A fuga da realidade mostra como nos esquivamos do enfrentamento de frustrações. Um comportamento cada vez mais frequente, que faz o sucesso das telenovelas e dos consultórios
O ator de TV ou cinema entra em cena e, sem que nada diga, é calorosamente aplaudido. Se sorrir ou acenar ainda jogar beijos, pode levar a plateia à loucura. O cantor que, às vezes nem canta tão bem, começa a dançar e as garotas já se excitam. Se eles fizer passos sensuais e/ou rebolar um pouco, lá estão elas gritando histéricas. Em meio a essa parafernália, quem vai perceber se o sujeito canta bem?
Pessoas até comuns, que têm seus 15 minutos de fama, e despem-se para fotos em revistas especializadas, bastam para que as edições esgotem-se rapidamente.
E o que dizer dos fãs que se emocionam e chegam aos prantos em aeroportos à espera de seus "ídolos"? Deixam, às vezes, de comprar algo que realmente necessitam para adquirir o recente lançamento ou o ingresso para um show, ocasião em que serão espremidos, destratados, acotovelados, inclusive correndo risco em meio a uma multidão em transe. Mesmo assim, os fãs continuam espalhando aos quatro cantos que "amam" artistas com os quais não têm nenhuma intimidade, muito menos motivos para amar. Mas de onde vêm esses sentimentos desenfreados?
Talvez se falássemos sobre a histeria coletiva, amplamente estudada, tanto por Freud quanto por Jung, podemos transcorrer sobre algumas respostas a esta questão, mas o debate acerca deste tema é complexo, e precisaremos de um novo artigo para isso.
O palco é projetado de tal forma que impõe distância. Seja qual for seu formato (italiano, grego, etc.) sempre é colocado com certa distância, num plano geralmente mais alto (ou ao mesmo destacado) que as cadeiras da plateia. Aí vem os sons e luzes que emitem mensagens e, de certa forma, despertam fantasias.
O cinema também, com sua tela gigante colocada a distância, transforma os atores em seres totalmente intocáveis. Tanto que, quando a tela se apaga e as luzes acendem-se, muitos se frustram ao terem de volta a realidade de forma tão rápida. No teatro essa frustração geralmente é substituída por excessivos aplausos, de forma prolongada, o que obriga os atores a voltar à cena. É uma forma inconsciente de prolongar o momento, forçando os atores a continuarem visíveis, ao menos para agradecer os insistentes aplausos.
A TV então, dispensa comentários, com sua fábrica de novelas e comerciais martelando o cérebro do público. E o bombardeio é tão poderoso que acaba fixando a ideia de que tudo o que aparece na telinha é perfeito, amável, desejável, soberano e deve ser imediatamente consumido.
Mas, além disso, existe outro fator: a necessidade inconsciente de que o ser humano tem de criar e sustentar ídolos. Até mesmo para melhor viver ou, ao menos, sobreviver. Quando criança, a necessidade de liberdade e autonomia faz com que sonhemos com o dia em que estaremos livres das imposições de nossos pais e sociedade, e transferimos nossos desejos a algum super-herói do momento, ou talvez, numa transferência mais masoquista, a algum mártir desses sofríveis contos de fadas que atravessam os tempos. Lembrando que, neste período, a criança passa pelas fases simbióticas em que ela se imagina um mesmo ser com a mãe e, na sequência, percebe sua mãe como um ser independente dela, dando início ao objeto transicional e edipiano ao genitor do sexo oposto, fazendo dele uma espécie de ídolo, pelo menos por este período da vida.
No início da adolescência, isso muda completamente de figura. Ainda sonhamos com a liberdade, mas, também brigando com o corpo/mente em transformação, sonhamos com ídolos de carne e osso, mas que, protegidos pelo escudo da fama, nos sejam intocáveis e, portanto, não nos causem mal. Já que, nesta fase, estamos frágeis e qualquer mágoa pode nos desestruturar. Dessa forma, podemos amar de forma plena, com uma entrega total, sem corrermos o risco do abandono. Afinal, em nossa imaginação, nosso ídolo age e reage da forma como estipulamos e jamais nos trairá ou abandonará, já que nós estamos no comando da relação.
Na passagem da adolescência para a juventude, o normal é que comecemos a construir uma relação mais verdadeira, então passamos a flertar, "ficar", namorar, e aí vêm as primeiras decepções com a realidade. Então, seguimos nossas vidas, consumindo revistas de fofocas televisivas ou fotos sensuais, vivendo as cenas de um filme como se fizessem parte de nossa vida. E a vida real? Esta pode esperar ou até acontecer em paralelo, desde que não atrapalhe a novela...
Podemos entender a fuga da realidade como uma tentativa de amenizar a frustração, ou seja, diante de algo que não gostamos, ou não nos satisfaz, procuramos algo que, apesar de ilusório, nos agrada. Nos deparamos então com a velha batalha entre o princípio da realidade e o princípio do prazer. Freud demonstrou que tanto os sonhos quanto as fantasias são processos visando avaliar a angústia.
