1) A interação com bichos estimula os bebês: eles aprimoram a percepção dos cinco sentidos e a coordenação motora. Assim, podem se desenvolver mais rápido, aproveitando os estímulos para aprender a engatinhar e a caminhar, segundo os passos do animal.
2) O compromisso de levar o pet para passear inclui atividade física na sua rotina. Num estudo feito nos Estados Unidos, cães foram emprestados a sedentários durante 11 meses. No fim do período, as caminhadas resultaram numa perda média de 6 quilos por participante.
3) Segundo outro estudo estadunidense, ter nosso bichinho por perto em momentos de estresse pode evitar picos de pressão arterial. Além disso, a companhia dos animais de estimação está relacionada a níveis mais saudáveis de colesterol e triglicérides no sangue.
4) O convívio com animais de estimação na infância fortalece a imunidade. A conclusão é a de um estudo finlandês, que chancela a sabedoria popular: as crianças precisam ser moderadamente expostas a micro-organismos para amadurecer o sistema imunológico.
5) Para quem espirra só de ver um gato, pode parecer mentira, mas, segundo a Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, conviver com bichinhos durante a infância diminui em cerca de 33% o risco de desenvolver alergias.
6) Uma pesquisa feita nos Estados Unidos durante 20 anos concluiu que donos de gato correm 40% menos risco de sofrer ataque cardíaco. Outro estudo, do mesmo país, indica que qualquer espécie de animal de estimação ajuda a tornar nosso coração mais resistente.
7) Outra pesquisa estadunidense descobriu que acariciar um cachorro pode diminuir em até 28% a necessidade de analgésicos por pacientes internados após cirurgias nas articulações. Trata-se da Terapia Assistida por Animais, internacionalmente reconhecida.
8) Os bichos também contribuem para a nossa saúde psíquica. Pesquisas indicam que, na companhia de um animal, pacientes com transtornos mentais, como Alzheimer, realizam com maior facilidade atividades fundamentais, como se alimentar e conversar.
9) Um estudo da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, mostrou que os níveis dos hormônios do bem-estar, como a serotonina, aumentam quando estamos acompanhados de nossos animaizinhos, afastando distúrbios como a depressão.
10) Para os tímidos, os bichos são aliados na socialização. No caso do cachorro, o empurrãozinho é mais direto. Já que a interação é constante nos passeios. Mas qualquer espécie rende histórias que servem como pretexto para um começo de conversa.
11) Cuidar de animais de estimação é uma tarefa que ajuda as crianças a desenvolver o senso de responsabilidade. E não é só isso: o convívio com os pets estimula outras habilidades sociais fundamentais, como a empatia e a compreensão das diferenças.
12) Segundo um estudo da rede britânica Pets at Home, bichinhos, de fato, deixam as crianças mais felizes. E uma pesquisa publicada na revista estadunidense Psychology Today estende esse benefício: em qualquer idade, bichos trazem autoestima e felicidade.
13) Mesmo quando se vão, os bichinhos dão lições importantes às crianças. A dolorida experiência do luto ajuda a amadurecer, mostrando que algumas situações tristes são inevitáveis, fogem ao nosso controle, mas precisam ser superadas.
(texto publicado na revista Sorria para ser feliz nº 49 - mai/jun de 2016)
Doenças do coração, diabetes e câncer de próstata estão entre as principais causas de mortes de pessoas do sexo masculino. Mas você sabia que existem alimentos que ajudam a combatê-las?
Os homens vivem em média sete anos a menos que as mulheres, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e as razões para isso são as seguintes: maior exposição aos riscos, falta de atenção com a saúde, alimentação rica em gorduras, sedentarismo, tabagismo e obesidade abdominal (barriga).
Na lista das doenças que mais os acometem estão as cardiovasculares (infarto e acidente vascular cerebral), as oncológicas (cânceres de próstata e bexiga), e pulmonares (bronquite e enfisema), além de diabetes. "As pessoas do sexo masculino são mais difíceis de se cuidarem, por isso, procuram menos os médicos e, quando o fazem, quase sempre é por influência de parentes e amigos", comenta a nutróloga do Hapvida Saúde, Natasha Nascimento Vilanova.
Para a especialista, as chaves para passar longe desses problemas são prevenção e qualidade de vida. O que ela recomenda, então, é parar de fumar, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, praticar exercícios físicos regularmente - sempre com acompanhamento profissional - e manter o hábito de uma avaliação rotineira de consultas médicas.
"Também é fundamental ter uma dieta saudável. Para isso, deve-se evitar alimentos processados, industrializados, frituras e gorduras, bem como sal e açúcar em excesso, e optar pelos alimentos in natura como frutas, verduras e legumes", indica Natasha. E tem muito ingrediente que pode ajudar a melhorar a saúde dos homens.
Um dos principais é o tomate. Só para se ter uma ideia do seu poder, um estudo realizado pelas universidades de Cambridge, Oxford e Bristol, no Reino Unido, constatou que quem consome mais de dez porções do fruto por semana pode reduzir em 20% os riscos de câncer de próstata.
De acordo com os pesquisadores britânicos, seus benefícios em termos de propriedades anticancerígenas provavelmente vêm do licopeno, um antioxidante que pode proteger o organismo contra danos nas células e no DNA.
Mais alimentos
Outros alimentos essenciais para as pessoas do sexo masculino são as frutas vermelhas como morango, amora, framboesa e mirtilo. Ricas em antioxidantes, elas contam com fitoquímicos, incluindo antocianinas, catequinas, ácido elágico, flavonoides, ácido gálico, quercetina, rutina e vitamina C, que ajudam a prevenir alguns tipos de câncer, infecções urinárias, doenças cardíacas e perda de memória.
A nutricionista do Divino Fogão, Viviane Gomes, sugere ainda o consumo regular de cereais e arroz integrais, aveia e amêndoa. "Os primeiros diminuem as taxas de colesterol e a pressão sanguínea, promovem saciedade, melhoram o funcionamento do intestino e ajudam no emagrecimento. Já o último diminui o colesterol e o açúcar no sangue, reforça os níveis de testosterona e o crescimento muscular", explica.
Na lista de produtos que não podem faltar no prato e no copo dos homens também estão suco de uva (tem antioxidantes que varrem os radicais livres e relaxam os vasos, controlando a pressão arterial), feijão, lentilha e grão de bico (são ricos em fibras e auxiliam na regularização intestinal), azeite de oliva (é aliado no equilíbrio do colesterol), vegetais verde escuro como espinafre e couve (ricos em vitaminas, minerais e fibras, ajudam na prevenção de doenças cardíacas, diabetes e alguns tipos de câncer) e peixes, especialmente o salmão e o atum (contém proteínas e ômega 3, gorduras essenciais para o organismo).
(texto publicado na revista Divino Fogão nº 21 - ano 05 - nov/jan 2017)
Se você não abre mão dos prazeres da boa mesa, mas teme por suas artérias, não se preocupe mais. Adote o regime do Mediterrâneo, onde óleo de oliva e gastronomia rimam com saúde e longevidade
Há algum tempo os pesquisadores se perguntavam por que as taxas de doenças cardíacas na Grécia ou na região rural de Creta eram 90% mais baixas que nos Estados Unidos e no mundo ocidental. Eles descobriram que essa invulgar robustez cardíaca era devida aos hábitos alimentares tradicionais daquelas populações, onde a dieta é constituída de cereais, legumes frescos, verduras, frutas, peixes e azeite de oliva, o óleo verdadeiramente aliado do coração, já que aumenta os níveis sanguíneos do bom colesterol (HDL) e é o grande amigo da longevidade. Afinal, como lembra Robert Kowalski, autor de Cholesterol & Children, o óleo consumido nas regiões bíblicas sempre foi basicamente o azeite de oliva. E se o patriarca Matusalém viveu mais de 900 anos, é certamente porque seu coração foi bem azeitado durante toda a vida.
O papel das gorduras
Para compreendermos por que o azeite de oliveira é o melhor escudo contra as doenças cardíacas, devemos entender o papel que a gordura (lipídio) desempenha no organismo.
Esse elemento de alimentação é um formidável combustível da máquina do corpo humano. Um grama de lipídio fornece cerca de 9 calorias contra as 4 calorias dos glicídeos (carboidratos) e as 4 das proteínas. A primeira função da gordura é, portanto, fornecer energia. Mas não a única.
