Mostrando postagens com marcador Venezia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Venezia. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Veneza, cenários de rara beleza e romantismo para os corações apaixonados - Iris Nunes Rodrigues
Quando se fala em Veneza, logo se imagina as seculares gôndolas que, como cisnes negros, navegam elegantemente pelos canais silenciosos e mansos. Sem dúvida um verdadeiro convite ao relaxamento e ao amor.
Pouquíssimas localidades no mundo são tão amadas como Veneza. Há séculos que ela vem inspirando pessoas do mundo inteiro a escolherem-na como a cidade para ser palco de pedido de casamento, comemorar bodas, passar lua de mel ou até quem sabe, encontrar o eterno amor.
Depois que o ator George Clooney, o solteiro mais cobiçado do mundo, escolheu Veneza como cenário de seu enlace com a advogada britânica Amal Alamuddin, já que foi local onde se conheceram, a cidade ganhou mais um elemento mágico. Se George Clooney se rendeu ao amor em Veneza, quem não se renderia?
Considerada desde 1987 pela UNESCO como patrimônio da Humanidade, não se pode dizer que é a cidade mais bonita do mundo por um motivo: ela é incomparável, completamente diferente de qualquer outra. O estilo arquitetônico veneziano é singular: são tantos palácios - construídos na era medieval - e outros belos edifícios, tão diversos entre si e ao mesmo tempo tão homogêneos que proporcionam um cenário inigualável! Suas ruelas formando verdadeiros labirintos, suas belas pontes ligando as ilhotas, as charmosas praças, as galerias de arte e os museus ao ar livre, há tanto o que ver que não se sabe para onde olhar... tudo é mágico e encantador.
O famoso carnaval de Veneza é um capítulo à parte. A festa veneziana surgiu há cerca de 500 anos e se destacou pelo fato de os nobres se misturarem à multidão usando máscaras para manter o anonimato. Durante 10 dias os desfiles venezianos encantam pelo fascinante impacto visual das fantasias e suas misteriosas máscaras em meio às construções seculares. À noite são realizados os famosos bailes nos salões em clima de muita pompa, luxo e beleza. As companhias artísticas, conhecidas como compagnie della calza, desfilam pela cidade contagiando os transeuntes com sua alegria e irreverência. Entre as mais conhecidas estão Os Antigos e Os Ardentes. As orquestras a céu aberto dão um ar ainda mais romântico que de costume. Para entrar na dança existem algumas regras, como a tonalidade das máscaras que obrigatoriamente devem ser brancas, douradas ou prateadas. O restante da fantasia permite uma certa liberdade de criação, mas nada que fuja ao tradicional visual renascentista.
Desvendando Veneza...
Sem dúvida que visitar a cidade ao lado da pessoa amada tem todo um clima de encantamento, mas a cidade também foi feita para os corações solitários... para os amantes da boa gastronomia, eventos culturais, o charme de suas ruas estreitas, os canais, os prédios e os monumentos que tornam a cidade uma verdadeira galeria de arte a céu aberto.
Sidney Tomassini retornou a pouco de Veneza, já esteve lá 3 vezes e diz que sempre descobre algo novo: "toda vez que chego em Veneza parece que faço uma regressão. Sinto-me que levado para a era medieval. Cada ponte que atravesso, ou quando caminho por aqueles labirintos tenho a sensação de voltar ao passado e demoro para retornar ao século atual. Uma boa dica é fugir para lugares fora da rota das multidões, se perder pelas ruas mais tranquilas, pelas travessas do lado oposto ao burburinho e sentir a verdadeira Veneza, conhecer um pouco a rotina dos moradores de lá. Siga, por exemplo, pela Via Giuseppe Garibaldi, onde se pode achar restaurantes mais baratos e até com música ao vivo. Mas não se esqueça de levar o mapa para achar o caminho de volta", alerta Sidney.
Luciana Orlando Lira Rodrigues é outra apaixonada pela cidade, diz que já esteve em Veneza, porém sozinha, mas promete voltar em breve agora com o seu marido João Alberto Rodrigues, e tem certeza que seu coração baterá de outra forma, novas sensações estarão por vir: "Veneza, sem dúvida, é uma viagem no tempo. Uma boa dica para mergulhar de cabeça nos séculos passados, nada melhor do que a música para levá-lo a essa outra dimensão. Não perca os concertos muis realizados em algumas igrejas. Escute e desfrute de verdadeiras obras-primas da música clsicaássica como Vivaldi, Bach, Beethoven e sinta-se realmente um veneziano por algumas horas", destaca Luciana.
A redação pediu para os nossos entrevistados algumas sugestões de lugares que valem a pena conhecer.
Piazza San Marco
Uma das mais belas praças do mundo e um ícone de Veneza. Nela fica a Basilica di San Marco, em estilo veneziano-bizantino, tem a forma de cruz grega e cinco enormes domos, repleto de mosaicos e objetos preciosos.
O Palazzo Ducale, um amplo edifício em estilo gótic0-veneziano, todos de mármore branco e avermelhado, com arcadas, chama a atenção por sua simetria e elegância. Construído a partir do século XII, passou por importantes modificações até o século XVI, quando assumiu a aparência atual.
Campanile
Foi aqui, em cima do Campanile di San Marco, que Galileu Galilei apresentou o seu telescópio ao doge Leonardo Donà, em 1609. A primeira torre, construída em 1173, foi usada durante muitos anos como farol, para guiar os navegadores da laguna.
