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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Pessoas que se arrepiam ouvindo música têm cérebro especial (O Segredo)


Você já se arrepiou ouvindo uma música? Então saiba que, mais do que sensível, você tem um cérebro especial.

Cientistas de Harvard descobriram que o cérebro de quem se arrepia com canções possui conexões especiais.

Esse tipo de reação física à música acontece apenas com cerca de metade da população.

Os cientistas analisaram o cérebro de 20 voluntários, usando a técnica de ressonância magnética de tensor de difusão, que mostra as conexões entre diferentes regiões do cérebro.

Eles descobriram que os participantes do “grupo do arrepio” tinha mais fibras nervosas saindo do córtex auditivo e se ligando ao córtex insular anterior e o córtex prefrontal, que processam sentimentos e monitoram emoções.

A conectividade extra desses cérebros provavelmente intensifica a experiência sensorial provocada pela música.

Os pesquisadores não sabem se as pessoas que se arrepiam nascem mais sensíveis ou se é possível desenvolver essas conexões ouvindo e se emocionando com novas músicas.

Orgasmo da pele

A nova descoberta indica para os cientistas que a música deve ter uma função evolutiva.

Se existem conexões cerebrais, passadas de geração em geração, que ligam os receptores de som diretamente ao centro emotivo do cérebro, é porque algum papel ela deve ter para a sobrevivência humana (nem que seja facilitar as relações sociais).

A reação química que temos a uma música emocionante é parecida com o que sentimos em outras tarefas essenciais, como comer, ou fazer sexo: uma injeção de dopamina que percorre o corpo.

Por isso, o arrepio musical é chamado pelos neurocientistas de “orgasmo na pele”.

A pesquisa

Os pesquisadores recrutaram vinte fãs de música: dez que sentem arrepios musicais com frequência e outros dez que nunca passaram pelo fenômeno.

Cada um teve direito a trazer até 5 das suas músicas favoritas: as opções iam desde Coldplay até as sinfonias de Wagner.

Primeiro, eles observaram os efeitos das músicas dentro do laboratório.

Monitoraram os batimentos cardíacos e o suor da pele, que indica excitação (tanto sexual quanto emocional), enquanto os voluntários ouviam só os trechos arrepiantes de cada faixa.

O coração de todos os participantes acelerou, mas a resposta emocional dos participantes que arrepiam foi bem mais intensa.

Outras pesquisas científicas relacionam o arrepio musical a reações de expectativa e surpresa.

As pessoas que escutam as músicas de forma mais “intelectual”, tentando prever os acordes que vem depois, têm mais chances de se arrepiar quando a música não segue suas expectativas.

Por outro lado, quando o compositor cria um crescente musical que culmina em uma nota aguda, o cérebro cria expectativa e tem uma reação de prazer quando o acorde final já esperado finalmente aparece.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Diario di vita: musica e emozioni


Da quando sono diventata una grande fan del trio Il Volo ho cominciato a ricordarmi di tutte le canzoni che fanno parte, diciamo, della colonna sonora della mia vita. 

Grazie al Santo Youtube sono riuscita a rintracciare tutte le canzoni man mano che me ne ricordavo.

Ed oggi è la volta della colonna sonora del film "Il matrimonio del mio migliore amico". Piango tutte le volte che vedo la scena della barca e anche alla fine quando suona la canzone "The way you look tonight". 



"Se ami qualcuno devi dirglielo, devi dirglielo subito e forte, altrimenti poi il momento passa."


La canzone "prestata" alla giovane coppia appena sposata - The way you look tonight






quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Paulistana Nota Dez: Betth Ripolli - Adriana Farias


Nome: Betth Ripolli
Profissão: pianista
Atitude transformadora: canta e toca em hospitais e na residência de pessoas com problemas de saúde

Em 1987, a pianista Betth Ripolli decidiu encerrar o casamento por causa do comportamento repressor do marido. Apaixonada por música, era impedida de se apresentar em restaurantes ou tocar em festas na casa de amigos. "Ele dizia 'mulher minha não sai à noite, quem faz isso é biscate'", relembra. Com o divórcio, Betth passou a ser perseguida e sofrer agressões físicas. Em uma ocasião, foi arrastada pelos cabelos no prédio onde morava, na Vila Nova Conceição, e ameaçada de morte. Em outra, teve o carro avariado ao sair de um bar. "Fiquei um mês sob a escolta de um segurança." Ao todo, registrou sete boletins de ocorrência contra o ex. A encrenca durou quatro anos e só ficou resolvida por meio de um acordo, em que ficou acertado que ela retiraria as queixas sob a condição de que ele parasse de incomodá-la.

