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terça-feira, 19 de junho de 2018

Visita ao podólogo dá fim a problemas "crônicos"


Sobre eles, recaem todo o peso do corpo e, dependendo do tanto que são exigidos a resposta é imediata: os pés chegam a latejar de dor e colocá-los sobre o chão é um tormento. Mas nem precisa caminhar muito para sentir o quanto eles são sensíveis. "Problemas recorrentes como calos, unhas encravadas e até bolhas deixam o andar, o bem-estar e a aparência comprometidos", dizem os especialistas. Veja as dicas a seguir:

Unha encravada nunca mais

Ela é um tiquinho de unha, mas incomoda para caramba. A unha encravada caracteriza-se pela curvatura inadequada da unha, que a faz crescer perfurando a pele, o que pode causar, além da dor, outras complicações. "O inchaço acontece quando a derme é atingida, mas quando a perfuração é mais profunda e atinge a epiderme, cujo tecido tem vasos sanguíneos, o  organismo fica exposto a infecções e inflamações", salientam os especialistas. 

O problema pode ter origem genética, pode ser provocado pelo corte incorreto da unha, pelo uso de um calçado inadequado, que tenha o bico fino demais, por exemplo, e até pelo excesso de peso, que pode interferir no formato da unha.

Solução: a causa do problema deve ser identificada para prevenir o drama. Se é o calçado, então ele deve ser aposentado. O corte errado também pode ser corrigido a partir do tratamento uma vez por mês com um podólogo.

Para os casos mais complexos, como formato anatômico genético, existem aparelhos específicos chamados de órtese, semelhantes aos aparelhos ortodônticos, que vão remodelar a curvatura da unha. "Eles necessitam de manutenção mensal e o tempo de tratamento pode variar de alguns dias até seis meses", explicam.

Um dos mais usados é o modelo ômega, que usa dois braquetes (peças) e um fio metálico. O aparelho é colocado somente na unha que precisa ser consertada, em geral usada na do dedão, pois é a única com espaço suficiente - já que são necessários aplicar dois braquetes em sua superfície, que são ligados ao fio, formando uma espécie de mola, que vai tracionar e levantar as laterais da unha. Outro método indicado para a unha do dedão - e que tem o mesmo princípio da ação - é o botton, também usado na ortodontia. A peça tem formato arredondado e, em vez do fio metálico, usa um elástico para forçar a unha a levantar.

A órtese indicada para tratar o problema em todos os dedos chama-se fibra de memória molecular, e é colada sobre as unhas, primeiramente assumindo a curvatura que já existe, mas como atinge vários graus de flexibilidade, vai provocar uma força e trazer a unha para a posição correta.

Abaixo os calos

O excesso de peso ou calçados apertados são os motivos mais comuns para a formação de calos (quando ocorrem em um ponto localizado) e calosidades (quando abrangem uma região extensa). "Essas formações são uma reação do organismo que, para se defender de um atrito contínuo e externo, aumenta o depósito de queratina na pele toda vez que a região é afetada", explicam os especialistas.

O tratamento consiste em se livrar da causa do problema. Dê adeus àquele sapato lindo, se ele for o motivo do incômodo. O podólogo vai debastar cuidadosamente as camadas da região onde houve a queratinização usando aparelhos específicos e, por fim, fazer um lixamento adequado, que não deixe a pele muito fina e vulnerável a ponto de se defender produzindo mais queratina.

"Em casa, nunca corte os calos e calosidades com lâmina, alicate ou tesoura, que só irá acentuar e aumentar o problema", alertam os podólogos. Calos e calosidades também podem aparecer por problemas ortopédicos como o pé chato. Mas, nos casos mais delicados (que envolvem estruturas ósseas), o podólogo deve enviar o caso para um ortopedista.

Bolhas nunca mais

Elas também são uma reação natural do organismo quando a pele dos pés foi muito atritada, pelo uso de um sapato, meia ou outra agressão. O acúmulo de líquido é uma defesa do organismo que, para proteger as estruturas internas, acaba formando um colchão de água na região.

Os especialistas são categóricos ao dizerem que a bolha jamais deve ser perfurada. 'Fazer isso pode abrir a porta para a entrada de fungos e bactérias, que podem gerar uma infecção grave". Nesse caso, o trabalho do podólogo não vai além de higienizar o local com soro fisiológico e fazer um curativo. Mas o profissional vai alertar a pessoa para a gravidade do caso e recomendar que procure um médico.


(texto publicado na revista Leve & Leia nº 152 - ano 11 - junho/julho 2018)

sábado, 19 de maio de 2018

12 dores que estão diretamente correlacionadas com os sentimentos e as emoções (A Cura pela Natureza)


Você já pensou que somos seres completos e tudo o que nos compõe – corpo, mente e espírito – é ligado de tal forma que a deficiência de um pode afetar os demais?

Um grande exemplo dessa integração é a conclusão da doutora em psicologia Susanne Babbel.

Depois de um minucioso estudo, a dra. Babbel concluiu que boa parte das dores crônicas que sentimos não tem nada a ver com doenças graves ou lesões anteriores.


Ela acredita que adquirimos a maioria das dores com emoções negativas – como o estresse – que acabam afetando alguns órgãos.

Viu como a mente é poderosa?

O estudo da psicóloga resultou num "mapa" que mostra como as emoções interferem na saúde.

Este post vai mostrar a você esse "mapa" e como você pode tratar e neutralizar os efeitos negativos das emoções.

1. Dor de cabeça

Na maioria das vezes, a dor na cabeça (ou enxaqueca) acontece por causa da pressão do dia a dia, o estresse e a sobrecarga de atividades.

A melhor maneira de resolver este problema é relaxar.

Descanse e encontre tempo para o lazer. Vá ao cinema, praia ou leia um bom livre.

2. Dor no pescoço

Esta é bastante interessante.

Acredita-se que, quando nos culpamos por determinado acontecimento, geramos uma consciência culpada, causando acúmulo e pressão na área do pescoço.

Aprenda a perdoar os outros e a si mesmo(a).

Lembre-se que todo mundo pode errar, inclusive você.

É muito importante buscar o lado bom das pessoas e, mais do que isso, é questão de saúde.

3. Dor e sensação de peso nos ombros

Se o problema é nesta área, e não foi lesão, pode apostar que há problemas em alguma área da sua vida que ainda não foram resolvidos e seu corpo está sofrendo com isso.

Para resolver, divida tarefas e compartilhe seus problemas com amigos em que pode confiar.

Isso pode ajudar a encontrar uma saída.

4. Dor nas costas

Sabe a parte superior das costas?

Algumas pessoas sentem uma dor crônica nessa área e isso pode ser um sinal de que a pessoa não se sente amada e apoiada.

O amor das pessoas é a cura para qualquer doença emocional.

Portanto, se este é o problema, converse com quem está ao seu redor, família e amigos.

5. Dor na região lombar

A parte inferior das costas está relacionada a problemas de finanças.

São muitas as causas dos problemas econômicos.

Às vezes, eles aparecem por causa do baixo salário, desemprego ou até mesmo gastos com coisas desnecessárias.

Só você sabe o motivo.

O fato é que você precisa ter uma atitude otimista - até mesmo quando a falta de dinheiro parece não ter solução.

6. Rigidez nos cotovelos

Deve-se a uma resistência às mudanças.

Ela também pode ser interpretada como um medo de que a "vida nos leve".

Planeje menos, seja mais ousado e mais espontâneo.

7. Dor nas mãos

Este é um sinal de que você está com problemas para interagir com as outras pessoas.

O contato é muito importante.

Busque se socializar e demonstrar afeto aos seus amigos.

