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sábado, 2 de novembro de 2019
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
sábado, 24 de novembro de 2018
Conheça a origem da expressão Black Friday - Vinícius Bacelar
A ação de reduzir os preços, amanhã, mundialmente conhecida como Black Friday, surgiu nos Estados Unidos, em 1869. Á época, comerciantes norte-americanos resolveram fazer promoções para que as suas contas saíssem "do vermelho" e voltassem "ao preto".
No Brasil, as pessoas usam a expressão "ficar no azul" para mostrar que a situação financeira é boa. Porém, nos EUA, quando alguém diz estar "azul" (I'm blue) a conotação é negativa. Pode-se interpretar que ela esteja em uma fase depressiva. Por isto, a escolha da palavra black ou preta.
Apesar da expressão Black Friday ter origem econômica, na década de 1960, o movimento negro norte-americano Black Power tentou mudá-la para Big Friday, já que alguns registros ligavam o antigo nome à venda de escravos. No entanto, a expressão Big Friday não pegou.
Isto porque policiais da Filadélfia insistiam em dizer Black Friday pro causa do trânsito caótico provocado pelos consumidores. A cidade "travava" com o acúmulo de pessoas que saíam de suas casas em busca das melhores promoções. Então, os agentes passaram a tratar tal dia como uma "sexta-feira negra". Com o tempo, os comerciantes conseguiram dar uma conotação positiva ao termo.
No Brasil, as lojas adotam a prática de dar descontos em uma data específica desde 2010. O publicitário e empreendedor Pedro Eugênio foi o responsável por trazer a ideia ao País.
Por um tempo, consumidores brasileiros chegaram a ter uma certa resistência em relação à Black Friday e lhe deram o apelido pejorativo de Black Fraude - no qual os produtos seriam vendidos "pela metade do dobr do preço original".
Mas isto tem mudado com o passar dos anos. Tanto que em 2017, o comércio na data movimentou R$ 2,1 bilhões, segundo o site oficial www.blackfriday.com.br.
(texto publicado no jornal Metrô News de 22 de novembro de 2018)
domingo, 3 de setembro de 2017
Como se condensa o leite condensado? - Vanessa Vieira
Eis mais uma pegadinha da indústria: o queridinho das meninas é na verdade evaporado.
Apesar do nome, o leite condensado não passa por condensação, mas por evaporação. E não adianta reclamar com os fabricantes. Ele tem esse nome para ninguém confundi-lo com o leite evaporado, que é a sua versão sem açúcar.
O primeiro registro de um método de concentração do leite é de 1827, na França. Mas só virou processo industrial em 1853 com o empresário americano Gail Borden Jr. Ele queria diminuir o volume e aumentar a vida útil do leite, que muitas vezes estragava no caminho da fazenda às casas na cidade (a pasteurização só seria inventada na década seguinte, e a história dos refrigeradores ainda estava em sua infância).
Mas o leite condensado só se popularizou com a Guerra Civil Americana (1861-1865), quando foi adotado como ração de soldados. As latinhas de 395 gramas eram fáceis de transportar e estocar. Além disso, elas continham 1 300 calorias, 80 gramas de proteínas e gordura e mais de 200 gramas de carboidrato - ótima fonte de energia.
Depois foram para os mercados, e não demorariam para chegar ao Brasil. Um anúncio no Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Corte e da Província do Rio de Janeiro mostra que o produto já era vendido no país em 1871.
Secou o leite
1. O leite é centrifugado para remover as impurezas e depois pasteurizado a 75ºC POR 20 SEGUNDOS.
2. Ele recebe AÇÚCAR que AJUDA A CONSERVAR.
3. Vai a um evaporador a vácuo, onde fica a temperaturas de 50ºC A 70ºC. Isso RETIRA 60% DA ÁGUA. Só não pode ferver para não alterar a cor, o sabor e as características nutricionais.
4. Depois de esfriar, recebe LACTOSE EM PÓ.
Ah, a fome da tarde!
