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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Assim caminha a humanidade - Mariana Sgarioni


A coluna vertebral é nosso eixo, nossa base de sustentação. Será que estamos cuidando bem daquela que nos mantém eretos ?

Se tivéssemos um olho nas costas, como muita gente diz que gostaria de ter, ficaríamos pasmos com o tanto que maltratamos nossa própria coluna. É um  torce, sobrecarrega, revira, estala - e a coitada continua ali, firme e (nem sempre) forte. Já que não enxergamos, parece que podemos judiar à vontade. Só que a história não é bem assim.

A coluna vertebral, apesar de passar despercebida, precisa ser muito bem cuidada. Quem padece com suas dores sabe direitinho o que significa isso. Se ela pifar, você definitivamente não funciona. Não dá para trocar e comprar outra. "A coluna é a viga mestra do organismo, pois permite que fiquemos em pé. Nós só somos bípedes graças a ela", lembra José Goldenberg, clínico e reumatologista do Hospital Albert Einstein, autor do livro Coluna Ponto e Vírgula. Goldenberg possui um dado alarmante que resume muito bem o quanto maltratamos a nossa base de sustentação: 80% da população mundial teve, tem ou terá alguma dor lombar durante a vida.

O pior da história é que a dor só aparece quando o problema já está instalado há muito tempo, o que pode significar anos e anos de maus hábitos. Sua coluna sofre em silêncio. Repare no quanto é possível - e gostoso - ficar horas e horas vendo filmes esparramado pelo sofá (com a coluna dobrada em forma de U) ou trabalhando no computador com os pés balançando na cadeira, jogando todo o peso para as costas. Por mais tentador que seja, o resultado adiante não vai valer a pena. A consequência são problemas na coluna e dores intermináveis. Nesse aspecto, parece que o sedentarismo moderno deu uma mãozinha na involução da espécie. 

Homo erectus

Além de segurar seu corpo, você sabe direito o que significa a coluna para o nosso organismo e para que ele serve ?

A coluna é uma obra de fazer inveja a qualquer engenheiro. Ela foi projetada, digamos assim, para sustentar o peso do corpo todo, para permitir que façamos movimentos imprescindíveis, como nos curvarmos ou nos virarmos e para mantermos a posição ereta. Como se isso não bastasse, é por dentro de suas estruturas ósseas que passa a medula espinhal, o gigante tronco nervoso do corpo, de onde partem os nervos que levam e trazem mensagens entre o cérebro e o restante do organismo. Imagine você que o comprimento da coluna vertebral representa cerca de 40% da sua altura.

Os principais pilares da espinha são as vértebras. Além delas, a coluna ainda é constituída de discos, ligamentos, tendões, músculos, nervos e vasos sanguíneos. Os discos merecem uma menção honrosa. Se compararmos a coluna a um automóvel, os discos seriam os amortecedores. Localizados entre cada uma das vértebras, sua estrutura tem um núcleo gelatinoso (mistura de proteínas e água), que serve para amortecer o choque de um osso contra o outro. Quando ocorre algum problema com o disco intervertebral, os ossos pinçam o nervo e a pessoa sente dor.

Um jeito de cuidar bem dos discos (veja que engenhoca perfeita) é dormindo direito. Isso porque, durante o dia, a água do disco fica sob pressão e faz uma migração de parte de seu conteúdo para o corpo da vértebra. Na posição de decúbito dorsal (ou seja, deitado de barriga para cima), durante o sono, onde a pressão diminui e os músculos estão relaxados, o processo se inverte: a água migra do corpo da vértebra para o disco, fazendo o caminho de volta e promovendo a recuperação necessária. É por essas e outras que acordamos de manhã um pouco mais altos.

Em um maquinário brilhante como esse, todos os componentes precisam se mover em harmonia. Qualquer problema em uma das peças pode causar dor. Mas de onde vêm os problemas que causam a dor ? Caso você já esteja sentindo dor, é bom mesmo se fazer essa pergunta antes de querer eliminar o mal-estar rapidinho, sem procurar as causas. A automedicação, o abuso de analgésicos e o uso indiscriminado de anti-inflamatórios podem agravar seu caso e provocar novas doenças. Não é porque seu vizinho ou um amigo tomou um santo remédio e ficou bom que você também deve tomar. "Uma consulta de coluna exige muito tempo e atenção do especialista, pois a dor pode estar ligada a diversos fatores, inclusive emocional. E isso nem sempre os exames mostram", diz José Goldenberg.

Dor nas costas

A dor pode ser provocada por muitas causas. Algumas você pode controlar, e outras, infelizmente, não. Entre as incontroláveis estão as de origem genética ou ainda as inatas, em que problemas ocorrem na fase uterina ou durante o parto. O avanço da cidade é outro fator que também pode trazer dores - e, até onde se sabe, não se pode muito lutar contra o relógio.

O mais importante é dizer aqui quais são as causas da dor que estão diretamente ligadas ao nosso comportamento e de que maneira podemos evitá-las. "As pessoas procuram descobrir as causas da dor e nunca encontram nada. Elas acordam com dores nas costas e não se dão conta do colchão inadequado que usam, reclamam de dores no pescoço e vertigens quando assistem TV deitadas na cama, mas não percebem a hiperflexão do pescoço nessa posição", afirma o quiropraxista australiano Jason Gilbert, em seu livro O Segredo da Coluna Saudável.

Ou seja: para não ter dores no futuro, é preciso rever diversos hábitos no presente. Alguns deles não são tão óbvios nem parecem estar ligados à coluna - mas estão. O tabagismo é um exemplo. Os fumantes têm mais dores nas costas devido à inalação de substâncias tóxicas que prejudicam a circulação sanguínea no disco intervertebral. O excesso de peso também é um inimigo da coluna. O peso extra, quando concentrado na barriga, aumenta a sobrecarga nas costas. Por isso, médicos estimam que pessoas com sobrepeso de 10 kg ou mais têm 25% mais chance de sofrer com dores na coluna.

Praticar exercícios físicos, sempre com orientação profissional, também é uma maneira de evitar a flacidez dos músculos e, com isso, a instabilidade e fragilidade da coluna. Só tome muito cuidado com o tipo de exercício - estalar o pescoço, por exemplo, parece ser um hábito que coloca a coluna no lugar e é um perigo. Nunca faça isso em si mesmo, só permita que um profissional capacitado o faça. "Por favor, pare de estalar a coluna e o pescoço. Apesar de lhe dar um alívio por um curto período de tempo, você está prejudicando sua saúde e suas articulações muito mais do que você pensa", recomenda Jason Gilbert. "Quantos dos que estalam o pescoço sofrem de dores de cabeça, zumbidos ou vertigens?", completa.