8. Desconforto no quadril

Ocorre pelo medo do futuro, a ansiedade.

Se esforce para viver novas aventuras, considerando que o futuro chega de acordo com as atitudes do presente.

9. Dor nos joelhos

Está relacionada aos sentimentos de vaidade e orgulho.

O ego muito elevado pode nos impedir de encontrar a qualidade das pessoas.

Lembre-se que somos apenas mais um e precisamos ser humildes.

10. Dor na panturrilha

É causada por sentimentos de inveja e ressentimento.

Procure perdoar e amar quem está ao seu redor.

11. Dor nos tornozelos

Demonstra que você tem dificuldades em aceitar os prazeres da vida.

Procure curtir a natureza, os momentos em família e o sabor das refeições, por exemplo.

12. Pés doloridos

Os pés são reflexo das nossas satisfações.

Se você tem dores crônicas neles, é sinal de que tem muitas insatisfações.

Recomendamos ser mais otimista, ter fé e desfrutar das grandes maravilhas que Deus nos proporciona.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Saudade não precisa doer - Sibele Oliveira


Quando estamos de bem com o passado, conseguimos olhar para trás com a sensação de ter vivido intensamente. Só não podemos deixar que ela ocupe todos os espaços do presente

Quando eu era adolescente, registrava tudo num diário. Recheava as folhas com detalhes cotidianos, segredos, confissões, frases bonitas e até guardanapos dos cafés por onde passava. Temia que se algo escapasse eu não pudesse recuperar mais. Mas alia minha história estava protegida. Assim como estavam bem guardados num baú dourado os souvenirs que trazia de viagens, fotos, cartas e cartões-postais. Com o tempo muita coisa se perdeu, mas ainda conservo boa parte dessas recordações. Elas permanecem no meu quarto, agora em uma caixa de madeira com estampa floral. Cada vez que a abro, meu mundo pretérito se revela em datas, caligrafias, mensagens bem-humoradas, desenhos, paisagens e perfumes. É quando entro no meu recanto particular de saudades.

Talvez ninguém consiga falar dessa companheira que nos segue por toda a vida com tanta maestria como os poetas. "De que são feitos os dias? De pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças", disse Cecília Meireles. Assim é a saudade. Uma ausência presente. Uma ponte que nos oferece acesso livre ao que há de mais intenso e marcante no nosso passado. Quando ela nos visita, traz consigo abraços, olhares, conversas, carícias, promessas, cenários, cheiros, músicas e sorrisos. Surge como um filme no qual somos protagonistas, com imagens vivas e sons nítidos que nos fazem reviver momentos especiais guardados na memória. O vocábulo saudade vem do latim solitas, que significa solidão. Sofreu variações para soidade, soledade ou suidade até chegar à forma como o conhecemos. Já foi considerado, algum tempo atrás, a sétima palavra mais difícil de se traduzir pela empresa britânica Today Translations, mas exprime um sentimento universal.

A saudade nos encanta porque funciona como uma máquina do tempo. Ela nos leva ao encontro de pessoas, mesmo que não possamos mais revê-las, nos transporta a lugares e épocas distantes. No livro A Filosofia da Saudade (editora QuidNovi), o autor Antônio Braz Teixeira reuniu diferentes filósofos que pesquisaram o sentimento a fundo. Um dos que exploraram essa características atemporal da saudade foi o português Eduardo Lourenço, que a definiu como uma sensação-sentimento que o homem experimenta de arder no tempo sem se consumir. Para o filósofo, a saudade tem um relógio próprio, que não obedece qualquer cronologia. É isso o que causa a impressão de que ela é eterna e a faz brilhar no coração de todas as ausências.

Não é por acaso que gostamos de sentir saudade, mesmo que ela nos deixe tristes, com uma ponta de solidão. "Existe uma tendência humana de repetir vivências prazerosas. Quando isso acontece, reativamos experiências infantis muito primitivas de completude, satisfação e felicidade", explica a psicanalista e filosofa Maria Vilela Nakasu. Apesar de nos permitir reviver tempos felizes, é importante não nos deixarmos envolver demais por esse sentimento, pois, dependendo da intensidade, ele pode fechar nossos olhos para o presente. O poeta Almeida Garrett alertou para esse risco: "Saudade é um suave fumo do fogo do amor que qualquer breve ausência basta para alimentar".

Deixe o rio levar

Juliana Tatala foi para São Paulo em 2010 para visitar um amigo, mas acabou encontrando um trabalho. Uma proposta irrecusável, já que a jornalista sempre foi atraída pela cultura, conhecimentos e experiências que a cidade oferecia. Deixou Uberaba (MG), sua terra natal, sem pensar duas vezes. No começo, tudo era novidade e a companhia de três amigos facilitou sua adaptação. Mas logo a saudade da família bateu. "Era um vazio desmedido. Mas a tecnologia chegou para encurtar a distância, trazer o aconchego, mesmo que na tela do celular. "O tempo passou e agora Juliana está novamente de mudança, pois surgiu a oportunidade de um novo emprego em Uberlândia (MG). E ela já está sentindo saudades antecipadas das amizades que fez e de momentos inesquecíveis que viveu na cidade, como um show da cantora Norah Jones que assistiu sentada na grama do Parque da Independência, ou das vezes que perdeu a noção do tempo folheando livros nas prateleiras de uma livraria. "Como todo final, esse traz um novo começo, repleto de desafios, expectativas e planos. Tão grandes como os que carregava quando cheguei a São Paulo. "

Nossa vida é repleta de chegadas e partidas, como as de Juliana. O ano começa e termina, amores vêm e vão, amigos surgem e desaparecem, cursos se iniciam e acabam, festas e viagens têm começo e fim. Deixamos e carregamos algo de nós em tudo o que vivemos, em cada ciclo que fechamos. Há pessoas que preferem parar em algum ou alguns desses ciclos, achando que jamais irão viver algo com o mesmo sabor. O que está por trás da atitude de querer morar no passado muitas vezes é um grande vazio existencial. Como a imperfeição do presente é desconfortável, preferem a zona de conforto do que já se foi, valorizando o que aconteceu de bom e jogando no lixo o que  foi ruim. Assim criam sua própria receita para suportar os aborrecimentos do dia a dia. 

É exatamente isso o que acontece com os nostálgicos. De origem grega, a palavra nostalgia deriva de álgos (dor) e nóstos (retorno) e expressa uma tristeza profunda causada pelo afastamento da pátria. Essas pessoas se sentem desse jeito. Fora do seu lugar. "Na nostalgia, a pessoa revive o passado acentuando os aspectos positivos dele, com a ideia de que perdeu algo que não pode recuperar. Ela afirma que o passado foi e continua sendo melhor que o presente, como um momento perfeito ao qual nunca poderá retornar a não ser por lampejos de lembrança. Há um brilho ligado a uma experiência única, intensa. Algo relacionado à plenitude, ao sublime, ao divino", afirma a psicanalista Maria Vilela. Mas felizmente há remédio para a nostalgia, que é parente próxima da saudade.

Aceitar a transitoriedade da vida é o segredo para sentir uma saudade boa, aquela que por um instante causa palpitação, uma sensação de vácuo que nos faz suspirar e entrar em transe, mas que quando passa nos deia com um sorriso no rosto. "Há um lado nefasto da saudade que se aproxima da melancolia. Ela é vivida como algo dilacerante, que desestabiliza e consome a pessoa por inteiro. É um sofrimento quase insuportável. É preciso fazer um trabalho de luto para que ela fique mais leve. E entender que a vida se transforma a cada momento. É importante desapegar, deixar ir embora, não reter o que se perdeu. Rupturas acontecem diariamente, à nossa revelia, e vão continuar acontecendo. Quanto melhor lidamos com a ideia da impermanência das experiências, mais facilidade temos de viver uma saudade gostosa", lembra.

