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sábado, 9 de julho de 2016

Imunonutrição: a dieta que pode fortalecer o sistema imunológico

A influência da alimentação sob nossa saúde é indiscutível. Muito mais do que mera  fonte de energia, ela é essencial para prover os nutrientes de que precisamos para viver. Na cultura popular, determinados alimentos  tem até mesmo a fama de curar doenças. Quem nunca ouviu aquela receita infalível para curar o resfriado? Porém, este conhecimento é mera crendice ou de fato determinados alimentos podem aumentar nossas defesas naturais?

Estudos na área da nutrição corroboram parte do conhecimento popular: de fato alguns hábitos alimentares têm total influência sob a ação do nosso sistema imunológico. De acordo com a nutricionista Jéssica Freitas, especializada em nutrição, da clínica Nova Nutrii: "Através da oferta de nutrientes essenciais é possível fortalecer a função imune e beneficiar a saúde como um todo."

Sistema protetor

Dentre as diversas funções orgânicas desempenhadas pelo nosso corpo, o sistema imunológico é uma das estruturas mais importantes no processo de preservação da vida. Sua principal função é reconhecer agentes agressores e defender o organismo contra suas ações. Sem ele, estaríamos à mercê de vírus, bactérias, micróbios e outros microorganismos capazes de comprometer nossa saúde. Complexo, o sistema é constituído de diversos órgãos, células, e moléculas envolvidas em diversos processos que visam assegurar nossa proteção. Numa visão bem simplificada da resposta imune, podemos destacar a atuação das células de defesa que se encontram principalmente na corrente sanguínea, sobretudo os glóbulos brancos.

Conheça os alimentos capazes de beneficiar a saúde e proteger o organismo contra doenças crônicas 

Graças à ação de células de defesa conhecidas como monócitos, o corpo consegue imobilizar o invasor através de um processo chamado fagocitose. Nesse processo, os monócitos literalmente engolem o agente nocivo e sinalizam o ataque ao organismo, ativando a resposta imune. A partir de então, células sanguíneas chamadas linfócitos identificam o invasor e criam anticorpos específicos para combater e neutralizar sua ação. Ao final desse processo, células de memória são acionadas para registrar as informações desse embate, a fim de garantir uma resposta imune mais rápida e eficaz na próxima vez que o organismo confrontar o mesmo microorganismo.

Embora silencioso, esse processo é visível em nosso dia a dia: no processo de cicatrização de um corte, na coceira provocada pela picada de um mosquito, na febre que aparece nos primeiros sintomas de uma doença. Todos esses sinais são pequenos indícios de que o corpo está em constante trabalho de defesa. Porém, quando alguns sintomas são recorrentes e adoecemos com frequência, a resposta frente aos corpos estranhos pode estar prejudicada e a imunidade do organismo em baixa. Diversos fatores podem desencadear esse quadro: estresse, distúrbios do sono, uso de medicamentos, doenças específicas e principalmente a má alimentação. Dietas extremamente rigorosas, maus hábitos e restrições severas podem afetar o funcionamento das células de defesa, deixando o organismo mais vulnerável ao ataque de agentes nocivos. Corrigir essas carências através da oferta de nutrientes específicos é essencial para recuperar o estado imune e aumentar a resistência do organismo, seja durante o tratamento de uma doença, ou na prevenção dela.

Nutrientes essenciais para a resposta imune

Assim como um exército, as células de defesa do nosso corpo dependem de material para o embate. Nutrientes que forneçam energia e estimulem a ação desse fronte são essenciais para o bom funcionamento do sistema imune. Conheça o papel desses nutrientes na resposta imunológica e porque eles devem fazer parte da sua dieta.

De acordo com a especialista, os alimentos indispensáveis para a função imunológica são os seguintes:

Alimentos ricos em vitaminas: frutas são ótimas fontes de diversas vitaminas, em especial as cítricas, pois possuem alta concentração de vitamina C. Proteínas animais também são uma ótima fonte desses nutrientes, sobretudo o fígado, rico em vitaminas A, e do complexo B. Vegetais folhosos escuros como couve, brócolis e espinafre são ótimas fontes de vitamina E e K;

Alimentos ricos em vitamina D: peixes, cogumelos tipo shiitake e gema de ovo.

