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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Diario di vita: canzoni per bambini


Come avete notato sono diventata fan dei ragazzi de Il Volo. Ieri ho visto un video di 30 secondi che è stato registrato a San Paolo l'anno scorso quando non li conoscevo ancora. È un brano con i soliti sketch comici di Ignazio Boschetto che si è messo a cantare "Se sei felice e tu lo sai batti le mani". La melodia mi era familiare ma ci ho messo alcuni secondi per ricordarmi da dove conoscevo la canzone e mi sono sorpresa dal fatto che era la sua versione in giapponese. Molto interessante. Ho imparato e sto imparando molto con questi ragazzi. In realtà la canzone originale è stata fatta in Giappone e il suo autore si chiama Kyu Sakamoto (che è anche interprete di Sukiyaki). "Shiawase nara te o tatakou" (se sei felice, battiamo le mani) ha fatto molto successo durante le Olimpiade del 1964 che sono state realizzate a Tokyo.


Ignazio Boschetto che coinvolge il pubblico brasiliano con la canzone per bambini



Se sei felice e tu lo sai batti le mani (versione completa)


Ecco la versione in giapponese 



E per completare ecco la versione in portoghese: "Se você está contente bata palmas"





sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

What is bullying? - Lucas Mendes


Achou estranho um título em inglês na Revista Canção Nova? Sim, mas para descrever este fenômeno, hoje tão presente na nossa sociedade, nós precisamos estender o seu significado em inglês.

Bullying é uma palavra que deriva do termo "bully" que significa "valentão", mas está longe de ser algo relacionado à valentia. São atitudes verbais ou físicas, intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivação, podendo chegar até mesmo a agressões.

Saindo do campo teórico e indo para o campo prático, faço uma pergunta: o termo "valentão" lhe traz um sentimento positivo ou negativo? Para mim traz a representação de um sentimento negativo. Você deve imaginar. "Ah, então ele deve ter sofrido muito bullying". E eu posso dizer que sim. Eu passei por isso. Mas, acabei escolhendo o caminho errado, eu me tornei um "valentão".

Durante minha infância sempre fui gordinho. Isso nunca me impediu de fazer coisas que eu gostasse, como por exemplo, jogar futebol. Porém, as piadinhas e os apelidos sempre me incomodaram. Com certeza, ninguém gosta de ser chamado de baleia, gordão, elefante ou de outros apelidos.

Então, um dia percebi que tinha duas opções: conversar com meus pais e professores ou usar do meu tamanho para intimidar e ser respeitado pelos meus colegas. Olhando assim, a segunda opção pareceu-me bem mais atrativa. E eu decidi por ela, mesmo sabendo que não seria a melhor escolha.

Assim passei de vítima a praticante. Comecei a agredir de forma verbal e física, colocando medo oas que zombavam de mim. mas, se engana quem acha que eu vejo isso com admiração nos dias de hoje. Aprendi que não podemos nos orgulhar em ser alguém que intimida o outro ou que transforma o outro em motivo de risada.

Quero aproveitar para dizer que o bullying não é algo apenas entre "emissor e receptor", mas existe também o espectador, e essa plateia quem dá continuidade às humilhações, ele não ajuda quem sofre, não apóia quem faz, apenas assiste, e não existe show sem plateia, concorda?

Outra observação transformo aqui em alerta: o bullying acontece na escola, em família e até mesmo no trabalho. Porém, o local onde este fenômeno tem ocorrido com muita frequência é na WEB. Tornando-se aí o famoso "cyberbullying", praticado através da INTERNET.

O cyberbullying é a prática do bullying dentro da internet. Isso permite ao praticante o anonimato, as pessoas não estão cara a cara, proporcionando uma maior crueldade dos comentários e ameaças, causando efeitos tão graves ou até maiores.

Abro um breve espaço para me dirigir aos pais e professores. Você professor, fique atento ao que ocorre na sua sala de aula. Procure saber se acontecem brincadeiras constantes, humilhações e apelidos pejorativos entre os seus alunos. É de sua responsabilidade conter este tipo de situação.