Retocando o quadro das memórias

Maria Bethânia e Lenine cantam a saudade como um eterno filme em cartaz, na música que leva o nome do sentimento. O que a faz tão forte, até mesmo permanente, é a mistura de ingredientes da qual é feita: amor, ausência, desejo e pesar. Segundo o filosofo português Manuel Cândido Pimentel, a saudade é capaz de perpetuar os vínculos amorosos no infinito. Ela também é um elo entre nós e parte importante da nossa história, formado por uma trama única e intransferível, crucial para a manutenção da identidade. "A saudade é tecida de fios complexos e emaranhados, repetitivos e variações de um mesmo bordado. Quando se puxa um, se percebe sua intrincada relação com os muitos outros", analisa a filosofa Ivone Gebara, autora do livro O Que É Saudade (Brasiliense).

Usamos uma dose de imaginação quando fazemos da saudade um instrumento de reconstrução das memórias, pois nem sempre elas estão intactas nos arquivos da mente. Corrigimos imperfeições, aplicamos tintas mais vibrantes, acrescentamos um toque de sonho, usamos a lente com a qual enxergamos o mundo hoje. Assim, as remontamos como uma colcha de retalhos. Mesmo quand não há nada para realçar, a saudade treina em aparecer. O poeta Manoel de Barros descreveu isso muito bem. "Tenho um ermo enorme dentro do olho. Por motivo do ermo não fui um menino peralta. Agora tenho saudade do que não fui. Acho que o que faço agora é o que não pude fazer na infância." Mas é preciso tomar cuidado para não acharmos que se não alcançamos a plenitude em tudo, o quadro da nossa vida é preto e branco. Cada fase tem sua cor e beleza, mesmo em tons pastel.

O presente de viver o presente

Há momentos em que o melhor a fazer é deixar a saudade doer. No filme italiano Cinema Paradiso (1988), o bem-sucedido cineasta Salvatore Di Vita retorna à cidadezinha em que viveu na infância para o sepultamento do amigo projecionista que nunca mais viu. Seu passado todo vem à tona envolto em uma saudade densa. Surgem imagens dele como coroinha, na época em que era conhecido na cidade como Totó, escapando da igreja para ir ao cinema, manipulando a filmadora e seus rolos de filme e namorando a filha do banqueiro, um romance que terminou em desilusão. Muitos anos depois ele aparece dentro do cinema imerso em pó, examinando pedaços de rolo de filme no chão, pouco antes de o prédio ser demolido para dar lugar a um estacionamento. De volta a Roma, Salvatore assiste a uma fita em preto e branco que trouxe da viagem, que foi censurada pelo padre quando ele ainda era criança. Nela, beijos de vários casais apaixonados. Ele não consegue mais segurar as lágrimas. Quantas pessoas não se identificam com a emoção dele?

Quando a saudade é vestida de angústia e cola na alma como uma ferida que não cicatriza, vale a pena investir num encontro íntimo com esse sentimento. Pensar, escrever, falar, refletir, fazer uma oração e, se necessário, chorar, podem ser o caminho para matá-la, para encontrar a saída dessa prisão. E aceitar que na nossa jornada nem tudo é perfeito. "A vida tem lacunas. Mas nem por isso devemos escapar do presente. O presente é real, é faltante, é conflito. Olhamos para ele com muita concretude, vemos as falhas. Só que há coisas boas no presente, que nos alimentam, motivam e conduzem a um sentimento de esperança em relação ao futuro", resume a psicanalista Maria Vilela.

Não podemos perder tempo desperdiçando o aqui e agora, pois, como a filosofa Ivone Gebara bem observa, "marcas e rastros estão sendo deixados como novas heranças saudosas. Tecemos, hoje, as futuras saudades". Sempre fecho a minha caixa de recordações sentindo gratidão por tudo o que vivi. E saio do meu mundo de saudades deixando a minha vida livre, para que ela escreva nossas histórias.



(texto publicado na revista Vida Simples edição 165 - dezembro de 2015)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O seu estado emocional pode provocar estes 7 tipos de dores no corpo (Perfeito)


Ouça o seu corpo, ele sempre te diz se algo está errado. Ele também reage não apenas ao trauma físico, mas também ao estado emocional. Abaixo estão os principais tipos de dores que estão diretamente ligados às emoções humanas:

1. Dores Na Parte Superior Das Costas

Esta é a dor mais comum que as pessoas sentem no mundo todo. Este tipo de dor resulta da solidão, da desordem e da sensação de não ser amado ou desejado. Anime-se, saia com os amigos, diga à sua família como se sente.

2. Dor Lombar

A dor na região lombar significa que você está estressado com problemas financeiros. Não permita que o problema com o dinheiro te desacelere, faça algo para consertar as coisas. Faça um orçamento, poupe grana, equilibre as suas contas.

3. Dor De Cabeça

Dê um tempo, a sua dor de cabeça pode ser provocada pelo estresse ou por estar sobrecarregado ao máximo. Dedique um tempo só para você para relaxar e diminuir a pressão.

4. Dor No Cotovelo

Você não lembra de ter batido o cotovelo, mas ele dói assim mesmo? O que está errado? Pode ser pelo fato de você ser resistente a mudanças recentes que aconteceram em sua vida. Quando você se fixa rigidamente no jeito em que as coisas eram, é bem provável que você sinta as juntas dos braços e dos cotovelos tensas. Então, pare de lutar e aceite as mudanças!

5. Dor No Quadril

Quando a dor no cotovelo significa que você é resistente a mudanças, a dor no quadril significa que você tem pavor de se mover. Pare de ser tão cauteloso, as mudanças são inevitáveis e você sabe disso. Então, levante-se e mova-se!

6. Dor No Pescoço

Uma sensação de rigidez ou dor no pescoço aparece se você for o tipo de pessoa que guarda rancores e hostilidade tanto para as pessoas que você ama, como para você também. Trabalhe para perdoar, encontre coisas que você gosta e curta elas. Este é o jeito para se livrar dessa dor no pescoço.

7. Dor No Ombro

Você já sentiu como se tivesse o peso do mundo inteiro sobre os seus ombros? Essa carga pesada e cansativa é um fardo emocional que você assumiu e que agora se arrasta onde quer que você vá. Pare de fazer isso! Não assuma os problemas dos outros acima dos seus próprios problemas. Deixe as coisas fluírem!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Em caso de dor, engane o cérebro


A ciência mostra que terapias alternativas são eficazes para bloquear o caminho da dor e combater seus efeitos

A cada três pessoas no mundo, uma sofre com dores crônicas, e 80% da população sente dor em algum momento da vida, segundo dados do XV Congresso Mundial da Dor. Em alguns casos, a dor se torna o problema e deixa de ser somente o sintoma de alguma doença. Com números tão impressionantes, cada vez mais se investiga como aliviar a dor de tantas pessoas. Surgem, assim, alternativas de tratamentos que visam evitar efeitos colaterais e deixar a vida do paciente mais saudável. Eletroestimulação, termoterapia e acupuntura são bons exemplos já utilizados par aliviar dores de diversas causas, como ginecológicas, musculares, reumáticas e fibromialgia.

No caso das dores ginecológicas, os números também impressionam. A cada dez mulheres que procuram um ginecologista, três se queixam de dores pélvicas crônicas. Elas podem ser cólicas menstruais ou estar ligadas a problemas como endometriose, vaginite, inflamação crônica, infecção urinária e constipação intestinal. "Dores extremas e que persistem por mais de seis meses geram incapacidade funcional e comprometem a qualidade de vida", diz o médico Paulo César Giraldo, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).

