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domingo, 25 de setembro de 2016

Cuidado, é antibiótico! - Bárbara Louise


O remédio trata infecções por bactérias e ajuda o sistema imunológico a vencer a batalha contra esses micro-organismos. Apesar disso, o uso abusivo pode afetar a saúde de toda a comunidade. Veja o que é preciso saber antese da primeira dose

A cena é clássica. Você vai ao médico com alguma infecção, seja ela de garganta, urinária, seja de ouvido, e o tratamento mais comumente indicado é o uso de antibióticos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções causam 25% das mortes em todo o mundo e, nos países menos desenvolvidos, esse número sobe para 45%. No entanto, de acordo com o órgão, o uso de antibióticos, mesmo formalmente prescritos, pode ser desnecessário em até 50% dos casos. O Brasil atualmente é o quarto mercado de consumo de medicamentos no mundo e os antibióticos são responsáveis por 40% do total de vendas, de acordo com o Sindicato das Indústrias Farmacêuticas (Sindusfarma).

De maneira inocente, os pacientes acabam pedindo aos médicos que prescrevam antibióticos, mas a ingestão indiscriminada cria bactérias multirresistentes. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a regular a venda desse tipo de remédio, a partir de outubro de 2010, com o objetivo de reduzir a exposição da população aos antibióticos e, com isso, combater a resistência bacteriana a esse grupo de medicamentos, situação na qual eles passam a não ter mais eficácia pela utilização incorreta.

Só com receita

Desde então, os antibióticos só podem ser vendidos mediante a apresentação da receita de controle especial em duas vias. A primeira via fica retida na farmácia e a segunda deve ser devolvida ao paciente carimbada para comprovar o atendimento. Além disso, as embalagens e bulas devem ter a frase "Venda sob prescrição médica - só pode ser vendido com retenção da receita". "Há fármacos de administração oral, intravenosa, intramuscular e tópica. Ainda há diversos antibióticos usados em larga escala nos mais diversos setores da indústria e da agricultura, o que nos expõe a eles, podendo até mesmo contribuir com a resistência dos microorganismos", afirma a infectologista Bianca Grassi de Miranda, do Hospital Samaritano (SP).

Para ajudá-lo a proteger a si e sua família, a VivaSaúde pediu que dois especialistas, os infectologistas Alexandre Naime Barbosa, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp-Botucatu) e Bianca Grassi de Miranda explicassem o que é necessário perguntar ao médico antes de sair do consultório com a receita na mão. Confira.

Tenho que tomar esse medicamento?

Os antibióticos só devem ser indicados em caso de diagnóstico de infecções bacterianas ou em algumas situações, como prevenção para essas infecções. A escolha entre os diferentes tipos de antibióticos recai sobre a análise da evidência científica sobre o tema, ou seja, a depender da doença, qual fármaco trouxe maior taxa de sucesso terapêutico no grupo de pacientes estudados.

Há marcas em doses exatas?

Várias apresentações de antibióticos têm a quantidade exata de comprimidos para determinada infecção, o que ocorre é que as caixas são produzidas com o número de comprimidos para as infecções mais prevalentes, e muitas vezes a doença do paciente exige um pouco menos ou um pouco mais de comprimidos.

Posso tomar minha cerveja ou vinho?

O uso do álcool de forma moderada não causa nenhum tipo de alteração na eficácia, na metabolização, na concentração ou na eliminação dos antibióticos. A exceção se faz à classe dos imidazólicos (exemplo: metronidazol), pois o uso concomitante pode levar a sintomas como calor, vômito e taquicardia. Em caso de uso abusivo do álcool, o desfecho pode ser a redução da defesa do corpo, o que é especialmente grave em casos de infecção.

O que faço se esquecer ou atrasar a medicação?

Atrasos de até metade do tempo até a próxima dose permitem realizar a tomada assim que se perceber o esquecimento, mantendo-se o próximo horário predeterminado. Caso já tenha passado mais da metade do tempo, o ideal então é fazer a tomada imediatamente, e reagendar as próximas doses de acordo com a posologia. Por exemplo: se uma medicação deve ser tomada às 6h e às 18h, mas o indivíduo toma às 8h, deve tomar a próxima dose às 20h. Esta é uma regra geral, e pode não se aplicar a todos os casos.

Tomo outros medicamentos. Isso pode interferir?

Os profissionais da saúde devem se valer de ferramentas que permitam checar rapidamente uma a uma as milhares de possíveis interações entre medicamentos, e elas são frequentemente atualizadas. Ao receber a indicação de um antibiótico, peça a seu médico que cheque as possíveis interações medicamentosas com os remédios que usa, e não introduza nenhum novo fármaco sem antes noticiar o profissional que você consulta regularmente.

Minhas defesas vão baixar pelo uso?

O organismo tem bactérias que têm papel na defesa contra infecções. Ao usar os antibióticos, pode haver comprometimento dessas bactérias que são consideradas "aliadas" do organismo, por exemplo, a destruição da flora intestinal, levando a sintomas como diarreia. Mas quando é bem indicado e fazendo o seguimento clínico, esse risco é potencialmente nulo. Mas, atenção, ele em nada interfere no sistema imunológico, na verdade ele ajuda a combater as infecções.

Os vários tipos e indicações de uso

O primeiro antibiótico a ser utilizado com sucesso foi a penicilina, descoberta por Alexander Fleming em 1928. Com o passar do tempo, novas classes foram desenvolvidas, caracterizando-se por ações específicas a depender do tipo de bactéria, do local e da gravidade da infecção. De acordo com o infectologista Barbosa, os antibióticos se dividem em dois grandes grupos: bactericidas (destroem diretamente as bactérias) e bacteriostáticos (bloqueiam o ciclo de replicação das bactérias, mas sem matá-las). "A principal diferença entre eles é que, em cada situação clínica, alguns se encaixam como de melhor opção, pois levam ao maior sucesso terapêutico", explica Barbosa. E que fique claro:antibióticos não tratam doenças causadas por vírus como resfriados comuns, gripes, bronquites agudas, coriza e sinusites.

E se eu parar o tratamento?

Se o paciente interromper precocemente a terapia, provavelmente não terá resultado, podendo levar a graves consequências, a depender da razão de indicação do antibiótico. Há risco de que o tratamento não seja eficaz e a infecção não seja curada, trazendo possíveis complicações ao paciente.

