Mostrando postagens com marcador cães. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cães. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Paulistana Nota Dez: Lucila Coelho - Ana Luiza Cardoso
Nome: Lucila Coelho
Profissão: empresária
Atitude transformadora: é uma das pessoas que mais auxiliam o banco de sangue veterinário da USP, com doações de seus cães, Cuca e Duque
Os bancos de sangue dos hospitais paulistanos vivem em constante estado de alerta por falta de doação. Muitos donos de pets não sabem, mas também existem reservas do tipo para bichos. E elas enfrentam o mesmo problema. Ao saber disso, por meio de uma postagem no Facebook, a empresária da área de tecnologia da informação Lucila Coelho resolveu agir. Em 2013, passou a levar sua labradora Cuca, hoje com 8 anos, para ajudar o laboratório de hemoterapia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP. Em 2015, entrou também na ação do bem o boxer Duque, 3. Moradora do Brooklin, a dona traz ainda dois cães de amigos para encher bolsas de 450 mililitros por visita. A cada três meses, período mínimo entre uma contribuição e outra, ela os coloca no carro e segue para a Cidade Universitária. Tornou-se uma das "doadoras" mais ativas dali. Durante o procedimento, de cerca de dez minutos, as mascotes ficam tranquilas, sem sedativo. A picada da agulha é dada no pescoço. "Quando acaba, eu as mimo com água de coco", diz Lucila, que garante não se tratar de um processo penoso para os cães. "Faço isso para ajudar animais que sofreram acidente ou que passam por tratamento."
Ações como essas são fundamentais para que continuem as cirurgias e os atendimentos no hospital da faculdade da USP. De acordo com o veterinária Denise Tabacchi Fantoni, o serviço recebe por mês trinta contribuições, número insuficiente para suprir a demanda. "Precisamos visitar canis, daqui e de outras cidades, para obter sangue", lamenta. Os receptores pagam somente os custos dos procedimentos, necessários para a coleta, em torno de 150 reais. Em relação às reservas para gatos, a escassez mostra ainda mais grave. Para doar, é preciso que o cachorro tenha entre 1 e 8 anos, esteja saudável e pese pelo menos 26 quilos. No caso dos felinos, eles devem ter no mínimo 4 quilos e até 8 anos.
(texto publicado na revista Veja São Paulo de 2 de novembro de 2016)
Cão colhendo sangue para fazer exame
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
13 razões para ter um animal de estimação
1) A interação com bichos estimula os bebês: eles aprimoram a percepção dos cinco sentidos e a coordenação motora. Assim, podem se desenvolver mais rápido, aproveitando os estímulos para aprender a engatinhar e a caminhar, segundo os passos do animal.
2) O compromisso de levar o pet para passear inclui atividade física na sua rotina. Num estudo feito nos Estados Unidos, cães foram emprestados a sedentários durante 11 meses. No fim do período, as caminhadas resultaram numa perda média de 6 quilos por participante.
3) Segundo outro estudo estadunidense, ter nosso bichinho por perto em momentos de estresse pode evitar picos de pressão arterial. Além disso, a companhia dos animais de estimação está relacionada a níveis mais saudáveis de colesterol e triglicérides no sangue.
4) O convívio com animais de estimação na infância fortalece a imunidade. A conclusão é a de um estudo finlandês, que chancela a sabedoria popular: as crianças precisam ser moderadamente expostas a micro-organismos para amadurecer o sistema imunológico.
5) Para quem espirra só de ver um gato, pode parecer mentira, mas, segundo a Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, conviver com bichinhos durante a infância diminui em cerca de 33% o risco de desenvolver alergias.
6) Uma pesquisa feita nos Estados Unidos durante 20 anos concluiu que donos de gato correm 40% menos risco de sofrer ataque cardíaco. Outro estudo, do mesmo país, indica que qualquer espécie de animal de estimação ajuda a tornar nosso coração mais resistente.
7) Outra pesquisa estadunidense descobriu que acariciar um cachorro pode diminuir em até 28% a necessidade de analgésicos por pacientes internados após cirurgias nas articulações. Trata-se da Terapia Assistida por Animais, internacionalmente reconhecida.