Uma questão de postura

Porém, até onde se sabe, o melhor jeito de cuidar bem do seu eixo principal é prestando atenção na maneira como você senta, deita e se mexe. Existe uma postura mais acertada até mesmo para o simples ato de caminhar na rua: a cabeça alinhada aos ombros, relaxados, braços perto do corpo, cotovelos a 90 graus. E ainda tênis adequados, pés bem apoiados no chão, olhos firmes no horizonte. Muita coisa para pensar ? Nem tanto. Trata-se apenas do que os especialistas chamam de consciência dos movimentos, um santo remédio preventivo para as dores. E isso vale para tudo: sentar, digitar no computador, pegar crianças no colo, dirigir, assistir TV. "É que a gente acaba dobrando o corpo para pegar as coisas sem prestar atenção no que está fazendo. É uma reação quase maquinal. Por isso, é preciso passar por um processo de reeducação para automatizar esse cuidado", afirma Tarcísio Barros, professor de ortopedia da USP, em entrevista a Drauzio Varella.

Os alongamentos diários também são um ótimo hábito preventivo. Ao alongarmos aumentamos o espaço entre as vértebras, na altura dos discos, evitando se achatamento. O exercício trabalha a musculatura e a postura corporal na parte cervical (pescoço), coluna, membros e região pélvica (próximo à virilha), torácica e lombar (onde terminam as costas). Há exercícios de alongamento que podem ser feitos em academias de ginástica ou ainda em aulas de ioga e Pilates - essas últimas atividades se preocupam especificamente com essa prática.

Respire fundo, estique as costas e siga as dicas da próxima página. Sua coluna vai sentir os efeitos da atenção dispensada.

Firme na base

Como manter a sua coluna bem cuidada 

- Distribua bem o peso que carrega. Se você apoiar bolsas e sacolas pesadas de um lado só do corpo, pode agravar as dores na coluna.

- Sente direito. Apoie suas costas no encosto da cadeira, de maneira que os joelhos fiquem acima do nível do quadril e os pés bem apoiados no chão. Se possível, use apoio para os pés e prefira cadeiras com braços, pois eles não forçam a coluna e facilitam o ato de levantar.

- Se quiser pegar qualquer objeto do chão, dobre os joelhos e desça devagar até ele. Fique de cócoras. Assim o peso será absorvido pelos músculos das pernas e não pela coluna vertebral.

- Para entrar ou sair do carro, não torça as costas. Fique sentado, gire as pernas e o tronco ao mesmo tempo - para dentro, ao entrar, e para fora, ao sair do veículo.

- Procure se vestir sentado. Calçar meias e sapatos e mesmo vestir uma calça em pé, dobrando-se para a frente, pode causar dores nas costas e na região lombar devido à torção que a coluna precisa realizar.

- Quando estiver sentado no trabalho, imagine um cabo fixado no alto de sua cabeça. Sinta que o cabo o puxa para cima, bem devagar. Estique bem as costas. Mantenha essa posição por alguns segundos e relaxe. Lembre-se de fazer isso diariamente.

- Alongue-se sempre que possível. A seguir, dois exercícios fáceis de fazer que têm a parede e o chão como base para a proteção da coluna.

De pé. Encoste todo o corpo de costas na parede. Com as pernas unidades, mantenha o corpo o mais colado possível à parede, inspire e eleve os braços para cima. Fique na posição por dez respirações, contraindo o abdômen, como se quisesse também encostá-lo à parede. Descanse e repita a postura.

No chão. Deite-se de barriga para cima em um colchonete fino e firme. Eleve a perna direita e puxe-a, esticada para cima, com a ajuda de um cinto ou tira de pano, sem forçar muito, mantendo as plantas dos dois pés perpendiculares às pernas, o quadril alinhado e outra perna esticada no chão. Esse movimento alonga a região lombar. Fique por dez respirações e troque a perna.

Consultoria: José Goldenberg, reumatologista do Hospital Albert Einstein



(textos publicados na revista Vida Simples edição 88 - janeiro de 2010)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Você já tem tudo que precisa - Dr. Felipe Ferreira, quiropraxista


Sim, o organismo humano tem um poder inato para manter a sua própria saúde.

Para viver, ele precisa de oxigênio e nutrientes importantes e o corpo sabe direitinho o que precisa fazer e como fazer. Que quantidade de hormônios precisa secretar, qual a frequência respiratória adequada, qual a frequência cardíaca adequada, etc. Até quando passamos por situações de estresse, o corpo libera adrenalina, aumentando a frequência cardíaca para preparar o corpo para lutar ou fugir.

Nós possuímos a chamada Inteligência Inata, que cria e cura - tanto que se ficamos resfriados o corpo pode reagir com uma febre para eliminar o "invasor" (vírus) e mesmo sem tomar remédios, dentro de alguns dias já estamos bem novamente. Portanto, essa força é responsável pela organização, manutenção e cura do corpo.

Quando removemos uma interferência no Sistema Nervoso (por meio de um ajuste na coluna vertebral), a Inteligência Inata pode então atuar (através do Sistema Nervoso), para sanar as necessidades do corpo. Então, para que a Inteligência Inata esteja funcionando e conseguindo exercer suas funções plenamente, é necessário que o Sistema Nervoso esteja livre de interferências, ou seja, livre de subluxações vertebrais.

A subluxação vertebral é um desalinhamento de uma vértebra que causa interferência no Sistema Nervoso, diminuindo a comunicação do cérebro com o restante do corpo e impossibilitando que o corpo se expresse no seu potencial máximo.

Pessoas cujas colunas são ajustadas regularmente têm um Sistema Nervoso livre de interferências, consequentemente mantém seus corpos funcionando 100% bem, adoecem menos e estão desfrutando de mais saúde e bem estar.


(texto publicado na revista Leve & Leia março/abril de 2017)

sexta-feira, 14 de abril de 2017

3 tipos de estresses que vão fazer sua coluna vertebral piorar - Dr. Felipe Ferreira, quiropraxista


Pessoal, possivelmente este é um assunto extremamente importante e que pode mudar sua percepção de como a coluna vertebral pode influenciar diretamente sua vida e seu comportamento.

A coluna vertebral é formada por 33 vértebras que se articulam entre si. A função básica da coluna é manter o nosso esqueleto em pé. Errado!!!

Nossa coluna vertebral foi projetada para que possamos proteger prioritariamente uma parte essencial do Sistema Nervoso Central: a medula espinhal. A medula é responsável por levar aproximadamente 95% das informações neurológicas para o resto do corpo. Ou seja, é essencial para que o corpo expresse vida!

Claro, a coluna também ajuda nossas funções mecânicas.

As vértebras fazem movimentos sinérgicos entre si para que possamos movimentar o corpo de maneira ideal e inteligente. Pelo fato de elas estarem muito próximas à medula espinhal, as vértebras podem, quando estão mal posicionadas, imprimir uma força em direção à medula espinhal ou aos nervos que saem próximo ao segmento em questão, resultando em uma interferência sobre as informações neurológicas que passam junto à vértebra mal posicionada.

1 - Por estresse físico - Esta é a forma mais comum de começar a fazer a coluna vertebral funcionar com subluxações. O estresse físico pode acontecer já durante o nascimento: quando o obstetra, mesmo bem treinado, retira o bebê da barriga da mamãe pelo pescoço. Algumas pesquisas mostram que crianças entre 0 a 5 anos de idade tem subluxações silenciosas, não dolorosas. Quedas, deitar no sofá, aprender a andar de bicicleta e cair, enquanto estamos aprendendo a andar, acidentes diversos, utilização de computadores por longos períodos, entre outras razões físicas, vão levar a sua coluna a se adaptar, interferir nas informações neurológicas, e por fim fazer com que você perca o perfeito funcionamento de seu corpo.

