Mostrando postagens com marcador cultura brasileira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura brasileira. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Norte-americanos criam lista citando 40 motivos que os fazem odiar viver no Brasil - Merelyn Cerqueira


Um norte-americano (que não teve sua real identidade revelada), casado com uma brasileira, morou em São Paulo por cerca de três anos. Assim, ao voltar para sua terra natal, os Estados Unidos, ele deixou de herança para nós uma “pequena crítica” listando em 20 tópicos os motivos pelos quais odiou viver no Brasil. Obviamente que o post viralizou, e um fórum gringo ainda resolveu acrescentar mais alguns itens.

O fato é que, depois da repercussão gigantesca e inúmeras críticas, o post original foi apagado. Contudo, a polêmica causada por ele rendeu muita reflexão por parte dos brasileiros. Confira:

1) Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me “, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.

2) Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.

3) Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.

4) Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.

5) As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.

6) Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.

7) Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.

8) Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.

9) Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.

10) Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.

11) A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.

12) Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante.

13) Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.

14) Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser herméticamente isoladas ou incluir dutos de ar.

15) A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.

16) Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.

17) Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.

18) Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.

19) A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.

20) E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.

Até aqui foram as declarações do americano. Abaixo, segue os tópicos que outros norte-americanos (que também foram apagados) citaram em um fórum de internet após visualizarem a lista:

21) A maioria dos motoristas de ônibus dirigem como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.

22) Calçadas no meu bairro são cobertos com mijo e coco de cães que latem dia e noite.

23) Engarrafamentos de 3 horas e meia toda vez que chove.

24) Raramente as coisas são feitas corretamente da primeira vez. Você tem que voltar para o banco, consulado, escritório, mandar e-mail ou telefonar 2-10 vezes para as pessoas a fazerem o seu trabalho.

25) Qualidade do ar muito ruim. O ar muitas vezes cheira a plástico queimado.

26) Ir a Shoppings e restaurantes são as principais atividades. Não há nada para fazer se você não gastar. Há um parque principal e está horrivelmente lotado.

27) O acabamento das casas é péssimo. Janelas, portas, dobradiças , tubos, energia elétrica, calçadas, são todos construídos com o menor esforço possível.

28) Árvores, postes, telefones, plantas e caixas de lixo são colocados no centro das calçadas, tornando-as intransitáveis.

29) Você paga o triplo para os produtos que vão quebrar dentro de 1-2 anos, talvez mais.

30) Os brasileiros amam estar bem no seu caminho. Eles não dão espaço para você passar.

31) A melhor maneira de inspirar ódio no Brasil? Educadamente recusar-se a comer alimentos oferecidos a você. Não importa o quão válido é a sua razão, este é considerado um pecado imperdoável aos olhos dos brasileiros e eles vão continuar agressivamente incomodando você para comê-lo.

32) As pessoas vão apertar e empurrar você sem pedir desculpas. No transporte público você vai tão apertado que você é incapaz de mover qualquer coisa, além da sua cabeça.

33) O Brasil é um país de 3° mundo com preços ridiculamente inflacionados para itens de qualidade. Para se ter uma ideia, São Paulo é classificada como a 10ª cidade mais cara do mundo. (New York é a 32ª).

34) A infidelidade galopante. Este não é apenas um estereótipo, tanto quanto eu gostaria que fosse. Homens na sociedade brasileira são condicionados a acreditar que eles são mais “viris” por saírem com várias mulheres.

35) Zero respeito aos pedestres. Sim, eles não param para você passar. Na melhor das hipóteses, eles vão buzinar.

36) Quando calçadas estão em construção espera-se que você ande na rua. Alguns motoristas se recusam a fazer o menor desvio a sua presença, acelerando a poucos centímetros de você, mesmo quando a pista ao lado está livre.

37) Nem pense em dizer a alguém quando você estiver viajando para o EUA. Todo mundo vai pedir para você trazer iPods, X-Box, laptops, roupas, itens de mercearia, etc. em sua mala, porque eles são muito caros ou não disponíveis no Brasil.

38) A menos que você goste muito de futebol ou reality shows (ou seja, do Big Brother), não há nada muito o que conversar com os brasileiros em geral. Você pode aprender fluentemente a língua portuguesa, mas no final, a conversa fica muito limitada, muito rapidamente.

39) Tudo é construído para carros e motoristas, mesmo os carros sendo 3x o preço de qualquer outro país. Os ônibus intermunicipais de luxo são eficientes, mas o transporte público é inconveniente, caro e desconfortável para andar. Consequentemente, o tráfego em São Paulo e Rio é hoje considerado um dos piores da Terra (SP, possivelmente, o pior). Mesmo ao meio-dia podem ter engarrafamentos enormes que torna impossível você andar mesmo em um pequeno trajeto limitado, a menos que você tenha uma motocicleta.

40) Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador), são feias, cheias de concreto, hiper-modernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idênticas na aparência. Qualquer história colonial ou bela mansão antiga é rapidamente demolida para dar lugar a um estacionamento ou um shopping center.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Crônica da Xênia: Os dois lados do passado


Êta Mundo Bom! tem relembrado um tempo gostoso, mas difícil em certos pontos

Eu andava um tanto melancólica, suspirando, mexendo no passado que mora em mim - e me perguntando o porquê de tanto saudosismo. Foi então que me dei conta: é efeito da novela Êta Mundo Bom!, de Walcyr Carrasco.

Cara leitora, volto a ser a moça bonita, cheia de esperanças e à procura de um grande amor! O cenário é maravilhoso. Me vejo caminhando pelas ruas de pedra de uma São Paulo bonita, elegante. As mulheres bem vestidas e os homens, de terno e gravata. Lembro com saudade do magazine Mappin, loja de departamentos inglesa onde os balconistas falavam em inglês. As ruas, limpíssimas, eram lavadas às 6h da manhã.

Eu ia para o trabalho subindo a Avenida São João... Usei muitas roupas iguais às de Anastácia (Eliane Giardini) e o cabelo, não na cor, mas no penteado de Sandra (Flávia Alessandra). Aí, minha vizinha vem dar uma sacudida nas minhas lembranças e comenta comigo: "Eu não sabia que as mulheres eram tão maltratadas, dessa forma cruel!".

Pois é. Só existiam na moral retrógrada daquele tempo dois tipos de mulher: a para casar, a santa, e a para usar, a prostituta. Que fique claro: uma moça mãe solteira ou não mais virgem entrava na segunda categoria.

Tenho saudade de determinadas delicadezas daquela época, mas sinto horror ao lembrar que mulheres se juntavam para apedrejar uma menina porque era filha de uma mulher separada. Walcyr Carrasco, brincando, brincando, está mostrando os dois lados da moeda.



(texto publicado na revista Ana Maria nº 1009 - 12 de fevereiro de 2016)



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Gringos criam lista com 44 motivos para odiar o Brasil (R7 Notícias)


Descubra o que enfurece os estrangeiros e vote: você concorda com eles?

Depois de ser casado com uma brasileira e passar três anos em São Paulo, um norte-americano voltou "pê da vida" para os Estados Unidos e resolveu listar tudo aquilo que odiava no Brasil.

A lista com os "20 motivos para odiar o Brasil" foi originalmente publicada no site Amplicate.com, que já não está mais online. Só que a raiva do americano deu gás para outros estrangeiros descontentes com os hábitos daqui.

A lista caiu no fórum Gringoes.com, que reúne informações básicas para "gringos" desinformados, e explodiu.

Assim, os "20 motivos" se transformaram nas "66 razões porque eu odeio morar no Brasil".

A seguir, confira os 20 motivos apresentados inicialmente pelo norte-americano, seguidos de uma lista com mais alguns hábitos dos brasileiros:

1-Brasileiros não têm nenhuma consideração por aqueles que não fazem parte de seu círculo social. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite. Mesmo se você for lhe pedir educadamente para abaixar o volume, ele vai mandar você "tomar no **". Ou que tal um simples "desculpe-me", quando alguém esbarrar com você na rua? Esqueça!

2-Brasileiros são agressivos oportunistas. Eles querem ganhar vantagem em tudo. É como um "instinto de sobrevivência". O melhor exemplo é no trânsito. Se eles tiverem uma forma de ultrapassar você, assim o farão.

3-Brasileiros não respeitam o meio ambiente. Eles jogam lixo na rua, na natureza... em qualquer lugar. As ruas são realmente sujas. Os recursos naturais, abundantes, estão sendo desperdiçados.

4-Brasileiros toleram tranquilamente corrupção nos negócios e no governo. E a população continua reelegendo as mesmas pessoas.

5-Brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e muito competitivas uma com as outras.

6-Brasileiros, principalmente homens, são altamente propensos à traição. A menos que nunca saiam de casa, as chances são grandes.

7-Brasileiros não ligam de expressar opiniões negativas a respeito de outras pessoas publicamente, nem se importam de ferir o sentimento de alguém.

8-Brasileiros, especialmente os que prestam serviços, são geralmente malandros, preguiçosos e atrasados.

9-Os brasileiros vivem em um sistema de classes. Os ricos geralmente são muito arrogantes e insensíveis, e acham que estão acima do sistema. Já os pobres ganham tão pouco que não conseguem sair da pobreza. Isso é motivo, muitas vezes, para entrarem no crime ou se tornarem preguiçosos com relação ao trabalho, já que não têm esperanças de fazer um bom trabalho.

