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sábado, 26 de setembro de 2015

5 verdades incríveis sobre hipertensão - André Bernardo


Você sabia que pessoas solitárias sofrem mais de pressão alta? E que suco de laranja pode prevenir a doença? Então, comece a ler agora a matéria que VivaSaúde preparou para ajudá-lo no combate à doença que mata 300 mil brasileiros por ano

Uma inimiga que ataca lenta e silenciosamente. É assim que, na maioria das vezes, os médicos se referem à hipertensão. Mais popularmente conhecida como pressão alta, já pode ser considerada o principal fator de risco para a saúde do brasileiro. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a proporção de brasileiros diagnosticados com hipertensão arterial cresceu de 21,5%, em 2006, para 24,4%, em 2009. Ou seja, 1 em cada 4 brasileiros sofre de pressão alta. O pior, alerta a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), é que apenas 10% dos hipertensos brasileiros seguem tratamento adequado. Cerca de 1/3 deles nem desconfia que tenha a doença.

"No Brasil, a hipertensão já é responsável por 47% dos infartos, 54% dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) e 37% dos casos de insuficiência renal. Atualmente, a doença mata 7,6 milhões de pessoas por ano, em todo o mundo. Só no Brasil são 300 mil mortes que poderiam ser evitadas", alerta o cardiologista Marcus Bolívar Malachias, da SBC. Para combater essa "inimiga silenciosa", a SBC está empreendendo uma verdadeira cruzada contra a doença. Com o apoio de outras entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), está lançando a campanha Eu sou 12 por 8. O objetivo é alertar a população para os riscos da hipertensão não controlada.

"A hipertensão é conhecida como inimiga silenciosa e não é à toa. Na maioria das vezes, ela é assintomática, ou seja, não apresenta sintomas. Pessoas obesas, diabéticas, sedentárias, submetidas a estresse constante, que tenham parentes próximos com hipertensão, que fazem uso de álcool ou que consomem grande quantidade de sal são as que apresentam um maior risco de ter a doença", avisa o cardiologista Luiz Aparecido Bortolotto, da SBH. Como a informação ainda é a melhor arma que pode existir contra toda e qualquer doença, a VivaSaúde separou cinco verdades que você precisa saber agora para ajudar a prevenir, diagnosticar, tratar e controlar a hipertensão.

1) Mulheres sofrem mais com a doença do que homens

Sem sombra de dúvida, o câncer de mama ainda é o principal pesadelo das mulheres. Mas, curiosamente, a hipertensão já provoca seis vezes mais mortes. Segundo especialistas, a dupla jornada - no trabalho e em casa - é apontada como um dos principais responsáveis pelo aumento da prevalência de hipertensão entre elas. Mas há outros fatores de risco, como tabagismo e obesidade. De acordo com dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), pesquisa realizada com 54 mil adultos, 27,2% das mulheres declararam ter hipertensão. Entre os homens, o percentual foi de 21,2%. Mas por que isso? Os motivos são vários. Um deles é a redução hormonal. Cerca de 80% das mulheres desenvolvem hipertensão arterial após a menopausa. "Na mulher, a hipertensão costuma ser até mais danosa do que no homem. Afinal, quando ela sai do período fértil e entra na menopausa, perde um importante aliado: o estrógeno, que é um protetor natural do sistema arterial. Com isso, a partir de certa idade, a mulher tende a sofrer mais com a hipertensão do que o homem", afirma Marcus Bolívar Malachias, da SBC. Um dado interessante é que, nas mulheres, os sintomas de infarto, uma das principais doenças cardiovasculares provocadas pela hipertensão, são diferentes dos apresentados pelos homens. Se os homens relatam dores no peito e formigamento no braço, as mulheres têm falta de ar, náuseas e dor no estômago.

