Mostrando postagens com marcador tuberculose. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tuberculose. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de março de 2015

I superbatteri provocheranno più morti del cancro entro il 2050 (Fanpage.it)


Ogni anno circa 700 mila persone muoiono a causa della resistenza ai farmaci di alcune malattie come la tubercolosi, la malaria ed il batterio E. Coli. Basta pensare che solo in Europa e negli Stati Uniti la resistenza agli antibiotici ogni anno provoca la morte di oltre 50 mila persone. Numeri impressionanti che fanno ancora più riflettere se si paragonano ai morti di cancro. Secondo quanto scrive la BBC infatti, entro il 2050 le infezioni resistenti ai farmaci uccideranno 10 milioni di persone in più in tutto il mondo contro gli 8,2 milioni che attualmente muoiono per il cancro. L'economista Jim O'Neill ha rilasciato i risultati di uno studio a lui commissionato dal governo britannico in cui vengono spiegati i costi relativi alla produzione di nuovi farmaci per limitare i danni causati dalla resistenza agli antibiotici.

Si parla di una cifra che ammonta a circa 100 mila miliardi: "Il Prodtto interno lordo annuale del Regno Unito ammonta a 3.000 miliardi, quindi i costi ammontano a circa 35 anni di Pil britannico". Per cercare di limitare il problema è necessario che ogni intervento come chemioterapia, trapianti e parti cesarei sia effettuato in modo sicuro e protetto, con gli antibiotici richiesti così da prevenire eventuali infezioni. Se non si utilizzano i farmaci richiesti si rischia di aumentare le possibilità di infezione e spesso si può addirittura arrivare all'impossibilitá di portare a termine un'eventuale operazione medica. Come sottolinea nel suo studio l'economista Jim O'Neill, i paesi più a rischio sulla resistenza ai farmaci sono Russia, Brasile, India, Cina, Messico, Indonesia, Nigeria e Turchia. "In Nigeria nel 2050 più di un decesso su quattro sarà attribuibile a infezioni resistenti ai farmaci, mentre l'India andrà incontro a due milioni di vittime ogni anno a causa di questo problema".





terça-feira, 25 de novembro de 2014

Dossiê: epidemias


Peste bubônica

Roedores contra-atacam

Após matar 60% da população da Europa no século 14, a peste reaparece na Europa

Em julho, 30 mil moradores de uma pequena cidade da China foram isolados depois de um caso de peste bubônica. A medida foi tomada depois que um homem de 38 anos morreu ao entrar em contato com uma marmota infectada. A peste bubônica (ou peste negra, como também é conhecida) é transmitida pelo bacilo de Yersin, que infecta roedores. Pulgas que se alimentam do sangue desses animais mordem humanos, transmitindo a doença. No caso da China, mais de 159 pessoas ficaram em quarentena, mas não foram registradas outras mortes.

O quadro chinês é bem diferente do registrado nos séculos passados "Alguns desventurados, incapazes de suportar o tormento, se atiravam do alto das casas, disparavam um tiro ou se destruíam de qualquer outro meio; casos como esses vi muitos. Outros, sem poder se conter, lançavam gritos incessantes de dor, e seus gemidos, tão fortes, tão lastimáveis, atravessavam o coração de quem os ouvia pela rua, e ainda era sabido que o mesmo chicote poderia ser açoitado contra si a qualquer instante", escreveu Daniel Defoe na obra Um Diário do Ano da Peste. O relato conta como a peste matou 70 mil pessoas em Londres em 1665.

O pânico dos ingleses tinha explicação: eles sabiam do estrago que a praga havia causado em boa parte da Europa no século 14. Considerada uma pandemia, a pior epidemia da história da Europa reduziu a população em quase um terço. Com uma  taxa de mortalidade de 60%, o número de europeus caiu para 30 milhões entre 1346 e 1353.

A peste chegou à Europa com as tropas do Império Mongol que ocupavam a península da Crimeia, origem da praga. Há relatos de que os mongóis catapultavam corpos infectados contra seus inimigos para espalhar o contágio pelo Ocidente, mas o mais provável é que a bactéria tenha entrado na Europa Ocidental através dos ratos que habitavam os navios de comércio e de comerciantes infectados. Assustados, genoveses e venezianos fugiram, espalhando a peste para o resto do continente. Na Europa, o bacilo de Yersin encontrou o ambiente ideal para sua disseminação: nas cidades medievais, as condições de higiene eram péssimas, sem aterros sanitários e com lixo espalhado pelas ruas.