O passo a passo de três clássicos da despensa:
CREME DE LEITE
1. Numa centrífuga, o leite integral é separado entre desnatado e gordura.
2. Para que o teor de gordura não passe de 25%, adiciona-se leite desnatado ao creme.
3. A mistura recebe sais que dão consistência.
4. O produto segue para o esterilizador, onde permanece de 2 a 3 segundos a 145ºC, e depois é envasado.
DOCE DE LEITE
1. Como na versão condensada, o leite passa por uma centrifugação para remoção de impurezas. Depois, é pasteurizado por cerca de 20 segundos.
2. O produto recebe açúcar e é evaporado em tachos a altas temperaturas, o que o escurece e deixa viscoso.
3. Quando se atinge a consistência ideal, é resfriado e envasado.
LEITE EM PÓ
1. O leite passa pelo mesmo processo do condensado, mas sem adicionar o açúcar.
2. O líquido concentrado vai para uma câmara de secagem, onde é borrifado por ar quente, entre 180ºC e 350ºC.
3. Ao cair no fundo da câmara, as gotículas de leite concentrado já viraram pó. Então, só precisa ser enlatado.
(texto publicado na revista Super Interessante de julho de 2011)
segunda-feira, 10 de julho de 2017
terça-feira, 13 de junho de 2017
Onde surgiu o delicioso pastel de feira de São Paulo - Thais Brandão
Em São Paulo há diversas feiras ao ar livre, elas são uma tradição da cidade, atraem muita gente com seus produtos diversos, em geral, frescos e com muita qualidade. Além disso, há quem vá à feira só para comer o tão falado pastel, que ganha novos adeptos diariamente, afinal é uma delícia.
Mas, de onde vem o pastel de feira, esse tão tradicional não só em São Paulo, mas em todo o Brasil?
Há duas versões para a origem do pastel, uma delas remonta a origem do pastel à região Ibérica, de onde vieram os portugueses, colonizadores do Brasil, e principais figuras encontradas nas antigas e tradicionais feiras de rua. É possível identificar que havia, desde a Idade Média massas recheadas e assadas, um pouco diferente do que conhecemos hoje, mas pode ser uma boa ideia de origem.
Uma outra versão, que é mais aceita na sociedade de maneira geral, incluindo professores de gastronomia que pesquisam sobre a origem dos alimentos, diz que o pastel, como o conhecemos hoje, vem um tradicional alimento chinês, o rolinho primavera, que era feito tradicionalmente com carne de porco.
Um fato importante e curioso que a história nos conta, é que o pastel é feito no Brasil desde meados de 1890 pelos chineses, mas ele ganhou maior notoriedade a partir de 1940 com a chegada dos japoneses ao Brasil, e a incorporação destes imigrantes às feiras.
Quando os japoneses chegaram, havia por parte dos brasileiros um certo preconceito, já que o Japão apoiou os países do eixo durante a Segunda Guerra Mundial, colocando de uma forma mais simples, o Japão apoiou a Alemanha nazista. Enquanto o Brasil prestava apoio aos países aliados, como os Estados Unidos.
Esse fato histórico, somando ao fato de que, sem a devida atenção, é relativamente fácil pensar que orientais são povos fisicamente parecidos, os japoneses eram facilmente confundidos com chineses, isso tornou a sua integração a sociedade brasileira mais rápida e menos problemática, visto o que mundo passava naquele momento.
Foram os japoneses que adaptaram a receita do rolinho primavera chinês, para o pastel como conhecemos hoje, passaram a usar a carne bovina, que agradava mais ao paladar brasileiro e passaram a fritá-lo.
