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domingo, 28 de junho de 2015

Diário de vida do Hachiko


Olá, gente! Faz tempo que eu não aparecia por aqui, não ? Hoje decidi escrever alguma coisa porque percebi que a minha humana filha estava precisando de uma palavra amiga. 

Acho que ela está enfrentando muito bem o luto, mantendo-se ocupada a maior parte do tempo e o mais importante é que ela procura sempre por coisas que levantem o seu astral. Ela não sabe mas eu sempre fico por perto quando ela começa a chorar e torço para que supere logo essa fase tão dolorosa. 

Bom, essa semana houve a feira oriental em um shopping perto de nossa casa e vi que isso a confortou muito. E o reencontro com a professora Norie foi muito legal. E ainda de quebra a Margarida apareceu por lá para lhe entregar o almoço. 

Fiquei observando as ilustrações que foram feitas tanto da minha humana filha, mas também da minha tanto amada humana mãe e fiquei muito feliz quando o Christian fez a ilustração da minha ilustre "pessoa". Ficou muito legal mesmo!!! Ainda mais que faço parte da família então nada mais justo do que ser desenhado também.

E modéstia à parte fiquei lindão!!!








terça-feira, 9 de setembro de 2014

Diário de vida do Hachiko - último capítulo (na vida terrena, é claro)


Completei 15 anos em julho. Eu me lembro até hoje de como começou a minha história junto a essa família. Foi a minha humana mãe quem foi me buscar. A minha humana filha estava ao telefone quando a caixa de papelão na qual fui transportado foi colocado bem na frente dela. Ela continuou a conversa, mas começou imediatamente a me fazer cafuné. Aliás, nunca vi alguém gostar tanto de ficar me alisando, me apertando, enfim, me fazendo carinho. Já havia um outro morador canino na casa, o Fofinho, meu irmão só por parte de mãe, a Juma. Como éramos muito bravos, no início ficávamos acorrentados no quintal, mas depois a minha humana filha decidiu que era melhor nos deixar soltos, o que resultou em um local um tanto enferrujado porque vivíamos marcando território principalmente na escada de ferro. Tanto ela quanto o meu humano pai nunca gostaram de prender os animais. 

Depois que o meu irmão se foi, não quis ficar sozinho no quintal e tratei logo de conquistar o meu espaço. No início passei a dormir na cozinha até conseguir passar a noite no quarto da chefe da matilha, a minha humana mãe. Onde ela ia eu ia atrás, um verdadeiro grude. Toda vez que a mãe protestava, a filha me defendia. Eu sempre fui bravo com a filha, mas era muito engraçado porque me dizia o tempo todo de que me amava mesmo assim. 

Eu não saia para passear, mas depois que fui desencravar uma unha no veterinário, comecei as minhas caminhadas com peitoral e guia. A minha humana filha me levava para passear quase todos os dias. No começo eu nem sabia como fazer, mas depois tomei gosto pela coisa. Para quem ficava preso na corrente e depois ganhou espaço até conseguir dormir no quarto da minha humana mãe, passear então foi uma verdadeira conquista. Mesmo durante as duas internações da minha humana mãe, a minha humana filha nunca deixou de me levar para passear. 

Há alguns dias comecei a não me sentir muito bem e a minha humana filha me levou várias vezes ao veterinário até que fui internado porque já não conseguia comer. As minhas humanas concordaram em fazer de tudo para me salvar, mas entendi que tinha chegado a minha hora. Quando a minha humana filha foi me visitar ela disse baixinho em meu ouvido que se eu quisesse continuar por aqui tudo bem, mas se quisesse partir que ela entenderia. Eu estava prostrado, mas gostaria que ela soubesse que eu entendi a mensagem. 

Gostaria de agradecer a convivência de 15 anos e dizer que amei fazer parte dessa família.


Essa é a pose que as minhas humanas chamam de "fazer bonitinho". O que não faço pela minha humana mãe?



Tomei conta do quarto da minha humana mãe enquanto ela estava internada


Passeando com a minha humana filha


Eu não estou um charme para a Copa do Mundo?


Eu e a minha humana filha durante um de nossos adoráveis passeios


Eu e a minha amada humana mãe 





Olha eu disfarçando (nesse quesito sou igualzinho a minha humana filha)









sábado, 19 de abril de 2014

Diário de vida do Hachiko


Desde o início deste ano a minha rotina deu uma guinada de 180º. Graças a uma unha encravada a minha humana filha me levou ao veterinário e aproveitaram para me dar as vacinas e um belo banho. Fiquei todo perfumado e limpinho, apesar de não gostar muito. A última vez que a minha humana filha tentou me dar um banho dei uma bela mordida nela que nunca mais se atreveu!! Grrrrr!!!! 

Bom, a partir dessa ida ao veterinário ela sai praticamente todos os dias comigo e mesmo na semana em que a minha humana mãe ficou internada passeei todos os dias, às vezes até duas vezes. 

Outro dia tive uma péssima experiência e acabei tendo que ir à clínica veterinária de plantão (não a mesma em que a minha unha foi desencravada). Durante um dos passeios, dei um passo em falso, bati a boca no chão e cortei a língua. Saiu tanto sangue que sujei toda a cozinha e depois todo o chão da clínica. Acabei fazendo uma cirurgia e a minha humana filha ficou bem preocupada por causa da anestesia. Afinal de contas sou um cão idoso. Mas deu tudo certo. As minhas duas humanas foram me buscar de carro e nem era preciso porque eu teria conseguido ir a pé mesmo. Quatro dias depois fiz a consulta de retorno e não parava de tremer de tanto medo, mas a veterinária não mexeu em mim. Ainda bem!!!