Quanto vou esperar para melhorar?

Em geral a melhora clínica acontece após 48 horas de uso dos antibióticos, mas esse intervalo de tempo varia muito a depender da doença diagnosticada, da gravidade do quadro, do antibiótico escolhido e das características do paciente. No entanto, se houver piora a qualquer momento, o médico deve ser procurado.

E quando o paciente é uma criança

Não há limite para o número de prescrições anuais de antibióticos para crianças ou adultos. Se bem indicado, o antibiótico deve ser utilizado quantas vezes forem necessárias. Se os pais ou o paciente suspeitarem de excessos, devem procurar um pediatra ou um infectologista para avaliação global do caso. Há antibióticos que podem ser usados para os dois grupos de pessoas, mas há determinados tipos que são indicados especificamente a um. Este é mais um motivo pelo qual o fármaco deve sempre ser prescrito por um médico.

Tomo anticoncepcional. Ele pode anular o efeito da pílula?

Somente um antibiótico (rifampicina, usado principalmente no tratamento da tuberculose) tem comprovada ação que compromete a eficácia dos anticoncepcionais. É importante que a paciente informe ao médico o uso de anticoncepcionais, para que ele possa checar possíveis interações medicamentosas.

Antibiótico errado agrava uma infecção?

Sim, em alguns casos indicação ou uso inadequados dos antibióticos podem complicar gravemente uma infecção. Entre os vários exemplos, se destaca o uso de antibióticos que não ultrapassam a barreira hematoencefálica em casos de meningite bacteriana.

A garganta dói, posso tomar?

Existem algumas situações específicas que exigem o uso preventivo de antibióticos, como em certas situações cirúrgicas ou odontológicas, ou ainda em exposição potencial à doenças infecciosas, como a leptospirose. Não se justifica usar antibióticos para prevenir infecções ao sentir dor de garganta. Na maioria das vezes, esse sintoma se refere a um resfriado, que é uma infecção viral. É importante lembrar que a indicação preventiva de antibióticos deve sempre ser feita por um médico.

Por quanto tempo devo tomar o remédio?

Depende da doença, da gravidade do quadro, do antibiótico escolhido e das características do paciente, podendo ser tão curto como somente um dose única (exemplo: alguns DSTs) ou até mesmo de seis meses a um ano (exemplo: tuberculose).




(texto publicado na revista VivaSaúde edição 156)

sábado, 9 de julho de 2016

Imunonutrição: a dieta que pode fortalecer o sistema imunológico

A influência da alimentação sob nossa saúde é indiscutível. Muito mais do que mera  fonte de energia, ela é essencial para prover os nutrientes de que precisamos para viver. Na cultura popular, determinados alimentos  tem até mesmo a fama de curar doenças. Quem nunca ouviu aquela receita infalível para curar o resfriado? Porém, este conhecimento é mera crendice ou de fato determinados alimentos podem aumentar nossas defesas naturais?

Estudos na área da nutrição corroboram parte do conhecimento popular: de fato alguns hábitos alimentares têm total influência sob a ação do nosso sistema imunológico. De acordo com a nutricionista Jéssica Freitas, especializada em nutrição, da clínica Nova Nutrii: "Através da oferta de nutrientes essenciais é possível fortalecer a função imune e beneficiar a saúde como um todo."

Sistema protetor

Dentre as diversas funções orgânicas desempenhadas pelo nosso corpo, o sistema imunológico é uma das estruturas mais importantes no processo de preservação da vida. Sua principal função é reconhecer agentes agressores e defender o organismo contra suas ações. Sem ele, estaríamos à mercê de vírus, bactérias, micróbios e outros microorganismos capazes de comprometer nossa saúde. Complexo, o sistema é constituído de diversos órgãos, células, e moléculas envolvidas em diversos processos que visam assegurar nossa proteção. Numa visão bem simplificada da resposta imune, podemos destacar a atuação das células de defesa que se encontram principalmente na corrente sanguínea, sobretudo os glóbulos brancos.

Conheça os alimentos capazes de beneficiar a saúde e proteger o organismo contra doenças crônicas 

Graças à ação de células de defesa conhecidas como monócitos, o corpo consegue imobilizar o invasor através de um processo chamado fagocitose. Nesse processo, os monócitos literalmente engolem o agente nocivo e sinalizam o ataque ao organismo, ativando a resposta imune. A partir de então, células sanguíneas chamadas linfócitos identificam o invasor e criam anticorpos específicos para combater e neutralizar sua ação. Ao final desse processo, células de memória são acionadas para registrar as informações desse embate, a fim de garantir uma resposta imune mais rápida e eficaz na próxima vez que o organismo confrontar o mesmo microorganismo.

Embora silencioso, esse processo é visível em nosso dia a dia: no processo de cicatrização de um corte, na coceira provocada pela picada de um mosquito, na febre que aparece nos primeiros sintomas de uma doença. Todos esses sinais são pequenos indícios de que o corpo está em constante trabalho de defesa. Porém, quando alguns sintomas são recorrentes e adoecemos com frequência, a resposta frente aos corpos estranhos pode estar prejudicada e a imunidade do organismo em baixa. Diversos fatores podem desencadear esse quadro: estresse, distúrbios do sono, uso de medicamentos, doenças específicas e principalmente a má alimentação. Dietas extremamente rigorosas, maus hábitos e restrições severas podem afetar o funcionamento das células de defesa, deixando o organismo mais vulnerável ao ataque de agentes nocivos. Corrigir essas carências através da oferta de nutrientes específicos é essencial para recuperar o estado imune e aumentar a resistência do organismo, seja durante o tratamento de uma doença, ou na prevenção dela.

Nutrientes essenciais para a resposta imune

Assim como um exército, as células de defesa do nosso corpo dependem de material para o embate. Nutrientes que forneçam energia e estimulem a ação desse fronte são essenciais para o bom funcionamento do sistema imune. Conheça o papel desses nutrientes na resposta imunológica e porque eles devem fazer parte da sua dieta.