A boa notícia é que os métodos de combate a esse tipo de dor estão cada vez mais acessíveis e menos invasivos. A ciência já deu seu aval para a eficácia de métodos que ajudam a enganar o cérebro e bloquear os efeitos da dor. Um estudo premiado no XX Congresso Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, em 2015, comprovou, por exemplo, os benefícios da tecnologia de neuroestimulação (TENS) para o tratamento complementar da endometriose. "Os tratamentos fisioterápicos são eficazes, têm base científica e podem ser usados sozinhos ou em associação com o tratamento clássico", afirma Paulo Giraldo. Veja, ao lado, três formas de aliviar os efeitos da dor. 

Um alívio para a dor

Conheça três tratamentos terapêuticos e suas aplicações para dores ginecológicas

Neuroestimulação Elétrica Transcutânea (TENS)

Uma das alternativas mais eficazes para aliviar dores crônicas, a tecnologia TENS age por meio de pulsos elétricos que impedem o estímulo da dor de chegar ao cérebro. As ondas têm efeito analgésico e aumentam a liberação de neurotransmissores responsáveis pela redução das dores, diminuindo a sensibilidade do local mesmo após o uso. Desde os anos 1980, as clínicas de fisioterapia usam a eletroestimulação. A grande novidade é a chegada de um aparelho simples, portátil e autoaplicável. Ele minimiza cólicas menstruais e outras dores. "Dependendo da dor, a mulher não responde bem a medicamentos", diz a fisioterapeuta Ticiana Mira. "Com o TENS, ela passa a ter maior controle sobre o corpo."

Acupuntura

A técnica criada na China consiste na aplicação de finas agulhas em pontos estratégicos do corpo, que variam conforme o diagnóstico e o feito terapêutico desejado. Quando acionados pelas agulhas, esses pontos restabelecem o equilíbrio corporal. "As agulhas ajudam a estimular a produção de serotonina e endorfinas no sistema nervoso central, diminuindo a sensação de dor", afirma o médico Paulo Giraldo.

Termoterapia

A aplicação terapêutica de substâncias que estimulam o aumento ou a diminuição da temperatura gera alívio da dor. Envolve desde procedimentos simples, como o uso de bolsas térmicas e compressas de gelo, até os mais elaborados, como a radiação infravermelha. Os benefícios são gerados pelo aumento do fluxo sanguíneo e do metabolismo. Pode combater o desconforto gerado por cólicas.



(texto publicado na revista Veja edição 2482 - ano 49 - nº 24 - 15 de junho de 2016)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Em caso de dor, engane o cérebro


A ciência mostra que terapias alternativas são eficazes para bloquear o caminho da dor e combater seus efeitos

A cada três pessoas no mundo, uma sofre com dores crônicas, e 80% da população sente dor em algum momento da vida, segundo dados do XV Congresso Mundial da Dor. Em alguns casos, a dor se torna o problema e deixa de ser somente o sintoma de alguma doença. Com números tão impressionantes, cada vez mais se investiga como aliviar a dor de tantas pessoas. Surgem, assim, alternativas de tratamentos que visam evitar efeitos colaterais e deixar a vida do paciente mais saudável. Eletroestimulação, termoterapia e acupuntura são bons exemplos já utilizados para aliviar dores de diversas causas, como ginecológicas, musculares, reumáticas e fibromialgia.

No caso das dores ginecológicas, os números também impressionam. A cada dez mulheres que procuram um ginecologista, três se queixam de dores pélvicas crônicas. Elas podem ser cólicas menstruais ou estar ligadas a problemas como endometriose, vaginite, inflamação crônica, infecção urinária e constipação intestinal. "Dores extremas e que persistem por mais de seis meses geram incapacidade funcional e comprometem a qualidade de vida", diz o médico Paulo César Giraldo, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).

A boa notícia é que os métodos de combate a esse tipo de dor estão cada vez mais acessíveis e menos invasivos. A ciência já deu seu aval para a eficácia de métodos que ajudam a enganar o cérebro e bloquear os efeitos da dor. Um estudo premiado no XX Congresso Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, em 2015, comprovou, por exemplo, os benefícios da tecnologia de neuroestimulação (TENS) para o tratamento complementar da endometriose. "Os  tratamentos fisioterápicos são eficazes, têm base científica e podem ser usados sozinhos ou em associação com o tratamento clássico", afirma Paulo Giraldo. Veja, abaixo, três formas de aliviar os efeitos da dor.

Um alívio para a dor

Conheça três tratamentos terapêuticos e suas aplicações para dores ginecológicas

Neuroestimulação Elétrica Transcutânea (TENS)

Um das alternativas mais eficazes para aliviar dores crônicas, a tecnologia TENS age por meio de pulsos elétricos que impedem o estímulo da dor de chegar ao cérebro. As ondas têm efeito analgésico e aumentam a liberação de neurotransmissores responsáveis pela redução das dores, diminuindo a sensibilidade do local mesmo após o uso. Desde os anos 1980, as clínicas de fisioterapia usam a eletroestimulação. A grande novidade é a chegada de um aparelho simples, portátil e autoaplicável. Ele minimiza cólicas menstruais e outras dores. "Dependendo da dor, a mulher não responde bem a medicamentos", diz a fisioterapeuta Ticiana Mira. "Com o TENS, ela passa a ter maior controle sobre o corpo."

Acupuntura

A técnica criada na China consiste na aplicação de finas agulhas em pontos estratégicos do corpo, que variam conforme o diagnóstico e o efeito terapêutico desejado. Quando acionados pelas agulhas, esses pontos restabelecem o equilíbrio corporal. "As agulhas ajudam a estimular a produção de serotonina e endorfinas no sistema nervoso central, diminuindo a sensação de dor", afirma o médico Paulo Giraldo.

Termoterapia

A aplicação terapêutica de substâncias que estimulam o aumento ou a diminuição da temperatura gera alívio da dor. Envolve desde procedimentos simples, como o uso de bolsas térmicas e compressas de gelo, até os mais elaborados, como a radiação infravermelha. Os benefícios são gerados pelo aumento do fluxo sanguíneo e do metabolismo. Pode combater o desconforto gerado por cólicas.




(texto publicado na revista Veja edição 2482 - ano 49 - nº 24 - 15 de junho de 2016)

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A Diferença Entre Querer Morrer e Querer Que a Dor Pare (Sobre o Suicídio)


Eu não quero morrer.

Eu só queria que a dor parasse: a dor que rodeava e apertava meu peito, o peso que envolveu meu cérebro na sombra, a agonia que transformou todo o mundo em escuridão.

Eu precisava disso para cessar a dor.

Não foi um grande trauma que me convenceu que a morte era a minha única opção, mas uma série interminável de pequenas dores que roubaram a minha esperança. A pressão da vida quotidiana tornou-se um assalto implacável: uma mão pesada sobre meu ombro que me esmagava.

Uma manhã eu tive uma discussão menor com meu marido e, como diz o provérbio sobre colocar mais lenha na fogueira, essa discussão me deixou em pedaços.

E então eu decidi que tinha apenas uma escolha que fazia algum sentido. Senti que todo mundo estaria melhor sem mim.

Eu fiz um plano. Eu escrevi cartas para a minha família. Chorando, telefonei para o meu amado irmão para dizer adeus.

Entretanto, levou poucos momentos para ele compreender o que eu estava fazendo e, em seguida, rapidamente, ele entrou em ação. Ele me cortou, desligou na minha cara e chamou meu marido imediatamente.