Mais importante ainda é o fato de todas as gorduras (azeite, manteiga, óleos...) se constituírem em veículos de transporte das vitaminas A, D, E e K, que o corpo só pode absorver se estocadas em gordura. E a importância dessas vitaminas lipossolúveis é muito grande: servem ao crescimento dos ossos e dentes, à coagulação sanguínea, formação de mucosas, além de possuírem ação antioxidante que previne o envelhecimento.
Só que as semelhanças entre as fontes de gordura terminam aqui. Sob o ponto de vista de qualidade e saúde nutricional, as gorduras não são todas iguais: umas são melhores que as outras porque se comportam diferentemente no interior de nosso corpo.
As gorduras saturadas (de origem animal) podem ser comparadas a um combustível poluidor. Ao serem processadas pelo organismo, produzem elementos nocivos que, em excesso, podem constituir fator de risco para as doenças cardiovasculares. O colesterol é o mais conhecido, embora não o único. Com efeito, muitas das gorduras saturadas são acompanhadas de outros ácidos dos quais ainda se sabe pouco, mas que se comportam como os saturados aumentando a taxa de colesterol LDL (o mau colesterol) e de triglicerídeos no sangue.
Ao contrário, as gorduras insaturadas (mono ou poli-insaturadas) provenientes dos peixes e dos vegetais (excetuando-se o óleo de coco, com ácidos graxos saturados) conseguem entrar nas lipoproteínas e afastar o colesterol, encaminhando-o para o fígado. Entre estas, as gorduras polinsaturadas desenvolvem uma ação preventiva contra o colesterol. Infelizmente, não se pode viver exclusivamente dos polinsaturados. O excesso dessas gorduras, na verdade, parece danificar a célula através de um processo de oxidação por radicais livres. De médico ela vira monstro, agindo como se fosse uma gordura saturada. E é justamente aí que os deuses do Olimpo colocaram o saboroso azeite de oliva no empadão da saúde e da vitalidade cardíacas.
Da mesa ao laboratório
O Dr. Scott Grundy, da Universidade do Texas, em cooperação com o Dr. Fred Mattson, da Universidade da Califórnia, em San Diego, realizou um profundo estudo para confirmar os efeitos benéficos do azeite de oliva. Nos testes, 20 pacientes consumiram dietas líquidas nas quais o principal ácido graxo era o saturado, monoinsaturado (o tipo predominantemente encontrado no azeite de oliva) ou polinsaturado. Essas gorduras totalizavam 40% de suas calorias totais para cada dia, numa dieta consumida durante quatro semanas.
Os pesquisadores descobriram que as gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas tinham quase a mesma eficácia na redução dos níveis de colesterol total do sangue, confirmando as virtudes do azeite de oliva. Afinal de contas, ele tem sido o óleo de cozinha de uma infinidade de culturas ao redor do mundo por milhares de anos, com comprovada segurança, além de ter muito maior durabilidade comercial em comparação com outros óleos vegetais usados em culinária.
Ainda segundo os especialistas, é interessante - e muito importante - saber que a adoção do azeite de oliva na dieta não apenas reduz a absorção total de gorduras, o que já seria um grande benefício para o organismo. Num segundo estudo, o Dr. Grundy comparou três dietas: uma com 40% de calorias totais de gorduras saturadas, a segunda com 40% de calorias totais de gorduras monoinsaturadas e a última com 20% de calorias totais de gorduras das três espécies. A dieta com gorduras monoinsaturadas foi tão eficaz na redução dos níveis de colesterol total quanto a que reduziu a gordura total a 20%. E, também o nível de colestesrol HDL não foi reduzido, como aconteceu com a dieta de baixos níveis de gordura.
As virtudes do azeite O azeite de oliva contém 70% de ácido oleico (monoinsaturado) e 10% de ácido linoleico (polinsaturado), uma dobradinha do coração. E essas não são as suas únicas virtudes. O azeite também é rico em componentes de poder antioxidante e anti-radicais livres: alfatocoferol, esteróis e substâncias antagonistas do colesterol que exercem uma forte ação protetora no organismo. Além de ser saudável, o azeite de oliva tem perfume e cor que combinam de modo perfeito com qualquer outro alimento. É natural, conserva todas as suas propriedades benéficas, quer seja do tipo virgem ou extra virgem (extraídos a frio) ou industrializado (que obedece a severas normas de controle), tem qualidade e nem por isso é caro. O azeite de oliva tem, igualmente, efeito favorável no funcionamento gástrico e intestinal, principalmente como estimulante da secreção biliar, e atua positivamente no crescimento e na mineralização óssea, vantagem partilhada com os outros óleos polinsaturados ricos em ácidos graxos. As pessoas que combinam ácidos graxos monoinsaturados - tal como os encontrados no azeite de oliva - com 1.200 miligramas diárias de vitamina E, revela a American Heart Association, parecem ficar mais protegidas contra os densos e oxidantes LDLs, tipo de colesterol mais implicado na formação das placas de ateroma responsáveis pelos bloqueios arteriais e graves acidentes cardíacos. Embora esse estudo não seja conclusivo, os cientistas se mostram excitados pelas implicações de tal evidência na saúde cardiológica. Mas para obter todos os benefícios do azeite de oliva, não esqueça que uma dieta baseada exclusivamente na gordura monoinsaturada é prejudicial. O ideal é consumir tanto as mono quanto as polinsaturadas. O organismo pede uma pequena quantidade de gordura polinsaturada, fonte de produção da prostaglandinas, substâncias vitais para vários órgãos e funções, e que também é obtida com o consumo de grãos. Quanto mais aprendemos a respeito de gorduras e azeite, e de seu impacto no organismo, fica claro que a redução drástica da ingestão de gordura ou a adoção de um só tipo não constitui, necessariamente, o melhor caminho a seguir. Especialmente no que diz respeito à alimentação infantil, já que o bom balanceamento das gorduras assegura crescimento e desenvolvimento normais. Uma redução excessiva pode ser nociva. Por que não se converter ao óleo de Matusalém? Você estará oferecendo mais proteção ao coração dos adultos e permitindo que seus filhos tenham a chance de se converter nos Matusaléns de amanhã. Azeite, modo de usar Para obter o máximo em sabor, escolha os azeites extra virgem ou virgem, ou os industrializados de marca renomada que conservam o sabor intacto. Atenção: a cor pode ter ou não significado em termos de sabor. Um azeite verde-escuro pode tanto pode ser forte como relativamente suave. A única maneira de se certificar disso é experimentar as diferentes marcas existentes no mercado. Guarde o azeite num lugar fresco e escuro, já que o calor e a luz podem destruir suas qualidades. Evite também o contato prolongado com o ar. A refrigeração altera, para algumas pessoas, o sabor. Mas se as condições ambientais exigirem tal medida, não se assuste se o azeite gelado se tornar espesso e acinzentado. Basta trazê-lo de volta à temperatura ambiente para o óleo ganhar suas características originais. Não desperdice o azeite virgem cozinhando com ele, pois o calor altera seu precioso sabor. Use azeite de oliva como condimento em saladas, verduras, legumes, galinha, peixe grelhado, etc. Ele se combina admiravelmente bem com temperos, proporcionando aromas e sabores inusitados às mais simples preparações. À mesa, use azeite de oliva no pão, em vez de manteiga. Você estará substituindo uma gordura saturada por outra monoinsaturada, saudável para o coração. E ainda por cima ganha em sabor. A dose cotidiana ideal: de duas a quatro colheres de sopa. Se estiver seguindo um regime emagrecedor, não abuse. Todos os óleos são muito calóricos (900 calorias por 100 gramas). Oliveira x doenças Contentando-se com solos pobres e rochosos, a Olea europea não produz apenas as azeitonas, de onde se extrai o azeite tão saboroso ao paladar e tão