhecido do outro. Poderia ter cedido o assento por educação, mas o mais provável é que tenha agido por empatia, por perceber a situação mais precária do outro e querer ajudar. A generosidade rendeu felicidade para o rapaz - e esse prazer, pontos preciosos para a manutenção do equilíbrio de sua saúde.

Ser bondoso gera um efeito cascata surpreendente no organismo. Reações químicas são desencadeadas e, no caso, para o "lado bom" da história. A generosidade segue com neurotransmissores e hormônios, que entram em ação e são "bem recebidos" pelos órgãos do corpo, para avançar com suas tarefas de proteção a sistemas como o cardiovascular, por exemplo.

Professora de Psiconeuroimunologia na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas, Maria Cristina dos Santos explica que estudos sobre a influência das emoções no organismo datam ainda do fim da década de 1930, comandados pelo endocrinologista austro-húngaro Hans Selye. "Hoje, temos muitos trabalhos sobre esse tema, de emoções agindo no sistema nervoso central e sobre a integração e a comunicação desse sistema com o endocrinológico e o imunológico", diz. Mas a maioria desses estudos é sobre o "lado mau" da influência das emoções negativas, porque aí se buscam os medicamentos para combater as patologias.

A ideia de prevenção, ou ao menos de usar as emoções positivas proporcionadas por atitudes generosas e felizes para manter a saúde, ainda é bem recente. Estudos sobre os resultados que essas emoções desencadeiam no organismo começaram lá pelos anos 2000, como diz Maria Cristina. "Mas sabemos que essas sensações de prazer favorecem respostas hormonais benéficas."

A professora diz que o estresse crônico, por exemplo, faz com que a liberação do hormônio cortisol não tenha "freios", o que é muito prejudicial ao organismo. Daí a importância de procurar evitar situações ruins, ou de fazer o contrário: ir atrás de coisas que nos são prazerosas para a liberação de neurotransmissores e hormônios que atuem favoravelmente no sistema imunológico, ajudando na manutenção da saúde.

A questão é química

Químico com especialização em Bioquímica e Ph. D. em Química Orgânica, David R. Hamilton é autor de Why Kindness is Good for You (ou Por que ser bondoso é bom para você), um dos livros que tratam do tema generosidade e sua relação com a saúde. O especialista conta que trabalhou por quatro anos na indústria farmacêutica, mas seu interesse em pesquisar mais sobre o efeito placebo (quando pessoas se recuperam de doenças ao receber um remédio que, na verdade, é apenas placebo - não tem efeito nenhum) fez com que saísse do trabalho convencional para se dedicar ao estudo de como mente e corpo interagem, escrever livros e dar palestras.

"Em primeiro lugar, ser generoso nos faz mais felizes. E essa ligação funciona como um gatilho para o cérebro produzir endorfinas, o que leva a um estado de euforia parecido ao efeito produzido pela morfina, mas de forma mais atenuada", explica. "Acredita-se que esse estado, conhecido como 'Helper's High', seja causado pelo aumento no nível de serotonina e de dopamina no cérebro."

Conexões espelhadas

Há outro processo a ser citado, segundo David Hamilton. Quando fazemos uma conexão com alguém e nessas ocasiões nos mostramos generosos, produzimos oxitocina, que protege o coração e o sistema vascular. Se a oxitocina é "cardioprotetora", como se diz, a bondade também é, porque ativa a produção desse hormônio, reduzindo a pressão arterial e limpando os radicais livres das artérias, para que não causem problemas ao coração. O estudioso alerta que, se existem processos químicos em nosso corpo associados a nos sentir energizados e felizes, também existem aqueles associados a nos sentir deprimidos. "Quando uma pessoa se sente energizada, positiva, pode-se dizer que seus sistemas imunológico e cardiovascular estão funcionando melhor. Da mesma forma, podemos  dizer que estão piores quando a pessoa está 'para baixo'. Nosso biológico é, em geral, um espelho de como estamos nos sentindo."