A grande realidade é que tanto público quanto artistas seguem inconscientes desse jogo estabelecido em função da fama. A relação intocável firmada entre os dois parece ultrapassar o tempo; mudam os ídolos e o público, mas a relação continua a mesma. Provavelmente nunca mude. É o círculo da mente humana que se adapta à fantasia da época e segue sua fuga desenfreada das frustrações reais!
Costumo comprar frutas e verduras em duas quitandas e uma delas é a frutaria que fica bem perto de casa. Conversando um dia com a Amanda descobri que ela era fã da dupla Marlon e Maicon e me veio a ideia de entrevistá-la para o blog na sessão "Vida de fã". Hoje finalmente conseguimos. Nós nos sentamos no banquinho que fica abaixo da torre do relógio e ela me contou as aventuras e algumas loucuras para ver a dupla. A vida inteira sempre curti rock e fiquei conhecendo a dupla Marlon e Maicon através da minha amiga Maíra, presidente do fã clube deles. Fui com ela assistir a um show da dupla que na época era pouco conhecida. Mais do que da música gostei da simplicidade, da humildade e do respeito com que tratavam os fãs. Comecei a ir a todos os shows: São Paulo, Porto Feliz, Pedreiras, Santa Bárbara D'Oeste, Três Corações, sempre com a Maíra. Costumávamos visitá-los onde ficavam hospedados e passávamos a noite toda conversando e rindo. Às vezes eram mais de dez pessoas deitadas na mesma cama batendo papo. Loucuras de fã Já desmanchei 4 noivados e desfiz um casamento por causa da dupla porque os meus ex-noivos e ex-marido achavam estranho que eu curtisse rock, mas gostasse de ir ao show de uma dupla sertaneja. Por causa disso até hoje eles não suportam a dupla. Tenho uma filha com meu ex-marido, nos vemos, mas jamais tocamos no assunto. Eu me casei de novo e felizmente o meu marido gosta da dupla e vai aos shows comigo. Talvez seja por isso que estamos juntos até hoje. Uma outra loucura foi quando passei a noite observando o Maicon dormir. Quando ele me viu, ficou assustado, mas depois ficamos batendo o maior papão. Acabei perdendo também um emprego. Eu trabalhava em uma firma e era eu quem a abria todas as manhãs às 6h20. No dia anterior tinha ido a um show da dupla em Pedreiras e só consegui chegar a São Paulo por volta das 10h.
Essa é a postagem da segunda parte do depoimento do João Hipólito e dessa vez ele fala de suas duas primeiras vezes: viajando de avião e conhecendo outro estado.
Sai do show às 23h50 e corri como um louco, apesar do pé machucado pelo coturno, para pegar o último trem da meia-noite. Cheguei em casa e mal consegui tirar a roupa e desabei na cama de tanta emoção e cansaço. Dormi como uma pedra até às 7h00.
Começava a nova série de preparativos da viagem para Porto Alegre. Fiz jus à fama dos brasileiros: deixei para preparar a bagagem na última hora, inclusive foi difícil escolher quais CDs levar.
Acabei de arrumar a mala às 12h00, almocei e saí. Foi uma maratona até o aeroporto de Congonhas: 5 meios de transporte entre ônibus, trem e metrô.
Assim que cheguei fiquei meio perdido, mas logo achei o guichê, fiz o check in e fui para a sala de embarque.
Todo o medo que tinha de voar sumiu: viajei de boa na poltrona perto da janela. A primeira visão que tive da cidade foi quando o avião a estava sobrevoando. Assim que desembarquei tratei de pegar um táxi para ir ao hostel. O motorista deu uma de guia e foi me mostrando alguns pontos turísticos.
Deixei a bagagem no quarto e voltei para a rua e a primeira coisa que fiz foi ir conhecer o espaço Opinião, que ficava a 2 quadras do hostel.
Logo depois, fui ao supermercado Zafani e durante o caminho fiquei deslumbrado com tanta gente linda. Simpatizei de cara com o povo e principalmente com o sotaque, tanto é verdade que voltei para São Paulo falando "gauchês". Comprei algumas coisas para comer e voltei para o hostel. Infelizmente não pude provar o "cacetinho". Para quem não sabe, trata-se simplesmente do nosso pãozinho francês.
Apesar de ter sido a primeira noite fora de casa, consegui dormir bem, mas com aquela sensação que temos quando estamos vivendo uma experiência nova.
E finalmente chegou o domingo, dia do show. Mas isto é assunto para a próxima postagem.