Meu marido correu de seu prédio de escritórios e, frenético, me procurou usando um aplicativo em seu telefone. Ele chamou um policial. Chamou a ambulância. Levou-me para o hospital.

Deram-me uma bebida lamacenta em um copo de papel enquanto eu estava deitada na maca, e eu chorei.

Eu não quero morrer.

Eu só queria que a dor parasse.

A escuridão que eu tinha mergulhado era muito espessa. Eu não conseguia mais enxergar meus filhos. Eu não conseguia mais enxergar a vida que eu tinha construído com o homem que eu havia escolhido 25 anos atrás. Eu não podia enxergar minha família, os irmãos que me conheciam desde o nascimento, os pais que me apoiaram desde antes que eu pudesse lembrar. Eu não podia enxergar meus amigos, que teriam ficado extremamente entristecido comigo se eu tivesse de deixá-los.

Eu não podia ver o amor.

Havia amor em volta de mim, mas esse amor foi empurrado pela escuridão, com força despejado de minha consciência pelo preto sufocante.

No hospital psiquiátrico, eu estava cercada por pessoas cujas experiências foram muito parecidas com o minha. Ouvi histórias familiares. Eu aprendi novas formas de lidar com a minha dor. Percebi que tinha opções. Mais importante, porém, vi que não estava sozinha.

Eu tenho ajuda.

Eu tenho um bom diagnóstico e fui colocada sob medicação que funcionou como um raio de luz no meu cansado cérebro, confuso. Isso não aconteceu da noite para o dia. Levou algum tempo para encontrar as doses certas e as prescrições corretas, mas eu perseverei. Eu mantive firmemente a esperança de que o antídoto certo para a escuridão poderia ser encontrado.

Eu não quero morrer.

Eu só queria que a dor parasse.

E ela parou.

Lenta, mas seguramente, com a terapia e o tempo, a dor parou.

Estou aqui hoje para lutar junto com você: Não desista.

Há uma razão para que você esteja lendo isso agora, neste exato momento no tempo. Esta é uma mensagem que você precisa ouvir. Você não está sozinha. O próprio mundo anseia para você ficar, anseia para você permanecer. A Terra está chamando. Ouça! Lá está, no calor dos raios do sol em cima de seu rosto virado para cima, na brisa fresca que acaricia sua pele, no canto de um pássaro, a maravilha de folhas e flores. A mensagem está lá para ouvir. A Terra está implorando para você não desistir.

Para toda escuridão há um facho de luz pelo qual é possível andar, basta apenas que os olhos sejam liberados do desespero.

Buscar. Falar com alguém. Há amor lá fora; há amor ao seu redor. Só porque você não pode sentir isso agora não significa que ele se foi. Não acredite na escuridão. Ele é uma mentirosa e uma ladra.

Estou feliz por estar aqui hoje.

A chuva cai e o sol brilha. Posso ver meus filhos rirem e chorarem e lutar e crescer. Meus pais estão agradecidos. Meu marido é cuidadoso. Meus irmãos me apoiam. Meus amigos me querem bem. Todo dia eu vejo o amor que eu não podia ver antes.

Eu acreditava nas mentiras que a escuridão me falou, e eu tentei tirar minha vida.

As vezes a vida ainda é uma luta. As vezes o amor parece desaparecer e parece estar longe. Há dias em que eu acordo desanimada e me sinto derrotada. Tem dias que eu ainda quero deixar este mundo (e todas as suas tribulações) para trás. Mas eu continuo colocando um pé na frente do outro, e eu agarro a esperança. Eu falo com os que me rodeiam. Eu tenho um boa noite de sono. Um novo dia amanhece. Eu me sinto melhor.

Eu não tinha que morrer para que a dor parasse.

Você também não tem que querer. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

20 dores corporais e a relação delas com os sentimentos (Revista Pazes)



A dor fala mais do que estamos vivendo do que se imagina.

Se você está sofrendo com algum tipo de dor, este post pode ajudar a encontrar a causa. Não se assuste se essa causa não for uma inflamação ou lesão, mas um problema emocional.

Preparamos esta matéria com muito carinho. Pois temos certeza de que ela vai ajudar muitas pessoas, que poderão se livrar de sua dor física a partir do instante que se curarem da dor interior.

Aprenda a decodificar a mensagem do seu corpo e seja mais feliz:

1. Dores musculares:

Revela que a pessoa está com dificuldades em aceitar mudanças.

A pouca flexibilidade na vida pode ser prejudicial, procure se adaptar às novas situações.

2. Dor de cabeça:

Você tem uma decisão a tomar?

Então se posicione!

A tensão provoca estresse. Procure relaxar e deixar a mente mais leve.

3. Dor de garganta:

Esta é uma dor bem comum e pode ser o indicador de que você está com problemas de perdoar, seja os outros ou até a si mesmo(a).

Reflita sobre o amor e a compaixão.

4. Dor nas gengivas:

Talvez seja a dificuldade de tolerar ou de tomar decisões.

A indecisão e o desconforto causado por ela são muito perigosos! Cuidado!

5. Dor nos ombros:

Pode indicar uma sobrecarga emocional. Não carregue tanto peso sozinho(a), distribua. 

Além disso, não acumule problemas, resolva-os.

6. Dor de estômago:

Parece engraçado, mas é real.

Se você não “digeriu” bem alguma situação ruim, pode ter dores no estômago.

7. Dores na parte superior das costas:

Procure alguém para compartilhar os problemas e alegrias.

Este pode ser o indício de que você precisa de apoio emocional.

8. Dor na região lombar:

Pode ser sinal de falta de dinheiro ou de apoio emocional.

Seja otimista e reaja.

9. Dores no sacro e cóccix:

Há situações que precisam ser resolvidas e você está ignorando?

Pense bem.

10. Dor de cotovelo:

Outra parte do corpo que está bem relacionada à resistência a mudanças.

Ouse! Se não for possível, pelo menos trabalhe sua mente para se ver livre do que está pressionando.

11. Dor nos braços:

É pesado carregar algo ou alguém com muita carga emocional.

Veja se é necessário mesmo fazer isso. Reflita sobre o assunto.

12. Dor nas mãos:

Mostra falta de conexão com as pessoas ao seu redor.

Procure fazer novos amigos e estreitar os laços de amizade com os mais antigos.

13. Dor nos quadris:

Se você anda com medo de agir, isso pode resultar em dor nos quadris. Está pensando em novas ideias?

Posicione-se! Isso vai lhe dar grande alivio.

14. Dor nas articulações:

Músculos e articulações são flexíveis.

Seja como eles: procure novas experiências na vida – com responsabilidade.

15. Dor nos joelhos:

Provavelmente seja o orgulho. O que acha de ser humilde e aceitar as diferenças e circunstâncias?

Sabemos que não é fácil. No entanto, é necessário. Você é mortal, como todos os outros – não perca tempo e viva em amor.

16. Dor de dente:

Pense positivo. Se estiver em situações difíceis, tenha fé que tudo será resolvido.

Esta dor simboliza um fato que não está agradando a você.

17. Dor no tornozelo:

Seja mais tolerante com si mesmo(a).

Permita-se ser feliz e não cobre tanto. O que acha que dar um toque especial na vida amorosa?

18. Dor que causa fadiga:

Viva novas experiências.

Livre-se do tédio!

19. Dor nos pés:

Um novo passatempo ou um animalzinho de estimação pode pôr fim à vida deprimida de qualquer pessoa. Não permita pensamentos negativos, e os positivos farão você “voar”.

