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domingo, 29 de novembro de 2015

Ora-pro-nobis – Benefícios e propriedades (Benefícios Naturais)



Planta originária do continente americano, a ora-pro-nobis, de nome científico Pereskia aculeata, é encontrada em abundância na região Sudeste do Brasil e muito usada na culinária. Do latim, seu nome significa “rogai por nós”, e segundo tradições, esse nome foi dado por algumas pessoas que a colhiam no quintal de um padre enquanto ele rezava em latim.

De fácil cultivo e alto valor nutricional, a planta pode ser usada como ornamento e alimento, e se desenvolve em vários tipos de solo. Também conhecida como labrobó e orabrobó, a ora-pro-nobis, a planta trepadeira se adapta facilmente a diversos climas e tipos de solo. Sua floração ocorre por apenas um dia, podendo ocorrer de janeiro a abril com flores pequenas e perfumadas de coloração branca, a produção de seus frutos ocorre de junho a julho apenas, e são amarelos e redondos. Muito usada como cerca viva, a planta pode chegar aos 5 metros de altura e possui ramos repletos de espinhos, ajudando a proteger ambientes.

Benefícios e propriedades

Popularmente usadas para aliviar processos inflamatórios e na recuperação da pele queimada, a planta possui muitas propriedades devido ao seu alto valor nutricional. Na forma de chá, a erva pode ser usada como depurativa do sangue e tônica, e por isso é eficaz no tratamento de cistite, úlceras, queimaduras, problemas de pele e processos inflamatórios. Rica em vitaminas A, B, C, fibras, ferro e fósforo, além da mucilagem, a planta auxilia no bom funcionamento intestinal, no aumento da imunidade, e pode ser usada na produção de mel.

Estudos realizados na Universidade Federal de Lavras constataram que os princípios da planta podem ajudar na prevenção de doenças como varizes, câncer de colon, hemorroidas, tumores intestinais e diabetes, além de diminuir o nível de colesterol ruim, tratar furúnculos e sífilis.

Como consumir?

Suas folhas, secas e moídas ou frescas são a parte comestível, e podem ser usadas em receitas como sopas, omeletes, tortas e refogadas, ou ainda cruas em saladas. Além disso, podem ser usadas para enriquecer a farinha, massas e pães.

As folhas, in natura, podem ser usadas ainda misturadas na ração de animais devido ao alto teor de proteína. De fácil digestão, uma excelente sugestão de uso da planta é triturada com água no liquidificador e, em seguida, adicionada à massa do pão ou macarrão. As folhas são ainda ótimas para enriquecer as saladas, e outros pratos comuns no cardápio diário dos brasileiros.

Contraindicações

O consumo de ora-pro-nobis não possui contraindicações.

sábado, 15 de agosto de 2015

Plantas que atraem energias positivas (Baú das Ideias)


Conheça a seguir alguns vegetais que podem ser usados como decoração e que são consideradas ótimos talismãs de energias positivas.

Hortelã

A hortelã é uma planta riquíssima em benefícios para a saúde e pode ser usada para fazer vários remédios caseiros. Esse vegetal também traz laços de misticismo.

Muitas pessoas acreditam que a hortelã ajuda a afastar a inveja das pessoas e atrai a prosperidade econômica de quem a tem plantada em casa.

Além de exalar um aroma gostoso e trazer benefícios espirituais, é sempre bom ter essa erva fresquinha em casa para preparar deliciosas receitas.

Alecrim

A flor do campo, como dita a canção de roda, é uma planta rica em benefícios medicinais, além de ser excelente tempero na cozinha.

Para os místicos, o alecrim atrai amor sincero e felicidade.

Mantenha um pé de alecrim bem cuidado em casa e distribua raminhos da planta em saquinhos de tecido pelo imóvel para atrair felicidade em todo o ambiente e para todos que ali habitam.

Jasmim

Belo, o jasmim é considerado pelos místicos como a planta ideal para os casais, uma vez que atrai energias positivas para eles.

Coloque um vasinho com o jasmim no quarto ou espaços onde o casal costuma compartilhar com frequência para atrair energias que fortalecem o laço emocional dos dois.

Cacto

Fácil de manter, o cacto pode ser uma planta decorativa especial para casa.