Também por isso é preciso tomar cuidado com efeitos contrários da empatia. "Ver uma pessoa sofrendo emocionalmente pode produzir a mesma dor na gente. Isso acontece pelo que chamamos de contaminação emocional. Pelo MNS [sigla em inglês para, literalmente, Sistema do Neurônio-Espelho], o neurônio-espelho 'reage' da mesma forma se a ação for nossa ou se estivermos vendo outra pessoa nessa ação. Isso faz com que nos sintamos felizes ao lado de uma pessoa que está feliz, ou triste e estressada na presença de alguém que esteja se mostrando assim."

Sabendo da relação generosidade-felicidade-saúde, os interessados podem aceitar um "desafio de bondade" proposto pelo professor: tem de se comprometer a fazer algo de bom a cada dia, por uma semana, ou três. "Esse desafio ajuda as pessoas a criar um hábito e, assim, esse tipo de comportamento mais generoso se torna mais natural para elas."

Cara a cara é melhor

Professor de Medicina Preventiva e Bioética na Stony Brook University, membro da Academia de Medicina de Nova York e da Real Sociedade de Medicina de Londres, Stephen G. Post é o autor do livro Why Good Things Happen to Good People: How to Live a Longer, Healthier, Happier Life by the Simple Act of Giving (Por que coisas boas acontecem para pessoas boas: como ter uma vida mais longa, mais feliz, mais saudável se doando, simplesmente). "Sabemos que pensar no outro e em suas necessidades diminui o nosso nível de estresse e de ansiedade, além de ativar uma parte do cérebro que libera dopamina, um dos quatro 'produtos químicos' da felicidade - os outros são endorfina, serotonina e a oxitocina."

Mas o médico norte-americano destaca uma peculiaridade: há aumento da oxitocina, o hormônio da confiança e da tranquilidade, ligado à compaixão, à empatia, quando a ajuda a outras pessoas é feita "cara a cara", presencialmente. "No geral, a participação em atividades de apoio a outros indivíduos ou a dedicação a um trabalho voluntário por algumas horas na semana estão associadas a um incrível aumento de felicidade (o que é relatado por 96% de voluntários de um estudo), melhora na saúde física (relatado por 68%), baixa de ansiedade e estresse (em torno de 76%), assim como melhora de sono."

Para Stephen Post, o assunto se resume basicamente a uma "desprogramação" da mente do indivíduo que está voltado para si mesmo, para os próprios problemas, desligando emoções destrutivas, como hostilidade e amargura, então associadas ao estresse crônico. "Ser bondoso e se comportar adequadamente são grandes fontes de felicidade, que quase literalmente ligam um circuito emocional de alegria."

Bom para a cabeça

Alessandra Dutra é psicóloga do esporte e participou da conquista do título mundial pela Seleção Brasileira Feminina de Handebol, em 2013. O trabalho é diário para as garotas não se deixarem levar pela pressão, pela ansiedade - o que também pode favorecer lesões. E trabalho em equipe tem muito desse aprendizado da convivência com o outro, de ações generosas em favor do grupo - e não individualistas.

A representação social da generosidade,  como Alessandra diz, "está altamente relacionada hoje com saúde e é de extrema relevância". Também para ela, "a generosidade não é apenas uma virtude, mas um hábito, um exercício para enfrentar exigências do cotidiano como regulação de energia e administração do estresse, um caminho para o contágio positivo do amor, uma forma de combater a indiferença a qualquer coisa, de não nos afastarmos do coletivo, que tanto nos ensina."


(texto publicado na Revista da Cultura edição 101 - dezembro de 2015)

segunda-feira, 28 de março de 2016

São Paulo é a cidade com o maior índice de perturbações mentais do mundo (Psicologias do Brasil)


O relatório São Paulo Megacity Mental Health Survey mostrou que a região metropolitana de São Paulo possui a maior incidência de perturbações mentais no mundo. O estudo feito pela OMS (Organização Mundial de Saúde) revela que 29,6% dos paulistanos e moradores da região metropolitana, sofrem de algum tipo de perturbação mental. O levantamento pesquisou 24 grandes cidades em diferentes países.

