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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Magnésio, fonte de juventude - Cinthya Leite (Cura Pela Natureza)


Mineral presente em grãos, crustáceos e mariscos, folhas verdes e legumes exerce mais de 300 funções no organismo humano e é fundamental para o envelhecimento saudável

Grão-de-bico faz bem porque é rico em fibras e minerais enquanto que amêndoa e avelã devem ser incluídas no cardápio porque encabeçam o rol das gorduras insaturadas, que ajudam a tirar o colesterol ruim (LDL) da circulação. E o lado bom do espinafre é a presença de ácido fólico, que pode ser uma cautela a mais em favor do bom desempenho do coração. Embora forneçam benefícios diferentes ao organismo, esses elementos têm uma característica em prol da saúde: apresentam alto teor de magnésio.

Embora pouco proclamado, esse mineral exerce mais de 300 funções no organismo humano e, por isso, é bastante necessário para as pessoas envelhecerem com qualidade de vida. "A carência de magnésio acelera o processo de envelhecimento. A diabete mal controlada, em qualquer fase da vida, acelera o desgaste dos vasos sanguíneos e dos tecidos porque há perda acentuada desse nutriente devido à insulina elevada", diz o médico brasiliense Arnoldo Velloso, especialista em antienvelhecimento.

Autor de estudos sobre a ação do magnésio no campo da medicina ortomolecular, Arnoldo Velloso ministrou palestra no Recife, no mês passado, quando enfatizou a possibilidade de se alcançar bem-estar através do acréscimo desse mineral numa alimentação saudável. "O magnésio compete com o cálcio pelos mesmos canais de absorção. Iogurtes, que são boas fontes de cálcio, podem ser acompanhados de uma castanha-do-pará, que é rica em magnésio. Assim, há uma entrada balanceada dos dois nutrientes no organismo", garante o médico. O magnésio ainda tem o poder de corrigir e regular outros minerais, como sódio, potássio e cálcio. É por isso que é fundamental mesclar alimentos no prato.

De acordo com o estudo do professor Giuseppe Paolisso, da Universidade de Nápoles, na Itália, o déficit de magnésio é associado às diabetes tipos 1 e 2. A pesquisa, publicada no Jornal Americano de Nutrição Clínica, mostra que a ausência desse mineral aumenta o r isco de desenvolvimento da retinopatia diabética - lesões que aparecem na retina e que podem causar perda da acuidade visual.

Recado seja dado: uma boa dose de magnésio minimiza os impactos negativos deixados pelas taxas irregulares de glicose no sangue. E também ajuda a baixar a pressão arterial por dilatar as artérias, segundo o médico norte-americano Michael Roizen, conhecido pelo best seller A idade verdadeira (Ed. Campus/Elsevier, R$ 70), sobre os fatores que afetam a saúde com o passar dos anos.

"O nutriente ainda relaxa os tubos brônquicos e pode ser útil em casos de asma", diz Roizen. No livro Você: manual do proprietário (Ed. Campus/Elsevier, r$ 70), ele assegura que uma dieta rica em magnésio pode fazer um indivíduo ficar com um organismo até um ano mais jovem.

Vale salientar que a falta de magnésio no organismo desencadeia sensações desagradáveis, como perda de apetite, náusea, vômitos, sonolência, contrações musculares súbitas, tremores e taquicardia. "A carência ainda aumenta a tensão pré-menstrual, os riscos de infarto cardíaco e de derrame cerebral, como também a morte súbita", acrescenta Arnoldo.

O problema é que todos os sintomas apresentados pela privação desse nutriente são comuns a muitos problemas de saúde e, por isso, é difícil diagnosticar quando os sinais são frutos da ausência de alimentos ricos no mineral em foco. "A melhor maneira de consumir o magnésio é através de injeções intramusculares ou intravenosas, desde que sejam aplicadas por especialistas. Também é recomendado o consumo de água magnesiana e de suplementos de magnésio", afirma Arnoldo.

