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domingo, 4 de setembro de 2016
terça-feira, 7 de junho de 2016
25 erros que as empresas cometem na redes sociais - Camila Porto
Especialista em Internet Marketing, Camila Porto lista os maiores erros das empresas na hora de usar ferramentas como Facebook, Instagram e outros.
Especialista em Internet Marketing, Camila Porto é uma das maiores autoridades no assunto, tendo formado mais de 6 mil empreendedores para anunciar no Facebook por meio dos seus treinamentos online. Sempre que discute com empreendedores e profissionais de mídias sociais, Camila se depara com muitos erros cometidos pelas empresas. "É preciso estar atento para corrigi-los no mesmo instante, caso contrário os investimentos em anúncios podem se transformar em dinheiro jogado fora", alerta a especialista, que lsita os 25 erros mais comuns que as empresas cometem nas redes.
1 - Achar que vender na web é fácil
Muita gente acredita que, ao fazer um anúncio no Facebook, vai conquistar rápidas vendas. "Vender é difícil em qualquer lugar, por isso é preciso encarar a venda online como um processo tão complexo quanto a venda física", explica Camila. "A vantagem da rede social é que o anúncio é focado no público-alvo".
2 - Não identificar oportunidades de negócio
"Quem vai empreender online precisa ficar de olho nas oportunidades, usando sempre a tecnologia a seu favor", explica a especialista, que destaca a importância de observar o que o público mais precisa no momento, como um aplicativo novo ou uma solução para um problema atual.
3 - Achar que todo mundo vai comprar
Segundo a especialista, é preciso delimitar o público-alvo. "Mesmo um produto que pode ser comprado por todo mundo deve ser anunciado para um nicho específico", destaca. A linguagem e a rede social devem ser condizentes com o público.
4 - Encarar como um "trabalho fácil"
Muita gente associa o trabalho em redes sociais com a expressão "ganhar dinheiro online". A especialista alerta que o termo correto é "trabalhar online", já que ganhar dinheiro requer muito esforço. "Para o seu negócio ser financeiramente saudável, você precisa ter um fluxo de caixa, previsibilidade de receitas, entradas recorrentes e controle de gastos", resume.
5 - Acreditar nos antigos paradigmas de trabalho
Camila destaca que trabalhar online pode ser libertador quando se compreende que é possível atuar de qualquer lugar. "Por isso, o trabalho com redes sociais pode durar muito menos ou muito mais que as tradicionais 40 horas semanais", explica.
6 - Manter-se apenas com um plano
Camila ensina que o mundo online está sempre mudando, e por isso nem sempre é possível manter os mesmos planos. "Faça os anúncios sempre pensando em um plano B, assim como o seu próprio negócio deve ter uma segunda opção na manga", resume a especialista.
7 - Deixar de lado o espírito empreendedor
A autora do livro Facebook Marketing ensina que ter um CNPJ não faz de ninguém um empreendedor, e para estar nas redes sociais é preciso ter espírito empreendedor o tempo todo. "Para ser empreendedor é preciso aceitar riscos, e ainda seguir com determinação, liderança, visão, coragem e competência", resume Camila Porto.
8 - Dedicar-se parcialmente
Segundo a especialista, ter um negócio online e anunciar nas redes sociais exige dedicação, total. "Esquecer um anúncio ou olhar para as redes sociais apenas quando tiver tempo sobrando é uma forma muito ruim de lidar com este tipo de investimento", ensina.
9 - Investir demais
Mais do que investir altas quantias em anúncios no Facebook, Google, Instagram e outras redes, Camila destaca que é preciso ter um planejamento. "É melhor investir um pouco de forma bem planejada e para um público específico, que muito dinheiro para um público que não vai comprar seu produto ou serviço", destaca.
10 - Investir de menos
"Muitas vezes, o empreendedor tem esperança de que no dia seguinte vai dar certo, e continua gastando em anúncios sem ter resultado", destaca Camila sobre anúncios especialmente no Facebook. O ideal, segundo ela, é acompanhar diariamente o andamento de todo anúncio. "Mas é preciso tomar cuidado ao mudar o anúncio demais, pois às vezes se perde a capacidade de avaliar o que está funcionando ou não."
11 - Ser ofensivo
Para estar nas redes sociais, é preciso se comunicar na linguagem do público e interagir sempre. No entanto, a especialista alerta para que as empresas não exagerem. "Acredito que vale a pena correr riscos com conteúdo ou linguagem que saia da curva, desde que não seja ofensivo", conta.
12 - Ser falso ou pouco autêntico
Segundo Camila Porto, é preciso que toda marca tome cuidado para não ser falsa. "As pessoas sabem quando a marca faz alguma coisa só para pegar carona em uma situação, por isso é preciso ser verdadeiro", explica. Autenticidade é primordial para a imagem de um produto.
