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terça-feira, 10 de março de 2015

A verdadeira história de Hachiko - Fabio Sakita (Portal do Dog)


Chu-ken Hachiko (o cachorro fiel Hachiko) nasceu em Odate, na província de Akita, no Japão em novembro de 1923. Em 1924, Hachiko foi enviado à casa de seu futuro proprietário, o Dr. Eisaburo Ueno, um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio. A história dá conta de que o professor ansiava por ter um Akita há anos e que tão logo recebeu seu almejado cãozinho, deu-lhe o nome de Hachi, ao que depois passou a chamá-lo carinhosamente pelo diminutivo, Hachiko. Foi uma espécie de amor à primeira vista, pois, desde então, se tornariam amigos inseparáveis!

O professor Ueno morava em Shibuya, subúrbio de Tóquio, perto da estação de trem. Como fazia do  trem seu meio de transporte diário até o local de  trabalho, já era parte integrante da rotina de Hachiko acompanhar seu dono todas as manhãs. Caminhavam juntos o inteiro percurso que ia de casa à estação de Shibuya. Hachiko parecia ter um relógio interno e sempre às 15 horas retornava à estação para encontrar o professor, que desembarcava do trem das 16 horas, para acompanhá-lo no percurso de volta para casa.

Em 21 de maio de 1925, o professor sofreu um AVC durante uma reunião do corpo docente na faculdade e morreu. Hachiko, que na época tinha pouco menos de dois anos de idade, no horário previsto esperava seu dono pacientemente na estação. Naquele dia a espera durou até a madrugada.

Na noite do velório, Hachiko, que estava no jardim, quebrou as portas de vidro da casa e fez o seu caminho para a sala onde o corpo foi colocado e passou a noite deitado ao lado de seu mestre, recusando-se a ceder. Outro relato diz que como de costume, quando chegou a hora de colocar vários objetos particularmente amados pelo falecido no caixão com o corpo, Hachiko pulou dentro do mesmo e tentou resistir a todas as tentativas de removê-lo.

Depois que o professor morreu a senhora Ueno deu Hachiko para alguns parentes que moravam em Asakusa, a leste de Tóquio. Mas ele fugiu várias vezes e voltou para a casa em Shibuya. Um ano se pasasou e ele ainda não tinha se acostumado à nova casa. Foi dado ao ex-jardineiro da família que conhecia Hachi desde que ele era um filhote. Mas Hachiko continuava a fugir, aparecendo frequentemente em sua antiga casa. Depois de certo tempo, aparentemente Hachiko se deu conta de que o professor Ueno não morava mais ali.

Todos os dias ia à estação de Shibuya para esperar seu dono voltar do trabalho, da mesma forma como sempre fazia. Procurava a figura de seu dono entre os passageiros, saindo somente quando as dores da fome o obrigavam. E ele fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros. Este começaram então a trazer petiscos e comida para aliviar sua vigília.

Em 1929 Hachiko contraiu um caso grave de sarna que quase o matou. Devido aos anos passados nas ruas, ele estava magro e com feridas das brigas com outros cães. Uma de suas orelhas já não se levantava mais e ele estava com uma aparência miserável, não parecendo mais com a criatura orgulhosa e forte que tinha sido uma vez.

Um dos fiéis alunos de Ueno viu o cachorro na estação e o seguiu até à residência dos Kobayashi, onde aprendeu a história da vida de Hachiko. Coincidentemente o aluno era um pesquisador da raça Akita e logo após seu encontro com o cão, publicou um censo de Akitas no Japão. Na época havia apenas 30 Akitas puro-sangue restantes no país, incluindo Hachiko da estação de Shibuya.  O antigo aluno do professor Ueno retornou frequentemente para visitar o cachorro e durante muitos anos publicou diversos artigos sobre a marcante lealdade de Hachiko.

Sua história foi enviada para o Asahi Shinbun, um dos principais jornais do país, que foi publicada em setembro de 1932. O escritor tinha interesse em Hachiko e prontamente enviou fotografias e detalhes sobre ele para uma revista especializada em cães japoneses. Uma foto de Hachiko tinha também aparecido em uma enciclopédia sobre cães, publicada no exterior. No entanto,quando um grande jornal nacional assumiu a história de Hachiko, todo o povo japonês soube sobre ele e se tornou uma espécie de celebridade, uma sensação nacional. Sua devoção à memória de seu mestre impressionou o povo japonês e se tornou modelo de dedicação à memória da família. Pais e professores usavam Hachiko como exemplo para educar crianças.