Seja nas pastelarias espalhadas por toda a cidade de São Paulo, ou nas tradicionais feiras, o pastel ganhou o coração e o paladar de todo nós!
sábado, 15 de abril de 2017
10 curiosità su Leonardo Da Vinci (Libreriamo)
Tante sono le dicerie che circolano sul genio toscano, sono state spese milioni di parole, idee e supposizioni, ecco alcune curiosità…
“Egli era gentile con tutti; si dice che rifiutasse di mangiare carne, poiché non riteneva giusto privare della vita gli animali; e provava un piacere particolare nel comprare gli uccelli al mercato e poi liberarli”
(Sigmund Freud su Leonardo da Vinci)
MILANO – Tante sono le dicerie che circolano sul personaggio di Leonardo (15 aprile 1452 – 2 maggio 1519). Sul genio vinciano sono state spese milioni di parole, idee e supposizioni. Considerato per la vastità dei suoi interessi la massima e irripetibile manifestazione del Rinascimento, Leonardo, non legato a nessuna città, Stato o principe, è il primo esempio del cosmopolitismo degli intellettuali italiani, unico in Europa, espressione di una frattura fra cultura e popolo destinata a prolungarsi fino ai nostri giorni. Leonardo è simbolo e archetipo dell’uomo universale caratteristico del Rinascimento, descritto dal biografo Giorgio Vasari come avente qualità trascendenti la stessa Natura e di essere ‘meravigliosamente dotato di bellezza, grazia e talento in abbondanza’.
In occasione dell’anniversario, vi proponiamo alcuni aneddoti e curiosità sul sommo maestro.
1. BELLO ED ELEGANTE – Che fosse un uomo di genio e fuori dal comune, lo sappiamo tutti, ma che fosse anche molto attraente probabilmente no. Infatti, le descrizioni e i ritratti fino a noi pervenuti si combinano per creare l’immagine di un uomo alto, atletico e molto bello; la lunghezza del suo scheletro misura 173 cm., che per i canoni dell’epoca era più che accettabile. I ritratti indicano che, avanti con gli anni, teneva i capelli lunghi e fluenti cadenti sulle spalle, questo in un tempo in cui la maggior parte degli uomini li teneva tagliati corti; ancora, mentre la maggioranza dei suoi contemporanei si rasava o teneva comunque la barba corta, ecco che invece la barba di Leonardo raggiungeva il petto. Il suo abbigliamento viene descritto più volte come essere insolito, originale nella scelta di colori vivaci, e in un momento in cui gli uomini maturi indossavano vesti lunghe e severe l’abbigliamento preferito da Leonardo era quello costituito da una tunica corta e flessibile, del tipo di quelle indossate dai giovanotti. Una tale immagine è stata poi ricreata nella statua che si trova oggi fuori dalla Galleria degli Uffizi.
2. CARATTERE – Leonardo da Vinci è stato descritto dai suoi primi biografi come un uomo dotato di grande fascino personale, fortemente carismatico, di carattere gentile e generoso, pertanto anche generalmente molto benvoluto dai contemporanei. Sempre secondo il Vasari la sua disposizione d’animo era amabile, un conversatore brillante che affascinò Ludovico il Moro con la sua arguzia. Alcune delle convinzioni intime di Leonardo possono essere trovate in una serie di suoi scritti: temi prevalenti sono i pericoli costituiti dalla tronfiaggine e dalla superbia immotivata, dall’appagamento dato dal proprio senso di autostima; descrive inoltre i benefici che si possono ottenere grazie ed attraverso la consapevolezza, l’umiltà e l’impegno costante e indefesso.
3. ERA VEGETARIANO – Il suo amore per la natura e per gli animali non si fermava solo all’osservazione e alla rappresentazione grafica delle loro forme. A tal proposito Andrea Corsali, navigatore toscano, in una lettera a Giuliano de’ Medici, scrive così: “Alcuni gentili chiamati Guzzarati non si cibano di cosa alcuna che tenga sangue, né fra essi loro consentono che si noccia ad alcuna cosa animata, come il nostro Leonardo da Vinci”. Leonardo era inoltre un animalista, si batteva addirittura per la libertà degli animali. Vasari racconta, come esempio del suo grande amore nei confronti degli animali, come quando a Firenze passando davanti alle gabbie degli uccelli messi in vendita li avrebbe comprati per poi liberarli, lasciandoli volare via e donando così interamente la libertà che spettava loro per diritto naturale. Se tutto questo è vero, possiamo affermare ancora una volta che Leonardo fu un precursore: animalista e vegetariano in anticipo rispetto ai tempi!
