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domingo, 29 de maio de 2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
Amizade sem preço - Rafael Balago e Amanda Massuela
Adoção de cães e gatos aumenta na cidade, mas exige cuidados; saiba como se preparar e onde encontrar seu novo animal de estimação
Às 10h do último domingo (12), Laica, 1, aproveita o sol da manhã para se esparramar num banco em frente à Matilha Cultural, no centro de São Paulo. A vira-lata só se move para encontrar espaço entre os braços de Patrícia Herver, 44, que a resgatou nas proximidades do pico do Jaraguá há cinco meses.
A cena muda com a chegada dos irmãos Fred Zara, 33, e Marília Chiarelli, 30. Laica logo se aproxima deles, pedindo colo. Após duas horas, Fred a leva para casa.
O começo da relação entre os dois foi o fim de uma busca que durou três meses. "Comprar para mim nunca fez sentido. Existem tantos cachorros abandonados nas ruas", diz Fred.
Assim como ele, muitos paulistanos têm optado por adotar em vez de comprar um filhote, que pode custar atgé R$ 3.000. No CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), administrado pela prefeitura, as adoções de cães e gatos passaram de 1.117 em 2012 para 1.349 em 2014, aumento de 21%.
No Petz (antigo Pet Center Marginal), esse número cresceu 34% no período entre janeiro e maio deste ano na capital em relação a 2014, com 1.248 adoções. A marca supera a de filhotes vendidos. Eventos de adoção apoiados pela Pedigree encontraram lar para 10.549 cães na cidade desde 2008.
Outra tendência é o aumento da procura por vira-latas. "As pessoas estão derrubando preconceitos: 90% dos nossos cães adotados são SRD [Sem Raça Definida]", diz Marta Giraldes, coordenadora da Aila (Aliança Internacional do Animal).
"Pessoas de classe A e B procuram bastante por vira-latas menos bonitinhos. Já as de classe C e D querem os de raça, mesmo sem saber falar os nomes. Pedem um 'pudi', querendo um poodle", comenta Claudia Demarchi, presidente do Clube dos Vira-Latas.
No CCZ, os cães de raça seguem muito procurados. "Quando chegam filhotes assim, as pessoas quase saem no tapa por eles", brinca Fernando Hosomi, veterinário do local.
Assim como na adoção de crianças, os mais velhos são preteridos, mas há exceções. A advogada Silviane Palermo, 27, levou para casa a poodle Angelina, 10, que tem tumores espalhados pelo corpo e um problema congênito no coração. "Sou muito feliz e grata pelo tempo que terei com ela. E, no dia em que pegar outro, será um adulto também. Filhotes são como criança pequena que tira tudo do lugar, quer brincar. Os maiores são mais comportados."
"Ter um pet reduz o estresse, pois a pessoa esquece das outras coisas enquanto cuida dele", afirma Mauro Lantzman, veterinário e professor de psicologia da PUC-SP. "Para idosos, ajudam muito na socialização."
Todas as entidades de adoção deixam claro que a decisão de adotar deve ser tomada sem impulsos. As fases do processo, um tanto burocráticas, funcionam como um teste. "Se a pessoa não tem paciência de falar sobre o tema durante 30 minutos, como vai ter calma par cuidar de um cão?", questiona Hosomi, do CCZ.
Por lá, a entrevista começa como uma conversa informal, para obter informações confiáveis. Entre os pontos mais sensíveis, estão a falta de consenso da família.
A partir das respostas, são indicados animais que se adequem ao perfil do interessado. De acordo com dados do CCZ, nas últimas décadas, cresceu a procura por gatos, que demandam menos tempo dos donos. Porém, os cães ainda ganham: em 2014, forma levados 705 deles, contra 644 felinos.
Terminado o processo, o animal é entregue vacinado, vermifugado e castrado. Ao adotar por meio de ONG, o pet deve ser entregue nas mesmas condições, por determinação da lei.
No CCZ, os adotados também recebem uma plaquinha de identificação com o número do RGA (Registro Geral de Animais) e um chip. Assim, em caso de perda, é possível identificá-lo. Na cidade de São Paulo, já foram registrados 1,8 milhão de indivíduos. Qualquer animal doméstico pode ser cadastrado e receber o chip, que fica sob a pele, por R$ 2,20. O aparato guarda os dados, mas não permite rastreá-lo via GPS.
De acordo com veterinários, a castração reduz a agressividade, a dominação de territórios e o risco de câncer.