De acordo com a especialista, os alimentos indispensáveis para a função imunológica são os seguintes:

Alimentos ricos em vitaminas: frutas são ótimas fontes de diversas vitaminas, em especial as cítricas, pois possuem alta concentração de vitamina C. Proteínas animais também são uma ótima fonte desses nutrientes, sobretudo o fígado, rico em vitaminas A, e do complexo B. Vegetais folhosos escuros como couve, brócolis e espinafre são ótimas fontes de vitamina E e K;

Alimentos ricos em vitamina D: peixes, cogumelos tipo shiitake e gema de ovo.

Alimentos ricos em proteínas e zinco: alimentos de origem animal como carnes vermelhas, ovos e fígado são ricos em proteínas. Nozes, castanhas, cereais integrais e leguminosas como o feijão são excelentes fontes deste mineral.

Alimentos fontes de ômega 3: peixes como o salmão, atum, sardinha, suprem a necessidade de gorduras boas que garantem a proteção das células do organismo.

Outras atitudes benéficas

De acordo com a especialista, além da boa alimentação, é importante combater hábitos que também possam afetar a resposta imune: "Além de uma dieta que favoreça o fortalecimento do sistema imune é importante combater eventos que prejudicam a ação das defesas do organismo. Situações como estresse, sedentarismo e o consumo excessivo de álcool também podem reduzir a capacidade do organismo em combater doenças".

Vitaminas: Esses nutrientes são essenciais para a saúde geral do organismo. Porém, algumas vitaminas específicas se destacam quanto à sua ação sobre o sistema imunológico:

Vitamina C: é um dos nutrientes mais importantes para a eficiência da resposta imune. É capaz de estimular a produção dos linfócitos, auxiliando o organismo a reconhecer os agentes invasores, e, em consequência, favorecer a produção de anticorpos. É eficaz na prevenção de infecções virais, principalmente das vias respiratórias. Seu aporte adequado está relacionado, inclusive, à recuperação mais rápida diante de infecções;

Vitaminas do Complexo B: vitaminas como a tiamina (B1), riboflavina (B2), ácido pantotênico (B5), piridoxina (B6) e o ácido fólico (B9), são essenciais para o funcionamento dos linfócitos, sendo que sua deficiência pode refletir negativamente na sua contagem na corrente sanguínea. Da mesma forma, a carência de vitamina B12 pode reduzir a fagocitose e prejudicar a resposta imune:

Vitamina A: além de estimular a produção dos linfócitos, essa vitamina possui ação extremamente benéfica sobre a pele e as mucosas que funcionam como barreira contra microorganismos nocivos. Também tem ação antioxidante, que combate a degeneração celular e o surgimento de doenças crônicas;

Vitamina D: estudos apontam que a quantidade de D no ambiente, provenientes tanto da alimentação quanto da exposição solar, afetam o desenvolvimento e a função de linfócitos e, por consequência, modulam a função imunológica;

Proteínas: desempenham um papel fundamental na eficiência do sistema defensor. A deficiência de proteínas está ligada, inclusive, a casos de desnutrição e, consequentemente, à queda da eficiência do sistema imune;

Glutamina: é um aminoácido (constitui as proteínas) mais presente no organismo, porém em situações de trauma, queimaduras, infecções graves, pós-operatório, diabetes não controlada e exercícios exaustivos, sua concentração é diminuída e com isso o organismo fica mais sujeito a infecções:

Arginina: também um aminoácido, apresenta capacidade de estimular o sistema imune, é necessária para a defesa contra vírus, bactérias, fungos e parasitas.

Ômega 3 e 6: são ácidos graxos, ou seja, gorduras consideradas essenciais para os seres humanos pois não são fabricados pelo organismo e são necessários para a imunomodulação;

Zinco: esse mineral é necessário na ação anti-inflamatória, isso o torna essencial na função imunológica. Sua deficiência promove dificuldade na reparação de tecidos, o que aumenta o tempo de convalescença em algumas doenças;

Vitamina E: eficaz na resposta anti-inflamatória, também protege as membranas celulares e a formação saudável dos linfócitos graças a seu poder antioxidante;

Vitamina K: essencial na coagulação do sangue, processo pelo qual o corpo isola áreas do corpo com ferimentos, a fim de reduzir o risco de infecções.

O que incluir na alimentação?

De acordo com a nutricionista Jéssica Freitas, além do equilíbrio essencial em alimentação saudável, alguns alimentos se destacam no favorecimento das defesas naturais do organismo:  "Uma dieta equilibrada deve contar sempre com porções balanceadas de todos os grupos alimentares. Porém, quando se trata de uma alimentação voltada para o fortalecimento do sistema imune, devemos dar preferência aos nutrientes imunomodulares, ou seja, aqueles que tem ação direta sobre a resposta imunológica. Antes de agir, procure sempre um médico ou um nutricionista."


(texto publicado na revista Leve & Leia nº 140 - ano 9 - edição bimestral julho/agosto de 2016)

sábado, 14 de maio de 2016

6 remédios naturais para tratar unhas infeccionadas (Melhor com Saúde)


O suco de cebola tem propriedades antibióticas e anti-inflamatórias que podem nos ajudar a melhorar as unhas encravadas. Sua aplicação diária pode prevenir infecções fúngicas.

Infelizmente as unhas não estão livres de desenvolver uma série de condições que podem ser bastante desconfortáveis e até mesmo dolorosas. Você já teve que lidar com as unhas infeccionadas?

Por estarem expostas diariamente a vários fatores ambientais, é comum que elas comecem a sofrer danos ou problemas ao longo do tempo.

Esta condição pode ser causada por um mau corte, uso de sapatos demasiadamente apertados ou qualquer outra pressão que faça com que a unha se enterre no interior da pele do dedo, produzindo inchaço e vermelhidão.

O principal risco de não tratá-las é que podem causar infecções e sintomas como o endurecimento e a fragilidade excessiva, fazendo com que as unhas se quebrem.

Felizmente, graças à aplicação de alguns remédios naturais podemos acelerar a recuperação das unhas infeccionadas e aliviar a dor ao mesmo tempo.

1. Vinagre de maçã

O vinagre de maçã contém nutrientes e agentes antibacterianos que o transformam em um excelente tratamento contra várias doenças.

Por sua ação antibiótica, ele acelera a recuperação das unhas infeccionadas dos pés, reduzindo suas chances de evoluir para algo mais grave.

Ingredientes

2 colheres de sopa (20 ml) de vinagre de maçã
1 pedaço de algodão

O que você deve fazer?