Pais, vocês devem ficar atentos ao comportamento dos seus filhos! Caso eles mostrem desânimo para com a escola, estejam chateados e abatidos. É preciso buscar o diálogo, pois as vítimas nem sempre procuram ajuda para solucionar o problema. E quando não o fazem, é por vergonha ou medo.

Quero finalizar esta comunicação com uma dica para você que é estudante, professor, pai, mãe, trabalhador, seja lá qual a sua condição na sociedade: não se submeta a ser uma vítima do bullying. Não tolere o Bullying. Não deixe de procurar ajuda. Bullying não é brincadeira. É coisa séria. Saiba: não fomos criados para a humilhação. Fomos sim criados por Deus para amarmos o próximo como a nós mesmos.



(texto publicado na revista Canção Nova nº 190 - ano XIII - outubro de 2016)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

13 razões para ter um animal de estimação


1) A interação com bichos estimula os bebês: eles aprimoram a percepção dos cinco sentidos e a coordenação motora. Assim, podem se desenvolver mais rápido, aproveitando os estímulos para aprender a engatinhar e a caminhar, segundo os passos do animal.

2) O compromisso de levar o pet para passear inclui atividade física na sua rotina. Num estudo feito nos Estados Unidos, cães foram emprestados a sedentários durante 11 meses. No fim do período, as caminhadas resultaram numa perda média de 6 quilos por participante.

3) Segundo outro estudo estadunidense, ter nosso bichinho por perto em momentos de estresse pode evitar picos de pressão arterial. Além disso, a companhia dos animais de estimação está relacionada a níveis mais saudáveis de colesterol e triglicérides no sangue.

4) O convívio com animais de estimação na infância fortalece a imunidade. A conclusão é a de um estudo finlandês, que chancela a sabedoria popular: as crianças precisam ser moderadamente expostas a micro-organismos para amadurecer o sistema imunológico.

5) Para quem espirra só de ver um gato, pode parecer mentira, mas, segundo a Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, conviver com bichinhos durante a infância diminui em cerca de 33% o risco de desenvolver alergias.

6) Uma pesquisa feita nos Estados Unidos durante 20 anos concluiu que donos de gato correm 40% menos risco de sofrer ataque cardíaco. Outro estudo, do mesmo país, indica que qualquer espécie de animal de estimação ajuda a tornar nosso coração mais resistente.

7) Outra pesquisa estadunidense descobriu que acariciar um cachorro pode diminuir em até 28% a necessidade de analgésicos por pacientes internados após cirurgias nas articulações. Trata-se da Terapia Assistida por Animais, internacionalmente reconhecida.

8) Os bichos também contribuem para a nossa saúde psíquica. Pesquisas indicam que, na companhia de um animal, pacientes com transtornos mentais, como Alzheimer, realizam com maior facilidade atividades fundamentais, como se alimentar e conversar.

9) Um estudo da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, mostrou que os níveis dos hormônios do bem-estar, como a serotonina, aumentam quando estamos acompanhados de nossos animaizinhos, afastando distúrbios como a depressão.

10) Para os tímidos, os bichos são aliados na socialização. No caso do cachorro, o empurrãozinho é mais direto. Já que a interação é constante nos passeios. Mas qualquer espécie rende histórias que servem como pretexto para um começo de conversa.

11) Cuidar de animais de estimação é uma tarefa que ajuda as crianças a desenvolver o senso de responsabilidade. E não é só isso: o convívio com os pets estimula outras habilidades sociais fundamentais, como a empatia e a compreensão das diferenças.

12) Segundo um estudo da rede britânica Pets at Home, bichinhos, de fato, deixam as crianças mais felizes. E uma pesquisa publicada na revista estadunidense Psychology Today estende esse benefício: em qualquer idade, bichos trazem autoestima e felicidade.

13) Mesmo quando se vão, os bichinhos dão lições importantes às crianças. A dolorida experiência do luto ajuda a amadurecer, mostrando que algumas situações tristes são inevitáveis, fogem ao nosso controle, mas precisam ser superadas.