A esterilização ajuda ainda a eliminar o número de animais de rua. Estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que há 30 milhões de bichos nessa situação no Brasil.
"A formação do vínculo afetivo com o animal leva em torno de um mês, mas precisa haver interação para que ele se crie", explica Lantzman, da PUC. "Sem isso, há grande chance de ocorrer abandono."
"Adotar requer investimento emocional e financeiro, como vacinas, banho e ração", lembra Fabiana Avelar, coordenadora de animais de Zoetis, fabricante de produtos para pets. Por mês, o gasto mínimo com um cão pequeno pode passar de R$ 300, sem contar cuidados veterinários.
Expulsar um animal próprio de casa ou a recusa em recebê-lo de volta gera processo criminal, punido com multa e prestação de serviços comunitários. Mesmo com essas regras, o abandono ainda é bastante comum.
Tanto que várias entidades que cuidam dos animais preferem não revelar seus endereços. "Já deixaram cachorros amarrados na entrada", diz Anderson Ferreira, da Cão Sem Dono.
Faltam vagas nas instituições, pois o trabalho de recuperação de um cão leva semanas. O animal recolhido passa por cuidados médicos e recebe adestramento para reaprender a conviver com os humanos antes de ser apresentado ao público.
O consultor Renato França, 33, adotou duas vira-latas, mas percebeu que consegue cuidar só de uma. Agora, procura um lar para Olívia, adotada após ter fotos exibidas numa rede social. "Me apeguei e fiquei exigente para escolher quem vai levá-la."
(texto publicado na revista sãopaulo da Folha de S. Paulo de 19 a 25 de julho de 2015)
quinta-feira, 4 de junho de 2015
6 coisas para analisar antes de adotar um cachorro - Karina Sakita (Portal do Dog)
A decisão de ter um cachorro deve ser levada a sério. Afinal, estamos falando de um ser vivo e não de um brinquedo.
Não podemos esquecer que um cão precisa de muitos cuidados que vão além da água e comida. Todo cachorro precisa de carinho, atenção e um pouco do seu tempo.
Também é importante lembrar que eles ficam doentes, se machucam, envelhecem, etc.
É claro que incentivamos a adoção e que os cachorros façam parte de muitas famílias, mas isso deve ser feito de maneira responsável.
E não é porque você se encaixa em alguns itens dessa lista que você não pode ter um cão, apenas avalie a sua situação.
Veja agora 6 coisas que você deve analisar antes de ter um cachorro:
1. Agenda lotada - Se você trabalha muito e ainda precisa cuidar dos filhos, da casa e tem uma vida social agitada, saiba que para ter um cachorro, sua agenda deverá ser reorganizada e o pet deverá entrar na sua lista de prioridades. Se você acha que ele vai acabar passando muito tempo sozinho, pense bem porque isso será ruim para o cão.
2. Viaja muito - Seu trabalho exige que você viaje 4 dias por semana? Ou você ama viajar para lugares onde não é possível levar cachorro? Então esse é um sinal de alerta. É claro que existem hotéis para cães, mas ele vai acabar ficando muito tempo longe de você e isso pode trazer alguns problemas emocionais ao cachorro.
3. Orçamento apertado - Não esqueça que um cachorro traz gastos com comida, veterinário e, algumas vezes, remédios e cirurgias. Nem sempre é preciso de muito dinheiro, mas esse fato não deve ser ignorado.
4. Raças da moda - Se você quer um cão de uma determinada raça só porque viu na TV ou em filmes como 101 dálmatas, é melhor esquecer essa ideia. Muitos cães de raças da "moda" acabam sendo abandonados.
5. Só para agradar os filhos - Como pai ou mãe, você deve ser responsável. Se você não gosta ou não tem tempo para ter um cachorro, não pegue um apenas porque seus filhos estão insistindo. O trauma de "devolver" o cachorro ao abrigo pode ser muito maior para as crianças do que ouvir um "não", sem falar que isso também será traumático para o cão.
6. Nem todos da família estão de acordo - A decisão de ter um cachorro deve ser feita por todos os membros da casa. Não pense que a pessoa simplesmente vai "aprender a amar" o cão. É melhor convencer a outra pessoa antes de levar o cachorro para casa.
sábado, 23 de maio de 2015
sábado, 28 de março de 2015
A importância da notícia triste - Samantha Kelly (Portal do Dog)
Ignorando a realidade que se desdobra na sua esquina, quando você abre um portal de notícias e se recusa a ler aquela matéria pois irá "estragar meu dia", é ser parte do problema, e não da solução.