Mergulhe o pedaço de algodão no vinagre de maçã e esfregue sobre a área afetada.

Repita a mesma ação várias vezes ao dia para alcançar bons resultados.

2. Vick Vaporub

Essa pomada popular que é geralmente usada para aliviar os sintomas de várias doenças do sistema respiratório também é útil como um remédio para unhas infeccionadas.

O que você deve fazer?

Pegue uma pequena quantidade da pomada e aplique-a sobre a unha afetada.

Cubra a unha com um curativo ou meia e deixe agir durante a noite.

Use diariamente até encontrar alívio para a dor.

3. Alho

Considerado o mais poderoso antibiótico natural, o alho é um ótimo tratamento para as unhas infeccionadas.

Ele tem a capacidade de combater infecções e fungos, e também evita transtornos como a fraqueza.

Seus compostos de enxofre favorecem sua estrutura e ajudam a prevenir as constantes quebras.

Ingredientes

1 dente de alho
1 gaze

O que você deve fazer?

Esmague o dente de alho para formar uma pasta. Em seguida, aplique-o sobre a unha afetada e cubra com uma gaze.

Deixe agir durante toda a noite e repita no dia seguinte.

4. Sais de banho

Mergulhar os pés em uma banheira de água morna e sais de banho ajuda a amolecer a pele para facilitar a extração da unha.

Esta solução também tem um efeito calmante que reduz a dor e a inflamação.

Ingredientes

½ xícara de sais de banho (125 g)
2 litros de água
1 pedaço de algodão
Álcool (o necessário)
1 lixa metálica

O que você deve fazer?

Aqueça a água até que fique em uma temperatura suportável para os pés e adicione os sais.
Mergulhe os pés durante 15 ou 20 minutos.

Passado este tempo, seque os pés e levante com cuidado a ponta da unha usando a lixa de metal.

Coloque um pedaço de algodão embebido em álcool de maneira que a unha seja separada da pele na qual está enterrada.

Repita este processo diariamente, até que ela possa ser cortada corretamente.

5. Suco de Cebola

As propriedades antibióticas e anti-inflamatórias do suco de cebola podem ser exploradas no tratamento desta condição.

Sua aplicação direta reduz a presença de agentes nocivos, impedindo infecções ou o agravamento do problema.

Ingredientes

½ cebola
1 pedaço de algodão

O que você deve fazer?

Extraia o suco da meia cebola e aplique com um pedaço de algodão na área afetada.

Você também pode esfregar um pedaço diretamente na unha.

Usá-la todos os dias irá impedir a infecção e o desenvolvimento de fungos.

6. Limão

O suco de limão tem incríveis propriedades antissépticas que aceleram a recuperação da pele infectada e das unhas.

Sua aplicação diminui a fragilidade e também suaviza a área para facilitar a remoção da unha encravada.

Ingredientes

½ limão
1 pedaço de algodão

O que você deve fazer?

Umedeça o algodão no suco de meio limão e esfregue-o na unha por alguns minutos.

Você pode proteger com uma gaze para que possa agir durante várias horas.

Como alternativa, também pode repetir o uso várias vezes ao dia.

Para concluir, lembre-se de que além de usar qualquer um desses remédios é essencial revisar o tipo de calçado utilizado e evitar aqueles que sejam muito apertados.

Além disso, mantenha uma boa higiene e seque muito bem os pés depois de sair do chuveiro ou de outro lugar úmido.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Motivos para incluir o chá verde no seu dia


Com vitaminas e substâncias que ajudam a proteger o coração, acelerar o metabolismo, evitar o envelhecimento e emagrecer, o chá verde é um aliado na sua saúde

O chá verde contém polifenóis, vitaminas C, K, B1 e B2, manganês, potássio e ácido fólico, substâncias que melhoram o funcionamento do sistema imunológico, prevenindo infecções, inflamações, cáries e muitas doenças causadas por vírus, bactérias ou fungos. A prevenção contra o câncer é outro benefício do chá verde, por conter bioflavonoides. 

Por ter um poderoso efeito antioxidante, o chá verde impede a ação dos radicais livres, que causam o envelhecimento precoce das células. Nutrientes como carotenos, vitaminas C e E, presentes nas folhas, favorecem a elasticidade da pele e previnem o surgimento de rugas.

Ele também ajuda a proteger a saúde do coração, diminuindo as chances da formação de coágulos nas artérias, graças aos flavonoides. Essa substância mantêm as artérias mais flexíveis, suavizando os impactos das constantes mudanças da pressão arterial.

Dicas de preparo

Coloque a água para ferver. Quando começar a borbulhar, apague o fogo e acrescente a erva. Cubra a panela permanecendo em infusão por três minutos.

Prefira a arte natural, porque os saquinhos de chá industrializados podem perder parte das propriedades durante o processo de fabricação.

Assim como o café, os chás não devem ser consumidos antes ou logo após as refeições, isso porque a cafeína, presente nas folhas de chá, prejudica a absorção de ferro e vitamina C pelo organismo. O ideal é dar um intervalo de pelo menos uma hora.

Para variar o sabor, bata o chá com frutas no liquidificador. Boas opções são limão, pêssego, morango, amora, maçã verde, laranja ou uva. Também é interessante acrescentar na infusão outras ervas suaves, como hortelã e capim cidreira.

segunda-feira, 30 de março de 2015

O alho é mais eficaz do que antibióticos contra bactérias que causam intoxicação alimentar (Notícias Naturais)


Se você se sentir mal por causa de intoxicação alimentar pode não sentir vontade de comer, mas foi provado que o alho é mais eficaz do que antibióticos na luta contra os efeitos de bactérias que causam intoxicação alimentar. O composto ativo, o sulfureto de dialilo, é capaz de romper as membranas em muitas bactérias que os tornam mais difíceis de destruir.

Uma pesquisa publicada no Journal of Antimicrobial Quimioterapia afirma que o alho não só é mais eficaz do que a ciprofloxacina e eritromicina, também leva uma fração do tempo para trabalhar. A pesquisa foi baseada em testes em bactérias de intoxicação alimentar comum, campylobacter (bactéria retorcida). Mais pesquisas no Jornal Africano de Biotecnologia também concluiu que o alho cru é eficaz contra staphylococcus aureus, um outro alimento que envenena.