Ponte dei Sospiri
Datada de 1600, esta ponte faz a passagem entre o Palazzo Ducale (e respectivas salas de tortura do tempo da Inquisição) para a prisão, do outro lado do canal. Deve o seu nome aos suspiros que os prisioneiros soltavam, depois de julgados e a caminho da execução.
Santi Giovanni e Paolo
No seu interior estão os túmulos de 25 doges, alguns deles são verdadeiras obras de arte executadas por grandes escultores.
Burano
Esta é a ilha mais animada de toda a região, reconhecida à distância pela inclinação da torre da sua igreja. Tem quiosques de venda de linho, rendas e muitas trattorias ao ar livre que servem peixe fresco.
Murano
Localizada a menos de 2 quilômetros ao norte de Veneza - acessível por vaporetto, a ilha é célebre pelos trabalhos artísticos em vidro como copos, luminárias, enfeites, penduricalhos e outros objetos forjados com os coloridos cristais locais. Os visitantes podem ainda conhecer fábricas e até um museu dedicado aos vidros, com mais de 4 itens em exposição.
Santa Maria della Salute
Mais de um milhão de pilares de madeira suportam o peso desta majestosa igreja barroca, um dos mais imponentes marcos arquitetônicos de Veneza. No seu interior, podem ser admiradas obras de Tintoretto, Giusto Le Corte e Tiziano.
Ponte di Rialto
Antigamente ela era a única maneira de atravessar o Gran Canal, ligando o bairro de San Marco a San Paolo e a Santa Croce. Atualmente, ela divide com a ponte dell'Accademia. Nas manhãs de segunda a sábado, funciona o mercado principal de Veneza, com ofertas de queijos, peixes e outros produtos frescos.
Santa Maria dei Miracoli
Escondida num labirinto de vielas e canais, esta pequena igreja é uma obra-prima da arquitetura do início do Renascimento, sendo a igreja preferida dos venezianos para celebrarem os seus casamentos. O seu interior é decorado com mármore rosa, branco e cinzento, magnífico quando iluminado pelos raios solares.
Hospedagem em Veneza
Os preços dos hotéis não podem ser considerados barganhas, mas é possível, sim, encontrar boas promoções na baixa temporada. Alguns hotéis colocam à disposição dos hóspedes embarcações para a estação de trem ou o aeroporto. Para os que se hospedam em hotéis que não oferecem serviço de transporte, o melhor é ficar em Santa Croce e Cannareggio, os bairros mais próximos da estação de trem de Veneza. Muitos turistas optam em se hospedar em Mestre (no continente) por ter hotéis bem mais baratos.
Comendo em Veneza
Boa comida é o que não falta em Veneza. Desde um lanche até uma deliciosa pizza ou uma verdadeira pasta italiana. Os preços em Veneza, no entanto, também não são baixos em se tratando de alimentação. Mas pesquisando, é possível comer bem sem precisar tirar muitos euros do bolso. Os frutos do mar são boas pedidas na cidade símbolo do romantismo. Há, ainda, muitos cafés, a maioria na Praça de San Marco. O consumo mínimo normalmente é de 10 euros como é o caso do Café Florian e do Quadri. Também é possível encontrar diversos lugares que vendem pizzas em porções, que podem sair de 1,50 a 2,50 euros cada uma. As pizzas inteiras custam entre 6 e 13 euros, dependendo do tamanho e dos ingredientes. Em se tratando de restaurantes, um risoto com frutos do mar é vendido, em média, por 15 euros e o escalope bolognese style sai por cerca de 17 euros. Não deixe de experimentar o antipasto veneziano, que é composto por azeitonas, anchovas marinadas, caranguejo e outros frutos do mar.
Veneza deve ser explorada com calma, pois tem muito a revelar a seus visitantes. Uma cidade romântica que, ao lado da companhia ideal, tornará sua viagem inesquecível e fará com que cada momento seja recordado com muito carinho. Boa viagem!
(texto publicado na revista Auguri - edição 25)
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Beato Luís Caburlotto - Cardeal Odilo Pedro Scherer
A famosa praça de São Marcos, em Veneza, estava tomada de povo. Não eram os turistas de todos os dias, que visitam a cidade aos milhares e se extasiam ao contemplar os mosaicos da basílica de São Marcos, a torre alta de tijolos e os edifícios harmônicos que compõem um dos cenários urbanos mais bonitos e conhecidos do mundo: no dia 16 de maio passado, foram paroquianos de Veneza e peregrinos de diversos países que encheram a praça, em composta assembleia litúrgica, para acompanhar a beatificação do Padre Luís Caburlotto.
Nascido em Veneza em 07.06.1817, filho de gondoleiro, o mais veneziano dos trabalhadores, o menino recebeu sólida educação humana e cristã. Depois dos estudos no seminário de Veneza, foi ordenado sacerdote na basílica de São Marcos, em 24 de setembro de 1842. Em meados do século 19, os tempos eram difíceis em toda Itália: depois da era napoleônica, e em plena revolução industrial, havia crise econômica, migrações, êxodo rural, falta de infraestrutura nas cidades, desemprego, pobreza difusa, violência... Além das tensões ideológicas entre "liberais" e "integristas", a crise moral e a desestruturação familiar eram marcantes. Será forçado ver aí semelhanças com a situação atual do Brasil, bem 150 anos depois?!