Em 21 de abril de 1934, uma estátua de bronze de Hachiko, esculpida pelo renomado escultor Teru Ando, foi erguida em frente ao portão de bilheteria da estação de Shibuya, com um poema gravado em um cartaz intitulado "Linhas para um cão leal". A cerimônia de inauguração foi uma grande ocasião, com a participação do neto do professor Ueno e uma multidão de pessoas.

Hachiko envelheceu, tornou-se muito fraco e sofria de problemas no coração (heartworms). Na madrugada de 8 de março de 1935, com idade de 11 anos e 4 meses, ele deu seu último suspiro no mesmo lugar onde por anos a fio esperou pacientemente por seu dono. A duração total de seu tempo de espera foi de nove anos e dez meses. A morte de Hachiko estampou as primeiras páginas dos principais jornais japoneses e muitas pessoas ficaram inconsoláveis com a notícia. Foi declarado um dia de luto.

Seus ossos foram enterrados na sepultura do professor Ueno, no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tóquio. Sua pele foi empalhada - para conservar-lhe as formas e submetido à substâncias que impedem a decomposição e o resultado deste maravilhoso processo de conservação está agora em exibição no Museu Nacional da Ciência do Japão em Ueno. Alguns autores dizem que Hachiko, está no Museu de Artes de Tóquio.

Durante a 2ª Guerra Mundial, para utilizar no desenvolvimento de material bélico, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas e, infelizmente, entre elas estava a de Hachiko.

Em 1948, formou-se a "The Society for Recreating The Hachiko Statue", entidade organizada em prol da recriação da estátua de Hachiko. Tekeshi Ando, o filho de Teru Ando foi contratado para esculpir uma nova estátua. A réplica foi reintegrada no mesmo lugar da estátua original, em uma cerimônia realizada no dia 15 de agosto.

A estação de Odate, em 1964, recebeu a estátua de um grupo de Akitas. Anos mais tarde, em 1988, também uma réplica da estátua de Hachiko foi colocada próxima à estação. A história de Hachiko atravessa anos, passa de pai para filho, sendo até mesmo ensinada nas escolas japonesas - no início do século para estimular lealdade ao governo e, atualmente, para exemplificar e instilar o respeito e a lealdade aos anciãos.

Na atualidade, viajantes que passam pela estação de Shibuya podem comprar presentes e recordações do seu cão favorito na loja localizada no Memorial de Hachiko chamada "Shibuya No Shippo" ou "Tail of Shibuya". Um mosaico colorido de Akitas cobre a parede perto da estação.

Todos os anos, no dia 8 de março, ocorre uma cerimônia solene na estação de trem de Shibuya, em Tóquio. São centenas de amantes de cães que se reúnem em homenagem à lealdade e devoção de Hachiko. Ao nascimento de uma criança, a família recebe uma estatueta de Akita como desejo de saúde, felicidade e vida longa. O objeto também é considerado um amuleto de boa sorte. Quando há alguém doente, amigos dão ao enfermo esta estatueta, desejando pronta recuperação.

Por causa desse zelo, o Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japonês, tendo sido proibida sua exportação. Se algum proprietário não tiver condições financeiras de manter seu cão, o governo japonês assume sua guarda.


















Hachiko reencontra seu tutor simbolicamente através de nova estátua - Samantha Kelly (Portal do Dog)


Bela homenagem foi desenvolvida pela faculdade de Agricultura da Universidade de Tóquio

A história de amizade de Hachiko com seu tutor, o cientista agrícola e professor universitário, Hidesaburo Ueno, se tornou primeiro um símbolo de lealdade em seu país de origem, o Japão, para então, com o auxílio de Hollywood, ultrapassar barreiras e conquistar o mundo.

Todos os dias tanto quando o professor saia de casa para ir trabalhar de manhã, quanto no momento que ele retornava ao fim do dia, Hachiko estava presente na estação de trem para acompanhá-lo.

Aquela relação tão próxima emocionava a comunidade local que os conhecia e via o quanto eram inseparáveis. Infelizmente, essa rotina foi quebrada quando o tutor sofreu um derrame e morreu durante uma reunião do corpo docente do qual fazia parte.