10-Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar conversar é como uma competição para ser ouvido.

11-A polícia brasileira é ineficaz quando se trata de cumprir leis e proteger a população, como cumprir a legislação de trânsito, ou encontrar e prender ladrões. As leis existem, mas  ninguém as endossa. As pessoas vivem com medo, constroem muros ao redor de casa, ou pagam altas taxas para morar em condomínio fechados.

12-Brasileiros tornam tudo inconveniente e difícil. Nada é pensado para facilitar a vida do cliente. Além de terem uma alta tolerância com uma burocracia desnecessária e redundante.

13-Brasileiros toleram impostos altos e taxas de importação que tornam tudo (especialmente produtos de casa, eletrônicos e carros) inacreditavelmente caros. E para os empresários, seguir as regras e pagar as taxas tornam quase impossível fazer lucro.

14-O Brasil é quente como o inferno durante nove meses do ano, e nenhuma casa é isolada hermeticamente ou construída com dutos de ar. Então você sofre por nove meses, ou fica confinado em um pequeno quarto com ar-condicionado. Nos outros três meses, quando fica "frio", você congela à noite.

15-A comida no Brasil pode ser mais saudável, mas é sem graça, repetitiva e muito inconveniente. Alimentos congelados, processados ou prontos são poucos, caros e ruins.

16-Brasileiros são sociáveis e raramente passam algum tempo sozinho. Isso não é necessariamente ruim, mas você é socialmente obrigado a convidar outras pessoas para frequentar sua casa todo fim de semana.

17-Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Isso também não é uma característica ruim, mas isso afeta meu casamento. Os brasileiros adultos nunca cortam o cordão umbilical com suas famílias de origem, que continua se envolvendo na sua vida, nos seus problemas e nas suas decisões.

18-Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.

19-A qualidade da água é questionável.

20-E, finalmente, no Brasil só existe um tipo de cerveja (aguada), que é uma porcaria. E, claro, cervejas importadas são extremamente caras.

E você? Também acha o Brasil uma porcaria?

Esta enquete está encerrada!

Americano diz que Brasil é uma porcaria. Você concorda?

Sim - 73,24%
Não - 26,76%

Veja a seguir mais alguns motivos apontados pelos gringos, que são aplicados especialmente para São Paulo:

21-A maioria dos motoristas de ônibus dirige como se estivessem tentando quebrar o ônibus e a todos dentro dele.

22-As calçadas no meu bairro são cobertas de xixi e cocô de cães que latem dia e noite.

23-Três horas e meia de trânsito toda vez que chove.

24-O tempo é ruim a maior parte do tempo.

25-Raramente as coisas são feitas corretamente da primeira vez. Você tem que voltar para o banco, consulado, escritório, mandar por e-mail várias vezes para as pessoas fazerem seu trabalho.

26-Qualidade do ar ruim e rio podre. O ar muitas vezes cheira a plástico queimado.

27-Ir a shoppings e restaurantes são as principais atividades. Não há nada para fazer sem gastar. Há somente um parque principal, sempre horrivelmente lotado.

28-Os mercados são ruins. Os produtos somem por semanas ou meses até voltarem às prateleiras.

29-O acabamento das casas é péssimo. Janelas, portas, dobradiças, tubos, energia elétrica, calçadas, são todos construídos com o menor esforço possível.

30-Árvores, postes, telefones, plantas e lixeiras são colocados no meio das calçadas, tornando-as intransitáveis.

31-Você paga o triplo por produtos que vão quebrar em um ou dois anos, talvez menos.

32-Carros com som alto à noite fazem tremer a minha casa.

33-Brasileiros amam estar bem no seu caminho. Eles não dão espaço para você passar.

34-As pessoas vão apertar e empurrar você sem pedir desculpas. No transporte público você vai tão apertado que é incapaz de mover qualquer coisa, além de sua cabeça.

35-Brasileiros nunca admitem que o país é um lugar ruim para viver. No Brasil se paga muito mais e se trabalha muito mais para atingir um padrão de vida mais simples de se atingir em outros países.

36-O Brasil é um país com preços inflacionados para itens de qualidade ruim. Para se ter uma ideia, São Paulo é a 10ª cidade do mundo mais cara para se viver. Nova York está em 32º.

37-Por favor, parem de dizer que "a comida é a melhor do mundo". No meu país também há arroz e feijão.

38-Infidelidade galopante. E isto não é apenas um estereótipo. Homens na sociedade brasileira são condicionados a acreditar que eles são mais "viris" por saírem com várias mulheres.

39-Zero respeito com os pedestres.

40-Fogos de artifício a todas as horas.