(texto publicado na revista Sorria para ser feliz nº 49 - mai/jun de 2016)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

10 coisas que você deveria ter aprendido aos 12 anos - Carlos Mion (O Segredo)


Aprendemos a fórmula de Bhaskara mas não nos ensinam fórmulas para se viver bem em sociedade e ter mais qualidade de vida.

1. Dosagem



A forma mais inteligente de fazer coisas chatas ou rotineiras é a divisão das tarefas através de lotes, de pacotes, assim como o seu cérebro faz o tempo inteiro. É provável que você tenha sido ensinado ou aprendido sozinho mesmo, a enxergar o todo primeiro para depois cumprir a obrigação.

Vou explicar melhor:



Sua mãe dizia: filho, limpe a cozinha. Quando essas palavras ecoam na sua cabeça você já imagina que passará a tarde toda trabalhando, que ficará cansado, que é muita coisa pra fazer, que é um trabalho chato, que não vai acabar nunca e por aí vai. Enxergando o todo primeiro, a tarefa parecerá muito mais demorada e chata do que realmente é. A solução? Dosar a tarefa, sim! Você deveria ter aprendido isso antes.

Vamos a um exemplo: Em vez de visualizar você cumprindo uma tarefa absurdamente chata e que você não quer fazer, divida a mesma em partes para ir fazendo um check list:
Lavar a louça / Limpar o fogão / Limpar a geladeira / Limpar o chão… e etc…

Pode parecer que isso não muda nada, mas muda. Seu cérebro trabalha melhor com a ideia de pacotes. Pequenas tarefas cumpridas dão a você a sensação de capacidade e completude. Você se sente mais engajando para terminar a lista dessa forma.

Se você estabelecer metas em lote então, você pode terminar o trabalho ainda mais rápido. Por exemplo. Tenho 1 hora para completar a tarefa 1 e 2. E assim por diante. Mas nesse caso, seria interessante que as tarefas estivessem ligadas uma a outra em linha, ou seja, fossem coisas parecidas ou que uma dependesse da outra.

Se seguisse esse raciocínio desde pequeno, muita coisa na sua vida poderia ter sido mais prazerosa e menos chata. Não fazia antes? Faça agora!

2. Seja proativo, e não reativo



Em vez de esperar algo acontecer para aí você reagir, experimente simplesmente tomar a iniciativa primeiro, ou seja, fazer o jogo acontecer por conta própria. Além de poupar muito tempo esperando algo acontecer, essa atitude faz com que você perceba o seu poder sobre a sua própria vida.

Você pode ficar sentando e esperar alguém fazer algo que você queira, mas essa espera demasiada pode transformar você em um indivíduo ansioso e passivo demais. Se você só agir quando algo acontecer, ou seja, for apenas reativo, você sempre terá que lidar com algo que já teve início e que nem sempre sairá do jeito que você quer.

É importante você não se acostumar a apenas completar as coisas. Quanto mais contato você tiver com a sua própria essência, mais condições de ser feliz você terá.

3. Evite agredir a si mesmo 


Evite punir a si mesmo toda vez que comete algum erro ou falha. Se você se culpa, se condena e se agride o tempo inteiro por qualquer erro bobo, você acaba criando um hábito de autoflagelamento o que por si só é um mecanismo que destrói sua autoestima com o tempo.


Ao errar, perder, falhar, tente ser proativo e buscar meios de contornar o problema. Entenda que não estou dizendo para você dizer que não errou. Reconhecer seu fracasso é fundamental para que você possa evoluir. O que eu estou sugerindo é que em vez de iniciar uma autoagressão imediatamente, procure outra solução para o problema, ou melhor, duvide das certas que tem sobre fracasso. Muitas vezes algo não depende apenas de nós para dar certo. Perfeccionismo nem sempre é o melhor dos caminhos.