20. Dores em várias partes do corpo:

Nosso corpo é formado por energia.

Se você estiver uma pessoa muito negativa, vai sofrer dores e ter uma queda na imunidade.

Cuidado!

terça-feira, 17 de maio de 2016

A raiva é o combustível da dor - Tatiana Loureiro


Quem reprime sentimentos negativos está condenado a sofrer de dores crônicas. A saída não é simples, mas conhecer-se melhor, meditar e relaxar são os  caminhos para administrar a ira

A cabeça está sempre fervendo, o ódio toma conta do corpo e a raiva, engolida, tem "parada obrigatória" no fígado. Quem se encaixa nesse perfil deve ficar atento, porque pesquisadores americanos concluíram que essas emoções negativas provocam dores insuportáveis e chegam até a causar doenças do coração.

O sexo masculino é o que mai sofre. Pelo menos é o que comprovou a investigação feita por Robert Kerns, professor de Psicologia e Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale, com 142 pessoas: 80% eram homens e, desses, 57% tinham dores nas costas, artrite ,enxaqueca e tendinite. Para aliviar o mal-estar, 62% dos pesquisados estavam viciados em remédios.

"Pessoas que reprimem emoções negativas, em especial a raiva, inibem a produção de opióides, como as endorfinas, e aumentam a sensibilidade à dor. Os opióides são estimulantes naturais, cuja ação é analgésica e antidepressiva", diz Kerns.

O corpo responde à raiva acionando a mesma cadeia de reações ativadas pelo stress e pelo perigo. Quando ameaçado, o corpo é inundado por adrenalina. O coração, então, bate mais rápido, as artérias se dilatam, a circulação e a pressão aumentam, os músculos ficam tensos.

Esse conjunto de reações acaba detonando efeitos colaterais. "As constantes descargas de adrenalina e o aumento da pressão danificam artérias e coração", afirma Redford Williams, diretor do Centro de Pesquisa de Medicina do Comportamento da Duke University e autor do livro Anger Kills (A Raiva Mata).

Não ficar irritado é antinatural. Mas reprimir sentimentos negativos ou descarregá-los sem bom senso significa um alto custo físico e psicológico. Pesquisadores americanos sugerem que não se veja apenas o lado negativo das situações. E recomendam que se recorra à psicoterapia, ao biofeedback (técnica que conduz ao relaxamento muscular), à auto-hipnose e à meditação para readquirir a calma.


(texto publicado na revista Mais Vida nº 13 - janeiro de 1997)

sábado, 14 de maio de 2016

8 sintomas físicos da depressão: fique atento a si mesmo e ao seu próximo (Aleteia)


É uma obra de misericórdia ajudar a cuidar bem dos doentes - e eles podem estar na sua família sem você ter notado

Há sintomas da depressão que são bem conhecidos: tristeza, pessimismo, apatia…

Mas é um erro (ainda bastante comum) confundir a depressão com “mera tristeza”, minimizando a sua gravidade.

A depressão é uma doença física. Ela está ligada ao desequilíbrio químico dos neurotransmissores e requer acompanhamento psiquiátrico adequado, desde o diagnóstico até o tratamento em si. Sem estas medidas, a depressão tende a se agravar.

Além dos sintomas ligados ao desânimo, também existem sensações físicas que podem indicar a doença. O site “Minha Vida” lista algumas delas:

1. Cansaço ou fadiga

A psicóloga e psicanalista Priscila Gasparini Fernandes, da Universidade de São Paulo (USP), explica que “a falta da produção adequada dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina gera uma prostração muito grande em pacientes”, provocando fraqueza, cansaço, desânimo e falta de iniciativa para qualquer atividade.

2. Distúrbios do sono

Ou o paciente dorme demais, buscando no sono uma fuga da realidade, ou não consegue dormir, porque não é capaz de se desligar dos problemas que o levaram à depressão. O resultado é um sono de má qualidade. O paciente não descansa o necessário, daí a piora no rendimento em suas atividades.

3. Problemas digestivos

A depressão envolve a diminuição de produção dos neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, que são responsáveis pela modulação da dor e pelo equilíbrio emocional. Por isso, o paciente apresenta maior sensibilidade à dor gastrointestinal, muito comum em quadros depressivos.

4. Mudanças no apetite e no peso

A depressão altera o apetite, seja para a falta, seja para o excesso, provocando perda ou ganho de peso de acordo com cada indivíduo. É necessário observar o comportamento anormal e buscar ajuda para o adequado diagnóstico e tratamento. É possível que o quadro seja de anorexia ou bulimia, diferentes da depressão, mas capazes de levar a ela.

5. Dor de cabeça

O indivíduo com depressão acumula sintomas emocionais, frustrações, medos e inseguranças e os descarrega no corpo, somatizando-os, afirma a psicóloga Priscila. Daí as dores de cabeça. É um processo inconsciente: o individuo não tem controle sobre isso. É preciso procurar ajuda profissional.

6. Tensão na nuca e nos ombros

Em decorrência da somatização, o paciente depressivo fica em constante estado de alerta, ansiedade e nervosismo, o que se reflete na tensão da musculatura, principalmente da nuca e dos ombros.

7. Dores generalizadas

O corpo todo apresenta sensação de dor, mas as costas e o peito são os mais afetados. É que o cansaço próprio da depressão compromete a postura física do paciente, piorando a tensão e as dores musculares. A falta de atividades físicas agrava ainda mais o quadro.

8. Imunidade baixa

A pessoa com depressão se sente mal, física e mentalmente, o que pode interferir na imunidade. Ocorre uma liberação descontrolada de hormônios quando não estamos bem emocionalmente, afetando as células de defesa.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O clube de que ninguém quer ser sócio - Cynthia de Almeida (Vamos falar sobre o luto?)


Em um post no blog coletivo Medium, a novaiorquina Janine Gianfredi escreve sobre seu ingresso no clube dos que perderam os pais, para o qual ninguém quer entrar , mas cujos membros se apóiam e acolhem com carinho e sabedoria os “novos sócios”. Baseada em sua experiência, dá dicas sobre como agir para ajudar quem está passando por esse momento difícil de perda de um dos pais

“Durante o velório do meu pai, no ano passado, uma amiga de longa data me puxou de lado. Ela havia perdido seu pai dez anos antes, aos 20, um momento em que amigos não estão em forma para ajudar com coisas sérias. Eu ainda penso se a ajudei de alguma forma. Ela me deu um abraço e disse: “Bem-vinda ao Clube dos Pais Mortos. Ninguém quer ser um membro, mas ao menos temos uns aos outros”.

Divida suas lembranças : Sua experiência com seu pai ou sua mãe era única, com muitos momentos vividos na privacidade. Nos dias que se seguiram à morte do meu pai, tantas pessoas que o amavam mandaram emails e textos com pequenas histórias e pensamentos sobre ele. “Seu doce favorito era sfogliatella; todos ao seu lado se sentiam especiais e amados; ele nunca ficava bravo. Pequenos mistérios da vida do meu pai foram revelados nessas notas e eu as consumi avidamente.

Faça contato: Mande mensagens de texto, telefone, ponha emojis de coraçãozinho no facebook. Faz muita diferença. E por favor, não tente comparar a perda do amigo à alguma experiência própria de perda: “quando minha avó faleceu…” Não é o seu momento.

Escreva cartões: Eu recebi um cartão manuscrito de cada membro do Clube dos Pais Mortos que eu conhecia. De agora em diante, eu nunca vou pular este passo tão simples de encontrar tempo para escrever meu amor e pensamentos em um pedaço de papel.