4. SCHERZI DEL GENIO – Tante sono le dicerie che circolano sul personaggio di Leonardo. Ma che fosse un burlone, un uomo di spirito, sembra essere una notizia che va data per certa. È Giorgio Vasari, storico illustre, che ne dà la conferma, svelandoci un fatto curioso. Pare che Leonardo si divertisse ad impaurire gli amici che gli facevano visita, facendo saltare fuori da una scatoletta un piccolo ramarro con tanto di ali applicate e altre strane decorazioni. Come racconta Vasari nelle Vite: [Leonardo] fermò in un ramarro, trovato dal vignaruolo di Belvedere, il quale era bizzarrissimo, di scaglie di altri ramarri scorticate, ali addosso con mistura d’argenti vivi, che nel moversi quando caminava tremavano; e fattoli gli occhi, corna e barba, domesticatolo e tenendolo in una scatola, tutti gli amici a i quali lo mostrava, per paura faceva fuggire’. Quanto gli amici gradissero questo genere di scherzi e con quale moneta ripagassero Leonardo non lo sappiamo, ma che la sua fosse un’ospitalità un po’ singolare, questo, sì, lo possiamo dire.
5. L’ACCUSA DI NEGROMANZIA – Leonardo, nei primi anni dedicati alla ricerca scientifica aveva sezionato molti animali, cosa che continuò a fare fino alla vecchiaia, ma infrangere il tabù rappresentato dall’aprire il cadavere di un essere umano dovette richiedere una certa determinazione. Nell’Europa Rinascimentale la parola ‘scienza’ non esisteva, persino in quel periodo di tolleranza religiosa, c’era chi interpretava la brama di sapere di Leonardo come negromanzia. In effetti, è interessante notare che egli riuscì a ottenere il primo cadavere per la dissezione solo dopo essere diventato un personaggio famoso e rispettato, comunque il Papa lo obbligò a rinunciare ai suoi esperimenti. Quella della dissezione era una pratica sporca, notturna ai confini della moralità. Era sporca perché, come afferma Leonardo i cadaveri non si conservavano a lungo, doveva quindi lavorare velocemente e in condizioni assai scomode e spiacevoli. Doveva servirsi di materiale fresco e di strumenti che creava e progettava lui stesso. Per evitare le accuse di eresia praticava le dissezioni di notte e probabilmente da solo, costantemente esposto al pericolo di infezione rappresentato dai cadaveri in decomposizione. Grazie al suo status e al riconoscimento di cui godeva a corte, era riuscito a convincere le autorità a permettergli di eseguire le autopsie, mettendo comunque ben in chiaro che simili ricerche miravano esclusivamente a sviluppare le sue abilità di artista; egli non poté mai nemmeno accennare al suo interesse scientifico per il corpo umano.
6. OMO SENZA LETTERE – ‘Omo sanza lettere’, così si definisce Leonardo in una pagina del Codice Atlantico. Si tratta di un appunto dal tono amaro che lascia trasparire quanto fosse un problema per il genio toscano l’essere ignorante in latino. Possiamo facilmente comprendere il motivo di tanta amarezza: nelle corti e nelle università si parlava il latino ed era in questa lingua che si disputava il dibattito scientifico. Per Leonardo, che aspirava a fare dell’arte una scienza e della scienza un’arte, la conoscenza della lingua dei dotti era pertanto un requisito fondamentale per attirarsi la considerazione del mondo accademico. Fu così che il giovane artista, nella speranza di colmare le proprie lacune, cominciò a farsi una piccola provvista dei libri che gli sembravano più utili per lo studio del latino: una grammatica, un testo di aritmetica, un manuale di chimica, la Storia Naturale di Plinio e, per finire, il Morgante, bestseller del tempo. I risultati delle sue esercitazioni da autodidatta furono però alquanto deludenti. Malgrado gli sforzi per imparare il latino siano documentati dai codici, pieni di esercizi di analisi logica, declinazioni ed espressioni latine, è il disegno a rimanere la passione indiscussa di Leonardo. A conferma di una sua vocazione per il visuale che non conosce uguali.