2) Analgésicos e anti-inflamatórios podem causar hipertensão

Um recente estudo da Universidade de Harvard, publicado na revista Archives of Internal Medicine, pode surpreender aqueles que gostam de tomar analgésicos ao menor sinal de dor de cabeça. Alguns remédios, como ácido acetilsalisílico e paracetamol, podem aumentar o risco de hipertensão quando tomados regularmente. Após dois anos de estudo, os voluntários que relataram tomar paracetamol até 22 dias por mês - ou seja, cinco vezes por semana - tiveram 34% mais probabilidade de desenvolver hipertensão do que os demais. Os que consumiram ácido acetilsalisílico regularmente registraram um aumento do risco de 26%. Mas os analgésicos não são os únicos medicamentos a provocar aumento na pressão arterial. Segundo o mesmo estudo, os anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno e o naproxeno, aumentaram as chances de os pacientes sofrerem de pressão alta em 38%. "Os anti-inflamatórios costumam contribuir para o aumento da pressão arterial porque inibem a produção da prostaglandina, substância que dilata os vasos sanguíneos e melhora o fluxo do sangue. Além disso, eles também retêm sódio no organismo", explica Marcus Bolívar Malachias, da SBC, acrescentando que tais estudos apenas corroboram a tese de que todo e qualquer medicamento só pode ser tomado com prescrição médica.

3) Suco de laranja pode prevenir a pressão alta

Suco de laranja faz bem ao coração. Esta é a conclusão de um estudo desenvolvido pelo Grupo de Nutrição da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Segundo a coordenadora do estudo, Thais Borges César, o suco de laranja ajuda a reduzir alguns dos principais fatores de risco de doenças cardiovasculares, como obesidade, hipertensão e colesterol. O estudo investigou o impacto da ingestão de suco de laranja na pressão arterial de 133 voluntários, 101 homens e 32 mulheres, com idade média de 39 anos. Durante um ano de consumo diário, os que beberam maior quantidade de suco de laranja, de 250 ml a 500 ml, apresentaram os melhores resultados, como pressão arterial normalizada e redução nos níveis de colesterol. "Se os alimentos ricos em sódio devem ser evitados, por reterem mais líquido no organismo e, consequentemente, aumentarem a pressão arterial, os ricos em potássio, como laranja, banana e mamão, devem ser fartamente consumidos por reduzirem os índices de pressão arterial", recomenda o cardiologista Ivan Cordovil, do departamento de Pressão Arterial do Instituto Nacional de Cardiologia (INC). Já o cardiologista Heno Ferreira Lopes, da Universidade de Hipertensão do Instituto do Coração (InCor), acrescenta que as gorduras poli-insaturadas - encontradas em peixes de água fria, como salmão, atum e sardinha - também ajudam no combate à hipertensão.

4) As pessoas tendem a sofrer mais de hipertensão depois dos 60 anos

Pessoas acima dos 60 anos são fortes candidatas a desenvolverem hipertensão. O motivo, garante o cardiologista Ivan Cordovil do departamento de Pressão Arterial do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), é simples. Segundo ele, "os vasos que conduzem o sangue por todo o corpo tendem a endurecer após a sexta década de vida. Com isso, as artérias perdem a elasticidade e elevam o nível de pressão arterial do indivíduo", esclarece. Para piorar a situação, o consumo abusivo de sal também compromete a chamada reatividade dos vasos sanguíneos. "A partir dos 60 anos, a tendência é que a pressão mínima (ou diastólica) se estabilize, mas que a máxima (ou sistólica) suba ainda mais", garante o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração (InCor). Segundo dados do Vigitel, o percentual de hipertensos não passa de 14% na população até os 34 anos. Dos 35 aos 44 anos, sobe para 20,9% e, dos 45 aos 54, salta para 34,5%. O índice, porém, chega a atingir 50,4% entre os 55 e 64 anos. O tratamento no idoso não é lá muito diferente do das outras idades. Inclui, além de reduzir o consumo de sal, praticar atividades físicas, ter uma dieta saudável e abandonar o cigarro. Mas essas e outras medidas não devem ser seguidas apenas pelos mais velhos. Os mais jovens, quem diria, também estão propensos a sofrer de pressão alta. "Filhos de pais hipertensos têm grande probabilidade de serem hipertensos também", avisa Heno Lopes.