Entre os problemas mais comuns apontados no estudo estão a ansiedade, mudanças comportamentais e abuso de substâncias químicas. Dentre eles, a ansiedade é o mais comum, afetando 19,9% das 5.037 pessoas pesquisadas.

Depois de São Paulo, cidade que representa o Brasil no estudo, os EUA aparece em segundo lugar, com aproximadamente 25% de incidência de perturbações mentais. A cidade norte-americana utilizada no levantamento da OMS não foi revelada.

Além de ser a cidade com maior incidência de perturbações mentais, São Paulo também aparece na liderança do ranking de casos graves, com 10% da população afetada. Neste ponto, a capital paulista também é seguida pelos EUA, que possui uma incidência de casos graves de 5,7%

De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo estudo, a alta incidência de perturbações mentais é causada pela alta urbanização associada com privações sociais. Segundo eles, os grupos mais vulneráveis são homens migrantes e mulheres que residem em regiões de alta vulnerabilidade social.

Em São Paulo, a pesquisa da OMS foi financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), sob a coordenação da Profª Laura Helena Andrade, professora do Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, e da Profª Maria Carmen Viana, professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo.

sábado, 5 de março de 2016

Benefícios da água do mar (Melhor com Saúde)


Podemos sentir os benefícios da água marinha tanto interna como externamente. Pode melhorar condições como a psoríase e inclusive quadros de artrite ou artrose, e também é útil para tratar estados de ansiedade.

Muita gente vai à praia para passar férias com a finalidade de relaxar, descansar, estar em contato com a natureza e tomar sol. Porém, a maioria das pessoas não sabe quais são as múltiplas vantagens que a água do mar oferece ao corpo, tanto de forma externa quanto interna (ao bebê-la). 

Conheça nesse artigo alguns dos benefícios que a água do mar pode oferecer.

Pesquisa sobre a água do mar

Na China, a água do mar já é usada há 4 mil anos. O pioneiro foi o imperador Fu-Shi, conhecido como o pai da medicina marinha. Ele recomendava tomar água do mar, comer algas e sais para poder recuperar e conservar a saúde.

Mais próximo ao nosso tempo, o pesquisador francês René Quinton descobriu que os componentes da água marinha eram os mesmos que estão nas células do corpo, sendo muito similar ao plasma do sangue.

Por isso é que continuou sua pesquisa entre 1910 e 1950 junto ao Doutor Jarricot, com quem fundou os chamados “Dispensários marinhos”. Ali se usava a água marinha para curar diversas doenças como cólera, tireoides, desnutrição e os problemas de pele.

Puderam assim salvar milhares de vidas, principalmente de crianças. Logo, envasavam a água do mar e a chamaram de “plasma marinho”. Estes dispensários foram também criados em outros países do mundo como, Colômbia, Argentina, Espanha, México, Uruguai e Sul da África.

Novos estudos revelaram que a água do mar limpa o intestino grosso, dá energias, melhora as defesas e desintoxica o organismo. Se as crianças desnutridas beberem três copos de água marinha por dia, o problema desaparecerá e a saúde melhorará.

Também é interessante adicionar que em Barcelona existe um projeto onde se reabilita pessoas viciadas em álcool e drogas, com resultados muito bons.

Propriedades da água marinha

Em primeiro lugar, você deve saber que a água do mar tem uma composição diferente da que se encontra em lagos, lagunas ou rios (de água doce). Ela possui zinco, iodo, potássio e oligoelementos que a transformam em uma grande “amiga” para a nossa pele e nosso corpo em geral. Dentre as principais propriedades da água marinha podemos encontrar seu efeito antibiótico, ideal para avançar em processos de cicatrização de feridas.