A minha humana filha tenta mudar os lugares dos passeios e quando vamos ao parque ela me solta da guia para eu caminhar sozinho. Há alguns dias eu peguei um caminho e ela outro e quando me dei conta, ela sumiu. Fiquei muito aflito e a fiquei procurando, mas dali a pouco ela apareceu e estava ofegante porque tinha ido até a entrada do parque para ver se me achava. Antes de voltarmos para casa demos como sempre um pulo na revistaria. A minha humana filha primeiro faz uma caminhada bem longa antes de ir conversar com a Louise porque sabe que assim fico cansado e topo ficar parado enquanto elas batem papo.

Estou curtindo muito esses passeios e algumas pessoas acham que sou de raça e dizem que sou bonito!!! 





domingo, 2 de fevereiro de 2014

Diário de vida do Hachiko - passeando pela vizinhança





Terça-feira as minhas humanas me levaram ao veterinário pela primeira vez. Tenho orgulho em dizer que nunca precisei ir ao médico antes, mas por causa de uma unha encravada na pata direita a minha humana filha ficou muito preocupada porque eu não parava de lamber e o local estava bem inchado. E tinha começado a mancar também.

A minha humana mãe me colocou o peitoral e a guia, mas como eu estava ansioso, foi a minha humana filha quem me levou. Fomos a pé e pelo caminho fui cheirando tudo e obviamente como macho que sou fui marcando território.

Chegando ao veterinário me colocaram aquela coisa no focinho e depois me deitaram encima da mesa. Fiquei com o maior medão, mas até que não doeu não, me cortaram as unhas de todas as patas e já que eu estava lá tomei a vacina anti-rábica e um banho. Fui embora todo fresquinho e com uma gravatinha verde. Tenho que tomar um remédio contra vermes e também um antibiótico e para que eu não perceba, a minha humana filha o mistura na ração pastosa. Ah, o médico aconselhou a minha humana filha para me castrar, mas pelo papo que ouvi entre as minhas humanas isso não vai acontecer. Sabe, é que eu vivo marcando território dentro de casa principalmente nos lugares onde a minha humana mãe, ou seja, a chefe da matilha, costuma ficar. Mas como já sou idoso é meio arriscado!! 

Foi muita aventura para um velhinho como eu e fiquei excitado o resto do dia. E que calor fazia lá fora. Aliás, tem feito muito calor nos últimos dias e só consigo dormir no corredor porque é menos quente e o assoalho não é de madeira.

Ontem a minha humana filha me levou para passear de novo e foi muito legal. Dei um pouco de trabalho para ela porque fiz cocô 2 vezes e como ela não tinha levado um saquinho teve que improvisar e ainda bem que achou papel na rua para catar o meu “produto”.


Estou curtindo a nova rotina de cão passeador. Legal mesmo!!!! 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Diário de vida do Hachiko




Ufa, até que enfim a minha humana-filha desgrudou um pouco do computador. Mas ela foi legal comigo e ficou perto de mim na hora dos rojões. Eu simplesmente não suporto esse barulho e todo ano é a mesma coisa. A minha humana-filha fica sempre ao meu lado me  fazendo cafuné e pedindo para eu me acalmar. Será que teria um outro modo de festejar o início de um novo ano? Algo, vamos dizer, menos barulhento, menos assustador? Eu ainda estou com o coração batendo forte, mas já estou me acalmando. E não é só no Ano Novo que isso acontece: em dia de jogo fico estressado também. Sabe, eu não tenho nada contra o futebol, mas acho que vou pedir para a minha humana-filha me dar um calmante porque com a Copa do Mundo aqui no Brasil, vou precisar com certeza.

Bom, agora vou tentar me acalmar para poder dormir ao lado da cama de minha humana-mãe.


Uma lambida e feliz ano novo a todos!!!



domingo, 29 de dezembro de 2013

Diário de vida do Hachiko




Vendo a minha humana postando tantas coisas no blog, decidi fazer a mesma coisa. Tenho duas humanas e para facilitar vou chamá-las, humana-mãe e humana-filha. 

Eu me chamo Hachiko, tenho 14 anos, sou um vira-lata marrom, que a minha humana-mãe trouxe para casa dentro de uma caixa de papelão. A minha humana-filha estava ao telefone quando eu cheguei e enquanto continuava a conversar me pegou no colo. Já havia um outro cão em casa, o Fofinho, meu meio irmão, com quem convivi por 12 anos. Nós ficávamos o tempo todo no quintal, isto é, fora de casa, mas quando o Fofinho morreu, as minhas humanas deixaram que eu ficasse na cozinha, até que aos pouquinhos fui ganhando terreno e agora fico o tempo todo dentro de casa e durmo no quarto da minha humana-mãe. E onde ela vai eu vou atrás. Não desgrudo dela um minuto sequer. Tenho muito ciúmes da minha humana-mãe, que geralmente fica no quarto ou na sala. A minha humana-filha fica mais na sala grudada naquele computador dela!!! E toda hora vou lá encher o saco dela para que ela vá a cozinha. Gosto muito que elas fiquem juntas no mesmo lugar, daí posso tomar conta melhor das duas. 


Bom, já fiquei muito tempo longe da minha humana-mãe. Por enquanto é só isso!!!


Uma lambida para vocês.