O que aconteceu depois foi o que realmente transformou Hachiko em um herói nacional. Todos os dias, pelo resto de sua vida, o cachorro esperou por seu mestre e amigo na mesma estação de Shibuya, procurando-o sempre no mar de passageiros que descia do trem. Foram 9 anos e 10 meses até que, no dia 8 de março, ele mesmo faleceu em decorrência da fraqueza que anos na rua lhe causaram e por ter contraído dirofilariose.

Seus ossos foram enterrados juntos com os do professor Hidesaburo Ueno no cemitério Aoyama, em Tóquio, e desde então, anualmente há uma cerimônia em homenagem ao Akita no dia de sua morte. Na estação de Shibuya, onde Hachiko voltou todos os dias, há uma já famosa estátua sua com o intuito de eternizar a história. A estátua atual, construída em 1948, na verdade, é a segunda versão, já que a primeira foi derretida para construir armas na Segunda Guerra Mundial.

Em mais uma homenagem feita em honra do cão, a faculdade de Agricultura da Universidade de Tóquio desenvolveu uma nova estátua que simbolicamente promove o encontro dos dois. Nela, o professor Ueno e Hachiko estão finalmente juntos.

Aceitando o desafio, o artista e escultor Tsutomu Ueda, de Nagoya, realizou um belíssimo trabalho. Essa é a segunda estátua em homenagem à história que o artista faz. A primeira se encontra em Tsu, cidade natal do professor.

Para conhecer essa estátua, os interessados deverão visitar o campus de Agricultura da Universidade de Tóquio.





Os verdadeiros professor Ueno e Hachiko


Hachiko, versão japonesa


Hachiko, versão americana










quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Diário de vida: os amigos do Hachiko


Desde que o Hachiko faleceu há 2 dias, tenho chorado muito por causa da tristeza e da falta que ele está fazendo, mas me dei conta que é o primeiro parente canino que se foi depois que comecei a fazer os cursos de autoconhecimento. Quando um cão passa a fazer parte de sua família é como se fosse um humano, aliás, o apego é maior porque uma criança cresce e depois consegue se virar sozinha. Já um cão será criança até o final de sua vida. É preciso pensar muito antes de adotar um animal porque ele vai amarrar o seu humano, uma vez que em caso de uma viagem é preciso se organizar para levá-lo junto ou então deixá-lo na casa de um parente ou em um hotelzinho para animais. 

Hoje de manhã decidi distribuir algumas coisas do Hachiko como o shampoo para alergia que ele estava usando e os sacos de ração. Fui ao veterinário onde ele tomava banho e deixei tudo lá. Lavei o comedouro e a baciazinha onde ele tomava água que vão ficar guardados por enquanto. 

Aproveitei para dar a notícia a alguns amigos do Hachiko. Primeiramente falei com o Roberto que trabalha em uma loja de confecção: ele ficou triste com a notícia. Depois fui à revistaria e falei com a funcionária Sara. Ela conheceu o Hachiko só na semana passada. A Roberta, a proprietária, chegou um pouco depois e foi justamente ela quem disse que animal amarra e que quando um animal morre sofremos muito, mas o que podemos fazer se os cães vivem tão pouco? Vamos renunciar à convivência com seres tão maravilhosos porque vamos sofrer quando eles se forem? Como tudo na vida existem os prós e contras e cabe a nós escolher o que queremos fazer realmente. Depois fui dar a notícia ao Davi, que trabalha na portaria do condomínio. Assim que me viu chegando sozinha ele percebeu que havia algo errado e quando dei a notícia ele ficou com os olhos marejados, mas se segurou. Foi ele quem tinha me dito há alguns meses que o Hachiko estava fazendo de tudo para continuar conosco. Que o seu olhar era de quem já estava cansado e prestes para partir. E realmente foi o que aconteceu. Chorei todas as vezes em que dei a notícia hoje. Mas uma das coisas que agradeço ao universo é que não tive que mandar praticar a eutanásia. Eu pedia inconscientemente que quando chegasse a hora da partida do Hachiko que ele não sofresse e que fosse naturalmente. E foi o que aconteceu: tudo terminou em apenas 3 dias. 