5) Uma vida solitária pode levar à hipertensão

Isso mesmo. De acordo com cientistas do Centro de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade de Chicago, nos EUA, a solidão pode tornar as pessoas mais propensas a desenvolver a pressão alta. Principalmente aquelas que têm mais de 50 anos de idade. Durante cinco anos, a equipe da pesquisadora Louise Hawkley acompanhou o dia a dia de 229 voluntários, todos eles entre 50 e 68 anos. Nesse período, o grupo respondeu a diversas perguntas do tipo: "Tenho algo em comum com as pessoas ao meu redor?", "Minhas relações sociais são superficiais?" e "Eu posso encontrar companhia quando quiser?". Segundo a responsável pelo estudo, publicado na Psychology and Aging, a associação entre solidão e pressão alta tornou-se evidente já nos primeiros dois anos de pesquisa. Mas, ao longo do estudo, foi possível constatar que até mesmo níveis modestos de solidão já eram suficientes para provocar um aumento significativo da pressão arterial dos voluntários.  "Fatores ambientais, como o estresse psicossocial, por exemplo, são gatilhos que disparam a hipertensão arterial. A exemplo de outros elementos, como a depressão e a ansiedade, a solidão também pode contribuir, e muito, para o aumento da pressão arterial", analisa Marcus Bolívar Malachias, da SBC. Uma curiosidade: se no Brasil o número de hipertensos é de 30 milhões, nos EUA esse número já ultrapassou a casa dos 60 milhões. 

Isso é mito!

- A hipertensão arterial tem cura

Em 95% das vezes, a hipertensão não pode ser curada. Apenas controlada. Somente em casos muito específicos, como a remoção de um tumor suprarrenal, por exemplo, a hipertensão pode ser curada.

- A doença apresenta sintomas

Pelo contrário. A hipertensão é assintomática. Ou seja, não tem sintomas. Por isso, todo cuidado é pouco. Da próxima vez que for ao médico, peça a ele para medir a sua pressão.

- Se a minha pressão arterial está controlada, posso suspender a medicação

De maneira nenhuma. Quando isso acontece, a pressão tende a subir e o risco de complicação só faz aumentar. Só interrompa o tratamento por orientação médica. E nem faça uso de qualquer remédio por conta própria. A situação pode piorar.

- Todo medicamento para hipertensão prejudica o desempenho sexual

Nem todos. Somente alguns anti-hipertensivos costumam provocar impotência sexual. E, mesmo assim, quando usados em altas doses. Consulte seu médico.

- A pressão arterial varia de pessoa para pessoa

Não, Independentemente do sexo, idade, peso ou altura, a pressão arterial ideal é 120/80. Mas 130/85 também é admissível. Acima deste valor é hipertensão e ponto final.

Acabe com as suas dúvidas

Quais são os níveis considerados normais de pressão?

- Pressão normal - 130/85.
- Pressão ótima - 120/80.

Quais são os níveis considerados anormais de pressão?

- Pressão alta leve - Entre 140-159/90-99.
- Pressão alta moderada - Entre 160-179/100-109.
- Pressão alta severa- Acima de 180/110

Como agir em cada situação?

- Pressão ótima - Checar a cada 2 anos.
- Pressão normal - Checar anualmente.
- Pressão alta leve - Checar a cada 2 meses.
- Pressão alta moderada - Iniciar avaliação e tratamento em 1 mês.
- Pressão alta severa - Iniciar avaliação e tratamento imediatamente.

Quais são os tipos de hipertensão que existem?

- Hipertensão primária ou idiopática - Corresponde a 90% dos casos e leva esse nome por não ter uma causa definida. A hipertensão primária se desenvolve lentamente e não apresenta sintomas.

- Hipertensão secundária - Corresponde a 10% dos casos e ao contrário da primária, tem causa conhecida. Entre outras causas estão diabetes melito, disfunção da tireoide e problema neurológico.