Alho, como todos os vegetais allium (gênero das cebolas, alhos e alho-porros), contém uma ampla gama de thiosulfinates tais como a alicina que se presume que seja a responsável pela atividade antibacteriana. A remoção seletiva dos thiosulfinates ou a prevenção da sua formação elimina a atividade antibacteriana de alho... foram observados os efeitos anti-bacterianos mais fortes para o extrato de alho cru, que se descobriu ter a maior concentração de alicina, que reforça os efeitos antibacterianos do alho.

Em muitas culturas ao longo de muitos anos, o alho tem sido usado para tratar uma variedade de condições, tais como perturbações do estômago, problemas de pele e infertilidade. Junto com o gengibre, o alho tem sido associado com a promoção de um sistema digestivo saudável, prevenção e tratamento de doenças cardíacas e acne e os efeitos anti-envelhecimento antioxidantes.

E que tal o bafo de alho?

A principal razão pela qual a maioria das pessoas não iria comer alho cru é por causa do bafo de alho resultante. Duas das melhores maneiras de contornar este problema é tomar uma cápsula inodora ou ainda melhor comer duas colheres de chá de salsa fresca junto com o alho. Não só a salsa tem efeitos positivos sobre o bafo de alho, também tem benefícios próprios para a saúde como neutralização de agentes cancerígenos e melhora na saúde dos sistemas nervoso e imunológico.

O alho não tem efeitos colaterais médicos, ao contrário dos antibióticos comparáveis, como a ciprofloxacina e eritromicina, cujos efeitos colaterais incluem diarreia, dor abdominal, danos no fígado, fraqueza muscular, ruptura de tendão e dificuldade para respirar. Parece que um pouco de bafo de alho é um pequeno preço a pagar por um medicamento natural que não só é mais eficaz, mas também muito mais seguro.

A indústria farmacêutica tem uma longa história de produção de medicamentos que combatem infecções ou condições médicas, mas que trazem consigo efeitos colaterais que causam condições tão ruins ou piores do que a doença original. A prática de usar substâncias naturais para curar doenças está consistentemente sob pressões de grupos infiltrados pelas empresas farmacêuticas. Esses grupos usam a desinformação e os chamados especialistas para argumentar que as substâncias naturais e seus derivados são ineficazes e devem ser proibidos ou fortemente regulado. Esses especialistas, geralmente médicos pagos pelas empresas farmacêuticas, muitas vezes argumentam que o uso de medicamentos naturais está impedindo as pessoas de tomar medicamentos reais que são mais eficazes.

Esta é obviamente uma mentira no caso de alho e muitos outros remédios vegetais naturais. Qualquer médico que afirma que as substâncias naturais não têm efeito sobre a fisiologia humana não precisa olhar mais longe do que o alho, o ópio, a aspirina (derivado de spiraea ulmaria), cafeína, codeína (papaver sonífero), quinino (cinchona ledgeriana), o THC, etc.

É fácil de detectar um especialista pago pelas empresas farmacêuticas? A resposta é sim, os que afirmam que as plantas não têm benefícios para a saúde, enquanto as indústrias farmacêuticas usam plantas para isolar drogas patenteáveis para fazer lucros enormes.























sexta-feira, 27 de março de 2015

Gastroenterocolite causa diarreia e vômito e pode acabar com as férias - Dr. Laercio Gomes Lourenço


Infecção que acomete o estômago e os intestinos, essa doença resulta da ingestão de água ou alimentos contaminados por micro-organismos ou por suas toxinas. Uma reação inicial de defesa do corpo é expulsar o agente causador do problema por meio de vômito e de diarreia. Evita-se a infecção comendo só em locais de boa higiene e tomando apenas água mineral ou filtrada.

Na primeira fase da Copa do Mundo de Futebol, a mídia divulgou que o zagueiro francês Raphaël Varane (21) foi internado em Ribeirão Preto, em São Paulo, com sintomas de gastroenterocolite. Assim como ele, é raro alguém que não tenha sofrido com intoxicação alimentar, sobretudo quando em férias em locais quentes e/ou com instalações mais precárias. Por isso, são importantes alguns cuidados para evitá-lo.

A principal causadora da gastroenterocolite é a água, por isso se recomenda que se tome sempre água filtrada adequadamente. Em viagens para cidades de países com baixo índice de desenvolvimento social, uma dica é optar por água mineral com gás, garantia de que a garrafa não foi preenchida com água de torneira.

Alimentos contaminados por micro-organismos em geral não têm aparência, sabor ou cheiro suspeitos. Aí mora o perigo. Importante, portanto, fazer as refeições sempre em locais com boa higiene e evitar as comidas típicas vendidas nas ruas e de manipulação suspeita. Os alimentos são contaminados durante o transporte, armazenamento e preparo.

A gastroenterocolite aguda é provocada principalmente pelas bactérias Salmonella, Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Shigella, Clostridium, entre outras, e pelo rotavírus. Os primeiros sintomas são vômito e diarreia, seguidos de mal-estar, desidratação, palidez, febre, suor e ruídos abdominais aumentados. Pode causar ainda cãibra, já que a diarreia leva à perda de potássio.

Na maioria dos casos, é uma infecção autolimitada, ou seja, o organismo saudável é capaz de combater o agente causador e se curar. Como o risco maior é a desidratação, deve-se beber muita água, água de coco, chás e refrigerantes. Pausa alimentar e repouso também ajudam na recuperação mais rápida.

Em três a cinco dias, com muita hidratação e pausa alimentar (se sentir fome, comer só bolacha água e sal e batatas), o infectado está curado. Importante não se automedicar, pois nesse período o organismo está expulsando o agente causador do problema. Se o mal-estar provocar muito desconforto, deve-se consultar um médico antes de tomar qualquer remédio para eliminar a diarreia e/ou o vômito.

Adultos com doenças crônicas que provocam debilitação, crianças e idosos precisam de atenção especial. Nesses casos, a recomendação é levar a um pronto-socorro para repor líquidos e sais minerais por via endovenosa. O mesmo vale para quem esteja vomitando demais, o que dificulta a hidratação.

Nos casos mais graves, quando o organismo não consegue se defender sozinho e quando aparece sangue nas fezes, interna-se a pessoa para pesquisa do causador da intoxicação. O médico irá prescrever remédios para combater  os sintomas e, se necessário, antibióticos contra alguns tipos de bactéria.