41-As pessoas não entendem o significado de "fazer uma fila". A ideia é empurrar o que quer seja à sua frente.

42-Dizer que São Paulo é a "Nova York da América do Sul". Isso somente se NY fechasse às 22h.

43-Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador) são feias, cheias de concreto, hiper-modernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idênticas na aparência.

44-Tudo é construído para carros e motoristas, mesmo os carros sendo o triplo do preço de qualquer outro país.














sábado, 8 de novembro de 2014

6 costumes brasileiros no trabalho que estrangeiros não entendem (Moda e afins)


1 - Enrolar na hora de falar

Um dos principais empecilhos que muitos brasileiros enfrentam ao conversar profissionalmente com estrangeiros é o modo de falar - e isso não tem nada a ver com o idioma em si. De acordo com a consultora Jussara Nunes, os brasileiros explicam muitas coisas antes de chegar ao ponto central de um diálogo - em outras palavras, enrolam.

Segundo ela, os anglo-saxões em geral não têm muitos floreios no momento de dizer algo, indo direto ao ponto para depois conversar melhor (algo que algumas pessoas podem achar um tanto ríspido). Apesar de ser um detalhe, quando as situações se repetem sequencialmente, algum dos dois tem grandes chances de se irritar com o outro.

2 - Dizer "sim" quando você quer dizer "talvez"

De acordo com os especialistas, os brasileiros não querem magoar os outros ou parecerem rudes, sempre falando de modo devagar ou sem ser 100% franco. Muitos estrangeiros não são assim, sem medo nenhum de dizer "não" quando necessário. O nosso "sim" às vezes quer dizer "talvez", ao passo que o "talvez" pode também ser um "não" - os gringos são mais literais. Diante desse tipo de comportamento, os estrangeiros podem ser sentir confusos e frustrados por não conseguirem interpretar esses comportamentos com exatidão - se é que há alguma.

3 - Brasileiros querem ter amigos no trabalho e não colegas

Segundo pesquisas da EY, o colega de trabalho perfeito para um brasileiro que vive no exterior é alguém inspirador, motivador, amigável e sociável - muito mais do que um simples colega, ele é um amigo. De acordo com Jussara Nunes, o brasileiro tende a focar nos relacionamentos de trabalho, sendo que primeiro ele deve confiar e se dar bem com as pessoas para depois realizar as tarefas e gerar bons resultados.

Aqui no Brasil, é comum as pessoas perguntarem no trabalho sobre assuntos pessoais, mostrarem fotos para os colegas de familiares e filhos, além dos típicos contatos físicos (beijos e abraços que não são comuns em vários países). No exterior, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, é mais comum o seguinte lema: "estamos aqui para fazer negócios e não amigos".

4 - Negócios imediatos

De acordo com Fabiana Gabrieli, da HSM Educação, os brasileiros têm visões de negócios focadas no curto prazo, querem fechar contratos logo e fazem movimentos rápidos. Contudo, em outras culturas, isso não ocorre desse modo. No estilo oriental, por exemplo, as pessoas não fazem negócio com quem não conhecem. Só que por outro lado, nós sabemos que é preciso improvisar no mercado brasileiro - os empresários daqui frequentemente possuem um plano B ou C para as situações mais adversas.

5 - Exceções para quase tudo

Aqui no Brasil nós temos exceções para tudo, sejam situações que não precisam ser seguidas à risca ou normas que não são tão rígidas. Vendo por esse lado, nós podemos ser caracterizados como indisciplinados, querendo dar um "jeitinho" em situações que não podem ser contornadas. As exceções praticamente não existem no mercado internacional, sendo que nós precisamos seguir o manual deles e sem querer utilizar nenhum atalho - ou sairemos bem feios na foto.

6 - Pontualidade para quê?

Infelizmente, no geral os brasileiros não são pontuais. Reuniões começam depois do horário marcado, podem demorar mais do que o previsto ou ainda serem remarcados na última hora. Os atrasos são parte da rotina de muitas empresas do Brasil. Em alguns casos, isso é considerado flexibilidade, porém no geral nos atrasamos mesmo e ponto.

Em determinados países, se atrasar é praticamente um insulto. Isso sem levar em consideração quando equipes de várias nações trabalham juntas e você, o brasileiro, está de algum modo atrasado - seja no horário ou no prazo daquele relatório. Isso pode ser realmente danoso para a carreira de qualquer um e é algo que deve ser adaptado assim que você convive com outras culturas.



















quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

E se... o Brasil ainda fosse uma monarquia? - Nathan Fernandes


O País seria mais agrário e conservador. Mas ainda teria a MPB e Brasília.