Padre Caburlotto foi encarregado de uma paróquia da periferia pobre de Veneza, com muita violência, abandono da infância, falta de escola, desintegração da família e degradação dos costumes. Além da pobreza, os paroquianos haviam também perdido as referências morais. Sem demora, arregaçou as mangas para ajudar o povo da paróquia San Giacomo dell'Orio; sua primeira preocupação foi dar escola e educação às crianças, com atenção especial para as meninas pobres, vítimas de frequentes abusos.
O padre olhava longe e queria prepará-las para o futuro: um dia, elas se casariam, seriam mães e poderiam educar bem os filhos e cuidar de suas famílias. Bem depressa, apareceu a ajuda voluntária e providencial de uma jovem senhora, que compreendeu o ideal e a preocupação do pároco e se dispôs a ajudá-lo. Foi o início da Congregação das Filhas de São José, uma congregação religiosa com o carisma da educação. As religiosas, orientadas pelo Padre Caburlotto, ocuparam-se com escolas, casas para menins órfãs ou com famílias desestruturadas e em dificuldades.
Ele compreendeu o quanto a educação era importante para o futuro das crianças e jovens; por isso, passou a dedicar-se também à escola para meninos e rapazes e aceitou a direção de importantes instituições públicas de educação em Veneza. Não permitiu que a educação fosse aprisionada nas lutas ideológicas entre liberais anticlericais e conservadores fechados, mas defendeu, acima de tudo, o direito das pessoas à boa educação, como condição para formar cidadãos livres e pessoas de bem. Por outro lado, teve a preocupação de promover a educação com valores morais, em todas as suas escolhas, sempre honrou os valores cristãos na educação.
Padre Caburlotto, educador visionário, faleceu em 07.07.1897, depois de ver bem consolidado o seu trabalho e também a Congregação das Filhas de São José. Elas estão presentes em vários países; em São Paulo, elas têm um colégio na Vila Matilde e outro em Santo André; mas também estão presentes em outros Estados do Brasil. A educação é motivo de constante preocupação também entre nós e a beatificação desse sacerdote educador, sem dúvida, é um sinal da Providência para que demos renovada atenção e importância à presença educadora da Igreja junto às crianças e jovens. Esse é um aspecto importante da missão da Igreja, que não pode ser abandonado.
Santos fazem santos. O menino Luís Caburlotto frequentou a escola dos Bens-aventurados irmãos Cavanis, fundadores de uma Congregação voltada para a educação, também eles; deles recebeu ótima formação cristã. Depois, como sacerdote, teve como bispo e Patriarca de Veneza aquele que se tornaria, mais tarde, o Papa São Pio 10º, que também o assistiu na hora do falecimento. A santidade é contagiante.
Na conclusão da beatificação, debaixo de um sol forte de primavera, o atual Patriarca de Veneza, Francesco Moraglia, aplicou ao beato Luís Caburlotto os pensamentos do Papa Francisco: esse sacerdote foi um verdadeiro missionário, que saiu ao encontro das pessoas nas periferias e se fez próximo delas; foi um verdadeiro bom pastor, com "o cheiro das ovelhas", que se dedicou a elas com todas as suas energias...
(texto publicado no jornal O São Paulo edição 3052 - ano 60 - 20 a 26 de maio de 2015)
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
I sette peccati capitali (da non commettere) a Venezia
1) Sempre in treno. Solo 'inesperienza della prima volta può giustificare l'uso dell'auto per arrivare a Venezia. I parcheggi sono carissimi e la mezz'ora o l'ora che spesso vi toccherebbe trascorrere in nervosissima attesa davanti al semaforo di accesso che non diventa verde annulla qualunque illusione di aver risparmiato tempo viaggiando in autostrada anziché sulla ferrovia.
2) Evitate i taxi abusivi. Nonostante i controlli delle forze dell'ordine è sempre forte il pericolo, per chi arriva in auto al Tronchetto, di essere "sequestrati" da un motoscafista abusivo che vi sbarcherà dove conviene a lui al prezzo che decide lui. Affiatevi ai mezzi pubblici, che a Venezia funzionano benissimo.
3) Niente cavallucci, maschere e merletti fasulli. Non date anche voi il solito obolo al già floridissimo commercio di paccottiglia veneziana (spesso importata da Taiwan). Se volete un vero vetro di Murano o un autentico pizzo di Burano, preparatevi a pagarlo molto e non cercatelo attorno a San Marco. Una vera maschera artigianale, invece, si può trovare quasi allo stesso prezzo di una fasulla nel laboratorio artigiano giusto (per esempio da L.A.M., in Barbaria de le Tole, a Castello).
4) Se non potete permettervi una stanza a quattro stelle, non scendete in un albergo vicino a San Marco. Rischiate prezzi spudorati e un servizio al limite dell'indecenza. Molto meglio far rotta su un'antica pensione. Basta prenotare per tempo.
5) Prezzo fisso? No, grazie. Tra i tanti segnali che consentono di riconoscere un ristorante dove non mettere piede, uno inequivocabile è il cartello "Menu a prezzo fisso". Evitate, a costo di ripiegare su cappuccino e brioche. Puntate su "cantine", "osterie", "cicchetterie" e "caffetterie". Anche qui: tenersi al largo da San Marco.
6) Non esiste città che in così pochi metri quadrati raggruppi tante vetrine dei massimi stilisti. Resistete anche alla tentazione più forte di acquistare a Venezia un oggetto griffato: il prezzo, che per le case più serie dovrebbe essere "consigliato", qui il negoziante se lo consiglia da solo.