Os místicos acreditam que ela tem capacidade de afastar a inveja, pessoas de mau caráter, hipócritas e pode absorver energias negativas irradiadas.

Babosa

Com propriedades de atrair boas energias e prosperidade, a babosa é uma excelente planta para se ter em casa.

Essa planta era usada em rituais místicos para afastar inveja e azar, já que combate as más vibrações.

Tente manter a planta sempre saudável, mas se estiver murcha é porque já absorveu muitas energias negativas.

Tomilho

Antigamente, o tomilho era usado em ambientes para afastar as más vibrações.
Essa planta é purificadora, pois combate as vibrações ruins, evita pesadelos e ainda ajuda a aumentar a auto-estima dos habitantes da casa.

sábado, 13 de junho de 2015

10 plantas que atraem energias positivas (Melhor com Saúde)


Há muito tempo as plantas são escolhidas para decorar espaços, sejam de uma casa, do escritório, de grandes centros de negócios, dentre outros, já que além de darem um toque mais fresco e natural a esses espaços também acredita-se que melhoram o fluxo de energia positiva evitando as energias negativas.

Conforme os especialistas no assunto, determinadas plantas têm mais capacidade de atrair energias positivas e nos dar a sensação de bem-estar diariamente em comparação com outras. É necessário esclarecer que essas plantas devem estar vivas, ou seja, devemos mantê-las saudáveis em um vaso e lhes proporcionar os cuidados especiais. Deixando isso em claro, falaremos a seguir das dez melhores plantas pra atrair energias positivas. Confira!

1. Cacto

Os cactos são bem charmosos e oferecem um toque decorativo muito especial aos espaços de casa ou do escritório. É uma planta que requer cuidados especiais para sobreviver e diz-se que teria a capacidade de afastar a inveja, os intrusos, pessoas mal intencionadas, hipócritas e absorver energias eletromagnéticas dos eletrodomésticos.

2. Hortelã

Além de ser uma planta com muitos benefícios para a saúde, existe um misticismo em torno da hortelã e muitas pessoas utilizam acreditando que seria capaz de nos proteger de malefícios e inveja das pessoas. A hortelã é a planta do bem-estar e acredita-se que quem tem um pé fresco da planta em casa atrai a prosperidade econômica.

3. Bambu

O bambu entrou na moda para decorar a casa, pois além de conferir um toque muito sofisticado a ambientes como a sala, também se tornou popular por atrair boas energias. Diz-se que o bambu combina o crescimento e a água, oferecendo pureza, transparência e vida aos ambientes. Ter essa planta em casa nos fornecerá sensação de bem-estar, tranquilidade e afastará a inveja.

4. Jasmim

O jasmim é conhecido como uma planta ideal para casais, pois beneficia as relações no que diz respeito ao campo espiritual. É recomendável tê-la no quarto e/ou nos espaços que você compartilha mais com seu (sua) companheiro (a), já que atrai boas energias para fortalecer o romance e o relacionamento.

5. Alecrim

O alecrim é uma planta com ótimos benefícios medicinais, utilizados e aproveitados desde a antiguidade em muitas culturas. No nível espiritual, essa planta é conhecida por atrair amores sinceros e a felicidade. Além de manter um pé fresco de alecrim em casa é recomendável colocar uns raminhos em saquinhos de tecido e distribuí-los em vários espaços de casa para atrair a felicidade para todos que a rodeiam.

6. Menta

A menta é uma planta com muitas propriedades medicinais que podemos aproveitar a qualquer momento. Ter essa planta em casa não garantirá apenas saúde, mas também promoverá as vibrações positivas em qualquer ambiente. Diz-se que a menta combate más vibrações e ajudaria a combater a insônia. Também ajuda a melhorar a comunicação no ambiente de casa.

7. Tomilho

O tomilho é uma planta que desde a antiguidade é utilizada para afastar os ambientes de más vibrações. A planta é considerada como purificadora, pois combate energias negativas, evita pesadelos e promove a autoestima. Ter ela em casa assegura a proteção do lar e de seus habitantes.

8. Crisântemo

Os crisântemos são conhecidos por sua beleza e por nos oferecer a sensação de bem-estar no lar. Essa planta promove a felicidade e o bom humor, por isso é recomendada para espaços onde existe tensão constante e/ou discussões. Os crisântemos estão relacionados com uma vida de relaxamento.