A Ásia foi o berço da peste bubônica,mas hoje pessoas morrem da doença em quase todos os continentes. No mundo inteiro, há entre mi le 3 mil casos de peste negra por ano, segundo a OMS. Em volta das picadas de pulga, a pele é tomada por zonas gangrenadas. Ela incha e forma nódulos, os chamados bubões (daí o nome peste bubônica), que crescem nas virilhas e axilas e ficam do tamanho de uma maçã. As feridas secretam sangue e pus, e urina, suor, saliva e escarro ganham uma cor escura (daí o outro nome, peste negra). "A peste ainda está aí, é a mesma que tivemos antes, ainda com o poder e a ameaça que tinha", disse à revista The Atlantic o britânico Tim Brooks, especialista em doenças infecciosas.

Poliomielite

O vírus e o terrorismo

O número de casos de poliomielite foi reduzido em 99% até o ano passado, mas ação de grupos terroristas pode ajudar a dar fôlego para a epidemia

A poliomielite foi o terror de pais até a década de 1980. Transmitida de pessoa para pessoa via oral ou fecal por meio de água ou alimentos contaminados, ela causou paralisia e deformações no corpo de milhares de crianças de até 5 anos ao redor do mundo. Pior: em questão de horas, a vítima poderia ficar paralítica. Descoberta em 1840, a primeira vacina para a doença surgiu 110 anos depois e causou uma revolução na saúde. Em três décadas, uma campanha internacional encabeçada pelo Rotary e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) reduziu a transmissão da pólio em 99%. O número de casos da doença caiu de 350 mil no início da vacinação para 406 casos em 2013.

Há apenas duas regiões do mundo onde a pólio nunca foi erradicada: áreas tribais na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão e no norte da Nigéria, na África. A explicação para isso? O terrorismo. Alguns anos atrás, na caçada pelo então terrorista mais procurado do mundo, a CIA criou uma campanha falsa de vacinação para coletar o DNA dos moradores do bunker de Osama bin Laden em Abbottabad, no Paquistão. 

Quando descobriram a estratégia, líderes religiosos passaram a bater de porta em porta para convencer os paquistaneses de que campanhas de vacinação fazem parte de um plano mirabolante do Ocidente para destruir os muçulmanos. Quem sofre com isso são as crianças. Em 2011, ano em que bin Laden foi morto, foram contabilizados apenas 11 casos de pólio no Paquistão. Neste ano, foram 104 até o mês de agosto.

Algo semelhante acontece na Nigéria. O grupo terrorista Boko  Haram rejeita tudo o que considera ocidental, incluindo vacinação e educação. O grupo é o autor de ataques contra centros de imunização, mataram nove funcionários responsáveis pela campanha no ano passado e sequestraram mais três neste ano. Fora de controle, o vírus que se espalha pela Nigéria provocou uma crise de pólio na Somália, que espalhou a doença para o Quênia e a Etiópia. Em 10 anos o número de casos pode chegar a 200 mil no mundo inteiro. Uma em cada 200 infecções levam à paralisia irreversível e, entre esses casos mais graves, até 10% morrem porque os músculos respiratórios param de funcionar. A pólio ainda não tem cura.

Tuberculose

A doença dos artistas

Há quatro anos ela estava quase extinta. Hoje, mata 1,3 milhão de pessoas

Durante muito tempo, acreditou-se que a tuberculose infectava apenas pessoas sensíveis, como os artistas. Isso porque muitos poetas, escritores e pintores sucumbiram à doença. O mito foi embora e hoje a tuberculose é a segunda mazela causada por um único agente infeccioso que mais mata no mundo, atrás da Aids. São 1,3 milhão de vítimas ao anos. Ficou surpreso? Pois eis outro dado assustador: um terço da população mundial tem tuberculose latente, ou seja, foi infectada, mas ainda não desenvolveu os sintomas (tosse por mais de duas semanas, catarro, febre, sudorese, cansaço, dor no peito, falta de apetite e emagrecimento) e nem pode transmiti-la.

