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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Correntes religiosas dissidentes do Espiritismo


Como ocorreu nas grandes religiões, o Espiritismo também sofreu interferências de doutrinas espiritualistas. Enquanto grupos como a Umbanda viram semelhanças entre suas crenças e o Espiritismo, vários grupos com ideias e estudos próprios, diferentes da prática espírita, acabaram se distanciando da Doutrina e seguindo caminhos próprios:

- Racionalismo cristão - A mais antiga dissidência do movimento espírita foi liderada pelos dirigentes Luiz de Matos e Luiz Alves Tomás. Surgiu na cidade de Santos em 1910 com o nome de Espiritismo Racional Científico Cristão, posteriormente abreviado para Racionalismo Cristão.

- Ramatis - Desde 1950, alguns Centros Espíritas brasileiros passaram a seguir uma linha de pensamento com influência oriental, oscilando entre o budismo e o hinduísmo. Trata-se de Ramatis, espírito cuja obra foi psicografada pelo médium Hercílio Maes. Difundida enfatizando as ideias universalistas de Ramatis, este grupo goza de confiança entre os espíritas mais liberais.

- Concienciologia - Waldo Vieira foi um grande médium psicógrafo e, junto de Chico Xavier, compôs a mais bela parceria entre dois médiuns e uma equipe espiritual. No final da década de 1960, por motivos pessoais, encerrou o trabalho com Chico e iniciou pesquisas próprias no campo de projeção da consciência.

- Apometria - Não se trata exatamente de uma dissidência do Espiritismo, mas de uma incorporação de pensamento filosófico e emprego de técnicas de cura espiritual aos estudos espíritas. Surgiu em 1960 através dos estudos e experimentos do Dr. José Lacerda de Azevedo, no Hospital Espírita de Porto Alegre, com o intuito de tratar pacientes desenganados pela medicina. Poucos centros espíritas aderiam a esta técnica.

- Renovação cristã - Talvez esta seja a baixa mais sentida dentro do movimento espírita. A religião não precisa de divisões, e, mesmo que existam ideias contrárias, é necessário diálogo e diplomacia. Este grupo, apesar de discordar da forma como o movimento espírita caminha, afirma ser espírita da mesma forma, seguindo os preceitos de Allan Kardec. Surgiu em 2002 e é visto como um movimento mais conservador dentro do Espiritismo.



(texto publicado na revista Espiritismo nº 12 - ano 7 - 2013)


domingo, 4 de janeiro de 2015

Eles sofrem como nós? - Priscilla Wilmers Bruce


Reações dos bichos a situações difíceis ou estressantes surpreendem seus donos

A artista plástica Tereza Camargo tem duas cachorrinhas poodles com quem divide seu carinho e disponibilidade. Rossi e Nala refletem o humor e a personalidade de sua dona, são alegres, festivas e barulhentas. Estão sempre em busca de um colo, exigem atenção constante e choram descontroladas quando são ignoradas. Lola é uma beagle curiosa e simpática. Mas sempre que há uma brecha, quando sua dona, a pedagoga Beatriz Bueno, se distrai, ela sobe na mesa de jantar e leva à boca o que encontra pela frente. O cachorrinho Simba foi um presante da fonoaudióloga Cinthia de Sá para os filhos Guilherme e Fernanda. No início, o cãozinho estava quase sempre acompanhado da família. Mas, nos momentos em que precisava ficar sozinho, invariavelmente acabava estressado e, em retaliação, marcava todas as paredes, sofás e camas com compridos "xixis"...

Melhor amigo do homem

O que há por trás do comportamento de Nala, Rossi, Lola e Simba? Mais do que animais de estimação, os cães fazem parte da vida das famílias brasileiras. Atualmente, cerca de 60% delas possuem cachorros interagindo continuamente, numa rotina onde ora o animal é dominado, ora ele domina. Mas qual é o mecanismo que aciona comportamentos e reações diversas entre eles? Esses seres inteligentes e sensíveis percebem o perfil de seus donos? São capazes de se alegrarem ou se entristecerem com eles? Eles sofrem? O veterinário e escritor Marcel Benedeti no livro Todos os Animais Merecem o Céu relata a história de Boris, um cão cego, e seu dono, personagem do livro e também veterinário, Guilherme. Boris, numa ocasião, para festejar a presença de seu dono, suja a calça do médico antes de ele sair atrasado para o trabalho e é duramente repreendido. Boris passa o dia encolhido, deprimido com a atitude e só retoma a alegria quando perdoado.