9. Eucalipto

Essa planta tem a capacidade de combater e afastar as más vibrações, que quase sempre chegam com pessoas invejosas e mal-intencionadas. É recomendada para ambientes de negócios, escritórios, lojas, pois é uma planta que atrai a prosperidade. Também é ideal para conciliar melhor o sono e limpar os espaços de energias pesadas.

10. Babosa

É uma planta utilizada em rituais contra o azar e a inveja, pois se diz que é uma das mais fortes para combater más vibrações. É conhecida por atrair a prosperidade e as boas energias em qualquer lugar da casa onde estiver localizada. Popularmente acredita-se que quando a planta da babosa cresce e esbanja saúde é porque está atraindo boa sorte. Porém, se estiver murcha é porque absorveu energias negativas e nos protegeu.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Ervas sp: "matinhos" que brotam do concreto ganham intervenções artísticas - Laís Semis (Planeta Sustentável)


Diferente de muitas plantas que você pode ter em casa, elas não precisam de tanto cuidado. Aliás, basta uma rachadura no concreto, entre o asfalto e a calçada, no canto ou meio do muro, entre as lajotas ou em qualquer outro buraquinho - somado a um pouco de sol e chuva - para que elas nasçam e se desenvolvam. Para a maioria das pessoas, elas são só mais um matinho, uma planta-praga, uma erva daninha. Ninguém dá muita importância para elas e a opção geralmente é arrancá-las, de preferência, pela raiz - para evitar que cresçam novamente. Se identificou?

Sem nomes conhecidos, elas vivem às margens das outras plantas. Mas, na contramão de quem quer seu extermínio, a artista visual Laura Lydia as coloca como protagonistas da iniciativa Ervas sp. Observando a relação entre cidade, pessoas e vegetação, Laura enxergou no pavimento que parecia impermeável um suspiro de vida. "Pra mim, essas plantas são como uma metáfora de vida: persistência de brotar aonde parece não ter possibilidade alguma. Eu faço uma analogia com esse direito e com o  direito ao espaço e à cidade. Quero chamar a atenção para a necessidade que a vida tem de acontecer", explica Laura no teaser de apresentação do Ervas sp

A ideia surgiu em 2010, com pequenas expedições e intervenções, mas ganhou todo o elevado e reuniu uma equipe multidisciplinar para expandir o trabalho no início deste ano, quando o Ervas sp foi contemplado pelo Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais 2015.

A partir daí, se tornaram mais frequentes as explorações pelo Elevado Costa e Silva, o polêmico Minhocão, aos domingos, quando os carros são impedidos de passar pelo local e as pessoas o ocupam. Nos passeios pela via, ela mapeou as plantas que encontrou - cerca de 1.500 plantas e 44 ervas diferentes - e fez lindas intervenções: pintou um fundo branco ao lado de cada erva que conseguiu identificar, desenhando-a em detalhes e indicando seu nome científico. Para a catalogação, Laura contou com a ajuda do fotógrafo e biólogo Vitor Barão. Ainda integram a equipe o câmera Caio Dias, o editor de vídeo Christian Caselli, a designer Ana Dias, além da Goitacá Produções e a artista visual Isadora Ferraz.

Além de dar protagonismo à vegetação, o conceito trazido por Laura também é o de ocupação. Afinal, o que existia ali antes do Elevado Costa e Silva ser construído, nos anos 70, e antes mesmo da urbanização tomar conta do espaço? As ervas daninhas apenas ocupam um espaço que é delas por direito.

Infelizmente, as identificações feitas em 2010 pela artista (e outras mais recentes) foram apagadas em ações de "limpeza" realizadas pela prefeitura no local, cobertas por tinta cinza. Mas todo esse trabalho deu origem a um catálogo impresso, com imagens do processo e seu resultado final, distribuído gratuitamente pelo Ervas sp em 12/04. Nesse dia, o grupo convidou os apaixonados por botânica, artes, fotografia e pelo Minhocão para participar da expedição coletiva para reconhecimento das espécies e de oficina de desenho ministrada por Laura Lydia, além de assistir à projeção de vídeo de apresentação de todas as ações realizadas até agora.

