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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A minha homenagem a Gene Wilder


O primeiro filme e do qual mais gostei até hoje com o ator Gene Wilder se chama "Jovem Frankenstein" (1974), uma comédia que foi filmada em cores, mas depois passada para o branco e preto como se fosse um filme antigo. Gostei também dos filmes "A fantástica fábrica de chocolate" onde ele interpretou o protagonista, Willy Wonka, e "O Expresso de Chicago".

O doutor e a criatura cantando "Putting on the Ritz"



Gene Wilder como Willy Wonka



O expresso de Chicago 



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Uma loira engajada - Andrea Murta


No papel de ativista contra a violência doméstica, a atriz vencedora do Oscar Reese Witherspoon elogia a lei brasileira Maria da Penha e, em casa, ensina a seus dois filhos a arte da gentileza

Pequena, quase tímida em seu vestidinho preto, a atriz Reese Witherspoon causou frisson entre as mais de 1,4 mil mulheres de 95 países que a aplaudiram de pé, no final de fevereiro, em uma convenção nos arredores de Washington, capital dos Estados Unidos, contra a violência doméstica, causa que ela abraçou há cerca de cinco anos. Algumas horas depois, quando recebeu CLAUDIA para esta entrevista, Reese já não parece pequena, muito menos tímida. Quando fala sobre violência doméstica, tema para o qual é embaixadora global da gigante de cosméticos Avon, torna-se quase enérgica. "A violência contra a mulher é uma epidemia, e todas nós somos responsáveis por protegermos umas às outras", afirma ela, enfática. Um dos casos que considera mais exasperante é o da brasileira Maria da Penha, que conheceu durante uma visita a São Paulo, em 2008. A cearense, que quase morreu e ficou paraplégica após levar um tiro e sofrer anos de outros abusos do ex-marido, foi uma das inspirações para a Lei 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, uma das mais avançadas do mundo na área. 

Reese não sai do papel de ativista nem mesmo dentro de casa. Ela costuma conversar com os dois filhos sobre "o que é correto no mundo dos relacionamentos". "Violência é inaceitável. Nossos filhos vão se tornar homens; se puderem ser cuidadosos e afetivos, estaremos realmente produzindo uma mudança no mundo", afirma. Aos 36 anos, ela é uma mulher delicada, traço característico da tradicional criação no sul dos Estados Unidos. É reservada e bastante ligada à família - não só ao atual marido, o agente Jim Toth, e aos filhos, Ava, 12 anos, e Deacon, 8, fruto do casamento com o ator Ryan Phillippe, mas também aos pais e ao irmão mais velho. "Todas nós sabemos como é difícil equilibrar trabalho e família, mas eles me ajudam muito com as crianças", diz. "E é assim que mantenho os dois pés no chão." Acumulando sucessos na vida particular e na carreira no cinema - recebeu um Oscar em 2005 pelo papel de June Carter, em Johnny e June (Walk the Line) -, ela vem se dedicando cada vez mais ao ativismo. Uma em cada três mulheres no mundo sofre algum tipo de abuso, insiste Reese; é preciso romper o ciclo de silêncio. Para a garota que continua se reinventando, nem mesmo tornar o mundo um lugar melhor para se viver parece um desafio grande demais.



(texto publicado na revista Claudia nº 4 - ano 51 - abril de 2012)






sábado, 30 de agosto de 2014

Entrevista com Angelina Jolie: "Acredito no mal porque vi o mal" - Ana Maria Bahiana


A atriz está em Malévola, uma versão moderna do conto de fadas A Bela Adormecida. Na vida real, ela diz ter conhecido a maldade ao viajar como comissária da ONU

"Nunca pensei que faria um filme da Disney", diz a atriz americana Angelina Jolie, de 38 anos. "Na verdade, nunca fiz um filme a que meus filhos pudessem assistir. Jamais me oferecem esse tipo de papel. "É um belo dia de fim de primavera em Los Angeles, com sol, 22 graus, nuvens e flores por todo lado. Angelina pouco ou nada vê de tudo isso. Desde a manhã, está trancada num hotel de luxo em Beverly Hills, recebendo a imprensa na habitual maratona promocional de lançamento de um filme. No caso, sua estreia como habitante do mundo Disney: Malévola, uma releitura da história da Bela Adormecida. O filme toma emprestada uma ideia do bem-sucedido musical da Broadway: Wicked.

