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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Meus "profissionais": Homenagem a Marta Aquino, a artista das unhas


A Marta Aquino, a Martinha como todos nós a chamávamos, nos deixou. Fui cliente dela por vários anos, só parei porque ela saiu do salão para trabalhar por conta própria em sua casa que é um pouco mais longe. No início até conseguia ir, mas quando a minha mãe começou a exigir mais a minha atenção, preferi mudar de manicure, aliás mudei também de cabeleireira por uma questão de praticidade, pois assim nós duas poderíamos marcar horário no mesmo lugar. 

Toda vez que fazia as unhas com a Martinha pedia ao João para fotografá-las na livraria e por isso os livros serviam como pano de fundo. 

Obrigada, Martinha, por ter decorado tão lindamente as minhas unhas.

Você vai deixar saudades!!!







Com a Martinha no salão onde nos conhecemos








quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Meus "profissionais": Entrevista com o fisioterapeuta Davi Gois dos Santos


Há pouco mais de um mês comecei a fazer fisioterapia com o Davi Gois dos Santos que trabalha no SBC, do qual sou conveniada desde 1996. Sinto dores no braço direito desde que era digitadora, atividade que exerci por 6 anos, antes de me dedicar ao ensino da língua italiana logo que me formei. Não me preocupei mais com a questão, mas quando morei na Itália trabalhei por um ano como lava-pratos em um bar e forcei demais os braços por causa do cesto de louça que pesava muito, além do choque térmico entre a água fria da torneira e o vapor do lava-louças. As coisas escapam de minhas mãos sem que eu perceba e isso é desagradável quando se trata de objetos principalmente frágeis que não me pertencem. 

Decidi fazer uma entrevista com o Davi porque é um profissional muito dedicado e o que mais me chama a atenção é que fala baixo e manso como se fosse um monge budista. 



O Davi anotando nas fichas os procedimentos adotados nos clientes

Antes de falar sobre o meu trabalho como fisioterapeuta devo dizer que tudo começou com o curso de radiologia que acabei fazendo de tanto que uma amiga minha insistiu. Foram 2 anos de estudo e 3 meses depois encontrei um emprego. 

Estava feliz com a minha ocupação, mas sentia que faltava algo e quando me deparei com uma propaganda da Unisantana fiquei interessado pelo curso de fisioterapia e a primeira coisa que pensei foi na reabilitação principalmente de pessoas idosas. O curso teve a duração de 4 anos e no 3º ano comecei a estagiar na própria clínica da faculdade e também na Santa Casa de Misericórdia onde atendi inúmeros idosos.


Assim que conclui a faculdade fui registrado como fisioterapeuta em uma clínica na Pompéia que já não existe mais. Quando ela fechou passei a prestar serviços como técnico de raio X em uma outra clínica e depois de um tempo fui efetivado. Continuo a trabalhar lá até hoje. 


Como sentia falta da minha atividade como fisioterapeuta por um tempo prestei serviços na mesma clínica em um grupo de coluna, membros superiores e inferiores. Mas não pude continuar porque pela lei eu não poderia ser CLT e autônomo ao mesmo tempo. 


Sendo assim continuei só com a minha atividade como radiologista. Como a minha verdadeira vocação é a fisioterapia trabalhei em um outro lugar com ginástica laboral mas depois de um ano vi que não era exatamente o que eu queria. A mesma pessoa que tinha me indicado para o laboral me chamou para trabalhar no SBC. Acabei me adaptando bem principalmente pelo fato dos clientes serem em sua maioria idosos, com os quais amo trabalhar. E estou aqui há quase um ano.



O fisioterapeuta Davi explicando o exercício para a minha mãe



O Davi me ensinou a fazer o alongamento do gato 














sábado, 23 de novembro de 2013

Meus "profissionais": Diário de vida: Curso de Reiki 1 - Cristal Fanucci


Hoje participei do 1º curso de Reiki 1 ministrado pela minha amiga Cristal Fanucci. Eu que nunca fui aluna dela de espanhol, agora participo de todos os encontros do Chá Comigo e fiz agora o curso de Reiki 1. Na verdade já tinha feito o Reiki 1 e o Reiki 2 em um espaço holístico perto de minha casa há quase 10 anos, mas pratiquei muito pouco. Na época fiquei com a sensação de ter aprendido algo muito importante, mas não dei prosseguimento. Como lição de casa fiz os 21 dias de auto tratamento e me lembro que levava quase uma hora para realizá-la todos os dias e ficava cansada por causa da aplicação em inúmeras partes do corpo em posição nada anatômica como no caso das costas. Quando a aplicação é feita no paciente tudo bem porque ele fica de bruços para podermos trabalhar a parte posterior do corpo. 

Há alguns meses a Cristal me ensinou o auto tratamento com somente 8 posições e foi realmente uma descoberta porque agora consigo realizá-lo sem dificuldades. E essa meia hora de dedicação reequilibra as energias e me deixa pronta para mais um dia de trabalho quando o faço de manhã ou então me faz dormir com um anjinho quando o faço de noite.