Uma orientação médica é importante no caso de uma suplementação porque o excesso de magnésio é prejudicial à saúde. Se o consumo ultrapassa as cotas necessárias para as funções vitais, podem aparecer pressão baixa, problemas respiratórios e inibição da calcificação óssea.

Sobre as recomendações diárias de magnésio, geralmente mulheres acima dos 18 anos devem consumir 310 miligramas (mg) por dia, quantidade equivalente a aproximadamente 150 gramas de grão de soja. Já homens na mesma faixa etária precisam de 400 mg diariamente. Bebês e crianças também necessitam do mineral, mas numa proporção menor. Só para ter ideia, entre 4 e 8 anos, são necessárias 130 mg do nutriente por dia.

A recomendação é que, quanto mais cedo alimentos ricos com a substância forem acrescidos no prato, menores são as chances da necessidade de fazer suplementação na vida adulta e na velhice, quando começam a se proliferar gorduras maléficas no sangue.

"Se existe carência de magnésio, é provável que as taxas do colesterol ruim estejam irregulares. No momento em que as taxas desse mineral ficam normais, consegue-se restabelecer os níveis de uma forma natural e sem efeitos colaterais", argumenta Arnoldo. Para essa normalização, contudo, é preciso que o paciente esteja ciente de que a suplementação por si só não faz efeito. Então, nada mais coerente que aderir a bons hábitos alimentares.

















domingo, 11 de janeiro de 2015

Evite o envelhecimento de dentro para fora - Dr. Geraldo Cavalcanti


Hoje a prática ortomolecular, ou medicina interna, é uma grande aliada para quem busca uma pele com aspecto jovem. Mais do que isso, é indicada para todas as pessoas que desejam uma melhora na qualidade de vida. No caso do rejuvenescimento facial, um conjunto de procedimentos específicos são indicados com base no biótipo de pele, sempre priorizando as necessidades individuais do paciente. A partir dos 30 anos, aparecem os primeiros sinais do tempo. Rugas, linhas de expressão, alterações na pigmentação, perda de colágeno e o ressecamento são algumas das alterações que começam a aparecer na pele. Porém, os agentes externos fazem com que esse processo comece antes. Há dois tipos de envelhecimento: o intrínseco e o extrínseco. O primeiro ocorre lentamente e é determinado pela genética. O extrínseco, entretanto, é decorrente de fatores como a exposição solar excessiva e sem a devida proteção, poluição ambiental, o tabagismo e a ingestão demasiada de bebidas alcoólicas.

A terapia ortomolecular busca reduzir a ação do tempo sobre o corpo minimizando, por consequência, as possibilidades de patologias derivadas dela, uma vez que iremos repor e receber todas as matérias-primas necessárias ao nosso equilíbrio químico, tais como vitaminas e minerais. Ela atua nas causas do envelhecimento, em vez de agir nos problemas gerados por ele. Os tratamentos fornecem nutrientes, minerais e antioxidantes, que agem diretamente sobre a pele, os cabelos e as unhas. É uma forma de medicina alternativa que visa prevenir e curar doenças usando doses específicas de substâncias naturais que estão normalmente presentes no nosso organismo.

É possível fazer uso de cremes, loções, géis, peelings, máscara e tônicos como veículos desses nutrientes. Por meio da avaliação da medicina funcional, isso é, detecção do mineral em déficit do corpo, é possível tanto fazer a reposição interna como a externa dessas substâncias, de acordo com a necessidade de cada paciente. Para a renovação facial são indicados peelings físicos e químicos, máscaras com nutrientes ortomoleculares, limpeza da pele (superficial e profunda), hidratação nutricional da epiderme e da derme. Além disso, uma alimentação funcional específica e personalizada também é uma grande arma contra o envelhecimento.




(texto publicado na revista Contigo! nº 2046 - 27 de novembro de 20414)