útil à manutenção do bem-estar e equilíbrio orgânicos. Na verdade, ela é uma farmácia de onde se pode obter remédio para diversas afecções que atingem o corpo humano. Infusões Usar as folhas de brotos jovens de oliveira, na proporção de uma colher de sopa de folhas para cada xícara de água fervendo. Tomar três xícaras por dia. Você estará combatendo a hipertensão, a arteriosclerose e a insuficiência urinária. Azeite virgem O azeite virgem obtido de primeira pressão a frio, e de azeitonas colhidas quando bem maduras (esse aspecto é importante), pode ser tomado em jejum: uma colher de sopa, à qual se adiciona um pouco de suco de limão. Trata-se de um produto que melhora a digestão, favorece a secreção biliar pelo fígado e a evacuação da bile da vesícula biliar. Portanto, é uma arma ideal e natural contra a colecistite, a litíase biliar e a insuficiência biliar, principalmente acompanhada de prisão de ventre. Dieta do Mediterrâneo Prevenindo e reduzindo o risco de infarto Os primeiros estudos epidemiológicos demonstraram que o cardápio mediterrâneo constituído de frutas, legumes, peixes, alho e azeite de oliva era bom para o coração. Em busca de confirmação do fato, dois pesquisadores franceses, os Drs. Renaud e de Lorgeril, acabaram por provar que essa dieta do Mediterrâneo também pode prevenir, de modo eficaz, a recidiva do infarto. Para tanto, constituíram um grupo de estudo formado por 600 pacientes de menos de 70 anos internados por causa de infarto em diversos hospitais de Lyon. Os voluntários foram divididos em dois grupos. Os do primeiro receberam a alimentação comum dada a pacientes cardíacos segundo regimes hospitalares, enquanto que os do segundo foram submetidos ao regime mediterrâneo, de Creta, cujos habitantes comem cereais (sob a forma de pão), legumes secos e verdes, frutas frescas, peixe e pouca carne, além de muito azeite de oliva. A manteiga foi excluída do regime. A pesquisa revelou que no grupo se submeteu ao regime cretense, houve três mortes e cinco recidivas não mortais de infarto. No grupo que seguiu o regime comum houve 16 óbitos e 17 recidivas. Portanto, a alimentação do tipo mediterrâneo reduziu a mortalidade cardíaca em cerca de 70%. Concluíram os pesquisadores que: - o regime mediterrâneo, dada sua riqueza em frutas (laranjas, limões) e legumes frescos ricos em vitamina C, antioxidante, se opõe à oxidação das lipoproteínas LDL, formadoras do mau colesterol. E este mau colesterol está na origem da formação das placas de ateroma que bloqueiam as artérias e ocasionam o infarto. - Além disso, a dieta poderia agir de modo favorável, beneficiando diretamente o coração. - Rico em peixes, o regime contribui com ácidos graxos do tipo N3, que fluidificam o sangue, limitando o risco do infarto. - O regime não tem nenhuma contra-indicação, e, se seguido corretamente, pode minimizar o uso de medicamentos. Os 10 mandamentos do Regime Mediterrâneo 1) Fazer três a quatro refeições por dia. 2) Limitar a carne vermelha a cinco ou seis refeições na semana. Preferir aves a carne bovina. 3) Todos os dias, comer um legume verde, cozido ou cru. 4) Comer duas frutas por dia. 5) Comer peixe fresco três vezes por semana. 6) Comer cereais diariamente: pão, flocos de milho, aveia e farelos... 7) Limitar o consumo de manteiga a 10 gramas por dia. 8) Variar o uso dos óleos: oliva, girassol, colza, etc. 9) Comer alho e cebola. 10) Beber dois copos de vinho por refeição e muita água entre as refeições.
(texto publicado na revista Saúde para Todos nº 1 - ano 1 - maio de 1995)
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com representantes da indústria alimentícia, recentemente assinou um acordo que prevê a redução gradual de sódio em 16 categorias de produtos industrializados. Inicialmente, a medida está sendo aplicada em sete categorias de alimentos (pãozinho francês, batatinhas fritas e em palha, salgadinhos de milho, bolos prontos, mistura para bolos, biscoitos e maioneses). Essa redução do consumo de sódio no Brasil é uma das estratégias do Governo Federal para o enfrentamento das doenças crônico-degenerativas, como hipertensão arterial e as doenças cardiovasculares. Ela também reforça a parceria entre governo e indústria para respeitar a recomendação de consumo máximo de sal recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS): menos de 5 gramas de sal diário por pessoa. Esse limite precisará ser alcançado até o ano de 2020 pela indústria alimentícia.
O acordo entre o Ministério da Saúde e a indústria alimentícia prevê o acompanhamento da utilização de sal e de outros alimentos com sódio pela indústria, de forma a assegurar o monitoramento da redução de sódio no processamento dos alimentos. Dessa forma, caberá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a responsabilidade no monitoramento do cumprimento do acordo no que tange ao acompanhamento das informações de rotulagem nutricional dos produtos, quanto às análises laboratoriais de produtos coletados no mercado e à utilização de ingredientes à base de sódio pelas indústrias.
A melhoria da qualidade nutricional dos alimentos alocados para consumo no País sempre deve ser objeto de preocupação dos setores governamentais. O incentivo à melhoria do perfil nutricional dos alimentos processados, a partir da redução dos teores de gorduras saturadas e trans, açúcar e sódio, consiste numa das medidas de atuação do Ministério da Saúde para prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis, inserida no contexto da promoção de práticas alimentares e estilos de vida saudáveis.
Efeitos do sódio - O consumo excessivo de sódio pela população brasileira é questão prioritária de saúde pública, pois entre nós há o mau hábito de carregar na dose. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo individual de sal, apenas nos domicílios brasileiros, é de 9,6 gramas diários. Fora dos domicílios (bares, restaurantes etc.), o quadro é ainda mais preocupante: o consumo total foi estimado em aproximadamente 12 gramas diários, o que representa mais que o dobro da recomendação da OMS.
Nunca é demais lembrar: esse sódio consumido em excesso traz efeitos maléficos à saúde. O sódio é um mineral já existente na maioria de nossos alimentos (frutas, legumes etc.) e não altera o sabor destes. Na indústria de alimentos, ele é utilizado para conferir maior durabilidade aos produtos e, ainda, aumentar o prazo de validade dos mesmos. Quando o sódio se encontra na forma de cloreto de sódio, conhecido popularmente como sal de cozinha, ele é utilizado para o preparo de alimentos e, como todos sabem, confere a eles o característico sabor salgado. Mas convém não exagerar nesse tempero para não estragar o sabor natural do alimento e, principalmente, a saúde.
(texto publicado na revista Família Cristã nº 922 - ano 78 - outubro de 2012)
Pesquisas de ponta mostram que ela mexe pra valer com o funcionamento e a anatomia do cérebro e ajuda a prevenir conturbações do corpo e da mente. E não é nenhuma complicação incorporá-la ao seu dia a dia
Com o avançar dos anos, a espessura da camada mais superficial da massa cinzenta, o córtex pré-frontal, tende a afinar. E isso não ocorre apenas nessa área, que comanda o nosso raciocínio. Essa espécie de atrofia também consome a insula e o hipocampo, estruturas que regem as emoções e a memória. Eis por que tanta gente fica mais esquecida e teimosa à medida que envelhece. Mas há uma fórmula ancestral capaz de atenuar esse processo. Fórmula testada e aprovada por exames de neuroimagem em um estudo com pessoas de meia-idade assinado pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Os voluntários que a seguiam regularmente apresentavam uma capacidade cognitiva típica de jovens de 25 anos. O que eles faziam de diferente? Se sentavam em um lugar tranquilo, elevavam a mente e respiravam de forma cadenciada. Isto é, meditavam.