Por outro lado, boiar no mar ou nadar entre as ondas serve para relaxar os músculos devido ao iodo, que por sua vez favorece na recuperação de certas lesões. É ideal para os que estão fazendo reabilitação ou pós-operatórios.

Pessoas com doenças ou problemas respiratórios costumam ter recomendações de respirar a brisa do mar e tomar banhos na praia, já que a água salgada favorece os pulmões a eliminarem todas as toxinas ou elementos alheios. Então, para tosse com fleuma, catarros e outras doenças mais severas, ir ao mar é uma excelente cura.

Por outro lado, os pacientes com problemas reumáticos, tais como a artrite ou a artrose, se beneficiam muito com a água do mar, pois podem diminuir as dores intensas que costumam caracterizar estes problemas.

Por conter magnésio, a água do mar ajuda a nos acalmar e eliminar a ansiedade.É por isso que passar alguns dias na praia quando não há gente ou nos balneários distantes dos centros urbanos é uma terapia recomendável para os que sofrem de transtornos nervosos, depressão ou estresse, leve ou severo.

Quando desfrutamos dos passeios pela praia, além de fazermos exercícios e relaxarmos a mente, aproveitamos para falar com nosso parceiro ou ver o pôr do sol. A água salgada massageia nossos pés com as ondas e ao mesmo tempo, graças à textura da areia que se move pela água, os calcanhares são esfoliados.

Quem mora perto do mar deve fazer uma terapia neste lugar pelo menos uma vez por semana. No verão, seria ideal dar um mergulho depois de sair do trabalho ou somente respirar a brisa fresca quando fizer frio. Ambas as atividades são muito benéficas para a saúde. Se estiver longe da praia, não espere às férias para ir, aproveite algum fim de semana ou feriado.

A água do mar serve para tratar problemas no fígado e nos rins, porque permite regenerar as células que se danificam por cirrose, por exemplo. Nesta doença, muito líquido se acumula no abdômen, parecendo que o paciente está grávido (seja homem ou mulher).

Bebendo água do mar é possível eliminar isso. Também há casos de pessoas com insuficiência renal que ao tomarem água marinha não sofrem mais enjoos, vômitos e nem problemas para urinar.

Para as doenças da pele como a psoríase, é recomendável se esfregar com água do mar. As escamas características vão se desprendendo e caindo sozinhas. O mesmo para o couro cabeludo quando acumula pele morta e coceira.

Por sua vez, é usada para tratar problemas de insônia, neste caso é aconselhável ir à praia passar o dia, dar um passeio na beira do mar ou simplesmente ficar de frente para as ondas durante uma hora, respirando a brisa. Isso automaticamente cansa a pessoa, que dormirá tranquilamente à noite.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Livros para colorir: arte terapêutica para adultos (Melhor com Saúde)



Os livros para colorir se tornaram uma verdadeira febre na atualidade. Antes considerados uma brincadeira voltada para crianças, agora foram lançadas diversas versões de livros para adultos, que constituem uma terapia excelente para reduzir o estresse depois de um dia agitado de trabalho e tarefas no lar.

Embora seja uma atividade muito simples, ela surpreendentemente oferece diversos benefícios para a nossa saúde, e por isso vale a pena conhecê-la, principalmente se você estiver em busca de algo para acalmar os ânimos.

Neste artigo, iremos falar sobre os principais benefícios desta forma de arte terapêutica, que pode nos ajudar de diferentes maneiras a promover o desenvolvimento e crescimento pessoal e fortalecer o nosso estado emocional.
Benefícios dos livros para colorir

Atividades que ocupam as mãos e a mente são ideais como uma forma de terapia natural, e os livros para colorir são uma ótima alternativa entre elas.