A gastroenterocolite é uma das principais causas de morte de crianças em toda a Região Nordeste do Brasil. Isso devido ao sistema precário de fornecimento de água e aos alimentos contaminados tanto durante a manipulação quanto no preparo. Pode ocorrer na rua e em casa, por isso se deve sempre lavar muito bem as mãos antes de preparar os alimentos e antes das refeições. Importante também higienizar as verduras com hipoclorito de sódio e guardá-las bem embaladas na geladeira e/ou no freezer.



(texto publicado na revista Caras edição 1079 - ano 21 - nº 28 - 11 de julho de 2014)




terça-feira, 24 de março de 2015

Os riscos da má qualidade da água - Dra. Raquel Muarrek, infectologista


Em tempos de crise de abastecimento, prestar atenção à qualidade da água é  fundamental. Além de nossas necessidades biológicas, usamos a água para a higiene do corpo e do ambiente em que vivemos. e também para limpar máquinas e equipamentos, irrigar plantações, entre outras funções. E é aí que está o perigo: a atividade humana muitas vezes compromete a pureza da água.

Por isso, escolher bem a água que bebemos é fundamental. Ela deve ser incolor, insípida (sem sabor) e inodora (sem cheiro). Esse líquido precisa estar livre de materiais tóxicos e micro-organismos, como bactérias e protozoários, que são prejudiciais, mas deve conter sais minerais em quantidade necessária à nossa saúde. A água potável é encontrada em pequena quantidade no nosso planeta e, por isso, seu consumo deve ser planejado. Água poluída pode causar doenças como cólera, febre tifoide, meningite, disenteria e hepatite A e B.

Os resíduos descartados por indústrias, com os chamados metais pesados, podem causar os seguintes quadros: dermatoses, alterações neurológicas, disfunções pulmonares, hepáticas e gastrointestinais, rinites alérgicas, anúria e diarreia sanguinolenta.

A poluição também causa alterações físicas na água, que podem ser notadas no cheiro, na cor e, o pior, no sabor. A decomposição da matéria orgânica lançada nos rios, isto é, animais ou plantas apodrecidas, podem alterar o cheiro da água. E mais: esgoto, óleo queimado, produtos de limpeza (detergentes) etc. Quando a água apresentar aspecto leitoso em sua cor, ou cor escura acinzentada, pode conter restos industriais. Essa coloração na água é chamada de turvação ou turbidez.

Seja para beber, lavar as mãos, tomar banho e até mesmo preparar alimentos, em caso de qualquer alteração na água, não consuma. Uma opção é fervê-la, o que ajuda a livrá-la de grande parte dos agentes causadores de doenças. Na dúvida, busque adquiri-la de fontes seguras.



(texto publicado na revista Contigo edição 205 - 1º janeiro de 2015)


segunda-feira, 23 de março de 2015

Uma bomba-relógio - Adriana Dias Lopes


A internação da modelo gaúcha Andressa Urach, ávida por aumentar as coxas, é um alerta para o perigo dos tratamentos estéticos sem critérios

Até a tarde da última sexta-feira, a modelo e apresentadora de televisão gaúcha Andressa Urach, de 27 anos, recuperava-se na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Conceição, em Porto Alegre, de uma grave infecção decorrente de intervenção estética realizada fazia cinco anos. A vice-campeã do concurso Miss Bumbum 2012 teve os rins paralisados e foi submetida a respiração por meio de aparelhos. Na quarta-feira, ela já se livrara do suporte artificial. Apesar da melhora, não havia previsão de alta. Andressa nunca escondeu a sua predileção por procedimentos estéticos - preenchimento nos lábios, implante de silicone (cerca de 500 mililitros em cada mama), mudanças na anatomia do nariz e do maxilar, além de injeções de toxina botulínica. "Sempre quis ser perfeita como a Barbie", dizia Andressa, que elenca entre seus feitos um par de noites com Cristiano Ronaldo. Em 2009, insatisfeita com o tamanho de suas coxas, submeteu-se ao implante de dois polímeros, compostos sintéticos semelhantes ao plástico. Foi o que quase a matou.

As substâncias usadas foram a poliamida e o metacril, misturadas a uma solução de água e soro fisiológico, conhecida como hidrogel. São compostos que o organismo é incapaz de absorver, atalho para uma infecção crônica, deflagrada quase sempre muito tempo depois de sua aplicação. O polímero facilita a aderência de bactérias. Os micro organismos juntam-se ao material sintético e criam ao redor dele uma camada de proteínas e lipídios. "Dessa forma, o germe fica protegido tanto da ação do sistema de defesa do organismo como de antibióticos", diz o cirurgião plástico Marcelo Sampaio, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Com o tempo, as bactérias proliferam de tal forma que o escudo se torna ineficiente. Elas, então, caem na corrente sanguínea. O hidrogel é apenas um veículo para a aplicação dos polímeros e, eliminado pelo organismo, não oferece perigo. A princípio, os polímeros seriam indicados para o preenchimento de rugas, em quantidades mínimas. Cada coxa de Andressa carregava pelo menos 500 mililitros do produto.

Desde julho passado, quando começou a sentir os primeiros sintomas de infecção (dores, enjoo e febre alta), Andressa foi submetida a quatro cirurgias para extrair os compostos do organismo. Problema: os polímeros são microscópicos e se espalham por entre as células de gordura, vasos sanguíneos e músculos. É, portanto, impossível removê-lo por completo, e o resultado é uma bomba-relógio. A poliamida usada pela modelo, produzida na Ucrânia, está com o registro vencido no Brasil desde dezembro de 2013. Mesmo assim, centenas de mulheres submetem-se a procedimentos de preenchimento com o composto - em clínicas e hospitais.



(texto publicado na revista Veja edição 2043 - ano 47 - nº 50 - 10 de dezembro de 2014)

sábado, 21 de março de 2015

Como eliminar naturalmente os joanetes com remédios caseiros (Melhor com Saúde)


Os joanetes são uma infecção que provoca a deformação da articulação do dedão do pé e seu desenvolvimento costuma estar associado a fatores genéticos ou ao uso inadequado do calçado que utilizamos com frequência. Muitas vezes os joanetes aparecem a partir dos 30 anos, quase sempre afetando ambos os pés, com sintomas que incluem formação de tumor, inflamação e vermelhidão da área, dor ao caminhar, formação de discos na pele próxima, entre outros. Se você reconhece estes sintomas, o ideal é consultar um podólogo para receber o tratamento adequado para curá-los, pois em alguns casos é necessária uma intervenção cirúrgica.