Se quiser ler, a primeira parte do depoimento, clique aqui
Esta é a primeira parte do depoimento do João Hipólito sobre os 2 shows do Epica que ele foi assistir. A seguir, ele fala sobre a apresentação da banda em São Paulo. O show em São Paulo foi no dia 28 de setembro (sexta), mas o movimento começou na segunda quando fui convidado para fazer parte de um grupo de revezamento formado por 14 pessoas. Na terça, fiquei na fila da 6h00 às 22h00 e na quinta das 6h00 às 13h00. Da quinta para a sexta não consegui pegar no sono e acabei me levantando às 4h00. Eu me montei todo e sai de casa lá pelas 6h00.
Assim que cheguei conheci pessoalmente as minhas amigas do Face, a Jana Simão e a Marcia Alves, duas mineiras muito simpáticas e divertidas.
À tarde conheci outro amigo mineiro do Face, o Arthur Dayrell. Se já conversávamos muito pela net, pessoalmente então foi o máximo. Socializamos na fila e fiquei sabendo que sou muito conhecido no mundo "epico". Fui almoçar com o Arthur e a Jana. A Marcia teve um problema com o ingresso e não pôde ir conosco.
Voltamos para a fila e lá pelas 14h30 deixamos o pessoal e fomos para outra fila, a do meet&greet e a ansiedade foi aumentando cada vez mais. Ganhamos a credencial, um poster e uma foto. Logicamente que levei os meus ítens mais preciosos para serem autografados também.
Às 15h40 finalmente os 40 fãs entraram um por um e no início foi só para autografar e trocar algumas palavras com a banda. Entreguei os CDs para serem autografados e mostrei a foto com a minha coleção para o Coen, o tecladista, e a Simone na hora a tomou de sua mão. Ela gostou muito da foto e também de saber que acompanho os seus trabalhos paralelos, com o Kamelot, Sons of Seasons, Primal Fear, Xystus, entre outros.
A coleção que impressionou o Mark
Entreguei o presente para a Simone (uma cestinha de vime com esmaltes multi-coloridos) e ela ficou mega feliz. A Simone mostrou a foto da minha coleção para o Mark, líder e vocalista da banda, e vibrei quando ele me disse que gostaria de ter mais fãs como eu para ajudarem a banda a ficar mais rica.
No final tirei uma foto com toda a banda e fiquei entre o Mark e a Simone e consegui finalmente abraçá-los. Na verdade o local determinado para a foto não era entre os dois, mas não quis nem saber e fui por minha conta em direção a eles.
Quando estava indo embora disse que iria assistir ao show em Porto Alegre também e percebi que eles ficaram contentes.
Sai de lá tremendo, em choque e voltei para a fila do show nas nuvens. Passamos o restante da tarde zoando e tirando muitas fotos das "trevosas".
Uma linda foto para a posteridade
Lá pelas 18h30 estávamos prontos para entrar e ficamos impacientes com a demora para abrir o portão. Foi o estouro da boiada, cada um por si para garantir o melhor lugar na grade. Consegui pegar um lugar bem em frente ao microfone da Simone.
Tive que aguentar a banda de abertura por 30 minutos, mas para mim durou uma eternidade.
Pela estrutura do palco percebi que pela primeira vez iria assistir a um show do Epica com efeitos pirotécnicos. O show começou com um pequeno atraso como de costume, com a introdução do novo álbum "Karma".
A deusa Simone
Começou a gritaria que se intensificou com a entrada da Simone cantando "Monopoly on truth".
O Via Funchal veio abaixo quando a banda executou o seu "hino": "Cry for the moon" e a plateia cantou junto. A Jana subiu no palco e a "mina simplesmente pirou" com direito a bate cabeça. Fiquei muito feliz por ela e senti como se eu tivesse subido lá.
O bate cabeça da Simone
Para encerrar o show, a banda executou "Consign to oblivion" e todos que estavam na grade fizeram o bate cabeça ao ritmo da música. Foi mágico.
Além dos autógrafos tive o privilégio de pegar a palheta do Mark, com direito a um aceno de até breve.
Todo o Epica com a bandeira do Brasil
Se quiser ler a segunda parte do depoimento, clique aqui
Já fiz algumas postagens falando do comportamento de alguns amigos em relação a seus ídolos. Uma de minhas primeiras postagens, assim que o blog foi aberto em setembro do ano passado, foi a respeito da banda Roupa Nova. Comparando com a de meus amigos, a minha reação de fã é bem tranquila, mas nem por isso a admiração é menos intensa.
O "descobrimento" do Roupa Nova tem muito a ver com todo esse processo de autoconhecimento. Quando comecei a participar da "vivência das deusas" do Luciano Habiliu pensei em procurar canções que falassem da mulher e entre elas me lembrei de "Dona", que foi tema da viúva Porcina na novela "Roque Santeiro". Naquela época se me perguntassem de quantos integrantes era composta a banda eu não saberia responder com exatidão. Além de "Dona", eu só conhecia "Whisky a go go" e "A viagem", canções que foram todas temas de novelas, em uma época em que eu era uma noveleira assumida.
