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quarta-feira, 6 de abril de 2016

5 motivos para não praticar yoga - Daniela Navaes (O Segredo)


É isso mesmo, tudo tem dois lados. Hoje estou aqui para alertar aqueles que pensam em praticar Yoga com seriedade, ou que começaram a praticar há pouco tempo, dos riscos que estão correndo. Leiam com atenção e tirem suas próprias conclusões sobre se isso é algo que você pretende continuar a fazer ou não.

Você começa a enxergar a vida de outra forma

Uma forma mais relaxada, consciente e feliz. E isso, aos olhos das outras pessoas, faz com que você talvez pareça um louco. Essa história de gratidão, consciência, vida simples… você vai virar um peixe fora d’água. É sério, estou falando isso pro seu bem. E o pior é que você entende porque as pessoas não te entendem. E isso, ao invés de melhorar, só piora a situação, pois te torna ainda mais estranho aos olhos dos outros.

Você naturalmente passa a fazer escolhas mais saudáveis, porque começa a perceber com clareza quais são aqueles hábitos que fazem bem e aqueles que fazem mal. Você não vai mais curtir exageros, porque cuidar da sua saúde passará a ser prioridade. Aquela cervejinha de todo fim de semana até altas horas talvez não soe mais tão atraente. Aquela festa de camisa, aquele churrasco de família então… Pode ter certeza de que se você for, vão ficar falando sobre o quanto você está diferente, e se não for, certamente será a pauta do dia. Terá que se acostumar a isso!

Você vai ficando mais forte e flexível, tanto física quanto mentalmente, e uma vez que se conquista isso, é muito difícil voltar atrás. Então, eu lhes digo, muito cuidado ao entrar nesse caminho. As pessoas vão falar sobre isso, sobre o quanto você anda “metido”, só porque a sua auto estima está lá em cima e tem energia de sobra, mesmo que não fique se exibindo por isso.

Você começa a perceber que precisa de cada vez menos pra viver, e por isso, passa a buscar uma vida cada vez mais simples. Isso é perigoso, porque não movimenta a economia, não é bom para o país… Talvez o governo resolva ir atrás de você, pra saber se está fazendo algo ilegal. Talvez você receba ligações do banco, porque o seu padrão de consumo está mudando (para menos). Ter que lidar com tudo isso pode ser realmente muito chato, afinal, como é que você vai se defender? “Não, sr. Fulano, eu estou bem sim, só estou mudando minhas prioridades, sabe, percebi que não preciso de tudo o que eu gastava antes pra viver…” Oi? Não precisa gastar tanto pra viver? Em que mundo você vive?

Você se torna uma pessoa mais amorosa e feliz.

É, amigos, talvez esse seja o motivo principal. Isso prejudica a vida social, simplesmente porque quando você estiver em um grupo onde as pessoas estejam mal-humoradas e/ou reclamando da vida, você não vai ter assunto, ou então vai ficar tentando mostrar pra elas o lado bom das coisas, e isso pode deixa-las extremamente irritadas. Conheço pessoas que tiveram sérios problemas de bullying por causa disso… Só porque eram otimistas demais ou porque simplesmente não conseguiam ficar de mau humor.

Pois é, então se você não quer ser essa pessoa, esqueça esse negócio de Yoga, porque isso não é pra você. Fuja do tapetinho. Quando ouvir alguém entoando o mantra OM, tape os ouvidos e saia correndo. Estou avisando, esse é um caminho sem volta. Depois não diga que não lhe avisei.

*** As pessoas tem tanta dificuldade em compreender uma ironia que foi necessário colocar essa mensagem ao final do artigo. Esse artigo do inicio ao fim recomenda a prática da Yoga de uma maneira divertida, por exemplo, ele diz: Você começa a perceber que precisa de cada vez menos pra viver, Você vai ficando mais forte e flexível, tanto física quanto mentalmente…etc…etc… Está em negrito por que a ideia do texto é passar que praticando Yoga você atinge esses objetivos.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Arritmia cardíaca: sintomas e consequências (Melhor com Saúde)


A arritmia cardíaca é uma doença caracterizada pela irregularidade dos batimentos cardíacos. Esta irregularidade pode ocorrer de algumas formas diferentes: se o coração bate mais rápido do que o normal, trata-se de taquicardia, e se o coração bate mais lentamente do que o normal, o caso é de braquicardia.