Além do tratamento médico, existem vários remédios caseiros que podem ajudar a reduzir o problema dos joanetes, aliviar seus incômodos e impedir seu aparecimento. A seguir, ensinaremos quais são os melhores remédios para eliminar naturalmente os joanetes.

Lavanda

O óleo de lavanda é um remédio muito popular no tratamento dos joanetes, já que suas propriedades ajudam a aliviar a dor e a inflamação da zona afetada. A única coisa a fazer é misturar flores secas de lavanda com azeite de oliva ou de amêndoas, esquentá-los a fogo baixo em banho-maria e, finalmente, irá obter o óleo de lavanda. O líquido deve ser armazenado em um frasco de vidro hermético e o ideal é que aplique este remédio todas as noites sobre o joanete, fazendo uma leve massagem.

Sal de Epsom

Para reduzir as dores e a inflamação provocadas pelos joanetes, um dos remédios mais populares e efetivos é dar um banho nos pés com sal. Em um recipiente com água morna, adicione duas colheres de sal de Epsom. Basta submergir os pés durante 20 minutos.

Arruda

A arruda tem múltiplos benefícios para reduzir as dores e a inflamação próprias de doenças reumáticas como a artrite e a artrose. Para reduzir as dores dos joanetes, recomenda-se fazer um banho de água morna com um pouco de arruda. Deve-se preparar uma espécie de infusão e submergir os pés durante 15 minutos.

Óleo essencial de lírio

O bulbo do lírio contém um óleo que é utilizado em diferentes indústrias na fabricação de remédios caseiros para aliviar dores nas articulações. O óleo de lírio pode ser comprado ou preparado em casa utilizando folhas da planta, as quais devem ser submergidas em conhaque durante 5 minutos. Quando o remédio estiver pronto, você deve aplicá-lo com massagens suaves na zona afetada.

Tratamento com louro

O louro possui várias propriedades que nos ajudam a combater os joanetes tanto externa quanto internamente. Este tratamento deve ser seguido durante 2 meses, ainda que os resultados comecem a ser vistos após os primeiros 10 dias de aplicação.

- Em primeiro lugar, você deve preparar uma infusão de folhas de louro e deixá-la em uma garrafa térmica durante toda a noite. Na manhã seguinte, basta coá-la e beber em pequenos goles durante todo o dia. Repita o consumo durante três dias seguidos e descanse uma semana.

- Você também pode triturar finalmente 5 folhas de louro e juntá-las a 100 ml de álcool 96%. Deixe a mistura macerar durante uma semana e depois aplique-a diretamente na zona afetada, de preferência depois de molhar os pés com água morna.

- Massageie os pés todas as noites, aplique este remédio e cubra-os com meias para melhores resultados.

Tratamento com iodo

Um remédio muito popular para eliminar os joanetes, é a mistura de iodo com uma aspirina. Este remédio deve ser aplicado diretamente sobre os joanetes para bloquear seu crescimento e aliviar a dor das articulações.

Outra opção para aproveitar os benefícios do iodo é misturar partes iguais de suco de limão e iodo e aplicar a mescla diretamente na zona afetada, fazendo uma massagem.

Outras recomendações para aliviar os joanetes

- Manter um peso equilibrado para evitar piorar este problema com o sobrepeso.

- Aumentar o consumo de vitamina A e C, cálcio e vitamina D para fortalecer os ossos.

- É muito importante utilizar um calçado confortável, com a ponta larga e materiais flexíveis. Os sapatos muito justos ou muito altos podem piorar os joanetes.

- Se os joanetes estão causando incômodos, o ideal é utilizar um calçado aberto que dê mais comodidade aos pés.



quinta-feira, 12 de março de 2015

Como tratar uma infecção naturalmente? (Melhor com Saúde)


Existem muitos tipos de infecção e para cada uma delas encontramos tratamentos e medicamentos diferentes, mas o corpo nem sempre reage da mesma forma, por isso é fundamental conhecer os sintomas para combatê-la naturalmente. Neste artigo, vamos explicar como é possível tratar qualquer tipo de infecção seguindo simples passos e conseguindo assim fortalecer o nosso sistema imunológico.

Por que ocorre uma infecção?

Quando temos alguma infecção, imediatamente pensamos que há algum agente causador de doenças presente no nosso corpo e que está se resistindo às nossas defesas. O certo é que sempre estamos rodeados de todo tipo de vírus, bactérias, fungos e parasitas, que afetam de diferentes formas a cada pessoa.

Às vezes a causa não está relacionada tanto aos agentes encontrados em nosso organismo, pois é mais provável que nossas defesas não estejam tão fortes e facilite o desenvolvimento de micro-organismos.

Antes que tratar, prevenir

Sobretudo pelo motivo citado acima, o primeiro passo para tratar uma infecção é preveni-la e para isso temos que fortalecer sempre nosso sistema imunológico, evitando que os micro- organismos se reproduzam.

O que fazer?

- Mantenha uma alimentação equilibrada, devem-se evitar açúcares, alimentos processados, frituras e conservantes.

- Beba água, sucos e chás além das refeições.

- Evite maus hábitos, o estresse e as emoções negativas.

- Limite o consumo de medicamentos.

A flora intestinal

O intestino está diretamente relacionado com nossas defesas. Um intestino que não funciona corretamente é um terreno favorável para todo tipo de patógenos.

Por isso, se for necessário, invista nos seguintes remédios:

- Em caso de diarreia, ingira alimentos e chás adstringentes: chá verde, carvão vegetal, maçã sem pele, uvas, etc.

- Se você estiver com prisão de ventre, prefira alimentos laxantes: sementes de linhaça, cerejas passas, aveia, água do mar, azeite de oliva, etc. Caso não melhore, também é possível realizar uma lavagem intestinal.

- Caso o estresse afete o intestino, opte por chás relaxantes como o de melissa ou maracujá e terapias emocionais (flores de Bach, homeopatia) e exercícios relaxantes (ioga, tai chi, ginástica, caminhada, etc.).

- Para regenerar a flora intestinal podemos  tomar probióticos, que podemos comprar em farmácias.