Desde que foi criado, o grupo não se limitou ao trabalho realizado no Minhocão. Produziu uma série de gravuras em metal de ervas daninhas encontradas pela cidade. E, em 2012, explorou novos territórios a convite da Galeria Gravura Brasileira: promoveu expedição pelos arredores da galeria, no bairro de Perdizes, também em SP, em projeto desenvolvido para o festival de artes gráficas SP Estampa.


Ervas sp (teaser)



























domingo, 1 de março de 2015

Cinco plantas para ambientes fechados que limpam o ar da casa (Planeta Sustentável)


As tintas, móveis, vidros e tecidos que estão presentes na nossa decoração e os produtos utilizados na limpeza liberam produtos químicos. Os mais comuns são benzeno, xileno, aldeído e tricloroetileno. Isso não é um problema para ambientes bem ventilados (se bem que... em cidades poluídas como São Paulo, como índices de qualidade do ar sempre tão críticos, ambientes bem ventilados também têm quantidade razoável de resíduos químicos vindos de outras fontes).

As plantas são purificadores naturais do ar. Então, mesmo em ambientes menos ventilados, é possível cultivar determinadas espécies que ajudem a reduzir a toxidade. O Calendário do Jardim, elaborado pelo São Paulo Garden Club, sugere algumas espécies. Todas se adaptam bem com pouquíssima exposição ao sol e também pouca rega (a luminosidade, no entanto, é sempre importante!).

CLOROFITO

O Clorofito precisa de muita luz e de pouca exposição ao sol (no inverno). Regue diariamente no verão, mas modere nos dias frios.

DRACENA

A Dracena não pede sol. Mas não gosta de lugares muito frios. Deixe-a em local iluminado e regue diariamente (sem encharcar o solo).

FILODENDRO PACOVÁ

O Filodendro Pacová gosta de lugares quentes (nada de ar condicionado forte para eles) e pede iluminação durante uma parte do dia (manhã ou tarde). Como originalmente os Filodendros são epífitas, plante-o em solo enriquecido com fertilizante orgânico ou sobre xaxim. E só regue quando perceber que o substrato está secando.

LÍRIO DA PAZ

O Lírio da Paz não pode ficar em vaso seco. Pede regas diárias em períodos mais áridos e regas a cada dois dias em períodos mais úmidos. A cada seis meses adube a terra e removas as folhas mortas e secas.

SAMAMBAIA

As samambaias não gostam de incidência direta de sol - basta receberem luminosidade em parte do dia. As regas devem ser diárias, mas o xaxim nunca deve ser encharcado. Em dias quentes borrife água em suas folhas. Evite posicionar a samambaia em local em que haja corrente de vento.































segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Bombas coloridas de sementes espalham flores (e salvam abelhas) (Planeta Sustentável)


Você já ouviu falar em bombas de sementes? São pequenas bolinhas - feitas de materiais diversos - recheadas com sementes, adubo e argila e muito usadas por atividades americanos na década de 70 como estratégia de reflorestamento. Quando são arremessadas e ficam expostas ao sol e à chuva germinam até mesmo em solo pouco fértil. Além de ser uma diversão lançar essas bombas por aí, é uma tática fácil e muito interessante para aumentar o verde em praças e terrenos baldios.

Em São Francisco, na Califórnia (EUA), por exemplo, elas têm sido usadas para combater o desaparecimento das abelhas. Com o intuito de espalhar flores silvestres por todos os cantos do país, o casal Chris Burley e Ei Ei Khin criou o projeto Grow the Rainbow ("Cresça o arco-íris", em tradução livre). O nome se deve às cores das bolinhas - feitas com sementes nativas dos Estados Unidos, composto orgânico para ajudar na fertilização e um pó não tóxico - que remetem ao arco-íris em tons pastel.

Mas não é só para enfeitar as cidades que eles disparam bombas de sementes. Chris e Ei Ei querem que as abelhas voltem a voar pela Califórnia, pelos Estados Unidos, pelo mundo. Como sabemos, sua população está em declínio em várias regiões, inclusive no Brasil. Os cientistas acreditam que vários fatores contribuem para o colapso de suas colônias como a proliferação de pesticidas e parasitas, além da maior frequência de eventos extremos causados pelas mudanças climáticas. Tudo isso causa o declínio dos habitats naturais da espécie. E isso atinge a nossa vida diretamente.

