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terça-feira, 28 de julho de 2015

Depois de ler isto, você vai esquecer a dor ciática - Laércio Lutibergue (Cura pela Natureza)


O nervo ciático é o mais longo do corpo humano.

Sua inflamação produz uma dor incômoda que se estende das costelas até abaixo do joelho.

Essa dor pode causar imobilidade parcial ou total.

Enquanto o resto pode ajudar, ela não deve se estender além de 1-2 dias e, eventualmente, que a inatividade agrava os sintomas.

O repouso ajuda, mas ele não pode se estender muito, pois a inatividade agrava os sintomas.

Além da dor, podem ocorrer outros sintomas, como pernas pesadas, formigamento e desconforto para se sentar.

A inflamação do nervo ciático pode ter várias causas.

Hérnia de disco pode ser uma delas.

O diabetes pode ser outra.

Uma condição conhecida como síndrome do piriforme também pode estar relacionada com o problema.

E até infecções pelo vírus do herpes podem originar a dor ciática.

As pessoas mais predispostas a desenvolver o problema são as sedentárias, as que estão acima do peso, as que levantam muito peso, as que passam muito tempo sentada com movimentos que forçam as costas (motoristas, por exemplo) e as que têm diabetes.

Como tratar a dor ciática?

Se você tem o problema, deve ter o apoio de um bom médico.

E pode reforçar o tratamento com algumas destas dicas naturais:

1. Compressas frias/quentes: nos primeiros 2-3 dias do tratamento, faça compressas frias: envolva em uma toalha uma bolsa de gelo e coloque na área afetada por 20 minutos várias vezes ao dia.

2. Passada a fase inicial do tratamento, você pode então fazer o mesmo procedimento com compressas quentes e alternar com as frias se a dor for persistente.

2. Arnica: aplicar na área da dor tintura ou pomada de arnica (vendida em lojas de produtos naturais e em farmácias de manipulação).

3. Cúrcuma (conhecida também como açafrão-da-terra): aplique na área afetada uma pasta feita com açafrão da terra e azeite de oliva durante 30 minutos.

4. Vinagre de maçã: este tratamento é sensacional e é o nosso preferido.

Ele deve ser feito à noite, antes de dormir.

Em um balde de 20 litros, coloque água quente até a metade.

Ponha a água na temperatura mais quente que possa ser suportada pelos pés.

Depois acrescente um punhado de sal e meio litro de vinagre de maçã.

Mexa bem essa mistura.

Coloque os pés dentro do balde e os mantenha lá até que a água esfrie.

Ao tirar os pés, enxugue e envolva-os em uma toalha seca e vá direto para a cama para dormir.

É preciso manter os pés aquecidos.

Por isso, durma com uma toalha, um lençol ou colcha envolvendo-os para que fiquem bem aquecidos.

No outro dia, saia da cama com sandálias e não pise no solo sem elas.

Até na hora de tomar banho, use sandálias.

Faça uma vez e, se a dor passar logo no primeiro dia (o que é bem provável), fique repetindo-o a cada seis meses.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Como tratar da ciática e da dor lombar? (Melhor com Saúde)


A "dor nas costas", tão comum quanto as dores de cabeça, pode ter múltiplas causas e é altamente debilitante. Quase todo o mundo sofreu ou sofrerá pelo menos de um episódio de dor intensa nas costas ao longo de sua vida, sobretudo na região lombar. Por isso, é bom saber como prevenir e tratar esse mal.

Quais as causas e sintomas da ciática?

A ciática é causada pela compressão ou inflamação do nervo ciático, o mais longo do corpo, que começa na quarta e quinta vértebras, desce pela parte posterior das coxas, joelhos e pernas, até o polegar.

É por causa da extensão e da localização desse nervo que a dor lombar se irradia da parte inferior das costas até as pernas. Quem sofre de ciática tem a mobilidade reduzida, por sentir fraqueza e dor nas pernas, o que é intensificado se a pessoa estiver deitada e tentar levantar a perna esticada. Também são sintomas a perda da sensibilidade na região e a falta de reflexos.

Geralmente, o médico irá diagnosticar o problema com uma boa conversa com o paciente e exame físico. A maioria dos casos não requer exames de raios-x ou tomografias, mas o médico poderá solicitá-los se houver suspeita de fraturas ou tumores. Consulte com seu médico imediatamente se apresentar os sintomas acima.

Como prevenir a ciática?

Se o dano ao nervo ciático foi causado por um trauma, acidente ou tumor, não há muito que fazer em relação à prevenção. Mas a grande maioria dos casos tem origem na má postura, sedentarismo, falta de exercícios físicos adequados (ou prática inapropriada de exercícios físicos), lesões causadas por esforço intenso, carregamento de peso, torções e outros comportamentos de risco.

Assim, siga as seguintes dicas para prevenir a dor ciática, também chamada de ciatalgia:

- Fortaleça a sua musculatura para que a coluna não tenha que arcar por muito peso.
- Evite o sobrepeso. A obesidade causa muitos problemas de saúde e pode comprometer também suas costas.
- Não use sapatos muito altos por muitas horas, sobretudo quando precisar passar longos períodos em pé.
- Procure manter a coluna ereta e uma boa postura ao longo do dia.
- Levante pesos do chão da maneira correta. Sempre dobre os joelhos quando for levantar algo pesado e mantenha o fardo junto ao corpo.
- A dor ciática também é um dos sintomas do envelhecimento, tornando-se mais comum entre pessoas com mais de 40 anos. Procure ter um bom estilo de vida para manter sua coluna saudável por muito tempo.

Quais as causas da dor lombar e como preveni-la?

