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quinta-feira, 27 de outubro de 2016
sábado, 7 de novembro de 2015
Receita de carinho - Luciana Alvarez
Os avanços da medicina aumentaram - e muito! - as chances de cura, mas às vezes perde-se o foco nas pessoas. Um atendimento de saúde humanizado enxerga as histórias e sentimentos que estão além da ficha médica
Certo dia, aquela dorzinha que incomodava vez ou outra se transforma. O corpo adoece e você se vê envolvido numa rotina de consultas, exames e intervenções. Nesse caminho entre o momento saudável e o leito de um hospital, muitas vezes parece que o senso de humanidade vai se esvaindo à medida que adentramos na rotina apressada e tensa dos ambientes médicos. No esforço de entender as forças que agem sobre os mecanismos fisiológicos das doenças e deter seu avanço, a medicina moderna foi fechando o foco, aprofundando-se mais e mais no conhecimento especializado. As descobertas das últimas décadas aumentaram as chances de cura e elevaram a expectativa de vida da população, mas também trouxeram uma espécie de vazio para o paciente. Porque, mesmo com novos exames, remédios e tratamentos, a necessidade de proximidade e contato humano permanece.
Ao perceberem o abandono dos pacientes, mesmo daqueles que estão dentro dos hospitais, muitas pessoas sentem que precisam agir e se dedicam não apenas a buscar a cura, mas a levar alegria, oferecer conforto e inspirar confiança. Talvez o exemplo mais conhecido de humanização da saúde no Brasil seja o da organização Doutores da Alegria, cujos palhaços entraram nos hospitais infantis para permitir que as crianças, mesmo enfermas, possam ser crianças. Uma visita de um Doutor da Alegria (um palhaço fantasiado de médico) permite que elas brinquem, deem risadas, divirtam-se e, nem que seja por apenas alguns instantes, se esqueçam da doença e foquem na vida.
Para além das crianças, enfermos de todas as idades - assim como suas famílias - precisam de apoio. Nas próximas páginas, apresentamos seis iniciativas que atuam de maneira bastante distintas, cuidando das pessoas de forma humanizada desde o nascimento até o momento de dizer adeus. Apesar das diferenças, todas têm sempre como grande objetivo fazer o paciente sentir-se melhor e mais pleno. São ações inspiradoras - e quem quiser pode colaborar também!
Solução 1
Disseminar a informação
Havia um problema claro na unidade de saúde em que a médica Andressa Gulin dava aulas, em Curitiba (PR): o número de exames ginecológicos preventivos não chegavam à meta - algo muito grave, pois o câncer de colo de útero é a quarta causa de morte entre as mulheres. Juntas, ela e a professora de enfermagem Tatiane Trigueiro pensaram em uma forma de resolver a questão. Ao mapearem o bairro, perceberam uma grande quantidade de salões de beleza. "Ao conversarmos com as depiladoras, percebemos que elas não sabiam o que fazer ao ver alguma lesão nas clientes", diz Andressa. Então, convidou-as a passar por uma formação no posto de saúde. "A ideia não é que elas identifiquem o tipo de lesão, mas que encaminhem as mulheres ao posto e saibam a importância dos exames." O projeto Depiladora Amiga fez o número de exames aumentar 60% e está sendo levado a outras unidades de saúde.
Solução 2
Alegrar o espaço físico
Bem de saúde, a artista plástica Vera Ferro costumava passar longe de hospitais. Até que um dia recebeu um convite de uma amiga, médica do Hospital Boldrini, em Campinas: comandar um esforço para pintar de forma lúdica as paredes de uma nova ala do centro infantil. Com ampla experiência com arte-educação, Vera aceitou o desafio para alegrar os 400 metros de parede. Em vez de uma pintura-padrão em tons pastel, o local foi decorado com uma obra de arte coletiva, feita por todos que estavam lá, desde as crianças até médicos. "Convidamos as pessoas e dizíamos apenas "traga sua criança interior", lembra-se. Isso foi em 1998, e, desde então, Vera já fez 21 edições do projeto, que chamou "Pintando as paredes do mundo", em diversos hospitais e casas de atendimento para crianças. "As pessoas passaram a me chamar, e fui aceitando. No momento da execução, a gente fica em estado de graça", diz.
Solução 3
Usar animais no tratamento
Quem tem bichos de estimação já sabe: passar um tempo com animais é uma verdadeira terapia. Mas, além de fazer companhia, bichos podem auxiliar em tratamentos de saúde. Em Brasília, a ONG Cavalo Solidário atende gratuitamente quase 200 crianças com situações diversas: há autistas, deficientes físicos, crianças com paralisia cerebral e com transtorno de déficit de atenção. Para todas, a convivência com o cavalo traz impactos positivos. "Montar trabalha a afetividade, a autoestima e a autoconfiança; afinal, a pessoa domina um ser muito maior que ela", explica Mônica Lima, coordenadora da ONG. Para quem tem problemas motores, a equoterapia é uma oportunidade ainda mais especial. "O cavalo ajuda no desenvolvimento motor porque faz movimentos tridimensionais", diz. Sobre o animal, a criança também é estimulada a aguçar os sentidos, sentir o cheiro, o toque e o vento.