Troca de energia

O encantador de cães mexicano César Millan, especialista em comportamento e psicologia canina, alega que os animais captam nossas emoções e, assim, são como espelhos, refletindo a alegria, a ansiedade, a agitação ou a calma de seus donos.  Como a linguagem dos cães se baseia em energia, tudo o que fazem e refletem é com base nessa energia percebida, captada e refletida. Quando se adota um bichinho, torna-se responsável por ele em tudo e isso significa a satisfação física, emocional e psicológica do animal, como alimentação, saúde, recreação, etc. Portanto, é natural que, quando não são supridos esses quesitos, o animal demonstre, de alguma maneira, seu descontentamento. Assim, é comum encontrar cães ansiosos, nervosos, agressivos ou com comportamentos repetitivos, como o de lamber sem parar as patas ou determinada parte do corpo, causando até ferimentos.

Neste sentido, também esclarece Kardec, em O livro dos Espíritos, no capítulo 11, que trata dos Três Reinos, com a explicação dada pelos espíritos para a pergunta 593: "Não se poderia negar que, além de possuírem o instinto, alguns animais praticam atos combinados, que denunciam vontade de operar em determinado sentido e de acordo com as circunstâncias. Há, pois, neles, uma espécie de inteligência, mas cujo exercício quase se circunscreve à utilização dos meios de satisfazerem às suas necessidades físicas e de proverem à conservação própria." Ou seja, se eles se mutilam na ausência do dono, contrariando a lei de conservação, não é demais concluir que o fazem impulsionados por outro agente que não seja o instinto, embora esse seja predominante em sua constituição global.

A questão do instinto

De acordo com A Gênese de Allan Kardec, no capítulo sobre O bem e o mal o instinto é explicado da seguinte forma: "É a força oculta que solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a conservação deles. Nos atos instintivos não há reflexão, nem combinação, nem premeditação". E complementa: "É pelo instinto que os animais são avisados do que lhes convém ou prejudica, que buscam, conforme a estação, os climas propícios; que constroem, sem ensino prévio, com mais ou menos arte, segundo as espécies, leitos macios e abrigos para as suas progênies, armadilhas para apanhar a presa; que manejam destramente as armas ofensivas e defensivas de que são providos; que os sexos se aproximam; que a mãe choca os filhos e que estes procuram o seio materno". Confirmando Kardec, Ronaldo Novoa diz: "Não só os cães, mas  todos os seres vivos, têm reações de acordo com o meio. Uma planta irá sempre procurar a claridade, agindo de acordo com o meio para sua sobrevivência. Os animais domésticos têm suas condutas psicológicas, diferentes do ser humano. Assim, os animais sofrem, mas de um jeito diferente que imaginamos".

Comportamento e distúrbios psicológicos

"Hoje temos cães possessivos, outros inseguros ou os dominantes. Alguns com um tipo de desvio, levando à agressividade. Esses cães têm muita energia e precisam de atividades para se estabilizar!", diz o especialista em comportamento canino e adestrador paulista Ronaldo Novoa, que trabalha com educação de cães há 16 anos. Ele também treina animais para pet terapia, além de fazer parte de um corpo de profissionais da saúde (www.lianaequoterapia.com.br) que atuam nessa atividade terapêutica com pessoas portadoras de dificuldades motoras e psicológicas, com diversas síndromes e fobias. O especialista concorda com o companheiro de profissão mexicano quanto ao reflexo do comportamento do dono em seu cão: 'Muitos cães se tornam problemáticos por falta de conhecimento dos donos de como lidar com eles. Porém esses mesmos cães podem ser reabilitados em pouco tempo e ter uma vida mais tranquila se os humanos tiverem mais boa vontade para com eles. Meu trabalho é a reabilitação de cães e educar as pessoas para entendê-los melhor". Ronaldo explica que a convivência entre animal e homem precisa ser estimulada porque passa pelo instinto. Veja o que ele diz a respeito: "Para o cão, é essencial o convívio, por ser um animal que vive em matilha, ou bando, ele precisa de nossa presença. Cães precisam de 60% de atividade física, 30% de disciplina e 10%¨de afeto. Infelizmente, isso não é nem sombra da realidade na maioria dos lares". E o adestrador conclui que a falta de equilíbrio nessa relação, pela ausência prolongada do dono ou pela indiferença, pode, sim, levar a sérias crises, como as síndromes de ansiedade. "Eles desenvolvem sérias complicações físicas como feridas, mutilações ou mesmo machucados quando tentam passar por janelas e portas de vidro. Problemas psicológicos também são encontrados como ansiedade, tristeza e depressão".