Alimentos ricos em proteínas e zinco: alimentos de origem animal como carnes vermelhas, ovos e fígado são ricos em proteínas. Nozes, castanhas, cereais integrais e leguminosas como o feijão são excelentes fontes deste mineral.

Alimentos fontes de ômega 3: peixes como o salmão, atum, sardinha, suprem a necessidade de gorduras boas que garantem a proteção das células do organismo.

Outras atitudes benéficas

De acordo com a especialista, além da boa alimentação, é importante combater hábitos que também possam afetar a resposta imune: "Além de uma dieta que favoreça o fortalecimento do sistema imune é importante combater eventos que prejudicam a ação das defesas do organismo. Situações como estresse, sedentarismo e o consumo excessivo de álcool também podem reduzir a capacidade do organismo em combater doenças".

Vitaminas: Esses nutrientes são essenciais para a saúde geral do organismo. Porém, algumas vitaminas específicas se destacam quanto à sua ação sobre o sistema imunológico:

Vitamina C: é um dos nutrientes mais importantes para a eficiência da resposta imune. É capaz de estimular a produção dos linfócitos, auxiliando o organismo a reconhecer os agentes invasores, e, em consequência, favorecer a produção de anticorpos. É eficaz na prevenção de infecções virais, principalmente das vias respiratórias. Seu aporte adequado está relacionado, inclusive, à recuperação mais rápida diante de infecções;

Vitaminas do Complexo B: vitaminas como a tiamina (B1), riboflavina (B2), ácido pantotênico (B5), piridoxina (B6) e o ácido fólico (B9), são essenciais para o funcionamento dos linfócitos, sendo que sua deficiência pode refletir negativamente na sua contagem na corrente sanguínea. Da mesma forma, a carência de vitamina B12 pode reduzir a fagocitose e prejudicar a resposta imune:

Vitamina A: além de estimular a produção dos linfócitos, essa vitamina possui ação extremamente benéfica sobre a pele e as mucosas que funcionam como barreira contra microorganismos nocivos. Também tem ação antioxidante, que combate a degeneração celular e o surgimento de doenças crônicas;

Vitamina D: estudos apontam que a quantidade de D no ambiente, provenientes tanto da alimentação quanto da exposição solar, afetam o desenvolvimento e a função de linfócitos e, por consequência, modulam a função imunológica;

Proteínas: desempenham um papel fundamental na eficiência do sistema defensor. A deficiência de proteínas está ligada, inclusive, a casos de desnutrição e, consequentemente, à queda da eficiência do sistema imune;

Glutamina: é um aminoácido (constitui as proteínas) mais presente no organismo, porém em situações de trauma, queimaduras, infecções graves, pós-operatório, diabetes não controlada e exercícios exaustivos, sua concentração é diminuída e com isso o organismo fica mais sujeito a infecções:

Arginina: também um aminoácido, apresenta capacidade de estimular o sistema imune, é necessária para a defesa contra vírus, bactérias, fungos e parasitas.

Ômega 3 e 6: são ácidos graxos, ou seja, gorduras consideradas essenciais para os seres humanos pois não são fabricados pelo organismo e são necessários para a imunomodulação;

Zinco: esse mineral é necessário na ação anti-inflamatória, isso o torna essencial na função imunológica. Sua deficiência promove dificuldade na reparação de tecidos, o que aumenta o tempo de convalescença em algumas doenças;

Vitamina E: eficaz na resposta anti-inflamatória, também protege as membranas celulares e a formação saudável dos linfócitos graças a seu poder antioxidante;

Vitamina K: essencial na coagulação do sangue, processo pelo qual o corpo isola áreas do corpo com ferimentos, a fim de reduzir o risco de infecções.

O que incluir na alimentação?