Antes de começar a aula ela nos ensinou a meditação Gassho. Depois intercalou as partes teóricas da apostila com as sessões de sintonização. Embora a Cleusa e eu já tenhamos feito um curso de Reiki fomos sintonizadas de novo. 

Devo destacar que a apostila está muito bem ilustrada com as posições de aplicação do Reiki com o paciente deitado na maca ou então sentado em uma cadeira. E recebemos um vídeo em que a própria Cristal nos ensina como fazer o auto tratamento.

Passamos então à prática onde fizemos o auto Reiki sentados, seguindo as instruções do vídeo e depois fomos treinar na maca como fazer as 16 posições em um paciente. O Ivan foi o primeiro a servir de modelo e depois a Cleusa. 

Foi muito interessante e importante ter feito essa reciclagem porque agora o Reiki se transformou em algo literalmente mais palpável.


Cleusa, Ivan, Ivone e Tânia ouvindo as explicações da Cristal


Recebendo o certificado


Todos felizes por terem se tornado reikianos










domingo, 6 de janeiro de 2013

Meus "profissionais": Entrevista com a minha manicure Marta Aquino


Eu me casei muito cedo, mas nunca desisti da ideia de me realizar profissionalmente. A minha primeira opção foi frequentar o curso de magistério, mas como não foi possível por motivos familiares, anos mais tarde decidi me tornar manicure.

Sou autodidata e frequentei o curso em uma escola para cabeleireiros somente por uma semana para obter o certificado.

Trabalhei em vários salões entre os quais: Depil Park, Autoestima e Studio Belli e Belle onde trabalho há 11 anos.

Há 6 meses fiz um curso de depilação no Senac juntamente com minha filha mais nova, Ana. Até há pouco tempo eu trabalhava com minha irmã podóloga, Amélia, de segunda a quinta e às sextas e sábados no Belli e Belle.

Como coincidências não existem, assim que acabamos o curso no Senac, quis trabalhar com a Ana e como minhas duas filhas tinham se casado e o quarto delas ficou vago, decidi transformá-lo em nosso espaço de trabalho, que foi dividido em 2 ambientes: um para a minha atividade como manicure e pedicure e o outro para o atendimento de depilação. 

E a partir deste ano começarei a trabalhar só em casa. 

Sempre gostei de desenhar e realizar unhas artísticas em minhas clientes me possibilitou unir as duas coisas.










Com a Marta no salão onde ela trabalhava antes de abrir o espaço em sua própria casa




sábado, 10 de novembro de 2012

Meus "profissionais": Entrevista com a podóloga Meire Andreo


Comecei a fazer os pés com uma podóloga quando comecei a sentir dores nos cantinhos de algumas unhas, principalmente quando usava calçados fechados.

Como eu frequentava a Autoestima Estética, comecei a ser atendida pela Meire Andreo. Eu me lembro que a primeira sessão foi muito dolorida porque ela teve que tirar todas as calosidades para poder colocar a ortiz no dedão. Foi ali que nasceu o meu bordão toda vez que sentia dor: "Meire, se continuar assim vou te puxar o nariz". 

Brincadeiras à parte, ela é uma ótima profissional, tanto é verdade que sempre a "segui" quando ela mudava de salão.

Eis o seu depoimento.

Sempre gostei da área de estética. Quando ainda era adolescente já depilava a família toda com cera caseira. 

Comecei a trabalhar com 16 anos, mas em setores que não tinham nada a ver com a área da beleza. Mas como não me sentia realizada,  resolvi procurar uma atividade em que pudesse conciliar realização profissional com retorno financeiro. Além disso, decidi ser autônoma para ter horários flexíveis que me permitissem cuidar da família e principalmente de meu filho Gabriel, que na época tinha só 3 anos.

Com o apoio de meu marido fiz o curso de manicure e depilação no SENAC. 

O meu primeiro emprego na nova atividade foi na Autoestima Estética, onde permaneci por aproximadamente um ano, onde também fui ajudante nas sessões de massagem facial e corporal. Mas mesmo atuando na área da beleza, ainda não era exatamente o que eu queria. Fiquei em dúvida entre trabalhar com estética ou partir para a área de podologia. Nesse primeiro ano de trabalho tive a chance de fazer o curso de calista, porque a dona do salão, a Sandra, percebeu que eu me interessava muito pela saúde dos pés. E assim ela me patrocinou o curso: ao comprar o micromotor, as aulas eram oferecidas gratuitamente pela escola.

Como me identifiquei com a atividade de calista, percebi que precisava me aperfeiçoar e logo em seguida decidi fazer o curso de podologia sempre no SENAC.

Fiz os primeiros atendimentos ainda na Autoestima, mas o salão acabou fechando e recebi o convite de meu cunhado, o cabeleireiro Fernando, para trabalhar em seu salão, o Studio Belli e Belle, que na época se chamava ainda Daniel's cabeleireiros.