As abelhas são indispensáveis para a produção dos alimentos porque polinizam cerca de 70% das frutas e vegetais que consumimos. Ao transportar o pólen de uma flor para outra, polinizam maçãs, morangos, amêndoas, melões, tomate, feijão, entre outros.

Criar abelhas num mundo complexo e contaminado como o de hoje, não é fácil, mas todos podem fazer sua parte para ajudar a proteger essa prática. E é por isso que Chris e Ei Ei estão na "batalha", com seu projeto, para incentivar o plantio de flores.

Um pacote da Grown the Rainbow, com 20 bolinhas, custa cerca de nove dólares no site do projeto. Mas fabricá-las em casa é possível e pode ser ainda mais divertido. A jornalista Giuliana Capelo, autora do blog Gaiatos e Gaianos (aqui no Planeta Sustentável),em post recente, ensinou seus leitores a produzir bombas de sementes, mostrando as que ela fez como lembrancinhas para o chá de bebê da filha que vai nascer em fevereiro.

Que tal espalhar essa ideia e ajudar a colorir as terras do Brasil, também? De quebra, com certeza as abelhas virão participar dessa festa.



domingo, 18 de janeiro de 2015

Horta caseira


Falta de espaço não é desculpa para não ter uma horta. Confira algumas dicas para plantar alguns itens em pequenos espaços

Não importa o tamanho do seu espaço, sempre há um cantinho para ter uma pequena horta. Veja como fazer. 

O primeiro passo para ter uma horta caseira é escolher o local e o item mais importante, que é  a quantidade de luz no ambiente. Geralmente as hortaliças e temperos precisam de cerca de quatro a cinco horas de sol para se desenvolver. Os tipos mais fáceis para plantar são os temperos que dão uma colheita com bastante abundancia.

A próxima dica é quanto à profundidade dos vasos. Manjericão, alecrim e capim cidreira precisam estar em vasos redondos de no mínimo 30 centímetros de profundidade. Já as plantas rasteirinhas, principalmente cebolinha, salsinha e hortelã, podem estar em jardineiras de até dez centímetros de profundidade.

O vaso deve ter furos embaixo, a dica é usar um caco de telha formando uma casinha sobre cada furo. Faça uma camada de terra, outra de pedrinha e uma pequena e fina camada de argila. Para finalizar use terra adubada, é importante comprar uma terra de boa qualidade, chamado composto orgânico ou terra preta.

Para cuidar da sua horta o principal é a quantidade de água. A rega pode ser pela manhã bem cedo ou no final do dia, mas nunca ao meio-dia, com sol forte. Essas plantas não gostam de muita água, então para saber se a planta precisa de água, a dica é perfurar a terra com o dedo. E a cada quatro meses coloque um pouco de adubo orgânico para reforçar. Em cerca de 15 dias a hortinha caseira já começa a dar frutos.



(texto publicado no jornal Meu Imóvel edição 2282 - ano VI - novembro de 2014)


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Cidade verde - Carolina Muniz



Quem planta alimentos no espaço urbano colher bem-estar, cidadania e respeito à natureza

Quando você pensa em produção de alimentos, o que lhe vem à cabeça? Grandes plantações no Centro-Oeste? A roça dos avós no interior? Ou hortas e pomares nos centros urbanos? Pois é. Apesar de a última alternativa parecer exótica, ela é perfeitamente viável e benéfica para as cidades. Nas varandas dos prédios, nos quintais das casas ou até mesmo nos parques e praças públicas, jardins comestíveis vêm substituindo os ornamentais e provando que podemos sentir um gostinho de campo bem no meio da selva de pedra.

Essa ideia nunca havia ocorrido à artista plástica Ana Paula Wenzel, de 45 anos. Até que, quase uma década atrás, ela se mudou com o marido e as duas filhas para uma casa no bairro paulistano do Butantã. Depois de uma vida inteira morando em apartamento, ela se encantou com o quintal de árvores frutíferas, plantadas pela antiga dona. "Nem gostei tanto da casa", ela conta. "Mas me apaixonei por esse jardim."