Nós, como um portal de notícias, sempre tentamos focar no lado positivo e levar o exemplo das inúmeras pessoas e cães inspiradores que fazem a diferença no mundo.
Porém, infelizmente o mundo não se resume a isso e não olhar para o seu lado obscuro, deixar de noticiar o que há de errado ou não levar a mensagem dos cães que sofrem, é ser omisso com eles. É viver em uma realidade e se recusar a olhar e fazer algo para mudar o que continua a acontecer nos quatro cantos do mundo, pois para isso teríamos que mexer com a nossa falsa ilusão de conforto.
Nas nossas matérias, mesmo quando falamos sobre casos brutais e cruéis, temos o máximo de cuidado para não mostrar ou expor o corpo dos animais dilacerados, mutilados e claramente torturados. Não é através do choque que iremos tocar mais pessoas e muito menos não queremos simplesmente alimentar o voyeurismo mórbido que habita em parte da natureza humana.
O que nos impressiona são as pessoas que de fato não querem saber. Não querem de maneira alguma ler "notícia triste".
A questão é que muitas dessas pessoas não compreendem que o nosso trabalho e obrigação é noticiar, seja o conteúdo agradável ou não.
São diversos os cães que estão perfeitamente saudáveis, mas são eutanasiados de qualquer maneira. Os motivos são muitos: superpopulação de animais, o abandono de animais pela sociedade civil, a falta de regulamentação para o comércio de animais, a ineficiência do estado em adotar políticas públicas sérias, etc.
Vemos cães e gatos em todas as ruas que andamos no Brasil. Desnutridos, doentes, com dor e procriando. A realidade está lá para todos que querem vê-la. Mas muitos não querem.
Às vezes o bem estar animal é tratado como um jogo de batata quente, que ninguém quer segurar o passa a responsabilidade rapidamente para o outro.
Ignorando a realidade que se desdobra na sua esquina, quando você abre um portal de notícias e se recusa a ler aquela matéria porque irá "estragar meu dia", é ser parte do problema, e não da solução.
Devemos isso a eles, aos animais. Ainda estamos muito longe, como nação, de adquirir justiça para todos esses acontecimentos horríveis que assistimos todos os dias. Mas é nosso dever, como cidadãos, de buscar e cobrar o estado, que tem como papel principal cuidar de todos que fazem parte dele, independente da espécie.
Desistir de acreditar e de buscar uma sociedade mais justa para todos é desistir de nós mesmos.
quarta-feira, 4 de março de 2015
Brasile, coppia gay adotta bimbo rifiutato da tre coppie etero - Pasquale Quaranta (La Repubblica.it)
"Troppo nero, brutto e ritardato". Con queste motivazioni tre coppie eterosessuali gli avevano detto di no. Ma al piccolo Paolo, 4 anni, da due anni in un orfanotrofio brasiliano, il Tribunale di Rio ha dato un'altra possibilità.
"Quando ci hanno avvisati che era stato trovato un bambino che si adattava al nostro profilo - raccontano il giornalista Gilberto Scofield Jr e il suo compagno Rodrigo Barbosa eravamo emozionatissimi. Paolo si trovava in un rifugio in una piccola città nella Valle do Jequitinhonha".
Quando Gilberto e Rodrigo entrano nell'orfanotrofio il piccolo si avvicina con sospetto. Passano pochi minuti, tutti e tre iniziano a giocare. "I nostri cuori erano colmi di speranza - spiegano i genitori adottivi - e siamo scoppiati in lacrime per la gioia".
Quella di Paolo è una storia a lieto fine ma con un percorso travagliato. Il piccolo è finito in orfanotrofio perché i genitori sono alcolizzati. Dopo la morte della madre, il padre non ha voluto saperne de crescerlo. La prima donna che ha adottato Paolo lo maltrattava, così a seguito di una denuncia dei vicini di casa Paolo era tornato al rifugio. Altre tre coppie, successivamente, avevano visitato l'orfanotrofio: le prime due lo avevano respinto perché "troppo nero", l'ultima perché "brutto e ritardato".