Assim como no caso da ciática, a dor lombar pode ter entre suas causas a hérnia de disco, a artrose, a degeneração óssea causadas pela idade, tumores e outros problemas. Essa dor é típica da região lombar, onde as costas encontram o quadril.

Para prevenir a dor lombar, procure manter uma boa postura, praticar exercícios físicos sob orientação profissional, evitar pegar ou carregar peso e nunca fazer movimentos bruscos que comprometem a coluna.

A hérnia de disco é uma das maiores causas da dor lombar. Ocorre quando um dos discos que ficam entre as vértebras da coluna saem da posição normal e comprime os nervos. Assim como no caso da ciática, o tratamento é feito com medicamentos, fisioterapia e mudanças no estilo de vida. Mas em alguns casos mais graves a cirurgia é indicada.

O que você pode fazer para diminuir as dores nas costas

1. Passamos muito tempo deitados, dormindo e melhorar a postura no período de dor é fundamental para diminuí-las. Durma de lado com a cabeça apoiada em um travesseiro adequado e outro entre os joelhos. Ou durma com as costas apoiadas no colchão, com um bom travesseiro apoiando a cabeça e outro sob os joelhos.

2. Nas crises, será necessário o repouso absoluto, mas seu médico irá lhe orientar a praticar fisioterapia, assim que for possível. Não abandone o tratamento assim que as dores desaparecerem. Trabalhe para prevenir novas crises e fortalecer os músculos, pois protegerá sua coluna.

3. Uma boa maneira de aliviar as dores é aplicando bolsas de água quente ou toalhas quentes sobre a região afetada. Uma receita efetiva é ferver gengibre ralado envolto em uma gaze, retirar esses "pacotes" da água e espremê-los para retirar o excesso de água e, finalmente, aplicá-los sobre as costas.

4. Você pode usar óleos essenciais para massagear as costas depois de aplicar a bolsa térmica. 

5. Quando puder se movimentar, adote uma rotina diária de exercícios físicos, como leves caminhadas.

6. Compre calçados confortáveis e procure evitar longos períodos de pé.

7. Algumas pessoas desenvolvem dores nas costas por motivos puramente emocionais. O estresse, a raiva ou a tristeza profunda podem dar origem a esse mal. Se necessário, procure um bom terapeuta para deixar suas emoções em forma.












sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A hérnia de disco pode ter tratamento simples - Dr. Juliano Lhamby


A hérnia de disco afeta 5,4 milhões de brasileiros, e 13% das consultas médicas estão relacionadas a dores nas costas, que é um dos maiores motivos de pedidos de afastamento do trabalho. Estudos apontam que oito em cada dez pessoas irá sentir dores nas costas em algum momento. Uma das grandes causas dessa dor é a hérnia de disco. Ela pode ser lombar (na parte inferior da coluna) ou cervical (mais próxima ao pescoço) e costuma causar grande desconforto. No caso de hérnia cervical, a dor começa no pescoço e passa pelo braço, podendo ir até a mão. No caso da hérnia lombar, a dor inicia-se na altura dos glúteos e desce por trás da coxa, podendo chegar até o pé. Além da dor, são comuns queixas de perda de sensibilidade e até mesmo diminuição de força e reflexos. Normalmente a hérnia é causada pelo desgaste natural dos discos intervertebrais. Quando esse disco desgastado se rompe, o interior "vaza", formando a hérnia. Ainda não se sabe o motivo, mas as mulheres costumam sofrer mais dessa patologia.

A boa notícia é que apenas uma pequena parcela entre os pacientes precisa recorrer à cirurgia e, se houve necessidade, já existem técnicas modernas, pouco invasivas e feitas com anestesia local. Na maioria dos casos, os benefícios conseguidos com medicamentos, a realização de atividades físicas orientadas e sessões de fisioterapia ou acupuntura são suficientes para o bem-estar do paciente. Porém, todas essas terapias, bem como bloqueios ou infiltrações, servem para tratar os sintomas da doença, produzindo um alívio temporário, já que a causa da dor, ou seja, a hérnia, continuará existindo. Quando essas opções de tratamento não trazem mais o benefício esperado, é a hora de avaliar com seu médico um tratamento mais definitivo, como a discectomia endoscópica.

Trata-se de um procedimento que retira a hérnia por meio de anestesia local. É uma técnica que utiliza um endoscópio (pequena câmera com 5 milímetros) para ressecar hérnias de disco e protrusões discais. A endoscopia já é amplamente utilizada em outras especialidades, como nas cirurgias de joelho, e os avanços da medicina agora chegaram às patologias da coluna.

Uma das grandes vantagens da discectomia é o uso da anestesia local. Através de uma pequena incisão, de cerca de 5 a 6 milímetros, é introduzida uma câmera de vídeo para ressecção do disco intervertebral lesado, aliviando a compressão dos nervos. Leva em média 30 minutos. O procedimento não altera as estruturas de suporte do disco, sendo essa a grande vantagem em relação às demais técnicas cirúrgicas, pois traz uma recuperação bem mais rápida e indolor, já que a musculatura e as estruturas nervosas são preservadas, evitando fibroses. Além dos benefícios acima, ainda podemos citar como vantagens desse tipo de cirurgia a alta hospitalar poucas horas após o procedimento, sem a necessidade de internação, a baixa agressividade e a menor utilização de analgésicos no pós-procedimento. A reabilitação pode ser iniciada poucos dias após a cirurgia, sendo possível rápido retorno a atividades sem esforços (incluindo a volta ao trabalho). É bom ressaltar que somente uma consulta com um ortopedista especialista em coluna poderá definir a melhor opção para cada caso.




(texto publicado na revista Contigo nº 2028 - 31 de julho de 2014)