2 - Estresse químico - Esta é uma forma importante de comprometer a coluna vertebral. Nossa exposição à má alimentação, ao ar poluído, à água de baixíssima qualidade e a remédios em geral, pode levar a uma adaptação do sistema nervoso central na altura da medula espinhal, resultando em vértebras que vão compensar o processo inflamatório que isto causará sobre o sistema. Para você entender melhor, imagine se você beber 1 litro de uísque, com certeza você passará por muitas condições nas horas seguintes. Uma delas é a inflamação do sistema nervoso central.

A inflamação ocupa espaço, o que é limitado para sua coluna vertebral. Por isso, e pela inteligência do corpo em tirar a carga de sobre a medula espinhal, as vértebras podem se posicionar em subluxação e assim proteger a passagem das informações, que já estão deficitárias pela escolha desastrada da bebida em excesso.

3 - Estresse emocional - Cada vez mais este tipo de condição vem afetando a coluna vertebral. Pois a qualidade de vida que estamos promovendo como sociedade vem tornando cada vez mais insuportável emocionalmente. Isto afeta definitivamente a coluna vertebral. Quando ficamos mais tensos, nós mudamos a forma de interagir com nossos músculos, em especial ao redor da coluna. Nossa coluna perde a capacidade de se adaptar ao estresse diariamente, fazendo com que a própria condição muscular induza a um posicionamento das  vértebras em subluxação, fatalmente afetando a medula espinhal. Entramos em um ciclo viciosos onde quanto mais estresse, menos adaptação, mais interferências nas informações neurológicas que passam dentro da coluna vertebral. Milhares de pessoas se  encontram nessa condição!

A pergunta correta é: Quantas vezes você já passou por pelo menos um desses estresses? Quantas vezes você procurou entender como a sua coluna vertebral pode afetar praticamente a todos os aspectos da sua qualidade de vida?

Sua vida é única e preciosa demais para que você funcione de qualquer maneira!



(texto publicado na revista Leve & Leia nº 143 - ano 10 - Janeiro/Fevereiro de 2017)

Tatiana Gebrael: Entrevista e vivência prática com a fisioterapeuta Kelly Lemos - Liberte sua Coluna


terça-feira, 22 de março de 2016

Má postura pelo uso inadequado do celular pode agravar dores e problemas na coluna


Especialista explica o que é a síndrome do "pescoço da mensagem de texto" (Text Neck) e cita dicas de exercícios para a coluna cervical.

O hábito de inclinar o pescoço para ler ou escrever mensagens no celular ou tablet já se tornou uma rotina para a maioria das pessoas de todas as idades. Porém, o que muitos não sabem, é que essa posição pode ocasionar cefaleia ou dores na coluna cervical, e a longo prazo, até patologias mais sérias, como artrose da coluna, conhecido como Text Neck, ou "pescoço da mensagem de texto".

Segundo o ortopedista do Centro de Qualidade de Vida, Dr. Gilberto Ohara, a inclinação constante da cabeça por longos períodos afeta, principalmente, as primeiras vértebras da coluna cervical. "Essa inclinação equivocada pode causar desde dor de cabeça até dor no pescoço por fadiga muscular, e se mantida durante muito tempo, pode ocasionar uma artrose por degeneração do disco vertebral", afirma o especialista.

A cabeça de um homem adulto pesa cerca de 6 kg, mas quando ela é inclinada para baixo por meio do movimento do pescoço, ocorre uma sobrecarga mecânica e pode chegar a pesar 27 kg. O ortopedista complementa que essa postura é prejudicial, e em casos extremos, pode haver a necessidade de uma cirurgia da coluna cervical.

Para não deixar de usar o smartphone e desenvolver uma Text Neck, é importante tomar medidas preventivas contra essas lesões, como colocar o celular ou tablet em frente aos olhos quando for ler ou escrever alguma mensagem de texto. O ideal é fazer exercícios específicos para a coluna cervical, como orienta o educador físico do Centro de Qualidade de Vida, Rodrigo Poli. "Comece com um leve alongamento. Sem pressionar, puxe a cabeça primeiro para um dos lados e segure na posição até sentir a musculatura reagindo. Mantenha o conforto e troque o lado. Faça de duas a três séries. Outra forma é flexionar a cabeça para frente, usando as duas mãos pressionando a cabeça para baixo, segure 20 ou 30 segundos, solte as mãos e repita por três vezes", explica.

Exercícios para fortalecer a musculatura:

1 - Incline a cabeça para baixo e passe uma toalha por trás, segurando nas pontas. Mantenha as mãos puxando levemente movimentos para baixo e, ao mesmo tempo, mantenha a cabeça fazendo a força contrária, para cima. Com isso, a musculatura do pescoço se movimenta contra uma resistência, favorecendo o fortalecimento dos músculos extensores do pescoço (músculos de trás).

2 - Para fortalecer os músculos flexores do pescoço, ao contrário do primeiro exemplo, a toalha ou algum peso - caneleiras, por exemplo - é colocado na testa e a cabeça pode ficar levemente inclinada para trás, e o movimento então se inicia flexionando a cabeça para frente. Pode ser feito entre duas a três séries e a princípio com movimentos curtos e resistência leve a moderada, podendo evoluir nos próximos treinos.

3 - Em pé ou sentado, segure nas duas mãos algum peso, mínimo 2 kg, com os braços estendidos. Eleve ao máximo os ombros para cima, como se quisesse encostar o ombro na orelha, segure por volta de 2 ou 3 segundos, desça os ombros e relaxe.

O recomendado é que faça três séries entre 15 e 18 movimentos, podendo aumentar a carga gradativamente em todos os exercícios.



(texto publicado na revista Leve & Leia nº 135 - ano 9 - fevereiro de 2016)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O corpo fala - Ana Ban



Compreender e expressar nossas emoções é o primeiro passo para prevenir enxaqueca, dor nas costas, alergias e outras doenças. A cura está em entender as mensagens do corpo e olhar para dentro de você mesmo.

Algo que os orientais sabem há milênios só recentemente a medicina ocidental reconheceu: os males que afetam o corpo também têm raízes nas emoções e no estado de espírito. "Nosso corpo é formado de matéria e energia. As doenças se instalam quando o fluxo de energia está desequilibrado, e as causas são tanto externas quanto internas", explica Mauro Perini, ginecologista e especialista em medicina tradicional chinesa, de São Paulo. Portanto, não são apenas os vírus, os maus hábitos alimentares e o abuso de álcool e fumo que prejudicam a saúde mas também a tristeza, o desânimo e a raiva.