4. Primeiro dê valor, depois queira receba valor


Isso pode parecer algo ilógico, afinal de contas você é uma pessoa especial e merece toda a atenção do mundo, não é verdade? Bom, isso é o que o seu ego quer que você acredite, mas esse tipo de comportamento só leva você ao egoísmo, e egoísmo com um ego “problemático” só gera mais e mais transtornos.


Se você quer receber mais valor, seja qualquer tipo for (afeto, dinheiro, respeito, oportunidade) você precisa primeiro dar esse tipo de valor, uma vez que provavelmente você receberá de volta o que você mesmo deu. Ao longo do tempo você recebe o que dá. Gentileza gera gentileza, já ouviu isso né?

Mas porque sou legal com todo mundo e ninguém é legal comigo? A resposta é simples, você está esperando algo em troca, e na vida as coisas não vem em mão certa, quero dizer, não é porque você doou R$ 100,00 para a caridade que alguém dará R$ 100,00 reais para você depois. Pode ser que o retorno venha de outra forma. É por isso que você deve se preocupar mais em dar valor do que em receber.
Seria muito bom receber coisas sem merecer, ganhar por nada, mas se olhar na prática, isso raramente acontece, e quando acontece, vai embora rapidinho.

5. Converse com as pessoas como se elas fossem seu melhor amigo


Acredite, fazer contato é uma das coisas mais importantes na vida. Mas nem sempre é fácil conhecer pessoas novas ou interagir bem com elas. Às vezes as palavras não saem e até não vemos motivo para conversar com um desconhecido.


O segredo é você conversar com todo mundo como se fossem seu melhor amigo. Isso mesmo. Sorria, brinque, fala sobre como está o dia, conte uma piada. Finja que você já tem alguma intimidade com a pessoa, e naturalmente ela vai imaginar que vocês realmente já têm alguma intimidade.

Entenda que não estou sugerindo que você seja invasivo ou chato, mas sim que veja as pessoas com bons olhos. Comece fazendo com pessoas próximas. Quanto mais contatos bons você tiver, mais qualidade e oportunidade sua vida terá.

6. Use o seu sistema de ativação reticular


O sistema de ativação reticular é responsável por fornecer uma leitura e resposta conjunta (cardiovascular, respiratório e motor) a estímulos externos. O RAS entra em ação quando você tenta filtrar informações de fontes externas e tenta se concentrar em um determinado detalhe de algum evento ou pensamento. O RAS também é responsável pelo controle permanente da coordenação, função sexual e hábitos alimentares.


Ok, seja mais simples, explique melhor: O que eu quero que você entenda é que o RAS permite uma busca externa por aquilo que você se concentra, pelo tipo de pensamento que você permite na sua mente. Sendo assim, concentre-se no que você QUER, e não no que você NÃO quer, entende? O RAS sempre ajuda você a encontrar o que está procurando. É por isso que você precisa ter mais controle sobre seus pensamentos, principalmente com a parte neurolinguística que dá significados diferentes a palavras.

Então você realmente precisa se concentrar no que você quer, não no que você não quer. Mantenha esse foco constante. Estabeleça metas e utilize lembretes.

7. Não se compare aos outros


O ego tenta o tempo inteiro achar razões para você se sentir especial (Eu tenho um celular novo!), mas ele também nunca para de comparar. Sim! Isso mesmo. Comparar tudo! Quando você compra um celular novo, seu ego sente que você é mais, é melhor, é especial. Assim que o Pedrinho compra um celular melhor do que o seu, seu ego faz uma comparação e percebe que ele não é mais tão especial assim. Isso gera sofrimento.


É por isso que desde criança você deveria ter aprendido a não perder seu tempo comparado tudo o que você tem e é ao que os outros têm ou são. Salvo raras exceções (geralmente em disputas padronizadas) comparar-se com outras pessoas é algo inútil. Se você perceber que somos todos diferentes (sim, não somos todos iguais), logo chegará a conclusão de que se comparar com alguém diferente é pura bobeira.