De acordo com a nutricionista Jéssica Freitas, além do equilíbrio essencial em alimentação saudável, alguns alimentos se destacam no favorecimento das defesas naturais do organismo:  "Uma dieta equilibrada deve contar sempre com porções balanceadas de todos os grupos alimentares. Porém, quando se trata de uma alimentação voltada para o fortalecimento do sistema imune, devemos dar preferência aos nutrientes imunomodulares, ou seja, aqueles que tem ação direta sobre a resposta imunológica. Antes de agir, procure sempre um médico ou um nutricionista."


(texto publicado na revista Leve & Leia nº 140 - ano 9 - edição bimestral julho/agosto de 2016)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Conheça o cranberry e seus benefícios!


No mundo inteiro existem diferentes tipos de frutinhas que possuem ótimas propriedades, e assim proporcionam efeitos poderosos para o organismo, principalmente em questão de emagrecimento. Depois do grande sucesso da goji berry, outra frutinha também ganhou destaque no mundo fitness e traz seus benefícios grandiosos para quem busca emagrecimento: a cranberry. Essa pequena fruta vermelha, além de atuar com os efeitos que surgem no físico do corpo, ela também é poderosa quando se trata de saúde e pode oferecer os melhores benefícios.

1) Previne infecção urinária - possui um componente que inibe a fixação da bactéria nas paredes da bexiga e da uretra.

2) Colágeno - contém componentes que auxiliam nosso organismo na produção de colágeno.

3) Vitamina C - irá fortalecer o sistema imunológico e auxiliar na prevenção de gripes e resfriados.

4) Fibras - ajudam o organismo a evitar a constipação, liberando o fluxo intestinal.

5) Antioxidante - combate os radicais livres, ajudando a prevenir o câncer e tumores.

6) Vitamina A - possui um importante papel na manutenção da visão.

7) Energia - a partir da frutose, gera energia e maior disposição para nosso corpo.

8) Previne placas bacterianas - estudos recentes comprovam seus benefícios contra a fixação de bactérias que causam as placas bacterianas nos dentes.

9) Auxilia na redução do colesterol - auxilia a reduzir o colesterol no sangue, causado por alimentos com excesso de gordura.

10) Bloqueador de cortisol - possui um antioxidante, que regula o hormônio do cortisol liberado, por exemplo, em momentos de estresse.



(texto publicado na revista TemDicas 11ª edição - 2º ano - agosto de 2014)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Remédios naturais para limpar as artérias (Melhor com Saúde)


Artérias entupidas podem resultar, por exemplo, em um ataque cardíaco. Por isso é tão importante mantê-las "limpas" e "desentupidas" para melhor qualidade de vida.

Aquilo que comemos diariamente pode ser prejudicial para nossa saúde, e é justamente isso que entope lentamente as paredes das artérias, até obstruí-las completamente fazendo com que o sangue não consiga fluir adequadamente até o coração e os demais órgãos.

Nesse artigo, conheça alguns dos remédios naturais e alimentos ideais para limpar as artérias.

Os melhores alimentos para limpar as artérias

- Alho: já reparou na quantidade de propriedades que o alho possui? Ele está presente na grande maioria das listas de remédios caseiros devido aos seus excelentes componentes, capazes de atuar melhorando nossa saúde. Isso acontece devido à presença de antioxidantes que combatem os danos gerados no organismo, ajudando a diminuir os níveis de gordura nas artérias (lipoproteínas de baixa densidade, LDL - ou colesterol ruim). Por sua vez, aumenta os níveis de colesterol bom (HDL - lipoproteínas de alta densidade), reduz a pressão sanguínea e o fluxo de sangue. É possível consumi-lo cru ou cozido, em uma infinidade de pratos.

- Aveia: possui pouco carboidrato e absorve até  sete vezes mais água do que seu tamanho. É muito usada na indústria de aperitivos, em padarias, sobremesas e em carnes. Esse alimento simples nos permite reduzir a capacidade do colesterol de aderir-se nas paredes das artérias, prevenindo o desenvolvimento de aterosclerose e reduzindo o risco de sofrermos de doenças cardíacas.