Para entender como os sentimentos negativos podem se transformar em algo tão pesado e até desencadear doenças, é possível compará-los à chuva. A princípio, há apenas uma certa umidade no ar - que corresponde, no ser humano, a sentimentos que incomodam sem que se perceba. A umidade começa a se condensar em nuvens leves - ideias, pensamentos e emoções já perceptíveis, mas ainda pouco consistentes. As nuvens se adensam até se transformar em chuva (sentimentos negativos, como ressentimentos e tensões, que cai sobre o solo - nosso corpo. Quanto mais forte a chuva, mais problemas ela é capaz de provocar. A comparação está no livro francês Dis-Moi Où Tu as Mal, Je Te Dirai Pourquoi (Diga-Me Onde Dói e Eu Direi Por Quê), de Michel Odoul (ed. Albin Michel,m inédito no Brasil).

Antes da chuva

O organismo dá sinais que evidenciam o problema antes que ele se manifeste. "Percebê-los nem sempre é fácil, pois exige olhar para dentro de si", afirma Susana de Albuquerque Lins Senno, médica e psicoterapeuta que trabalha com psicossomática (o estudo das influências psíquicas nos problemas orgânicos), de São Paulo.

Muitas vezes, basta notar as pequenas contrariedades do dia-a-dia para descobrir o que não vai bem. "Se alguém apressado bate o joelho em uma cadeira e não pára para pensar por que vive distraído a ponto de não ver onde pisa, vai se machucar o tempo todo", exemplifica Susana. "Se não damos atenção à dor de cabeça, ao cansaço, à irritação permanente, o problema vai sempre seguindo adiante até que, a certa altura, o corpo trava."

O estado emocional fragilizado pode até abrir espaço para ataques de agentes externos, como vírus e bactérias. O médico Mauro Perini dá o exemplo da tuberculose: "Atualmente, apesar dos antibióticos e das vacinas, a doença, que estava controlada, volta a crescer, exatamente quando vivemos uma época de desemprego, fome e guerras. A tristeza enfraquece o pulmão, e um órgão fraco não consegue se defender".

Chave da cura

Seja qual for o problema, ele geralmente exige um mergulho em nossa sombra, no lado escuro, que nos recusamos a encarar. Se o mal-estar tem uma causa interna e profunda, o restabelecimento só virá quando a questão for resolvida. "Não existe cura se não tentarmos identificar dentro de nós o que está errado e lutar para resolver o problema", ressalta a terapeuta Susana Serino. "Ficar doente é uma oportunidade de conhecer e encontrar nossa própria capacidade de cura", conclui.

Saiba como funcionam as relações entre as partes do corpo, os sentimentos e as doenças mais comuns, segundo o psicoterapeuta alemão Rüdiger Dahlke, autor dos livros A Doença como Linguagem da Alma e A Doença como Símbolo - Pequena Enciclopédia de Psicossomática (ambos da ed. Cultrix).

Pulmão: o ar entra nos pulmões e traz com ele o que é exterior ao corpo. Quem tem dificuldade em assimilar o que vem de fora, e age como se tudo que acontece de errado fosse culpa dos outros, pode apresentar problemas como pneumonia e asma. Solidão, melancolia, tristeza e dificuldade de perdoar agem negativamente sobre o pulmão, pois significam falta de intercâmbio e comunicação com o mundo exterior.

Coluna: todo o peso do corpo - e, por extensão, do mundo - é sustentado pela coluna. Se você aguenta um fardo extra, como uma responsabilidade que não deveria ser sua, é a coluna que sofre. Quando nossas crenças são abaladas, esse sistema de sustentação do corpo enfraquece. Quem anda com as costas curvadas e o rosto voltado para o chão mostra desgosto em viver e sentimento de inferioridade. Para encarar a vida de frente e olhar para cima, o primeiro passo é endireitar a coluna.

Cabeça: é o sistema central do organismo, por onde passam emoções, pensamentos e impulsos nervosos. Por isso, uma dor de cabeça pode refletir algo que esteja acontecendo em qualquer parte do corpo. Enxaquecas estão associadas à dificuldade de tomar uma decisão ou aceitar algo que incomoda. Quem pensa demais e não quer fazer algo muitas vezes usa a dor de cabeça como desculpa.

Articulações: movimentos difíceis ou dolorosos sinalizam dificuldade de seguir em frente em algum ponto da vida ou, ainda, que o corpo pede descanso. Dores nas articulações são fruto de rigidez de pensamento, do bloqueio de manifestações, de choro ou raiva, por exemplo, e da negação de lidar com assuntos antigos, mas que causam incômodo. Quem acorda travado, sem condição de levantar da cama, pode estar exigindo demais do corpo, que acaba providenciando o repouso forçado.

Coração: centro energético do corpo, guarda as emoções e a capacidade de amar. Quem tem dificuldade de expressar sentimentos pode ter problemas cardíacos. Ressentimento e raiva roubam espaço à compaixão e à vontade de viver. Quando o coração está cheio de negatividade, eles se espalham pelo corpo junto com o sangue. Para a saúde do órgão, é preciso reconhecer e expressar as emoções e orientar-se tanto pelos pensamentos como pela intuição.

Pele: o maior órgão do corpo serve como barreira aos agentes externos. Além de delimitar nosso corpo, é por meio dela que fazemos contato e recebemos carinho. Problemas cutâneos são sinal de dificuldade em nos comunicar, em estabelecer e respeitar limites e em se relacionar com as pessoas.

Órgãos reprodutivos: apesar de serem o principal ponto de diferenciação entre os sexos, distúrbios dos órgãos genitais refletem problemas semelhantes para homens e mulheres. O medo de criar - seja um filho, seja um projeto de trabalho - e a incapacidade de sentir prazer com a vida podem se traduzir em frigidez ou impotência. Para as mulheres, problemas relativos à família e ao cônjuge se refletem no útero.

Estômago: quem se preocupa de forma exagerada ou por antecipação, e rumina ressentimentos, está propenso a problemas nesse órgão, que recebe e processa as impressões vividas do exterior, assim como faz com os alimentos. Uma das doenças mais comuns em executivos é a úlcera - eles costumam ser obrigados a aceitar uma contrariedade atrás da outra no dia-a-dia.

Intestinos: Não é à toa que se diz que gente mal-humorada é enfezada. Intestino preso é sinal de raiva acumulada, tensão e falta de flexibilidade para deixar as coisas fluírem, por medo, timidez ou dificuldade de perdoar. Já a diarreia mostra a falta de capacidade de absorver informações e elaborá-las. Quem rejeita tudo que se apresenta e não consegue assimilar novas experiências está sujeito a intestino solto.

Sistema imunológico: quando as defesas do corpo estão debilitadas, uma manifestação comum é a alergia. O organismo confunde uma partícula inofensiva (pólen, por exemplo) com um agente perigoso (como um vírus ou uma bactéria) e a ataca, causando sintomas como espirros e coceiras. Isso reflete agressividade inconsciente, de alguém que luta contra tudo, sem saber diferenciar o nocivo do inócuo.



(texto publicado na revista Bons Fluídos nº 49 - junho de 2003)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Como nossas emoções afetam as dores nas costas? (Melhor com Saúde)


É muito importante manter uma postura saudável e que não sobrecarregue o nosso eixo corporal já que isso, além de dores nas costas, pode provocar dores de cabeça e desconforto gástrico.

Como você já sabe, fatores como o desgaste ósseo e articular ou as más posturas mantidas durante tempos prolongados, provocam muitas vezes dores nas costas.