7) Gondola vietata a mezzogiorno. Massì, fatevelo un giretto in gondola. Prima però adottate qualche precauzione: prezzo chiaro (la tariffa base è 80 mila lire per 50 minuti), niente serenata. E, possibilmente, scegliete le ore serali. Il fascino dei canali è proprio il silenzio notturno: che senso ha farsi scorrazzare a mezzogiorno, bersagliati a ogni ponte dai flash dei giapponesi?
(testo pubblicato sulla rivista Tuttoturismo nº 217 - febbraio 1997)
sábado, 15 de novembro de 2014
Os segredos da gôndola - Arthur Gillette
Assim como os clíperes ianques e os daus árabes (navios de um só mastro e vela latina), a gôndola veneziana é ao mesmo tempo uma embarcação e parte de um mito.
Curiosamente, o barco que passou a simbolizar Veneza, e que não existe em nenhum outro lugar do mundo, talvez não seja de origem veneziana. A origem da palavra gôndola é objeto de controvérsias. Alguns etimologistas a consideram uma deformação dos vocábulos gregos konkula (casca pequena e dura) ou khontilas (pequeno barco). Outros relacionam o formato da gôndola ao de um barco romano do século IV de nome hipotético fundula.
A primeira evidência incontestável da existência da gôndola em Veneza é um documento de 1094, pelo qual o doge Vito Falier concede a alguns habitantes da laguna o direito de construir uma gôndola. Se esse pergaminho for considerado como seu certificado de nascimento, a gôndola em breve completará mil anos.
Ao longo desses séculos, a construção naval não parou de evoluir, e a gôndola atual é o resultado de contínuas transformações e melhorias que refletem o desenvolvimento sócio-econômico da própria Veneza. Sua história é uma espécie de ilustração naval da teoria evolucionista de Darwin, uma relação dialética entre o barco e seu meio geográfico e humano.
A cidade de Veneza nasceu da aproximação progressiva de várias comunidades camponesas espalhadas pela laguna. À medida que a população aumentava, eram abertos canais, cuja rede foi sendo pouco a pouco organizada e estendida até se transformar no labirinto aquático que hoje conhecemos e que foi comparado pelo arquiteto e urbanista do século XX, Le Corbusier, a um "sistema cardiovascular perfeito". Essa forma muito particular de desenvolvimento urbano, que quase não permitia a utilização da tração animal, exigia um meio de transporte capaz de conduzir um número crescente de pessoas a longas distâncias e o mais rápido possível, por um labirinto de estreitos e intrincados canais. A gôndola se adaptou a todas essas exigências.
A gôndola é famosa por suas linhas elegantes, e seu casco possui agilidade de um cavalo de corrida. Entretanto, esse esquife construído para ser veloz tem sempre casco plano, característica já mencionada no documento de 1094. Esse pequeno calado se adaptava perfeitamente à vida anfíbia dos venezianos, primeiro sobre a laguna, depois nos canais da cidade, que eram sempre pouco profundos.
O primeiro desenho conhecido de uma gôndola foi traçado em 1555 pelos estaleiros do Arsenal. Mostra que após cinco séculos de existência, o barco já tinha um formato muito alongado, e essa tendência se reforçou mais com o tempo: a maioria das gôndolas atuais mede 10,87 m de comprimento por apenas 1,42 m de largura, isto é, uma propoção de 7,7 por 1.
Para transportar um número crescente de passageiros em um esquife cada vez mais estreito, os gondoleiros deixaram de ocupar o lugar ao centro do barco para se instalarem numa espécie de plataforma situada na popa, ao nível das perchas, o mais próximo possível da popa. Essa posição mais elevada do barqueiro, por sua vez, deu origem a dua inovações características da gôndola.
A primeira é o remo longo (4,20 m), fabricado de uma única tora de faia, que nunca pesa menos de 4,30 kg. Semelhante instrumento exige muita força e habilidade para ser manejado, mas funciona como uma extraordinária alavanca.
A segunda melhoria, devida à posição vertical do gondoleiro, consiste em um tolete especial chamado forcola (forquilha), talhado em um bloco de nogueira cuja forma lembra um tronco de nogueira cuja forma lembra um tronco de árvore estranhamente retorcido. Essa notável peça de madeira esculpida é também perfeitamente funcional: ao deslocar o remo de um a outro encaixe da forcola, o gondoleiro pode alterar a velocidade da embarcação.
Para equilibrar o peso (de 50 a 70 kg) do gondoleiro, foi necessário colocar um contrapeso na proa. Daí a existência do ferro (il ferro), pesada peça de metal com seis dentes horizontais. Dizem que eles simbolizam os seis bairros históricos de Veneza, assim como o topete metálico em forma de cornucópia, que encima o ferro, lembra o chapéu dos doges nas cerimônias oficiais.
Todas essas inovações haviam sido aparentemente incorporadas à gôndola até fins do século XVI. Mas o peso das embarcações, cada vez mais compridas, ocasionava um problema de atrito com o fundo. Para superá-lo os construtores aos poucos foram obrigados a elevar a popa e a proa sobre o nível da água. Atualmente só a parte central, que representa cerca de 3/5 do casco, entra em contato com a água, o que inspirou um poeta veneziano a comparar a gôndola a "uma meia-lua pousada sobre a laguna".
A gôndola continuou a evoluir até o século XX, quando atingiu quase a perfeição. Ao observar uma gôndola amarrada entre duas estacas, notamos que o casco está ao mesmo tempo desequilibrado (nitidamente inclina-se para estibordo) e torto (fica visivelmente assimétrico). Por que essa forma curiosa?