O entusiasmo de Ana Paula com as espécies comestíveis foi crescendo. Ela até derrubou uma edícula no fundo do terreno para ter mais espaço para cultivá-las. Sem se preocupar com a estética nem com as técnicas do plantio, a família foi só jogando as sementes. Hoje eles desfrutam de um jardim aconchegante e repleto de aromas. "Queríamos um quintal gostoso de ficar e de comer", brinca ela. "Não tínhamos a intenção de que ficasse bonito, mas ficou."

Nesse "jardim com jeitinho de vó" há manjericão, limão-siciliano, jabuticaba, amora, marmelo, louro e até quatro pés de café - uma vez por ano, eles moem os grãos e tomam um cafezinho caseiro, literalmente. Esse tanto de frutos atrai visitantes especiais, como pica-paus e bem-te-vis. "Nosso contato com a natureza é maravilhoso. Dentro de casa, a gente só dorme. Passamos a maior parte do tempo do lado de fora."

Assim como Ana Paula, cada vez mais gente está aderindo à onda da agricultura urbana, trocando as plantas bonitas pelas gostosas. "No interior, a horta de subsistência sempre existiu, mas, na cidade, essa prática era considerada caipira", explica Pérola Felipette Brocaneli, professora de arquitetura e urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. "Agora, para enfrentarem o crescimento das metrópoles, as pessoas querem voltar a ficar perto das coisas mais simples da natureza." E esse retorno à  terra só melhora nossa vida no asfalto da cidade e nossa relação com os outros cidadãos.

Sentimento de comunidade

No bairro carioca do Cosme Velho, um terreno baldio preocupava os moradores: além do mau cheiro, havia o risco de transmissão de doenças, como a dengue. Então, em março de 2013, eles decidiram fazer um mutirão para limpar a área, mesmo que isso fosse de responsabilidade da prefeitura. Depois de arrumado, o espaço precisava ganhar uma nova função, para que não voltasse a se deteriorar. Foi aí que um dos vizinhos deu a grande ideia: criar uma horta comunitária.

"A horta se tornou a extensão da minha casa", diz a aposentada Sonia Miranda, de 73 anos. Todas as tardes, é fácil encontrá-la no terreno ao lado da praça, dedicando seu amor a cada uma das plantinhas. Junto a ela, cinco voluntários cuidam da horta. Mas qualquer um que passar por ali pode entrar e pegar o que quiser: tem batata-doce, inhame, mamão, pimenta, manjericão, hortelã, erva-cidreira... Uma verdadeira fartura.

Como fica perto da estação de trem para subir ao Cristo Redentor, a horta recebe um grande número de turistas. "Enquanto o trem não chega, eles ficam aqui, conhecem nosso trabalho e conversam com a gente." Assim, o local, que antes causava desconforto à vizinhança, hoje é motivo de orgulho.

"A implantação de hortas comunitárias é uma excelente forma de requalificar espaços públicos degradados, porque estimula a cidadania", diz a professora Pérola. Segundo estudos americanos, iniciativas como essa ajudam até a reduzir o índice de criminalidade na região, uma vez que a horta necessita de cuidados diários e atrai diferentes tipos de visitante - idosos, famílias, crianças pequenas, grupos de estudantes. Quando um lugar deteriorado começa a receber a atenção dos vizinhos, a população em geral passa a respeitá-lo e a preservá-lo.

É por isso que as hortas comunitárias podem melhorar a maneira como enxergamos o lugar em que vivemos. "A relação que temos com a cidade é a relação que etmos com seus espaços e suas pessoas", explica Pérola. "Se começamos a gostar mais dos espaços e das pessoas, passamos a gostar muito mais da cidade."

Oásis verde

Até 2008, Claudia Visoni acreditava que não existia ninguém mais urbana do que ela. Mas, preocupada em diminuir o impacto ambiental do que consumia, a jornalista de 48 anos começou a plantar no quintal de casa, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. "Foi aí que descobri o mundo da agricultura urbana", conta. "Eu me apaixonei e comecei a estudar o assunto em livros e cursos."

