Mostrando postagens com marcador Dalai Lama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dalai Lama. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Identificando os 10 Ladrões Da Sua Energia - Dalai Lama (O Segredo)

1. Afaste-se daquelas pessoas que só chegam para compartilhar queixas

Problemas, histórias desastrosas, medo e julgamento dos outros. Se alguém procura uma lata para jogar o lixo que tem dentro, que não seja na sua mente.

2. Pague as suas contas a tempo

Ao mesmo tempo, cobre aqueles que te devem ou escolha deixar para lá, se você já percebeu que é impossível receber.

3. Cumpra as suas promessas

Se você não cumpriu alguma, pergunte-se o porquê desta resistência. Sempre você tem o direito de mudar de opinião, de se desculpar, de compensar, de renegociar e de oferecer outra alternativa diante de uma promessa não cumprida, mesmo que já um costume. A forma mais fácil de evitar o não cumprimento de algo que você não quer fazer é dizer “NÃO” desde o começo.

4. Tempo

Elimine, dentro do possível, e delegue aquelas tarefas que você prefere não fazer, dedicando o seu tempo àquilo que, sim, você desfruta fazer.

5. Dê permissão a você mesmo

Para um descanso, quando você estiver em um momento que o necessite e dê permissão a você mesmo para agir quando estiver em um momento de oportunidade.

6. Jogue fora, recolha e organize…

Nada te tira mais energia que um espaço desordenado e cheio de coisas do passado que você já não necessita.

7. Dê prioridade à sua saúde

Sem a máquina do corpo trabalhando ao máximo, você não pode fazer muito. Tome tempo para perceber o que seu corpo está te dizendo.

8. Enfrente as situações tóxicas

Que você está tolerando, desde resgatar um amigo ou um familiar, até tolerar ações negativas de um companheiro ou um grupo. Tome a ação necessária.

9. Aceite

Não é resignação, mas nada te faz perder mais energia que o resistir e brigar contra uma situação que você não pode mudar.

10. Perdoe…

Deixe ir uma situação que está te causando dor… você sempre pode escolher deixar ir a dor da recordação.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Os 10 ladrões de sua energia, segundo Dalai Lama (Revista Pazes)


Todos nós temos designado uma carga de energia, a qual devemos aprender a utilizar corretamente e não desperdiça-la. As energias nos permitem trabalhar com motivação, nos dão pensamentos positivos para enfrentar as situações do dia a dia e permitem aproveitar ao máximo todas as oportunidades que nos são apresentadas. Somente nós temos o poder de dominar nossas energias e ter acesso a elas para usá-las em nossos dias. No entanto, existem alguns agentes externos e internos que podem chegar a interferir em nossos níveis de energia, provocando uma redução em nossa motivação, nosso humor e nossa produtividade.

As energias são chaves para alcançar o êxito e superar cada um dos obstáculos que nos são apresentados no caminho. Todos podem renovar todos os dias essas energias e aproveita-las ao máximo para vir a tona nossas qualidades, nossos talentos e tudo o que nos permite descartar como pessoas. Levando em consideração que cada individuo está dotado de energia, e que isto é a chave para seu desenvolvimento pessoal e profissional, o grande líder espiritual Dalai Lama definiu os “10 ladrões da energia” que todos devem conhecer para conseguir o domínio das energias e evitar que hajam interferências que nos impeçam de aproveita-las.

Fique longe das pessoas tóxicas que consomem sua energia

Pessoas negativas podem consumir sua energia

•“Deixe ir as pessoas que somente chegam para compartilhar queixas, problemas, histórias desastrosas, medo e julgamentos dos demais. Se alguém busca uma lixeira para deixar seu lixo, não deixe que seja a sua mente”.

Todos nós temos a capacidade de distinguir quais são as pessoas que trazem coisas positivas para nossa vida e quais são aquelas que querem nos deter e impedir nossa vida.

Pague suas contas a tempo

Não há nada melhor para nossa tranquilidade do que saber que não devemos nada a ninguém e que ninguém nos deve.
•“Pague suas contas a tempo. Ao mesmo tempo cobre a quem te deve ou escolha deixa-lo ir, se já for impossível cobrar”.

Ser responsável com as dívidas nos ajuda a ficar tranquilos ante as demais pessoas e com nós mesmos. É melhor fazer tudo o que for possível para se libertar das dívidas e não ter que se esconder ou ficar com vergonha por não tê-las pagado.

Cumpra suas promessas

•“Se não cumpriu suas promessas, se pergunte por que tem resistência. Sempre tem direito a mudar de opinião, a se desculpar, a compensar, a renegociar e a oferecer alternativa ante uma promessa não cumprida. Ainda não como de costume. A forma mais fácil de evitar o não cumprir com algo que não quer fazer, é dizer NÃO desde o princípio”.