Quer uma dica? Compare-se a si mesmo. Faça isso sempre! Seja hoje melhor do que foi ontem, e amanhã melhor do que está sendo hoje. Quando o ponto de referência para a comparação é você mesma, então podemos enxergar o caminho para a evolução pessoal e melhor qualidade de vida.

8. 90% das suas preocupações nunca vão acontecer de verdade


Essa afirmação pode parecer promessa de Papai Noel, mas não é!

Sua mente é uma fábrica de antecipação. Se você tiver algum tipo de disfunção ansiosa então, você antecipará qualquer coisa. Qualquer!

O que quero dizer é que a grande maioria das projeções que sua mente faz são e serão apenas projeções, possibilidades, e se você não aprender ou pelo menos se esforçar para filtrar e dar prioridades a essas preocupações, elas poderão virar grandes monstros.

O fato é que quase sempre a prática é bem “menos pior” do que o esperado. É que seu cérebro trabalha dessa forma, calculando possibilidades. O grande problema é que em muitas pessoas o filtro de prioridades ou não funciona (algum problema físico mesmo) ou então não é estimulado através do comportamento.

Um bom exercício é toda vez antes de ir para a cama, lembre-se e perceba que a maioria das suas preocupações não se concretizaram, e que a chance de nunca se concretizaram são bem grandes. Concentre-se no que realmente importa.

9. Em praticamente todas as suas experiências há alguma oportunidade

Você sempre pode aprender. Sempre! E não estou aqui para dizer que você só aprende com erros, na verdade inteligente seria você aprender mais sem errar, mas se errou, aprenda!



Você deveria ter sido ensinado a tirar algo positivo de tudo desde criancinha. Deveria ter aprendido que uma “experiência negativa” traz em si alguma oportunidade de evolução. É do caos que vem a criação. Erros, falhas, fracassos, todas essas experiências poderiam ter ensinado muita coisa para você. É o cair no buraco e não cair lá de novo.

Sempre que você tiver uma experiência negativa, faça as seguintes perguntas para si mesmo: onde está minha oportunidade? O que eu posso fazer agora?

10. Seja grato e será mais feliz


Ah, mas minha vida é uma droga. Só acontece coisa ruim comigo. Eu não tenho nada para agradecer. Pode ser que seja isso que você esteja pensando agora, mas posso garantir que você está enxergando genericamente demais. É só quando você começa a perceber os pequenos detalhes da vida que você passa a entender que a felicidade está em qualquer lugar, e por isso mesmo você pode ser grato o tempo inteiro.


Gratidão é uma aceitação. E aceitar o que se tem. E para ser feliz só preciso isso.
Você não tem uma bicicleta mas você tem um par de tênis: Obrigado! Sou grato por isso. Se desde criança você tivesse sido ensinado a ser grato pelo prato de comida que tem à mesa, por ter duas pernas para andar, e simplesmente por poder respirar, sua gratidão criaria um foco na sua mente, o foco nos pequenos prazeres da vida.

A partir de agora, sempre ao acordar, agradeça por estar vivo. Agradeça por ter uma família e por ter a chance de ler esse texto enquanto tantos outros são analfabetos ou não possuem computador ou internet. Você é um afortunado e eu só posso agradecer por ter a chance de passar alguma mensagem boa para você.

Obrigado.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Diário de vida: chuva e falta de luz elétrica


Há dez dias ficamos sem energia elétrica das 17h00 até às 23h30. Achei bem estranho, mas logo me acostumei. Como temos um oratório em casa nunca ficamos sem velas e acendi duas colocando-as nos devidos candelabros. Aproveitei para ir visitar a Idalba que mora na casa ao lado e depois fomos visitar uma outra vizinha que iria viajar no dia seguinte. Como ela só tinha uma vela, fui levar-lhe algumas porque não sabia então a que horas a luz iria voltar. Ainda bem que a energia elétrica não acabou na rua, só nas casas. O que foi interessante é que me senti voltando à minha infância quando podia ficar na rua à noite sem problemas, em uma época tranquila em que  brincávamos de pega-pega, esconde-esconde, mãe-da-rua, amarelinha, etc. no meio da rua. Fiquei pensando se conseguiria ficar sem TV e sem internet por algum tempo e percebi que sim. Iria aproveitar para colocar a leitura em dia. Devo confessar que tenho mais livros não lidos que lidos. 