13 - Achar que anúncio é máquina de fazer dinheiro
Camila ressalta que muitos empreendedores pensam que, ao anunciar no Facebook, terão vendas automáticas. "É preciso ter uma estratégia e saber o que está fazendo. Qualquer pessoa pode fazer um anúncio, mas fazer com que ele dê resultado é mais complicado", resume.
14 - Comunicar-se nas redes sociais diferente da "vida real"
No caso de negócios físicos que atuam nas redes sociais, a especialista ensina que é preciso haver um alinhamento da linguagem online e a forma de se comunicar nos meios off-line. "Não adianta agir de uma forma no Facebook e de outra maneira na loja", exemplifica.
15 - Conhecer o público-alvo superficialmente
Camila Porto explica que é preciso conhecer o público com mais profundidade que apenas saber faixa etária e classe social. "Precisamos ir mais fundo e saber dos desejos, medos, sonhos e necessidades que podem ser atendidas pela sua comunicação e que vão além do produto em si", destaca.
16 - Não se relacionar
A especialista resume que rede social é feita para se relacionarem uns com os outros. "Ninguém entra nas redes sociais para comprar, mas para se relacionar e como o relacionamento faz parte da venda, ninguém compra de uma empresa ou pessoa que não conhece", ensina Camila, que ressalta a importância de oferecer informações e criar um sentimento de comunidade antes de querer vender.
17 - Prender-se a apenas uma ou duas redes sociais
Segundo a especialista, existem muitas redes sociais que podem ser aproveitadas, e prender-se apenas às mais famosas pode não ser uma boa solução. "Alguns negócios pedem atendimento ao cliente pelo Whatsapp, enquanto outros encontram seu público no Instagram e alguns empreendedores devem investir no Snapchat", exemplifica. O ideal é ficar de olho nas tendências.
18 - Fazer apenas "propaganda" no Facebook
Camila Porto avisa que um dos maiores erros de uma marca é publicar apenas divulgação, promoções e produtos nas redes sociais. Redes sociais não são vitrines, explica. "Publique o conteúdo que seu público deseja ver e construa uma boa relação com ele".
19 - Não responder aos comentários
Como a rede social foi feita para interagir com o público, é um problema muito grave quando a página não responde aos comentários e às mensagens. "Não basta responder, é preciso responder o mais rápido possível, e de preferência com a informação que a pessoa busca", ensina.
20 - Achar que sabe de tudo sobre as redes sociais
Lembrando que o mundo das redes sociais está sempre mudando, Camila Porto reforça que é preciso conhecer e estudar sempre mais. "Não importa o quanto você sabe sobre anúncios e conteúdo das redes, é preciso estar atento às novidades, e e também às mudanças de regras dos anúncios, por exemplo", ensina.
21 - Não usar Call to Action
"Todo anúncio precisa exigir alguma ação de público-alvo", explica Camila, referindo-se ao que o marketing digital chama de "call to action". Segundo a especialista, o usuário precisa clicar para ir a uma página, reservar o produto, cadastrar-se ou baixar alguma coisa, entre outras possibilidades.
22 - Trabalhar com imagens sem entender do assunto
Com toda sua experiência, a especialista conta que um dos fatores mais importantes para o sucesso de uma marca nas redes sociais são as imagens utilizadas. "É importante ter o conhecimento da área de design, ou contratar um profissional capacitado", destaca.
23 - Fazer sempre as mesmas coisas
Camila destaca que é importante variar as estratégias do tipo de conteúdo. "Se você fez imagens, pode tentar o uso de gifts, por exemplo". Ela também lembra que, recentemente, o Facebook passou a valorizar muito a produção de vídeos. "Não fique sempre produzindo as mesmas coisas, tente variar", sugere.
24 - Mentir e não dar ouvidos ao cliente
Na hora de se relacionar com o cliente, Camila destaca que é importante nunca mentir e nem fingir que o cliente não tem razão. "Fale sempre a verdade, mesmo que isso signifique dizer que você não sabe ou que a empresa errou", destaca. A especialista adverte que fingir que uma reclamação não aconteceu pode acarretar em consequências graves.
25 - Apenas fazer - e não analisar os resultados!
Por fim, a especialista ensina que o grande segredo de se trabalhar com redes sociais é analisar os resultados, especialmente no caso de anúncios. "Verifique sempre como as pessoas estão respondendo ao seu anúncio e que imagens ou conteúdo mais chama a atenção", ensina. Camila Porto lembra que muitos empreendedores apenas publicam e anunciam, sem analisar ou pensar na melhor forma. "É preciso fazer bem feito, e para isso é preciso analisar e pensar antes de simplesmente publicar", conclui.
(texto publicado na revista Leve & Leia nº 139 - ano 9 - junho de 2016)
terça-feira, 12 de abril de 2016
Como surgiram os talheres?