Quais são os principais órgãos atingidos pela hipertensão?

- Coração: Angina, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e hipertrofia do ventrículo direito são apenas alguns males que a hipertensão pode provocar no coração. Exame,s como eletrocardiograma e ecocardiograma color doppler, são essenciais para detectar, o mais precocemente, eventuais problemas cardíacos.

- Cérebro: Há o risco de sérias complicações neurológicas, como a obstrução ou ruptura de um vaso cerebral, por exemplo. Os sinais dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) dependem da área afetada, mas podem incluir dificuldade para falar ou movimentar um lado do corpo.

- Rins: A hipertensão, principalmente a mais severa e prolongada delas, afina as artérias que levam sangue ao filtro renal, reduzindo sua eficiência e causando insuficiência renal. Os sintomas são: perda de apetite, fraqueza, náuseas, vômito e dor de cabeça.

- Olhos: A doença pode causar, ainda, uma doença ocular conhecida como retinopatia hipertensiva. À medida que a pressão arterial aumenta, aumenta também a perde de sangue na retina. Tal alteração prejudica a visão se não for tratada em tempo hábil.




(texto publicado na revista VivaSaúde nº 86)

terça-feira, 5 de maio de 2015

6 sintomas de um problema no pâncreas (Melhor com Saúde)


O pâncreas é um órgão indispensável em nosso organismo. Conhecer os sintomas de seu mau funcionamento, pode nos ajudar em muitas ocasiões, inclusive para nos prevenirmos com relação a problemas graves.

Este órgão situa-se atrás do estômago e é o responsável por produzir enzimas como, por exemplo, a insulina e o glucagon. São imprescindíveis para realizar a digestão, chegam ao intestino delgado, favorecem a sintetização dos alimentos.

A alteração neste órgão provoca efeitos muito graves, estas mesmas enzimas em algumas ocasiões atacam o próprio órgão e podem prejudicá-lo.

A pancreatite altera muitas de nossas funções digestivas e, às vezes, está associada aos maus hábitos alimentares. A seguir, te convidamos a saber mais a respeito.

Como saber se tenho algum problema no pâncreas?

1. Dor

A dor aparece na parte superior do abdômen e atrás do estômago, mais especificamente do lado esquerdo, debaixo da costela, e a sensação é de ardor.

- A dor pode ser mais evidente depois de comermos ou bebermos algo, e costuma ser mais intensa se comemos alimentos com alto teor de gordura;

- O incômodo que pode começar um dia depois de comer algo, pode estender-se ao longo dos dias e se tornar mais intenso;

- A dor é mais intensa quando deitamos de barriga para cima. O pâncreas é comprimido e a dor torna-se mais aguda;

- A dor é irradiada para trás das costas ou por baixo da omoplata esquerda.

2. Febre

As enzimas que atacam o pâncreas causam uma inflamação e, consequentemente, é habitual que ocorram episódios de febre.

Quando sentir dor ou mal-estar, não se esqueça de medir sua temperatura, e se notar alguns graus a mais de febre, procure imediatamente um médico, pois esse descartará as dúvidas sobre seu problema, já que em algumas ocasiões estes sintomas podem estar associados a outros problemas.

3. Náuseas

Podem vir acompanhadas de vômito ou não. Nosso sistema digestivo está alterado, os alimentos não são bem digeridos, o pâncreas está inflamado e por isso é habitual sentir mal-estar, enjoos etc.

4. Dor de cabeça

É habitual nos sentirmos cansados, irritados, com dificuldade de concentração e sofrermos com dores de cabeça repentinas. Tudo isso deve-se ao fato de que nosso sistema imunológico está sendo atacado e os efeitos desta debilidade são sentidos de imediato.

5. Perda de peso

Quando sintetizamos mal os alimentos, não obtemos os nutrientes adequados para nosso pâncreas, ou ele está obstruído por cálculos biliares ou está sendo destruído por suas próprias enzimas. É normal que as pessoas que têm uma doença associada a este órgão, comecem a perder peso, mesmo comendo como sempre comem, ou seja, não alterando a alimentação.