8) Os bichos também contribuem para a nossa saúde psíquica. Pesquisas indicam que, na companhia de um animal, pacientes com transtornos mentais, como Alzheimer, realizam com maior facilidade atividades fundamentais, como se alimentar e conversar.
9) Um estudo da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, mostrou que os níveis dos hormônios do bem-estar, como a serotonina, aumentam quando estamos acompanhados de nossos animaizinhos, afastando distúrbios como a depressão.
10) Para os tímidos, os bichos são aliados na socialização. No caso do cachorro, o empurrãozinho é mais direto. Já que a interação é constante nos passeios. Mas qualquer espécie rende histórias que servem como pretexto para um começo de conversa.
11) Cuidar de animais de estimação é uma tarefa que ajuda as crianças a desenvolver o senso de responsabilidade. E não é só isso: o convívio com os pets estimula outras habilidades sociais fundamentais, como a empatia e a compreensão das diferenças.
12) Segundo um estudo da rede britânica Pets at Home, bichinhos, de fato, deixam as crianças mais felizes. E uma pesquisa publicada na revista estadunidense Psychology Today estende esse benefício: em qualquer idade, bichos trazem autoestima e felicidade.
13) Mesmo quando se vão, os bichinhos dão lições importantes às crianças. A dolorida experiência do luto ajuda a amadurecer, mostrando que algumas situações tristes são inevitáveis, fogem ao nosso controle, mas precisam ser superadas.
(texto publicado na revista Sorria para ser feliz nº 49 - mai/jun de 2016)
Marcadores:
animais,
atividade física,
cães,
colesterol,
comportamento,
crianças,
estresse,
gatos,
hipertensão,
infância,
salute,
sistema imunológico
domingo, 30 de outubro de 2016
sábado, 29 de outubro de 2016
Britain's Got Talent: artists and pets
Marc Métral and his talking dog
Ashleigh and Pudsey
Catch Jules and Matisse
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
domingo, 16 de outubro de 2016
sábado, 15 de outubro de 2016
5 mitos sobre comportamento canino - Karina Sakita (Portal do Dog)
Os cachorros não podem falar, porém eles mostram o que querem com suas atitudes. Mas nem sempre nós deciframos corretamente os sinais que eles nos dão.
Interpretar o comportamento canino é um grande desafio para muitas pessoas e existem alguns mitos que dificultam ainda mais esse entendimento.
O site Dogster desvendou 5 mitos sobre comportamentos caninos que podem levar a tragédias:
1) Quando for cumprimentar um cachorro desconhecido, estenda sua mão para ele cheirar – Ao invés de fazer isso, pergunte ao tutor do cachorro como é seu comportamento e converse com o cão para ver sua reação. Se ele quiser, vai te cheirar voluntariamente, abanar o rabo ou se afastar. Você deve respeitar a vontade do cachorro.
2) Raça dita o comportamento – Apesar de terem vários estudos e comparações sobre o comportamento dos cães de cada raça, devemos lembrar que cada cachorro tem sua própria personalidade, assim como os humanos.
3) Quando um cachorro te encara, não há nada que você possa fazer – Na verdade, quando o cão te encara, ele está tentando descobrir se você é amigo, inimigo ou uma predador. Aja como amigo e tente não demonstrar medo, encare o cachorro com uma linguagem corporal relaxada e fale carinhosamente com ele.
4) Placa de “Cuidado! Cachorro bravo” tira sua culpa caso seu cão machuque alguém em sua propriedade – Cachorros só entendem a linguagem corporal. E esse tipo de placa faz com que as pessoas reajam com medo em relação ao seu cão. O melhor seria colocar uma placa “Não ultrapasse”.
5) Apenas cachorros maus com tutores maus mordem – Mesmo tutores responsáveis acreditam em mitos sobre o comportamento canino. Qualquer cachorro pode morder, especialmente se ele se sentir ameaçado.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Covardia animal - Carolina Giovanelli
Pelo menos dezesseis cães e gatos são resgatados por dia das ruas da capital, grande parte abandonada por pessoas que haviam se comprometido a cuidar deles
Não se pode chegar perto dos oitos filhotinhos da cadela Clara, nascidos há cerca de três semanas. Como boa mãe, ela não quer ninguém mexendo com sua prole. A família ficou balançada por perder o lar de uma hora para a outra. No último dia 19, a cadela e seus bebês foram largados na frente da ONG Cão sem Dono, em Itapecerica da Serra, dentro de uma gaveta, com um punhado de ração. O canil da instituição, com capacidade para 210 bichos, está superlotado, com mais de 370 cães. "Mesmo sem condições, não tivemos outra opção a não ser acolher esses novos pets", afirma o diretor Vicente Defini. Não é a primeira vez que uma cena dessas ocorre por lá. Essa é uma realidade comum no dia a dia das entidades do tipo e na cidade como um todo. Os descartes acontecem também em parques, praças, estradas e portas do pet shops. Nem os hospitais veterinários públicos escapam. Há quem interne o bichinho doente e não volte nunca mais.