Até o século XI, quase todo mundo comia com as mãos. Os mais educados eram aqueles que usavam apenas três dedos para levar o alimento à boca. Naquele século, Domenico Salvo, membro da corte de Veneza, casou-se com a princesa Teodora, de Bizâncio. Ela trouxe no enxoval um objeto pontudo, com dois dentes, que usava para espetar os alimentos. Esse primeiro garfo foi considerado uma heresia: o alimento, fornecido por Deus era sagrado e tinha de ser comido com as mãos. Mas, pouco a pouco, membros da nobreza e do clero foram adotando o talher. O hábito demorou para pegar entre a população: com mais dentes, o espeto só se tornou popular mesmo no século XIX. Já a faca é o mais antigo dos talheres: foi o Homo erectus, que surgiu na Terra há 1,5 milhão de anos, quem criou o primeiro objeto cortante, feito de pedra, para caça e defesa. Desde então, o homem sempre carregou uma faca. Na Idade do Bronze, que começou por volta de 3 000 a. C., ela passou a ser feita com esse metal e a mesma faca que servia para matar era usada também para descascar frutas. O primeiro a sugerir que cada homem deveria ter um talher para ser usado exclusivamente à mesa foi o cardeal francês Richelieu (1585-1642), um fervoroso defensor das boas maneiras, por volta de 1630. Ao contrário da faca, a colher já surgiu com o objetivo de ser usada à mesa. Há registros arqueológicos de artefatos parecidos com mais de 20 000 anos, feitos de madeira, pedra e marfim. Mas, no início, a colher era de uso coletivo e parecia uma concha. "Quando surgiu o pão, há 12 000 anos, já se usava uma colher para jogar o caldo sobre ele", afirma o sociólogo Gabriel Bollaffi, da Universidade de São Paulo (USP).
(texto publicado na revista Super Interessante de agosto de 2001)
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
WhatsApp é vício - Walcyr Carrasco
Com o celular, a gente corre o risco de trabalhar o tempo inteiro, o chefe pode chamar a qualquer momento
Estou no restaurante Gero, em São Paulo. Na mesa próxima, um casal de orientais. Cada um em seu celular. Durante a refeição não trocam uma palavra. Só teclam. Saem juntos, andando e teclando. Em outra ocasião, em Madri, um amigo convidou um grupo para jantar. Um dos convidados sacou o celular. Ficou conversando com a família no Brasil. E nem se interessou em conhecer o grupo de espanhóis na mesa!
A vida com o celular é boa, mas tem armadilhas. Primeiro, a gente corre o risco de trabalhar o tempo inteiro. O chefe pode chamar a qualquer momento, com um assunto urgente. (Que no passado podia esperar até segunda-feira.) Também se intromete em minha vida o tempo todo. Por exemplo, estou jantando com alguém. Ouve-se o toque. A pessoa se lança numa longa conversa, enquanto espero trucido o peixe em meu prato e tento fazer cara de paisagem. Juro, tento me acostumar. Tornou-se impossível falar com alguém sem que a pessoa atenda a algumas ligações, e fale pelo WhatsApp durante boa parte do papo, dividida entre nossa conversa e alguém que não sei. Ri, enquanto falo de um assunto sério. Mas está rindo do que escreveram do outro lado. É muito estranho. Reconheço: o WhatsApp tem vantagem. Tenho dois grupos familiares, um com minhas sobrinhas e outro com meus irmãos. Estamos sempre atualizados sobre nossas vidas. Sem dúvida a internet une as pessoas. Mas também separa. Porque há quem não consiga parar de teclar. Conheço umas duas atrizes que teclam até durante a gravação da novela. Na hora da fala, não se lembram. Estavam teclando. Alguém assopra e a interpretação vai para o lixo. Já ouvi diretor de novela falar:
– Aquela é muito desconcentrada. Fica teclando na hora de gravar.
É só uma demonstração, em meu meio profissional, de como o WhatsApp especialmente pode prejudicar a vida de alguém. Em reportagens, e também em conversas com um fisioterapeuta, soube que as pessoas estão tendo problemas no pescoço, de tanto ficar com a cabeça curvada no celular. Pode ser uma festa, a pessoa consegue se isolar. Um amigo saiu do Rio Grande do Sul para ser modelo em São Paulo. Durante um evento, estava direto no WhatsApp. A certa altura, virou-se para mim furioso:
– Imagine o que minha mãe disse para meu primo...
Respondi:
– Você não está lá. Está aqui. Não pode participar de briguinhas familiares. Relacione-se com as pessoas, faça contatos. Senão, é melhor voltar para sua cidade de uma vez.
Ele me encarou como se eu estivesse dizendo um absurdo.
– Espera aí. Só vou terminar aqui – disse.
E voltou a teclar que nem doido, rosto vermelho, no meio de uma briga familiar a quilômetros de distância.