O experimento constatou que os praticantes de mindfulness, um dos tipos populares de meditação, conservavam mais neurônios trabalhando em recantos cerebrais como o hipocampo. "Hoje sabemos que essa região se encontra menor na presença de transtornos neurológicos e psiquiátricos", conta a neurocientista de Harvard Gaëlle Desbordes. "Quando feita com regularidade, a meditação pode inclusive retardar o comprometimento cognitivo e o Alzheimer", afirma o neurocirurgião Fernando Campos Gomes Pinto, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Não é por menos que nas últimas décadas grandes centros de pesquisa têm levado os monges - experts na teoria e na prática, por assim dizer - para dentro dos laboratórios. Por meio de eletrodos conectados ao crânio dos religiosos, os estudiosos apuram como a meditação influencia o funcionamento do cérebro. Em um desses estudos, o neurocientista Andrew Newberg, da Universidade Thomas Jefferson, em solo americano, desvendou que as áreas envolvidas com o raciocínio, o planejamento lógico e o senso espacial praticamente "apagam" durante as sessões, como se os monges estivessem fora de si. Enquanto isso, áreas ligadas a emoções, como compaixão e empatia, ficavam em frequência máxima. "São mudanças que reduzem a ansiedade e proporcionam bem-estar", sentencia Newberg. Claro que nada vem da noite para o dia. O tempo, bem como o tipo de meditação, define onde e como o "ohmmm" impacta a massa cinzenta. O mais surpreendente é que as transformações positivas na ordem cerebral não desaparecem após o fim das sessões nem estão restritas aos aspirantes a Buda. Uma pesquisa do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, constatou que praticantes com pelo menos três anos de experiência se saem realmente melhor em tarefas que exigem foco. "Os meditadores recrutam menos áreas cerebrais para realizar a mesma tarefa em comparação com quem não medita", conta a psicobióloga Elisa Kozasa, pesquisadora da instituição. A prova vem de exames de ressonância magnética funcional, que mostram que as áreas corticais da massa cinzenta - ligadas à atenção e ao raciocínio rápido - estão mais operantes nessa turma. Tal mudança de padrão é parecida com a que acontece na cabeça de quem aprende a tocar um instrumento musical. Mas quanto tempo de meditação seria necessário para sentir na cuca esses efeitos? "Essa é uma questão ainda em aberto, mas trabalhos recentes sugerem que oito semanas são suficientes para modificar o cérebro", diz Gaëlle. As alterações inclusive já se refletiriam nas atitudes do dia a dia. Em outra experiência inédita, a pesquisadora de Harvard monitorou a rotina de voluntários que fizeram dois meses de meditação sem que eles soubessem que estavam sendo observados. Dentro do ônibus, aqueles que haviam participado do programa se mostraram mais predispostos a ceder lugar a pessoas de muletas. É uma evidência de que a prática injeta compaixão e altruísmo, algo que estimula o próprio ânimo para viver e se cuidar. Por falar nisso, a nova fronteira dos estudos em meditação já dá pistas de que seu impacto no organismo é até mais profundo. A técnica pode mexer com a expressão dos nossos genes. Um consórcio de cientistas americanos, franceses e espanhóis esmiuçou em laboratório os efeitos de um dia intenso de mindfulness versus uma técnica de relaxamento simples. Depois de oito horas, os que meditaram pra valer apresentaram uma redução na expressão de genes pró-inflamatórios, trechos do DNA que exacerbam nossa resposta ao estresse e que ordenam a produção de moléculas envolvidas com diversas doenças crônicas. Na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, uma equipe notou que os meditadores experientes possuem maiores índices de telomerase, uma enzima associada à capacidade de as nossas células reagirem ao processo de envelhecimento e considerada uma das chaves bioquímicas da longevidade. Pois é, meditar parece acrescentar as velinhas no bolo. Da mente para o corpo A meditação entrou para o campo científico ainda nos anos 1970 graças a dois pesos pesados da academia, Jon Kabat-Zinn, da Universidade de Massachusetts, e Herbert Benson, de Harvard. Ambos estavam intrigados com o papel do estresse no surgimento de enfermidades. Até que Benson topou estudar se a prática ancestral (reconhecidamente antiestresse) exercia algum impacto sobre a pressão arterial. Confirmado o efeito, foi dado o pontapé inicial. De lá para cá, a medicina ocidental referendou os exercícios contemplativos como coadjuvantes no controle da pressão alta, da dor crônica e de desordens mentais. No caso da hipertensão, o ato de sentar-se em posição confortável, fechar os olhos e concentrar-se na respiração baixou significativamente a pressão sistólica em idosos hipertensos, segundo um trabalho da psicóloga Marcia Marchiori, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). E, para coroar, uma revisão recém-apresentada no congresso da Associação Americana do Coração concluiu que já há dados sólidos a favor da meditação (especialmente a transcendental) no que diz respeito à proteção contra infartos. Quando se fala que a meditação propicia mais equilíbrio, isso tem fundamento e repercussão no aspecto molecular. Uma pesquisa feita pelo Einstein, a Unifesp e o Instituto Appana Mind revelou que 75 minutos de ioga e meditação da compaixão três vezes por semana ao longo de dois meses derrubaram pela metade os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, em cuidadores de pessoas com Alzheimer, indivíduos que vivem sob alta tensão. Essa queda se traduz em melhoras na ansiedade, no padrão do sono, no ritmo cardíaco e até na imunidade. "A prática exerce uma ação reguladora. Hormônios em excesso tendem a voltar ao normal e os que estão em falta tendem a subir", resume o ginecologista Roberto Cardoso, autor de Medicina e Meditação (MG Editores). De acordo com o psicobiólogo Ricardo Monezi, da Unifesp, o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina, o trio que comanda a resposta a situações estressantes, não apresenta picos expressivos em adeptos de mindfulness e afins. Eis porque as sessões contrapõem a ameaça cardiovascular e minimizam encrencas psicossomáticas, como problemas de pele e intestino. Veja bem: não pense que você vai colher tanta vantagem sentando em posição de flor-de-lótus uma vez por mês ou ignorando o treino de respiração que é base de quase toda meditação. Frequência e dedicação fazem a diferença. Para os iniciantes, o conselho é buscar um instrutor e traçar uma evolução gradual. "A meditação é um constante aprendizado", define Marcia Plessmann, professora da associação Palas Athena, na capital paulista. "Mas o princípio é simples: consiste em sentar-se em silêncio, focar na respiração e deixar os pensamentos repousarem no espaço aberto da consciência", ensina. É um convite à autorreflexão que, aos olhos da ciência, previne e alivia as mazelas do corpo e da alma. O conceito e as versões Meditação é uma técnica de concentração mental de origem milenar que visa aumentar o autoconhecimento. Está presente em diversas religiões, sobretudo no budismo. Mais recentemente, tornou-se também uma prática secular Mindfulness Está baseada em um estado de consciência no presente. O indivíduo assume uma postura de passividade e aceitação do que vem à mente. Em vez de suprimir pensamentos, ele os deixa ir e vir, mas sem que isso gere estresse. Concentrativa O praticante se foca na respiração, numa palavra ("paz", "calma"...), num mantra ou num objeto fixo. Sempre que houver distração, deve ignorá-la e retornar ao ponto escolhido. Da compaixão A ideia é mentalizar alguém e direcionar a ele sentimentos positivos, exercendo o altruísmo. Pode-se repetir frases como "Que você fique bem" (desde que seja sincero, claro). Trascendental Vem da tradição hindu e consiste em ficar sentado, de olhos fechado, repetindo um mantra personalizado, por meio do qual se atinge um estado alterado de consciência. Em busca do cérebro de monge Como a meditação altera a massa cinzenta e a defende de doenças, segundo os estudos de neuroimagem Lobo parietal Ao meditar, há uma redução de atividade nessa área, que governa as percepções sensoriais. É por isso que algumas pessoas sentem que estão fora do corpo nesse período. Lobo frontal Associada à capacidade de se concentrar, essa região tende a minguar com a idade. Mas, ao exercitá-la, a meditação atenua esse processo. Resultado: mais foco e por mais tempo. Sistema límbico Meditar também está por trás de uma complexa regulagem nessa área, que controla as emoções. O indivíduo se torna mais sensível às necessidades dos outros e calmo frente a adversidades. Hipocampo Sessões frequentes aumentam o volume dessa estrutura, o que beneficia a memória e o raciocínio. A atrofia do hipocampo está associada a males como