- Suco de romã: pesquisadores de Nápoles (Itália) e de Los Angeles (Califórnia) demonstraram que as grandes quantidades de antioxidantes presentes no suco de romã superam a qualquer outra fruta ou ingrediente, como, por exemplo, o mirtilo, as laranjas e as amoras (os melhores que se conhece). Além disso, é ótimo para combater os danos nas artérias, causados geralmente por aterosclerose.

- Maçã: essa deliciosa fruta é rica em pectina, uma fibra que quando se une ao colesterol consegue reduzi-lo. Por sua vez, contém flavonoides, que diminuem o risco de sofrermos um ataque cardíaco em 50% quando consumido regularmente.

- Peixe gorduroso: esse tipo de peixe contém ácidos graxos ômega 3 (tão populares atualmente), que nosso corpo precisa para funcionar regularmente e que, por sua vez, serve para desentupir as artérias. Dentre as opções de peixes gordurosos que desempenham essa função encontramos as sardinhas, arenques, trutas, atuam, cavalinhas e salmão.

- Nozes: são ricas em gorduras monossaturadas e em ácidos graxos ômega 3. Outros frutos secos também são aconselháveis, tais como as amêndoas, a avelã, o amendoim e a noz-pecã. Esses frutos podem ser consumidos de entrada, como aperitivo ou tira gosto, entre as refeições (pois ajudam a saciar a fome), em saladas agridoces, sobremesas e em vários outros pratos.

- Azeite de oliva: outro dos alimentos mais poderosos que existe. Deve ser consumido, para este fim, em sua versão extravirgem e prensado a frio para que não perca suas propriedades. Ele confere sabor às refeições e pratos e, ao mesmo tempo, diminui o risco de desenvolvermos problemas cardíacos. Isso é possível porque o azeite de oliva é uma gordura monossaturada, portanto tem menos probabilidade de saturar-se no organismo. O colesterol oxidado é o que pode formar a placa que se adere às paredes das artérias.

- Abacate: essa fruta possui uma grande quantidade de gorduras monossaturadas, que não são oxidadas no corpo, e, assim, não aumentam o risco de desenvolvermos aterosclerose ou placas nas artérias.

- Tomate: é rico em licopeno. Esse antioxidante reduz as possibilidades de que o colesterol ruim, ou LDL, se oxide e fixe nas paredes das artérias. Assim, é recomendável que incluamos tomates, preferencialmente crus, em nossas refeições diárias.

- Espinafre: não é à toa que o tão famoso personagem de quadrinhos Popeye o consumia sempre que precisava de força. Foi comprovado que o espinafre contém uma grande quantidade de vitaminas A e C, que previnem a oxidação do colesterol, reduzindo o risco de desenvolvermos aterosclerose. Ele está dentro do grupo dos vegetais de folhas verdes (como a acelga ou a alface) que oferecem muitos benefícios ao nosso organismo.

- Grãos integrais: por exemplo, o arroz integral, o pão escuro ou de centeio e a farinha de aveia. São excelentes para o cuidado cardiovascular. Isso ocorre porque a quantidade de fibras solúveis desses grãos ajuda a reduzir o colesterol ruim e evita a formação de placas nas artérias.

- Aspargo: é um dos melhores limpadores do sangue e das artérias. Libera a pressão sanguínea nas veias e previne a formação de coágulos que podem ser mortais.

Três receitas para limpar as artérias

Se você se sente cansado (a) e não sabe por que, se seu exame de sangue indicou colesterol alto e você não quer usar muitos medicamentos para tratar essa condição (ou se você busca uma alternativa natural para ajudar no tratamento), você pode anotar as seguintes receitas caseiras que te ajudarão a limpar as artérias de forma natural:

- Misture meia xícara de vinagre de maçã com um dente de alho picado até que esteja o mais homogêneo possível. Beba pela manhã em jejum e junto com um copo de água. Repita o processo durante uma semana inteira.

- Liquidifique três cenouras e duas maçãs. Coloque na geladeira para depois beber. Se possível, beba pela manhã, antes de tomar o café da manhã. Repita o processo durante 7 dias.