Bem, mas isso é com ele. Pior quando é comigo. Às vezes, enquanto espero alguém, converso pelo WhatsApp. Quando a pessoa chega, explico que preciso parar. É como se estivesse expulsando alguém da minha casa. Vem uma reação ofendida. Quem está no WhatsApp comigo acha que tem prioridade. E também quem faz ligações. Esses dias tive um problema com meu celular. Não carregava. Estava com um mínimo de bateria. Antes de sair para comprar um carregador, um amigo ligou. Como nunca me chama, achei que era importante. Atendi e expliquei:
– Seja rápido. Minha bateria está no fim e não sei se o problema é do celular ou do carregador.
– Ah, tá. Sabe, eu fui na casa da Vera, sou muito amigo dela e do marido, e ela disse que falou com você e que você...
– Pelo amor de Deus, diga em uma frase.
– Tudo bem. É que ela disse que...
O celular pifou. Mais tarde, celular carregado, liguei. Ele começou a explicar, eu cheio de trabalho a fazer. Finalmente, implorei.
– Por favor, do que se trata?
Ofendeu-se. O comportamento dele é o mesmo de quem está fazendo uma visita. Só que visita eu marco. O do celular entra e se instala como numa poltrona a minha frente. Vejo cada vez mais gente que não consegue parar de falar no WhatsApp, e nele resolve toda a vida amorosa, pessoal e, creio, até financeira. Há relações íntimas entre gente que nunca se viu. O comportamento do usuário de WhatsApp é idêntico ao de um viciado: verifica se há mensagens a cada instante, responde, volta a falar, verifica de novo, responde, verifica. Em vez de um vício químico, surgiu o eletrônico. Óbvio. Palpável. Mas do qual as pessoas não têm consciência e perdem até o contato direto, visual, com quem está em frente a elas.
Dona Jandira, uma senhora mineira de 85 anos, resumiu:
– A invenção do celular pôs fim à etiqueta.
(texto publicado na revista Época de 24 de agosto de 2015)
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Até o século XI, a moda era comer com três dedinhos
Qual a origem dos talheres?
Jamais um artefato de mesa causou tanta polêmica quanto o garfo. Até o século XI, quase todo mundo comia com as mãos. Os mais polidos usavam apenas três dedos para levar o alimento à boca. Nesse século, Domenico Salvo, um membro da corte de Veneza, casou-se com a princesa Teodora, de Bizâncio. Ela levou no enxoval um objeto pontudo, com dois dentes, que usava para espetar os alimentos.
Uma heresia, pois o alimento, fornecido por Deus, era sagrado e tinha que ser comido com as mãos. Pouco a pouco, membros da corte e do clero foram adotando o talher. Mas o hábito demorou para pegar entre a população. O espeto ganharia mais dentes e só passaria a ser popular no século XIX.
A faca é o mais antigo dos talheres. O Homo erectus, que surgiu na Terra há 1,5 milhão de anos, criou a primeira faca, feita de pedra. Certamente não era usada na mesa. Servia para caça e defesa. Desde então, o homem sempre carregou uma faca. Na Idade do Bronze, que começou por volta de 3 000 a.C., elas passaram a ser feitas com esse material e se difundir. Nessa época, a mesma faca que servia para matar um homem era usada também para descascar frutas. O primeiro a sugerir que cada homem deveria ter um talher para ser usado exclusivamente à mesa foi o cardeal Richilieu (1585-1642), um fervoroso defensor das boas maneiras, por volta de 1630.
Ao contrário da faca, a colher já surgiu com o objetivo de servir alimentos. Há registros arqueológicos de artefatos parecidos com esse talher com mais de 20 000 anos, feitos de madeira, pedra e marfim. Mas, no início, a colher era de uso coletivo, e parecia uma concha. "Quando surgiu o pão, há 12 000 anos, usava-se uma colher para jogar o caldo sobre ele", conta o sociólogo Gabriel Bollaffi, da Universidade de São Paulo.
(texto publicado na revista Super Interessante nº 8 - ano 11 - agosto de 1997)
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
“Nunca coloque óleo na água para cozinhar o macarrão” - Mônica Escudero
As irmãs Simili, lendas vivas especialistas em massas na Itália, falam dos erros mais comuns na hora de preparar massas, das receitas ideais para novatos e outros segredos
Margherita e Valeria Simili, mais conhecidas como as irmãs Simili ousorelle Simili em italiano, são gêmeas, padeiras e adoráveis senhoras que se tornaram um verdadeiro fenômeno da mídia em seu país. Descendentes de uma longa linhagem de especialistas em massas (a família possuía uma padaria e uma loja de massas frescas), comandaram uma das escolas de culinária mais respeitadas de Bolonha e, nos últimos anos –graças a essa mistura de malícia, vaidade e humor que caracteriza as elegantes vovozinhas–, tornaram-se personagens midiáticos e muito queridas.
Seus dois livros, publicados na Espanha pela editora Libros con Miga sob os títulos Pães e Doces Italianos e Massa Fresca Italiana (em italiano Sfida al matarello, literalmente “desafie o rolo de macarrão”), venderam mais de 70.000 exemplares ao longo dos últimos 15 anos e convenceram uma legião de padeiros e sfoglinos de todas as idades que preparar massas em casa não é apenas possível, mas também desejável e extremamente prazeroso.