As promessas por menores que sejam podem ter um valor muito significativo para as pessoas as quais fizemos a promessa. Cumprir com as promessas nos faz pessoas melhores tanto a nível pessoal como a nível profissional.

Delegue aquilo que não quer fazer

•“Elimine onde é possível e delegue aquelas tarefas que não prefere fazer e dedique seu tempo a fazer as coisas que gosta”.

Não se trata de escapar de nossas responsabilidades, mas sim de ter consciência de que em certos casos o melhor é passar o trabalho para alguém que pode fazê-lo melhor ou que pode tomar seu lugar quando não se sente nas melhores condições de realiza-lo. Isto nos lembra de que é importante realizar as coisas que são verdadeiramente significativas em nossas vidas.

Descansa e aja

•“Se dê permissão para descansar se estiver em um momento no qual necessita e se dê permissão para agir se estiver em um momento de oportunidade”.

Tanto a natureza como nossa vida possui diferentes ritmos no dia a dia e cada um de nós deve saber como agir ante isso. Muitas vezes não parar quando necessitamos pode ser um grande erro, e mesmo assim, não agir quando podemos, pode gerar futuros arrependimentos.

Coloque, recolha e organize

•“Tire, arrume e organize, nada te toma mais energia que um espaço desordenado e cheio de coisas do passado que já não precisa”.

Desde as coisas físicas até as espirituais, é muito importante botar aquilo que não precisamos para trás, deixar pra trás tudo o que seja passado e pegar somente aquelas coisas que nos permitem nos organizar para viver bem o presente e cumprir nossos Sonhos futuros.

Cuide de sua saúde

•“Dê prioridade a sua Saúde, sem a maquinaria de seu corpo trabalhando ao máximo, não pode fazer muito. Tire alguns momentos para descansar”.

De nada nos serve ter o melhor trabalho, muito dinheiro e os melhores bens, se não gozamos de boa saúde e não cuidamos de nosso corpo. Para desfrutar da vida com as melhores energias, devemos dedicar um merecido tempo a nosso corpo para desintoxica-lo, meditar, nos alimentar bem, fazer exercícios, consultar um médico e fazer todo o necessário para estar bem de saúde.

Enfrente as situações difíceis

•“Enfrente as situações tóxicas que está tolerando, desde resgatar um amigo ou um familiar, até tolerar ações negativas de um companheiro ou um grupo. Tome a ação necessária”.

Enfrentar as situações é a maneira mais saudável de assumir as coisas e não deixar que se convertam em algo pior. É importante analisar e decidir a tempo, já que postergar ou ignorar as coisas pode gerar Estresse, dificuldade para se focar e problemas mais difíceis de solucionar.

Aceita

•“Aceite. Não é resignação, mas nada te faz perder mais energia que resistir e brigar contra uma situação que não pode mudar”.

Ainda que muitos acreditem que nada é impossível e que a esperança é a última que morre, em certos casos, a vida nos põe ante situações nas quais devemos aceitar que não podemos mudar as coisas e que a única forma será aceitar. Aceitar não quer dizer que devamos parar de lutar, quando aceitamos que não podemos mudar algo, também temos a possibilidade de mudar o plano e buscar novas oportunidades.

Perdoa

•“Perdoe, deixe ir uma situação que esteja causando dor, sempre pode escolher deixar a dor ir embora”.

Uma das maiores fontes de energia é o Amor e estar conectado a Deus para aprender a perdoar. É verdade que muitas vezes a vida nos põe ante situações que nos enchem de ira, de Dor, de rancor e de medos, que dificilmente podemos superar. No entanto, quando decidimos não alimentar estes sentimentos e começar a perdoar, tudo em nossa vida melhora, e com o tempo nos damos conta que tomamos uma boa decisão. O ódio, o rancor e a ira são sentimentos que não nos trazem nada de bom e nos podem levar a tomar más decisões.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Dalai Lama é pop - Liane Alves


Nossa repórter o acompanhou em sua visita por aqui e nos conta porque esse homem de aparência frágil é considerado um grande líder espiritual dos nossos tempos

No Aterro do Flamengo, bem em frente ao antigo Hotel Glória, vislumbrei ao longe uma manchinha com vestes cor de vinho correndo em minha direção. Míope e obstinada em não usar óculos, me esforçava para identificar o que eu imaginava ser um monge tibetano chamando meu nome. Levei alguns minutos para conseguir reconhecer Geshe Jamyang, professor de filosofia e monge de quem havia recebido minhas primeiras iniciações budistas. Geshe me acenou feliz e gritou a plenos pulmões as únicas palavras que provavelmente sabia em inglês: "Come to see Dalai Lama! Come, come, come!", disse ele com um enorme sorriso de contentamento.