De acordo com um levantamento realizado por VEJA SÃO PAULO em dez das principais instituições atuantes nessa causa na capital, pelo menos 500 pets são resgatados das ruas por mês, uma média de dezesseis por dia, ou cerca de 6 000 por ano. Grande parte deles já teve uma casa e foi abandonada pelo dono, segundo os profissionais dessas ONGs. Trata-se apenas de uma amostragem. O problema, de acordo com os especialistas, certamente é muito maior. Não existem estatísticas oficiais a respeito do assunto, pois contabilizar a população de animais desamparados configura tarefa bastante difícil. "Eles costumam se concentrar em áreas de limpeza escassa e com abrigo, como terrenos baldios e construções", afirma Ricardo Augusto Dias, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Além disso, alguns têm endereço fixo, mas contam com acesso à rua, outros estão perdidos e há os chamados "cães comunitários", cuidados por diversas pessoas.
Os casos de pets que já tiveram dono, mas viraram "órfãos", são de cortar o coração. Mesmo com a difusão da ideia de considerar os bichos como integrantes da família, algumas pessoas ainda seguem a direção de percebê-los como mercadorias, que, consequentemente, podem ser descartadas. "Já ouvi os motivos mais absurdos de tutores para desistir das mascotes, do naipe de 'fiquei grávida' ou 'comecei a namorar e minha parceira tem medo'", diz a ativista Luisa Mell, cujo instituto recebe cerca de 500 pedidos de resgate diariamente. Os períodos de férias e festas de fim de ano acumulam recordes, pois os proprietários vão viajar, não têm com quem deixar os amigos de quatro patas (ou não querem gastar com os hotelzinhos) e optam pela medida extrema do descarte. "Nunca me esqueci de quando fui procurada por uma mulher que ia se mudar de casa e queria deixar comigo seu cachorro de 10 anos. Como pode jogar fora um companheiro de uma década?", espanta-se Luisa.
No fim do ano passado, sua equipe encontrou, no bairro da Penha, uma casa com quarenta cães sem supervisão. A mulher do antigo morador havia morrido e o rapaz resolveu trancar o espaço e dar no pé. Vizinhos alimentaram o grupo até a ação de salvamento da entidade. uma das fêmeas resgatadas, batizada de Lobinha, acabou adotada pela fotógrafa Bárbara Valente e seu marido, Rodrigo. "No começo, ela tinha muito medo, mas evoluiu bastante", alegra-se a mulher.
Não é raro flagrar uma ação irresponsável de descarte na capital. Em agosto, a produtora de moda Juliana Rebecchi visitava seus pais, no Imirim, quando suspeitou de um carro que se movia lentamente pela rua. Demorou pouco tempo para o motorista jogar pela janela do veículo uma cadela de cerca de 1 ano. "Não acreditei no que estava vendo", conta Juliana. Quando percebeu o sumiço definitivo do condutor, a moça apanhou a vira-lata e a levou à pet shop. Descobriu que Lara, como foi batizada, estava prenhe. Hoje ,Juliana vive com o filhote Shoyu e sua mãe, além de dois gatos. "Ela ficou triste durante muito tempo, chorava e procurava pelo antigo dono", lembra.
Nem só as mascotes sem raça definida acabam rejeitadas. "Às vezes, as pessoas compram os pets com pedigree por impulso ou para estar na moda", acredita Vanice Orlandi, presidente da União Internacional Protetora dos Animais. "Aí, por causa de algum desvio de comportamento, gestação, doença ou idade avançada, elas os deixam de lado". Entre os 900 moradores do abrigo no Canindé, aparece um pastor alemão bravo chamado Déjà Vu. O nome surgiu pelo fato de ele ter sido adotado e devolvido duas vezes. O agressivo american staffordshire terrier Thor, encontrado amarrado em uma árvore, também amarga o isolamento. "Dá para entender que se trata de um momento de desespero dos donos, mas nada justifica largar os bichos por aí", diz Vanice.