- Realize uma mistura com três colheres de sopa de mel puro de abelha com uma colher de suco de limão. Adicione duas colheres de sopa de água quente. Misture bem e beba diariamente, durante uma semana.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Sinais estranhos que indicam deficiência de vitaminas (Melhor com Saúde)


O corpo nos dá sinais constantes de que algo está faltando, o mesmo que ocorre com o carro quando está com problemas. É preciso escutar estas chamadas para poder reparar a tempo os desequilíbrios internos. Neste artigo você poderá conhecer os mais estranhos sinais de que estamos com alguma deficiência de vitaminas, assim como conhecer os detalhes das evidências de déficit de cada uma delas.

Hoje em dia, com a dieta que costumamos manter, é muito difícil cobrir todas as necessidades de vitaminas que o corpo precisa diariamente. Não comer o suficiente por estar sempre fazendo algum tipo de regime é outra das causas pelas quais os nossos níveis de vitaminas muitas vezes estão bem abaixo do ideal.

O que acontece quando nos faltam vitaminas?

De acordo com os médicos, não consumir vitaminas diariamente não irá causar doenças em si, mas "preparar o terreno" para que elas apareçam. Ou seja, o corpo terá problemas para cumprir com as funções normais. As vitaminas atuam como fatores importantes de todas as reações que ocorrem em nosso organismo. Quando essas vitaminas estão deterioradas, o corpo pode manifestar esta deficiência de maneiras mais que estranhas. E é preciso prestar atenção nele.

Os cinco sinais mais comuns que nos indicam a falta de vitaminas em nossa dieta diária são os seguintes:

Cantos da boca com rachaduras

Quando vemos este sinal no espelho, o provável motivo não é estar envelhecendo rápido demais (ou pelo menos não somente isso), mas sim uma deficiência de vitaminas do grupo B, principalmente a riboflavina (B2), a niacina (B3) e a B12, bem como falta de ferro e de zinco. Isso costuma ser frequente em pessoas vegetarianas que não seguem uma dieta equilibrada. A solução para os onívoros está em comer mais salmão, ovos, atum e ostras (ou peixes e frutos do mar em geral). Para os que não consomem carne: lentilha, amendoim, tomate seco, sementes de gergelim e acelga. Além disso, é bom ingerir vitamina C para favorecer a absorção de ferro. É aconselhável combinar os alimentos anteriores com brócolis, repolho, pimentão vermelho e couve-flor.

Rosto com erupções cutâneas de cor avermelhada e queda de cabelo em grande quantidade

A deficiência é de zinco. A queda de cabelo é uma causa direta de que nos falta este nutriente, cujo déficit também pode trazer problemas para cicatrizar feridas, manter a pele constantemente ressecada, aparecimento de erupções frequentes, manchas vermelhas na pele e hematomas grandes como resultado de qualquer batida. Também podemos apresentar estes sintomas por uma falta de vitamina B7 (biotina) e do grupo de vitaminas lipossolúveis, ou seja, A, D, E e K.

Se você costuma consumir ovos crus, é provável que tenha problemas com o nível de biotina, já que uma proteína deste alimento a inibe. A solução para este problema é consumir levedura de cerveja, frutas secas, sementes de abóbora, cereais integrais, laticínios, salmão, abacate, couve-flor, champignons, framboesas e bananas.

Bochechas, braços e coxas com bolinhas vermelhas e brancas parecidas com a acne

Isso ocorre porque faltam ácidos graxos essenciais e vitaminas dos grupos A e D. Diferentemente da acne, estes grãozinhos são de uma consistência mais "robusta", costumam doer bastante se tentarmos eliminá-los e são como bolinhas de gordura.

A solução para esta deficiência é deixar de consumir tantas gorduras saturadas ou trans e aumentar a ingestão de gorduras do tipo saudável. Acrescente à sua dieta mais salmão, sementes de linhaça, chia e oleaginosas como as nozes e as amêndoas. Se você quiser oferecer mais vitamina A ao seu corpo, coma cenoura, batata e pimentão vermelho. Você estará obtendo betacaroteno.