7. I FALLIMENTI – Non fu facile per Leonardo convivere con la propria versatilità. Stando a quanto riferisce la tradizione, la natura dispersiva di Leonardo gli procurò non pochi fastidi. Sappiamo infatti dal Vasari che la sua inclinazione ad applicarsi a cose diverse nello stesso tempo e a sperimentare tecniche sempre nuove impedì all’artista di portare a termine molti dei progetti a cui stava lavorando. In questo senso emblematica è la storia del grande affresco La battaglia di Anghiari, commissionato a Leonardo nel 1504 per una sala del Palazzo Vecchio a Firenze. Dopo numerosi studi preparatori, Leonardo decise di realizzare l’opera seguendo una nuova tecnica di pittura murale che prevedeva l’uso di un impasto di materiali. Accorgendosi che i colori non facevano presa, l’artista trascorse l’intera notte insieme ai suoi servitori, cercando con delle fiaccole di far asciugare il colore. Ma i risultati furono disastrosi. All’alba, ormai esausto, Leonardo dovette riconoscere il fallimento dei suoi disperati tentativi vedendo l’affresco sciogliersi dinanzi ai suoi occhi. Era il 1506, l’opera di Leonardo, abbandonata e mai più ripresa, fu coperta l’anno dopo da un altro affresco, che aveva le qualità per durare nel tempo, ma non il tratto innovativo che contraddistinse le opere del genio toscano.
8. LE FACCE DI LEONARDO – I personaggi che vediamo magistralmente ritratti nei disegni di Leonardo non sono il frutto dell’invenzione di una mente fantasiosa. Dietro a quegli studi si nasconde il percorso di una ricerca difficile, che ha guidato l’artista nei meandri più nascosti e malfamati delle città. Molte sono le testimonianze che avvallano questa teoria. Si narra, ad esempio, che quando Leonardo incontrava per le vie un personaggio deforme o bizzarro lo seguisse per giornate intere per prendere appunti sulla sua fisionomia. E si racconta che per l’affresco del Cenacolo egli sia andato per più di un anno, ogni giorno, nei sobborghi della periferia di Milano alla ricerca di una fisionomia che evocasse la scelleratezza di Giuda. Una volta pare che egli organizzò addirittura un banchetto per le persone più ripugnanti della città e che le intrattenne tutta la sera con barzellette e altre facezie divertenti, affinché, facendole ridere, i tratti del loro viso si facessero ancora più deformi. Leonardo poté così studiarli attentamente, e una volta che gli invitati se ne furono andati, trascorse tutta la notte a disegnarli. L’immagine che ci viene restituita è ancora una volta quella di un Leonardo curioso oltre ogni limite, versatile e assetato di conoscenza.