O abrigo do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da prefeitura, em Santana, não recebe qualquer animal, apenas aqueles sem dono que representam grande risco à sociedade ou se encontram em estado terminal. Ou seja, caso alguém não queira mais cuidar de sua mascote, depende de alguém topar adotá-la ou da disposição das ONGs, sempre superlotadas, para recebê-la. A dificuldade acaba incentivando o crescimento da população de rua. "O tema é mais complexo do que se pode imaginar e envolve a sensibilidade das pessoas", entende Rita de Cássia Maria Garcia, pesquisadora do assunto e veterinária docente da Universidade Federal do Paraná. "Os animais abandonados fazem parte, de alguma maneira, da parcela excluída da sociedade. Em um universo que se acostumou com a presença de crianças nas ruas, como avançar na questão dos bichos?"
O abandono cria um problemão de saúde pública para a capital. Os cães e gatos podem transmitir doenças, como raiva e leishmaniose, e causar acidentes. Um dos modos mais utilizados para tentar conter esse grupo é a castração, a fim de evitar a reprodução descontrolada. Protetores independentes, ONGs e o CCZ costumam promover mutirões. O órgão municipal, no entanto, só realiza as cirurgias em indivíduos com um responsável definido - no ano passado, ocorreram 805 procedimentos em cães e 1 730 em felinos. O ativista Eduardo Pedroso atua independentemente com esterilizações em um cemitério na Zona Leste, ponto comum de descarte. "Não há vigilância alguma", explica ele. Durante os dois anos e meio de seu trabalho voluntário, aproximadamente 200 bichanos foram beneficiados. Em uma conta básica, um casal de felinos pode gerar mais de 300 descendentes em três anos. Na terra indígena instalada próximo ao Pico do Jaraguá, a população também sofre com a questão. Cerca de 400 cães e gatos perambulam por ali. Principalmente à noite, carros passam pelas vias ao redor para desová-los. O hábito piorou ainda mais o quadro de uma área extremamente pobre. Há ações veterinárias periódicas no local, mas insuficientes para sanar o problema.
Além da castração, a educação sobre posse responsável aparece como aspecto fundamental para atenuar a situação. Pouco adiantam os mutirões se os donos continuam largando os pets indiscriminadamente. Ao adotar, deve-se saber que os animais têm necessidades, provocam gastos, trazem comportamento imprevisível e vivem por muitos anos. "Promovemos campanhas focadas na conscientização com o objetivo de tentar mudar essa realidade", afirma a secretária estadual do Meio Ambiente, Patricia Iglesias. No frim de 2015, por exemplo, sua pasta promoveu no Parque Villa-Lobos, em Pinheiros, um evento em que os tutores podiam tirar dúvidas sobre os cuidados com os pets.
O abandono de gatos na área da Fundação Parque Zoológico, na Água Funda, ocasionou uma crise na instituição. Há alguns anos, o espaço virou ponto de descarte de felinos. "As pessoas os deixam aqui, achando que o zoo é o paraíso das espécies, que todas serão cuidadas por nós", conta a bióloga Kátia Rancura. "Mas não temos estrutura, e isso causa um desequilíbrio ambiental". Os bichanos caçam e são caçados pelos animais mantidos em cativeiro. Predam principalmente aves (acabaram com os marrecos), mas também répteis e anfíbios. Além disso, transmitem doenças por contato, através das fezes - como a toxoplasmose, que já matou um primata - ou mesmo da saliva, quando abocanham a comida dos recintos. Chegaram a arranhar frequentadores. Mas também caem nas garras de tipos como o lobo-guará e a harpia, uma espécie de gavião. Já houve casos de gatos que foram atacadas na frente dos visitantes, causando certo choque aos frequentadores de passagem por lá. Em 2011, a administração do lugar começou um projeto de esterilização, vacinação e microchipagem, que contemplou 200 indivíduos. Alguns deles acabaram adotados por funcionários, mas outros se mostravam selvagens demais e retornaram à mata. "Ainda neste ano, voltaremos com a ação, agora em parceria com ONGs, para ajudar a conseguir um lar para eles, e investindo na conscientização da população", afirma Cauê Monticelli, outro biólogo da equipe do local.