Em seu livro mais recente é possível encontrar receitas e técnicas para fazer massas simples, coloridas e recheadas, molhos que podem ser preparados em cinco minutos como o de creme de leite, limão e sálvia, e outras que pedem horas de atenção e cozimento em fogo baixo como o mítico molho à bolonhesa, tudo explicado de forma simples, clara e sem faltar detalhes. A edição em espanhol tem uma vantagem: as fotografias feitas pela equipe do projeto “1.080 fotos de cozinha”, que fazem com que as receitas das míticas sorelle pareçam ainda mais apetitosas.
Aproveitamos a ocasião para entrevistá-las –Valeria responde pelas duas, algo que provoca mais ou menos o mesmo entusiasmo do que falar com David Bowie– e conversar sobre a primeira vez delas (com a massa fresca) e sobre vinho, boa companhia, paella, gaspacho, domingos em família, esforço e molhos, muitos molhos.
Pergunta: Vocês se lembram da primeira vez que fizeram uma massa? Como foi, que lembranças guardam do momento?
Resposta: Margherita fez sua primeira sfoglia [massa fresca feita com rolo] quando tinha 12 anos, numa manhã de domingo. Tínhamos uma padaria de pão com o forno e outro ateliê para as massas frescas, alimentávamos 700 famílias. Nossa mãe se encarregava da massa fresca e naquele dia ela estava com muito trabalho na loja, não tinha tempo para preparar os taglioline(talharim muito fino) para comer com o caldo que já tinha preparado, o prato de que mais gostávamos. Margherita decidiu prepará-los sozinha para ajudar minha mãe e fazer uma surpresa. Eu aprendi quando era mais velha, ajudando Margherita com a escola de culinária.
P. Qual é a maior dificuldade de alguém que começa a fazer massa fresca e quais conselhos dariam para superá-la?
R. A principal dificuldade é a de esticar a massa com o rolo que usamos em Bolonha (de madeira, com cerca de 90 a 100 cm de comprimento). Sovar também é muito importante, pois devem ser preparadas –segundo o formato de massa que será feito– lâminas muito finas ou mais grossas, nem demasiado úmidas nem demasiado secas. Em seguida, cortar e rechear não é tão difícil. Se a massa é aberta com o rolo, na primeira vez é recomendável preparar a quantidade obtida com 2 ou 3 ovos, não menos. Se a massa for bem feita, depois o esforço é menor. Também é possível esticar a massa com a máquina de fazer massas, mas apenas para esticar, não para terminar de prepará-la! Caso contrário, ela fica comprimida e escorregadia.
P. Que receita recomendariam a um novato para começar? E alguma de dificuldade intermediária? Outra mais difícil, mas que valha a pena tentar?
R. Aconselharia três receitas de diferentes graus de dificuldade a que começa com o rolo de acordo com a espessura da lâmina de massa, uma vez que a principal dificuldade é abri-la de modo que fique fina e uniforme, sem quebrar. Como no princípio é mais fácil que a lâmina saia mais grossa, recomendamos começar com a lasanha, que pede uma lâmina um pouco mais gordinha para ser percebida entre o bechamel e o molho à bolonhesa (ragù em italiano).
Outra receita fácil de fazer são os talharins (tagliatelle). A lâmina é mais fina do que a da lasanha, mas não tanto quanto em outras preparações, porque na Romagna nós preferimos talharins mais gordinhos. A receita mais complicada seriam os tortellini, que exigem uma lâmina fina e macia. É preciso trabalhar com rapidez, pois existe o risco de a massa secar, embora com a máquina seja mais fácil.
P. Qual é o seu prato favorito de massa e por quê?
R. Nosso prato preferido são certamente os tortellini, são a invenção gastronômica mais bonita do mundo! Nós, que somos de Bolonha, vimos fazer tortellini desde que estávamos no berço: eram o prato do Natal por excelência, antigamente só eram feitos nessa ocasião. Uma tia nossa que morreu com 106 anos dizia que fazê-los fora do Natal era uma indelicadeza para com o Natal. Em segundo lugar, a lasanha, porque leva alegria aonde vai. Ela pode ser preparada com um pouco de antecedência para que você não fique sobrecarregada quando tiver de preparar uma refeição para muitas pessoas.
P. Qual seria o acompanhamento?
R. Nós gostamos tanto do vinho quanto da companhia, com esta nunca tivemos problemas. Sempre tivemos muitos amigos e os selecionamos bem! Para beber, minha irmã e eu adoramos o lambrusco, achamos que um pouco de borbulha vai muito bem com lasanha. Também gostávamos de comer com Albana frisante, um vinho branco espumante da Romagna que acompanha bem na mesa.
P. Além do pão e das massas, que outras coisas que geralmente as pessoas compram prontas que poderíamos fazer em casa sem muito esforço e com bom resultado?