Dom Luiz de Orleans e Bragança estrelaria os desfiles de Sete de Setembro, data que teria muito mais pompa, já que não haveria o Quinze de Novembro para rivalizar como dia mais importante da nação. E, sem a Proclamação da República em 1889, o governo Getúlio, a ditadura militar e a redemocratização do País, as seis constituições que tivemos em cem anos não existiriam ou seria diferentes. Nosso rei de hoje, então, seguraria as rédeas do governo com o Poder Moderador, herança da Constituição de 1824 que o coloca acima dos três poderes. "Se um partido fosse contra o que o rei queri, ele colocava a oposição no lugar", diz Eduardo Afonso, professora de história da Unesp.

A capital seria Brasília do mesmo jeito, por se tratar de um plano da monarquia. Em 1823, o patriarca da independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, apresentou o projeto de levar a capital ao Centro-Oeste, distante de ataques de corsários no litoral. E seria nessa região que o governo teria seu maior apoio. Os produtores de soja e outros grãos seriam a base da política imperial, assim como os cafeicultores foram no século 19. "O império nunca formulou uma política econômica, só seguiu o projeto de uma colônia que sobrevive de seu reservatório", explica Estevão Martins, professor de história da UnB. Assim, agricultura, mineração e petróleo seriam ainda mais importantes para a economia do que são hoje.

Nos anos 60, para combater a "ameaça comunista" dos movimentos da época, o imperador d. Pedro Henrique diminuiria o poder do Parlamento. Nessa ditadura, a MPB faria barulho com letras cheias de metáforas contra o império, driblando a censura.

Essa não seria a única ameaça, já que houve um racha na linhagem real em 1908, quando d. Pedro de Alcântara renunciou ao direito dinástico ao se casar com um reles condessa (e não uma princesa), passando a coroa ao irmão Luis Maria. A situação não ficou tensa porque, bem, já não havia um trono a disputar. Mas, se ainda fôssemos um reino, as relações familiares ficariam ruins. Os descendentes de d. Luis Maria, do chamado ramo de Vassouras, teriam de lidar com a oposição dos primos do ramo de Petrópolis. Isso ficaria claro em 2013. Durante as manifestações de junho, d. Luiz (neto de Luis Maria) recomendou a seus seguidores que não fossem às ruas, temendo "envolvimento em atos de anarquismo". Se fosse rei, a declaração o deixaria no alvo dos protestos. E o nome do liberal d. João, do ramo de Petrópolis, ganharia força. Empresário, fotógrafo e surfista, ele defende as monarquias parlamentaristas e representaria um sopro de mudança - pelo menos até que a república fosse declarada.



(texto publicado na revista Super Interessante nº 323 - setembro de 2013)




sábado, 26 de outubro de 2013

Os problemas da meia-entrada - Ana Luiza Tieghi


Já incorporado à cultura brasileira, o benefício ajuda uma série de distorções, mas uma nova lei tenta ajustá-lo

A presidente Dilma Rousseff sancionou no dia 5 de agosto deste ano o Estatuto da Juventude. Mais do que uma lei para proteção dos jovens, o estatuto mexe com um tema polêmico, o benefício da meia-entrada para estudantes. É a primeira lei federal a abordar a questão, que anteriormente só era encontrada nas legislações municipais e estaduais. Somente o benefício para maiores de 60 anos era assegurado por uma lei federal, no Estatuto do Idoso.

Como os critérios para utilização do benefício dependiam exclusivamente das leis municipais e estaduais, havia discrepância entre como ele era adotado em uma cidade e em outra. Isso pode não parecer um grande problema para os usuários, mas representa uma dificuldade enorme para as empresas organizadoras de eventos.

O Estatuto da Juventude, que entra em vigor a partir de fevereiro de 2014, reafirma a existência da meia-entrada, mas estipula uma cota-limite de 40% para a sua comercialização. O texto também garante que o benefício seja dado aos jovens de baixa renda, mesmo que estes não sejam estudantes.


O benefício hoje

O acesso à cultura é importante para a formação dos jovens e deve ser promovido, mas a  forma como isso é realizado atualmente no Brasil pode não ser a melhor escolha. Benefício típico da cultura brasileira e não encontrado em outras partes do mundo, a meia-entrada entra no cálculo de gastos para a realização de shows e exposições, exibição de peças e filmes, entre outros eventos culturais. São diversas leis que garantem o acesso de estudantes e jovens a essas formas de cultura pela metade do preço, mediante apresentação de uma carteira de identificação estudantil. "A política de meias-entradas é umas das formas de subsídio cruzado que podem ser implantadas pelo poder público. Ou seja, uma das formas de se introduzir artificialmente, pela legislação, uma distorção no preço dos produtos, de modo a beneficiar determinados grupos", explica o advogado e professor da Faculdade de Direito Gustavo Justino de Oliveira.