A partir daí graças à facilidade da Internet fiz uma pesquisa detalhada sobre a banda e sobre cada um de seus integrantes, além de assistir às várias entrevistas dentre as quais a que foi concedida à Leda Nagle no programa "Sem Censura" e à José Maurício Machline no programa "Por Acaso".
Comprei vários CDs da banda e vi e revi várias vezes os DVDs que eles lançaram pelo selo "Roupa Nova Music". A minha admiração pela banda, além da ótima qualidade musical, é pelo fato deles continuarem juntos após 34 anos da formação, 32 com o nome de "Roupa Nova" e 2 como "Famks". Eles são um exemplo para mim, ainda mais porque somos da mesma geração, o batera Serginho Herval é meu "colega" de ano de nascimento, o caçulinha da banda!!!
A identificação com essa união duradoura (regada por muitas brigas, mas sempre no âmbito profissional) se deve ao fato de eu ser filha única. Sempre senti a necessidade de pertencer a algum grupo, já que não faço parte de uma egrégora de irmãos de sangue, pelo menos.
A propósito, como já citei em uma das postagens, participei da palestra do astrólogo Tadeu Gasques e fiquei mais do que interessada em saber o quanto a posição dos planetas em nosso dia e horário de nascimento influencia o nosso comportamento. Na palestra, por uma questão de tempo, foi falado sobre a influência do planeta Marte em nossa vida e para aprofundar um pouco mais decidi fazer o mapa astral do www.personare.com.br (17 páginas) e compreendi porque faço certas coisas sem saber o motivo. Muito esclarecedor.
"Felicidade", uma de minhas canções favoritas, é o nome e o tema da novela que está sendo reapresentada no canal Viva e é interpretada pelo Paulinho, o vocalista "encarregado" de cantar as músicas mais dançantes
Continuando com a série de depoimentos cujo tema é "Vida de fã", eis o relato do João Victor que se tornou um grande admirador da Barbra Streisand por "minha culpa" como ele sempre diz.
Sou
apaixonado pela Barbra Streisand desde os meus 10 anos! Desde que uma amiga
muito especial, Neide Furukawa, emprestou um VHS com o filme Hello, Dolly! Filme que se tornou o meu favorito e a ponte
que me levou ao universo dos musicais e ao talento de Barbra.
Durante
anos e anos colecionei tudo sobre a Barbra: filmes, CDs, shows, revistas,
livros... Comecei a acompanhar cada notícia: quando em 1996 ela dirigiu e
protagonizou O Espelho tem Duas Faces,
a gravação de um CD em 1997 que lançaria um dueto inédito com a Celine
Dion, seu casamento com James Brolin em 1998 e até a grande novidade... uma
notícia rara que poucas vezes foi lida: Barbra faria um novo show na virada do
século, entre 1999 e 2000 (mais pelo simbolismo numérico que pelo próprio cálculo
de mudança de séculos, que só aconteceria na verdade em 2001). Um show
fantástico, com inúmeras atrações, inclusive com direito a uma mini-Barbra, a
cantora Lauren Frost de 13 anos que interpretava a artista quando jovem e
cantou diversas músicas em dueto com a Barbra. O show Timeless anunciava enfim a aposentadoria de Barbra dos palcos.
Desde que esqueceu uma letra durante um show memorável em pleno Centra Park em
1967, ela criou uma aversão por apresentações ao vivo. Em 2000, com quase 20
anos, tinha a certeza que o sonho de talvez um dia assistir Barbra cantando
jamais iria se realizar.
Continuei
a vida de fã, acompanhando tudo sobre ela. Durante esse tempo a notícia mais
inusitada foi a participação de Barbra no filme Entrando Numa Fria Maior Ainda. Barbra voltaria às telas de cinema,
surpreendentemente, numa comédia rasa, onde não teria participação muito
expressiva e principalmente, não seria diretora, que declaradamente seria o
objetivo da artista em relação ao universo cinematográfico.
Muitos
boatos revelaram que na verdade Barbra só topou a "aventura" devido a
grande insistência de Ben Stiller, Robert De Niro e do seu parceiro de cena e
amigo de longa data, com o qual nunca havia contracenado: Dustin Hoffman.
Em
2006 finalmente uma notícia que nunca imaginaria veio à tona: Barbra faria uma
nova turnê pelos Estados Unidos. A notícia foi vinculada em diversos sites, inclusive
nos brasileiros que geralmente pouco falam sobre a artista. Finalmente, a essas
alturas com 25 anos, já trabalhando e com uma certa quantia de dinheiro
guardado, percebi que essa era a grande chance de realizar o sonho de assistir
um show da Barbra!
Inúmeras
pesquisas de como comprar o ingresso, de pacotes, de tirar passaporte, afinal
seria minha primeira viagem internacional, e também o visto norte-americano. O
dia da compra do ingresso foi chegando, todos os sites onde se comentava o
assunto diziam que era necessário muita atenção pois os ingressos se esgotariam
rapidamente. Dito e feito, varei a noite esperando iniciarem as vendas, e por
pouco não perco a chance, mas sim, consegui comprar o ingresso, que acabaram em
alguns minutos.