R. Devo dizer que sem esforço nada se faz. Para fazer bem as coisas você tem de trabalhar! Em casa, você pode fazer muitas coisas: os molhos, por exemplo. Hoje, na Itália, muita gente compra a maionese e os molhos para as massas já prontos. Ou os caldos, requeijão, geleias ou frutas cristalizadas (especialmente a laranja). Mas nunca sem esforço. A vida é esforço!
P. Neste momento faz muito calor em quase toda a Espanha. Quais maneiras de consumir a massa fria recomendam?
R. Comer massas frias é um costume relativamente recente, em voga nos últimos 20 anos, mais ou menos. Embora os italianos geralmente não se entusiasmem muito com isso, é uma boa ideia. Mas você tem de cozinhar al dente e nunca passar a massa debaixo d’água porque quando a massa esfria o parmesão não se amalgama mais.
Primeiro colocamos a massa em uma tigela com queijo ralado e azeite, mexendo com uma colher. Uma vez fria, podemos adicionar o que quisermos: azeitonas, alcaparras, tomates, coisas frescas, presunto, um pouco de cebolinha ou um molho leve. Um sabor algo apimentado vai bem com o calor do verão. Se colocarmos na geladeira, devemos retirar um pouco antes, pois não há nada pior do que um bocado de massa fria da geladeira. Recomendaria osstrichetti ou farfalle (gravatinhas) para consumir frios.
P. Que tipo de farinha recomendam para fazer massa fresca?
R. Nós usamos farinhas tipo 0, que são mais perfumadas e menos refinadas do que as do tipo 00 porque não passaram pela última peneiragem e conservam mais cinzas do trigo. O que recomendamos é a utilização de farinhas com pouco glúten: você pode olhar no pacote as gramas de proteínas e usar farinhas com 10 a 10,5 gramas no máximo. Com essas farinhas é mais fácil preparar a massa.
P. Os jovens italianos continuam fazendo massa em casa ou é um costume que está se perdendo?
R. As vovós continuam fazendo massa em casa, as mães muitas vezes não têm tempo e compram massa fresca nas lojas ou a fazem com a máquina, mas há muitíssimos jovens interessados novamente em coisas boas. Aqui em Bolonha vinham à nossa escola muitos jovens que depois iam estudar em outros países europeus com as bolsas Erasmus e levavam seus rolos; eles nos contavam que graças a isso fizeram grandes amigos. Onde há uma sfoglia há jovialidade, amigos e momentos de alegria que uma boa refeição pode te dar de presente.
P. Poderiam recomendar uma receita de massa simples para o dia a dia e uma mais sofisticada e festiva para um dia especial?
R. A massa fresca, dado que envolve sempre algum trabalho, não se presta muito para comer diariamente, embora seja perfeitamente possível congelar e usar quando necessário. Mesmo em Bolonha, onde mais se consome massa fresca, nós a alternamos com massa seca de sêmola. Lembro-me que na nossa loja o que mais se vendia eram: tagliatelline para o caldo de domingo, nhoque às quintas e espaguete às sextas-feiras. Nos outros dias vendíamos principalmente macaroni (macarrão, massa em forma de longos cilindros).
Entre as massas secas, para o dia a dia recomendamos espaguete com alho, azeite e pimenta malagueta fresca (em italiano, aglio, olioe peperoncino), sozinho ou com um pouco de tomate e alcaparras. Ou com atum, azeite e tomate. Para o dia a dia também vão muito bem os molhos muito rápidos de fazer e que podem ser preparados enquanto a massa cozinha, como os molhos do sul da Itália com peixe ou frutos do mar.
Entre as massas frescas, o talharim com presunto é bastante básico e os ingredientes para condimentar são preparados enquanto a massa está cozinhando. Ou um molho de limão, que é muito simples e fica muito bom com o talharim.
Para uma ocasião especial, recomendo as “rondelle da Romagna”, que levam mortadela, presunto cozido e queijo. São muito simples de fazer e são deliciosas. Os canelones também são fáceis de fazer usando o recheio das cornucópias da abundância, que é muito delicado e leva alcachofras.
P. Poderiam nos contar algumas coisas que saibam que os não italianos costumam fazer mal com a massas e explicar como fazê-lo corretamente?
R. Em geral, notamos que muitas pessoas não dão muita importância para o cozimento adequado da massa fresca: não pensam que ela deve ser fervida em fogo alto, ou acreditam que podem ser escorridas como macarrão, em um escorredor de verduras. A desvantagem desse sistema é que uns 4 ou 5 litros de água de cozimento caem sobre a massa fresca, que fica comprimida e quebrada.
A massa fresca deve ser cozida durante poucos minutos –de 2 a 3 se for do mesmo dia, de 4 a 5, no máximo, se for do dia anterior e já estiver seca–, e deve ser provada sempre, porque cada um tem seus próprios critérios. Os talharins, as massas recheadas e o nhoque não devem ser escorridos: o mais correto é pescar a massa fresca diretamente da água com uma escumadeira. Depois, há o azeite: colocá-lo na água é um erro porque cria uma película escorregadia sobre a massa, o que não é bom.