"Sono quattro mesi che Paolo è nella nostra vita qui a Rio - raccontano Gilberto e Rodrigo. Lui è in età prescolare, frequenta corsi di nuoto e di fitness e credeteci: non potrebbe essere più felice della sua nuova vita. Rilasciamo queste dichiarazioni per mostrare la nostra normalità, siamo una famiglia normalissima, due padri con il loro figlio, due gatti e il nostro cane".
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
sábado, 17 de janeiro de 2015
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
domingo, 28 de dezembro de 2014
Adote um animal desde que seja pra valer
Muita gente pensa que ter um animal é algo como chegar a um Pet Shop e sair escolhendo o seu como se fosse uma mercadoria. Alguns deles vêm com recomendações, certificados e especificações. O futuro dono analisa tudo e, se não gostar do produto, sente-se no direito de devolver. O mais triste disso tudo é que os animaizinhos são seres vivos e muitas vezes são adquiridos como se fossem um bichinho de pelúcia, um brinquedo, mas não uma companhia.
Ao escolher um bicho para alegrar sua casa, pense que ele necessita de carinho, atenção e cuidado com a saúde e alimentação. Entenda também que ele fica doente, quer passear, não gosta de ficar sozinho, é sentimental, inteligente, amigos e deve ser amado. Infelizmente não é assim que muitas pessoas encaram o convívio com animais e, ao menor sinal de insalubridade, a alternativa mais simples é abandoná-lo, de preferência perto da casa de alguém que trata bem.
Estatísticas de Associações Protetoras de Animais são assustadoras. No período de dezembro e janeiro a taxa de abandono chega a aumentar 1000%. A justificativa para abandonar um animal nas férias é uma viagem. Por outro lado, há os que viajam e deixam o bicho preso em casa com pouco armazenamento de comida e água. Há também os que abandonam porque os bichos estão velhos ou doentes, logo estão dando trabalho. Mas uma pessoa que abandona, explora ou aprisiona um animal em casa pode ser processada e perder a sua guarda.
Condutas que submetem animais a sofrimento constituem o crime ambiental segundo o artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/98. A pena a "quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos" é de detenção de três meses a um ano, e multa. E há várias formas de denunciar seja na polícia, Ministério Público ou mesmo associações protetoras de animais.
Existe, por outro lado, uma série de ONGs dedicadas a receber animais, castrar e colocar para adoção. A ideia inicial desta matéria era falar de ONGs que realizavam este trabalho de carinho e dedicação, mas elas não se interessaram em ser divulgadas. A maioria das pessoas entende que estas ONGs estão lá para resolver seus problemas e em vez de adotarem um cão, um gato ou fazer doações para ajudar a ONG, elas querem é doar cães e gatos!
Não interessa se for comprado ou doado, o animal deve ser bem-cuidado. Tratado com respeito, higiene, carinho, assim pode se tornar um ótimo companheiro do dono, o melhor amigo.
(texto publicado na revista Tudo nº 38)
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
domingo, 26 de outubro de 2014
Adotar cão abandonado dá desconto no IPTU
A partir de julho, todos os moradores que adotarem animais de rua terão desconto no IPTU, Imposto Predial e Territorial Urbano, em um município de Santa Catarina. A boa ideia foi aprovada pelo governo de Araquari. A lei, que acaba de ser sancionada, repercutiu em todo o país. A iniciativa vai funcionar com a ajuda de uma ONG de proteção aos animais de Araquari. A entidade fiará responsável por cadastrar os interessados em adotar os bichinhos carentes e, também, por vaciná-los antes de entregá-los aos novos donos.
Fiscalização
E se pessoas interessadas, apenas no desconto do IPTU começarem a adotar os animais e não cuidarem bem deles ?
A Prefeitura também pensou nisso: segundo o texto da nova lei, agentes do governo ficarão responsáveis por visitar as casas dos adotantes para fazer a fiscalização. Caso seja constatado que os bichos estão sofrendo maus-tratos, o benefício no IPTU estará automaticamente suspenso. O valor do desconto ainda está sendo discutido pelo setor de tributação da Prefeitura, mas segundo a autora da Lei, a vereadora Denise de Almeida, a dedução será anual e deve ficar entre 25% e 50%.
O desconto no IPTU é apenas uma das medidas previstas na Lei 2917/2014, que contém 12 artigos em defesa dos animais.
Entre outras iniciativas, estão previstas campanhas educacionais de incentivo à adoção e ações gratuitas de castração. Uma ótima ideia para ser copiada em todo o país, não acham?
(texto publicado na revista Leve & Leia nº 116 - ano 7 - julho de 2014)
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