O roteiro do filme, como do musical, explora o passado de uma vilã, a Malévola do título, para explicar suas ações e recolocá-la como, na pior das hipóteses, uma heroína incompreendida e digna de redenção. Usando lentes de contato especiais e próteses de silicone e gel no nariz, nas orelhas e na face - mais um par de chifres de poliuretano, presos à cabeça com uma touca especial e uma série de imãs - Angelina cria uma Malévola plausível dentro do mito reinventado pelo roteiro da veterana Linda Woolverton (A Bela e a Fera, O Rei Leão, Mulan). O diretor do filme é Robert Stromberg, supervisor de efeitos especiais de Piratas do Caribe. A magia das imagens está garantida.

Malévola marca o retorno à vida pública de Angelina, após três anos tomados por seu trabalho humanitário, como Enviada Especial das Nações Unidas, e, por uma série de tratamentos médicos que resultaram, em fevereiro de 2013, na cirurgia para remover os seios. Ela constatou que tinha o mesmo perfil genético de sua mãe (a modelo e atriz Marcheline Bertrand, que sucumbiu ao câncer de mama e ovários em 2007, aos 56 anos) e decidiu por uma cirurgia radical preventiva. A decisão de divulgar a cirurgia num artigo para o New York Times foi definida pelo geneticista Eric Topol, como um gesto de alto simbolismo e "um momento que para sempre impulsionará a medicina genética". Até o lançamento, em dezembro, de seu segundo filme como diretora, o drama de guerra Invencível (Unbroken), ela continuará com sua agenda de ativismo. Comparecerá em Londres, neste mês, a uma reunião de cúpula de 141 países para debater a violência contra as mulheres em situações de conflito. Depois, talvez ela e Brad Pitt se juntem novamente nas telas, algo que não acontece desde a comédia Sr. e Sra. Smith, de 2005, que deu início ao namoro deles. Desta vez, Angelina será diretora e roteirista, e Brad ator. "Depois de muita conversa, agora finalmente farei um filme com Brad", diz ela, sorrindo. "É uma parceria: escrevi, vou dirigir e atuaremos juntos. Será maravilhoso."

Época - Esse papel é muito diferente de todos os que a senhora fez em usa carreira. Por que escolheu esse projeto agora?

Angelina Jolie - Sempre quis fazer um papel assim. Gostei desse porque, além de ser um filme que meus filhos podem ver, é um filme que gostaria que eles vissem. Tem uma mensagem coerente com o modo como os educamos. A ideia de que cada um tem uma história que não conhecemos, que não podemos saber o que cada um passou, se foi doente ou molestado ou marginalizado. E que, mesmo que coisas terríveis tenham acontecido, temos sempre de lutar para recuperar nossa humanidade, não permitir que o mal tome conta de quem somos.

Época - O filme Malévola contesta alguns chavões dos contos de fadas do universo Disney. Nos convida a ter um novo olhar sobre o "vilão", o personagem "do mal". Qual sua definição de "mal"?

Angelina Jolie - Não sei como definir, mas sei que existe. Acredito no mal, porque vi o mal. Não é o das histórias. Não é o de Hollywood. É o que vi em minhas viagens pelas Nações Unidas: crianças queimadas, famílias destruídas, órfãos, mulheres violentadas, crianças torturadas, com unhas arrancadas... Essas meninas (na Nigéria) arrancadas de suas escolas, raptadas. Esse é o mal. É importante compreender o mal e compreender de onde vem, quais são suas raízes. Só assim é possível combatê-lo de verdade. Para enfrentar esse mal, temos apenas as saídas da Justiça, em primeiro lugar, depois da educação. Precisamos nos unir, unir todas as pessoas que reconhecem esse mal e realmente encará-lo.