Um dia antes de ser internado, já não conseguindo caminhar direito, foi se arrastando atrás de minha mãe como que para se despedir e percebi esse mesmo olhar quando o coloquei no carro para levá-lo ao veterinário. Um olhar doce e tranquilo, que não fazia lembrar em nada o cãozinho bravo que ele era. Ele era muito doce com a minha mãe, mas comigo alternava momentos de "braveza" com momentos de pura ternura quando vinha pedir cafuné. Ele não era do tipo que pulava nas pessoas, mas quando estava mais afetuoso chegava perto de mim e dava uma leve lambida ou então encostava o focinho em minha perna. Quando queria cafuné tocava a minha mão com o focinho para que eu a colocasse em sua cabeça. E assim que eu chegava em casa e colocava o carro na garagem dava para ouvir o barulho que ele fazia atrás da porta. 

Ah, quando comentei que a minha mãe estava sentindo muito a falta do Hachiko, o Davi pediu para dizer a ela que o cãozinho estava bem. O que eu achei interessante é que ele me disse que o nosso próximo cão virá com as mesmas características de personalidade do Hachiko. Pode ser, nunca se sabe. Mandei fazer cópias de algumas fotos que eu tinha feito com a máquina digital e as mostrei para a minha mãe. Ela reparou em algo que eu já tinha constatado: o focinho do Hachiko se parece muito com o de um outro cão que tivemos, o Duque. E coincidência ou não, tinham o gênio bem parecido. Como dizem que são os animais que escolhem o seu humano, pode ser que o próximo cãozinho venha para continuar a missão junto à nossa família.



Uma foto do Hachiko quando ainda posava para a câmera













quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Diário de vida: a minha homenagem ao Hachiko


Ontem o meu 12º cãozinho virou uma estrela. Nesse caso deveríamos tê-lo batizado de Juniko (12º filho) e não Hachiko (8º filho). Na verdade quando o adotamos não perguntamos quantos filhotes tinham nascido com ele. Fizemos simplesmente uma homenagem ao Hachiko que viveu no Japão no início do século XX e foi um exemplo de fidelidade ao seu dono. 

Eu me lembro que a minha mãe chegou no final da tarde com uma caixa de papelão e o colocou perto de mim que estava conversando ao telefone com um aluno. Não interrompi o papo, mas comecei imediatamente a fazer carinho no cãozinho marrom que estava dentro dele. Adoro o contato do pelo e fiz cafuné em todos os meus cães e pelo jeito eles gostavam porque eram manhosos e se posicionavam embaixo de minha mão para receber carinho. Quando eu parava de afagar, o Hachiko me cutucava a mão com o focinho para que eu continuasse. E adorava afago atrás das orelhas. Na verdade ele gostava era de carinho. Quando jovem nos dávamos bem e com o tempo foi ficando mais bravo comigo, mas sempre respeitou a minha mãe que era a chefe da matilha para ele. Nos últimos anos eu vivia repetindo que embora ele rosnasse para mim e tivesse me mordido algumas vezes (quando tentei dar banho nele) eu gostava dele assim mesmo. 

Tenho alternado momentos de choro convulsivo com outros de reflexão, mas está doendo muito tê-lo perdido. Afinal foram 15 anos de convivência. E no início deste ano começamos a fazer passeios quase que diariamente. Parece até que eu estava adivinhando que algo estava para acontecer.  Nos últimos 3 dias ele começou a ficar muito ruim e foi internado. No dia em que o levei ao veterinário (no domingo) ele não conseguia mais caminhar direito. Acabei pegando-o no colo (coisa inédita) e lhe dei um beijinho na orelha. Ele me deu um olhar tão humano de surpresa como se estivesse me perguntando como eu apesar dele ser agressivo comigo, conseguia devolver carinho. Cuidei dele com muito amor nos últimos dias tentando deixá-lo confortável, mas sabia que o tempo dele estava acabando. Mesmo assim pedi que tentassem a reanimação, infelizmente ele não resistiu e se foi. 

Obrigada Hachiko por ter feito parte da minha vida. Vou sempre me lembrar de você com certeza!! Me despeço com um cafuné onde você quiser!!!