Em São Paulo, o ato de abandono pode se enquadrar em uma lei estadual que estipula multa de 3 000 reais. Uma sentença mais severa, no entanto, depende de um juiz que, no âmbito federal, enquadre o caso como crime ambiental, por maus-tratos ou abuso dos bichos. Se condenado, o infrator pode pegar de três meses a um ano de cadeia. "Nunca vi alguém ir para a prisão por causa disso", afirma Vania Maria Tuglio, promotora do Gecap, departamento do Ministério Público que investiga denúncias ligadas ao meio ambiente. "A lei muito branda incentiva essa atitude contra os bichos."
(texto publicado na revista Veja São Paulo de 4 de maio de 2016)
terça-feira, 27 de setembro de 2016
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Paulistana Nota Dez: Tatiane Ishida - Jussara Soares
Nome: Tatiane Ishida
Profissão: psicóloga
Atitude transformadora: coordena uma ONG que leva cachorros para visitar idosos e crianças em abrigos e hospitais da capital
A partir de outubro, Bruce Lee, de 7 anos, começará a atuar como terapeuta no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP. Esse sheepdog usará sua infalível técnica de lambidas para arrancar risos e conquistar a confiança dos pacientes. Ele tem experiência no assunto. Há quatro anos, na Fraternidade Irmã Clara, entidade da Barra Funda que atende pessoas com paralisia cerebral, destacou-se com um feito não atingido nem pela equipe médica: fez uma garota de 18 anos prestar atenção em suas estripulias. "Foi uma vitória, pois ela não reagia a nda", lembra a psicóloga Tatiane Ishida, de 35 anos, dona de Bruce e presidente da ONG Cão Terapeuta, que atualmente promove visitas de cachorros a idosos e crianças em cinco abrigos e hospitais da capital. "O animal só precisa que você esteja aberto para ele entrar na sua vida e receber seu carinho."
A Cão Terapeuta surgiu em 1998 como um braço social da empresa de adestramento Cão Cidadão, criada pelo zootecnista Alexandre Rossi, o Dr. Pet dos programas de TV. "Na época, a pet terapia não era levada a sério', relata Rossi, que se debruçou sobre estudos científicos para convencer as instituições de saúde da importância do trabalho. Tatiane só chegou ao grupo em 2006, quando procurou ajuda para treinar Bruce. Encantanda, entrou para o projeto e, em 2008, virou sua coordenadora. Em 2013, a entidade ganhou o status de ONG.
Sua matilha inclui quarenta missionários de quatro patas, entre vira-latas, goldens, labradores e outras raças, que vão ao encontro de cerca de 160 pessoas por mês. Todos os bichos têm ao menos 2 anos, passam por preparação para responder aos comandos, são vermifugados e podem ou não estar acompanhados por seus donos nas visitas. Tatiane concilia a atividade voluntária com o consultório de psicologia, na Vila Mariana, e a família (ela é casada e tem um filho de 8 meses). "Aliar minha profissão aos cães, que são uma paixão desde criança, é a realização de um sonho."
(texto publicado na revista Veja São Paulo de 25 de setembro de 2013)
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
A mascote do Minhocão - Mariana Rosário
Buldogue faz sucesso entre os frequentadores do elevado e vira a nova celebridade-pet da internet
Aos sábados e domingos, geralmente no fim da tarde, uma cena chama a atenção de quem passeia pelo Minhocão. Um buldogue eufórico, chamado Buddha, desliza sobre o asfalto em um skate, sem a ajuda de ninguém. Sozinho, pega impulso com as patinhas e vai longe, equilibrando-se em cima da prancha. Seu dono, o ator Thiago Iglesias, de 32 anos, acompanha tudo a 2 metros de distância. A vocação canina foi descoberta em casa. "Meu cão ficava grudado no skate, até que resolvi ensiná-lo a andar", conta. Alguns meses depois, o animal estava craque no negócio. "Dei a ele um equipamento largo para facilitar o equilíbrio."
