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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Diário de vida: Itália e sincronicidade


Hoje o João Vilhena, um nosso aluno de curso intensivo foi à escola para me levar algumas encomendas: duas revistas e um calendário da Itália. Ficamos batendo um papão e ele contou como foi a viagem e não pude deixar de pedir para ele compará-la à sua viagem anterior. 

Ele esteve em Florença e Milão e à parte os interesses artísticos (ele é professor de história) o que mais me chamou a atenção foi a série de sincronicidades antes de sua viagem que por um triz não teve que ser adiada ou até mesmo cancelada. E pedi que ele escrevesse sobre o assunto para que eu pudesse colocar no blog. 

Aproveitei e contei sobre as sincronicidades antes de minha ida a Mondavio. 

Eu não pretendia viajar para a Itália em 2000 e tudo começou quando o Riccardo que é marido da brasileira Silvana, minha ex-aluna, me inscreveu na lista do DJ Kruger Agostinelli. Ao ler os textos constatei que ele era de Falconara Marittima, uma cidade perto de Senigallia, na região Marche, onde morei por um pouco mais de um ano. Até aí tudo bem, mas em uma de suas postagens eis que me deparei com uma foto do Kruger com Gualtiero e Rita, meus ex-patrões do Bar La Meridiana. Eu me apresentei para o DJ e pedi o email do bar. Quem me respondeu foi o Christian, filho do casal que ficou muito contente com a retomada de contato. 

Nesse meio tempo recebi por email a propaganda de um curso de jogos didáticos que seria ministrado em Mondavio, sempre na mesma região, só que na província de Pesaro. Fiquei interessada sim, mas foi só isso. 

Dias depois, uma aluna que iria fazer intercâmbio em Florença me pediu que eu telefonasse para lá porque queria reservar um quarto. Ela me trouxe o celular e acabei fazendo a ligação após a aula. Logo em seguida ela me mostrou a carta que tinha recebido e não acreditei quando vi de que cidade era o selo: Mondavio. Devo esclarecer que essa cidade é minúscula e a chance de encontrar um selo dessa cidade é uma em um milhão. Exageros à parte, a questão é que acabei indo fazer o curso e foram 2 semanas muito interessantes. A Daniela, uma ex-aluna, que como a Silvana se casou com um italiano (ops, um suíço de origem italiana) foi comigo a Mondavio e depois voltou outras vezes para fazer cursos e se tornou hostess. 


Com Lisa, Lina, Daniela, Annamara Montesi (a diretora da escola) e Livio na saída do boliche de Fano


Annamara, Titti (a minha professora) e Giovanna (a professora de Daniela) na escola em Mondavio


Com Daniela, Haruyo e Titti no bar perto da escola


Com Lisa, Lina e Daniela no Bar La Meridiana de Senigallia (AN)


Com Gualtiero, Rita, Daniela, Lina e Lisa no Bar La Meridiana

Houve outras sincronicidades em relação a uma cidade chamada Porto Venere na Liguria. Se quiser ler a postagem acesse:


Vou deixar aqui o link de duas outras postagens: uma sobre Firenze e outra sobre Senigallia:














sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Diário de vida: encontros no Fran's Café


Os encontros com a Cristal, a Aninha e a Angela geralmente acontecem no Fran's Café da Lins de Vasconcelos. Aliás, faz tempo que as 4 não se encontram ao mesmo tempo. Encontro a Cristal nos vários cursos que estamos fazendo, a Aninha a vejo sempre porque trabalhamos juntas, a única que encontro menos é a Angela. Mas estamos tentando encontrar um dia em comum, mas ainda não conseguimos. 

Na verdade eu não gosto muito de café, mas um bom cappuccino é sempre bem vindo ainda mais que me faz lembrar da bela experiência vivida na Itália principalmente do período em que vivi em Senigallia onde trabalhei por um ano em um bar-doceira-sorveteria. Durante o verão tomei muito sorvete principalmente o de amarena, um tipo de cereja. 