Porém, essas leis não garantem nenhuma forma de contrapartida governamental para as empresas, que devem então criar modos de oferecer o benefício sem sofrer danos nos lucros. "Percebe-se que não há uma preocupação do legislador em definir quem arca com os custos desses subsídios. É de se questionar se se trata de uma forma do Estado se eximir da responsabilidade, fazendo política com o dinheiro dos particulares. Trata-se de uma forma clara de intervencionismo na autonomia", critica o advogado.

A porcentagem de ingressos vendidos pela metade do preço atualmente é altíssima. Bernardo Amaral, produtor de eventos que já realizou shows de artistas e bandas de renome, como Roberto Carlos, Scorpions, Queen e Bob Dylan, estima que a venda de ingressos pela metade do preço varie entre 65% e 90% do total. Essa situação gera um impacto enorme na receita da bilheteria e acaba retornando ao consumidor.


A pesquisa

Carlos Martinelli, formado pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), realizou recentemente seu trabalho de conclusão de curso sobre o tema e chegou a conclusões alarmantes. O que acontece na prática é uma forma de transferência de renda entre quem paga metade e quem paga o ingresso integral, mas de uma maneira desproporcional. São utilizadas duas formas de contornar o problema criado pela meia-entrada. Em ambas as formas, o desconto que o estudante realmente recebe não é a "metade" do valor que seria pago se não existissem vendas de meia-entrada. "O estudante tem que saber disso. Quando ele paga R$ 80,00 em uma meia, provavelmente esse ingresso custaria R$ 100,00. Ele está tendo 20% de desconto efetivo", afirma Martinelli.

Além de um desconto pouco significativo para os estudantes, a atual forma com a qual o benefício se apresenta acaba aumentando demais o valor da entrada integral. Como conta o pesquisador, "o problema é que você não pode simplesmente ir subindo o valor da entrada, porque a cada vez que você sobe o valor em função do desconto, você começa a afastar o público de inteira".

A pesquisa de Martinelli aponta ainda outra saída adotada pelas empresas de entretenimento para viabilizar o benefício: a prática da chamada "meia-entrada para todos". Os produtores dobram o valor do ticket médio, mas criam formas para que praticamente todas as pessoas tenham acesso ao ingresso pela metade. São promoções nas quais doações de alimentos e roupas garantem o preço reduzido, ou qualquer outra ideia que os organizadores tenham para atrair o público e fazer com que ele receba o benefício, mesmo sem ser idoso, jovem ou estudante.

"Outras formas já estão institucionalizadas, por meio de empresas patrocinadoras. Tem uma grande rede de telefonia móvel na qual o cliente que tiver o telefone tem desconto de 50% em uma das maiores redes de cinema de São Paulo", aponta Martinelli. A prática deixa de ser uma questão de justiça social, para facilitar o acesso à cultura por aqueles que não possuem renda suficiente para arcar com seus custos integrais, e passa a ser mais uma estratégia de marketing. "O estudante briga contra qualquer transformação da lei da meia-entrada. Está errado. Ele está recebendo o mesmo benefício que o correntista de um banco ou o cliente da empresa de telefonia, com o agravante de que em geral ele se estende a um acompanhante", afirma o pesquisador.

O orientador da pesquisa e professor da FEA Edgard Cornacchione ressalta: "É um benefício, só que quem tem que colocar a mão no bolso é indiretamente as pessoas que organizam os eventos e diretamente o público. É uma iniciativa do governo que impactou agentes econômicos. Em princípio ela parece uma boa ideia, mas aparentemente há distorções. Hoje se criou uma ilusão, as pessoas estão pagando mais do que pensam".

Por isso é tão importante criar uma discussão sobre a questão. "Se estivesse tudo direitinho, não haveria tanta necessidade de se estimular o debate e estudar esse fenômeno", aponta.


O que muda com o Estatuto

A cota de 40% para comercialização das meias-entradas gerou polêmica em vários setores. Muitos produtores defendem que ela deveria ser mais baixa, restringindo ainda mais a venda dos ingressos pela metade do preço. Já entre os estudantes, a mudança foi vista com desconfiança.