Com 2 anos e 25 quilos, o pet skatista acabou virando o xodó dos frequentadores do elevado, que chega a receber cerca de 10 000 pessoas por fim de semana, nos horários em que está fechado para o trânsito de carros. "É nossa nova mascote", afirma Athos Comolatti, fundador da Associação Amigos do Parque Minhocão. Há três semanas, Comolatti gravou um vídeo em que o bichinho mostrava suas habilidades, e o filme viralizou na internet: até agora, rendeu mais de 60 milhões de visualizações. Depois disso, Buddha tornou-se uma espécie de celebridade do pedaço. Suas contas no Facebook e no Instagram reúnem, juntas, quase 4 000 seguidores. O sucesso on-line também resultou em convites para aparecer em programas de televisão, como o da apresentadora Eliana, no SBT, e em um comercial para o site da Vivo, que está no ar desde abril. "Mas não pretendo ganhar dinheiro com isso", diz Iglesias. Outros buldogues já se destacaram no esporte, caso do inglês Tillman, que entrou para o Guinness Book em 2009 por ser o cão mais rápido do planeta sobre um skate. "Qualquer cachorro que tenha vontade pode aprender essa atividade", afirma a adestradora Juliana Yuri. "É saudável, desde que não seja algo que cause stress ao bicho", completa.
(texto publicado na revista Veja São Paulo de 24 de agosto de 2016)
Buddha, o cão skatista
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Depressão nos cães: saiba o que pode acontecer
Dar carinho e atenção aos pets - além de proporcionar um ótimo sentimento de conexão e amor entre você e seu pet - também pode ser importante para evitar um caso de depressão canina, e os proprietários de cães devem evitar ao máximo passar longos períodos de tempo longe de seus animais - principalmente, nos casos em que o cachorro fica sem nenhum tipo de acompanhante, enquanto o dono está ausente.
Assim como no casos dos seres humanos, problemas de natureza psicológica também podem se manifestar em animais, e a depressão em cães é um diagnóstico cada vez mais frequente no mundo pet. Podendo estar associada a outras questões - incluindo ansiedades e fobias, por exemplo - o estado depressivo de cachorros pode ser desencadeado por uma série de motivos diferentes, incluindo desde uma mudança de ambiente até a recuperação de uma enfermidade mais grave.
Notando a grande quantidade de sinais da depressão em cães, a Universidade de Bristol realizou uma pesquisa para investigar as possíveis causas e tratamento desta doença terrível e, conforme já era previsto, teve a prova desse tipo de problemas em animais como conclusão - contrariando grande parte dos profissionais da área animal que, até então, consideravam a depressão canina um mito. O estudo, apresentado no jornal Biology Letters (especializado na publicação de artigos científicos e descobertas inovadoras da biologia), fez o uso de métricas e observações aplicadas na psicologia humana para chegar aos seus resultados finais, provando que - assim como no caso das pessoas - os animais também podem demonstrar um estado emocional mais vulnerável e sensível a perdas e traumas.
Não tendo raças mais propensas a desenvolver esse tipo de problema psicológico, a depressão canina pode ter muitas razões de ser similares às dos seres humanos (como a perda de uma pessoa próxima ou da liberdade), sendo que muitos dos sintomas e dos tipos de tratamento também podem apresentar semelhança. Confundida com a SAS - Síndrome da Ansiedade de Separação - em alguns casos, a depressão em cachorros também pode fazer com que o pet se comporte de maneira ansiosa e atípica e, justamente por isso, é de grande importância que os donos de cães saibam como observar e identificar os sinais que indicam o estado depressivo de seus bichinhos de estimação. Além de poder adotar medidas para melhorar a qualidade de vida do animal, o proprietário que enxerga os sinais da depressão em que seu pet pode, ainda, facilitar o tratamento da doença - já que (novamente, assim como no caso das pessoas) quanto antes for diagnosticado o problema, mais simples e rápido ele será de solucionar.
Conheça, neste artigo, algumas das principais causas, sintomas e tratamentos para a depressão canina; e aprenda a identificar os sinais de uma tristeza fora do normal no seu cãozinho para que ele se mantenha um amigão contente e saudável.