No
dia seguinte deveria fechar o pacote de uma semana em Nova York! UAU! Ver
Barbra em Nova York! Era quase um sonho duplo que estava se realizando! Junto
com o pacote, era hora também de agendar o passaporte e o visto
norte-americano! Demorou uma eternidade até o dia de pegá-lo, mas depois de
semanas consegui tirar meu passaporte. O visto seria mais complicado. Depois
dos atentados de 11 de setembro em 2001, tudo tinha ficado muito mais rigoroso.
Após ler inúmeros casos de visto negado pelas comunidades do Orkut, comecei a
temer essa hipótese. Mas tinha que fazer minha parte e deixei toda a
documentação em ordem, certinha, inclusive com os comprovantes de compra do
ingresso e o pacote que já havia reservado.
Enfim
o dia do visto. Um frio de lascar. Cheguei bem cedo pra nada dar errado. Uma
fila interminável. Um descaso e um desprezo que me deixavam ainda com mais
frio! Eu estava uma pilha de nervos. Primeiro os requisitantes do visto
passavam por uma pré-entrevista com funcionários brasileiros do consulado.
Depois de horas fomos levados para a entrevista com os americanos, que
diferente dos outros ficavam protegidos por uma cabine com vidros grossos e
impenetráveis, e a comunicação com eles era feita através de um telefone como
os de presídio. Senti-me um verdadeiro terrorista. Após passar pelo julgamento
de uma funcionária que estava mais interessada em continuar a jogar paciência
no computador do que me atender, recebi a seguinte resposta, com um sotaque
horripilante: "VOCÊ NÃO ESTÁ APTO A ENTRAR NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA."
Passou tanta coisa na minha cabeça nessa hora! É como um castelo de areia que
se desmancha! Era o sentimento de que
aquele sonho não era pra mim. Não veria o show. Não deixaram!
Voltei
pra casa e sem brincadeira nenhuma, fiquei de cama durante o dia todo. Minha
mãe ficou arrasada e só falava pra eu ter calma e ficar bem porque ela tinha
certeza que a Barbra faria novos shows. Quem sabe da carreira dela e sabia que
em 2000 ela havia já anunciado sua aposentadoria de palcos, sabia que
dificilmente aconteceria. No dia seguinte era como se eu tivesse levado uma
surra, me arrastei para o trabalho... o dinheiro que era pra ser gasto na
viagem, tempos depois serviu para trocarmos a geladeira aqui em casa e repintar
todo o apartamento e foi a distração que arrumei pra afastar esse pesadelo.
Não
podia, contudo, deixar barato tudo isso.
Escrevi para o consulado americano
relatando o caso, para a embaixada brasileira, para a produção do show... A
única resposta que obtive foi uma foto autografada do escritório da Barbra! Até
que foi simpático, mas passou longe da resposta que eu imaginava... Entrei nas
mesmas comunidades do orkut que lia sobre vistos negados e relatei o
ocorrido... foi aí que conheci o Rodrigo, com quem fiz amizade por ele ter
vivido a mesmíssima situação em relação ao show da Barbra. Senti-me menos
injustiçado!
O
tempo passou e como palavra de mãe tem poder, em 2007 a Barbra anunciou uma nova turnê.
Diferente de todas as outras. Ela iria finalmente fazer shows em países que
nunca havia feito! Barbra faria shows por toda a Europa, onde GRAÇAS A DEUS
não é necessário visto!
Decidi
então que seria questão de honra realizar esse sonho. Dentre cidades como
Londres, Paris, Berlim, Barcelona, Dublin, Estocolmo, a que mais me chamou a
atenção sem dúvida nenhuma foi Roma. Afinal cresci na comunidade italiana, no
meio de italianos e de toda a cultura do país! Seria enfim o sonho duplo que
não foi realizado um ano antes! Conhecer um outro país e assistir ao tão
sonhado show!
A
história se repetiu: mesma tensão na compra dos ingressos que se esgotariam
rapidamente. Mas depois de comprar o tão concorrido ingresso estava mais
aliviado. Agora era só ter a preocupação com o pacote para Roma! E foi assim,
no dia seguinte estava fechando um pacote para uma semana incrível em Roma!
Mas
aconteceu outra reviravolta Dias depois
de ter comprado o ingresso, inúmeras notícias bombaram na internet, dizendo que
os italianos estavam revoltados com o preço cobrado pelo show da cantora. Horas
depois das primeiras notícias, a mais nova bomba da novela: Barbra havia
cancelado o show de Roma.