O Hachiko "fazendo bonitinho" para a humana mãe dele


Observando a humana mãe fazendo ginástica


No laboratório para fazer a análise de sua alergia na pele


Um pit stop na revistaria durante os nossos inúmeros passeios













segunda-feira, 3 de março de 2014

Diário de vida: passeios e livros


Desde que levei o Hachiko ao veterinário para desencravar uma unha o tenho levado para passear praticamente todos os dias. Hoje, por exemplo, saímos juntos 2 vezes. Tento mudar o itinerário todos os dias na medida do possível para que ele conheça lugares e cheiros diferentes. 

Como tem muito tráfego na rua em que moro o levo para passear pelas ruas de um condomínio que é bem mais tranquilo onde várias pessoas levam seus cães. Tem um parque muito legal para fazer caminhadas e o Hachiko já foi lá 2 vezes. Ano passado fiz minhas caminhadas sozinha e aproveitava para tirar várias fotos.

O interessante nesse parque é que há cerca de um mês começaram a deixar revistas e livros sobre um banco que as pessoas podem ler no local ou então levar para casa com o compromisso de devolver quando acabarem de ler. Eu não pretendia trazer nada para casa, ainda mais que estou em um processo de vender, escambar e doar livros e revistas que não me quero mais, mas fiquei interessada em um volume em perfeito estado com o título de "Um livro por dia" do canadense Jeremy Mercer. É uma obra autobiográfica na qual o autor, repórter policial, conta a sua experiência de leitor e morador da livraria Shakespeare and Company na capital francesa.

O que me chamou a atenção foi a capa. Achei a livraria muito familiar e logo me lembrei que era a mesma em que o personagem de Ethan Hawke, Jesse, no filme "Antes do por-do-sol" lançava sua obra autobiográfica sobre seu encontro em Viena 9 anos antes com Céline, personagem de Julie Delpy. 

Nada como unir o útil ao saudável e agradável. Passeios com o cão e descoberta de livros. O Hachiko está cada vez mais calmo depois que começou a fazer essas caminhadas diárias. E sempre dou uma passada na revistaria para bater um papo com a Louise. No início fiquei receosa em deixar o Hachiko entrar lá, mas ele se deita e fica quietinho. 




Jesse e Céline na frente da livraria Shakespeare and Company





O parque em que faço minhas caminhadas com o Hachiko




Trailer do filme "Antes do por-do-sol" (Before sunset)










segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Diário de vida: Pilates e passeios com o Hachiko


Desde que o Hachiko foi ao veterinário o tenho levado sempre para passear nas redondezas no final da tarde, mas no final de semana acabei não saindo com ele por causa da chuva. A minha mãe e eu começamos a fazer Pilates, ela por causa da perna esquerda e eu por causa do braço direito. Só a caminhada que ela faz de casa até à academia já é um exercício, mas parece que está curtindo. No dia da aula experimental que fizemos na quarta-feira a instrutora comentou que a minha mãe tinha muita flexibilidade. Isso se deve ao fato dela ter feito dança japonesa por 5 anos e também ter trabalhado na agricultura quando chegou ao Brasil.

Se no ano passado fiz vários cursos este ano pretendo dar um tempo para palestras e seminários de autoconhecimento presenciais porque como disse em uma postagem, a minha "caixa d'água" está cheia de informações. Eu não entendia exatamente o que estava acontecendo, mas como nada acontece por acaso, achei uma reportagem interessante na revista Mente Cérebro que falava sobre a diferença entre extrovertidos e introvertidos. Os extrovertidos em sua grande maioria conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo em um ritmo frenético e os introvertidos, por sua vez, precisam focar em uma única coisa com um ritmo bem mais lento. E entendi que foi por isso que a Cristal e eu estávamos em descompasso. Ela fazendo n cursos e eu ficando aflita com isso, porque até queria participar mas não conseguia. 

