Mostrando postagens com marcador força. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador força. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de março de 2017

Você será feliz, disse a vida, mas primeiro o tornarei forte! - Raquel Brito (O Segredo)


Você será feliz, disse a vida, mas primeiro o tornarei forte e resiliente. Farei você renascer. Ajudarei a segurar os solavancos, a remar contra o vento e a maré, a aprender e a abrir com suavidade o tesouro da fortaleza emocional.

Porque eu, a vida, sou feita de momentos bons e ruins, de dificuldades e de oportunidades, de momentos especiais, de pegadas, de cicatrizes, de companhia, de solidão, de ansiedade, de sossego e dessa sabedoria que refletimos sobre os problemas mais caóticos.

E é quando examinamos a nossa história que compreendemos que tudo aquilo que vivemos forma a nossa personalidade; pois é a dor das feridas que nos constrói e nos ajuda a aceitar, a enfrentar e a nos transformarmos em meio às adversidades.

Porque nunca sabemos o quanto somos fortes até que ser forte se torna a nossa única opção. É neste momento que nos vemos obrigados a contemplar outras realidades mais diversas e menos centradas em nós mesmos e em nossos desejos.

Assim como disse a psiquiatra especialista em morte e cuidados paliativos Elisabeth Kübler-Ross, “As pessoas mais belas com as quais me encontrei são aquelas que conheceram a derrota, conheceram o sofrimento, conheceram a luta, conheceram a perda e encontraram sua forma de sair das profundezas. Estas pessoas têm uma apreciação, uma sensibilidade e uma compreensão da vida que nos enche de compaixão, humildade e uma preocupação amorosa profunda. As pessoas belas não surgem do nada”.

Ser forte: a história da cenoura, do ovo e do café

Era uma vez a filha de um jardineiro que vivia se queixando da vida e do quanto era difícil seguir em frente. Ela estava cansada de lutar é já não tinha mais ânimo para nada; quando um problema era resolvido, um novo aparecia e isso a fazia se sentir derrotada.

O jardineiro pediu a sua filha para se aproximar da cozinha e se sentar. Então, ele encheu três recipientes com água e colocou no fogo. Quando a água começou a ferver, colocou uma cenoura em um dos recipientes, um ovo no outro, e no terceiro alguns grãos de café. Deixou ferver sem dizer uma palavra enquanto a sua filha esperava impacientemente sem entender o que o pai estava fazendo. Cerca de vinte minutos depois ele apagou o fogo: tirou as cenouras da água e colocou em uma tigela, colocou os ovos em um prato e por último coou o café.

Ele olhou para a filha e perguntou: “O que você vê”? “Cenoura, ovo e café”, foi a resposta dela. O pai pediu que ela chegasse mais perto e tocasse a cenoura; ela obedeceu e percebeu que as cenouras estavam macias. Em seguida, pediu que ela quebrasse o ovo; ela tirou a casca e percebeu que o ovo estava duro. Por último, pediu que ela tomasse um gole de café. Ela experimentou, sorriu enquanto provava o seu doce aroma e perguntou humildemente: 

“O que significa isto, papai”?

Os três tinham enfrentado a mesma adversidade: a água fervente, mas haviam reagido de forma muito diferente. A cenoura entrou na água forte e firme, mas depois de passar pela água fervente se tornou fraca, fácil de se desmanchar. O ovo era frágil, mas a sua casca fina protegeu o seu líquido interior; depois de passar pela água fervente ele havia endurecido. Já o café, depois de passar pela água fervente, havia transformado a água.

“Qual deles você é”? Ele perguntou à sua filha. “Quando a adversidade bate à sua porta, como você reage? Você é como a cenoura que parece forte, mas diante da dor e da adversidade se torna frágil e perde a sua força? Você é como um ovo que tem um coração e um espírito maleáveis, mas depois de uma morte, separação ou demissão, você se torna dura e rígida? O exterior continua o mesmo, mas como você se transformou por dentro?

Ou você é como o café? O café mudou a água, que era algo que lhe causava dor. Quando a água chega ao ponto de ebulição, o café atinge o seu melhor sabor. Se você é como o grão de café, quando as coisas pioram, você reage e transforma as coisas ao seu redor para a melhor.

E você, com qual deles se identifica?”