Entrei
em completo desespero. Mais uma vez o sonho de ver a Barbra ao vivo escorria
pelo ralo. O site de compra de ingressos italianos havia mandado um e-mail
dizendo que todos os clientes seriam ressarcidos. Claro que queria meu dinheiro
de volta, mas queria mesmo era viajar para ver o show. Para compensar o
cancelamento de Roma, a produção abriu mais duas novas datas no mesmo dia:
Viena e Zurique.
Como
já havia feito as reservas não tinha mais como voltar atrás ou perderia mais
dinheiro nessa história toda. O choque da notícia do cancelamento não impediu a
minha vontade de superar mais esse obstáculo e decidi que se fosse pra ir para
a Itália que assim fosse. Mas eu daria um jeito para vê-la em outra cidade.
As
datas e cidades mais próximas seriam justamente a das duas abertas após o
cancelamento. Por via das dúvidas, escolhi Zurique cuja data estaria mais
próxima das reservas do hotel que já havia feito para Roma. Então era só
esperar as vendas do show na Suíça começarem para comprar o novo ingresso!
Dias
depois do anúncio, as vendas começaram. Comprei o meu ingresso. Ufa. Ufa? Claro
que não! E mais um obstáculo surgiu nessa história! Tanto o ingresso de Nova
York, como o de Roma, eram daquele tipo que você imprime o comprovante de
pagamento e troca pelo ingresso na bilheteria. O da Suíça não oferecia isso. A
única possibilidade era enviá-lo para o endereço fornecido. Detalhe: o prazo de
entrega para o Brasil era tão longo que quando chegasse aqui eu já estaria
passeando pela Itália!
Então
logicamente o natural era fornecer qualquer endereço na Itália, de qualquer
hotel nas três cidades que eu visitaria antes de embarcar para o show em
Zurique: Roma, Florença ou Veneza. Mas ao questionar essas possibilidades com o
site de venda dos ingressos a resposta foi a de que não seria possível
determinar exatamente a data dessa entrega. O que significava que o ingresso
poderia chegar em Roma depois que eu já tivesse ido embora da cidade, por
exemplo. DESESPERO! Eu teria que ter endereço de alguém que morasse na SUÍÇA!
Para quem estiver lendo essa história, faço a seguinte pergunta: QUANTAS
PESSOAS VOCÊ CONHECE QUE MORAM NA SUÍÇA!? Eu, nenhuma.
Bom,
agora era hora do VAI OU RACHA. Eu teria que achar urgentemente alguém que
morasse em Zurique para poder pegar esses ingressos! Ou então seria meu
TERCEIRO ingresso perdido!
Dias
de agonia, noites em claro tentando achar alguém, pensando em mil
possibilidades. Como nada nessa vida se faz sozinho, comecei a perguntar a
todos os amigos e conhecidos se conheciam alguém. NADA. Amor de pai e mãe não
tem limites e eles também começaram a fazer a mesma coisa.
E
não é que certo dia meu celular toca e era meu pai: ACHEI! ACHEI ALGUÉM QUE
MORA NA SUÍÇA!
No
trabalho do meu pai havia uma mulher que era casada com um homem que tinha uma
tia casada com um cara suíço e moravam em ZURIQUE! Meu pai implorou de joelhos
pra que ela fizesse o meio de campo e desse um jeito de explicar a situação
para esse parente longínquo! A mulher ficou tão comovida com esse bafafá todo
que resolveu ajudar e depois de alguns dias me deu a notícia que salvou a
situação toda e fez com que eu finalmente realizasse meu sonho. O Sr. Urz Boss
(sim, o nome dele era esse) receberia com prazer o ingresso em sua casa e eu
poderia retirá-lo um dia antes do show. Sim ele caiu do céu!
Como
todo suíço mais do que prestativo e pontual, ele mesmo levou os ingressos no
hotel. Foi muito gentil. E depois de conhecer Roma, Florença e Veneza, realizei
o grande sonho da minha vida e consegui ver a Barbra ao vivo, cantando
lindamente. As primeiras imagens dela, surgindo de um elevador subterrâneo até
o palco, digno de uma verdadeira diva, eu não posso descrever com precisão,
porque havia muitas lágrimas escorrendo dos meus olhos e lembro apenas de um
grande borrão!
Mas
a primeira música de seu artista favorito ao vivo você nunca esquece. E no meu
caso foi Starting Here, Starting Now...
E era bem isso, começava ali mesmo, bem naquela hora... a realização do meu
sonho.
João Victor na frente da casa de espetáculos onde Barbra iria se apresentar. Reparem que ele está vestindo a camiseta com o título do filme estrelado pela cantora-atriz, "Essa pequena é uma parada" (What's up, doc?)
"Starting here starting now", a canção com a qual Barbra começou seu show
Cena do filme "Essa pequena é uma parada" na qual Barbra canta "As time goes by" para Ryan O'Neal
Eu já fiz uma postagem com o João Hipólito na qual ele contava como se tornou fã do Epica. Agora resolvi colher um depoimento alguns dias antes do início da próxima tournée da banda.