Uma das coisas fundamentais que descobri: a respiração correta é a base de tudo. Para trabalhar, para comer, para dormir bem, para praticar esportes, para pensar e para meditar. Como eu tinha partido em 3ª marcha, decidi colocar o carro em ponto morto e recomeçar pela 1ª e acho que finalmente achei o caminho certo. Como na fábula, a Cristal é a lebre e eu sou a tartaruga. Mas continuamos firmes e fortes com a nossa amizade.









sexta-feira, 20 de abril de 2012

Richard Gere e a sua participação em dois remakes de filmes japoneses

É muito interessante a participação do ator americano em remakes de filmes japoneses. Eis dois deles:

Shall we dance ? - original japonês de 1996


Shall we dance ? - versão americana de 2004


Hachiko monogatari - original japonês de 1987


Sempre ao seu lado - versão americana de 2009

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Diário de vida - Faithful Hachiko

Esse texto faz parte do livro didático adotado (Reading for adults 2) quando estava no 3º colegial e fala justamente do cão mais famoso do Japão, o Hachiko, um exemplo de fidelidade ao seu dono, um professor, que todos os dias ia dar aulas na faculdade e tomava o trem na estação de Shibuya. Um dia o professor não voltou (tinha tido um ataque cardíaco e acabou falecendo), mas Hachiko continuou a ir à estação todos os dias sempre no horário em que o seu dono chegaria. Quando o cão faleceu foi sepultado no mesmo cemitério ao lado do professor. E na frente da estação de Shibuya fizeram uma estátua em homenagem ao Hachiko e ela acabou virando um ponto de referência em Tóquio para marcar encontros.

Hachiko

Estátua de Hachiko na frente da estação de Shibuya em Tóquio


 "Where shall we meet?" - it is a question which may demand a good deal of thought in one of our great overgrown cities.
Perhaps the best-known meeting place in the immense city of Tokyo is the statue of the dog in front of Shibuya station. Tokyo has many centres, and a lot of its people are familiar only with those which are near to their homes. But everyone seems to know the statue of the dog.
The dog's name is Hachiko. This is the story.

Hachiko was born in 1923 in Akita in the north of Japan. Akita dogs are famous in Japan. They are fairly large, golden-brown in colour, and they have pointed ears and sharp, clever faces. They are well-known for their loyalty.
It was fortunate for Hachiko when a professor of Tokyo University found him. The professor took him to his house not far from Shibuya station, and there be showed himself a good and kind master. The dog loved him.
Of course Hachiko could not follow his master to the university. But he left the house every morning with the professor and walked along with him as far as Shibuya station. He watched him buy his ticket and disappear towards the train. Then Hachiko used to sit down in  the small square and wait for his master' return from work in the late afternon.
This happened every day. The professor and his dog became a familiar sight, and the story of the faithful animal spread around Shibuya.
Then, one afternoon in 1925, there was tragedy. For some time the professor's health had not been good, and he had a sudden heart-attack at the university. He died before he could be taken home.
Back in Shibuya, the dog waited in front of the station.
Soon the news of the professor's sudden death reached Shibuya. People immediately thought of the poor dog which had followed him every day. Several of tghem had the same thought. They went to the little square and spoke to the dog - as if he could understand them. "Go home, good dog. The professor won't be coming. Go home".
The next morning Hachiko was seen in front of the station, waiting for his master. He waited all day in vain. The following day he was there again. And the nex day. And the nex. The days became weeks, the weeks months, the months years. Still the dog arrived in front of the station every morning. still he waited the whole day long, searching among the strange faces for the one that he loved. In rain and sunshine, wind and snow, the faithful animal was there. He was a young dog, ten months old, when his master died; he grew old; but the daily waiting continued.
The dog's faithfulness had an extraordinaty effect on the Japanese of Shibuya. He became a public hero - the best-loved figure in the area. Travellers returning to Shibuya after a long absence always asked about him.
"Will Hachiko be there?" they asked, as the train drew in to Shibuya station.
In 1934 the good people of Shibuya asked Teru Ando, a famous Japanese sculptor, to make a statue of their friend Hachiko. He did it gladly, and the statue was set up in front of the station.
For another year Hachiko came every morning to wait, in the shadow of his own statue, for his master. In 1935 the faifhful dog died, but not before Ando's work had become famous all over Tokyo.
During the war the statue was melted down, and Ando, the fine sculptor, was killed. But the people of Shibuya remembered Hachiko. They formed a Society for the Replacement of Hachiko's Statue, and this society asked Teru Ando's son, Takeshi Ando, to make a new statue.
Today the fine statue of Hachiko stands in the middle of the busy and friendly square in front of Shibuya station. There are fountains round it, and busy newspaper stands, and usually laughing people, and you will always see somebody telling the story of Hachiko to a child or a grown-up friend. As you look at the same and read the words below it, you feel that you know a little more about Akita dogs, loyalty, and the people of Japan.