Solução 4
Levar música ao hospital
Ao ver os bons resultados que a música estava promovendo em um hospital particular onde atuava, o psiquiatra Kleber Lincoln Gomes, diretor da faculdade de medicina de Itajubá, decidiu levá-la também ao hospital universitário, que atende pelo SUS. "O hospital já tinha um grupo de humanização para divertir as crianças, e eu mesmo havia trazido a disciplina de cuidados paliativos para a grade curricular", conta. A iniciativa começou há dois anos, quando os artistas fizeram uma formação específica e foram contratados. Hoje, há música pelos corredores, em todas as alas, de segunda a sexta-feira - só a UTI fica de fora por questões de segurança. "É um trabalho extraordinário, que emociona e envolve a todos do hospital. Desde que começamos com o projeto, diminuímos o tempo médio de internação de cinco dias e meio para quatro dias e meio", comemora Kleber.
Solução 5
Ajudar na hora da despedida
Depois de esgotados os mais avançados tratamentos, o paciente se torna um caso sem solução do ponto de vista estritamente médico. Porém, ele continua precisando de atendimento e conforto até o fim da vida. "Esse é sempre um momento difícil, mas ele pode ser envolto em respeito e carinho", afirma Avany Maia, oncologista especializada em cuidados paliativos domiciliares da Liga Bahiana contra o Câncer. Pacientes terminais do Hospital Aristides Maltez, onde a Liga atua, podem passar seus últimos dias em casa graças a um programa que ensina a família a trazer os atendimentos paliativos. Os cuidadores participam de reuniões com a família para aprender sobre a doença, conhecer questões práticas e receber apoio emocional. "Em casa, o paciente ganha mais autonomia do que no hospital, pode escolher a hora de tomar banho, de comer, com quem conversar...".
Solução 6
Apoiar na hora do nascimento
Bióloga por formação, há dois anos Gabriela Müller largou a carreira na indústria farmacêutica para se dedicar à profissão de doula. Cada vez mais casais grávidos procuram profissionais desse ramo para ter um acompanhamento físico e emocional durante a gestação, parto e pós-parto. Mas Gabriela pensava nas mulheres que não podem pagar pelo serviço. Foi então que ela e outras cinco doulas se uniram para prestar o serviço de forma voluntária no Hospital Santo Antônio, em Blumenau (SC). As seis mulheres se revezam para atender às futuras mães. Apesar de ser um acompanhamento apenas no momento do trabalho de parto, elas conseguem dar conforto físico e emocional às gestantes numa hora tão importante. "Para o físico, fazemos ações de analgesia, como massagens, uso da bola de pilates e escalda-pés. Mas também damos apoio psicológico. A mulher sente que não está sozinha", diz Gabriela.
(texto publicado na revista Sorria para ser feliz agora nº 46 - nov/dez de 2015)
terça-feira, 12 de maio de 2015
6 vícios comuns em tutores caninos na hora do carinho - Samantha Kelly (Portal do Dog)
Quem é você e quais os vícios quando o assunto é o seu cachorro? Identificamos as 6 principais manias que os tutores caninos têm na hora do carinho.
Para os que conseguiram se identificar com os 6 tipos de vícios, saiba que não serão os únicos. O mundo pode te chamar de louco, para quem é apaixonado por cachorro, o carinho e atenção do seu pet é o melhor tratamento.
1. Tutor Felícia
Você não pode ver o seu cachorro que aquela parte da sua personalidade similar à personagem Felícia surge com toda força. Mesmo sabendo que muitos pets ficam desconfortáveis com tanto abraço, é mais forte que você e quando já viu os braços já estão agarrados em seu cão.
2. Serial Beijoqueiro
Seu cachorro é vítima dos seus beijos e cada novo encontro, que seja indo de um cômodo para o outro da casa, não tem como fugir. Atenção especial para a combinação de batom com cães de pelo claro, fazendo com que o beijo fique aparente.
3. Focinho com focinho
Entrando na pirâmide dos cheiros, o primeiro é o focinho canino que tem aquele cheirinho especial que esse tipo de tutor ama.
4. Cheirador de patas
O segundo cheiro é para o tutor que é viciado na pata de seu cachorro. A loucura por patas é tamanha que alguns acreditam que a pata de seus cães têm cheiro de tortilla.
5. Barriguinhofilo
Em terceiro lugar está o barriguinhofilo. As vítimas mais comuns são os filhotinhos e suas barriguinhas fofinhas.