Mas além disso, também não podemos ignorar o impacto que as emoções têm não só na nossa vida, mas também no nosso corpo. O estresse, as preocupações ou uma ansiedade mantida de forma crônica acabam por produzir uma sobrecarga nas costas.

A cada 16 de Outubro se celebra o Dia Mundial da Coluna vertebral, momento em que, normalmente, se realizam congressos e se lançam novas publicações sobre o tema.

Como nossas emoções afetam as dores nas costas? A influência de nossas emoções negativas, tensões e estresse acumulados têm um impacto direto nas dores nas costas e hoje, em nosso espaço, iremos falar disso.

O peso das emoções e as dores nas costas

Muitas vezes, passar longos períodos de tempo com estresse, com medos reprimidos ou com essa ansiedade que não podemos controlar de modo adequado devido ao trabalho ou a assuntos pessoais resulta em doenças como, por exemplo, o colón irritável ou problemas de coluna.

Mas como pode isso acontecer, e como algo que é gerado essencialmente no cérebro pode ter impacto nesse eixo quase perfeito que forma a nossa coluna vertebral?

O conceito de coluna se refere a esse suporte vertical que permite aguentar um peso, enquanto que a palavra vertebral engloba todo esse complexo conjunto de ossos curtos e articulados entre si, que formam a espinha de todos os seres vivos vertebrados.

As nossas costas são, na realidade o eixo mais importante do corpo, um pilar ósseo e muscular que nos proporciona vida e resistência, e sobre o qual, por vezes, acrescentamos um peso “extra” com nossas emoções negativas.

As emoções negativas produzem alterações metabólicas. E isso é algo que devemos ter muito claro: a alteração de nossos hormônios e neurotransmissores provoca o aumento do cortisol no sangre, do ritmo cardíaco… E tudo isso produz alterações em vários órgãos.

Quando acontece um “aceleramento” geral, tudo isso se traduz em tensão muscular, em músculos rígidos que alteram o equilíbrio dos nervos e dos ligamentos.

A coluna vertebral não fica isenta de todas estas variações e, por isso, é frequente que a dor emocional seja traduzida também em dor cervical ou lombar.

A seguir, veremos de que modo esse tipo de problemas e realidades se distribuem ao longo de nossas costas.

Dor na região cervical

A dor nas costas não se concentra só na zona lombar. Um dos problemas mais comuns está relacionado com as dores localizadas nas cervicais.

As vértebras cervicais vão desde a C1 até a C7, e a primeira de todas elas recebe o nome de Atlas por ser o suporte da cabeça e aquela que nos proporciona o equilíbrio.

Para que exista bem-estar na região das cervicais é necessário equilíbrio e harmonia de movimentos. É uma zona que precisa sempre de uma flexibilidade muscular adequada para que não surjam problemas.

Esta região cervical é a mais afetada pelo estresse laboral e pelas preocupações. É um tipo de estrutura musculoesquelética superior que se vai ressentir, principalmente, pelo trabalho diário e pelas ansiedades menos intensas e específicas de seus dias.

Para combater este tipo de dor, vale a pena se mentalizar de que todas as manhãs precisa enfrentar o dia com mais calma e equilíbrio.

O ideal é realizar exercícios suaves e harmônicos mexendo a cabeça em círculos, e repetindo o mesmo, depois, com seus ombros.

Dor na região torácica

É a chamada região dorsal, que vai desde a D1 até a D12, e que acolhe grande parte das nossas costas, a área torácica e o coração. É uma região muito relacionada com as emoções.

De que forma as emoções afetam esta parte de nossas costas? É fácil de entender e, certamente, que alguns destes aspectos serão familiares:

Uma pessoa deprimida, desanimada ou triste tende a manter o olhar para baixo e um eixo corporal inclinado.

A atividade física se torna limitada, passamos muito tempo sentados, com o pescoço projetado para frente e com o diafragma não funcionando com a agilidade que deveria.

Tudo nos pesa, a respiração se torna mais lenta, a circulação do sangue não é a mais adequada e é muito provável que sintamos dor de cabeça, dor de estômago ou pressão no peito.

Tudo isso deriva desse eixo postural incorreto e dessa sobrecarga na região dorsal. É importante produzir movimento no nosso corpo: sair para passear, tomar sol, etc.

Fornecer equilíbrio às nossas costas e desabafar nossas emoções negativas são fatores chaves para combater a dor nesta região torácica.

Dor na região lombar

A zona lombar de nossas costas vai da L1 a L5. É uma parte muito exposta a inflamações das vértebras, que podem traduzir-se também em dor ciática e, inclusive, afetar órgãos como os rins ou a bexiga.

Esta parte do nosso corpo, além de ser afetada pelo desgaste e pelas más posturas, é também afetada por emoções relacionadas com os medos, a ansiedade ou mesmo com a pressa.

É frequente em pessoas que se preocupam muito com os outros e se descuidam delas próprias. Passam muito tempo de pé, fazendo muitas coisas ao mesmo tempo, enquanto têm a sensação que não vão conseguir fazer tudo, que não vão acabar bem, que não têm tempo para si mesma.

No final sentem como se tivessem as costas quebradas ao meio. A dor nas costas é um problema que devemos aprender a tratar, levando, primeiro, uma vida mais relaxada, onde nos priorizemos, e tomando sempre em consideração os conselhos dos médicos e especialistas.

Estabeleça um equilíbrio adequado em sua vida, cuidando ao máximo do seu mundo.

Não se esqueça de fazer, todos os dias, exercícios suaves e harmônicos e de consultar com profissionais da saúde, para que as dores nas costas não afetem sua qualidade de vida.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Mexa-se... para viver mais e melhor


Pouco importam idade, sexo ou sedentarismo crônico: nunca é tarde para descobrir os benefícios do exercício. Mas antes de passar à ação, descubra a modalidade de atividade que melhor se adapte a seus temperamento e rotina de vida, e que dê prazer.

Assim, você não ficará tentado a encontrar desculpas para voltar à inatividade e descobrirá que o exercício é tão fundamental como comer e beber.

Para iniciar. Defina o tipo de atividade, o local e o momento em que vai praticar. Durante o primeiro mês, marque na agenda para não esquecer. Se possível, exercite-se com alguém de seu círculo de amizade, para vencer a barreira da inibição e facilitar o entrosamento em caso de atividade em grupo. Fixe-se objetivos realísticos e não se desencoraje se os resultados não forem imediatos. Seu limite é seu corpo, não os outros.

Precauções. Se você não está acostumado a exercícios fortes, pegue leve até seu corpo se acostumar. Se sentir dor ou cansaço, não force: dê uma parada e descanse.

Se você é obeso, totalmente sedentário, está convalescendo de infecção, é cardiopata, hipertenso ou diabético, sofre de problemas de coluna, artrite ou dor nas juntas, informe-se com seu médico sobre o tipo de exercício que deve praticar. Saiba que existem exercícios específicos, que ajudam a aliviar e mesmo estacionar tais padeceres. Atividades impróprias podem agravar os riscos.