Continuei a estudar: fiz o curso de 2 anos de aperfeiçoamento e atualização em podologia. Trabalhei um tempo com o Fernando, mudei de salão, voltei para o Belli e Belle e percebi depois de alguns anos que, como podóloga eu me sentia isolada dentro de um salão de estética, apesar de continuar a trabalhar com depilação também.

Foi aí que fui convidada por uma dentista, a Dra. Walnice, para trabalhar em sua policlínica e percebi que era a oportunidade de fazer o que realmente queria, atuar na área da saúde.

Procuro estar sempre atualizada e já fiz mais alguns cursos, sendo que o último foi específico para pés diabéticos, que incluiu um estágio na Clínica Clipés, que atende especificamente pessoas com esse problema de saúde, que são encaminhadas pelo Hospital Brigadeiro e Hospital das Clínicas.

Finalmente me encontrei profissionalmente.



Meus pés antes do tratamento 


Meus pés "limpos" das calosidades

















sexta-feira, 30 de março de 2012

Meus "profissionais": Entrevista com meu massagista-acupunturista Giovanni

Continuando com a série de entrevistas que comecei com o meu aluno Dudu, agora é a vez de meu massagista-acupunturista, Giovanni, que trata de mim há aproximadamente dez anos.

O seu interesse pela massagem começou quando ele tinha aproximadamente seis anos porque um massagista amigo do pai fazia visitas em domicílio para atender vários membros de sua família que tinham problemas articulares.  Isso o fascinava e,  como toda criança,  prestava atenção no que o terapeuta fazia como estralar a coluna  e percebia que as pessoas saíam felizes da sessão pela fisionomia de alívio.  Ele queria ser como o massagista, que ajudava as pessoas e as tornava felizes.

Aos 16 anos ele e seus colegas decidiram fazer o exame para poder freqüentar o curso de técnico de metalurgia promovido pelo  SENAI, em uma idade na qual se começa a pensar em trabalhar e o salário nessa área era muito bom. Dos colegas Giovanni foi o único que passou e após 3 anos de curso e um de estágio feito em São João da Boa Vista,  onde teve a primeira experiência longe da família e aprendeu a se virar sozinho, começou a trabalhar. Foi durante o estágio que ocorreu um incidente grave com ele, mas que felizmente acabou bem. Ele inalou muito cloro no trabalho e ao ir para cama dormiu por 48 horas.

Giovanni gosta de trabalhar no ramo da metalurgia, mas nunca deixou de se interessar pelos tratamentos alternativos e como estava ganhando bem, pôde pagar o curso de massagem que freqüentou por dois anos. Nessa ocasião ele se deu conta da grande dificuldade que  todos nós temos de nos tocar e tocar os outros. Embora nos toquemos quando tomamos banho, por exemplo, não estamos prestando atenção em nosso corpo, se trata de uma atividade feita automaticamente e geralmente os nossos pensamentos estão longe dali. Ele teve aulas com o professor Armando Austregésilo, mas o curso não consistia só em aulas de massagem, mas também de nutrição, de anatomia, acupuntura, tratamento com ervas, pomadas. Além disso, ele teve aulas de auto-proteção, ou seja, aprendeu como não deixar que a energia (negativa) do paciente atinja o terapeuta.

Giovanni freqüentava também uma academia de Tai Chi Chuan, esporte que praticou por dez anos e foi ali que começou a trabalhar como massagista. Ele acabou se desligando da academia por ocasião de seu divórcio porque a sua ex-esposa a freqüentava também.

Chegou um momento em que não deu mais para conciliar as duas atividades e Giovanni optou por largar a metalurgia e montar uma clínica com vários sócios. Decidiu fazer vários cursos para complementar a sua atividade como massagista: dois anos de acupuntura sistêmica, 1 ano e meio de acupuntura constitucional e mais um ano de acupuntura koryo. Além disso,  fez curso de florais, Reiki (nível um) e esparadroterapia, entre outros. Ele disse que foi um período muito rico  no aprendizado sobre o ser humano. Na clínica ele trabalhou com vários profissionais e todos se reuniam para comentar sobre cada paciente a respeito da necessidade de usar mais de uma terapia ao mesmo tempo. Foi verificado que o processo de cura era mais acelerado. Por exemplo, se o mesmo paciente fosse atendido pelo acupunturista e pelo psicólogo ou outro profissional, em vez  de um ano, ele se recuperava em seis meses. Após 10 anos gratificantes na clínica, ele decidiu sair de lá por motivos pessoais. Após trabalhar em outros lugares sempre como terapeuta percebeu que não conseguiria se manter só com essa atividade e decidiu voltar para a área da metalurgia.

Atualmente ele atende os clientes em domicílio como é o meu caso e posso dizer que ele não é só o meu terapeuta. Como temos muitos interesses em comum relacionados com o autoconhecimento, durante a massagem e mesmo durante o tempo em que estou com as agulhas, ficamos trocando idéias. Só quando estou cansada acabo dormindo, mas acordo renovada como se tivesse descansado por várias horas.