9. LA CONVERSIONE – La religione non fu tra gli interessi di Leonardo. Anzi, i suoi studi sulla natura, sul cielo e sul movimento degli astri, lo allontanarono da quella. Scrive Vasari nelle Vite: ‘Tanti furono i suoi capricci, che filosofando de le cose naturali, attese a intendere la proprietà delle erbe, continuando et osservando il moto del cielo, il corso della luna e gli andamenti del sole. Per il che fece ne l’animo un concetto sì eretico, che e’ non si accostava a qualsivoglia religione, stimando per avventura assai più lo esser filosofo che cristiano’. Solo in prossimità della morte l’artista sembrò pentirsi della sua condotta di vita e abbracciò la fede cristiana.’Divenuto vecchio’, prosegue Vasari, ‘stette molti mesi ammalato; e vedendosi vicino alla morte, disputando de le cose cattoliche, ritornando nella via buona, si ridusse a la fede cristiana con molti pianti. Laonde confesso e contrito, se bene e’ non poteva reggersi in piedi, volse devotamente pigliare il Santissimo Sacramento fuor de ‘l letto’. Sempre il Vasari riferisce che la conversione portò poi Leonardo anche ad un ripensamento critico della sua opera di artista: il genio toscano si pentì di non aver dedicato più tempo e creatività al tema del sacro.
10. LEONARDO, INFATICABILE SCRITTORE – Leonardo fu senza ombra di dubbio uno scrittore prolifico, addirittura un grafomane. Anche se di fatto nella sua vita non compose che il Trattato di Pittura, moltissimi sono i quaderni che ci ha lasciato. Sappiamo da un’annotazione del primo aprile del 1499 che l’artista a quei tempi si trovava ‘alla testa di duecentodiciotto libri’, tra fogli, quaderni e appunti, riempiti dalle riflessioni più disparate. Perché il loro contenuto fosse reso noto ci volle tuttavia del tempo. Leonardo fu infatti estremamente geloso dei suoi quaderni; né agli amici né ai suoi discepoli permetteva di consultarli, forse per timore che le sue idee venissero saccheggiate o forse semplicemente per pudore. Ad ogni modo, per mantenere il completo segreto sui suoi appunti, l’artista si servì di alcuni sottili stratagemmi, come scrivere da sinistra verso destra (così che i suoi fogli fossero leggibili solo allo specchio) e anagrammare le parole sulle quali voleva conservare il massimo riserbo. Anche la sua scrittura, infine, desta meraviglia: invece che con una comunissima penna d’oca, Leonardo sembra avere vergato i suoi quaderni con un prototipo di penna stilografica, inventata da lui stesso con tutta probabilità, come dimostrano alcuni suoi disegni.
domingo, 8 de janeiro de 2017
Evoluzione de Il Volo - la canzone Mattinata (Mattino)
Piero Barone con Al Bano
Il Volo (2012)
Il Volo (2013)
Il Volo (2014)
Il Volo (2015)
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
La storia canora di Piero Barone - Un amore così grande
Al festival di Palma di Montechiaro (2006)
Ti lascio una canzone (2009)
Il Volo (2011)
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Alimentos que não podem ser combinados com refrigerantes (Melhor com Saúde)
Ainda que, a princípio, seja possível que não percebamos nenhum incômodo, ingerir refrigerantes de cola com certos alimentos pode provocar indigestão e desequilíbrios internos que podem ter resultados perigosos.
Com certeza você já ouviu falar que os refrigerantes (sobretudo os do tipo “cola”) não fazem bem à saúde. No entanto, muitas pessoas adoram e continuam consumindo-os apesar das advertências.
Neste artigo adicionamos mais um motivo para não beber tanto refrigerante: os alimentos que você não deveria combinar com eles.
Quais alimentos não posso consumir com refrigerantes?
Sem perceber, estamos ingerindo alimentos que, junto com os refrigerantes, podem ser tóxicos ou prejudiciais.
Talvez pensemos que não há problema algum em acompanhar um jantar ou almoço saboroso com um copo de refrigerante, mas existem algumas combinações com certos ingredientes cujos efeitos são prejudiciais.
Preste muita atenção aos alimentos que você não deveria consumir com refrigerantes:
Leite
Quem gostaria de tomar leite com refrigerante? Certamente não estamos falando de colocar ambos num mesmo copo ou de beber ambos ao mesmo tempo. Mas sim de receitas que contêm leite, tanto salgadas quanto doces.