O que o exercício faz por você

- Ajuda o coração a se manter sadio e forte, reduzindo o risco de ataques cardíacos e derrames

- Ajuda a perder peso e a manter a linha

- Ajuda a relaxar, a dominar o estresse e a dormir toda a noite

- Energiza corpo & cuca para todas as atividades e prazeres

- Ajuda a ser e a se sentir jovem

- Garante diversão, alegria e bem-estar, sem custos excessivos

- Traz todos esses benefícios sem exigir demais: umas horinhas por semana e já se sente toda a diferença. Além disso, exercícios não têm de ser extenuantes. Escolha a prática que melhor se adapte a seu ritmo e gosto.

A ginástica em casa

Se não é fácil encontrar por perto um local apropriado para a ginástica e exercícios, ous e você prefere o conforto e a intimidade do lar, aí vão algumas dicas:

Vídeos e livros. As locadoras de vídeo e as livrarias estão coalhadas de guias de boa forma. Antes de comprar (ou alugar), analise com cuidado o que o mercado tem a oferecer. Você acabará encontrando a receita de exercício sob medida para seu caso.

Pular corda. Este é um dos exercícios mais fáceis e baratos que existem - além de ser excelente para o coração. Pule corda 10 minutos por dia, sempre no mesmo horário, para incorporar o hábito.

Corrida. Corra parado, em volta do jardim, subindo e descendo escada, pelo terraço e onde der. O importante é manter o ritmo constante por cerca de 10 minutos diários.

Equipamento. Na bicicleta ergométrica você consegue o máximo de rendimento. Para combater a monotonia, ligue o aparelho de TV e ponha um bom vídeo. O tempo passa voando e você nem se dá conta que pedalou quilômetros. Antes de comprar, teste a bicicleta. Ela tem de ser sólida, com boas juntas, assento confortável e ajustável, e pouco ruidosa. Os aparelhos de musculação e ginástica são ótimos... desde que se tenha espaço e dinheiro sobrando.

Dança. Balance o corpo ao sabor do jazz, samba, lambada, valsa ou qualquer outro ritmo. Dançar é excelente para as funções orgânicas e psíquicas, especialmente para os tímidos, solitários e idosos. Além do mais, dançar é comunicar, é encontrar pessoas e estar sintonizado na onda da alegria de viver.

Por que o exercício é bom para o coração

O coração é o músculo que bombeia o suprimento vital de sangue rico em oxigênio para todas as partes do organismo. Os exercícios regulares tornam o coração mais forte. Assim, ele pode bombear mais quantidade de sangue a cada batida, e não fica sobrecarregado em sua tarefa.

Os exercícios que mais ajudam o coração são os que exigem mais desempenho. Por isso são chamados de aeróbicos, já que demandam grandes quantidades de oxigênio para manter os músculos em funcionamento.

Os exercícios aeróbicos - ciclismo, corrida e natação - dão resistência ao corpo, minimizando o cansaço físico. E cada vez mais fica provado que o treinamento físico é o melhor antídoto contra os riscos das doenças coronarianas.

Exemplo. Em altas concentrações no sangue, os triglicerídios (mistura de ácidos graxos e glicerol) contribuem para a formação das placas de ateroma, que bloqueiam a circulação e causam acidentes cardíacos. Pois bem, 48 horas após uma sessão de exercícios com peso ou em aparelhos de resistência, esses perigosos elementos são reduzidos em 36%.

Além dos exercícios, você pode proteger ainda mais seu coração tomando as seguintes providências:

- Não fume

- Mantenha peso ideal para sua estatura e idade

- Coma mais fibra e menos gordura

- Cheque regularmente sua pressão sanguínea

- Modere nas bebidas alcoólicas

Lembretes

- Antes de começar qualquer atividade mais vigorosa, pratique o aquecimento muscular com saltitos e alongamento.

- Vista sempre roupas folgadas e confortáveis durante os exercícios. Jogging e corrida exigem tênis apropriados para amortecer choques na arcada e no calcanhar, e proteger as juntas.

- Para não perder o ânimo, presenteie-se de vez em quando com algo que faça parte de sua vida esportiva, como um par de tênis, uma nova roupa colorida...




(texto publicado na revista Saúde para todos nº 1 - ano 1 - maio de 1995)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Postura correta - o corpo agradece


Uma postura corporal correta resulta em qualidade de vida. A coluna vertebral tem um papel importante, já que protege a medula espinhal e garante os movimentos necessários ao corpo. Manter por muitos anos uma postura incorreta do corpo em várias atividades do dia a dia compromete seu funcionamento e consequentemente outros membros. Ao longo do tempo, naturalmente, o corpo humano enfraquece e reduz sua capacidade de movimentação. Sem o cuidado necessário aumenta a possibilidade de doenças na velhice. Entre as ações que compromete a coluna estão fatores psicológicos - a pessoa fica prostrada e não mantém o corpo ereto, sentar e deitar errado, obesidade e falta de exercícios físicos. As lesões ocorridas durante toda a vida podem causar desgastes nos discos e nas articulações da coluna vertebral. As consequências são dores nas costas, lordose, corcunda, bico de papagaio, o que interfere diretamente em atividades, como trabalho e estudo.

Acerte sua postura

Em pé: mantenha o corpo ereto e o abdômen contraído. Se for obrigado a passar muitas horas em pé, sente-se num banco alto e encoste os pés no chão e não dobre a coluna ou alterne nas posições.

Sentado: não cruze as pernas e deixe-as ligeiramente afastadas. A altura da cadeira tem que ser a mesma entre o joelho e o chão. A posição da cabeça precisa de manter na linha do horizonte e se, for preciso abaixar a cabeça para ler, coloque um suporte para aumentar a altura do livro. Na frente do computador, coloque o monitor na linha dos olhos e os braços em 90º.

Deitado: a melhor postura ao se deitar é manter o corpo de lado com travesseiro entre os joelhos. Deitar em colchões moles pode acomodar a coluna de maneira incorreta. Prefira colchões mais firmes.



(texto publicado no jornal Ponto a Ponto edição 263 - ano 5 - março/abril de 2014)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Sobrou para a coluna - Carla Ruas e Sílvia Lisboa


Não é só a má postura ou a tensão diária que estão por trás das dores nas costas. A ciência revela que exagerar na bebida alcoólica, fumar, viver deprimido e até ficar no meio de uma ventania podem despertar ou perpetuar esse martírio

E o vento trouxe... a dor

Parece que aquele conselho de vó de evitar correntes de ar mais intensas faz mesmo sentido. Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, e da Universidade Federal de Minas Gerais resolveram tirar a limpo se as condições climáticas influenciavam o aparecimento de desconfortos na lombar - algo muito relatado por quem convive com a chateação. Após acompanhar 933 voluntários durante um ano e avaliar mudanças na temperatura e na umidade do ar, por exemplo, os investigadores descobriram que a friagem ou as chuvas em si não interferiam no problema. "O único fator em que observamos uma pequena associação foi a exposição a ventos de alta intensidade", conta a fisioterapeuta Leani Pereira, uma das brasileiras responsáveis pelo trabalho. Embora o elo entre ventanias e dores na coluna seja discreto, especialistas acreditam que dá para tirar uma nova recomendação daí. "Vou pedir aos pacientes que se protejam mais do vento", afirma o neurocirurgião Adriano Scaff, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. E por que será que as rajadas de ar chegam a afligir a lombar? "Suspeita-se que os ventos estimulem uma espécie de tratamento muscular", diz Scaff.