Já existem diversas opções de livros para colorir voltados para o público adulto, com inúmeros desenhos diferentes, como mandalas, flores e jardins, que podem ser coloridos com lápis de cor, giz de cera e até canetinha. São imagens detalhadas e interessantes de pintar, que mantêm as pessoas entretidas enquanto oferecem os seguintes benefícios:

Reduzem o estresse e a ansiedade

Há algo relaxante no ato de colorir um desenho da sua forma preferida. Trata-se de uma excelente distração dos problemas que podemos estar sofrendo em nosso dia a dia, e enquanto estamos colorindo, pelo menos por um tempo, podemos clarear a mente e focar apenas na atividade que estamos fazendo, ajudando a relaxar.

Além disso, alguns psicólogos afirmam que o simples fato de se concentrar para colorir dentro das linhas pré-estabelecidas e usar a sua criatividade trabalhando com as cores ajuda a aliviar o estresse e a combater a ansiedade, fazendo com que nos sintamos mais calmos e serenos.

Por último, é uma ótima forma de se desconectar do mundo virtual ao qual estamos tão acostumados. Voltar ao papel e ao lápis é uma forma simples de se distrair sem as tecnologias que sugam tanto a nossa energia.

Ajuda a desenvolver a concentração

Os livros de colorir favorecem a concentração de uma maneira interessante. É preciso se dedicar um pouco para se manter dentro das linhas dos desenhos, escolher as cores que irão combinar e pintar de uma maneira esteticamente bonita, mas não se trata de uma atividade que demanda uma concentração total, e poderia nos deixar ainda mais estressados depois de um dia de trabalho.

Psicólogos indicam que o ato de colorir também ajuda a desenvolver habilidades relacionadas à organização e resolução de problemas, já que as áreas do cérebro responsáveis por estas tarefas são as mesmas utilizadas quando estamos colorindo uma imagem.

Favorece a coordenação motora

Hoje em dia, poucas pessoas possuem hobbies que favorecem o desenvolvimento da coordenação motora. Muitas atividades que antes nos permitiam fazer isso agora foram substituídas. Por exemplo, usamos a máquina de costura para costurar, os teclados dos computadores para escrever, etc.

Colorir é uma das atividades que ainda nos permite desenvolver a coordenação, já que mantemos nosso cérebro e nossas mãos ocupados, em um esforço conjunto para obter o resultado artístico final que esperamos alcançar. O cérebro atua na parte da concentração e as mãos no aspecto do controle muscular, contribuindo para que possamos manter habilidades importantes que costumamos perder conforme envelhecemos.

Ajuda a desenvolver a criatividade

Crianças costumam ser extremamente criativas, mas infelizmente perdemos parte da nossa espontaneidade com o passar do tempo, limitando nossos pensamentos, dando espaço aos nossos medos e preocupações em relação ao que os outros vão pensar, e passamos a acreditar que não somos mais criativos.

No entanto, isso não é verdade. Todos os seres humanos são criativos por natureza, e colorir pode nos ajudar a entrar em contato com esta criatividade, desenvolvendo-a novamente. Por se tratar de uma atividade que, até pouco tempo, era considerada infantil, também é uma excelente forma de nos conectarmos com a nossa criança interior.

Promove a socialização

Muitas pessoas pensam nos livros de colorir como uma atividade solitária, que cada um desenvolve sozinho na sua casa. No entanto, isso já não é verdade.

Com a mudança de comportamento observada em relação aos livros de colorir, já observamos mulheres que se reúnem para fazer esta atividade juntas. Como é algo que não demanda a concentração total e permite a socialização, é possível colorir enquanto conversamos com as amigas tomando uma taça de vinho.

Como este hobby está se tornando cada vez mais popular, não vai ser difícil encontrar uma parceira para compartilhar este momento. Que tal experimentar?

sábado, 10 de outubro de 2015

Unhas - Saúde na ponta dos dedos


Cuidado! Fungos, detergentes, sapatos apertados e até uma dieta desequilibrada podem comprometer a saúde e beleza das suas mãos.