Por exemplo, algumas massas com molho cremoso ou um bolo de aniversário. Quando chegam ao estômago, o refrigerante e o leite produzem uma grande acidez, que se traduzirá em dores estomacais, refluxo ou indigestão.
Café
Novamente não acreditamos que haja pessoas que ponham refrigerante no seu café, mas sim que bebem o primeiro durante a refeição e o segundo na hora da sobremesa.
Ambos têm altas doses de cafeína e, por essa razão, não são recomendáveis na hora do jantar: causarão insônia, pesadelos ou problemas para pegar no sono.
E há mais sobre esta combinação, já que quando ambos chegam ao estômago, produz-se um tipo de espuma borbulhante que deriva numa acidez muito forte. Portanto, você se sentirá alerta, eufórico e com dor de estômago, tomado por uma grande indigestão.
Panetone
Para as festas, podemos consumir esta sobremesa deliciosa e doce. Se acrescentarmos a ela a quantidade de açúcar que têm os refrigerantes, o resultado é um aumento perigoso dos níveis de glicose no sangue.
A combinação até pode aumentar o risco de sofrer uma parada cardiorrespiratória.
Além disso, você se sentirá alerta por causa da quantidade de açúcar que existe em seu organismo. Por isso, para desfrutar do panetone no Natal, não o combine com refrigerantes de cola, nem de nenhum outro tipo.
Comidas picantes
Os ingredientes ou especiarias picantes, como a pimenta, o cominho ou o curry, dão sabor aos alimentos, mas quando chegam ao organismo, elevam automaticamente nossa temperatura (por isso, é provável que queiramos beber de imediato).
Pense duas vezes antes de escolher um refrigerante.
As bebidas do tipo cola, em altas temperaturas, convertem-se em ácido sulfúrico. Então, se pensamos que beber um copo de refrigerante aplacará nossa sede ou diminuirá a queimação do estômago, estamos equivocados.
O que você conseguirá será aumentar a quantidade de ácidos estomacais.
Balas de menta
Você pode fazer a prova: coloque uma pastilha de menta num copo de refrigerante de cola e você verá a reação… Ocorre uma espécie de explosão! Isso se deve ao poder efervescente das balas e dos gases da bebida.
Imagine então o que acontece em nosso interior ao consumir ambos ao mesmo tempo. Você nem sequer deveria provar tal bebida, já que a dor será insuportável e a reação interna pode ser perigosa.
O que acontece em nosso corpo ao beber refrigerantes de cola?
Misturando-os ou não, esta bebida não faz bem para a nossa saúde. Há quem afirme que ela serve para tudo, menos para beber. O que acontece com nosso organismo quando a bebemos?
Após 10 minutos
Um copo de refrigerante tem 10 colheres de açúcar. Isso mesmo que você leu. Isso age como uma espécie de golpe para o corpo.
Não nos confundamos, já que não nos dá energia nem aumenta nosso estado de alerta, mas apenas desequilibra o nível de glicose no sangue, o que pode ser perigoso.
Após 20 minutos
Os níveis de insulina na corrente sanguínea “disparam” e o fígado tem que trabalhar muito para transformar o açúcar que recebeu. O ruim é que o converte em gordura.
Após 40 minutos
A cafeína começa a fazer efeito em nosso corpo: as pupilas se dilatam e a pressão arterial aumenta. Não sentimos cansaço e o fígado libera açúcar no sangue.
Após 45 minutos
O corpo aumenta a produção de um hormônio chamado dopamina, que se encarrega de estimular a área do cérebro dedicada ao prazer e às recompensas.
Por isso gostamos tanto de beber refrigerantes: para a mente, são como uma droga fabulosa.
Após 1 hora
Ocorre uma maior eliminação de cálcio através da urina. Isso pode causar osteoporose, queda de dentes, ou ossos mais fracos e vulneráveis a sofrer fraturas. O ácido fosfórico do refrigerante se une também ao magnésio e ao zinco.