6. Carinhoso manual patológico
O grau é tão sério que você praticamente desenvolveu Lesão por Esforço Repetitivo (LER) por não conseguir parar de fazer carinho. Nesse caso em específico, a mão e a ferramenta utilizada. Os alvos mais comuns da anatomia canina são as orelhas, barriguinha e cabeça.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Não poupes no carinho com quem mais te ama (Já foste)
Em algum momento da caminhada, talvez no fim, quando analisarmos o passado na tentativa de encontrar o sentido de tudo, vamos querer saber se tivemos importância real na vida de alguém. Vamos perguntar-nos se contribuímos para o mundo e para aqueles que nos cercam com o melhor que podíamos ser e fazer, se amamos com toda a verdade do nosso coração, se o fizemos com sinceridade e plenitude, se deixamos um legado de esperança, gratidão e inspiração por onde quer que a gente tenha passado, para quem quer que a gente tenha encontrado no caminho.
Em algum momento da caminhada, talvez no fim, quando analisarmos o passado na tentativa de encontrar o sentido de tudo, vamos querer sentir que valeu a pena viver, que apesar de todos os obstáculos, a nossa fé e a nossa confiança em nós mesmos foram sempre maiores do que o nosso medo, e que todos os momentos, bons e maus, serviram como oportunidade incrível de aprendizagem e evolução espiritual.
Em algum momento da vida, vamos olhar para trás e perguntar-nos como escolhemos tratar quem nos ama. E vamos querer saber se poupamos no carinho ou se amamos de forma plena essas pessoas, com paciência, respeito, gratidão e amor. Será que lhes oferecemos o nosso melhor? Será que fomos realmente presentes e generosos com quem sempre quis o nosso bem? Será que lhes demos o tempo, a atenção, a aceitação e o afeto que elas mereciam receber?
Em algum momento d vida, vamos surpreender-nos com uma verdade simples. E dolorosa: enquanto costumamos oferecer flores para o mundo exterior, no aconchego do nosso lar, junto a quem mais deveria receber a nossa gratidão e o nosso amor, atiramos pedras e palavras ríspidas, com a desculpa de que ali podemos ser nós mesmos, sem máscaras e sem disfarces. Quem mais nos ama, geralmente, recebe de nós a nossa pior versão.
Tu já paraste para pensar nisso? Em como é mais fácil descontar as nossas frustrações, as nossas culpas, as nossas raivas e as nossas insatisfações em quem mais nos quer bem nesta vida? Em como cedemos o nosso tempo para coisas e pessoa que estão só de passagem no nosso mundo, enquanto quem realmente se importa e se preocupa conosco por vezes recebe de nós pouca ou quase nenhuma atenção? Por que será que somos mais educados, mais pacientes, mais bem-humorados e mais prestáveis com todos os outros, enquanto quem sempre nos estende a mão, sem pedir nada em troca, por vezes recebe patadas, palavras ríspidas e mau humor? Será que é porque com eles podemos ser nós mesmos? Será que é porque não importa o que a gente faça com ele: ou como os tratemos, por nos amarem, eles serão e estarão sempre aí para nós? Mas que tipo de pessoa nós somos, afinal? Que papéis estamos a interpretar para o mundo? Para quem e no que estamos a gastar a nossa energia, o nosso tempo e a colocar toda a nossa atenção?
Em algum momento da vida, será hora de parar e refletir sobre o amor ingrato e ausente que estamos a oferecer a quem mais nos quer bem. E sobre quem realmente somos, sobre a consistência das nossas ações e palavras, sobre a diferença que queremos fazer na vida de alguém. Quem te ama e realmente se importa contigo é quem mais merece a tua atenção, a tua consideração, a tua paciência, a tua aceitação, o teu respeito, o teu tempo, a tua energia e o teu amor. Quem te ama e realmente se importa contigo é quem mais merece o teu melhor sorriso, a tua melhor versão, a palavra mais bonita e o agradecimento mais verdadeiro que possa existir.
Porque, sabes, em algum momento da caminhada, talvez no fim, quando analisarmos o passado à procura do sentido de tudo, vamos perceber que foram essas as pessoas que sempre estiveram do nosso lado, nas alegrias e nas tristezas, nas pequenas e grandes descobertas, nas vezes em que pensamos em desistir de tudo, parar de remar, sucumbir. Foi com a palavra delas que a gente pôde contar quando tudo parecia ruir. Foi no colo, no ombro, no olhar de incentivo e no sorriso sincero de empatia dessas pessoas que a gente pôde encontrar novamente a nossa paz. Foram elas que nos ajudaram a gerar mais energia, mais força e mais coragem para travarmos outras lutas, outras batalhas. Foram elas que seguraram a lanterna, enquanto procurávamos a melhor direcção para seguir.
Em algum momento da vida, será hora de recalcular a rota, mudar a direção, olhar para quem mais nos ama neste mundo e agradecer.
A hora é agora. Não poupes no carinho com quem mais te ama.
No fim, é assim que avaliamos o sentido da nossa vida.
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