(texto publicado na revista Alma animal nº 14 - ano 6 - ano de 2012)







sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Meu cachorro vê espíritos! - Leandro Martins


Você certamente já ouviu algum "causo" envolvendo animais e fantasmas. A cultura popular é repleta destas histórias que, embora a floreadas pela fantasia, podem revelar também casos reais. Vejamos.

A pedagoga Ana Maria Fernandes, moradora do Rio de Janeiro, nos relata um caso interessante que ilustra bem a facilidade com que o plano espiritual interage no cotidiano dos encarnados. 

"Era uma sexta-feira à noite e eu havia chegado em casa com meu marido e meus dois filhos; fomos passar o fim de semana na serra, em Nova Friburgo. Enquanto ele providenciava o banho das crianças eu me dirigi à cozinha para preparar o jantar. Tal foi o meu susto ao ver o Bob, nosso poodle de estimação, olhar e latir desesperadamente em direção à garagem. Ele latia assustado como se algo ou alguém viesse ao seu encontro. E o mais engraçado é que a garagem estava vazia, pois o Paulo, meu marido, havia deixado o carro na rua. Eu olhava e nada via, e o Bob insistia em atacar a visita invisível."

Este episódio aconteceu no início de 2005 e até hoje, todas as vezes que o Bob acompanha a família Fernandes a esta casa n região serrana do Rio de Janeiro, ele apresenta o mesmo comportamento. Fato que não acontece em nenhum outro local, inclusive na casa da família, onde o cachorrinho passa a maior parte do tempo. Consultamos o Sr. Osvaldo Silva, dirigente das reuniões de estudos mediúnicos da Casa Espírita Irmãos no Bem, e ele nos informa que certamente o Bob era atraído por alguma entidade que desejava se fazer presente naquele local específico. Como a família não a notava, ela se mostrava para o cachorro, a fim de estabelecer uma comunicação, não com o animal, fato, segundo ele, impossível de acontecer, mas que chamando a atenção dos donos da casa, haveria a oportunidade de ser notada.

Buscamos a orientação de Kardec para tentarmos entender esta passagem e encontramos uma explicação do Espírito Erasto, durante reunião ocorrida na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, e publicada na "Revista Espírita" de agosto de 1861. Conforme ensina Erasto, sem o auxílio de um médium, não pode haver, em hipótese alguma, nenhum tipo de intercâmbio inteligente entre encarnados e desencarnados, sejam elas tangíveis, mentais, descritivas, físicas ou de qualquer outra natureza. Porém, ele informa que os Espíritos podem sim se tornar visíveis aos animais, mas a comunicação é apenas visual.

O pavor do cachorrinho Bob ao perceber alguém na garagem da sua casa ilustra bem esta afirmação. Ele não pôde distinguir de quem se tratava, mas certamente, entendeu que essa "pessoa" era um intruso que entrava em seu território. E, desta forma, agem outros animais, inclusive cavalos e gatos, personagens dos "causos" contados pelos moradores do interior do país. "Isso estabelecido, reconheço perfeitamente que, entre os animais, existam aptidões diversas; que certos sentimentos, que certas paixões idênticas às paixões e aos sentimentos humanos se desenvolvem neles; que são sensíveis e reconhecidos, vingativos e odiosos, segundo se proceda bem ou mal com eles. É que Deus, que não faz nada incompleto, deu aos animais companheiros ou servidores do homem, qualidades de sociabilidade que faltam inteiramente aos animais selvagens, que habitam as solidões", explica Erasto. Aqui ele se refere aos animais domesticados cuja afinidade está mais acentuada ao convívio humano.