Um paciente pode ainda apresentar batimentos cardíacos irregulares, que não seguem um padrão específico e podem variar entre mais rápidos ou mais lentos do que o esperado.

Causas da arritmia cardíaca

A arritmia costuma ser consequência de algum problema no sistema elétrico do coração, e há diversos fatores diferentes que podem ser considerados causas do problema:

- Ataque cardíaco, também conhecido como infarto

- Desgaste e deterioração do tecido do coração, decorrentes de um infarto prévio

- Distúrbios do coração que podem causar mudanças na estrutura do mesmo, como a cardiomiopatia

- Pressão alta e hipertensão

- Artérias bloqueadas

- Diabetes

- Hipotireoidismo e hipertireoidismo

- Consumo exagerado de álcool e/ou cafeína

- Estresse crônico


Sintomas da arritmia cardíaca

A arritmia pode ser silenciosa e existem muitos casos nos quais os pacientes não apresentam nenhum sintoma. A condição pode ser descoberta através de um exame regular, antes mesmo que percebamos alguma alteração nos nossos batimentos.

Por outro lado, mesmo que o paciente experimente sinais e sintomas relacionados à arritmia, não necessariamente significa que se trate de um problema sério.

Entre os possíveis sintomas estão os seguintes:

- Desconforto, peso ou dor no peito

- Palpitações (a sensação de que o coração "pulou" uma batida), que pode ocorrer após realizar algum tipo de esforço físico, ou também quando o corpo está em repouso

- Sensação de fraqueza e cansaço constante, que podem evoluir para um esgotamento total do corpo

- Tontura e náusea, comuns principalmente após fazer esforço e sentir o coração acelerado, e podem ser acompanhados de suor frio

- Falta de ar. Fique atento pois a falta de ar pode evoluir para uma insuficiência cardíaca, um sintoma muito grave que causa a sensação de que não conseguimos respirar

- Desmaio ou quase-desmaio, que pode ocorrer pois o coração não está bombeando sangue suficiente para o cérebro

- Batimentos mais acelerados do que o normal (taquicardia)

- Batimentos mais lentos do que o normal (braquicardia)


Diagnóstico e tratamento

Se você sentir algum dos sintomas mencionados acima, procure um médico para fazer um exame específico e tentar detectar a arritmia cardíaca. Um eletrocardiograma (ECG), exame que mostra a representação gráfica da atividade elétrica do nosso coração, é capaz de identificar a condição.

Uma vez que o tipo específico de arritmia for identificado, será definido o melhor tratamento para cada caso. Há condições que não requerem tratamento, e outras podem ser tratadas com medicação, mudanças no estilo de vida e, em última instância, alguns tipos específicos de cirurgia cardíaca.

Além disso, adotar alguns hábitos saudáveis é fundamental para prevenir e tratar a arritmia:

- Mantenha uma dieta balanceada, rica em frutas, vegetais, proteínas magras e grãos integrais. Evite frituras e alimentos ricos em sal e gordura

- Acrescente na dieta alimentos ricos em ômega 3, que podem ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas. Aposte em peixes como o salmão e o atum, nozes e sementes de chia.

- Pratique esportes físicos regularmente

- Se você estiver acima do peso, tente emagrecer e manter um peso saudável, já que o sobrepeso e a obesidade aumentam o risco de doenças cardiovasculares

- Mantenha os níveis de colesterol e pressão sanguínea sob controle

- Consuma bebidas alcoólicas somente com moderação

- Tente reduzir o estresse, definindo momentos para praticar atividades como ioga, meditação e técnicas de relaxamento em geral

Possíveis consequências

Adotar estes hábitos e fazer uso da medicação adequada são estratégias essenciais para tratar com sucesso a arritmia cardíaca. Mesmo que ela seja inofensiva na maioria dos casos, é fundamental ir ao médico e dar a esta condição a atenção que ela merece, já que o quadro pode evoluir para problemas mais sérios.