depressão e Alzheimer. Efeitos comprovados pelo corpo O que já se descobriu sobre as propriedades terapêuticas da meditação Pressão alta Ao trabalhar a respiração e o bem-estar mental, a meditação evita picos de adrenalina e cortisol, ajudando a baixar a pressão em pessoas já hipertensas. Mas ainda não se confirmou o mesmo efeito em pessoas sem a doença. Dor crônica Meditar tira a tensão da musculatura e auxilia a minimizar o foco na sensação dolorosa. Praticantes de mindfulness passam a suportar mais o incômodo e a enxergá-lo com certo distanciamento. Imunidade O controle do estresse psicológico e fisiológico resulta em células de defesa mais espertas. E uma pesquisa americana constatou que a prática melhora inclusive a resposta à vacina da gripe. O guia ilustrado da meditação O que é preciso saber para que ela caiba em sua rotina e você desfrute das suas vantagens O cardápio Antes de meditar, evite comes e bebes que incitam o sistema nervoso, como café, chocolate e álcool, ou que pesem na digestão, como carne vermelha. O ambiente Procure um lugar tranquilo, distante dos ruídos do trânsito ou de aglomerações. Não tem jeito: o barulho sempre desconcerta. A roupa Preze o conforto. Então use vestimentas mais soltinhas, que não incomodem. Camiseta e calça de moletom, por exemplo. O assento Para quem está começando, a recomendação é sentar sobre uma almofada no chão ou em uma cadeira mesmo. A postura Deixe a coluna ereta, alinhada com o pescoço e o quadril, e mantenha as pernas dobradas e as mãos sobre os joelhos - ou fique com as mãos abertas e o dedão e o indicador ligados. Como deve ser o treino Orientações para quem nunca se aventurou a meditar 1) Aos iniciantes, os experts indicam a meditação concentrativa - e o apoio de um instrutor. Ao sentar-se, evite se mexer. De olhos abertos ou fechados, foque na entrada e na saída de ar dos pulmões. 2) Concentre-se em uma palavra ("paz", "amor", "calma"), em um objeto (se estiver de olhos abertos) ou em um mantra ("ohmmm"). Repita isso a cada respiração. 3) Se algum pensamento vier, deixe-o passar até que vá embora. Tente meditar ao menos 15 minutos por dia e aumente o tempo à medida que você se sentir à vontade. 4) As sessões podem ser individuais ou em grupo (com outras pessoas, há a vantagem de compartilhar a evolução do aprendizado). Escolha a forma em que se sentir melhor. 5) Com a experiência, o indivíduo pode passar para a meditação minduflness, que parte de um foco (como a respiração) e depois deixa a mente aberta aos pensamentos do momento. A evolução Como o corpo reage à prática regular - logo em seguida e após anos a fio 15 minutos depois Traz uma sensação de paz e bem-estar. O indivíduo costuma sair mais confiante para os desafios do dia. 8 - 12 semanas É o ponto de virada: se adquire mais foco para meditar, se autoconhecer e, assim, enfrentar os perrengues do cotidiano. 6 meses - 2 anos O cérebro fica mais eficiente e a pessoa consegue ganhar atenção, concentração e resiliência diante das adversidades. 2 anos ou mais Mais de 10 mil horas de meditação alteram a anatomia cerebral e, entre outras benesses, elevaria a expectativa de vida.
(texto publicado na revista Saúde é Vital nº 384 - dezembro de 2014)
Hipertenso é sinônimo de acúmulo de raivas e pensamentos negativos!
Você é hipertenso?
Conhecida comumente como PRESSÃO ALTA, a hipertensão arterial corresponde ao aumento acima da média da pressão sanguínea nas artérias. Esta enfermidade pode ocasionar lesões vasculares no coração, no cérebro, falência nos rins, problemas de visão, disfunção sexual e até psoríase.
O nome dessa enfermidade explica bem o que sucede. A pessoa afetada cria uma forte pressão causada pela hiper emotividade.
São pessoas que revivem sem cessar situações que lhe recordam feridas afetivas não curadas nem resolvidas.
Geralmente dramatizam muito devido a sua grande atividade mental.
Essa hipertensão está dizendo que chegou o momento de pensar em você, de enfrentar seus problemas afetivos e de parar de pensar que está aqui neste planeta para arrumar a vida dos outros.
Isso não quer dizer que não ajude a outras pessoas, porém, você não é responsável pela felicidade de ninguém a não ser da sua.
Mude esse conceito de responsabilidade, que conseguirá descarregar uma grande pressão inútil que, te impede de viver com alegria o momento presente.
A questão não é ganhar ou perder, mas sim, aceitar determinadas situações da vida.
Só uma pessoa que acumula, durante longos períodos, pensamentos e emoções que não foram expressadas é hipersensível e sua pressão descontrolada .
Suas raivas e contrariedades são reprimidas, fazendo ferver seu interior.
Seu desejo de controlar tudo e resolver as situações aumenta a pressão que pode tornar-se insustentável.
Para a Medicina Chinesa a hipertensão representa o excesso de expansão de energia do fígado e está relacionada ao estresse. A hipertensão é chamada de Síndrome de Yang Ming ou excesso de energia yang no fígado.
A hipertensão pode se apresentar na forma de crise hipertensiva, em uma pessoa que a pressão sempre foi normal e, de uma hora para outra, apresenta uma crise de pico. Tal crise pode se repetir de tempos em tempos.
O que fazer?
É necessário libertar-se de lembranças desagradáveis e relaxar deixando que o tempo resolva essa situação. Pare de limitar seus pensamentos a um acontecimento determinado e de canalizar as suas forças negativas porque elas podem ser a sua destruição muito antes de você dar-se conta.
Deixe seu coração leve desapegando-se daquilo que o incomoda. Pare de sofrer antecipadamente, com medo do futuro porque, muitas vezes, sofremos por fatos que nunca acontecerão.
A Acupuntura Coreana nas Mãos (sem agulhas) utiliza pontos que estimulam a circulação de energia para desobstruir os canais energéticos e equilibrar a pressão, ou seja, pontos para harmonizar, tonificar e fortalecer essa circulação de Qi. Auxiliando a liberar essas emoções que estão causando esse desequilíbrio tão grande, por estarem sufocadas, aprisionadas em seu coração.
Então a palavra certa é “desapegue-se”! Tire o foco do que não é feliz, nem lhe faz bem. Ame-se mais e…
Além de dar um sabor especial aos alimentos, o azeite ainda faz bem para a saúde; veja como escolher e fazer melhor uso dele
Saboroso e com aroma agradável, o azeite combina com saladas, torrada ou mesmo com o arroz e o feijão. O melhor de tudo é que ele faz bem à saúde. "Ele é considerado um alimento funcional, capaz de prevenir doenças cardíacas, câncer e também de fortalecer o sistema imunológico. Enquanto os outros óleos são produzidos a partir de sementes, o azeite é o único extraído da fruta - a azeitona, que possui gordura monoinsaturada, considerada a mais saudável, além de vitaminas, de minerais e de antioxidantes que inibem a ação dos radicais livres", enumera Rita Bassi, presidente da Oliva (Associação Brasileira de Produtores, Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira).
Alguns especialistas apontam que, quando aquecido em alta temperatura, o azeite perde algumas de suas propriedades, mas indicam que, ainda assim, continua sendo o mais saudável dos óleos. "Ele se mantém estável sob aquecimento até 200ºC, em média. após um tempo exposto a essa temperatura, são formadas substâncias tóxicas ou cancerígenas, mas os outros óleos também liberam substâncias tóxicas", diz a nutricionista Kelly Damasceno, da clínica Dr. Rainer Moreira.
O ideal, então, é consumi-lo frio ou levemente aquecido, para que mantenha todas as características. "A escolha depende do paladar de cada um, podendo ser utilizado o extravirgem para a finalização de prato, e o azeite de oliva, para a preparação", indica Rita.
Não à toa, o azeite é um dos artifícios usados pelo chef de cozinha Marcos Rillo na preparação de várias iguarias. "Aprecio o gosto e costumo trabalhar com os aromatizados", conta ele, que cria sabores ao misturar o azeite a ervas, como salsinha e manjericão.
É recomendado optar pelos de menor acidez e checar a cor da embalagem. "O vidro deve ser escuro, pois evita a oxidação do óleo", ensina Flavia Meddeiros, especialista em nutrição funcional. O pote precisa ser mantido em local fresco e sem incidência da luz, para que não modifique as características do azeite.
A transformação da fruta em óleo dá até água na boca. "Após a pesagem das azeitonas, elas passam por uma classificação pela sua origem e vão para estruturas metálicas em forma de moinhos, com batimento lento e contínuo. Assim, tornam-se uma massa uniforme, e ocorre a junção das pequenas gotículas de azeite. Ele, então, é filtrado, para a retirada de possíveis partículas, armazenado, para a decantação dos sólidos resultantes do processo de extração e, finalmente, embalado em garrafas de vidro, para ser comercializado", conta Kelly. Depois, é só comprá-lo e saboreá-lo.