Na época, era assessora de impresa da Fundação SOS Mata Atlântica e estava no Rio de Janeiro para trabalhar na Eco 92. Portanto, também tinha milhões de coisas para fazer. Porém, ir ver o Dalai Lama era um convite bem provocante. Pensei nos bons ventos que me faziam trombar com Geshe Jamyang. E vi então o folheto da programação: o Dalai Lama falaria a jornalistas e funcionários de ONGs especializadas em meio ambiente dali a 20 minutos. Ora, eu era jornalista. Eu trabalhava numa ONG. O que esperava então?

Já havia visto o Dalai Lama pela primeira vez três dias antes, durante uma recepção num palco ao ar livre onde ele se encontrou com representantes de várias linhagens espirituais. Agora era diferente: ele estaria ali, pertinho, nítido, e eu certamente teria outra impressão. Já estava enlevada pelos mantras quando Sua Santidade entrou na sala de conferências. Houve um murmúrio geral de respeito, e  todos se levantaram. Ele se sentou na minha frente. Alto, musculoso (boa parte dos monges tibetanos pratica musculação), voz potente, postura ereta, um guerreirão. Foi um choque. Não esperava ver tanta virilidade e força num líder religioso. Tinha para mim que a prática religiosa acabava por emascular um praticante muito dedicado. Não parecia ser o caso de Lhamo Dondup, que recebeu o nome de Tenzin Gyatso quando foi reconhecido como líder espiritual e político do povo tibetano. Aos 56 anos de idade, ele parecia um chefe nativo do longínquo País das Neves, como o Tibete é conhecido por seu povo.

Acredito que o impacto de sua presença tenha sido semelhante para todos. Porém, poucos minutos depois, ele desanuviava a plateia que esperava um homem sério, solene e circunspecto. Com uma sucessão de gargalhadas de sonoros ho-ho-hos, e eventuais hi-hi-his marotos quando compartilhava um segredinho entre ele e o público, o Dalai Lama tornou-se imediatamente alguém próximo, um dos nossos. Sua sabedoria jorrava, mas de modo familiar, afetivo, como se ele fosse igual a qualquer um ali, não a emanação viva de Avalokistevara, o Buda da Compaixão, como o budismo tibetano o vê. Considerado um bodisatva, um ser que renuncia ao Nirvana para voltar a encarnar na Terra e ajudar as pessoas, ele cumpria maravilhosamente bem sua missão de dissipar os véus da ignorância humana. Tenzin Gyatso era um gigante da comunicação. Impossível não se encantar com ele. E com a vibrante energia que parecia irradiar do seu coração.

Tenzin Gyatso nasceu em um vilarejo do Tibete e aos 2 anos foi reconhecido como a reencarnação do Dalai Lama anterior, o chefe espiritual e político dos tibetanos. Foi, então, conduzido ao trono, criado num ambiente monástico fechdo, e aos 23 anos foi obrigado a fugir do país com a invasão da China, que considera o Tibete uma das suas províncias. Sua Santidade constituiu um governo no exílio, o budismo tibetano se espalhou pelo mundo e ele recebeu as mais altas honrarias do Ocidente, inclusive o Prêmio Nobel da Paz (1989). Hoje, aos 76 anos, reconhece que os homens de sua geração "estão começando a dizer tchau para esse mundo", como ele revelou ao numeroso público que o acompanhou durante sua quarta visita ao Brasil, em outubro passado.

Mesmo assim, ainda planeja voltar pela quinta vez ao nosso país este ano, exatamente 20 anos depois de sua primeira visita durante a Eco 92, quando o conheci. O Tibete continua sob o poder da China desde 1959, as crianças tibetanas falam sua língua apenas em casa e a capital, Lhassa, virou um lugar turístico para os milhares de visitantes chineses que aportam em sua suntuosa estação de trem, que une umbilicalmente o território tibetano à China numa estrada de ferro de 2 mil quilômetros. A miscigenação entre o povo local e os imigrantes chineses que foram morar no País das Neves nestes últimos 50 anos é incentivada.

Sábio, hoje o Dalai Lama não luta mais pela independência do seu país, mas por sua autonomia como província. Do seu lado, a diplomacia chinesa continua pressionando os países do mundo a não recebê-lo como chefe de Estado e, por isso, sua presença pode causar certo desconforto aos governos ocidentais. Em sua última viagem ao Brasil, por exemplo, seu visto levou cerca de nove meses para ser emitido.