As causas da depressão canina
Podendo ter variados fatores como desencadeadores do estresse que leva os cães à doença, a depressão canina tem nas mudanças bruscas na vida do pet algumas de suas principais causas. Mudanças na rotina e de ambientes podem facilitar um estado de estranhamento e ansiedade por parte dos cachorros, e isso pode influenciar significativamente para que seu amigão comece a parecer mais desanimado.
Como no caso dos humanos, a morte de alguém muito próximo também pode ser um gatilho para o surgimento da depressão em cães - assim como o afastamento de um de seus amigos pets. Segundo os profissionais da saúde animal, as perdas afetivas são causa de 70% dos casos de cachorros com depressão, portanto, ao se encontrar em uma situação do tipo, fique atento ao seu pet.
A inclusão de outro animal na vida do pet acostumado a ser o único bicho de estimação da casa também é um fator relevante para o aparecimento do estresse no animal, e deve ser levado em consideração.
A perda de liberdade (quando o cão fica privado de caminhadas e passeios constantes, por exemplo) e experiências traumáticas - como cirurgias e atropelamentos - não ficam de fora da lista, e animais que estão em fase de recuperação de alguma doença mais séria também podem apresentar comportamentos alterados de apatia.
O sentimento de solidão ou abandono ainda é uma das principais motivações para que se desenvolva uma depressão em cachorros; já que, nos dias de hoje, o cotidiano frenético vivido nas grandes capitais acaba fazendo com que os donos de pet não possam dar a atenção devida aos seus animais, que passam muito tempo sem companhia e se sentem abandonados. Assim como no caso da suspeita de qualquer outra doença animal, ao notar os primeiros sinais de depressão em seu cachorro, uma consulta deve ser agendada com um médico veterinário, pois, somente ele terá as ferramentas e informações necessárias para identificar um possível problema psicológico, e diferenciá-lo de outras muitas doenças que também podem ter a apatia e a falta de ânimo como sintomas.
Dito isso, podemos citar isolamento, tristeza profunda, falta de apetite e rejeição ao toque físico entre os principais sintomas de um cão deprimido.
Para os donos mais atentos e mais próximos aos seus bichinhos de estimação, não é difícil notar a mudança brusca de comportamento que o animal apresenta; pois, mesmo os cães mais animados e carinhosos, de uma hora para a outra, passam a evitar atividades que costumavam se apresentar como prazerosas (incluindo passeios e brincadeiras com seu proprietário, por exemplo), preferindo permanecer em algum cantinho da casa e completamente isolados. Em alguns casos, o cão chega à automutilação, se mordendo normalmente em extremidades como rabo e patas e causando lesões sérias em si mesmo.
Outro sinal típico do estado depressivo em cães é a intolerância ao toque físico, sendo este um dos sintomas mais fáceis de se identificar; já que um cão deprimido tentará evitar a todo custo os carinhos e manhas feitos pelo seu dono - que antigamente eram recebidos com alegria e entusiasmo. Portanto, ao notar que seu pet está apático e agindo de acordo com os comportamentos descritos acima, preste atenção; e agende uma consulta com um profissional veterinário o quanto antes.
(texto publicado na revista Leve & Leia nº 141 - ano 10 - setembro/outubro de 2016)
domingo, 4 de setembro de 2016
sábado, 3 de setembro de 2016
sábado, 20 de agosto de 2016
Brincando e aprendendo
Jogar a bolinha vai muito além da diversão: desenvolve as habilidades sociais e ajuda a cuidar da saúde
Mais do que divertir, as brincadeiras com os animais aprimoram a inteligência e ensinam a solucionar problemas, além de desenvolver as habilidades sociais, que são, basicamente, o relacionamento com os humanos e outros animais.
Os efeitos para a saúde também são benéficos. "Assim como nos seres humanos, que precisam da atividade física para se manterem saudáveis, durante as brincadeiras ocorre a estimulação do sistema cardiovascular, ajudando a manter as articulações lubrificadas e melhorando a saúde mental, sem esquecer do aprimoramento da coordenação motora", explica a veterinária Karine Fernandes.
As brincadeiras têm, ainda, um outro benefício que muito agrada aos donos dos cães mais peraltas. Se o animal gasta energia brincando, é mais improvável que ele esconda um chinelo, estrague o jardim ou rasgue as roupas do varal.