Benefícios do azeite
- É fonte de vitaminas A, D, K e E
- Contribui para a redução do risco de doença cardiovascular
- Ajuda na redução da pressão arterial
- Tem efeito anti-inflamatório
- É anticoagulante
- Dá saciedade
- Melhora a função intestinal
- Tem ação antioxidante
- Tem efeito analgésico
- Auxilia na redução do colesterol LDL (colesterol ruim)
Aprenda a diferenciar
O azeite de oliva é o óleo extraído da azeitona e é classificado de acordo com o processo de obtenção, com os procedimentos tecnológicos aplicados e com os parâmetros de qualidade.
- Extravirgem: é prensado a frio, em um processo que mantém seus nutrientes. Sua acidez é a mais baixa, com limite de até 0,8%. O azeite com baixa acidez indica que foi proveniente de um fruto de boa qualidade e que obteve bom tratamento e boa conservação.
- Virgem: é extraído apenas por processos físicos. Sua acidz varia de 0,8% até 2%.
- Refinado: é extraído até da terceira prensagem da azeitona, com acidez maior do que 2%. Tem o sabor mais adocicado.
- Composto: com cor clara, tem menos aroma, cor e sabor, devido ao processo de refinamento do óleo, responsável também pela perda de nutrientes. Geralmente, é misturado ao azeite extravirgem, dando origem aos óleos ou azeites compostos. Sua acidez varia de 1,5% a 3%.
(texto publicado na Revista da Hora de 14 de agosto de 2016)
Típica do cerrado brasileiro, a castanha de baru carrega consigo uma verdadeira riqueza. O óleo extraído de sua semente auxilia na luta pelo emagrecimento, além de ser um poderoso suplemento nutricional que atua diretamente no bem estar do corpo e da autoestima das pessoas.
Contudo, por ser repleto de compostos com alto poder antioxidante, esse óleo também pode ser um excelente aliado no combate de doenças crônicas e degenerativas. Confira a seguir os principais benefícios do Óleo de Baru para a saúde:
Combate à gordura abdominal - graças à presença dos ômegas 3, 6 e 9, o Óleo de Baru é um excelente aliado na luta pela redução de medidas na região abdominal. Os elementos atuam como catalizadores na queima de gordura. Reorganiza os depósitos de gordura no organismo, impedindo assim que as células adiposas se concentrem em determinadas regiões como barriga, cintura e quadril. Acelera a queima da gordura conhecida como "marrom", responsável pela geração de calor para os órgãos vitais, fazendo com que o corpo busque novas fontes de energia, como a gordura branca, localizada na região abdominal.
Ação cardioprotetora - com propriedade sacietógena tão grande quanto a chia, o Baru desempenha ação cardioprotetora, uma vez que promove a redução do colesterol LDL e o aumento nos níveis do colesterol HDL, o chamado bom colesterol. Ligados diretamente à suscetibilidade de doenças cardiovasculares, como arteriosclerose, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. O colesterol ruim pode se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos formando placas que bloqueiam o fluxo, enquanto o colesterol bom ajuda a reduzir a deposição dessas placas. Assim, por melhorar o perfil lipídico do sangue, o Óleo de Baru é um excelente aliado para a saúde do coração.
Prevenção de doenças crônicas degenerativas - essas enfermidades estão diretamente ligadas ao estresse oxidativo das células. Um aumento excessivo na produção de radicais livres prejudica a estrutura das moléculas de DNA, carboidratos, lipídios e proteínas. Sem conseguir controlar esses radicais, as lesões celulares podem levar o corpo a desenvolver tais doenças. Seus princípios bioativos aliados à presença e a ação de fitoquímicos e compostos fenólicos no metabolismo, responsáveis por controlar os radicais livres e reduzir quadros inflamatórios, atuam como verdadeiros protetores do organismo, evitando o desenvolvimento de doenças como hipertensão e artrite, por exemplo.
Combate a anemia - O Óleo de Baru é rico em ferro e, por isso, é um ótimo parceiro no combate à anemia. No ano de 2001, uma rede municipal de Goiânia passou a utilizar a farinha de castanha do baru na merenda escolar, a fim de suprir as necessidades de ferro na alimentação das crianças e o resultado foi um verdadeiro sucesso.
Manutenção de uma alimentação saudável - o baru é tão rico em ômega 3, 6 e 9 com ácidos graxos insaturados (81%) quanto os peixes, recomendados para quem quer uma dieta saudável. Além disso, o óleo da castanha é rico em vitamina E, que também tem função antioxidante e ajuda na imunidade do corpo, e compostos fenólicos (como ácidos gálicos, cafeicos e elágicos) que têm ações anti-inflamatórias e antivirais.
Estes são só alguns dos benefícios dessa semente tão rica e nutritiva. Uma excelente opção para quem procura adquirir uma melhor qualidade de vida e entrar em forma com saúde é incluir o baru em sua alimentação diária.
No cabelo - os benefícios são fortalecimento, nutrição e brilho. Por isso, é muito indicado para quem tem cabelos danificados por química ou superexposição ao sol. Também é uma boa alternativa para aplicar logo após o banho de mar.
Contraindicações
A baru nunca deve ser ingerido cru e é contraindicado para mulheres grávidas, por ser uma semente altamente tóxica.
Como cosmético, o óleo pode causar lesões na pele e no couro cabeludo, por isso deve ser evitado por pessoas com problemas como psoríase e excesso de oleosidade.
(texto publicado na revista Leve & Leia nº 136 - ano 9 - março de 2016)
Como a reportagem é de 1997 alguns dados provavelmente estão desatualizados, mas decidi postar o texto pelo modo de vida dessas pessoas.
Elas vivem, em média, 84 anos. Sua alimentação é à base de peixes, arroz, legumes frescos, tofu, algas e carne de porco. Mas a dieta é só uma parte do segredo das habitantes de Okinawa - grupo de ilhas subtropicais localizado a sudoeste do Japão.O modo como essas mulheres vivem é a outra parte da magia: trabalho, independência e intenso convívio social fazem bem para a alma. Muito mais para o corpo. Uma receita que pode dar certo em qualquer lugar.
Muito, muito tempo atrás vivia em uma aldeia junto ao mar um rapaz chamado Urashima. Diziam que ele foi um príncipe rico e belo; outra versão é a de que ele era um mestre pescador, cujas redes brilhavam cheias de peixe mesmo quando outros menos afortunados apanhavam apenas algumas lulas. Por mais que variem os detalhes dessa antiga fábula, as aventuras de Urashima ganham mais dramaticidade no dia em que ele pára na praia para salvar uma enorme tartaruga, cercada por um bando de crianças que a golpeavam com galhos.
Para recompensar a bondade de Urashima, a tartaruga o convida a mergulhar até um reluzente palácio de coral e espuma. Nessa terra encantada e fascinante, conhecida como Paraíso das Tartarugas, a vida é feliz, cheia de música e bons amigos. Ninguém sente fome ou solidão. E ninguém envelhece.
Uma propaganda da Varig tendo como personagem Urashima Taro
Hoje, o conto de fadas mais apreciado no Japão tem um novo viés, confirmado por cientistas que buscam o segredo da longevidade. O Paraíso das Tartarugas existe, segundo os pesquisadores. É um grupo de ilhas subtropicais, localizado 400 milhas náuticas a sudoeste da ilha principal do Japão. Esse arquipélago de coral, situado à mesma distância de Hong Kong e de Tóquio, é, há alguns séculos, um posto avançado onde se mesclam culturas e culinárias. Muito antes de ser anexado pelo Japão, em 1879, foi o lugar em que esse país avesso a estrangeiros ingressou na dança comercial com o restante da Ásia e, 50 anos atrás, na guerra contra os Estados Unidos. O Paraíso das Tartarugas, afirmam os pesquisadores, é Okinawa.
Velhos e fortes
Imagine que, hoje, os homens americanos vivem, em média, 72 anos; as mulheres, respeitáveis 79. Mas a expectativa média de vida no Japão aumentou, nas últimas décadas, para 76 anos (homens) e 83 (mulheres). Nenhuma outra região do Japão ou do mundo apresenta longevidade maior que Okinawa. Ali, a idade da mulher chega aos 84, em média. Quem tem 100 anos ou mais apresenta documentos para comprovar o que afirma.