Aumentar as defesas

Já falamos sobre a importância de ter boas defesas e, além de evitar tudo aquilo que as diminui, também podemos aumentá-las com a ajuda de alguns alimentos e suplementos como:

- Alho cru

- Cebola

- Orégano: em infusão ou óleo essencial, diluído em mel ou azeite de oliva. Vale lembrar que deve ser o óleo essencial de uso oral e não uma essência tópica

- Equinácea: em infusão

- Tomilho: em infusão

- Gengibre: melhor quando ingerido fresco

- Limão: com a casca

Devemos incluir estes alimentos diariamente em nossa alimentação.

O que acontece com a febre?

Temos muito medo da febre, mas devemos saber que se não aumentar muito e durar pouco tempo, ela é na verdade um mecanismo de defesa do corpo, no qual a temperatura sobe para matar os micro-organismos prejudiciais que não resistem ao aumento de calor.

Portanto, se a febre for comedida não devemos nos apressar para cortá-la com um medicamento ou nos alarmar, mas sim controlá-la de maneira natural. Como conseguir isso? Facilitando que nosso corpo sue, o que atingimos da seguinte maneira:

- Tomando chás que nos dão calor, como o de gengibre ou o de canela.

- Cobrindo-nos bem com mantas ou tecidos de lã.

- Se a pessoa sentir fome, podemos preparar sopas e cremes de verdura com uma pitada de pimenta caiena e alho cru.

Devemos controlar a temperatura com o termômetro com frequência.

Outros suplementos

Para tratar qualquer tipo de infecção, recomendamos também os seguintes suplementos:

- Extrato de semente de uva

- Cápsulas de alho

- Vitamina C

- Própolis

- Extrato de equinácea

Também podemos comprar xaropes naturais que costumam conter estes ingredientes e outros semelhantes.

Este artigo apenas apresenta conselhos, ideias e sugestões, mas não substitui o acompanhamento de um profissional de saúde.





terça-feira, 10 de março de 2015

Sintomas de uma infecção nos rins em mulheres (Melhor com Saúde)


A infecção nos rins é uma condição razoavelmente comum, que afeta mais as mulheres do que os homens. É fundamental ficarmos atentos aos possíveis sintomas, já que, se não for tratada corretamente, ela pode evoluir e até se tornar fatal.

Se for detectada no início de seu desenvolvimento, a infecção pode ser tratada com antibióticos e costuma ser facilmente curada sem maiores complicações.

Aqui, nosso objetivo é mostrar quais são as causas dela e, principalmente, listar seus principais sintomas, para que ao primeiro sinal de algum deles possamos consultar um médico e obter um diagnóstico mais preciso.

Causas da infecção nos rins

Não há como falar de infecção nos rins sem antes entendermos como funciona o trato urinário. Trata-se do sistema composto pelos rins, ureteres, bexiga e uretra e quando qualquer parte dele se infecciona, chama-se de infecção do trato urinário.

A maioria das infecções nos rins surge devido a uma complicação de uma infecção em uma dessas estruturas, como a cistite, que não é nada mais do que a bexiga infeccionada. O mais comum é que bactérias que vivem no intestino entrem em contato com a região genital, passando pela uretra e chegando até a bexiga, os ureteres e, por fim, aos rins.

As infecções urinárias são muito mais comuns em mulheres, pois elas possuem uma uretra menor do que a dos homens. Além disso, ela está localizada mais próxima do ânus, fazendo com que as bactérias do intestino tenham uma facilidade maior em chegar a ela.

Em cerca de 5% dos casos, a infecção nos rins pode ser causada por bactérias provenientes de outras partes do corpo, e não do trato urinário, sendo transportadas através da corrente sanguínea.

A chance de desenvolver uma infecção nos rins é maior em pessoas que possuem diabetes e doenças que comprometem o sistema imunológico, ou que apresentam algum tipo de obstrução no trato urinário, como pedras nos rins. O risco também é maior durante a gravidez, já que o útero aumentado pressiona os ureteres, que podem ser parcialmente obstruídos.

Sintomas da infecção nos rins

Fique atenta a estes sintomas e procure um médico se estiver sofrendo com eles. Mesmo que seja somente uma infecção urinária, não vale a pena arriscar e deixar que ela evolua.

- Dor, desconforto e sensibilidade exagerada na região dos flancos, em um dos lados do abdômen, onde estão localizados os rins (geralmente só um deles é infeccionado, portanto sentiremos dor em um dos lados)

- A dor também pode se estender para a parte inferior das costas, em um dos lados, e para a região da virilha

- Febre, tremores e calafrios, fortes indicadores de que o organismo está sofrendo com alguma infecção

- Sensação de enjoo e náusea constante, que pode inclusive causar vômitos. Este é um sintoma que costuma ser um pouco mais avançado e indicar que a infecção nos rins está dificultando o processo digestivo do organismo

- Fraqueza e cansaço exagerado, diferente do que estamos acostumados a experimentar no dia-a-dia. Ele costuma ser progressivo e piorar com o passar do tempo, não tendo relação com o estresse e nossas atividades diárias

- Perda de apetite e desinteresse por  tudo o que estiver relacionado à comida. No entanto, a infecção pode causar bastante sede

- Batimentos cardíacos acelerados, como consequência da febre e da luta contra a infecção

- Confusão mental, que costuma ser observada somente em pessoas de idade

Há  também alguns sintomas específicos, relacionados a alterações observadas na urina. Eles podem indicar somente uma infecção na bexiga (cistite), mas também costumam ocorrer no caso de infecção nos rins:

- Sensação constante e muito urgente da necessidade de urinar, mesmo que tenhamos acabado de fazê-lo. A impressão é de que a vontade de urinar nunca acaba

- Dor aguda e intensa, desconforto ou sensação de queimação quando estamos urinando

- Presença de pus ou sangue na urina

- Urina com um cheiro forte e ruim, diferente da normal

- Alteração da cor da urina, que fica com um aspecto turvo e nebuloso

Se estiver convivendo com algum destes sintomas, consulte um médico assim que possível. Um simples teste poderá dizer se se trata de um caso de infecção nos rins, e quanto antes o tratamento com antibióticos for iniciado, melhor. Nunca ignore os sinais do seu corpo, afinal, não vale a pena brincar com a nossa saúde.