A bactéria Mycobacteria tuberculosis se propaga por espirro, tosse ou catarro. Todo ano, estima-se que 450 mil pessoas sejam infectadas por ela. É um cenário bem diferente do registrado há quatro anos, quando a doença estava controlada e quase inexistente. Quem mais sofre são as pessoas HIV  positivo, causando um quinto das mortes desse grupo, mas outros doentes com sistema imunológico prejudicado também correm risco.

A tuberculose tem cura com a utilização de antibióticos por seis meses. Mas o uso inadequado da medicação deixou o germe resistente ao tratamento, especialmente no Leste europeu e na Ásia central. Para o doutor Mario Raviglione, da  Organização Mundial da Saúde, isso coloca em risco a possibilidade de acabar com a doença. "Estamos numa encruzilhada entre a eliminação da tuberculose e milhões de outras mortes", disse.

Varíola

Perigo à espreita

Erradicado em 1979, o vírus foi encontrado em frascos abandonados

Outras doenças infecciosas com alta taxa de mortalidade podem voltar se continuarem sendo tratadas com descaso pelas autoridades. Uma delas é a varíola, declarada globalmente erradicada em 1979 depois de uma campanha de imunização da OMS. Causada pelo vírus de mesmo nome, a doença já foi uma das mais temidas do mundo: matou 300 milhões de pessoas entre 1896 e 1979. Depois de erradicada, dois estoques do vírus foram guardados em laboratórios considerados seguros, um nos EUA e outro na Rússia. Mas, em julho, frascos de varíola foram encontrados dentro de uma caixa de papelão por um cientista do governo americano em um centro de pesquisa perto de Washington. Por sorte, os vidros não estavam quebrados.



(texto publicado na revista Galileu nº 278 - setembro de 2014)


















domingo, 23 de novembro de 2014

Tuberculose - Fernanda Emmerick


Conhecida pela tosse persistente, a doença precisa ser diagnosticada o quanto antes para evitar sua disseminação. Conheça melhor as formas de tratamento

1) O que é?

Doença infectocontagiosa causada por uma bactéria que pode afetar diversos órgãos, como os rins e até mesmo a pele, sendo um dos principais o pulmão. Pode ser confundida com a pneumonia. Essa, porém, se desenvolve de maneira mais rápida, em algumas horas, enquanto a tuberculose é mais vagarosa, levando semanas para demonstrar os sintomas iniciais.

2) Sintomas

O primeiro e mais importante sinal é a tosse recorrente. Quando ela acontece por mais de três semanas, deve-se fazer o exame de escarro imediatamente. Além disso, é comum o aparecimento de febre, principalmente durante a noite, perda de peso e sudorese noturna.

3) Diagnóstico

O exame de escarro é o primeiro passo para se obter conhecimento sobre a doença. Nele acontecerá a coleta de um catarro logo pela manhã e será feita uma análise para que se possa checar se uma bactéria chamada bacilo de Koch está realmente presente no organismo. No caso de um resultado positivo, serão necessárias também uma radiografia do tórax e uma avaliação completa do histórico clínico do paciente.

4) Prevenção

Consiste na tentativa de identificar quem tem o mal para evitar que a bactéria seja passada adiante. Caso a suspeita seja validada, as pessoas mais próximas do infectado devem fazer radiografias de tórax e teste de escarro. Um novo tratamento, que dura somente três meses, é  feito com uma combinação de dois antibióticos e reduz a chance de incidência da doença naqueles que ainda não a manifestaram.

5) Tratamento

Os medicamentos precisam ser tomados de maneira rigorosa, diariamente, durante seis meses. Nos primeiros dois meses o total é de quatro remédios diferentes ao dia, enquanto nos meses restantes tal quantidade cairá pela metade. É importante ter consciência e manter uma boa alimentação, além de dar atenção especial para aqueles pacientes que são desnutridos ou os que sejam portadores do vírus HIV.

A transmissão

Contrai-se a doença por meio do ar contaminado. Quando o indivíduo tosse, ou mesmo espirra, as gotículas eliminadas ficam horas dispersas.



(texto publicado na revista VivaSaúde nº 99)