Os mais idosos nativos de Okinawa não são apenas velhos, como mostram os registros - são incrivelmente saudáveis. Muitos conseguem adiar ou evitar a osteoporose, o câncer de próstata e de mama, o diabetes, o entupimento das artérias, o derrame e outras doenças, que em outros lugares tendem a sugar a vida antes de roubá-la.
Pesquisadores que estudam os mais idosos dizem que é como se os habitantes de Okinawa tivessem conseguido prolongar a parte média de suas vidas, em vez da final. Os segredos de Okinawa, aparentemente, estão mais ligados ao modo como você vive do que quem você é, e isso significa que a magia vital da ilha deve funcionar em qualquer outro lugar, da mesma forma que no Paraíso das Tartarugas.
Japão com Suingue
Okinawa é o Japão com suingue, uma cultura híbrida, onde os quimonos formais são pintados com ousadas formas geométricas, palmeiras agitam-se ao lado das tranquilas cerejeiras e a precisão e a pontualidade japonesas são temperadas por um ritmo suave, conhecido localmente como "tempo de Okinawa".
Okinawa é, e sempre foi, um lugar à parte, a começar pela comida. "O primeiro segredo da longevidade aqui é a carne de porco", explica Kazuhiko Taira em um café á beira-mar, por trás de uma suculenta tigela de caldo com macarrão, algas e costeletas de porco. Magro e bonitão aos 50 anos, Taia ganha a vida estudando os idosos, como gerontólogo e epidemiólogo em Nishihara (Okinawa), na Universidade dos Ryukyus. (Durante os 400 anos anteriores ao domínio japonês, as ilhas foram soberanas e conhecidas como Reino dos Ryukyus).
Em sua ronda pela ilha, Taira mede a pressão dos velhos e indaga sobre dieta, sono e passatempos, mas está igualmente interessado nas histórias que lhe contam. Uma peixeira de 97 anos, por exemplo, atribui sua longa vida a um ritual matutino: uma massagem com água fria e um punhado de grãos de soja tostados, ingeridos com uma lata de Coca-Cola. "Ela me contou que prefere cerveja, mas recentemente mudou para Coca porque custa a metade do preço", diz Taira. Uma avó de 101 anos, que sustentou a família nos anos magros da guerra vendendo arroz, diz a sua filha de 70 que se quiser viver bastante deve comer muito peixe e legumes. "Mas sempre guarde um quinto do estômago vazio", adverte a anciã. Sábio conselho.
Embora as recomendações dos idosos para manter a longevidade nunca terminem na alimentação, parecem sempre começar por aí. Cientista meticuloso, Taira expressa sua opinião de maior efeito: "A cozinha de Okinawa é muito saudável - e muito, muito gordurosa".
Carne de porco à mesa
A carne de porco que Taira elogia tem dominado a culinária local há seis séculos, desde que os porcos domésticos desembarcaram de navios mercantes chineses. Além da suculenta sopa de macarrão, o soba de porco escolhido por Taira e os medalhões de pernil empanados com sementes de gergelim, o cardápio oferece pés de porco cozidos, sopa de miúdos e picadinho de orelhas à vinagrete - lembranças de um velho ditado usado para assustar os visitantes do Japão central: "Pode-se comer os procos desde as unhas até o rabo - tudo, menos a voz". Com a pequena quantidade de carne utilizada em qualquer prato, e com os métodos de cozimento que retiram a gordura, essa culinária só pode ser considerada gordurosa quando comparada à dieta historicamente espartana dos japoneses.
Como os Estados Unidos, o Japão do pós-guerra havia colhido os benefícios dos antibióticos, da água limpa e da refrigeração dos alimentos; a morte por doenças infecciosas estava muito abaixo da verificada uma geração antes. Assim mesmo, os japoneses ainda morriam aos 60 e poucos anos, não tanto de doença cardíaca como de derrame. O problema: excesso de sal e deficiência de proteínas e gorduras.
O fato surpreende a maioria dos americanos, habituados a pintar a gordura e seu "filho", o colesterol, como anjos da morte. Mas a gordura é o cimento dos tijolos de proteína, quando se trata de construir a manter a membrana exterior das células do corpo. A maioria dos americanos tem de se esforçar para reduzir o nível de colesterol até o limite recomendado pela Associação Americana do Coração: 200 mg% de sangue. Quando o nível de colesterol está baixo demais - menos de 100 -, é sinal de que não se está consumindo gordura suficiente.
O alto consumo de sal também aumenta os riscos. Os japoneses ingerem, em média, de 12 a 14 gramas de sal por dia, quase 50% a mais que a maioria dos americanos. Uma dieta com tanto sódio pode aumentar perigosamente a pressão, sobretudo em pessoas com predisposição genética ou quando combinada à carência de cálcio, potássio e magnésio.
A pressão alta e as membranas celulares enfraquecidas eram os principais demônios ligados à dieta japonesa até os anos 70. Os vasos sanguíneos dos cérebros dos idosos fatalmente estouravam, causando sangramento interno, conhecido como derrame hemorrágico. O derrame matava duas vezes mais pessoas que o câncer.
Ao examinar tudo isso, as autoridades de saúde japonesas perceberam que os nativos de Okinawa apresentavam taxa de derrames hemorrágicos muito menor que a do Japão central e índice de doença cardíaca bem abaixo ao dos Estados Unidos e da maior parte da Europa.
Arroz, missô e algas
Uma das primeiras coisas que os pesquisadores - incluindo Taira - investigaram foi a dieta alimentar de Okinawa. "As diferenças que encontramos eram notáveis", diz. Nas décadas anteriores a 60, os adultos japoneses comiam de sete a nove tigelas de arroz por dia, complementadas por seis a nove tigelas de sopa de soja (missô) e pequenas porções de algas ou legumes em conserva. Os legumes frescos eram muito menos comuns. Toda a proteína e não era muita - um pedaço de arenque salgado ou lascas de peixe seco misturadas ao arroz, um pedaço de peixe fervido ou salgado no jantar algumas vezes por semana.
Mas os pesquisadores japoneses advertem que, assim como há doenças causadas pelos excessos, não se deve comer com muita simplicidade. O Instituto Nacional de Saúde e Nutrição do Japão salientou que a maioria dos japoneses havia "exagerado na alimentação frugal e no arroz cozido", confiando nela para suprir até 80% das calorias.
Fritada de tofu com legumes
Os porcos não foram a única importação da China: vegetais fibrosos, ricos em vitaminas, como inhame e batata-doce, há muito são fundamentais na dieta de Okinawa, tanto quanto o arroz. A carne de porco é refogada durante horas até derreter na boca, e a gordura é frequentemente removida da superfície. Depois, a carne é mergulhada em um molho de açúcar mascavo e conhaque de arroz (awamori) para ganhar sabor. Os pedaços são acrescentados à sopa ou ao macarrão, ou ainda ao arroz, que então é frito com cenouras, rabanetes e legumes verdes. O toucinho que sobra é usado em quantidade maior que no Japão, mas mínima segundo os padrões americanos, em uma especialidade regional chamada champuru - leve fritada de tofu com legumes frescos. O Sudeste Asiático é, provavelmente, a origem da mistura de gengibre e açúcar mascavo que dá a muitos pratos locais um sabor defumado-adocicado, que lembra melado de cana. Em Okinawa, apreciam-se temperos picantes como em nenhuma outra parte do Japão.
Os habitantes locais comiam três vezes mais carnes (e sua gordura) que os do Japão central, 50% mais tofu e 40% menos sal. Ao consumir mais legumes frescos que em conserva, os nativos ingeriam mais vitaminas e fibras e menos sal que os moradores do Japão central. Isso ajuda a explicar seus índices muito menores de câncer de estômago e de cólon.