5. Taquicardias

Em situações nas quais temos o ritmo cardíaco acelerado, geralmente nos cansamos com mais facilidade e tendemos a respirar mais rápido. Isto ocorre porque nosso organismo está ficando fraco, o sistema imunológico já não tem as energias adequadas e obriga o coração a respirar mais depressa, assim nos sentimos sufocados e nosso pulso não apresenta mudanças. É preciso observar estes sintomas.

Quais são as causas das doenças do pâncreas?

As estatísticas informam que 80% dos casos de pancreatite ocorrem principalmente devido aos cálculos biliares e aos maus hábitos de saúde.

Os cálculos biliares, por exemplo, bloqueiam os condutores e impedem que o pâncreas cumpra com sua função.

No que diz respeito à alimentação, a ingestão exagerada de gorduras e álcool acaba por danificar este órgão de modo irreversível, por isso devemos tomar cuidado com este ponto em especial. Outras causas podem afetar o órgão como, por exemplo, a insuficiência renal, o lúpus, a fibrose cística e o consumo de alguns medicamentos.

Como cuidar de seu pâncreas?

- Limite o consumo de açúcar e farinhas refinadas;

- Se você fuma, deixe o vício. É essencial para prevenir, por exemplo, o câncer de pâncreas;

- Evite o álcool. Segundo os nutricionistas, consumir uma taça de vinho por dia pode ser saudável, mas, se saímos dessa dose de forma constante e cometemos excessos, o efeito sobre o pâncreas é imediato. Então, evite o hábito, para o bem da sua saúde;

- Consuma alimentos ricos em fibras, especialmente cereais integrais;

- Evite o consumo de carne vermelha;

- Consuma especialmente vegetais crucíferos: brócolis, couve-flor, repolho e couve de Bruxelas. São ideais para cuidar de nosso pâncreas e evitar um câncer;

- Evite engordar;

- Tente prevenir o diabetes;

- As proteínas são indispensáveis para tratar e prevenir as doenças relacionadas ao pâncreas. Tente consumir sempre legumes e peixes. Caso você consuma carne vermelha, tente substituí-la pela de peru, por exemplo, ela é mais saudável e possui menor teor de gordura.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Benefícios do mamão e suas sementes (Melhor com Saúde)


Em alguns países tropicais é muito comum encontrar árvores de mamão por todos os lados. A manutenção destas árvores é muito fácil e sua fruta é excepcional.

É uma poderosa defesa contra o câncer e tem muitos efeitos curativos. Há pouco tempo atrás o mamão era considerado apenas mais uma fruta, mas com o passar do tempo foram sendo descobertas suas vantagens.

Os benefícios da papaína para a saúde

O mamão contém uma enzima chamada papaína. Esta substância química é muito similar às enzimas do pâncreas que ajudam a digerir proteínas. As enzimas digestivas de proteínas (também chamadas de enzimas proteolíticas) podem dissolver a camada de proteína que se forma ao redor das células cancerígenas. Isto ajuda o sistema imune a destruí-las mais facilmente.

Outra enzima presente no mamão é a quimopapaína. Ambas ajudam a aproveitar melhor a proteína útil dos alimentos. As enzimas proteolíticas podem destruir os escudos de defesa dos vírus, tumores, alérgenos, leveduras e diversas formas de fungos, facilitando o processo de cura.

A papaína também ajuda a reduzir a inflamação, a curar queimaduras e a reduzir as cicatrizes na pele. O mamão realmente acelera o processo de cicatrização.

Carotenoides que protegem da oxidação

A cor rosa alaranjada do mamão se deve à presença de carotenoides, em particular de betacarotenos e licopenos. Estes são antioxidantes e são agentes eficazes na luta contra o câncer.

O licopeno pode reduzir o risco de câncer de próstata, pois induz a morte das células cancerígenas, aumenta a atividade anti-metástase e reforça as enzimas protetoras.