Imagine uma indústria com várias unidades. A nossa "fábrica" de unhas tem esse jeito. Na infância, as 20 "unidades", das mãos e dos pés, com as suas máquinas novinhas, funcionam a todo o vapor: a produção é intensa e viçosa. No decorrer da vida, porém, elas gradativamente vão se ajustando às novas necessidades: a produção diminui e perde um pouco do brilho. É um processo normal.

Como toda empresa, a nossa "fábrica" de unhas também está sujeita a imprevistos variados durante a existência. Alguns, como a anemia, causam problemas a todas as "unidades", deixando a produção fraca e quebradiça. Outros afetam apenas alguns "setores", como as micoses e os encravamentos localizados. "O mais frequente, no entanto, são as micoses, que atacam tanto as unhas das mãos como as dos pés", afirma o dr. Abrahão Rotberg, livre-docente de Dermatologia da Faculdade de Medicina de São Paulo. "Quase noventa por cento das pessoas que procuram dermatologistas com problemas nas unhas têm micose."

Causadas por agentes externos - os fungos - as micoses aparecem sob a forma de manchas amareladas nas bordas, dando a impressão de sujeira que se acumulou nos cantinhos. E aí é que está o grande problema. "Como no início as micoses parecem sujeira, as pessoas não lhes dão muita importância. Sobrevêm então as complicações, dificultando o tratamento, que passa a ser local e oral", explica o dr. Ivan Peres Rosa, 39 anos, chefe da Clínica Dermatológica do Hospital do Serviço Público Municipal de São Paulo.

Uma unha com micose em estado adiantado pode ficar deformada e grossa. Não bastasse isso, a doença, inicialmente restrita às bordas, se alastra. Final da história: a unha fica feia e se solta do leito - a região carnosa sobre a qual se assenta.

Micoses, sapato apertado e unheiro. Compreenda-os

O encravamento das unhas - em especial dos pés - é outra consequência das micoses. Ao destacarem-se, as unhas provocam uma diminuição do seu leito, facilitando o encravamento. Para isso, é claro, contribui o fato de passarmos muitas horas com sapatos.

As micoses, no entanto, não são as únicas responsáveis pelas unhas encravadas. "Sapatos apertados ou de bicos finos não ficam atrás", garante Peres Rosa. Sofrendo o estímulo de uma pressão contínua, a margem da unha inflama. A pele reage, origina um tecido granuloso - a conhecida "carne esponjosa" - e a unha encrava.

Roê-la também facilita o encravamento. Devido à falta de unha, a pele da ponta do dedo tenta se sobrepor, encobrindo-a. E a unha pode ficar encravada. Outro problema para quem rói é correr o risco de traumatizar a matriz, onde as células fabricam as unhas. Nesse caso, elas talvez nasçam com defeitos. "Por fim, a saliva tem dupla ação corrosiva. Facilita o aparecimento de infecções na cutícula e na própria unha, por afiná-la", observa o dr. Rotberg.

Outras doenças que podem atingir as unhas depois de formadas são a onicólise e a paroníquia. A onicólise é produzida por substâncias cáusticas - em geral detergentes e soda - que penetram sob a unha, destruindo a parte em contato com a pele. Em consequência, a unha embranquece e desloca (daí a onicólise ser confundida com micose).

Já a paroníquia - mais conhecida por unheiro - é muito frequente em quem mexe muito com água e sabão. Neste caso, bactérias encontram um campo favorável perto da matriz, provocando inflamação.

Pintinhas brancas, sabe o que é? Falta de vitalidade

As nossas unhas não são vítimas apenas dos agentes externos. "Quase todas as doenças que diminuem a vitalidade do organismo, como anemias, infecções e gripes, podem ter reflexos nas unhas", informa o dr. Rotberg. Uma dieta desequilibrada, pobre em vitaminas e minerais, também diminui a vitalidade, com repercussões nas unhas.