Yukio Yamori, patologista da Universidade de Kyoto e colaborador de Taira, chefia há 15 anos um estudo da Organização Mundial de Saúde sobre as relações entre dieta e longevidade, em 25 regiões ao redor do globo. Yamori acha que vários aspectos da dieta de Okinawa - além de gordura, fibras e proteínas - devem interessar aos americanos. "Tofu e outros derivados de soja são ricos em isoflavonóides - substâncias semelhantes ao estrógeno, capazes de impedir a osteoporose, ao ajudar a absorção de cálcio", diz. "Também podem ajudar a explicar os índices de câncer de mama e de próstata verificados no Japão, menores que nos Estados Unidos".
Mais soja, menos osteoporose
Yamori salienta que sua mais recente pesquisa, feita no Japão e no Havaí com mulheres pós-menopausa, mostrou que as que comiam mais soja tinham ossos mais densos. Se a descoberta foi comprovada, diz, pode-se explicar por que as japonesas idosas - especialmente as de Okinawa - sofrem muito menos fraturas ósseas do que as americanas, embora as japonesas consumam muito menos cálcio.
Os frutos do mar e as algas que os japoneses de Okinawa comem todos os dias, segundo o cientista, são excelentes fontes de proteínas e de ácidos graxos ômega-3, que ajudam a manter as artérias desobstruídas e reduzir o risco de doenças cardíacas. "Descobrimos que as pessoas que comem peixe várias vezes por semana têm menor probabilidade de sofrer doença cardíaca do que as que raramente fazem isso", diz Yamori.
As implicações para os americanos são claras - e não é preciso gostar de algas ou picadinho de orelhas de porco. Um esforço para reduzir as calorias diárias em 25% ou 30% equivalerá à dieta dos habitantes de Okinawa. Podem comer carne se quiserem, mas não tanta, diz Yamori. Mesmo hoje, quando massas e saladas são quase tão apreciadas quanto bolo de carne e costelas gordas, os americanos consomem, em média, 344 gramas de carne por dia - mais que o triplo da média ingerida pelos moradores de Okinawa. Ao reduzir a carne, sugere o pesquisador, experimente comer peixe quatro vezes por semana e coloque alguns pedaços de tofu no refogado de legumes. E pelo menos alguns dos agentes anticancerígenos presentes nas algas verde-escuras são encontradas em folhas escuras.
Ativas para sempre
Taira orgulha-se da culinária local, mas tem certeza de que apenas alimentar-se corretamente não o levará ao Paraíso das Tartarugtas. "Aqui, temos o ditado de que 'alimento é remédio'", diz. "Mas isso é apenas uma parte da resposta. O segundo e talvez mais importante segredo de Okinawa para uma vida longa e saudável é o que chamamos de yuimaru.
Hiroko Sho, amiga de Taira, alegra-se em explicar. A simpática e elegante senhora de 63 anos, viúva do último herdeiro do imperador Ryukyu, é vice-diretora de Saúde e Educação de Okinawa. Yuimaru, diz Hiroko, vem da palavra japonesa "círculo" e "ligação", e é o que faz as aldeias funcionarem. "O trabalho e a independência sempre foram muito importantes para nós", conta. "Mesmo que seus filhos não morem mais na aldeia, as pessoas mais velhas querem continuar morando em suas casas o maior tempo possível e trabalhando, seja nos campos ou tecendo, seja no mercado ou na peixaria."
"Uma anciã, por exemplo, pode ter uma peixaria durante muito tempo. Em sua juventude, ela se levanta cedo e vai ao atacadista comprar peixe. Quando envelhece, algum vizinho faz isso por ela. Assim, ela pode continuar tendo seu negócio. A quantia que recebe diminui aos poucos. Mas o importante é que alguém compra o que ela vende", diz Sho. "Talvez a gente nem coma, apesar de não dizermos isso a ela. Isso é yuimaru." É essa sensação de pertencer, de ser necessário, acredita Sho, que faz uma pessoa querer se levantar e abrir sua peixaria aos 103 anos.
"Hoje, yuimaru é uma palavra bonita à qual nos apegamos", diz o fazendeiro Hiroichi Yonamine, de 63 anos. "Mas quando meu pai era jovem, yuimaru era tão vital para a sobrevivência que as pessoas não falavam nele; o viviam." O pai de Hiroichi, Takejo, de 103 anos, é um homem impertigado que, em 1947, perdeu sete filhos. Com a ajuda do restante da família, Takejo reconstruiu sua fazenda de cana-de-açúcar no centro-sul de Okinawa. Hiroichi fala com carinho sobre o modo como o pai conseguia provisões para a família durante a guerra, quando os Yonamine eram obrigados a fugir de caverna em caverna durante a noite, abrigando-se dos tanques e das granadas.
Espírito solidário
Esse tempo difícil não foi esquecido. Em um domingo de primavera, duas gerações da família de anciãos reúnem-se ao redor de uma mesa baixa forrada de bolinhos fritos, frutas e doces de açúcar mascavo. Hiroichi senta-se de pernas cruzadas ao lado do pai, parando de tempos em tempos para completar sua xícara de chá de jasmim. Em Okinawa, conta Hiroichi, os vizinhos fazem parte da família. Todas as mãos devem se unir na tarefa da colheita, de erguer um celeiro ou construir um túmulo familiar.
Como cada vez mais pessoas no Japão vivem além dos 80 ou 90 anos, o governo está interessado em descobrir um modo de mantê-las vitalizadas. Com esse objetivo, Taira iniciou uma nova pesquisa, comparando a vida dos moradores mais idosos de três lugares: Akita, aldeia no norte do Japão central, que tem muitos descendentes de imigrantes de Okinawa; Naha, capital da ilha, no centro-sul; e Ogimi, aldeia esquecida pelo tempo no norte de Okinawa.
Até agora, o estudo de Taira revelou algumas diferenças que ele já esperava. Os aldeões de Naha e Ogimi comem menos sal e mais carne, legumes e tofu que os de Akita. A menor incidência de câncer, hipertensão e fraturas do fêmur em Naha e Ogimi refletem os hábitos alimentares. Mas o que lhe interessa são as atividades física e social.
Os invernos em Akita são longos, gelados e úmidos. Não é de surpreender, então, que os idosos dali sejam sedentários na maior parte do ano, diz Taira. O que é mais difícil explicar é por que os idosos da aldeia de Ogimi são muito mais ativos fisicamente que os de Naha, apesar de compartilharem o mesmo clima ameno. Quando Taira pediu a idosos saudáveis de ambos os lugares que usassem pedômetros durante alguns dias, para ter noção do nível de atividade, descobriu que as pessoas de Ogimi davam quase o dobro de passos que os demais. Questionários confirmaram que os moradores de Ogimi também pareciam mais felizes. Taira suspeita que seja mais um efeito do yuimaru.
Beber, dançar, conversar
"É verdade que respeitamos muito os idosos em toda Okinawa", diz. "Mas, nas cidades, quando se mora sozinho ou mesmo com os filhos, é mais fácil deixar de frequentar o centro comunitário, ver os amigos e parar de fazer exercícios. O convívio social é tão importante para o corpo como para a alma."
Ushi Okushima é prova disso. Bronzeada e enrijecida pelo trabalho na terra de Ogimi durante 95 anos, com seu 1,40 m é uma mulher pequenina, mas autoritária. Seus filhos, com exceção de um, 13 netos e 20 bisnetos, vivem na cidade distante. Mas ela se contenta com as visitas que lhe fazem. Se deixasse Ogimi por mais de dois dias, quem cuidaria da fazenda?, pergunta. Pisando cuidadosamente entre as fileiras de feijão, cenoura, tomate, rabanete e mamão. Okushima agacha-se para retirar um besouro de uma folha de repolho chinês. "Aqui, tenho amigos e vizinhos. Nas noites de verão, andamos pela praia até depois das 7 ou 8 horas. Dançamos, bebemos awamori, conversamos durante horas. Nos divertimos muito. Se eu fosse para Naha, acho que morreria."
Perto da praia, onde os visitantes chegam a Ogimi, há um marco de boas-vindas em calcário, uma homenagem à famosa longevidade dos aldeões. Esculpidas na rocha escura em caracteres japoneses estão as palavras de outro velho ditado de Okinawa: "Aos 70 você ainda é uma criança; aos 80, um jovem. E se aos 90 alguém lá do Céu o chamar, diga-lhe: 'Ah, vá embora; volte quando eu tiver 100'".
(texto publicado na revista Mais Vida nº 13 - janeiro de 1997)