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quarta-feira, 9 de novembro de 2016
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Nunca tivemos uma geração tão triste - Augusto Cury
Excesso de estímulos
“Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema ‘bateu, levou’, e a desenvolver altruísmo e generosidade”.
Geração triste
“Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais”.
Dor compartilhada
“É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações”.
Intimidade
“Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só atuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem valer por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais”.
Mais brincadeira, menos informação
“Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não colocar limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de refletir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo”.
Parabéns!
“Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis”.
Conselho final para os pais
“Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para atuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar e mente, como vão ajudar seus filhos a diminuírem a ansiedade?”.
domingo, 2 de outubro de 2016
sábado, 28 de junho de 2014
Proteja-se de tanta informação - Silvia Regina
Vamos combinar que essa história de viver sempre conectada facilitou a vida, mas nos deixou mais ansiosas e doentes. Saiba como combater esse mal da modernidade
Não há como negar que a modernidade ajuda no dia a dia. Você faz compras pela internet, consegue ver seus e-mails pelo celular, tem a informação de que precisa na palma da mão. Mas tudo isso também está tornando as pessoas mais ansiosas e doentes. É o que defende o psiquiatra Augusto Cury no livro Ansiedade - Como Enfrentar o Mal do Século (Ed. Saraiva, R$ 14,90). Para ele, o estar conectado o tempo todo está levando as pessoas a desenvolver a síndrome do pensamento acelerado (SPA), um tipo de ansiedade. "O excesso de informações satura o córtex cerebral, produzindo uma mente hiperpensante, agitada, com baixo nível de tolerância, impaciente e sem criatividade", revela. O pior, segundo ele, é que, em níveis diferentes, todo mundo sofre um pouco desse mal. Descubra como combatê-lo e viver mais calma.
Um perigo silencioso
A ansiedade afeta a sua qualidade de vida e o corpo, claro, sente tudo isso. É comum a pessoa ter dor de cabeça, sensação de cansaço já ao acordar, dores pelo corpo, insônia e até queda de cabelo, taquicardia e aumento da pressão arterial. Viver ansiosa a longo prazo compromete a qualidade de vida e é capaz até de mudar o rumo da vida de uma pessoa. O psiquiatra Augusto Cury classifica abaixo as graves consequências da ansiedade crônica:
- Envelhecimento precoce das emoções: a pessoa é uma jovem de 20 anos, mas tem idade emocional de 90 anos, ou seja, não tem paciência para nada, reclama de tudo, não tem prazer em nada. Se identificou? Então, melhor começar a mudar isso!
- Infantilização da emoção: é o contrário da consequência acima. Ou seja, a pessoa não sabe lidar com as cobranças, não aceita limites e quer sempre tudo do jeito dela e na hora que deseja.
- Dificuldade em lidar com perdas e frustrações: o mau humor fica evidente.
- Admiração em viver perigosamente: e sem se importar com situações perigosas que a coloquem em risco.
- Imediatismo: não tem paciência para nada a médio ou longo prazo.
- Reclama da vida e da ingratidão de todos ao seu lado: não tem capacidade de agradecer a gentileza ou ajuda de outra pessoa.
Soluções imediatas
- PENSE MENOS, POR FAVOR: pare de sofrer por antecipação. A nossa mente é livre para organizar as influências que recebe, mas há fenômenos inconscientes que produzem pensamentos que podem prejudicá-la. "Pensar demais é uma bomba para a qualidade de vida. Não é saudável", diz o psiquiatra. As pessoas ficam fatigadas e sem saber o motivo disso. Encontre alguns minutos (por que não horas?) para relaxar e não pensar em nada.
- PROCURE AJUDA: se está angustiada, sente que o cansaço tomou conta (mesmo quando fez poucas atividades), não consegue se concentrar no trabalho e vive irritada, talvez seja o momento de procurar ajuda. Não tenha vergonha de consultar um psicólogo e iniciar uma terapia!
7 lições para viver mais leve
Evitar o pensamento acelerado e viver melhor, na maioria das vezes, exige só algumas mudanças no estilo de vida. Aprenda a tirar o pé do acelerador e a viver sem essa carga tão pesada:
1) Treine sua mente para admirar algo que o dinheiro não compra, como observar seu filho a desenhar ou pintar, abraçar mais, beijar mais, trocar experiências com os filhos, dar carinho a quem se ama.
2) Tenha mais contato com a natureza. Caminhe ao ar livre, admire as árvores e os animais, aprecie o silêncio e o vento no rosto...
3) Faça alguma atividade lúdica, como praticar um esporte, ler um livro, contar histórias.
4) Proteja a sua emoção. Não cobre demais os outros (seja marido, sejam filhos ou amigos) nem a si mesma, isso torna a vida angustiante. Não exija demais das pessoas. Ao contrário, elogie mais, aponte as características boas, os pontos fortes de quem está ao seu lado.
5) Aprenda a relaxar. Pare um momento do dia, esqueça tudo ao redor, respire fundo, solte o corpo e esvazie a mente.
6) Perdoe o outro e se autoperdoe.
7) Dê mais risada, não leve a vida tão a ferro e fogo. Sorria!
Ambiente contaminado
Uma pessoa ansiosa influencia o ambiente em que ela vive e os outros que estão ao seu redor. "Ela tem grande chance de traumatizar seus filhos, e irritar o marido e os colegas de trabalho, porque deixa o ambiente tenso. Ela tem baixo nível de tolerância e compromete a produtividade de todos", revela Augusto Cury. Quem está ao lado de uma pessoa com SAP também acaba ficando irritada e intolerante. Portanto, passe longe de pessoas com esse perfil, ok ?
(texto publicado na revista Viva! Mais nº 768 - 20 de junho de 2014)
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
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