Parte de sua vida se transformou em dois filmes, Kundun e Sete Anos no Tibete. No Brasil, publicou mais de 30 livros, a maioria best-sellers. Ainda hoje, Tenzin Gyatso é um dos líderes mais importantes e influentes do mundo, embora o auge de sua fama tenha ocorrido durante as décadas de 80 e 90. Mas quem é o homem atrás de tão extraordinária trajetória de vida?


No alto das montanhas

"Sou apenas um monge", diz Tenzin Gyatso em muitas entrevistas e palestras. A descrição do seu quarto feita pelo psiquiatra norte-americano Howard Cutler revela um clima monástico de serenidade, estabilidade e beleza espiritual." ... o cômodo era o mesmo de duas décadas atrás, quando eu começara a visitar o Dalai Lama: transmitia a mesma sensação de espaço, de tranquilidade, a mesma sensação de amplitude criada pelas janelas largas, um dos lados voltado para as montanhas cobertas de gelo e o outro voltado para o verdejante vale de Kangra, que descia a grandes profundezas. As iluminuras da deidade Tara, emolduradas em brocados de seda colorida penduradas nas paredes amarelo-pálidas; o mapa em relevo do Tibete, que cobria um das paredes do piso ao teto; e os altares budistas adornados com belas imagens, tigelas, lâmpadas ritualísticas - tudo continuava no lugar de sempre. Mesmo a cadeira estofada do Dalai Lama, e o sofá que combinava com ela, no qual eu estava sentado, ambos dispostos ao redor de uma mesinha de centro laqueada de vermelho-carmim, pareciam os mesmos." Cutler dividiu com o Dalai lama a autoria do livro A Arte da Felicidade em um Mundo Conturbado.

Práticas como a meditação e o distanciamento das emoções destrutivas (ódio, raiva, ciúmes, cobiça, inveja...) consolidaram, com o correr dos anos,  força de um homem inabalável. Na última visita que fez ao Brasil, ele falou da importância de se opor, com firmeza, com quem não concordamos (como ele próprio se opõe à política externa da China), mas sem ódio, e com muita compaixão. Dalai Lama acredita na bondade humana inerente ao coração dos homens, e que ela sempre pode prevalecer numa disputa. "Ainda que um punhado de seres humanos seja capaz de cometer atos como os do World Trade Center, continuo acreditando que somos essencialmente bons, na medida em que nossa natureza é pacífica, não violenta", disse ele a Cutler e em inúmeros dos seus livros. Talvez por isso tenha se dedicado a falar tanto sobre as emoções destrutivas durante sua vida. Hoje, ele também as chama de emoções distrativas - pois elas nos desviam do momento presente, o único que pode nos trazer felicidade, e do contato com nossa natureza genuína.


Um líder pop


Outro detalhe revelador de sua vida: a sua completa abertura o mundo moderno. Isso é bem visível em filmes como Kundun e Sete Anos no Tibete. Lá está o jovem Tenzin interessado em saber o mecanismo do relógio, o funcionamento das lunetas, da janela que abre e fecha automaticamente no carro, ou em querer conhecer os mapas da Europa ou como se vive em outros países. Foi também ele que se interessou pela relação entre a meditação e a atividade do córtex cerebral, abrindo um imenso campo de pesquisas sobre os efeitos da prática meditativa no ser humano.

Poderíamos ficar horas por aqui falando das inúmeras qualidades do Dalai Lama. Porém, a que causa mais impacto, e que me deixou surpresa no momento em que o vi, é sua profunda humanidade. Estava diante de um homem, na verdadeira e mais sublime acepção da palavra. "Quando me relaciono com alguém, quer seja um presidente ou um importante empresário, quer seja uma pessoa comum, um mendigo ou um aidético, o que nos permite formar uma ligação imediata é nossa humanidade comum", disse o Dalai Lama. "É por isso que me permite sentir uma profunda ligação com os outros. Esse é o segredo."

Em seu jeito sincero e humilde, ele nos diz que somos iguais. Trata as pessoas com carinho, respeito e dignidade brinca com os jornalistas, inclina-se generoso para quem pede ajuda, sorri para quem tem lágrimas nos olhos. No budismo chinês, diz-se que o nome da deidade da compaixão, Kuan Yin, quer dizer "aquele que ouve os lamentos do mundo". Como emanação de um Buda compassivo, Tenzin Gyatso parece estar no mundo para ouvir seus lamentos e confortar os corações.




(texto publicado na revista Vida Simples nº 114 - janeiro de 2012)