Mande comida: Um amigo querido do meu pai encomendou um bufet de seu restaurante favorito para oferecer depois do funeral. Outro mandou uma cesta de “confort food”, no meio do dia. Outro trouxe pacotes de bagels. Nos dias em que ninguém mandou comida, minha mãe e eu passamos a donuts e Chadonnay.

Nao se desculpe: Alguns amigos mandaram cartões e flores algumas semanas depois do falecimento do meu pai e eles sempre começavam com uma desculpa. “”Sinto muito por estar atrasado”. Nós não fazemos um inventário de quem mandou o que, quando. As flores que chegam meses depois me lembram do amor dele, a coisa mais importante que os membros do Clube dos Pais Mortos tenta preservar.

Seja compreensivo: Novos membros do Clube dos Pais Mortos podem ser péssimos amigos durante um tempo. Alguns podem ser pouco aplicados no trabalho, outros se lançam totalmente a ele. Alguns querem festejar, muitos querem se enfiar em um buraco. Ele podem mudar, às vezes para sempre. Perdoe-os, e fiquem firmes do seu lado.

Lembre-se : Alguns meses depois, uma amiga me levou para almoçar e perguntou: “Como você está agora? Eu sei que não passa fácil”. Ela me pegou com a guarda baixa e percebi que eu não estava indo tão bem. Para mim, um ano depois parecia muito pior do que um mês depois. Por isso, significa muito para mim quando as pessoas me lembram de lembrar dele.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Como tratar as dores no joelho (Melhor com Saúde)


O gengibre pode nos ajudar a tratar os problemas musculares e as dores no joelho. Podemos acrescentá-lo aos nossos pratos, preparar uma infusão ou até aplicá-lo de forma tópica.

Costumamos pensar que as dores no joelho são mais comuns nos idosos ou nos atletas. No entanto, trata-se de uma condição que afeta todas as idades, profissões e atividades.

Ela pode começar repentinamente após fazermos um determinado movimento e, no começo, ser apenas um incômodo leve, mas que vai piorando com o tempo. Neste artigo iremos falar sobre como tratar as dores no joelho.

Causas das dores no joelho

O joelho é uma das articulações mais utilizadas e que deve suportar mais peso quando estamos de pé.

Com uma estrutura complexa e tendo uma função importante na locomoção, a articulação é sustentada por vários ligamentos. Os movimentos que realiza são: torção, flexão, estiramento e sustentação do corpo.

O desgaste natural pela idade aumenta o número de casos em pacientes com mais de 60 anos, ainda que ninguém esteja isento de sofrer com dores no joelho.

São muitas as razões pelas quais uma pessoa pode ter dores em um ou nos dois joelhos. Entre as mais comuns encontramos:

Sobrepeso e obesidade

Uso excessivo da articulação (por trabalho ou esporte)

Antecedentes de artrite na família

Idade

Cisto de Baker (inchaço na parte de trás do joelho)

Infecção nos ossos ou nas articulações

Doença de Osgood-Schlatter

Quando ocorre um uso exageradamente intenso dos joelhos, as dores podem ser decorrentes de:

Bursite

Deslocamento ou fratura da rótula

Síndrome da banda iliotibial

Dor na parte frontal do joelho (ao redor da rótula)

Ruptura de ligamentos

Rasgo na cartilagem ou ruptura de meniscos

Distensão muscular

Entorses

É possível prevenir as dores no joelho?

Se o passar do tempo ou os antecedentes familiares forem o problema, é claro que não poderemos fazer muito a respeito, já que se trata de algo “inevitável”. Entretanto, estas não são as únicas duas causas e vale a pena modificar certos hábitos se você quiser prevenir as dores no joelho. Algumas das mudanças na vida cotidiana são:

Aquecer os músculos antes de fazer exercícios

Alongar os músculos após ter terminado a rotina esportiva

Evitar correr na descida (melhor descer caminhando)

Andar de bicicleta

Reduzir a intensidade dos exercícios

Perder peso

Utilizar um sapato adequado que se ajuste bem e amortize o impacto

Evitar o uso excessivo de sapatos de salto alto

Não passar muitas horas em pé

Cuidados básicos para as dores no joelho

Se os sintomas começaram há pouco tempo e forem leves, algumas medidas tomadas a tempo podem reverter a situação. Por exemplo, é aconselhável:

Descansar mais

Evitar atividades ou movimentos que causem dores

Não carregar objetos pesados

Aplicar gelo todos os dias durante 15 minutos

Manter o joelho elevado enquanto assiste à televisão

Usar uma bandagem elástica das que podem ser compradas nas farmácias

Dormir com uma almofada sob o joelho

Consumir um anti-inflamatório suave se sentir necessidade

Remédios caseiros para as dores no joelho

Estes métodos naturais e que são preparados com ingredientes que você pode até ter em casa (ou podem ser adquiridos sem problemas) irão ajudar a reduzir os sintomas quando você sentir dor em um ou nos dois joelhos.

Não se esqueça de que, para casos graves, é preciso consultar um médico.

Frio

O gelo ou as compressas frias são perfeitas no caso de que a dor se deva a uma tendinite ou uma pancada, e sempre que houver uma inflamação.

Coloque alguns cubos de gelo em uma bolsa e aplique sobre o joelho por não mais do que 15 minutos seguidos.

Existe uma técnica associada a isso que inclui descanso, gelo, compressão e elevação da perna. Desta maneira você poderá evitar a pressão na área e irá reduzir a dor e o inchaço.

Azeite de oliva

Quando começarem as dores, você deve fazer massagens com algumas gotas de azeite de oliva. Os movimentos devem ser circulares.

A ideia é aumentar a temperatura da área e fazer com que o líquido entre na articulação para que possamos aproveitar as suas propriedades anti-inflamatórias e estimulantes para a circulação sanguínea.

Outra boa opção é o óleo de coco, já que desinflama a área e alivia as dores musculares. Neste caso é preciso usar meia xícara de óleo morno.

Vegetais anti-inflamatórios

O colorau é um dos melhores remédios externos para as dores articulares no joelho. Uma pequena quantidade é suficiente para evitar a irritação na pele. Basta passá-lo pela área afetada com um pouco de água.

Os outros vegetais com estas propriedades são o alho e a cebola. Em ambos os casos a aplicação é tópica. Corte uma cebola ou um dente de alho pela metade e esfregue-os na região afetada o mais vigorosamente possível.

Repolho

O repolho tem um grande poder anti-inflamatório. Sem dúvida, é um remédio para as dores no joelho que vale a pena experimentar.

Amasse algumas folhas com um pouco de água e aplique como se fosse um creme. Cubra com uma gaze e prenda com uma cinta elástica.

Troque o curativo duas vezes ao dia.

Especiarias

O gengibre tem a capacidade de aliviar o mal-estar muscular e tratar problemas articulares, principalmente no caso das pessoas que sofrem de osteoartrite. Outra das especiarias que podemos usar é a cúrcuma.

Em ambos os casos recomenda-se acrescentá-los aos pratos e até preparar um chá com gengibre ou um copo de leite morno com cúrcuma.

Ervas

São anti-inflamatórias e melhoram a circulação do sangue, por isso, são perfeitas para as dores no joelho.

Recomendamos especialmente o manjericão, a camomila e unha-de-gato para preparar suas infusões desde agora. Elas irão aliviar a dor e reduzir a inflamação.

Referências



segunda-feira, 4 de abril de 2016

20 dolori del corpo direttamente collegati a uno specifico stato emotivo (Rimedio Naturale)


Il dolore è una normale sensazione del corpo, e si presenta in 3 tipi di manifestazione: energia, percezione e manifestazione fisica.