O efeito diurético que essas bebidas têm, supostamente, é falso, já que não elimina os resíduos do corpo, mas sim os nutrientes necessários para a vida.
Por isso a pessoa se sente fraca ou irritável logo após a ingestão do refrigerante.
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Quem foi? O homem que ficou rico soltando pum - Álvaro Oppermann
Joseph Pujol tinha uma habilidade incomum, e, em vez de sentir vergonha, descobriu o potencial artístico desse seu dom.
Corria o ano de 1892. A plateia do Teatro Moulin Rouge, em Paris, assistia a um espetáculo insólito. "Agora o disparo de canhão", anunciava o apresentador. No palco, um artista vestido em cetim negro, com uma capa vermelha e luvas brancas, reproduzia o estrondo com perfeição. Por meio de flatulências. Foi por habilidades como essa que Joseph Pujol ganhou o carinhoso apelido de Le Pétomane (algo como " peidorreiro").
Nascido em 1857, em Marselha, Pujol descobriu ainda moleque que possuía um dom, digamos, pouco convencional: conseguia controlar de tal forma os músculos do abdômen e do ânus que, por via retal, retinha e expelia até 2 litros de água. Viu que, usando a mesma técnica, poderia controlar o ar e reproduzir músicas populares e relinchos de cavalo. Mas até então, a sua plateia era restrita a amigos e familiares. Pujol permaneceria no anonimato se não fosse por um amigo do ramo do teatro. Em 1887, esse sujeito convenceu-o que havia público para o seu espetáculo de gosto duvidoso. E Pujol resolveu largar sua recém-inaugurada padaria para investir na carreira artística. Estreou num teatrinho barato de Marselha. Em pouco tempo, passou para um teatro maior e, depois de 5 temporadas bem-sucedidas, foi contratado em Paris. Ali se tornou sensação e conquistou fama na Europa inteira.
Esse tipo de espetáculo não era exatamente inédito: na Irlanda medieval, artistas flatulentos se apresentavam nas feiras populares. No Japão, eram comuns concursos de puns e arrotos entre o povão. Mas ninguém até então havia ficado famoso por tal habilidade. Versátil, Pujol usava seu instrumento de sopro para fazer imitações, fumar cigarro, apagar velas e tocar músicas em uma flauta. A plateia delirava com o quadro "Os puns de uma esposa" - estes, quase inaudíveis na noite de núpcias, mas barulhentos uma semana depois.
Le Pétomane se tornou uma das figuras mais populares de Paris. Charges sobre ele apareciam com frequência nos jornais franceses. Figuras importantes compareciam aos seus shows, como o rei belga Leopoldo 2º, que viajou incógnito a Paris para vê-lo no Moulin Rouge. Há quem diga que até Sigmund Freud assistiu ao espetáculo. Em 1895, Pujol e3stava rico. Tão rico que deu-se ao luxo de esnobar o Moulin Rouge e abrir o próprio teatro.
A próspera carreira terminou em 1914, com a eclosão da 1ª Guerra Mundial. Depois de ver dois de seus filhos voltar inválidos da guerra, Pujol caiu em depressão e desistiu da carreira artística. Vendeu seu teatro e voltou para Marselha, onde abriu uma nova padaria. Morreu cercado dos filhos, noras, genros e netos em 1945, aos 88 anos.
Grandes momentos
No auge, Joseph Pujol chegou a ganhar 20 mil francos semanais com seus shows. Para dar uma ideia, a atriz mais importante do teatro francês - Sarah Bernhardt - ganhava 8 mil semanais.
As emissões de gases não tinham odor. Pujol lavava o cólon diariamente com água e substâncias aromáticas para evitar maus cheiros.
Quando Pujol morreu, uma escola de medicina de Paris pediu permissão à sua família para examinar o famoso ânus do defunto. Os familiares, indignados, se negaram a atender ao pedido.
(texto publicado na revista Super Interessante edição 253 - junho de 2008)
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