O texto também deixa dúvidas quanto a sua aplicação. Não há certeza sobre o que acontecerá com os ingressos reservados pela cota que eventualmente não forem vendidos. A porcentagem poderá ainda não ser levada à risca e aumentada pelos produtores, caso se perceba que o público que ficou sem o ingresso pela metade não optou por comprar a inteira. Quanto à fiscalização da emissão de carteirinhas e da venda de ingressos, não fica claro quais serão os órgãos responsáveis. "A falta de detalhamento do estatuto no aspecto é eloquente, dando a impressão de que se perpetuará a situação até que ele entre em vigor", afirma o advogado e professor da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto Rubens Beçak. O novo estatuto irá se sobrepor às leis estaduais e municipais que também tratam da questão da meia-entrada, já que se origina de uma esfera federal. "Havendo regulamentação da matéria pela União através de lei (o que ocorre com o estatuto), esta exclui a aplicação das demais legislações no que com ela colidirem", explica Beçak.

O novo estatuto segue a linha das leis estaduais e municipais ao tratar a questão de forma simplificada. A meia-entrada para eventos culturais foi instituída, mas não se criou qualquer forma de separação entre os tipos de eventos, que possuem uma grande variedade. "São leis simples, de duas, três páginas no máximo, que não criam nenhum tratamento diferenciado entre show nacional e internacional, peças de teatro e sessões de cinema. Por que não criar leis mais específicas em função das faixas de preço, das lotações dos lugares, dos dias da semana?", questiona Martinelli. Essa é uma das principais reclamações da indústria cultural brasileira. Viabilizar a vinda de um artista internacional ao Brasil para várias apresentações, por exemplo, exige um planejamento diferente daquele realizado para um show nacional único. Nos cinemas, existem várias sessões ao longo da semana, então a porcentagem do desconto poderia variar conforme a ocupação da sala e o dia da semana. "Não basta ter um desconto linear. A gente pode ser mais criativo", afirma Cornacchione.


O problema das carteirinhas

O método usado para comprovar que um jovem é estudante e está apto a receber o benefício é visto com desconfiança pelas pessoas envolvidas na indústria cultural. A carteira de identificação estudantil é alvo frequente de falsificações, o que facilita o acesso ao desconto por parte das pessoas que não deveriam recebê-lo. Como o valor da entrada tende a subir conforme a venda de meia-entradas aumenta, ter pessoas fraudando o sistema das carteirinhas só contribui para a alta dos preços - integrais e pela metade.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) perdeu em 2001 o monopólio sobre a emissão das carteirinhas. De lá para cá, toda entidade estudantil passou a emitir o documento, o que causou um descontrole. Cursos de idiomas começaram a emitir carteirinhas, foram criadas promoções nas quais o documento era o chamariz para o público e o benefício teve sua proposta distorcida pelo mercado.

O Estatuto da Juventude tenta resolver esse problema ao afirmar em seu parágrafo segundo que "A CIE (Carteira de Identificação Estudantil) será expedida preferencialmente pela Associação Nacional de Pós-Graduandos, pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e por entidades estudantis estaduais e municipais a elas filiadas". A carteira deverá conter ainda um selo de segurança personalizado, com padrão único definido pelas entidades mencionadas no parágrafo segundo e distribuído por elas.

Outra mudança diz respeito às modalidades de ensino que poderão emitir carteirinhas. O estatuto afirma que elas serão disponibilizadas apenas pelos modelos educacionais previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em que no artigo 21 consta que a educação escolar é composta pela educação infantil, ensinos fundamental e médio e educação superior. Excluem-se dessa forma os cursos de línguas e outras modalidades de ensino, restringindo a atual mercantilização do benefício. Desse modo, espera-se que haja uma certeza maior de que a pessoa que utiliza o documento é realmente estudante.


Possíveis soluções

Mas o Estatuto da Juventude ainda está longe de resolver todos os problemas decorrentes da atual política de meia-entrada. "A falha é do próprio sistema. Como não existe contrapartida, o benefício é viabilizado por meio de transferência de renda, você vai subindo o valor da inteira de forma que o sobrepreço subsidie o da meia-entrada. Mas isso é um beco sem saída, porque quanto maior a adesão de ingressos pela metade, menor vai ser o desconto efetivo", aponta Martinelli.

Uma saída é criar legislações mais detalhadas para a questão, levando em conta a idade e a renda do beneficiado, além do tipo de evento, periodicidade, capacidade de lotação, horário e dia da semana, entre outros aspectos que são importantes na hora de precificar um evento. "Se eu dou muita concessão, eu prejudico o próprio planejamento financeiro e torno pouco atraente a expansão da cultura no Brasil. Os produtores não sabem como será a distribuição dos valores, o maior problema é a incerteza", explica o professor da FEA.

A cota delimitada pela lei federal é uma melhoria, mas ainda há muito para ser feito. "O percentual é um avanço. Nós vamos caminhar daqui para frente para ter um acesso mais apropriado de determinadas partes da sociedade", acredita Cornacchione. O produtor Bernardo Amaral compartilha da opinião de que a cota de 40% irá propiciar uma redução no preço dos ingressos: "Os valores irão cair proporcionalmente à queda do ticket médio. Acredito que reduzirão entre 25% e 35%".