P. Qual é o seu prato favorito da gastronomia espanhola?
R. Gostamos muito da gastronomia espanhola. Margherita prefere a tortilla (omelete de batatas), eu gosto muito de paella. Também fazemos gaspacho muito bem. Espanha e Itália são países que se parecem muito, as pessoas, os ingredientes. A Espanha é um país que amamos, temos quase toda nossa família lá, entre as Canárias e Valência. Consideramos que é nossa segunda pátria. Nossa relação com esse país foi de trabalho árduo e felicidade: em 1976 fomos morar por dois anos na ilha de La Palma, para ajudar no negócio de nossa irmã.
Pensamos em montar uma sorveteria, mas logo começamos a vender pizza e quando vimos que a pizza não tinha muito sucesso, acabamos fazendo doces e massas. Éramos os únicos italianos, tinham de nos enviar produtos de avião, lembro-me de ir ao aeroporto para pegar creme de leite ou cogumelos que não se encontravam na ilha. Temos a lembrança de muito trabalho duro, mas também de grande felicidade, das pessoas que nos ajudavam, dos banhos no fim do dia. Por isso também adoramos o fato de sermos lidas em espanhol, quando recebemos os exemplares dos livros traduzidos foi maravilhoso, uma grande emoção!
domingo, 28 de setembro de 2014
Regole per i social, sette cose da non fare mai su Facebook (Caffeina)
Non è vero che sui social network non ci sono regole. Anzi è vero l'esatto contrario. Esistono delle regole, scritte o non scritte (di opportunità o buona educazione) che vanno seguite come se ci trovassimo "in società". Dopo aver ripreso il decalogo scritto per Twitter da Luca Bianchini, proponiamo sette cose da non fare su Facebook per Facebook stilate dal Dailydot.com.
1) Postare la prova di un crimine che hai commesso:
Sono frequenti le storie di ladri maldestri che si fanno beccare perché postano foto con lo smartphone appena rubato. Un vero criminale non dovrebbe lasciare tracce.
2) Tutto ciò che incita all'odio:
Facebook non è una piazza virtuale per manifestazioni neofasciste o pro Ku Klux Klan. Ogni commento e immagine inutile, odiosa o offensiva verrà bloccata dal social network o dai vostri amici che attiveranno l'opzione per nascondervi dalla loro bacheca.
3) Il vostro post contiene informazioni private che sarebbe meglio comunicare solo di persona:
Facebook è un luogo pubblico esattamente com un locale affollato o la strada principale della propria città. In questi luoghi nessuno si sognerebbe mai di mettersi a parlare del proprio divorzio, della morte improvvisa di una persona cara, dell'acquisto di una casa nuova o dia qual scuola materna scegliere. Perché allora farlo su un social network?
4) Mettere mi piace su notizie tristi:
Non tutto si esprime con un 'like'. Spesso chi passa molto tempo sui social network dimentica che la gamma delle emozioni umane è molto più vasta di un 'pollice alto' o di una 'condivisione'. I 'mi piace' valgono solo su Facebook e il proprio dispiacere per una tragedia non si misura in base al numero di 'like' ottenuti.
5) Citare qualcuno che non vorrebbe essere nominato:
Prima di geolocalizzare qualcuno, taggarlo in una foto o scrivere dove si trovava ieri sera sarebbe meglio chiedere il suo permesso. Non tutte le persone condividono infatti l'idea secondo cui avere un profilo su un social network equivale a dire addio alla propria privacy.
6) Pubblicare qualcosa che potrebbe compromettere la tua carriera lavorativa:
La foto che ti ritrae ubriaco alla festa del tuo miglior amico o quella in cui fai uso di droghe. Nessuno mostra il suo lato peggiore durante un colloquio di lavoro. Quindi perché si dovrebbe farlo in un luogo visibile da chiunque cerchi informazioni su di noi? Sono sempre di più, infatti, i datori di lavoro che cercano informazioni sugli aspiranti dipendenti nei loro profili sociali.
7) Pubblicare foto o post intenzionalmente stupidi:
Ciò che ti fa ridere ora potrebbe imbarazzarmi (o crearti dei veri problemi) domani. La sa bene un ragazzo di 14 anni che sta scontando 2 anni di carcere per aver pubblicato un'immagine di lei che faceva sesso orale ad una statua di Gesù. Il trucco, consigliano gli esperti è quello di chiedersi, prima di postare qualcosa, che cosa ne penserebbe tua nonna. Un metodo infallibile per non sporcarsi la reputazione.
domingo, 21 de setembro de 2014
Guia de etiqueta para pets e donos - Jéssie Panegassi
Quando o comportamento dos bichinhos testa o limite da convivência com os humanos, é hora de colocar em prática as boas maneiras
Todos os pets, assim como os humanos, têm suas manias, rotinas, hábitos e gostos. Da mesma forma, algumas regras são necessárias para manter uma convivência amigável e sem maiores problemas para a vida social do dono e para a saúde de ambos. Nesse sentido, "mesmo que não tenha começado a ensinar o animal desde pequeno, sempre é tempo de aprender", orienta Aldo Macellaro Junior, veterinário e proprietário do hotel fazenda para cães Clube de Cãompo de Itu (SP).