Em um desses cursos, Claudia conheceu a também jornalista Tatiana Achcar e, juntas, criaram no Facebook um grupo chamado Hortelões Urbanos, para reunir pessoas interessadas em produzir alimento em casa. Certo dia, um dos membros perguntou: "mas nós vamos ficar só nisso? Por que não fazemos uma horta comunitária?" Todos adoraram a ideia. E, assim, aqueles amigos - que, até então, eram apenas virtuais - decidiram se reunir na praça pública para fazer o que mais gostam: plantar.

Com uma autorização informal da prefeitura, eles usaram um terreno de 800 m² na Vila Madalena para criar, em 2012, a Horta das Corujas. "Aí, a brincadeira ficou mais interessante", diz Claudia. "Porque, numa horta comunitária, a gente colhe não só alface. A gente colhe relacionamento humano, recupera o espaço urbano e convive com pessoas que não encontraríamos em nenhum outro lugar. Aqui tem voluntários de 4 anos e de 84 anos, tem analfabetos e pós-graduados, tem um pouco de tudo."

Há dois anos Claudia e outros voluntários também ocuparam um canteiro em plena Avenida Paulista: fizeram uma horta na Praça do Ciclista, local que reúne os apaixonados por bike. Mesmo com as grandes festas e manifestações realizadas no cartão-postal da maior metrópole do país, ela nunca foi depredada - e os hortelões fortaleceram ainda mais sua confiança no cultivo dos alimentos e na comunidade.

O sucesso dessas iniciativas fez com que projetos semelhantes brotassem em outros lugares. "A horta se tornou um ponto vivo da cidade, onde as pessoas se encontram para conviver e cuidar do meio ambiente", diz Claudia. "Virou uma oportunidade de lazer gratuito. Um oásis em meio à loucura urbana, onde se consegue um pouco de paz."

Jardins suspensos

Como uma onda, a agricultura urbana vai se espalhando pela cidade - e já chegou ao topo dos edifícios. Os telhados verdes, que já são realidade em diversas partes do mundo, estão ganhando força no Brasil.

Na capital paulista, 3 mil m² do terraço do Shopping Eldorado são destinados à produção de alimentos - parece um oásis entre o deserto de concreto. A horta foi criada em 2012, com o objetivo de dar um destino ambientalmente correto aos 400 quilos de restos de comida que a praça de alimentação produz todos os dias. Por meio da compostagem, esse resíduo orgânico se transforma em adubo, que, por sua vez, é usado para alimentar a horta - reduzindo a quantidade de lixo enviada para os aterros.

"Não imaginava que fosse possível fazer adubo com lixo", confessa Cícero Aquino, de 31 anos. Ao procurar emprego no shopping, ele nunca pensou que seria contratado para cuidar de uma horta. Sua única intenção era deixar a vida estressante de motoboy e exercer uma profissão mais tranquila. Não só conseguiu o que queria, como se descobriu no novo cargo. "Parece que essa vaga foi feita para mim!", diz ele, todo orgulhoso de ser o primeiro auxiliar de compostagem reconhecido pelo Ministério do Trabalho. "Na hora em que rego uma plantinha, lá em cima, no meio da selva de pedra, parece que estou numa chácara. Desço de volta para as ruas com outro ânimo."

O projeto envolve os 420 funcionários do shopping, que levam para casa os alimentos produzidos no telhado verde - alface, rúcula, couve, berinjela, abobrinha, pimentão e muitas coisas mais. "Esse projeto é feito para a gente", explica ele. "Quando é época de colheita, todos são chamados para subir à horta. O pessoal assiste a palestras e depois nos ajuda a colher."

Para Cícero, isso fez com que os funcionários adotassem uma postura mais sustentável - e ainda incentivou alguns deles a cultivar seu próprio jardim comestível. "Muita gente agora tem horta em casa. Até dou um pouco de adubo a quem pede."

Na opinião de Rui Signori, engenheiro-agrônomo responsável pelo projeto, a horta tem um poder transformador: "Depois que a pessoa colhe o que plantou, não para nunca mais. Porque, além do prazer, tem a certeza de que o alimento é realmente orgânico", diz ele. "É uma tendência mundial. Cada vez mais, as pessoas querem produtos livres de agrotóxicos. E, cada vez mais, elas sabem que plantar é a melhor solução."

Imersos nos caos urbano, não nos damos conta de que fazemos parte da natureza - e de que somos os maiores responsáveis por ela. Ao ver um alimento brotar da terra, fia mais fácil lembrar que as sementes de nosso futuro neste planeta precisam ser plantadas aqui, agora, por cada um de nós.