Algumas das complicações que podem surgir a partir da arritmia cardíaca incluem insuficiência respiratória, angina, caracterizada por uma dor muito intensa no peito, ataque cardíaco ou infarto, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e até morte súbita.

Certamente apenas um pequeno percentual das arritmias evolui para quadros tão graves, mas não custa nada ficar atento aos sintomas e prevenir eta condição mantendo hábitos saudáveis.

























terça-feira, 28 de outubro de 2014

Em companhia da dor - Mila Pereira (com a consultoria dos reumatologistas Aderson Moreira da Rocha, Roberto Heymann e Sérgio Bontempi Lanzotti)



A fibromialgia toma conta do corpo inteiro e pode afetar o convívio e a qualidade de vida. Descubra com e por que ela age, além dos possíveis tratamentos

Sabe aquela dor que você sente quando prende o dedo na porta do carro ou quando esbarra na quina de um móvel? Imagine como essa sensação seria insuportável se durasse mais do que alguns segundos após o impacto ou se fosse estendida para todo o corpo. Acredite: muitas pessoas são obrigadas a viver assim (ainda que numa intensidade diferente). A dor constante é a principal característica da fibromialgia, doença que afeta entre 3%e 6% da população mundial e quase 5 milhões de pessoas apenas no Brasil.

Tudo dói

Dor crônica e generalizada, fadiga, insônia, ansiedade e depressão: é assim que se manifesta a fibromialgia, síndrome determinada pelo funcionamento anormal do sistema nervoso, que amplia os impulsos dolorosos. "Os sintomas duram mais de três meses e afetam grandes áreas musculares", diz o reumatologista Aderson Moreira da Rocha.

Reconhecendo o inimigo

Diferentemente de outros problemas reumatológicos, a dor não se restringe às articulações e pode ter intensidade moderada ou intensa. "Alguns pacientes relatam ardência, sensação de pontadas, rigidez e câimbras, que variam com o horário, o esforço físico realizado, as condições climáticas, os aspectos emocionais e o sono", comenta o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Raiz do problema

Embora a causa exata da doença não seja conhecida, fatores - isolados ou combinados - como enfermidades graves, traumas emocionais ou físicos e mudanças hormonais podem desencadear o problema. Aliás, um estudo recente publicado na revista Arthritis Care & Research apontou que acidentes de trânsito servem de gatilho para pessoas que tendem a dores crônicas generalizadas, precursoras da fibromialgia.

Outro objeto de pesquisa são os hormônios, uma vez que já se sabe que os níveis de serotonina, substâncias responsáveis pela sensação de bem-estar no organismo, são mais baixos nos portadores da doença. "Há ainda uma maior probabilidade de mulheres que têm fibromialgia terem filhas com a mesma síndrome", completa o reumatologista Roberto Heymann, do Ambulatório de Fibromialgia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Extensão da dor

Antes de receber um diagnóstico preciso, muitas pessoas acabam t endo que buscar várias avaliações médicas até descobrirem que têm o problema da dor crônica generalizada. O fato de não existirem exames laboratoriais ou de imagem que comprovem a doença dificulta uma palavra definitiva sobre o assunto. Recentemente, o Colégio Americano de Reumatologia (ACR) publicou novos critérios para a constatação da fibromialgia, que levam em conta o Índice de Dor Generalizada (IDG) e a Escala de Gravidade da Doença (EGD). A maior consequência para quem sofre com o problema pode ser o comprometimento da qualidade de vida, uma vez que a dor constante afeta a relação do indivíduo consigo e com os outros. "Alguns estudos ainda sugerem que, com o passar do tempo, ocorram danos ao cérebro", comenta Heymann.

Tem solução!

A primeira medida quando se recebe o diagnóstico de fibromialgia deve ser buscar o máximo de informações sobre o assunto, junto a um especialista médico, que também poderá orientar todo o tratamento. Estabelecer um programa personalizado de atividades físicas, preferencialmente aeróbicas, é obrigatório. "O tratamento medicamentoso consiste de antidepressivos e neuromoduladores, que procuram otimizar os mecanismos inibitórios de dor, diminuindo a entrada amplificada de impulsos dolorosos", explica Heymann. Existem efeitos colaterais, especialmente por se tratar de um público com maior sensibilidade, variáveis de pessoa para pessoa. Além disso, as terapias para alívio do estresse e da dor são aliados quase insubstituíveis: alongamento, ioga, fisioterapia e terapia ocupacional.