Para superar o trauma pelo assédio, Betth resolveu apresentar-se publicamente. No caso, escolheu os hospitais como seu principal palco. Nos últimos quinze anos, mais de 10 000 pacientes e outros espectadores assistiram a seus shows em instituições como Santa Catarina, Sírio-Libanês e Albert Einstein. Nesse período, ela colecionou relatos emocionantes. "Uma vez depois de dedilhar Fascinação, clássico na voz de Elis Regina, no Hospital do Coração, um senhor veio me agradecer, pois sua mãe havia acabado de morrer feliz, ouvindo sua canção favorita", contou. Outro caso marcante foi o encontro com um paciente renal. "Ele não saia da cadeira de rodas, mas gostou tanto da apresentação que fez força para se levantar e me abraçar."

A boa repercussão fez com que a ação fosse expandida também a asilos, como a Casa Bonsai Recanto do Idoso, em Piracicaba, no interior paulista, onde Betth se apresenta quinzenalmente. Ela também frequenta a residência de paulistanos que sofrem de doença terminal ou debilitante. Em algumas dessas atividades, oferece uma palestra com relatos de sua história. "Nesses momentos, costumo tocar Sonho Impossível, conhecida na voz de Maria Bethânia", diz. Aos 64 anos, Betth concilia o trabalho voluntário com eventos corporativos, tem quatro CDs lançados e publicará a autobiografia A Autoconfiança - Oxigênio da Vida, no dia 3 de outubro.



(texto publicado na revista Veja São Paulo de 17 de agosto de 2016)

terça-feira, 26 de abril de 2016

Música para curar corpo e alma


"A música acompanha o ser humano desde antes do nascimento até sua morte."

Todo mundo precisa da música para viver, comunicar, se sentir bem. Indicada para crianças, jovens, adultos, idosos e gestantes, a música pode auxiliar em vários níveis. Aplicada a serviço da saúde pode ser usada como calmante, estimulante, tranquilizante, ajudar no aprendizado e na comunicação.

Ela pode ser aplicada de forma passiva, apenas por meio da escuta ou de forma ativa, através da manipulação e toque de instrumentos. Em ambos os casos, os efeitos podem ser demonstradas tecnicamente, por exames físicos, como, por exemplo, da pressão arterial e batimentos cardíacos.

Musicoterapia é o estudo do efeito da música em várias áreas, atuando tanto de forma física como psicológica. O musicoterapeuta é um profissional da saúde, graduado e capacitado para contribuir na recuperação e reabilitação da saúde e na prevenção de doenças.

O uso terapêutico da música já vem sendo estudado a algum tempo e tem trazido bons resultados ao longo dos anos. A musicoterapeuta chegou à Argentina e ao Brasil através do musicólogo e terapeuta Rolando Benenzon. Hoje seu nome está ligado a centros de musicoterapia espalhados pela Itália, Portugal, Chipre, Espanha, Uruguai e Brasil.

Segundo a educadora musical argentina, Violeta Hemsy de Gainza, uma das personalidades ativas na implantação do curso de musicoterapia na Argentina na década de 60 - na época em que vivemos - pensamos mais na música como aplicação do que na música por si mesma.

A primeira cidade brasileira a implantar o curso durante a década de 70 foi o Rio de Janeiro, iniciativa da musicista e educadora Cecilia Conde no Conservatório Brasileiro de Música. Atualmente o Conservatório oferece cursos de graduação e pós-graduação no assunto. Para frequentar, o aluno pode ser formado em outra área, como saúde, mas é necessário ter conhecimento musical.

A Diretora Técnico-Cultural do Conservatório Brasileiro de Música, Adriana Rodrigues Didier, nos conta de um trabalho realizado em pacientes terminais no Hospital Santa Isabel. "Profissionais chegam e tocam a música que o paciente quer ouvir, seja ela qual for. Neste caso, a música é usada para confortar as pessoas", explica.

Mas não existe uma música que sirva como um remédio específico para todo mundo. Segundo as experiências do Dr. Benenzon, é necessário encontrar a identidade sonora do paciente (ISO), ou seja, a frequência da vibração da pessoa, para iniciar o tratamento.  "Se uma pessoa está nervosa, é ideal botar uma música que esteja na sua frequência e, aos poucos, ir substituindo por uma música mais calma", exemplifica Violeta Gainza. E para saber exatamente a identidade sonora do paciente é necessário consultar a musicoterapeuta, só ele tem o conhecimento necessário para entender o nível sonoro da pessoa tratada.

Existem sons que provocam conforto em alguns e desespero em outros. Adriana conta que certa vez em uma sessão de acupuntura, ao tentar criar um ambiente tranquilo, a acupunturista colocou o som do Kenny G, provocando nela um terrível desconforto.

Ao ser questionada se existe um compositor que possa ser encontrado na farmácia, Violeta brinca "Mozart não tem contra-indicação. Por causa de seu efeito harmonizante, a indústria aproveitou lançando uma série de CDs e DVDs, Mozart for babies", finaliza.



(texto publicado na revista Tudo edição 35 - ano 3 - dezembro de 2013)