Vou transcrever em seguida a crônica escrita pelo Denis Russo Burgierman 

Uma coisa terrível

As crianças não brincam mais nas ruas do bairro. Isso prejudica seu desenvolvimento - e o da sociedade

Tem uma coisa terrível acontecendo nas nossas cidades: as crianças sumiram das ruas. Não há mais meninos brincando de pega-pega nas calçadas, derrubando os embrulhos dos passantes. A trilha sonora do espaço público não é mais pontuada pelos gritos agudos da molecada. Não há mais garotos e garotas passando de bicicleta ou de patinete.

Mas o mais assustador é a sensação de que quase todo mundo acha normal que seja assim. O trânsito e a calçada foram ficando cada dia um tiquinho mais violentos, até que chegamos ao ponto em que um pai ou uma mãe que permita que o filho pequeno saia sozinho hoje é tido pela vizinhança como um maluco irresponsável.

O que não estamos percebendo é que as consequências desse êxodo infantil são muitas, e muito graves. Sem crianças, as ruas tendem a ficar ainda mais perigosas. Afinal, onde há crianças há também pais e mães espiando de longe pela janela - um fator essencial para a segurança do espaço público. Sem falar que nós, humanos, somos geneticamente programados para ter cuidado quando há crianças pequenas por perto. Sua ausência embrutece a rua para todo mundo.

Além de piorar a segurança, a fuga das crianças afeta a saúde da população, em diferentes faixas  etárias. Pesquisas mostram que um moleque que anda de bicicleta por meia hora ao dia reduz dramaticamente suas chances de sofrer das chamadas "doenças de estilo de vida" (diabetes, câncer, doenças cardíacas, entre outras).

Não brincar na rua atrapalha até o desenvolvimento cognitivo da gurizada. É bem sabido que crianças que só se locomovem de carro prejudicam suas capacidades espaciais e sociais. Uma pesquisa feita na Holanda mostrou que alunos que vão à escola a pé ou de bicicleta prestam mais atenção na aula e aprendem mais.

Semana passada instalei uma cadeirinha na minha bicicleta e fui pedalar com Aurora, minha filhota de 1 ano. Saí de casa morrendo de medo, claro, afinal o trânsito já é assustador para mim. Mas, assim que dobrei a primeira esquina, vi a imagem dela refletida numa vitrine e percebi sua expressão de maravilhamento. Ficou claro para mim que é minha obrigação como pai expô-la à rua. É parte de seu desenvolvimento, assim como aprender a comer, a andar, a se relacionar.

Naquele dia, passeando pela cidade, vi vários sinais de que a população está retomando o espaço público. Voltei para casa no final da tarde, com Aurora exausta e feliz, e a esperança de que ela vai crescer numa cidade em cujas calçadas será possível brincar.



(texto publicado na revista Vida Simples edição 150 - setembro de 2014)

terça-feira, 24 de maio de 2016

Kryptonita - Diana Corso


Tive todas as oportunidades de emburrecer com a babá eletrônica. Fui uma criança apaixonada pela telinha em preto e branco. Ansiava muito pela hora da tevê começar e me sentia miserável ao término da programação. Dessas extensas jornadas restam muitas memórias, mas uma evocação é insistente: a Kryptonita, proveniente dos desenhos do Superman.

Trata-se de uma arma que era usada contra seus superpoderes. Aproximar dele um fragmento dessa pedra, um mineral verde luminoso, deixava-o indefeso. O mais enigmático é que a Kryptonita era uma das raras coisas provenientes do seu planeta natal, Krypton. Do mesmo lugar de onde se originaram os poderes veio o calcanhar de Aquiles. Essa história sobreviveu na memória por portar uma verdade e um alerta: há um lugar, nossa origem, que determina o que somos, mas é também de onde nossa derrota pode se insinuar.