Vencendo a tristeza!

A depressão tanto pode favorecer o surgimento de síndrome de dor crônica generalizada, quanto acentuá-la. A associação entre as doenças dificulta o tratamento de ambas, tirando do indivíduo a disposição para tratar as dores e o mal psicológico. Assim, eliminar a tristeza e a desmotivação é fator obrigatório para que os resultados contra a fibromialgia sejam positivos.




(texto publicado na revista Você Saudável nº 11 - ano 2 - 2012)












quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Apague as suas mágoas - Maria Laura Neves


Saiba por que algumas emoções se tornam tóxicas e podem afetar sua saúde - e siga um programa detox para se livrar delas

O psicólogo sul-africano Peter Frost fazia parte da equipe gestora da Universidade de British Columbia, no Canadá, quando, em 1997, descobriu um melanoma, um tipo de câncer altamente agressivo. Depois do diagnóstico, fez uma reflexão e chegou à conclusão de que os anos no núcleo de comando da instituição foram prejudiciais para sua saúde. Frost acreditava que o turbilhão de sentimentos e o stress a que estava submetido tinham abalado seu sistema imunológico e, por isso, ele teria desenvolvido a doença. Com base nessa teoria, escreveu Emoções Tóxicas no Trabalho (Futura), livro em que aborda a importância de as empresas considerarem o lado emocional dos funcionários. A obra virou um best-seller, e Frost levantou - não apenas no mundo corporativo - a discussão sobre até que ponto raiva, medo e companhia podem afetar a mente e o corpo. Mas o psicólogo não venceu o câncer. Faleceu, em decorrência da doença, em 2004. 

Muitos oncologistas discordam da teoria de Frost para o surgimento de seu melanoma. Nem a ciência provou a relação entre o stress emocional e o aparecimento de um câncer. Mas já se sabe que, sim, emoções tóxicas afetam diretamente a saúde. Claro que sentir raiva, tristeza ou inveja é inevitável. O problema é quando essas emoções se tornam crônicas. Aí elas podem ser tão prejudiciais que os psicólogos alemães Michael Linden e Andreas Maercker defendem em Embitterment (algo como amargurando, em português), livro não publicado no Brasil, a criação de um novo diagnóstico para facilitar o tratamento de pessoas que arrastam (e ruminam) sentimentos negativos pela vida: o do mal da amargura pós-traumática.

"Quando sentidas com muita intensidade ou por um período longo, emoções negativas fazem com que o corpo fique estressado. Então, a produção de cortisol aumenta e, em excesso no organismo, esse hormônio debilita o sistema de defesa, nos deixando mais propensos a alergias, vírus e bactérias", diz o médico Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo. Portanto, para entender melhor o efeito da contaminação pelas chamadas emoções tóxicas, é necessário compreender o que é o stress. Equivale ao modo de alerta do organismo. Diante da sensação de perigo, ele se prepara para a fuga ou a briga. No entanto, quando se fica permanentemente nesse estado, o feitiço vira contra o feiticeiro. "O que teria a função de nos proteger acaba nos agredindo. Por exemplo, o sangue corre mais rápido e, em última instância, isso pode levar a um ataque do coração", explica Dean Ornish, presidente do Instituto de Pesquisa em Medicina Preventiva, na Califórnia, nos Estados Unidos. 

As emoções tóxicas vivenciadas sem tréguas também podem provocar alterações de comportamento e até distúrbios psiquiátricos, como o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). "Sob o efeito da raiva ou tristeza, ficamos inebriados, nosso discernimento diminui, avaliamos mal as situações e tomamos decisões e atitudes equivocadas", exemplifica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil.