Algumas atitudes admitidas, desde filhotes, quando os pets crescem se transformam em hábitos e podem arruinar relacionamentos e até trazer problemas para a saúde. Compartilhar a mesma cama que o proprietário, comer no mesmo prato e não se importar em dividir a escova de dentes são convites para doenças que podem ser transmitidas aos dois. "Os animais podem ser portadores de endoparasitas e ectoparasitas, e esse relacionamento íntimo pode transportar doenças como verminoses e dermatites", afirma o médico veterinário João Carlos Colombo, proprietário do Pet Hotel Dog Life (SP). Além disso, para garantir uma convivência sem riscos, "são imprescindíveis os cuidados de um veterinário, e exames periódicos de sangue, fezes e limpeza dental", completa Colombo.
Os problemas comportamentais dos bichinhos também podem estar ligados a enfermidades mais graves. Para corrigi-los, a VivaSaúde preparou um guia com os principais problemas dos cães e soluções que o dono pode adotar para atingir esse objetivo.
1) Problema: Pular nas pessoas
Possíveis causas: Esse hábito é um clássico, e normalmente acontece por incentivo desde filhote. Quando ele é pequeno essa atitude chega a ser "fofinha", mas, com a idade, peso e tamanho mudados, passa a ser um incômodo. O carinho que a pessoa faz, ou até a forma que toca nele para tentar retirá-lo, é visto pelo cachorro como uma verdadeira recompensa.
Solução: Não recompensá-lo no momento em que pula, apenas quando ele estiver com as quatro patas no chão. Mas lembre-se de não tocá-lo, nem para se desvencilhar.
2) Problema: colocar a cabeça entre as pernas das pessoas
Possíveis causas: Esse é um hábito de reconhecimento entre os próprios animais. Ainda não se sabe como isso funciona, mas o pet tem a capacidade de interpretar isso e aprende muito através dos cheiros dos humanos.
Solução: Todas as vezes que ele apresentar esse comportamento, pegue uma coleira e tire-o do convívio por cinco minutos sem falar nada. Quanto ele repetir, faça a mesma cosia. Não adianta falar ou mesmo tentar mostrar por que isso está errado. A voz do dono conversando com ele também é entendida como uma forma de recompensa. Como eles aprendem por associação, esse tipo de repetição será necessária.
3) Problema: fazer muito barulho quando estão sem companhia em casa
Possíveis causas: A causa provável deste problema é que os donos estão deixando o animal ansioso. Isso acontece quando as pessoas dão um excesso de recompensas para o pet, isto é, abraçar, beijar, dar comida, conversar, brincar e fazer a chamada "grande festa" todas as vezes que chegam ou saem de suas residências.
Solução: Comece com chegadas e despedidas não dramáticas. Nos primeiros cincos minutos ignore-o por completo e só depois dê todas as recompensas com calma. Ele associará que quando está tranquilo recebe carinho. Se ele fica entediado no quintal o dia inteiro, isso também pode ser um problema. Então, um outro animal de companhia, ou deixá-lo em uma creche day care, também pode ser uma alternativa.
4) Problema: "implorar" enquanto o dono está comendo
Possíveis causas: Tudo o que o animal pede é porque um dia ele já recebeu. Se você, ou um dos seus convidados, nunca dar alimentos humanos para o bichinho, ele não vai pedir.
Solução: Pode começar dando petiscos ou a própria ração que foi separada previamente e deixada em cima da mesa. O animal pode associar que o dono também está comendo isso e não criar mais problemas. Outra solução possível é retirá-lo do ambiente para "evitar tentações". O mesmo princípio se aplica às festas, quando ele pode pedir alimentos para os convidados. Se não é possível corrigir um problema, não se exponha a ele.
5) Problema: "Vai dar namoro"
Possíveis causas: Quando o animal se empolga até com as almofadas, é o seu jeito de demonstrar dominância. Se a pessoa incentivar, achar engraçado, ele vai entender que isso é adequado e, assim, repetirá o comportamento. Há ainda a possibilidade de que esse seja um problema orgânico. Nesse caso, a consulta com um veterinário é indispensável.
Solução: Se não existe uma doença, o dono tem a alternativa de retirar o objeto "de desejo", que pode estimulá-lo por causa do cheiro. Entretanto, cada caso é diferente e é necessária avaliação. Apesar de ser bastante raro, esse tipo de comportamento pode até desencadear um quadro de gravidez psicológica.
(texto publicado na revista VivaSaúde nº 106)
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