Ogni tipo di dolore può essere direttamente connesso ad uno specifico stato emotivo. I dolori non sono altro che una manifestazione esterna del nostro stato emotivo: l’organismo può mostrarci il problema con esattezza, affinché sia possibile far sparire il dolore.

Dolore muscolare: rappresenta la difficile capacità di muoverci nella vita. Ci indica quanto siamo flessibili con le nostre esperienze nel lavoro, a casa e con noi stessi.

Mal di testa: limita il processo decisionale. Le emicranie compaiono quando viene presa una decisione, ma non si agisce. Dedica qualche minuto al relax, ogni giorno.

Dolore al collo: può indicare una difficoltà nel perdonare gli altri, anche se stessi. Cerca di riflettere su ciò che ti piace di te e degli altri. Medita sulla compassione.

Dolore alle gengive: è collegato a decisioni che non vuoi prendere o che non tolleri.

Dolore alle spalle: può indicare che stai portando un grande carico emozionale. Concentrati sulla soluzione dei problemi, cercando di distribuire questo carico anche su altre persone.

Mal di stomaco: si verifica quando, metaforicamente parlando, non hai digerito una situazione negativa.

Dolore alla parte superiore della schiena: senti la mancanza di supporto emozionale. Forse senti che nessuno ti appoggia e ti vuole bene. Se sei single, forse è giunto il momento di conoscere qualcuno.

Dolore alla parte bassa della schiena: preoccupazioni economiche o, di nuovo, mancanza di supporto emozionale.

Dolore all’osso sacro: stai trascurando una situazione che deve essere sbloccata e risolta.

Dolore al gomito: stai effettuando resistenza ad un cambiamento nella tua vita. Forse è giunto il momento di accettare le variazioni e i cambiamenti.

Dolore alle braccia: stai portando un grosso carico emozionale.

Dolore alle mani: non riusciamo a connetterci con gli altri. Forse, in senso figurato, non stiamo tendendo la mano al prossimo. Cerca di fare nuovi amici, ristabilisci le connessioni.

Dolore ai fianchi: paura di intraprendere nuovi cammini o immobilità nella propria vita. Può indicare che sei restio ai cambiamenti e al movimento.

Dolore articolare: così come i muscoli, le articolazioni sono flessibili. Apriti a nuovi modi di pensare, nuove lezioni di vita ed esperienze.

Dolore alle ginocchia: possono indicare problemi nelle relazioni con gli altri. Può indicare anche l’impossibilità di adattarsi agli altri.

Mal di denti: non ti piace una determinata situazione in cui ti trovi, forse tuo malgrado.

Dolore alle caviglie: non ci concediamo il diritto al piacere. Forse è tempo di essere più tolleranti con se stessi.

Dolore che causa stanchezza: indica noia, resistenza ed apatia. Cerca di aprirti a nuove esperienze.

Dolore ai piedi: indica depressione. Sotto i piedi si accumula molta negatività: cerca di concentrarti nei piccoli piaceri della vita.

Dolore generico in tutto il corpo: la struttura cellulare del corpo si rinnova costantemente, e durante questo processo accumula energie negative, che indeboliscono il sistema immunitario. Nonostante il corpo possa sembrare malato, si tratta solo di una sensazione passeggera.

A dor de viver com rancor - Tamara de Lempicka (A mente é maravilhosa)



Ter sentimentos de rancor é algo normal no ser humano. Todos já sentimos rancor alguma vez, mas o que realmente não se deve permitir é que esse rancor fique arraigado no coração, como uma flecha envenenada: o único que faz é ferir, causando ainda mais dano do que causou a própria ação que gerou o rancor.

Somos responsáveis pela nossa própria felicidade, temos o direito de ser felizes. Contudo, a felicidade é uma decisão pessoal, você decide se quer continuar vivendo com sentimentos negativos, como o rancor, ou se quer ser feliz se despojando deles, como uma cebola com todas essas camadas que estavam doentes e que não deixam ver o que há no interior.

O rancor é um sentimento que traz benefícios quando surge em doses adequadas (por exemplo: impede que você confie novamente em uma pessoa que já o traiu, salvo que volte a conquistar a sua confiança). Mas fazemos do rancor o nosso aliado, deixando que domine a nossa personalidade, criamos um problema que não tínhamos e que frequentemente não tem uma solução fácil. Por outro lado, se o rancor já está em nós, deve ser enfrentado com sabedoria: como se fosse um adversário. Não é um amigo e nem queremos que seja.^

Como age uma pessoa rancorosa?

Você pode reconhecer uma pessoa rancorosa porque manifesta alguns dos seguintes traços:

* O seu principal sentimento é a raiva pelo dano que sente, que pensa e que não expressa.

* Não quer falar sobre o assunto ou com a pessoa que lhe causa o rancor.

* Costuma falar com a pessoa de forma seca e áspera.

* Não consegue olhar nos olhos da pessoa que lhe causa o sentimento de rancor.

* Rejeita sistematicamente qualquer ideia ou sugestão que fizer a pessoa em relação a qual guarda rancor, mesmo que no íntimo saiba que a ideia ou sugestão é boa.

Assim, preferem pagar o preço de não segui-la do que concordar com ela. Por outro lado, dirigem-se a estas pessoas para o imprescindível, com poucas palavras e diretas.

* Manifesta o seu rancor na sua comunicação não verbal, ativando o sistema nervoso como se enfrentasse um perigo e tivesse que lutar ou fugir.

* Vai anotando na sua caderneta mental todas os insultos que ele interpreta, desde o momento em que ocorreu o primeiro. São suas armas caso alguma vez o silêncio tenso se transforme em uma batalha declarada.

Quais são os efeitos do rancor na saúde?

Rancor vem do latim e significa “ranço”, isto é, nada que está rançoso pode ser ou trazer algo de bom, portanto, uma pessoa com rancor em primeiro lugar faz mais mal a si mesma do que aos outros. Por outro lado, o rancor dispara a pressão arterial e o ritmo cardíaco provocando estresse e ansiedade… e estes trazem consigo tontura, tensão muscular, sensação de sufocamento, etc.

Uma autêntica espiral parecida com a roda da qual o hamster nunca sai na sua jaula e que não leva a lugar nenhum. Portanto, é preciso aprender a lidar com as emoções, a usar a “inteligência emocional” e a se livrar dos sentimentos daninhos para o corpo e a mente. É preciso se livrar dessas armaduras pesadas que não fazem outra coisa a não ser nos prejudicar, tornando-nos infelizes desnecessariamente.

Como superar o rancor?

1. Em primeiro lugar, sendo consciente de que temos rancor. Se não admitirmos que temos um problema, nunca poderemos superá-lo.

2. Aprendendo a expressar as nossas emoções, falar do que nos incomoda com as pessoas que nos tornaram rancorosos.

3. Aprendendo a perdoar. Todos cometemos erros. Cuidado, você também! É preciso aprender a ser mais clemente com os outros e consigo mesmo.

4. Aprendendo a pensar de forma positiva. Sim, não é fácil, dá trabalho, mas é um trabalho enriquecedor; se você começar a mudar a sua forma de pensar e começar a ver as coisas de outra forma, verá a diferença na sua mente, no seu descanso e na sua saúde. Se você levar as coisas com mais tranquilidade, se começar a relativizar tudo um pouco e a deixar as coisas fluírem em benefício próprio, tudo será melhor.

Nada é fácil, mas com esforço podemos nos ajudar e nos libertar de sentimentos negativos como o rancor. Use a inteligência emocional, ria, escute os profissionais e comece a mudar pouco a pouco. Na maioria das vezes, querer é poder.