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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Os melhores e piores óleos de cozinha para sua saúde (Melhor com Saúde)


Apesar da má fama que colheu durante anos, o óleo de coco contribui com energia ao cérebro e ajuda a manter saudável o organismo.

Há muitos anos a gordura ganhou uma má reputação pelo fato de seruma das principais causas do excesso de peso e da obesidade, além de levar a outros problemas de saúde sérios.

Entretanto, vários estudos evidenciaram que há gorduras saudáveis e elas devem ser consumidas em determinada quantidade para garantir um bom funcionamento de todos os órgãos do corpo.

Uma das fontes principais de gordura são os óleos usados com frequência na cozinha. A maioria deles é de origem vegetal e, em menos casos, chegam a ser usados os de origem animal, embora foi comprovado que são mais prejudiciais para a saúde.

Muitas pessoas acreditam que, pelo fato de ser de origem vegetal, todos os óleos de cozinha são bons para a saúde. O certo é existem alguns que não são recomendados por serem submetidos a um processo que tira suas propriedades e os fazem daninhos para o corpo.

Para as pessoas que estão preocupadas com o tipo de óleo de cozinha que estão usando na preparação dos seus alimentos, hoje vamos compartilhar uma lista e vamos classificar os que são bons e os que podem ser daninhos.
Os melhores óleos de cozinha para a saúde

Os óleos de cozinha que não fazem mal à saúde são aqueles que estão compostos por gorduras poli-insaturadas e monoinsaturadas, ou também conhecidas como “gorduras boas”.

Azeite de oliva

Sem dúvida, o azeite saudável número 1 é o de oliva. É um ingrediente básico na dieta mediterrânea, caracterizado por ser uma gordura monoinsaturada com grandes benefícios para a saúde cardiovascular.

O melhor que se pode comprar é aquele que não está refinado, já que está pressionado a baixos níveis de calor e isso ajuda a conservar os polifenos que são bons para a saúde.

Óleo de coco

Embora durante muitos anos ele teve má fama por seu alto conteúdo de gordura saturada, vários estudos demonstraram que na realidade ele é um óleo muito bom.

A maior parte da gordura saturada que ele contém é do tipo conhecido como triglicerídeos de cadeia média, que o corpo transforma em energia em lugar de armazená-lo como gordura corporal.

Ele tem propriedades antibióticas e antimicrobianas que protegem o organismo de diferentes patogênicos. Além disso, é uma fonte de energia para o cérebro e contribui com um organismo saudável. Deve-se evitar reaquecer ou misturar com outros óleos.

Óleo de gergelim

Este óleo de origem asiática é reconhecido por ser uma fonte de gorduras monoinsaturadas. Seus principais benefícios são atribuídos ao seu alto conteúdo de antioxidantes que não chegam a ser destruídos pela exposição ao calor.

Além disso, ele contém fosfatidilcolina, um nutriente relacionado com a boa saúde cerebral. Apesar disso, se recomenda seu consumo limitado já que ele também contém ácidos gordurosos ômega 6.

Os piores óleos de cozinha para a saúde

A maioria dos óleos vegetais que se comercializam no mercado a baixos preços são os que estão compostos por “gorduras más”, também chamadas de gorduras saturadas ou gorduras trans.

O consumo desse tipo de óleo se tornou uma das principais causas dos problemas de colesterol alto.

Óleo de soja

Esse tipo de óleo é submetido a um processo de hidrogenação que tem como objetivo retardar seu vencimento e manter estável o sabor dos alimentos; este mesmo processo é o responsável por converter essa gordura em um alimento pouco saudável.

Para não ser considerado um óleo daninho, ele deve ser de origem orgânica.

Margarinas

Em um princípio se pensava que a margarina era muito melhor do que a manteiga pelo fato de ela ser de origem vegetal. Entretanto, vários estudos demonstraram que é muito pior, já que é rica em gorduras trans.

Para elaborar a margarina, a gordura é submetida a um processo de hidrogenação, que é o que a faz parecer fresca, cremosa e confere um sabor agradável. Esse procedimento faz que esse óleo seja daninho para a saúde, em especial quando submetido a altas temperaturas.

Manteiga de porco

Esse tipo de gordura é um dos óleos preferidos em muitas cozinhas do mundo, devido ao sabor que pode atribuir às comidas. Apesar disto, é um dos menos recomendados, já que é rica em gorduras saturadas que obstruem as artérias e aumentam os níveis de colesterol.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Aditivos no pão, margarina e sorvete podem estar causando doença de Crohn e colite (Notícias Naturais)


Segundo um estudo recente, aditivos comuns em sorvetes, margarina, pão embalado e muitos alimentos processados podem promover a doenças inflamatórias do do intestino, colite ulcerativa e doença de Crohn, bem como um grupo de condições relacionadas com a obesidade. Os pesquisadores se concentraram em emulsionantes - substâncias químicas adicionadas aos alimentos para melhorar a textura e aumentar sua duração (validade).

Em experiências com ratos, eles descobriram que emulsionantes podem alterar a composição de espécies de bactérias do intestino e induzir inflamação intestinal. Esta inflamação está associada com a frequentemente debilitante doença de Crohn e colite ulcerativa, assim como a síndrome metabólica, um grupo de condições que aumentam o risco de diabetes tipo 2, doença cardíaca e derrame.

Os camundongos foram alimentados com emulsionantes diluídos em água potável ou adicionados a alimentos. Descobriu-se que eles acionam baixos graus de inflamação intestinal e características da síndrome metabólica, como anormalidades no nível de glicose no sangue, aumento de peso corporal e da gordura abdominal.

De acordo com a pesquisa, consumir emulsionantes aumentou o risco de colite, que imita a doença inflamatória do intestino humano, em camundongos geneticamente suscetíveis à condição. O microbiologista da Universidade Estadual da Georgia (GSU) Benoit Chassaing, cujo estudo foi publicado na revista "Nature", disse que os efeitos vistos nos ratos também podem ser observados em seres humanos.

O estudo envolveu dois emulsionantes amplamente utilizados, polissorbato 80 e carboximetil celulose. Os pesquisadores estão planejando estudos em humanos e já estão estudando outros emulsionantes.

Emulsionantes são utilizados na margarina, maionese, molhos cremosos, doces, sorvetes, alimentos processados e embalados assados. Eles podem deixar produtos como maionese suaves e cremosos em vez de uma gororoba de água e glóbulos oleosos.

Alteração na flora intestinal

Uma característica fundamental de doenças inflamatórias intestinais e síndrome metabólica é uma alteração na microbiota intestinal - os cerca de 100 trilhões de bactérias que habitam o trato intestinal - de forma a promover a inflamação. Em ratos que receberam emulsionantes, as bactérias foram mais aptas para digerir e infiltrar-se na densa camada de muco que reveste e protege os intestinos.

A incidência de doença inflamatória intestinal e da síndrome metabólica começaram a subir em meados do século XX, mais ou menos ao mesmo tempo em que os fabricantes de alimentos começaram a usar o emulsificante de forma generalizada, disseram os pesquisadores.

"Nós estávamos pensando que havia algum fator não genético aí, algum fator ambiental, que poderia explicar o aumento destas doenças inflamatórias crônicas", conta o imunologista Andrew Gewirtz da GSU. "E nós achamos que os emulsionantes eram um bom candidato, porque eles são tão onipresentes e sua utilização tem um paralelo aproximado ao aumento destas doenças. Mas eu acho que ficamos surpresos com o quão forte os efeitos foram", conclui.