Cultivando para todos

O passo a passo da sua horta comunitária

1. Encontre um espaço. Pode ser um vasinho, um quintal, um cantinho na calçada ou uma praça. O importante é que tenha acesso a água de boa qualidade.

2. Peça autorização ao responsável pela área. Se for um espaço público, fale com a prefeitura da cidade.

3. Estude. Procure conhecer os tipos de plantas e quais se adaptam melhor ao terreno que você tem disponível.

4. Converse com as pessoas. Pergunte aos vizinhos o que eles acham da iniciativa e convide-os para participar.

5. Dê atenção à sua horta. Ela precisa ser regada e adubada periodicamente. Faça escalas e reveze os cuidados com os outros voluntários.

6. Não tenha medo de errar. O aprendizado faz parte do processo. Mas ver algo que você mesmo plantou brotando da terra não tem preço!

Espalhe o verde pela cidade inteira

Fáceis de fazer, as bombas de sementes não precisam ser enterradas nem regadas. Quando encontram condições adequadas, elas germinam sozinhas. Então, jogue-as em terrenos baldios, praças abandonadas ou canteiros esquecidos e seja um guerrilheiro da causa verde.

Aprenda a fazer a sua bomba de semente:

- Você vai precisar de água, argila, composto orgânico e sementes à sua escolha.

- Para cada cinco partes de argila, misture uma de composto orgânico e uma de sementes.

- Adicione água aos poucos, até que essa mistura fique homogênea.

- Aperte bem a massa e faça uma bolsinha com ela.

- Deixe secar sob o sol. Isso vai facilitar a germinação.

- Jogue-as por aí e espalhe o verde pela cidade!



(texto publicado na revista Sorria para ser feliz agora nº 41 dez 2014/jan 2015)








quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Luciana Cavalcante Scodelario: Paulistana Nota Dez - Carolina Romanini


Nome: Luciana Cavalcante Scodelario
Profissões: advogada e florista
Atitude transformadora: replanta no bairro de Pinheiros orquídeas descartadas por escritórios

Todo mês, as árvores do bairro de Pinheiros, na Zona Oeste, ganham cerca de vinte orquídeas, presas aos galhos com pedaços de meias-calças que as ajudam a absorver a quantidade certa de água, de forma a garantir o sucesso do replantio. Responsável pela iniciativa, Luciana Cavalcante Scodelario, de 32 anos, começou tudo anonimamente em 2013. O objetivo era colorir o pedaço com o reaproveitamento do material dos clientes atendidos por sua empresa, o Atelier de Flor, especializada em arranjos. Hoje, porém, a garota é conhecida na região e já tem vários fãs. Na Avenida Arruda Botelho, onde fica o tradicional Colégio Santa Cruz, os taxistas do ponto perto da escola ajudam a fiscalizar a obra botânica. "Eles cuidam para que ninguém leve embora o que eu coloquei", conta. Seguranças das guaritas do local também viraram admiradores do negócio. "Os vigias querem que eu apareça mais nas ruas onde dão expediente para que elas possam ficar mais bonitas."

A paixão pelo assunto começou na adolescência, quando fazia arranjos e cultivava plantas no jardim da casa de seus pais, em Pinheiros. Formada em direito, Luciana advogou por dez anos, mas resolveu largar tudo para transformar em negócio o antigo hobby. Surgiu ali o Atelier de Flor, que tem como um dos principais produtos o serviço de assinatura de arranjos para escritórios. De tempos em tempos, a empresa troca a decoração antiga por uma nova. Logo nos primeiros meses desse trabalho, Luciana passou a se incomodar com o desperdício. "As orquídeas que voltavam dos meus clientes a cada semana ainda podiam ser cultivadas, e eu não queria jogar isso tudo fora", lembra. Nessa época, ela teve a ideia de fazer o replantio no bairro da Zona Oeste. "Essa espécie é uma das poucas que sobrevivem sozinhas na natureza", conta. "Ao contrário da maioria, deixei de lado o lucro para me concentrar no lixo", brinca.



(texto publicado na revista Veja São Paulo de 30 de julho de 2014)