Não posso omitir a cilada do meu inconsciente: meus dois sobrenomes contêm a palavra "stein" (pedra, em alemão), ou seja, meu passado é uma "pedreira". Mas não só o meu, também o seu, o de todos. A infância, quando os outros são grandes e nós pequenos, é lugar de proteção, mas também de submissão, passividade, medos. O mundo dos pequenos é uma massa escura que não enfrentamos sem uma mão para segurar. Não é fácil lembrar disso. Tornamo-nos fortes e grandes graças ao exílio desse planeta natal da fragilidade. Só ficamos "super" porque crescemos.

Ao voltar à casa dos pais, mesmo velhinhos, sentimos a sensação de que lá o tempo congelou. Perdemos os bons modos, catamos no prato, distraímo-nos ao som da voz da mãe, testamos a força do pai, ficamos irritadiços, por vezes irreconhecíveis. Os lugares do passado são magnéticos, atraem à superfície fragmentos, cacos sobreviventes de outras eras. Atravessar a porta familiar dessa casa é como a queda de Alice no assustador País das Maravilhas. Não é porta, é portal, do outro lado esperam memórias que nos tomam de assalto. Assombrados pelos nossos outros "eus" do passado, descobrimo-nos, como Alice, viajantes surpresos num país de pesadelos, dentro de um corpo que encolhe, espicha e nunca nos abriga direito.

Faz diferença como encaramos e como nos contamos as experiências que vivemos, a mesma história pode ser enquadrada por diversas lentes. Mas nem tudo pode ser posteriormente resgatado, sempre há restos, alguma pedrinha nociva que incomoda. O passado é esse planeta natal, fonte de nossa força e vulnerabilidade.


(texto publicado na revista Vida Simples edição 132 - junho de 2013)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

5 feridas emocionais da infância que persistem quando somos adultos (Melhor com Saúde)



É bastante comum, infelizmente, que a nossa saúde emocional esteja danificada desde a infância. Frequentemente, não somos conscientes do que é o que nos bloqueia, o que nos dá vertigem ou o que nos provoca temor.

Em grande parte desses casos, a origem está em situações que vivemos de crianças, essas feridas que nos ocasionaram nossas primeiras experiências com o mundo e que não pudemos curar.

Devemos ser conscientes delas e, portanto, evitar disfarçá-las, pois, quanto mais tempo esperamos para curá-las, mais profundas elas vão se tornar. O medo a reviver o sofrimento que nos causaram faz com que evitemos essas situações, mas isso só vai dificultar o nosso desenvolvimento e nos prejudicará.

Traição, humilhação, desconfiança, abandono, injustiça… São algumas das feridas que Lisa Bourbeau nos assinala no seu livro “As cinco feridas que impedem de ser nós mesmos”. Vejamos a seguir como podemos identificá-las:



1. O medo ao abandono

O desamparo é o pior inimigo de quem viveu o abandono em sua infância.Imaginem-se quão doloroso tem que ser para uma criança sentir o medo de estar sozinho, isolado e desprotegido diante de um mundo que não conhece.

Como consequência, quando a criança desamparada for adulta, tentará prevenir o fato de voltar a sofrer o abandono. Portanto, quem já passou por isso, vai tender a abandonar tanto os seus companheiros, como os seus projetos de forma precoce. Isso responde, única e exclusivamente, ao temor que lhe ocasiona reviver aquele sofrimento.

É muito comum que estas pessoas falem ou pensem desta forma: “Deixo você antes que você me deixe”, “ninguém me apoia, não estou disposto a suportar isso”, “se for embora, não volte…”.

Essas pessoas vão ter que trabalhar seu medo à solidão, seu temor a serem abandonadas e a sua rejeição ao contato físico (abraços, beijos, contatos sexuais…). Essa ferida não é fácil de curar, mas um bom começo para cicatrizá-la é confrontar o temor a ficar a sós até que flua um diálogo interior positivo e esperançoso.