Ernesto Bozzano, ao publicar em 1926 o livro "Animaux et Manifestations Metaphychiques" (Animais e manifestações mediúnicas), afirma que alguns animais percebem a presença de espíritos antes mesmo de vê-los. Mas essa sensação não se manifesta por um tipo específico de mediunidade, e sim de sentidos típicos da raça, desconhecidos ainda para o ser humano.


MEDIUNIDADE

Mas, se os animais podem ver e, em alguns casos, até serem tocados por um espírito, é possível algum tipo de comunicação mediúnica inteligente? Para responder a esta pergunta reportamo-nos a um frase famosa do escritor Herculano Pires: "O animal só terá condições para a mediunidade ao atingir a síntese dos poderes dispersos nas espécies de seu reino para elevar-se ao plano humano. Mas, então, não será animal, será homem" ("Mediunidade - Vida e Comunicação" -capítulo "Mediunidade Zoológica"). Voltando às observações do Espírito Erasto: "Para resumir: os fatos medianímicos não podem se manifestar sem o concurso consciente ou inconsciente do médium; e não é senão entre os encarnados, espíritos como nós, que podemos encontrar aqueles que podem nos servir de médiuns". Desta forma podemos entender que as manifestações mediúnicas são restritas ao ser humano.



(texto publicado na revista Alma Animal nº 14 - ano 6)





quinta-feira, 25 de abril de 2013

Como se inicia uma gravidez segundo o espiritismo (Pensamentos de André Luiz) - Espiritismo Família



Na hora em que o óvulo é anexado ao espermatozoide dentro do útero de uma mulher, existem energias ali, positivas ou negativas nas paredes do útero, no seu corpo que definem o estado das primeiras células, se vai estar em estado negativo ou não, estas energias se forem de uma concepção feita com o amor em harmonia, serão positivas, se o feto está sendo gerado devido a algum estrupo ou sexo sem amor, traições, interesses, as energias que vão estar impregnadas nas paredes do útero serão negativas.
Após a fecundação, tudo já está determinado por Deus, de maneira indireta, que é através de seus auxiliadores espirituais, qual vai ser o espírito que vai ter a graça de poder se reencarnar naquela vida que está se formando.

Surge então um fio muito fino feito de energias que liga o pequeno feto ao espírito que foi escolhido, o espírito a partir daí já tem a certeza de sua reencarnação e fica em estado de alegria, de euforia em saber que vai ter uma nova chance de pagar seus pecados e se evoluir espiritualmente, começa a fazer mais planos de tudo o que pretende fazer para que não caia em armadilhas e fique estacionado no plano espiritual, sente um grande amor vindo de Deus em se lembrar dele e se promete em ser um homem ou mulher de boa índole para não cair nos vícios mundanos outra vez.
Após a fecundação do óvulo as energias mesmo negativas se tornam boas energias vindas de Deus, o milagre da vida acontece, a mulher muda suas feições e fica com um ar de mãe no rosto, suas feições ficam vivas, os olhos demonstram que dentro dela está acontecendo um ato divino.

Este fio que parece uma linha, mas feito de energia pura, não se rompe, esta energia vem do cosmo, do universo, faz parte da criação, ela percorre longas distancias, e não tem possibilidade de se partir, porque ela é renovada sempre com as energias que estão no universo desde o princípio das coisas.


Primeiro Mês

O espírito que está ligado ao feto por um fio começa a sentir um torpor, certa sonolência em pensar, fica mais difícil agir, o fio que os une fica mais grosso, no final do primeiro mês ele já tem mais ou menos dois milímetros de diâmetro.


Segundo Mês

Ainda com consciência o espírito procura um contato com seus futuros pais, tenta participar de sonhos durante a noite, tenta um contato, tem vontade de se revelar e pedir a seus pais que o aceitem, sente ansiedade, sua espiritualidade esta ligada a da mãe, quando a mãe está nervosa ou cansada, o feto mesmo com dois meses já tem uma pé visualização do caráter e dos sentimentos de sua futura mãe.


Terceiro Mês

O cordão que une o espírito ao feto já é mais grosso, como um cordão umbilical, só que de pura energia, este cordão liga o feto ao espírito que geralmente fica próximo, se a mãe tem problemas de aceitação da nova gestação, ou problemas de relacionamento com seu parceiro, ela envia energias ao feto sob a forma negativa, mas o amor materno já é mais forte e acaba purificando a concepção do feto e do cordão que une o feto ao espírito.