"Se você criar uma cota-limite, rever os critérios e dar liberdade para o promotor do show determinar em quais setores ele vai dar a meia-entrada, aí eu acredito que de fato ela comece a ter um desconto efetivo maior. Existem alterações possíveis. O que precisa é dialogar", finaliza Martinelli.



(texto publicado na revista Espaço Aberto nº 154 - outubro 2013)














segunda-feira, 2 de julho de 2012

Rio de Janeiro - Patrimônio da Humanidade

Neste domingo 01/07/2012, o Rio ganhou mais um reconhecimento mundial:  agora sua paisagem urbana é patrimonio da humanidade.

Vista panorâmica das belezas naturais da cidade maravilhosa


A notícia da escolha do Rio de Janeiro como Patrimônio da Humanidade





domingo, 22 de abril de 2012

Por que comemos arroz com feijão ? - Lidiane Aires

Prato é uma mistura das culturas indígena, asiática e europeia


O arroz com feijão é tipicamente brasileiro - só Cuba tem um prato semelhante, chamado moros y cristianos, que consiste em feijão preto e arroz cozidos juntos. Mas o hábito de combinar os dois grãos separadamente não é tão antigo quanto parece. Especula-se que o prato tenha se popularizado no final do século 19, quando o arroz ganhou espaço na alimentação brasileira, substituindo as farinhas de milho e de mandioca. "No Norte e Nordeste, a farinha ainda é uma base alimentar muito forte e compete com o arroz", diz Ricardo Maranhão, coordenador do Centro de Pesquisas em Gastronomia Brasileira da Universidade Anhembi Morumbi.

De fácil produção e preparo, o feijão já era consumido no Brasil pelos índios com pouco caldo e geralmente misturado a farinha, pimenta e carne. Já o arroz que conhecemos, do tipo Oryza-sativa, é originário da Ásia e foi trazido pelos portugueses. Antes disso, existia outro tipo, chamado milho-d'água, mas que era praticamente ignorado pelos brasileiros. Como até o século 18 não era permitido beneficiar o arroz oriental (processo que envolve lavagem e descascamento), ele era "papado". Só em 1766 foi estabelecida uma beneficiadora no Rio de Janeiro, com a permissão do governo português, o que fez com que o arroz ficasse mais soltinho", afirma Ricardo Antonio Barbosa, professor de História da Gastronomia do Senac-SP.

E quem teve a idéia de misturar os dois ? Ninguém sabe. Uma das hipóteses levantadas pelo pesquisador brasileiro Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), em seu livro História da Alimentação no Brasil, é a de que o arroz com feijão começou a ser consumido em 1808 com a chegada de dom João 6º, que introduziu o arroz no rancho dos soldados. De qualquer forma, a mistura é fonte de nutrientes e evita até cáries. Ou seja, um sucesso de nutrição e de sabor.


(texto publicado na revista Aventuras na História)




terça-feira, 17 de abril de 2012

Palavra (En)cantada - filme de Helena Solberg (documentário)



Palavra (En)Cantada é um documentário de longa-metragem (86min), dirigido por Helena Solberg, que percorre uma viagem na história do cancioneiro brasileiro com um olhar especial para a relação entre poesia e música. Dos poetas provençais ao rap, do carnaval de rua aos poetas do morro, da bossa nova ao tropicalismo, Palavra (En)cantada passeia pela música brasileira até os dias de hoje, costurando depoimentos de grandes nomes da nossa cultura, performances musicais e surpreendente pesquisa de imagens.

O filme conta com a participação de Adriana Calcanhotto, Antônio Cícero, Arnaldo Antunes, BNegão, Chico Buarque, Ferréz, Jorge Mautner, José Celso Martinez Correa, José Miguel Wisnik, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Lenine, Luiz Tatit, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Paulo César Pinheiro, Tom Zé e Zélia Duncan. Imagens de arquivo resgatam momentos sublimes de Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Tom Jobim.

A maioria das entrevistas foi realizada na casa dos entrevistados, em atmosfera intimista, com o registro de declamações e canções especialmente para o documentário. Poemas de Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Hilda Hilst e pérolas de nossos grandes compositores conduzem o roteiro do Palavra (En)Cantada. Entre as músicas do filme estão Choro Bandido (Chico Buarque/Edu Lobo), Alegria, Alegria (Caetano Veloso), Alvorada (Cartola), História do Brasil (Lamartine Babo), Inclassificáveis (Arnaldo Antunes), Fábrica do Poema (Adriana Calcanhotto/Waly Salomão), 2001(Tom Zé/Rita Lee) e O Mar (Dorival Caymmi).