Evite acidentes
Tanto as brincadeiras quanto qualquer outra atividade física, como a caminhada, por exemplo, devem ser feitas diariamente. Mas sempre fique atento às reações do animal, para avaliar se ele está muito cansado ou irritado. aí, é hora do descanso.
Cuidado com animais pequenos e crianças. Como ambos gostam muito de correr, é fácil acontecerem acidentes como quedas ou a criança pisotear o bichinho.
Outra forma de evitar acidentes é afastar objetos que possam machucar o animal ou que sejam fáceis de engolir. Evite brincar dentro de casa, já que os móveis também oferecem perigo.
Bichinhos de pelúcia, bolas e objetos de borracha em geral divertem bastante os bichinhos e ajudam o dono a inventar brincadeiras.
Algumas brincadeiras para divertir seu cãozinho
ATIRAR A BOLA: a mais comum das brincadeiras, consiste apenas em atirar a bola ou outro brinquedo fácil de ser carregado e espera que o cão traga de volta.
PULA-PULA: pegue um brinquedinho, estique a mão até o alto e incentive a pular para pegar.
ENCONTRANDO OBJETOS: esconda alguns objetos que podem ser os brinquedos preferidos do seu amigo ou até mesmo petiscos. Assim que estiver tudo pronto, diga para o cão procurar os objetos. Caso ele não encontre as peças, leve-o até o local do esconderijo e deixe que ele encontre.
COMANDOS: brincar de comandar o cachorro, além de distraí-lo, ajuda a deixá-lo mais obediente. Senta, levanta, rola e deita são alguns dos comandos que podem ser utilizados.
ESCONDE-ESCONDE: se esconda de seu cachorro e fale algumas palavras para que ele possa procurá-lo não só pela audição, mas também pelo olfato. Quando o cão encontrá-lo, demonstre felicidade pela perspicácia do animal e lhe dê um petisco.
CORRA OU CAMINHE COM O CÃO: para os mais agitados, corrida ou caminhada podem acalmar e, ao mesmo tempo, divertir ao ar livre.
MORDIDAS: cachorros adoram morder. Não é recomendável incentivá-los a realizar essa prática, porém, quando são filhotes, é importante dar aos cães brinquedos de borracha resistente, pois é a fase em que os dentes do animalzinho estão crescendo e isso pode trazer alguns incômodos para ele.
Diversão que faz bem
- SAÚDE FÍSICA - Ajuda a manter o coração do pet saudável e as articulações lubrificadas.
- SAÚDE MENTAL - Por meio de jogos com regras, os animais estimulam o cérebro, aprimoram a inteligência e aprendem a solucionar problemas.
- HABILIDADES SOCIAIS - Brincadeiras com outros animais ou pessoas ajudam na sociabilidade dos pets.
- COORDENAÇÃO MOTORA - Com as brincadeiras, os animais passam a conhecer o próprio corpo e melhoram a coordenação motora.
(texto publicado no jornal Destak de 5 de agosto de 2016)
domingo, 31 de julho de 2016
terça-feira, 26 de julho de 2016
Como cuidar do cão idoso
Com a idade o cachorro começa a enfraquecer, perde a visão, embranquece os pelos, eles precisam de muito carinho e atenção dobrada. Segue algumas dicas para cuidar melhor do seu cãozinho idoso.
1) Visitas regulares ao veterinário garantem o bem-estar do pet idoso.
2) Comece a comprar rações mais nutritivas, alimentos que contenham bastante proteína e vitamina.
3) Evite trocar os móveis de lugar em casa, para evitar que ele venha a tropeçar com mais facilidade e se machucar.
4) Se tiver piscina em casa, coloque uma tela de proteção em volta para evitar que ele caia.
5) Tenha sua caminha sempre limpinha e bem quentinha, pois eles sentem muito frio.
6) Encontre atividades que os estimulem a continuarem ativos, é claro que respeitando os seus limites e sua nova condição. Um cão idoso ativo é mais feliz que um que passa o dia todo quieto em um canto.
7) Vale lembrar que não é porque é um cão idoso que ele deixa de tomar vacinas, elas são grandes aliadas durante toda a vida de seu cachorro. Assim como monitorar o peso do pet, que pode acabar desenvolvendo sobrepeso ou até obesidade nessa fase final, já que se movimenta menos e com isso gasta menos calorias.
Assinar:
Postagens (Atom)