Ser um ovo ou uma cenoura só prejudica a si mesmo, portanto, levante-se e siga em frente! Não pare. Lute, porque se você não reagir hoje, sofrerá amanhã. Seja forte e confie em si mesmo. Entenda que é natural aparecerem dificuldades.

Entenda que cada pedra no caminho te ajuda a repensar o seu objetivo e te brinda a possibilidade de aprender sobre aquilo que estava pendente. No fim, ninguém nasce sabendo e a vitória nasce das cinzas do erro e da adversidade.

Pessoas que choram assistindo a filmes são, na verdade, as mais fortes - Paulo Nobuo


Quem não consegue passar uma cena triste de filme ou novela sem derramar lágrimas normalmente é considerado sensível demais ou até mesmo mais frágil que os demais. A verdade, porém, pode ser o exato oposto, afinal, chorar diante algo triste exige empatia, sentimento típico dos mais fortes.

Chorar em filmes é sinal de força

A ciência já comprovou que narcisistas e psicopatas, por exemplo, são incapazes de exercer empatia, ou seja, não conseguem se colocar no lugar do outro e, portanto, ficam indiferentes diante do sofrimento alheio, mesmo quando a situação é fictícia, como em um filme.

Da próxima vez que for flagrado chorando diante da TV ou no cinema, não se envergonhe ou sinta a necessidade de esconder as lágrimas que, aliás, deveriam ser exibidas com orgulho. A empatia é um aspecto vital da inteligência emocional, uma capacidade entre os grandes líderes e indivíduos altamente bem-sucedidos.

Em outras palavras, se você chora em filmes provavelmente é uma pessoa emocionalmente forte que, além de conhecer a importância de compreender o próximo, seus prazeres e dores, ainda é capaz de entender que o choro e emoções à flor da pele não são nunca sinais de fraqueza.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Pet love - amor de bicho: Dura na queda - Gislaine Bittencourt


Era 1995. Fui com minha mãe à casa de um marceneiro para ver o preço dos berços, pois minha amiga estava grávida do primeiro filho. Enquanto mamãe conversava com ele, vi um menino jogando o que parecia ser um bicho de pelúcia na parede. Ora jogava, ora chutava.

Chegando mais perto, constatei que não era um brinquedo e sim um gatinho, minúsculo, com lindos olhos azuis. Minha vontade era pegar aquele animalzinho e sair correndo.

A dona da casa, vendo que eu não tirava os olhos do bichinho, disse que era uma gatinha siamesa e perguntou se eu não queria levá-la. Olhei para minha mãe que, com certeza, viu em meus olhos o desejo de ficar com a gata.

Olhamos juntas para um canto da casa: no chão, encostada à parede, a gatinha comia grãos de feijão seco.

Naquele momento minha mãe tomou a decisão que mudaria a vida daquela gatinha para sempre. Pegamos o animalzinho, o embrulhamos em uma sacola plástica e o trouxemos para casa. Ao chegarmos, nossa primeira missão foi dar na gata um banho bem quentinho. Tiramos mais de cem pulgas daquele corpinho miúdo. Ela era tão magrinha que podíamos contar suas costelas.

A gata foi batizada de Isabel Bittencourt, nossa querida Bel. O nome foi homenagem a uma jogadora de futebol do time de coração do meu irmão.

Durante dias, a Bel só se levantava da caminha par comer; não tinha forças para mais nada. No décimo dia, enquanto eu estendia as roupas no varal, minha mãe, surpresa, viu a Bel brincando na grama, aos seus pés. A partir deste dia, Bel passou a acompanhar minha mãe aonde ela ia - adotou-a como sua verdadeira mãe. Quando a mostrávamos às pessoas, enroladinha em suas cobertas, só com a carinha de fora, todos a achavam linda. Mas, quando tirávamos o cobertor, o pavor era geral. Bel era toda deformada por causa das surras que levou antes de nós a adotarmos.

Seu brinquedo preferido era jogar as bolinhas de lã que minha mãe fazia. Também gostava muito de caçar: formigas, borboletas, mosquitos, moscas, ratos e passarinhos.

Como não sabíamos ao certo sua idade, quando percebemos, Bel estava no cio. E já que é uma gata siamesa, a prendemos na dispensa com um gato da mesma raça. Mas a dana não quis saber do "nobre" partido. Toda vez que ele tentava uma aproximação, apanhava.