O universo dos sentimentos ruins é amplo. Vai da fraqueza, que nos faz sentir vítimas, à raiva, que gera ressentimento. A vergonha, a culpa, a tristeza, a solidão, o ciúme e a inveja também estão na lista. E eles surgem em diversos momentos da vida: quando morre um ente querido ou acaba um relacionamento, após uma briga familiar, em uma discussão com um amigo e até se aquela almejada promoção é dada ao colega. Em excesso, até emoções positivas, como a paixão, podem ser tóxicas e desencadear o mesmo processo nocivo. O limite entre o que é ou não saudável depende de cada um. "O sofrimento não está no fato em si, mas na percepção que se tem dele", resume Márcia De Luca, especialista em ioga e ayurveda (a medicina indiana). É preciso saber lidar de modo equilibrado com as adversidades e, se sentimentos negativos surgem, ter estratégias para se livrar logo deles.

Detox emocional: seu plano de ação

Fique de olho nos sinais

O corpo mostra quando a mente não vai bem. A pele, o cabelo e o olhar perdem o brilho. A pressão sanguínea fica alterada. "Bruxismo, alterações do sono e do apetite, pessimismo constante, perda da autoconfiança e da capacidade são sinais clássicos da presença de emoções tóxicas", enumera a psicóloga Ana Maria Rossi.

Identifique os males

Reflita para identificar qual emoção tóxica está sentindo e por quê. Raiva? E o que a levou a ficar irada com determinada pessoa? Escreva: por as ideias no papel contribui para clarear a mente. "Se não chegar sozinha a conclusões, peça ajuda a uma pessoa que você ama e a ama também e que será sincera", sugere o médico Ricardo Monezi, da Unifesp.

Desafie os pensamentos

Identificado o sentimento ruim e o que o causou, avalie se sua reação foi ou não exacerbada. Fique atenta às pressões externas que inflam suas emoções. "As pessoas podem se sentir incapazes por não atingir metas de vendas e esquecer que as empresas estipulam objetivos impossíveis para elas darem o máximo de si", exemplifica Ana Maria.

Fale e desabafe

Se depois da reflexão você considerar que sua reação não foi desmedida, não guarde as emoções negativas. Converse com pessoas próximas para pôr para fora e, se achar que ficará aliviada, também com quem você se desentendeu ou a magoou de alguma maneira. "Nas relações tóxicas, há campos de segredos e mágoas não ditas", ressalta a psicanalista Dorli Kamkhagi, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Rompa ou aceite

"Não existe emoção eterna, que não possa ser mudada", ressalta o médico Ricardo Monezi. Mas é preciso agir. Se uma relação não lhe faz bem, ponha fim a ela. Isso vale para amores e amizades. "Encerrar traz força. Não precisamos carregar as pessoas por toda a vida", alerta Dorli. Se você não tiver controle algum sobre a situação que a incomoda, apenas tente aceitá-la.

Faça a Pollyanna

Procure ver o lado positivo do evento que foi nocivo para você. É o que os especialistas chamam de ressignificação das emoções. Uma boa ideia é tirar uma lição do ocorrido. "Quanto mais pensamos em coisas boas, maior é a chance de nos recuperarmos das emoções negativas", avisa Monezi. "Esse é um processo que exige muita disciplina."

Cuide de você sempre

Doses altas de álcool, café e açúcar podem aumentar a ansiedade. Pegue leve e introduza momentos de relaxamento em sua rotina. "Passe as horas de lazer com pessoas queridas", sugere o médico Dean Ornish, da Califórnia. A regra é: faça o que puder por si mesma. A ansiedade no trabalho anda alta? Permita-se chegar mais tarde às vezes ou faça pausas demoradas para o café.

Mexa o corpo e alivie a mente

Estudos mostram que a prática de ioga diminui o nível de stress no corpo. Mas qualquer exercício é benéfico, de caminhar a correr e dançar. Já a meditação faz com que pensamentos arraigados se dissipem.

Aprenda a diferenciar

Emoções negativas podem não se tornar tóxicas. Já se disse que sentir raiva, inveja ou tristeza faz parte da vida. Mais: as dores são importantes para o amadurecimento. Só não deixe que elas tomem conta de sua vida e a corroam por dentro. Aí a fronteira será ultrapassada. 




(texto publicado na revista Claudia nº 51 - ano 7 - julho de 2012)