Assim que o Epica lançou o último CD "Requiem for the Indifferent", já havia rumores sobre uma tournée da banda aqui no Brasil, que foi confirmada em 31 de maio. Não perdi tempo e 3 dias depois já estava com o ingresso para o show em São Paulo. Na verdade eu gostaria de assistir a pelo menos 2 dos 3 shows. O primeiro será aqui no dia 28, o segundo no Rio e o terceiro e último será em Porto Alegre. Por uma questão de logística optei por assistir ao show no RS e assim que minha mãe me deu a autorização para viajar, ansioso como sou, fui correndo comprar o ingresso. Além disso vou participar dos 2 "meet and greet", que foram reservados para um público fechado de 40 pessoas e eu sou um dos sortudos que conseguiu essa proeza.
Vocês podem imaginar a minha ansiedade, não só por poder rever a minha banda predileta, em especial a minha deusa ruiva, a Simone, mas pelo fato que vai ser a minha primeira viagem de avião. Para quem não sabe, tenho medo de voar.
Resolvida a questão dos ingressos, passei a me dedicar aos preparativos: para começar tive que montar o esquema para poder me ausentar do trabalho e como esses dias serão com certeza inesquecíveis, nada como comprar roupas novas, acessórios com direito a coturno e sobretudo. Geralmente é o tipo de roupa que uso para ir aos shows, ma desta vez devo admitir que me superei. E como vou participar de 2 "meet and greet" levarei 2 presentes para a Simone, um para cada reunião.
O show em São Paulo será na sexta-feira, mas já na terça farei o revezamento durante o dia inteiro e de quinta para sexta dormirei na fila.
Após o show contarei as novidades e as emoções vividas.
Desde
que soube que o Epica voltaria a se apresentar no Brasil, o meu amigo João
Hipólito não faz outra coisa que sonhar com a banda, principalmente com a deusa ruiva
holandesa, a Simone Simons, a vocalista mezzo-soprano. Durante uma nossa
conversa tive a ideia de fazer uma entrevista, a terceira desde que criei o
blog. E nada como postá-la hoje no dia do rock, 13 de julho.
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Como começou o seu interesse pela banda Epica?
- A primeira vez
que ouvi falar do Epica foi quando uma amiga o criticou e isso aconteceu em 2008.
Apesar de não ter me interessado pela banda, a Simone Simons sempre me chamou a
atenção. Não gostava ainda da banda, mas dela sim. O meu interesse só começou
de verdade quasedois anos depois, quando
ouvi falar de novo da banda na fila para assistir a um show do Evanescence. Fui
pesquisar a discografia do Epica e fiquei apaixonado por sua música.
-
Qual foi a primeira vez que você foi a um show da banda?
- Como
coincidências não existem, alguns dias após o show do Evanescence, fiquei
sabendo, em dezembro de 2009, que o Epica iria fazer uma turnê no Brasil e não
sosseguei enquanto não fui comprar o ingresso. Mas tive que esperar
ansiosamente por quatro meses, pois a banda só iria se apresentar em abril. O show começou com uma música instrumental que durou
aproximadamente 90 segundos e depois eis que surgiu em toda a sua glória, a
vocalista Simone, que carregava uma máquina fotográfica e tirava fotos do
público. Fiquei simplesmente extasiado!!! O espetáculo, sem dúvida, superou todas as minhas expectativas e desde então a minha paixão pela goddess holandesa com
suas lindas madeixas ruivas só tem aumentado.
-
Fale-me um pouco sobre sua coleção de CDs da banda.
Ao amor pelo
Epica se soma outra paixão que é adquirir e colecionar objetos. Então, dei
início à compra de uma série de itens relacionados à banda. Já comprei várias
edições do mesmo álbum (feitas em países diferentes). E não perco a
oportunidade de aumentar o acervo quando descubro uma edição que não possuo
ainda.
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E o show do ano passado?
Estive presente
em dois shows: um do Mayan (uma banda paralela do Epica) no sábado e no show
acústico do Epica no domingo. Até agora foi o melhor fim de semana da minha
vida.
-
Quais são os seus planos em matéria de shows para este ano?
Pretendo assistir a vários shows em 2012, mas até setembro vou ficar completamente
focado no Epica. No início deste ano a minha banda predileta lançou Requiem for the Indifferent. Graças a meu
amigo Gilmar, consegui adquirir uma das 500 cópias de uma edição limitada do
álbum. Aproveito a oportunidade para agradecê-lo.
Quando soube que
a banda iria voltar a se apresentar no Brasil, dizer que fiquei feliz é pouco e
corri para garantir o ingresso, vip obviamente.
Eu já estava me
dando por satisfeito em assistir ao show só em São Paulo, quando comecei a amadurecer
a ideia de fazer um bis. Por uma questão de logística optei pela viagem a Porto
Alegre (a outra cidade na qual a banda irá se apresentar é Rio de Janeiro). Além da emoção de assistir a 2 shows será a primeira vez que vou viajar de avião!!! Haja coração!