Época - O filme também redefine as ideias de "amor verdadeiro" e "felizes para sempre", chichês comuns no universo de Walt Disney. Qual sua visão sobre essas ideias?

Angelina Jolie - Nunca fui romântica. Sou realista e pragmática. Nunca acreditei em "amor verdadeiro", "amor à primeira vista". Nunca acreditei na ideia de que basta você encontrar a pessoa certa e se entregar a essa pessoa, e ela se transformará na sua felicidade. Isso mudou quando me tornei mãe. No momento em que olhei nos olhos de Maddox no orfanato (nascido Rath Vibol em Pnom Penh, Camboja,  Maddox foi adotado por Angelina, aos 7 meses, em 2002), todo o meu mundo mudou. Foi a primeira vez que compreendi o que era amor verdadeiro. É o momento em que você não é mais o centro do mundo e é capaz de se dar inteiramente a outra pessoa, e essa pessoa se  torna sua felicidade. Tudo de ruim que possa acontecer a essa pessoa, você diz: "Que venha para mim, não para ela". Não estou sozinha. Quase todas as mães e pais se sentem assim.

Época - É seu primeiro trabalho diante das câmeras desde as cirurgias a que a senhora se submeteu em fevereiro do ano passado. Como está sua saúde? Se a senhora pudesse voltar atrás, faria algo de forma diferente?

Angelina Jolie - Minha saúde está ótima. Tenho muita energia. Estou feliz por ter tomado as decisões que tomei. Mesmo a decisão de ter levado a público minha decisão. Era meu dever para com as demais mulheres. Aprendi muito sobre minha saúde e não achava correto deixar de compartilhar o que aprendi e as escolhas que fiz com outras mulheres. Como teria sido bom se as ferramentas que temos hoje estivessem disponíveis para minha mãe, e que ela tivesse essa escolha quando era mais jovem. Ela poderia estar viva e comigo, hoje, aproveitando seus netos.

Época - A senhora pretende continuar o tratamento com a remoção dos ovários, procedimento recomendado para mulheres com a mesma mutação genética sua e de sua mãe?

Angelina Jolie - Sempre fui muito franca e firme em minha decisão de continuar o tratamento. Neste momento, me informo sobre o assunto, compreendo todos os detalhes sobre o que a mutação significa e como melhor me preparar para ela. Minha opção, como antes, é manter minha privacidade - minha e de minha família - antes e durante o processo, para que eu possa comentá-lo abertamente depois.

Época - Em dezembro deste ano, teremos seu segundo filme como diretora, Invencível, a história do corredor olímpico Lou Zamperini. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele tornou-se prisioneiro dos japoneses. A senhora está determinada a continuar sua carreira como diretora?

Angelina Jolie - Estou. Na verdade, estou cada vez mais interessada no trabalho de diretora cinematográfica. Me tornei diretora por acaso. Escrevi o roteiro de meu primeiro filme (Na terra de amor e ódio, 2011) como um exercício pessoal, uma meditação sobre o que eu tinha visto e aprendido sobre a situação na Bósnia - uma guerra que nunca consegui compreender direito - e não consegui achar ninguém que tivesse a mesma paixão pelo assunto, ninguém em quem confiasse. Atualmente, dentro do mundo de entretenimento, dirigir é o que mais quero fazer. É onde está meu interesse. Dirigir filmes é uma forma de abordar temas importantes para mim e de me educar a respeito de coisas que não conheço, de aprender sobre história, sobre cultura e de me aprofundar no conhecimento do próprio cinema.

Época - Se a senhora tivesse de escolher entre ser atriz, ser diretora e ser ativista, o que escolheria?

Angelina Jolie - Poderia não ser nenhuma das outras coisas e ser feliz. Mas não poderia não ser uma ativista. Poder usar o poder da celebridade e, assim, chamar a atenção para pessoas e problemas que em geral passam desapercebidos é algo que realmente faz sentido para mim. Demorei algum tempo até compreender o que significava ser celebridade, as coisas de que você abre mão sendo uma celebridade e, ao mesmo tempo, o poder que você tem. Comecei nisso muito jovem. De imediato, não sabia o que fazer com o poder e a celebridade. Francamente, nem poder nem celebridade me interessavam muito. Ser capaz de dar uma finalidade, um sentido a isso, é algo muito especial.