Desde o século XVII, mas particularmente após a queda da República de Veneza e a ruína de muitos dos nobres venezianos, o hábito de usar um único gondoleiro tornou-se cada vez mais popular, substituindo o dispendioso par utilizado inicialmente e por tradição. Ao remar, o gondoleiro não se situa no centro da pequena plataforma da popa, mas a bombordo, para transmitir o máximo de força propulsora ao remo, que gira em torno da forcola fixada a estibordo. Já no século XVI, para compensar esse desequilíbrio do gondoleiro, de pé, fora do centro, a bombordo, o casco era feito de modo a se inclinar para estibordo. Quando vazia, a embarcação se inclina para estibordo, e retoma uma posição normal desde que o gondoleiro suba a bordo e assuma sua posição.
Todavia, todos os problemas ocasionados pela fórmula do gondoleiro único ainda não foram solucionados. Como o remo é fixado a estibordo, é necessário imprimir-lhe um movimento especial em forma de J para evitar um desvio constante para bombordo. Mas esse movimento tem o inconveniente de reduzir a velocidade, contradição aparentemente insolúvel, mas que finalmente se conseguiu resolver de maneira inesperada, no final do século passado, por meio da deformação do casco. Hoje, este é claramente desviado para bombordo, com uma diferença de 24 cm na sua parte mais larga.
Desequilíbrio e assimetria não impedem que a gôndola seja extremamente graciosa e estética, o que também não exclui de modo algum sua eficácia, bem ao contrário. Um gondoleiro bem treinado pode impulsionar uma gôndola, carregando até 1.200 kg, a uma velocidade constante de quase três nós. O diretor do Museu de História Naval de Veneza, G. Rubim de Cervin, analisou a relação entre a velocidade obtida e a energia despendida, e considerou a gôndola "a embarcação mais rentável do mundo".
Apesar de ser uma autêntica maravilha do ponto de vista técnico, a gôndola não exerceria tanta fascinação se sua imagem não estivesse associada aos homens (e mais raramente às mulheres) que a conduziram no decorrer dos 10 últimos séculos.
Segundo um cronista de 1493, os primeiros gondoleiros eram frequentemente escravos negros, como atesta um célebre quadro de Carpaccio. Os gondoleiros ligados ao serviço das famílias ricas realizavam outros tipos de tarefas, e poucos diferiam dos demais criados.
Com o tempo os gondoleiros se tornaram um grupo com características próprias. Uma delas era seu orgulho profissional, manifestado abertamente desde que, por seu número, deixaram de ser uma classe marginal. Em fins do século XV havia em Veneza entre 15 a 30 mil gondoleiros, e em determinados períodos da história da cidade, chegaram a representar, com suas famílias, um quarto da população. Hoje, não passam de 400.
Os gondoleiros falavam uma língua muito peculiar, uma variante do dialeto veneziano que por sua vez era uma mistura singular de italiano, espanhol e árabe. Muitos dos termos que designam as dimensões da gôndola e suas 280 diferentes peças de madeira, assim como as ferramentas e técnicas usadas em sua construção, permaneceram inalterados vários séculos, apesar de incompreensíveis para os habitantes (inclusive construtores navais) de outras regiões da Itália. Um gondoleiro de hoje quase não tem dificuldade para decifrar as anotações anexadas ao plano de 1555 anteriormente mencionado. Em Veneza, nem sempre se distinguia os dias de festas e os dias de trabalho. Numerosos festivais civis e religiosos davam aos gondoleiros a oportunidade de associar esses dois aspectos fundamentais da vida dos venezianos.
A chegada de ilustres dignitários estrangeiros servia de pretexto a verdadeiras competições entre os decoradores de gôndolas. Em 1682, o embaixador francês, Monsieur Amelot, entrou em Veneza a bordo de uma embarcação barroca, assim descrita por um cronista contemporâneo: "Toda a gôndola é recoberta de relevos dourados... Nas quatro extremidades do casco, quarto estatuetas alegóricas representam as virtudes do embaixador, cada uma com seu atributo: a Vigilância é simbolizada por uma lanterna e um galo, a Fidelidade por um cachorro, a Discrição por uma chave selando os lábios, e a Eloquência pelo caduceu de Mercúrio e uma colmeia.
Os gondoleiros eram aficcionados pelas regatas, que lhes permitiam mostrar sua capacidade física e habilidade técnica para regozijo do público. As regatas de gôndolas e outras embarcações tipicamente venezianas eram acontecimentos muito populares desde fins do século XV. A Regata Anual, que havia sido abandonada há muitos anos, ressurgiu em 1976: nada mais justo, se considerarmos que a palavra regata é de origem veneziana. Desde então, centenas de profissionais e amadores entusiastas participam todos os anos de uma exaustiva maratona náutica de 32 km.
O número de gôndolas e gondoleiros vem diminuindo nitidamente neste século. A profissão tão pouco atrativa deixou de ser um privilégio hereditário. Certamente há sinais encorajadores, como a retomada dos jogos náuticos e da Grande Regata. Sob os auspícios da Unesco, um Comitê Internacional de Defesa da Gôndola está ajudando a restaurar um dos últimos estaleiros de construção de gôndolas em San Trovaso. Mas seu destino parece selado. Atualmente têm uma função meramente decorativa como objetivo de interesse turístico, e os próprios venezianos as utilizam em raras ocasiões, tais como casamentos e funerais. A finalidade principal da gôndola como meio de transporte de passageiros em Veneza deixou de existir há um século, com o aparecimento dos barcos a motor.