Depois de um tempo, percebemos que ela estava prenha. Um dia, conversando com o vizinho, minha mãe soube que a Bel tinha pego cria de um gato vira-lata, preto e branco, que morava na casa em frente.

No dia 23 de dezembro de 1995, pela manhã, Bel entrou em trabalho de parto. À tarde, como ainda não havia nascido nenhum filhote, a levamos a uma clínica veterinária. Lá, a Dra. Rosane nos disse que seria necessário fazer uma cesariana. Minha mãe, antecipando que toda vez que Bel pegasse cria iria sofrer, autorizou a castração.

Meus pais me deixaram na clínica e foram resolver umas pendências. Passado algum tempo, o Dr. Marcelo me chamou e pediu que eu o ajudasse com os filhotes. Bel tinha dado à luz cinco lindos machinhos: três malhados de preto e branco e dois totalmente pretos.

Bel foi uma uma mãe muito zelosa. Sempre que recebíamos alguma visita lá ia ela, carregando um por um os filhotes para o quarto dos meus pais. Em janeiro, uma amiga do trabalho esteve lá em casa e acabou levando dois filhotes - um preto para ela e um malhado para sua sogra. Ficamos com os outros três, que  foram batizados de: Thomás Hélio, que era meu; Tobias Izidoro, do meu pai; e Tião, da minha irmã.

Em fevereiro viajamos de férias para a praia e, lá, Bel se transformou numa verdadeira leoa, defendendo sua cria. Em certa ocasião, jogávamos cartas quando vimos que Bel entrava, abaixadinha, carregando um dos filhotes. Ficamos observando: ela trouxe os três e colocou-os na caixa que servia de cama para eles. Em seguida, saiu novamente para a rua. Curiosos, fomos atrás a fim de verificar o que acontecia. Bel estava "pondo para correr" uma cadela que deveria ter mais ou menos dez vezes o seu tamanho!

Apesar de todo amor, carinho e boa alimentação, o passado de maus tratos deixou a saúde de Bel muito frágil. Em julho, ela sofreu um grave acidente. Minha mãe a encontrou sangrando pelos olhos e ouvidos. Desesperada, ligou para meu pai, que levou as duas direto para a clínica. Após examiná-la, a veterinária disse que Bel tinha levado uma paulada ou pedrada na cabeça. Foi um susto terrível, ficamos apavorados com medo de perdê-la. E nunca descobrimos quem a maltratou...

Em outra ocasião, Bel tomou mais de dez injeções por causa de uma infecção respiratória. Meses depois, teve uma infecção no ouvido e precisou ser operada sem anestesia por causa da idade avançada. Ela ainda sofreu durante mais de um mês fazendo exames de sangue e fezes até descobrirmos, após uma ecografia, que Bel estava com uma grande infecção na alça do intestino.

Hoje, apesar de já ter 14 anos, ela ainda corre pela casa, como se estivesse brincando de pega-pega. Espera, na porta do quarto, minha irmã se levantar para ir dormir na cama dela.

À tarde, na hora da sesta, dorme com minha mãe. À noite, deita no sofá, entre meus pais, para ver TV. Outra mania que a Bel tem é abrir a porta do armário da cozinha. Abre apenas pelo prazer do ato, pois não entra lá.

Apesar de todos os problemas que enfrentou, tenho certeza que Bel é feliz. E nós somos mais felizes ainda, por desfrutarmos de sua companhia!



(texto publicado na revista Seleções de abril de 2009)

domingo, 23 de agosto de 2015

A força da formiga (Perguntas Superintrigantes)


É verdade que a formiga pode erguer objetos mais pesados do que ela própria?


Sim. Não só a formiga, que é um inseto, mas os artrópodes em geral, como aranhas e escorpiões, e também os crustáceos têm essa capacidade, devido à estrutura de seu esqueleto. A formiga tem um esqueleto extremamente leve, apenas uma camada muito fina em relação a sua massa muscular. Assim, o corpo de uma formiga é na sua maior parte, músculos. uma saúva, por exemplo, pode levantar catorze vezes o seu peso e percorrer 1 quilômetro por dia. Em termos humanos, isso equivaleria a erguer uma tonelada e ir de São Paulo a Buenos Aires num só dia.



(texto publicado na revista Super Interessante nº 3 - ano 3 - março de 1989)