Quando a tristeza machuca

A dor na alma tem repercussões físicas. E estudos assinam embaixo. O último deles, debatido no encontro anual da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos e baseado em dados em 26 milhões de pessoas, acusa uma íntima relação entre a depressão e dores nas costas.  "Quando o indivíduo tem dificuldades para lidar com sentimentos negativos, o corpo pode expressar esse conflito por meio de dores", explica a psicóloga Patrícia Mussoi, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Rio de Janeiro. Não é por menos que fatores psicológicos respondem por 16% dos incômodos na nunca ou na lombar, segundo um levantamento canadense publicado no periódico Pain. Se houver predisposição, a angústia sem fim sensibiliza o corpo à dor, e esta, por sua vez, abala o bem-estar emocional - é um círculo vicioso. "Por causa do problema nas costas, o sujeito abandona a atividade física e fica ainda mais triste, tudo que conspira para as dores persistirem", diz Patrícia. Uma hipótese que justifica essa ligação é o fato de que neurotransmissores na cachola que modulam o humor também participam do controle da dor. Por isso, em alguns casos, o tratamento do suplício físico cobra sessões com o psicólogo.

É fogo para a coluna

Quase todo mundo, em algum momento, vai enfrentar um episódio de dor nas costas - 80% da população do planeta, para sermos precisos. Mas quem fuma tem uma probabilidade muito maior de fazer parte dessa turma (e, pior, não sair mais dela). A conclusão vem do mesmo estudo americano que apontou o dedo para a depressão. Ele registrou que 16,5% dos fumantes sofriam com o perrengue na coluna, ante 3,7% dos não fumantes. É uma diferença expressiva, resultado dos danos que o tabagismo impõe aos vasos que irrigam as costas. Nesse contexto, há uma maior dificuldade de o organismo se livrar do lixo gerado pelas células musculares. Isso deixa a região imensa em um meio muito ácido, propício a espasmos na musculatura. Para complicar, o aperto nos vasinhos impede que analgésico naturais do corpo, como as endorfinas, cheguem ao local para aliviar a  situação. Aí já viu: é um cenário perfeito para o incêndio doloroso continuar. "Pessoas que fumam ainda não costumam se exercitar, o que torna os músculos mais flácidos e suscetíveis a contraturas", avisa Carlos Macedo, chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Precisa dizer mais? Se for o seu caso, largue o cigarro.


G0les bem doídos

A lista de motivos para não se exceder na bebida alcoólica é looonga. E acaba de ficar maior: a dor nas costas entrou na parada. Palavra daquele mesmo estudo que escancarou o impacto do cigarro no sofrimento da coluna. No caso do álcool, pessoas que abusam têm nitidamente uma tendência maior à encrenca. A incidência é de 14,7% nesse grupo, diante de 4,4% entre os indivíduos que bebem socialmente. Embora seja complicado definir limites seguros, o alerta serve tanto a quem toma drinques diariamente como a quem deixa para encher o caneco no final de semana. "A dor lombar pode ocorrer na primeira fase da dependência alcoólica, quando se perde o controle e há repercussões negativas nos relacionamentos e no trabalho", afirma a psiquiatra Ana Cecilia Marques, presidente da Associação Brasileira do Estudo do Álcool e Outras Drogas. Isso porque altas doses etílicas atrapalham a absorção da vitamina B1 dos alimentos, facilitando uma  inflamação nas terminações nervosas e nos músculos. O álcool também desregula as substâncias internas que gerenciam as sensações de dor e bem-estar, contribuindo para que o incômodo na coluna vire crônico. Pelas suas costas, aprecie com moderação.

Mandamentos para a coluna ficar em paz

O que sugerem os experts como medidas de prevenção contra a dor nas costas

1) Ajuste a postura

Caminhe com a cabeça reta, o abdômen contraído e os pés alinhados com os joelhos e os quadris.

2) Mexa os músculos

Fortaleça a região abdominal com musculação, natação, hidroginástica, pilates...

3) Durma bem

Evite a posição de bruços. Se dormir com a barriga pra cima, use travesseiro baixo. De lado, melhor adotar um modelo alto.

4) Alongue-se

Esticar-se de vez em quando ajuda a prevenir as contraturas musculares que pesam para a coluna.

5) Não force

Se não está em forma, evite mudar móveis de lugar, arrastar malas e carregar caixas pesadas.

6) Sente direito

Tenha um apoio para a lombar e deixe os joelhos a 90º e os pés no chão. Levante vez ou outra.

7) Pense na mochila

Nada de carga pesada. Usar tiras bem presas às costas impede que um lado fique sobrecarregado.

8) Maneire no salto

Horas em pé de salto alto podem estorvar a lombar: vale alternar com chinelinho ou sapatilha.

9) Perca peso

Barriga demais puxa o centro de gravidade para a frente e a coluna sofre para não enxergar.

10) Relaxe

O estresse propicia contraturas musculares, além de sabotar o sono, a disposição e o humor.




(texto publicado na revista Saúde é vital nº 394 - setembro de 2015)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Remédio eficaz à base de alho para tratar a dor ciática (Melhor com Saúde)



Embora os medicamentos prescritos pelos especialistas sempre sejam fundamentais, o leite de alho pode ser um ótimo complemento para aliviar as dores de forma natural.

A ciática é um conjunto de sintomas que se caracteriza pela dor, fraqueza ou dormência da perna, causada por uma lesão ou pressão excessiva sobre o nervo ciático. Trata-se de uma condição médica que pode ser produzida por diferentes problemas de saúde, mas não é uma doença isolada.

O nervo ciático começa na parte inferior da lombar e na parte posterior de cada perna, sendo aquele que controla os músculos da parte de trás do joelho e da região inferior da perna.

Quando este é afetado por alguma lesão ou dano, a pessoa começa a sentir uma dor intensa que pode ser acompanhada por uma sensação de formigamento ou de queimação.

A dor do nervo ciático pode se tornar bastante intensa quando não é tratada adequadamente. Por este motivo, é importante consultar um médico para receber um diagnóstico adequado, e então prosseguir com o controle dos sintomas.

Seu médico pode prescrever alguns medicamentos e terapias para reduzir os sintomas e melhorar a sua condição. Mas, além disso, podem ser consideradas algumas alternativas naturais que, por suas propriedades, podem ajudar a aliviar o problema.

Leite de alho para tratar a dor ciática

Um dos remédios naturais que está se tornando muito popular para o tratamento da dor ciática é o leite de alho. Este remédio natural, que é preparado com vários dentes de alho, concentra significativas propriedades que ajudam a diminuir a dor e a inflamação relacionadas com este problema.

Para nos beneficiarmos ainda mais dos efeitos do leite de alho é muito importante tomá-lo por um tempo prolongado e complementar o tratamento com a modificação de alguns hábitos que podem estar influenciando no problema.