O meu colega garçom, o Loris De Santis, venceu em 1990 um concurso para baristas promovido pelo café Lavazza, que foi realizado no Hotel Federico II em Jesi.

Os doces vendidos no Bar La Meridiana onde trabalhei em Senigallia (AN)

Os sorvetes deliciosos do Bar La Meridiana

Loris é o rapaz com quem estou abraçada na foto

Achei essa reportagem sobre café que vou transcrever abaixo. 

Gelado, quente, com leite, feito frapê, com sorvete, chantilly ou como drink, o café é a bebida preferida do brasileiro, que inventa a cada di uma nova maneira de desgustá-la.

Bebida produzida a partir dos grãos torrados do fruto do cafeeiro, o café é um estimulante por possuir cafeína, geralmente 80 a 140 mg para cada 207 ml dependendo do método de preparação. Em alguns períodos da década de 1980, era a segunda mercadoria mais negociada no mundo por valor monetário, atrás apenas do petróleo.

Em 2003, foi o sétimo produto agrícola de exportação mais importante em termos de valor, atrás de culturas como o trigo, milho e soja. São Paulo já foi o maior produtor do Brasil, mas atualmente Minas Gerais passou a ocupar este posto.

Sua história começou no século IX. É originário das terras altas da Etiópia (possivelmente com culturas no Sudão e Quênia) e difundiu-se para o mundo através do Egito e da Europa. O nome deriva da palavra árabe qahwa, que significa vinho, devido à importância que a planta passou a ter para o mundo árabe. Sua descoberta, diz uma lenda que um pastor chamado Kaldi observou que seus carneiros ficavam mais espertos ao comer as folhas e frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o fato, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava. Daí para frente, a bebida não parou mais de conquistar paladares mundo afora.

O Brasil já foi o maior produtor de café do mundo, mas perdeu esta posição há algum tempo. No que se refere ao consumo, é o segundo no segmento consumidor global de café, atrás apenas dos Estados Unidos. No consumo por habitante, o país com atuais 83 litros per capita/ano está distante dos líderes mundiais: Finlândia (608.2 litros/ano), Noruega (322.6 litros/ano) e Dinamarca (1806.6 litros/ano).

De acordo com Stella Gross, coordenadora e barista da maior rede de cafeterias do país, a Fran's Café (com 150 lojas entre próprias e franqueadas), o bom café é aquele preparado com grãos de boa qualidade, selecionados, torrados no ponto ideal e cuidadosamente preparado. Ela conta que o surgimento do café expresso revolucionou e agregou mais valor à bebida. Segundo Stella, foi em 1947 quando o francês Achille Gaggia patenteou a primeira máquina de café expresso, que produzia o famoso e solicitado café com "creminho", que rendeu fama ao café expresso em todo o mundo. Os operadores destas máquinas na Itália foram denominados "baristas", que eram pessoas capacitadas para preparação de uma excelente xícara de café expresso. No Brasil a profissão passou a ser reconhecida a partir do ano 2000. Em 2001 foi a primeira vez que o país participou dos campeonatos mundiais de baristas. Ela destaca que um bom barista, antes de qualquer coisa, deve ser um apaixonado por café. O preparo da bebida exige conhecimento e técnica. "Existem 5 segredos que são fundamentais na hora do preparo do café: uma boa máquina de café, um moinho bem regulado, um blend gourmet, um profissional bem qualificado e a manutenção adequada dos equipamentos". Entre suas principais atribuições à frente da rede ela diz que avalia e degusta cada novo lote de café que chega da torrefação. Caso não esteja com as características de qualidade exigidas, que é um café encorpado, com leve acidez cítrica e com finalização achocolatada, devolve o lote. Além disso, através de visitas regulares às lojas verifica se o café está sendo extraído e servido adequadamente.