(traduzido por Andréa Corrêa Rodrigues)
Arthur Gillete é editor da Museum, revista trimestral publicada pela Unesco. Autor de vários artigos sobre barcos e navegação, foi marinheiro em barcos de pesca a vela nas Bahamas e em 1969 cruzou o Atlântico num cúter de 7,60 m.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Veneza vai virar mar? - Ricardo Arnt
A mais bela cidade do mundo está sucumbindo às marés, altas como nunca. Há alguns anos, estudam-se diversas maneiras de barrar o avanço do mar. Na prática, porém, nada foi feito até hoje. Falta de dinheiro. Veneza corre risco de vida. Cada vez com menos moradores. Cada vez com mais turistas, mais poluição e mais água.
Todo o incalculável patrimônio histórico e cultural de Veneza, na Itália, está afundando. A cidade-sonho da costa do Adriático, insulada no interior de uma laguna de 55 quilômetros de extensão por 13 quilômetros de largura, está morrendo. Cinquenta anos de transformações industriais alteraram catorze séculos de equilíbrio delicado entre a cidade e a laguna. Marés cada vez mais altas afogam Veneza e seus famosos "palazzi".
Soluções tecnológicas sofisticadas podem deter o mar. Mas há trinta anos discutem-se causas, estratégias e custos.
O preço é alto e a vontade politica, pouca. E, pior, enquanto o tempo passa, desaparece a matéria-prima de qualquer recuperação - os venezianos. Em 1954, eles eram 175 000 em 1974, 108 000; hoje, não passam de 78 000.
A Veneza de Goethe, Mozart, Nietzsche e Thomas Mann virou uma cidade-fantasma. Tem cada vez menos padarias, mercearias e cinemas. É cada vez mais turistas, milhões deles, sempre de passagem. Salvar Veneza vai sair caro: só para sanear os problemas da laguna e controlar a marés, a Itália precisaria investir quatro bilhões de dólares.
Desde 1900, a cidade afundou 23 centímetros
Veneza convive com a maré alta, acqua alta em italiano, desde a sua fundação, no século VI. Mas, com o passar do tempo, o subsolo cedeu e o piso da cidade baixou 23 centímetros em relação ao nível médio do mar em 1900. Para resolver a questão, desde o século XVI duas teorias se confrontam. A primeira defende o fechamento das três entradas da laguna, por onde a mare alta passa: elas seriam trancadas. A outra teoria prega a preservação máxima da laguna, atribuindo o aumento do impacto das marés aos detritos industriais e urbanos que se acumulam no fundo da laguna.
A pior fase começou com o desenvolvimento industrial. Em 1920, surgiram aterros nas margens da laguna, do lado do continente, onde ergueram-se as cidades de Mestre e de Marghera, um porto. Na década de 50, período de grande crescimento econômico no pós-guerra, a cidade de Marghera foi muito ampliada com novos aterramentos para a construção de um vasto complexo petroquímico.
Na laguna, cuja profundidade média não ultrapassa 2 metros, escavaram-se canais para a navegação de grande calado, com 5 quilômetros de extensão e 15 metros de profundidade. Por eles, passaram a entrar enormes volumes de água. Finalmente, em 1973, veio um novo aterramento, para a construção do aeroporto Marco Polo.
Há treze anos, formou-se o Consorzio Venezia Nuova para recuperar a bacia lagunar, integrado por várias empresas, como a Fiat, Iri-Italstat, Mazzi, Girolla, Lodigiani e Sacaim. Em 1988, criaram-se mais quatro consórcios semelhantes. Até agora, porém, foram feitos apenas testes e estudos. A crise econômica restringe a disponibilidade de recursos.
Famílias fazem as malas, com medo da água
Às 17 horas do fatídico dia 4 de novembro de 1966, a maré alta atingiu o recorde histórico de 1,94 metro. As ondas impelidas pelo vento scirocco passaram por cima das muralhas na costa, entraram pelas bocas do porto e foram açoitar o Palácio dos Doges. No centro histórico e nas ilhas do estuário, 16 000 famílias e comerciantes perderam quase tudo. Todos os 432 transformadores elétricos da cidade explodiram, deixando os venezianos em pânico, no escuro, durante três dias.
Quando a água começou a recuar, lixo, móveis e mercadorias amontoavam-se em todos os cantos. Manchas de óleo e gasolina tingiam ruas e prédios. Barcos e gôndolas jaziam, quebrados, nas ruas. Milhares de ratos encurralados nas pontes e nos andares superiores das casas ameaçavam os moradores. Gatos, pombos e ratos mortos boiavam nos canais.
Um cenário inesquecível: calçadas afundadas, encanamentos entupidos, ralos abertos e milhares de toneladas de sujeira. Praças, jardins e plantações devastados. Os danos ao patrimônio cultural foram gravíssimos. A cidade parecia abatida pela peste, como no romance do escritor alemão Thomas Mann, Morte em Veneza.
Para os venezianos, as marés viraram uma ameaça constante. A família de Massimo Cannaregio, 32 anos, é uma das que desistiram e mudaram-se para Mestre: "Vivi a primeira infância em Veneza", diz ele. "Nossa residência ficava no segundo andar de um prédio restaurado do século XVIII. Quando tinha quatro anos, minha família foi embora, porque a casa estava sempre úmida. A enchente de 66 fez um estrago danado e custaria muito dinheiro para reformar o prédio. Vendemos o imóvel por uma ninharia."