Mãos e pés com cócegas, formigamento e dormência

A deficiência neste caso é de vitamina B, mais precisamente a B6 (ácido fólico) e a B12. Quando não temos esses nutrientes somos afetados diretamente nos nervos periféricos e nos que terminam na pele. Esses sintomas podem vir acompanhados de depressão, ansiedade, fadiga, anemia e desequilíbrios hormonais. A solução é consumir aspargos, espinafre, feijão, ervilha, ovos e frutos do mar.

Pés, panturrilhas, arcos do pé e parte posterior das pernas com cãibras e dor pulsante

É por falta de potássio, cálcio e magnésio. Talvez somente um deles, talvez os três. Se você começou um treino muito forte recentemente, pode ser que esteja perdendo maior quantidade de minerais e vitaminas solúveis em água (do grupo B) através do suor excessivo. Não deixe de fazer esporte se é disso que você gosta, mas trate de consumir diariamente alguns destes alimentos: banana, avelã, amêndoas, abóbora, cereja, maçã, brócolis, couve manteiga, dente de leão e espinafre.

Carência de cada vitamina e suas consequências

Além destes cinco sinais estranhos de deficiência d vitaminas, podemos nomear outros problemas relacionados a uma dieta desequilibrada.

Vitamina A

Sua falta costuma causar cansaço, má visão durante a noite, mau estado da pele e dos dentes, facilidade para ficar doente e gengivas sangrando.

Vitamina B

- No caso de faltar vitamina B1, os sintomas são insônia, fadiga, pouca força muscular, depressão, irritabilidade, perda de peso e problemas gastrointestinais e cardíacos.

- Se a carência é de vitamina B12: olhos avermelhados e doloridos, feridas na boca e língua, cabelo oleoso, dermatite e preguiça.

- O déficit de vitamina B3 costuma provocar dor de cabeça, falta de energia, mau hálito, nervosismo, úlcera, perda de apetite e problemas gastrointestinais.

- Se não temos vitamina B5 sentiremos cãibras, cansaço, ardência nos pés, arritmia cardíaca, vontade de vomitar e problemas para dormir.

- A falta de vitamina B6 provoca insônia, anemia, problemas na pele, queda de cabelo, cãibras e retenção de líquidos.

- A carência de vitamina B12 causa cansaço, diarreia, problemas de equilíbrio, depressão, perda de apetite, inflamação dos nervos e dor na língua e boca.

Vitamina C

Quando nos falta esta vitamina, podemos ter problemas para cicatrizar as feridas ou fraturas, sangramento no nariz e gengivas, articulações doloridas e inflamadas, problemas digestivos, anemia e capacidade de formar hematomas.

Vitamina D

O déficit de vitamina D causa fragilidade nos ossos e problemas como o raquitismo, cáries, cálculos renais, debilidade muscular e má absorção de cálcio.

Vitamina E

A carência desta vitamina provoca anemia, degeneração cardíaca, problemas de fertilidade e nos nervos, diminuição dos reflexos, dificuldade para manter o equilíbrio e para caminhar normalmente.

terça-feira, 31 de março de 2015

Comer bem previne doenças e melhora a sua visão (Lotten Eyes Clínica Oftalmológica)


Ter uma alimentação saudável pode ajudar (e muito) as suas vistas.

Cenouras e demais alimentos de cor laranja, por exemplo, possuem vitamina A, que contribui para a retina e outras partes dos olhos funcionem bem.

Verduras de cor escura, como couve e brócolis, são antioxidantes que protegem os olhos. Os ovos também podem ser grandes aliados, pois a sua gema contém zinco, que reduz o risco de degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Frutas vermelhas e cítricas são ricas em vitamina C, que previne doenças oculares e a progressão de doenças já instaladas, como o glaucoma.

Ricos em ômega 3 e 6, peixes como o salmão, atum e truta possuem ácido graxo e várias vitaminas, que atuam na prevenção da Síndrome do Olho Seco.

Invista nesses alimentos e viva melhor!