Um dos efeitos mais comuns dessa perda de vitalidade são as famosas pintinhas brancas, popularmente identificadas como sinal de que a pessoa disse uma mentira ou vai ganhar um presente. Mas na realidade são sintomas de que algo não vai bem no organismo. Repare: elas aparecem logo após alguma doença ou baque psicológico. "É um decréscimo que não diminui a vitalidade da unha como um todo, mas basta para a matriz sofrer e produzir com menos pigmentação", observa o dr. Rotberg.

As consequências da perda temporária de vitalidade não param aí. O enfraquecimento geral torna as unhas mais delgadas e quebradiças. Daí ser esse um sintoma de que algo no organismo vai mal.

Também as ondulações, quando não causadas por uma pancada, têm origem na perda de vitalidade. Nesse caso, as células interrompem temporariamente a produção, formando pequenas depressões. Já as estrias (aprofundamentos longitudinais nas unhas) eventualmente são consequência de pancadas - a matriz fica defeituosa. Mas, em geral, como os cabelos brancos, surgem com a idade, em torno dos 40 anos. Por quê? Perda da vitalidade do organismo como um todo - mas nada de grave.

Ala, a maga, ensina como ter unhas bonitas

Pasme: o primeiro passo para exibir unhas saudáveis - e, portanto, bonitas - é uma alimentação equilibrada. "Todas as dietas que melhoram o estado geral do organismo fazem bem às unhas, pois atuam nas matrizes", justifica o dr. Rotberg. "Depois de formadas", continua. "não há muito o que fazer para fortalecê-las; os preparados que existem para as quebradiças só funcionam temporariamente."

Seguindo esta linha, Ala Szerman, proprietária do Ginastic Center de São Paulo, aconselha:

- Inclua na sua alimentação arroz integral, levedura de cerveja e gelatina, ricos em vitaminas do complexo B e proteínas.

- Faça massagem na região da matriz, favorecendo a circulação sanguínea, principalmente durante os meses frios, quando as unhas crescem menos.

- Abandone o velho hábito de tirar as cutículas. Elas são as defesas naturais das unhas, de modo que retirá-las tem dois inconvenientes: um, é o próprio traumatismo de sua retirada, que pode provocar infecção; outro, é deixar o caminho livre para a entrada dos micróbios.

- Se você não quer abandonar de vez o hábito, ao invés de retirar a cutícula, tente afastá-la com a ajuda das próprias unhas; retire, depois, apenas a pele morta que sobrou.

- Use luvas especiais quando tiver que mexer muito com detergente, soda, sabão, água.

- Evite o uso de esmalte cintilante que, por ser tóxico, desgasta as unhas. Os outros esmaltes não fazem mal.

- Corte as bordas das unhas o mais horizontalmente possível. Nada de curvas exageradas. Quanto mais horizontais, menos as unhas tendem a encravar.

- Não use sapatos apertados. Caso o processo de encravamento esteja se iniciando, um pequeno truque poderá resolver o problema: coloque pequenos pedaços de esparadrapo ou algodão na parte lateral afetada, forçando a pele a separar-se da margem da unha.

- Deixe de roer unhas, caso você tenha este hábito. Mas, aqui, há um importante aspecto a ser levado em conta: a causa. Segundo a psicóloga Maly Deliti, professora da Faculdade de Psicologia da PUC de São Paulo, a criança começa a roer unhas imitando alguém da família. Com o tempo, o roer funciona como válvula de escape para as ansiedades - e o mesmo vale para o adulto. Por isso, a primeira coisa a ser feita por alguém que deseja parar de roer as unhas é verificar a causa. Ser for mesmo ansiedade, é preciso trabalhá-la. Do contrário, o objetivo não será conseguido. Broncas não adiantam.

Fortes, fracas, finas, grossas, largas ou estreitas, as unhas são determinadas pela hereditariedade. Mas os bons tratos, uma dieta equilibrada e a energia vital ajudam. Pense nisso e faça o seu próprio diagnóstico.



(texto publicado na revista Viva Vida com Saúde! nº 1 - 1983)