Constrangida pela fragilidade ambiental, "a cidade mais bonita do mundo" transferiu moradores de seu centro histórico para aquela que os italianos chamam de "a cidade mais feia do mundo" - Mestre, Veneza esvaziou, enquanto Mestre inchou, sem nenhum planejamento urbanístico. Passou de 37 000 habitantes, em 1921, para 57 000, em 1951, 161 000, em 1961 e 205 000, em 1971.
Os jovens são os primeiros a sair, em busca de emprego, qualidade de vida, automóvel, lazer e outros consumos de que Veneza não pode proporcionar. Ali resiste a população mais velha da Itália: média de 46 anos, contra 40 anos da média nacional. Há poucos espaços para crianças. E cada vez menos infra-estrutura urbana.
Veneza não tem condições de virar uma espécie de Disneylândia, eternamente lotada de turistas. Nem os venezianos gostariam disso. Eles querem a mesma cidade, com canais em vez de ruas asfaltadas. Gaivotas em vez de vira-latas. E barcos (os vaporettos) em vez de ônibus.
A cidade é frágil e vive por um fio, sempre torcendo para que outra maré alta catastrófica, como a de 1966, não se repita. Mas para sobreviver terá de sair de seu imobilismo. Terá aprender a controlar as marés.
Um espetáculo com final repugnante
Em 10 de julho de 1989, Veneza sofreu outro trauma. Duzentas mil pessoas se espremeram na Praça São Marcos para assistir ao concerto da banda inglesa Pink Floyd. Foi uma tentativa de fazer a cidade recuperar a fama de palco de grandes eventos culturais. A tragédia foi que os produtores do evento - musicalmente esplêndido - esqueceram que a cidade tinha poucos banheiros. No dia seguinte, ruas, vielas e canais amanheceram inundados. Não propriamente de água do mar.
Gente em todo canto
Ao mesmo tempo em que muitos venezianos desistem, aqueles decididos a ficar enfrentam hordas de turistas cada vez maiores: 1,6 milhão em 1951 e 8,5 milhões no ano passado. A previsão para o ano 2000 é de 15 milhões. O turismo é responsável por 63% da receita da cidade. O "congestionamento" de gente é tão comum que em alguns lugares usam-se semáforos para organizar a multidão. Entra-se no Palácio dos Doges em fila, sobem-se pelos quadros de Bosch e Tintoretto em fila.A singela Ponte dos Suspiros, onde os condenados à morte passavam, olhavam o canal e suspiravam - o maior dos sedutores, Giacomo Casanova, fugiu dali pelo teto - é atravessada por centenas de pessoas a cada hora. Suspira-se, atualmente, para a travessia acabar logo.
Memória pode ir por água abaixo
Em Veneza, pode-se admirar cerca de 450 palácios e residências de valor artístico inegável - neles, há quase sempre o toque de um mestre da arquitetura medieval, renascentista e barroca. A cidade, durante séculos, teve fama de ser ponto de encontro de artistas. Compositores como Rossini, Giuseppe Verdi e, mais recentemente, Igor Stravinsky fizeram a sua primeira apresentação em Veneza, no Teatro la Fenice. O Museu Accademia reúne obras de alguns dos mais famosos pintores italianos, todos com passagens pela capital do Vêneto.
(texto publicado na revista Super Interessante - de janeiro de 1995)
sábado, 18 de outubro de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
domingo, 3 de agosto de 2014
domingo, 8 de setembro de 2013
Diário de vida: Filme Only You (1994) e o jogo (ou brincadeira ????) do copo
Ontem o meu blog completou 2 anos. Ele foi aberto como parte das tarefas do projeto 7 de setembro criado pelo Chris Allmeida. E estou curtindo muito fazer postagens, porque sempre gostei muito de escrever. As fontes de meus temas são revistas, livros e o "tio" Youtube (o irmão do "tio" Google), sem contar com o popularíssimo Facebook.
Hoje de manhã fui fazer a minha costumeira caminhada e ideias começaram a pipocar em minha mente. Eu me lembrei do "ouija board" que aparece logo no início do filme "Only you" estrelado por Marisa Tomei e Robert Downey Jr. Esse jogo ou brincadeira funciona do mesmo jeito que o do copo. No filme se trata mesmo de uma brincadeira feita pelo irmão da protagonista. Como não achei o filme disponível, estou postando um vídeo que mostra como o jogo funciona.
Quando era criança, brinquei algumas vezes com minhas amigas Nadia e Dirce, na maioria das vezes na casa delas. Nas poucas vezes que fizemos em minha casa, não senti nenhuma presença depois que as minhas amigas iam embora, mas há pouco tempo a Nadia me contou que quando fazíamos na casa delas, as duas ficavam paralisadas e só conseguiam sair desse estado orando muito. E a Cristal me confirmou que é muito perigoso mexer com isso e de brincadeira ele não tem nada. Ainda bem que meus mentores me protegeram naquela época.
O jogo do copo
![]() |
| Ouija board |
![]() |
| Jogo do copo |
Sinopse do filme
Faith Corvatch está numa sessão de espiritismo quando lhe é revelado o nome do seu verdadeiro amor, Damon Bradley. Anos depois, já adulta e prestes a casar com um ortopedista, descobre, pouco depois de experimentar o seu vestido de noiva, que o homem que tanto procurava é um amigo do seu futuro noivo, e que ele se dirige para Veneza.