Quarto Mês

Há esta hora o espírito que está ligado ao feto esta completamente adormecido para vida espiritual e começa a ter uma vida intrauterina, brinca se mexe às vezes este período se dá no terceiro mês, suas lembranças da vida passada e da vida espiritual vão se guardando no subconsciente, que por sua vez são transferidas ao períspirito que já está se anexando ao novo corpo, em seu cérebro ficam gravadas vagas lembranças, as coisas que o espírito sabe como tocar música, situações que marcaram muito, coisas que aprendeu em vidas passadas, fica marcadas na memória do bebê, de forma que quando ele crescer vai ter mais facilidade ou aptidões ligadas a experiências do espírito.

Quinto Mês

Neste mês o espírito já com seu períspirito anexado ao bebê e com o cordão umbilical feito de energia espiritual já com dois centímetros de diâmetro, se o espírito não estiver ainda no corpo do bebê, este cordão atrai o espírito para junto de seu períspirito, nesta hora o espírito se incorpora de maneira definitiva ao bebê e começa a ter informações vindas do cérebro do bebê com mais intensidade, carinhos que a mãe faz, vozes, barulhos, tudo isso vai ficando registrado no espírito do bebê que já está ali dentro da barriga da mãe, os pensamentos do espírito e sua consciência começam a voltar gradualmente, mas já usando os neurônios ainda em formação do bebê, portanto o espírito nesta hora já está pensando como um bebê.

A partir deste mês já está completa a transferência, a reencarnação de uma nova vida.

Sexto Mês

No sexto mês em diante o espírito já está completamente em nosso mundo, reencarnado, e daí para frente ele procura se adaptar ao novo corpo que lhe foi dado por Deus, seus pensamentos mesmo tendo algum carma a resolver aqui na terra, seus pensamentos são inocentes, as energias estão renovadas e em positividade, o espírito vai ter uma chance de recomeçar do zero na vida carnal.


Sétimo mês

No sétimo mês de gestação o cérebro do bebê ainda em desenvolvimento final não está preparado para receber a consciência e a personalidade do seu espírito, estas funções ainda ficam como que adormecidas, o espírito também sente sua individualidade e seu modo de pensar adormecido, o bebê está restrito ainda aos primeiros instintos humanos, fome, dor, sono, alegria, tristeza, os movimentos do bebê são involuntários e sem coordenação motora.

A verdadeira personalidade que está estampada no íntimo do espírito só aparece entre os seis e sete anos, isto porque primeiro ele precisa receber nos primeiros anos de vida a educação, o amor e o caráter de sua família.

No sétimo mês o espírito tem ligeiros momentos de lucidez onde ele vê sua próxima encarnação e seus resgates de antigos carmas que ele precisa fazer, muitos espíritos ainda sem evolução espiritual se intimidam por saberem que sua nova vida vai ter que passar por momentos difíceis, outros que já tem um pouco mais de adiantamento espiritual, ajudam a sua próxima família a recebê-lo em sua nova jornada, costumam visitar sua nova mãe e pai em sonhos durante a noite, outros conseguem magnetizar primeiramente o útero e depois o corpo todo de sua progenitora, trazendo energias positivas e restauradoras.

A concepção de uma nova vida é abençoada por Deus, as dores e os sofrimentos de uma mãe antes do parto são recompensadas a ela pelo amor que ela vai receber em seguida, este amor não é um amor comum, não é um amor de filho para mãe, um amor espiritual que atravessa encarnações.

Oitavo mês e o nono mês

O espírito já inteiramente lúcido e ligado ao seu novo corpo já não pertence mais ao mundo espiritual, a ansiedade toma conta de seu ser, tudo que ele deseja é que o parto seja breve e que tudo saia bem, ele escuta a voz de sua Mãe e seu Pai, sente o amor que vem dos dois, em sua mente já sabe que vai nascer para o mundo, em suas lembranças não sabe mais que está reencarnando, nem sabe de suas vidas passadas, um novo começo se abre em seu horizonte, ele sabe que irá ter uma nova chance e vai começar do zero, até a sua inteligência e seu conhecimento ficaram adormecidos, sua aparência vai ser de um bebê com a inocência divina, um anjo que nasce, a doçura e a fragilidade nos cuidados só despertam os instintos de Mãe.

