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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

5 coisas sobre... sinusite - Fernanda Emmerick


Dor de cabeça, febre e congestão nasal são os primeiros sinais de que você vai ter uma crise. Fique atento a essas manifestações para tratá-las de forma eficaz

1) O que é?

É uma infecção bacteriana na mucosa que reveste os seios perinasais. Esses seios são cavidades situadas junto ao nariz, local em que ocorre o acúmulo de muco que precisa ser claro e escorrer sem complicações. Quando os seios perinasais inflamam, ocorre a sinusite.

2) Sintomas

Os mais comuns são cefaleia, tosse e coriza. O primeiro pode causar dor na nuca e na região maxilar. No adulto é comum a aparição de congestão nasal e dor de dente e, na criança, a sinusite está associada a quadro febril. Quando o incômodo chega aos seios frontais ou etmoidais, as dores de cabeça são fortes. É comum sentir incômodos na área do seio afetado, ter obstrução nasal e catarro sanguinolento, febre e muito mal-estar físico.

3) Diagnóstico

Em geral, o diagnóstico é feito somente pelo exame clínico do paciente. Apenas quando há alguma dúvida, passa-se para os outros tipos de testes, como radiografia, endoscopia nasal ou tomografia.

4) Prevenção

O tratamento da sinusite aguda é feito com o uso de antibióticos e medicamentos sintomáticos, como descongestionante nasal e anti-inflamatório. Isso contribuirá para o alívio das dores e da febre. Dificilmente será necessária a execução de uma cirurgia, que facilitará a ventilação, a drenagem das secreções e o acesso das medicações.

5) Tratamento

É recomendado tratar os casos de rinite alérgica, evitar o tabagismo e cuidar cautelosamente dos resfriados. Para isso, é indispensável se hidratar, usar soro fisiológico nasal e descansar. Quando a sinusite for do tipo aguda, não se deve parar o uso do antibiótico no meio do tratamento, já que é normal os sintomas irem embora antes da medicação. Esse ato será uma maneira de evitar o surgimento de mais complicações e de uma evolução para a sinusite crônica.



(texto publicado na revista VivaSaúde nº 139)




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Em busca do nariz perfeito - Dr. Edilson Pinheiro


Por estar numa posição central na face, o nariz é responsável, em grande parte, pela harmonia do rosto. A rinoplastia ou cirurgia plástica do nariz tem como objetivo promover o equilíbrio entre a sua forma e a face, assim como corrigir a dificuldade respiratória causada por anormalidades na estrutura nasal. Por meio das técnicas operatórias, o cirurgião pode reduzir ou aumentar o tamanho do nariz, alterar a forma do dorso, diminuir o tamanho das narinas ou refinar a ponta e alterar o ângulo entre o nariz e o lábio superior.

Para a execução desse tipo de cirurgia estética, o cirurgião deve analisar cada paciente de forma individual, procurar saber o que realmente o incomoda e ser franco com o que pode ou não ser feito. A partir das imperfeições estéticas apresentadas em cada nariz, o cirurgião deve optar pela melhor técnica cirúrgica: pela via de acesso aberta ou fechada.

A técnica fechada é toda feita internamente, sem nenhum ponto externo. Ela exigirá muita experiência do cirurgião. Já no procedimento aberto, realizado por meio de incisões por dentro do nariz e um pequeno corte externo, a visualização é completa, oferecendo maior facilidade e precisão ao cirurgião. Pela via aberta muitas vezes é necessário retirar cartilagens para se obter uma forma melhor do nariz. Na rinoplastia mais completa, é efetuada a remoção da saliência óssea do dorso nasal, o estreitamento da pirâmide nasal, o afinamento e a elevação de sua ponta, conferindo um resultado mais natural. Apesar da ansiedade em visualizar imediatamente o efeito obtido, o resultado definitivo da rinoplastia estética é progressivo. Na maioria dos casos é notado após um ano da realização do procedimento. Com a retirada do molde plástico por volta do sétimo dia, pode ocorrer um edema (inchaço), que vai diminuindo com o tempo. Um curativo com fita micropore é mantido entre o oitavo e o 15º dia para auxiliar na diminuição do edema. Os pontos são absorvidos naturalmente pelo organismo e a cicatriz externa é praticamente imperceptível na maioria dos casos. Em relação aos cuidados no pós-operatório recomenda-se que, nas primeiras semanas, o paciente evite atividades físicas e deite-se sempre de costas. A exposição ao sol é permitida após 30 dias.

Apesar do planejamento que envolve a realização da rinoplastia, ela é uma cirurgia suscetível a problemas pós-operatórios. Dentre os motivos para o insucesso da rinoplastia, pode-se elencar alguns pontos, como as características desfavoráveis de alguns pacientes, como ter pele muito grossa e a resposta imprevisível de cada organismo durante a cicatrização.




(texto publicado na revista Contigo nº 2015 - 11 de maio de 2014)




quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Lave o nariz todos os dias


Umidifique o ar

O outono é marcado por oscilações da temperatura, e principalmente da umidade do ar. Quando o ar fica mais seco, a concentração de poluentes na atmosfera aumenta, o que, combinado com as baixas temperaturas, pode aumentar o risco de doenças respiratórias. "Crianças e idosos, que têm o aparelho respiratório mais sensível e reagem mais lentamente às mudanças no clima, sofrem mais e acabam indo parar nos prontos-socorros", afirma a pneumologista Sandra Aparecida Ribeiro, do Hospital São Luís.

Uma solução para contornar os problemas do ar seco são os aparelhos umidificadores e os métodos caseiros que ajudam a deixar o ar menos carregado, como espalhar bacias de água pela casa ou pendurar uma toalha no quarto. "Cultivar plantas pela casa também é uma maneira natural de umedecer o ambiente, porque parte da água acumulada nos pratos e na terra evapora", diz o pneumologista.

Lave o nariz

O hábito traz tantas vantagens à saúde que deveria ser uma regra tão comum quanto escovar os dentes todos os dias - porém, no outono e inverno essa atenção deve ser redobrada. Lavar o nariz com soro fisiológico ajuda a limpá-lo de impurezas e secreções, bem como a diminuir crises de asma, bronquite e outras alergias, prevenir amidalite, faringite e otite e aliviar dores de cabeça. "O ideal é utilizar o soro comprado pronto na farmácia com a ajuda de um aplicador (parecido com um conta-gotas)", diz o otorrinolaringologista José Antonio Pinto, do Hospital São Camilo. Você também pode fazer uma mistura caseira em casos de emergência: um litro de água que tenha sido fervida com, aproximadamente, uma colher de chá de sal.



(texto publicado na revista Leve & Leia nº 101 - ano 6 - maio de 2013)