(texto publicado na revista Época nº 835 - 2 de junho de 2014)

















segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Il mio omaggio a Robin Williams


Robin Williams rappresenta molto bene il genere cinematografico che mi piace di più: la commedia. Benché abbia anche interpretato dei personaggi non tanto divertenti mi ricorderò per sempre i tipi comici come Mrs Doubtfire e il genio di Aladdin della Disney che è stato doppiato da lui. 

Uno dei suoi film che mi ha colpito di più è stato "L'attimo fuggente" che ho visto per la prima volta quando abitavo in Italia. Poi l'ho visto doppiato in francese e solo anni dopo l'ho visto nella versione originale in inglese. E come non ricordarsi dei versi della poesia di Walt Whitman "Oh Capitano! Mio Capitano! che il prof. Keating recita davanti ai suoi alunni?












domingo, 20 de julho de 2014

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Chá Comigo com Cristal Fanucci: Sessão de cinema com o filme "O Santo Homem" (Holy man)


Hoje tivemos mais um Chá Comigo só que com sessão de cinema. O filme escolhido foi "O Santo Homem" (Holy man) com o Eddie Murphy e o Jeff Goldblum.

Aparentemente é só uma comédia, mas ao nos aprofundarmos percebemos que o filme faz uma crítica ao consumo desenfreado provocado pelas propagandas da televisão como as muitas que vemos aqui no Brasil também. O público alvo são as mulheres: bolinhas que tiram manchas, aparelhos para rejuvenescimento facial, mas o programa oferece produtos para que os homens também possam trabalhar em casa como a serra elétrica. 

O senhor G (Eddie Murphy) é salvo por Ricky Hayman e Kate Newell, dois funcionários do canal de propagandas e acaba indo trabalhar como vendedor com eles. Mas o senhor G quer tudo menos despertar o desejo de consumo nos telespectadores. Ele mal faz referências aos produtos, mas as suas mensagens, que são na verdade um anti-propaganda, causam um efeito contrário e as vendas disparam. Ricky fica aliviado porque estava para ser despedido da empresa. Mas ao perceber que, ao transformar o senhor G em mais um "garoto propaganda" poderia perder Kate para sempre, ele se retrata na frente das câmeras. Perde o emprego, mas não a sua alma. E finalmente aprende a lição que o senhor G tinha vindo lhe ensinar: "O seu ótimo agora é o melhor... e o seu melhor está abençoado". 

O filme está cheio de mensagens subliminares e o ideal seria vê-lo várias vezes para captar os pormenores. Algumas observações sobre nomes: o programa se chama "Good Buy Shopping Network". Podemos fazer um trocadilho entre "good buy" e "goodbye" (que é o que acontece com Ricky quando é despedido sumariamente). O próprio sobrenome do protagonista Hayman que lembra "Hey man". O senhor G, o Holy man, veio para literalmente acordá-lo. O G pode muito bem ser abreviação de "god" (Deus). Basta lembrar que Ricky se tranca várias vezes em uma sala para pedir ajuda e o seu pedido é logo atendido quando o senhor G aparece do nada em uma rodovia. 

O filme foi considerado um fracasso de bilheteria e dizem que Eddie Murphy quase o renega, mas para mim foi uma descoberta vê-lo. Nem sempre os verdadeiros tesouros estão nos blockbusters do cinema.


Holy man - trailer



Com Louise e Eliza assistindo ao filme








segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Intervista con Nicolas Cage - Fabio Fazio (Che tempo che fa)


Dustin Hoffman e Robert De Niro da Letterman (sottotitoli in italiano)





Eddie Murphy al David Letterman Show (sottotitoli in italiano)


Steve Martin 23 04 2013 David Letterman Show (sottotitoli in italiano)


Sharon Stone al David Letterman (sottotitoli in italiano)


Robert Downey Jr. al David Letterman Show (sottotitoli in italiano)


Nicolas Cage al David Letterman Show (sottotitoli in italiano)