Esta é a contribuição de Deus para o mundo um dia ficar melhor, a cada momento nasce um anjo novo, uma nova vida.

sábado, 25 de agosto de 2012

Diário de vida: diabetes e problemas cardíacos


Apesar dos vários compromissos com a escola e com a minha mãe, decidi não interromper por nada o processo de autoconhecimento. 

Além das pedras, comecei a me interessar pelo espiritismo com a descoberta dos livros de Marcel Benedeti e agora com as obras de Brian Weiss. Acabei de ler a sua obra "Só o amor é real" e fiquei encantada com a questão das almas gêmeas que encarnam e desencarnam várias vezes até aprenderem a lição, ou como diria a Cristina Cairo, até conseguirem encher o próprio balde, enfim, cumprir a sua missão por aqui. 

Como preciso quase que cronometrar o tempo para fazer as coisas que realmente quero fazer, fui em um pé e voltei no outro do centro da cidade ontem. Sou cliente antiga do Sebo do Messias e antes de sair de casa tinha reservado alguns livros do Dr. Weiss e fui retirá-los. Dos 5 que tinham me interessado, só encontrei 3, mas acabei pegando outros livros, inclusive um escrito pelo Dalai Lama, "A arte da felicidade", uma das leituras que a Cristina Cairo tinha recomendado em um de seus programas.

Falando nela, agora me convenci realmente que todos os males que provocamos ao nosso corpo são consequência de nossa mente, de nossos pensamentos, mas principalmente de nosso inconsciente.

Fui ao centro de ônibus e metrô e durante o percurso não pude deixar de ouvir a conversa dos passageiros sentados perto de mim. E o tom utilizado era de reclamação e o assunto, pasmem, doenças. Na ida foram dois jovens conversando, um rapaz e uma moça. Ele descreveu durante todo o percurso que fizemos juntos  as visitas ao médico, sobre os remédios que estava tomando sempre no horário certo (coisa que nunca consegui fazer). E na volta ouvi a conversa de uma moça que estava falando com um rapaz pelo celular. Ela tinha feito um exame e o médico disse à mãe dela que o caso era grave. A própria paciente não sabia exatamente o que tinha porque a mãe não quis entrar em detalhes, só a mandou tomar um remédio e mais nada. Infelizmente quando falamos de doenças queremos sempre chamar a atenção do outro, despertando a piedade. E não é raro dramatizarmos o ocorrido para que a situação pareça pior do que realmente é. 

Há dias descobri como são as pessoas diabéticas e com problemas cardíacos. Segundo a linguagem do corpo, pessoas assim são controladoras, vivem do passado, não sonham mais. A minha mãe se encaixa nas duas situações. E foi muito interessante descobrir quando ela começou a desenvolver a diabetes: quando estava no Japão, longe de mim e do meu pai. Ela tinha literalmente perdido o controle sobre nós. E o problema cardíaco dela se acentuou (felizmente o médico detectou a gravidade em tempo) no início do ano passado quando comecei a sair bastante com as minhas amigas Cristal e Aninha. Eu estava tratando da minha vida. Inconscientemente ela achou um modo de me trazer para perto dela. 

E a minha somatização qual foi diante disso? Manchas no rosto!!!! Segundo a linguagem do corpo, elas aparecem quando a pessoa sente que a sua privacidade está sendo invadida. Lógico. Sem vida própria o meu corpo mais cedo ou mais tarde iria me avisar que algo estava errado com o meu espírito, a minha alma. Na verdade ele sempre avisa, a questão é que não prestamos atenção ou não entendemos o que ele está querendo nos dizer.

A solução que achei para resolver isso foi aprender a "desencanar" e negociar com a minha mãe. São pequenas atitudes que não a prejudicam e estão ajudando a cuidar de minha própria vida sem magoá-la. É fácil? Não, mas não impossível. Quero realmente continuar a encher o meu próprio balde. Não vou conseguir enchê-lo nessa vida? Voltarei quantas vezes forem necessárias até aprender a lição!!!

Bom fim de semana a todos!!!!