As versões mais sofisticadas idealizadas por ela e servidas na rede são: o Afogatto doce de leite (mistura de café, sorvete de creme e doce de leite) e também o Chococcino (mistura de café, leite cremoso, licor e chocolate). Já os mais simples são os tradicionais cafés-canela (mistura de café, leite cremoso e canela). Quando se trata de harmonizar a bebida com pratos, Stella lembra que o café é uma bebida bem versátil, combina facilmente com doces e salgados. É possível harmonizá-lo com uma torta de nozes ou com um brownie e também com um sanduíche toast mix queijos light, entre muitos outros.

Para o preparo da bebida em casa ela tem algumas dicas: utilize água filtrada ou mineral: nunca deixe a água ferver; utilize de 3 a 4 colheres (sopa) para cada 500 ml de água; adoce a bebida somente no momento de consumi-la; após seu preparo, a bebida tem durabilidade de no máximo 1 hora; se desejar um café bem quente, escalde a xícara em que irá servir a bebida; após aberta, a embalagem deve ser armazenada de preferência na geladeira, dentro de um recipiente com tampa.


(texto publicado na revista Tudo nº 31)





quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Diario di vita: Rotonda a Mare - Senigallia


Ecco la Rotonda a Mare, uno dei simboli di Senigallia, la spiaggia di velluto, la città in cui ho vissuto per un anno. Ho lavorato al bar La Meridiana in piazza Roma e un giorno i miei padroni mi hanno chiesto di lavorare proprio presso la Rotonda a Mare. Mi ricordo sempre con molta allegria del soggiorno in questa bella città delle Marche. 




Eccomi durante la settimana di ferie dal bar. La foto è stata scattata dal mio amico brasiliano Adriano Brasci che era venuto a trovarmi. Potete vedere dietro me La Rotonda  a |Mare







terça-feira, 27 de março de 2012

Diario di vita - Nevicata a Senigallia

Quando abitavo a Senigallia nel 1991 mi hanno detto che era da 6 anni che non ci nevicava. Anche se il freddo non mi piace per niente, l'ho sopportato perché mi sentivo ad mio agio in quella città nominata "la spiaggia di velluto".

Curiosando su Youtube ho trovato questi video sulla grande nevicata di febbraio e mi è venuta una grande nostalgia. Il mio soggiorno a Senigallia è stato veramente meraviglioso.




terça-feira, 20 de setembro de 2011

Diario di vita - Senigallia, la spiaggia di velluto

Rocca Roveresca


La "Rotonda a Mare"


Corso 2 giugno


Bar "La Meridiana" in Piazza Roma


Fiume Misa e i Portici Ercolani


Fontana dei Leoni


Il Comune in Piazza Roma


Il Monco all'entrata del Comune


La Rocca Roveresca dopo la nevicata



Veduta aerea: a sinistra Piazza Simoncelli con il mercato all'aperto


Gelateria "Piccadilly" in Piazza Simoncelli


Veduta aerea

Fra tutte le città in cui ho abitato nel mio soggiorno italiano quella che mi è piaciuta di più è stata senz'altro Senigallia in provincia di Ancona. Ci ho vissuto per più di un anno. Ho fatto il lavapiatti al Bar La Meridiana situato proprio in centro in Piazza Roma vicino al Comune. Prima avevo studiato per un anno, frequentando dei corsi d'italiano per professori, professione che svolgo ormai da 24 anni a San Paolo, in Brasile. È stato proprio in questa città di mare così carina che ho davvero perfezionato la lingua italiana, dal momento in cui non avevo nessun contatto con dei brasiliani. Prima di arrivare a Senigallia, l'Italia la conoscevo da turista e da studentessa. Ma solo con quell'esperienza lavorativa ho conosciuto veramente il paese convivendo con i miei colleghi camerieri e con i titolari del bar. Per un anno sono andata in giro con la mia bici e d'estate prima di andare a lavorare prendevo un po' di sole.