Ela decide correr para o aeroporto para tentar encontrá-lo, mas não consegue. Decide pegar o próximo voo para Veneza, desta vez com a ajuda da amiga e cunhada Katherine.
Chegando a Veneza, elas descobrem que o homem acabou de sair do hotel em que se encontrava hospedado, mas deixou para trás um número de telefone de uma loja em Roma, onde alguém o conhece. Chegando à loja, as amigas encontram o dono, Giovanni, mas quem conhece Damon é uma empregada da loja, que sabe que este vai jantar em um restaurante em Roma. Depois de mais um desencontro, Faith corre pelas ruas de Roma atrás do homem, mas se encontra com um vendedor de sapatos que diz chamar-se Damon Bradley. No final de uma noite amorosa, o vendedor diz-lhe que o seu nome verdadeiro é Peter Writh e só lhe mentiu porque se apaixonou por ela e não a queria perder da sua vida.
Triste, Faith decide voltar para os Estados Unidos, mas muda de ideia quando Peter lhe diz que descobriu onde se encontra Damon: em Positano, perto de Roma. Eles descobrem, assim que chegam ao hotel, que Damon é na verdade um playboy, mas Peter parece não ter desistido de Faith.
Cenas do filme Only You
Gosto muito desse filme por vários motivos e um deles é o fato de ser ambientado na Itália: Veneza, Roma e Costa Amalfitana. E o Robert Downey Jr fala italiano de um jeito muito charmoso.
Marcadores:
Autoconhecimento,
Chris Allmeida,
cinema americano,
comportamento,
filmato,
jogo do copo,
le regioni italiane,
Robert Downey Jr,
Roma,
Venezia
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
La regata storica (Venezia) - Lina Urban
La regata, la più veneziana tra le competizioni, da sempre ha coinvolto cittadini e forestieri. Se le testimonianze storiche più antiche sono legate alla festa delle Marie e le prime notizie datano dalla seconda metà del secolo XIII, è probabile che questa spettacolare gara fosse già da allora una usuale competizione popolare, perché Venezia era essenzialmente una città proiettata verso il mare e addestrare uomini al remo era necessità primaria.
L'etimologia del termine regata è incerta. Chi la vuole far derivare da riga (linea), chi da aurigare (gareggiare), chi da ramigium (remeggio): sta di fatto che il termine veneziano regata è entrato nelle principali lingue europee ad indicare una competizione agonistica su barche.
Nel Rinascimento le regate furono organizzate prevalentemente dalle Compagnie della Calza (Associazioni di giovani patrizi) ma dalla metà del secolo XVI la gestione venne affidata a nobili scelti dal Governo, che presero il nome di direttori di regata.
Più usuali nei secoli passati che nel presente, si divisero allora in sfide tra barcaiuoli o gondolieri e regate grandi. Queste ultime furono motivate da celebrazioni cittadine religiose o laiche. La regata fu, per secoli, uno degli spettacoli consueti per festeggiare solenni ingressi in Palazzo Ducale di dogi, dogaresse, procuratori di San Marco e per onorare ospiti illustri in visita alla Serenissima: da Beatrice d'Este nel 1493, ad Anna de Foix, regina d'Ungheria, nel 1502, ad Enrico III di Francia nel 1574, a Federico IX di Danimarca nel 1709, ai conti del Nord (gli eredi al trono di Russia) nel 1782. Non di rado esse furono organizzate per la munificenza di principi esteri: restò famosa la regata del 1686 voluta dal duca Ernesto Augusto di Brunswick, valoroso condottiero al servizio della Serenissima.
Se la raffigurazione della regata appare per la prima volta nella Pianta di Jacopo de' Barbari del 1500, Venezia fu nei secoli successivi identificata anche attraverso l'immagine festeggiante di questa gara, ritratta dal Carlevarijs, dal Canaletto, da Francesco e Giacomo Guardi.
La regata consiste, da sempre, in varie gare su particolari tipi di barche (anticamente si disputava anche su galee, peatoni, burchi, oltre che su barchette agili a due o più remi) e, da sempre, in questa occasione, Venezia ha visto il Bacino di San Marco e il Canal Grande pullulare di imbarcazioni ornate di ogni tipo, dalle quali i cittadini assistono alla gara con partigiana animosità. Proprio per fronteggiare e contenere i disordini, la regata fu preceduta anticamente dalle bissone (barche da parata0 dalla tipica forma allungata, dalle quali alcuni nobili, posti a prua e muniti di arco, lanciavano alle imbarcazioni più indisciplinate delle palle di terracotta (usate abitualmente per la caccia alle folaghe). Ora le bissone formavano la testa del corteo storico e non hanno più funzione di servizio d'ordine.
I punti cruciali e più importanti, le tappe fondamentali della regata, sono da sempre: lo spagheto (il filo) teso alla partenza, all'altezza degli attuali Giardini; il paleto (un palo) infisso nel mezzo del Canal Grande all'altezza di Sant'Andrea della Zirada, attorno al quale le barche girano e dove - così si afferma per tradizione - si determinano le posizioni dei primi in bandiera (i vincitori); la machina, edificio galleggiante che poggia su una chiatta lignea, ricca d'intagli policromati e dorati, luogo deputato per l'arrivo e la premiazione.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
sábado, 31 de março de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)