2. O medo da rejeição

Essa ferida nos impede de aceitar os nossos sentimentos, nossos pensamentos e nossas vivências.

Sua aparição na infância é ocasionada pela rejeição dos progenitores, da família ou dos seus pares. A dor que é gerada por essa ferida impede uma construção adequada da autoestima e do amor próprio da pessoa que o sofre.

Gera pensamentos de rejeição, de não ser desejado e de desqualificação com nós mesmos.

Essa criança rejeitada não se sente merecedora de afeto nem de compreensão e o que lhe faz se isolar por temor a voltar a experimentar esse sofrimento.

Se esse for seu caso, ocupe o seu lugar, arrisque e tome decisões por si mesmo. Cada vez, vai lhe incomodar menos que a pessoa se afaste e não vai tomar como uma questão pessoal que se esqueceram de você em algum momento. Você é a única pessoa que você precisa para viver.

3. A humilhação

Essa ferida é gerada quando sentimos que os outros nos desaprovam e nos criticam. Podemos criar esses problemas nas nossas crianças, dizendo a elas que são desajeitadas, más ou chatas, e também mostrando os seus problemas frente aos demais (uma coisa que é, tristemente, muito comum). Isso, sem dúvida, destrói a autoestima infantil e, portanto, dificulta a possibilidade de cultivar um amor próprio saudável.

O tipo de personalidade gerada, com frequência, é uma personalidade dependente. Além disso, podemos ter aprendido a ser “tiranos” e egoístas como um mecanismo de defesa, e inclusive a humilhar a outros como escudo protetor.

Ter sofrido esse tipo de experiências requer um trabalho pela nossa independência, nossa liberdade, a compreensão das nossas necessidades e temores, assim como as nossas prioridades.

4. A traição ou o medo de confiar

Essa ferida se abre quando pessoas próximas à criança não cumprem suas promessas, fazendo que ela se sinta traída e enganada. Como consequência, se gera uma desconfiança que pode ser transformada em inveja e em outros sentimentos negativos, por não se sentir merecedora do prometido e do que os demais têm.

Sofrer esses problemas na infância constrói personalidades controladoras e perfeccionistas. São pessoas que querem ter tudo pronto e arrumado, sem deixar nada ao azar.

Se você já sofreu esses problemas na infância, é provável que sinta a necessidade de exercer certo controle sobre outros. Isso se justifica, frequentemente, pela presença de um caráter forte; entretanto, digamos que obedeça a um mecanismo de defesa, um escudo de proteção diante do desengano.

Essas pessoas costumam confirmar seus enganos por sua forma de atuar, justificando seus prejuízos. É necessário trabalhar a paciência, a tolerância e o saber viver, assim como aprender a estar sozinhos e a delegar responsabilidades.

5. A injustiça

O sentimento de injustiça nasce nos lares nos quais os cuidadores principais são frios e autoritários. Uma exigência excessiva gera sentimentos de ineficácia e de inutilidade, tanto na infância como na idade adulta.

Albert Einstein sintetizou esta ideia muito bem na sua frase, mais do que famosa“Todos somos gênios. Mas se julgarmos um peixe por sua habilidade de subir em uma árvore, viveremos a vida toda acreditando que ele é estúpido”.

Como consequência, quem experimenta essa dor, pode chegar a ser uma pessoa rígida que não admite meias nuances em nenhuma ordem da sua vida. Costumam ser pessoas que tentam ser muito importantes e alcançar um grande poder.

É provável que seja criado um fanatismo pela ordem, pelo perfeccionismo ou, inclusive, pelo caos. A questão é que são pessoas que radicalizam suas ideias e, por isso, têm dificuldades para tomar decisões com segurança.

Para fazer frente a esses problemas, é preciso trabalhar a suspicácia e a rigidez mental, com objetivo de gerar uma maior flexibilidade e permitir a confiança nos outros.

Agora que já conhecemos as cinco feridas da alma que podem afetar nosso bem-estar, a nossa saúde e a nossa capacidade para nos desenvolver como pessoas, podemos começar a curá-las.