Ingredientes

5 dentes de alho
1 xícara de leite de amêndoas ou leite de arroz (250 ml)
Mel para adoçar (opcional)

Como preparar?

Para começar, deve-se preparar um purê de alho, usando um moedor ou pedra para esmagar bem os cinco dentes de alho.

Em seguida, misture a pasta de alho com o leite vegetal que foi escolhido.

Finalmente, adicione um pouco de mel para adoçar.

Esta bebida pode ser tomada fria ou quente, dependendo do gosto de cada um. Deve ser esclarecido que ao cozinhar, o alho perde muitas de suas propriedades, mas sem deixar de ser eficaz.

Como consumi-lo?

- Para obter bons resultados no tratamento da dor ciática é muito importante tomar de 200 a 250 ml de leite de alho por dia.

- A bebida pode ser tomada de uma só vez ou dividida para duas vezes ao dia.

Deve-se notar que este remédio natural funciona como coadjuvante no tratamento da dor ciática e não deve ser consumido para substituir medicamentos ou terapias prescritas pelo médico.

Outros importantes benefícios do leite de alho

O alho é um ingrediente conhecido por seu sabor particular e múltiplas propriedades medicinais. Este alimento contém nutrientes importantes como:

- Vitaminas A, B1 (tiamina), B2 (riboflavina), vitamina B6 e C.

- Minerais como potássio, cobre, manganês, fósforo, zinco, selênio e cálcio.

- Proteínas, flavonoides, enzimas e antioxidantes.

Por sua importante contribuição nutricional, o leite de alho também é eficaz no tratamento e prevenção de várias doenças. Estes são alguns de seus principais benefícios:

- Combate a asma: por sua capacidade de aumentar a resposta imunológica do corpo, o leite de alho é ideal para combater e prevenir problemas respiratórios como a asma.

- Ajuda a controlar a tosse: adicionando um pouco de açafrão fazem dele um dos melhores tratamentos para combater essa afecção.

- Controlar os níveis de colesterol: por concentrar importantes antioxidantes, este remédio ajuda a baixar os níveis de colesterol "ruim", enquanto aumenta o colesterol "bom".

- Ameniza a gordura hepática: o alho ajuda a ativar as enzimas do fígado, contribuindo para a eliminação de toxinas e detritos que se acumulam no corpo. Além disso, ele está carregado de alicina e selênio, compostos que aumentam a produção da bílis reduzindo a gordura no fígado.

- Fortalece o sistema imunológico: ao fornecer importantes nutrientes para o organismo, o leite de alho contribui para reforçar as defesas e criar uma barreira protetora contra várias doenças.

Videoaula: RPG (Reeducação Postural Global)


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Causas da dor na parte inferior das costas e como aliviar a dor lombar (Melhor com Saúde)


A dor na parte inferior das costas, também conhecida como dor lombar ou lombalgia, é um problema que pode se apresentar como um leve incômodo ou como uma forte dor incapacitante, que impede a pessoa de realizar atividades simples do dia a dia, e até de se levantar da cama.

A região lombar é composta por uma estrutura complexa de elementos interconectados. Quando há alguma inflamação ou lesão na área, a dor é irradiada para outras regiões do corpo, causando muitos problemas.

A lombalgia é muito comum. As estatísticas indicam que entre 70% a 85% das pessoas sofrem de dor lombar em algum momento da vida, sobretudo as que têm entre 30 e 60 anos de idade, são sedentárias, estão acima do peso ou praticam atividades que exigem muito do corpo, como a dança, a corrida ou os esportes de alto impacto.

Quais os sintomas da lombalgia?

Os sintomas mais comuns da dor na região inferior das costas são:

— Formigamento ou sensação de ardência na área.

— Dor aguda ou dor crônica por vários dias

— Dor que se irradia para outras áreas, como as pernas, os quadris e até os pés.

— Espasmos musculares.

— Rigidez muscular.

A dor lombar pode ser um sintoma de outros problemas de saúde, como a hérnia de disco ou a degeneração óssea e de cartilagens. As distensões musculares também podem ser uma causa, e o tratamento vai variar de acordo com a causa da dor. Apenas um médico pode diagnosticar do que o paciente está sofrendo e do que precisa para eliminar a dor.

Quais as causas da dor na parte inferior das costas?

A dor na parte inferior das costas é mais comum porque a região suporta uma grande quantidade de peso corporal. O problema afeta a tantas pessoas que, nos Estados Unidos, é a segunda maior causa de consultas médicas, só perdendo para a gripe e resfriados.

A dor lombar pode aparecer como consequência de levantar algo muito pesado, realizar um movimento súbito, de “mau jeito”, ficar sentado por muito tempo, manter uma má postura ou receber uma pancada no local. A dor lombar pode também estar associada a estes problemas:

— Traumatismos, lesões e fraturas.

— Degeneração das vértebras (causada sobretudo pelo envelhecimento, mas também pode haver predisposição genética, causas laborais e ambientais e outros fatores)

— Infecções renais ou pedras nos rins.

— Tumor na coluna vertebral.

— Obesidade.

— Problemas nas articulações, como artrite.

— Hérnia de disco.

— Infecções da coluna vertebral.

— Infecções dos órgãos reprodutores femininos, como endometriose, cistos nos ovários, câncer no ovário ou miomas uterinos.

Como aliviar a dor lombar?

— Diante de uma crise de dor aguda, é fundamental evitar a prática de atividades físicas nas primeiras horas de dor. Isso pode ajudar a diminuir uma possível lesão muscular e ajuda o corpo a se recuperar até diagnosticar a causa do problema.

— Aplique uma compressa quente ou fria, como uma bolsa de gelo. Você pode usar a terapia com gelo nas primeiras 48 ou 72 horas e depois usar uma bolsa de água quente sobre a região afetada, para diminuir a dor.

— Permaneça em repouso, de preferência na posição fetal, com uma almofada fina entre os joelhos e a cabeça bem apoiada em um travesseiro. Não é recomendado tomar analgésicos antes de se consultar o médico, pois eles podem mascarar a dor, e levar o paciente a forçar ainda mais a coluna, piorando o problema.

— Se for possível, após a fase aguda, realize alguns alongamentos ou massagens na área, para relaxar os músculos. Se a dor piorar, interrompa essas atividades imediatamente.

A lombalgia pode ser prevenida com uma boa postura, com a prática de exercícios regulares que fortaleçam os músculos da região, com a eliminação do excesso de peso e de outros fatores de risco. Enquanto que, na fase aguda, os exercícios estão totalmente proibidos e o repouso deve ser absoluto, depois que essa fase passar, alongamentos e outras formas de mover o corpo são recomendadas. Mas tudo vai depender das causas reais da dor, que podem não ser musculares.

Lembre-se de que esses são cuidados paliativos. Diante de uma crise, é necessário consultar um ortopedista imediatamente, que poderá avaliar por que você está sentindo dor lombar e definir o melhor curso de tratamento. Ele pode incluir cirurgia, medicamentos, fisioterapia, mudanças na dieta e no estilo de vida, programas de exercícios e outras terapias.