Quando soube anteontem,
11 de julho, que a banda tinha disponibilizado pacotes de “meet&greet”,
chorei de alegria. O que está sendo difícil é aguentar os meses de espera até
que chegue setembro.
Estou
simplesmente em estado de graça: acordo e vou dormir pensando em minha deusa.
Estou pensando
em aprender um pouco de inglês para dizer algumas coisas a ela, mas tenho
certeza que na hora vou travar e a única coisa que vou conseguir dizer será: I love you, Simone!!!!!
Eis a minha coleção da banda
Informações
sobre o Epica para quem ainda não conhece a banda
Epica é uma banda holandesa de metal sinfônico que utiliza vocal meio-soprano e
gutural e suas letras retratam o amor, o ódio, a agonia, a revolta, a cultura,
as religiões e o sentido da vida. A banda é formada por Simone Simons
(vocal mezzo-soprano), Mark Jansen (guitarra e vocal gutural), Rob Van der Loo
(baixo), Coen Janssen (teclado e piano), Isaac Delahaye (guitarra) e Ariën van
Weesenbeek (bateria).
Em junho de 2003 a banda lança seu primeiro
álbum, The Phantom Agony, com nove faixas, destacando-se "Cry For
the Moon", "Feint" e "The Phantom Agony". O álbum
conta uma forte influência da música árabe, nítida na faixa "Seif al
Din". Os vocais são divididos entre a soprano Simone Simons e a voz
gutural de Mark Jansen.
Em 2004, a banda lançou o DVD We Will Take
You With Us, que incluía
gravações em estúdio de canções do álbum The Phantom Agony, making of,
os vídeos musicais deles até o momento ("Feint" e "The Phantom
Agony") e biografia.
Em abril de 2005 o
grupo lança Consign to Oblivion, um álbum baseado na cultura e história Maia. O álbum aumentou
consideravelmente a base de fãs.Em setembro
de 2005,
foi lançado The Score - An Epic Journey. No
entanto, o álbum não é um trabalho regular do sexteto, mas sim a trilha sonora
que a banda fez para o filme Joyride. Em dezembro de 2005 o Epica faz sua primeira
turnê pela América do Sul, passando por diversas cidades do Brasil.
The Divine Conspiracy é lançado em 7 de setembro de 2007 na Alemanhae
em 10 de setembro no resto da Europa e produzido por Sascha Paeth.
Teve como convidado o guitarrista Sander
Gommans do After Forever, com seus vocais guturais em uma das faixas. O grupo garantiu que seria o
álbum com o som mais pesado de toda a história da banda. É também o primeiro
álbum totalmente conceitual deles: carrega a teoria que Deus criou as
diferentes religiões e as lançou sobre a humanidade para ver se são capazes de
encontrar sua verdadeira natureza, realizando com que todas as religiões
atualmente são a mesma.
Em 14 de junho de
2008 foi realizado The Classical Conspiracy, um concerto no Miskolc Ice
Hall (Hungria)
em que tocaram peças clássicas de Mozart, Dvořák, Verdi, Orff, Prokofiev, Grieg e Vivaldi junto a uma orquestra e a um coral, mas seguindo o estilo da própria
banda. Também algumas de suas próprias canções foram reescritas especialmente
para o evento.
Em maio de 2009 é
lançado o álbum ao vivo do show The Classical Conspiracy, sendo duplo e
contendo 28 músicas, alcançando a vigésima terceiro posição na parada oficial
holandesa.
No dia 16 de
outubro de 2009 foi lançado o álbum Design Your Universe, com a temática
de que todos estamos ligados a nível subatômico e que podemos influenciar o
mundo através dos nossos pensamentos, e continua nele o conceito A New Age
Dawns. O trabalho foi bem recebido pelo público e pela crítica sendo
considerado por muitos o melhor álbum da banda.
No dia 1º de
janeiro de 2010
a banda anuncia o lançamento de um novo single intitulado This Is The Time
e toda a renda adquirida com a venda dele é revertida à ONGWWF. A recepção do álbum foi boa, tanto pela
crítica quanto pelos fãs. O álbum estreou em #8 nas paradas holandesas, sendo
esta a posição mais alta que um álbum do Epica já atingiu e continuou nas
paradas por 5 semanas, saindo e reentrando meses depois, devido à apresentação
da banda no festival Pinkpop. Após o lançamento do álbum, a banda
embarcou em uma turnê mundial. Após tocarem em grandes festivais europeus como
o Pinkpop, o Masters of Rock e o Wacken, a banda embarcou
em uma longa turnê europeia, com vários shows esgotados, principalmente na
Holanda, seguindo em uma turnê norte-americana, uma turnê sul-americana, se
apresentando novamente na Europa e em grandes festivais.