Em uma pesquisa realizada na China foi descoberto que a ingestão de alimentos ricos em licopeno e chá verde protege contra o câncer de próstata.

Isotiocianato para evitar a aparição de células cancerígenas

O isotiocianato é outro composto do mamão. Este composto demonstrou ser capaz de inibir a formação e o desenvolvimento das células cancerígenas.

Em experimentos com animais, foi demonstrado que os isotiocianatos são eficazes contra o câncer de mama, pulmão, cólon, pâncreas, próstata e leucemia.

Outros benefícios do mamão

- Os mamões são ricos em nutrientes, antioxidantes, carotenos, vitaminas C, E, A e flavonoides. Também contêm as vitaminas do complexo B, ácido fólico e ácido pantotênico e minerais como potássio e magnésio.

- Todos estes elementos promovem um sistema cardiovascular saudável e protegem contra o câncer. Também ajudam a manter um sistema imunológico saudável, previnem infecções recorrentes no ouvido, os resfriados e a gripe.

- Também são ricos em fibras, por isso podem reduzir os níveis de colesterol. A fibra também é capaz de enlaçar as toxinas causadoras de câncer de cólon e facilitar sua digestão.

Utilidade das sementes de mamão

As sementes de mamão podem ser ainda mais benéficas do que a fruta, mas o seu sabor picante e amargo podem dificultar o seu consumo. Apesar de tudo, seu valor medicinal é muito importante. Os benefícios das sementes são:

- Propriedades antibacterianas que as tornam eficazes contra E.coli, Salmonella e Staphylococcus.

- Podem proteger os rins de insuficiência induzida por toxinas.

- Facilitam a eliminação de parasitas intestinais.

- Ajudam a desintoxicar o fígado.

O mamão é uma fruta que vale a pena ser incluída na dieta diária. O ideal seria consumi-lo pelo menos uma vez por semana. Por seu sabor, é muito versátil e pode ser incorporado em receitas como saladas, sobremesas, em iogurtes, com limão, entre outros. Não perca essa oportunidade de aproveitar seus incríveis benefícios para a saúde.

































sábado, 22 de novembro de 2014

Uso de anticoncepcionais e o perigo de trombose - Dra. Rosa Neme, ginecologista


Em 2013, vários e-mails circularam na internet associando o uso do anticoncepcional ao aumento do risco para a ocorrência de trombose. A trombose venosa profunda é uma doença grave que, em geral, acomete os membros inferiores e é caracterizada pelo acúmulo de coágulos dentro das veias profundas. Está relacionada a três fatores principais: parada do fluxo no vaso sanguíneo (por exemplo, quando a mulher fica muito tempo sem mexer a perna em viagens ou após procedimentos cirúrgicos), lesão do vaso (por infecções ou rotura dos vasos) e aumento da coagulação (por um desequilíbrio nos agentes de coagulação do sangue, em geral genético, chamados trombofilias).

O sintoma principal da trombose, quando acontece nos membros inferiores, é a dor, principalmente com a movimentação, podendo também ocorrer no repouso. Também fica dolorida a panturrilha quando apalpada e há um aumento da consistência e do inchaço na região do trajeto da veia. A ocorrência de embolia pulmonar (quando a trombose acontece no pulmão) é mais rara, mas, eventualmente, pode ser a primeira manifestação da doença.

A história da contracepção hormonal data da década de 1960, quando os primeiros contraceptivos continham doses altas de estrogênio sintético, o etinilestradiol. Nessa época, se correlacionava essa alta dose hormonal (acima de 50 mcg) ao aumento dos riscos de trombose e de infarto. Com as pílulas atuais, de baixa dosagem de estrogênio (igual ou inferior a 30 mcg), as contraindicações para seu uso foram diminuindo e, consequentemente, as chances desses problemas.

Apesar do grande vilão para a ocorrência de trombose ser o estrogênio sintético, fórmulas que contêm apenas progesterona também devem ser usadas com acompanhamento médico por pacientes de risco. O uso de pílulas com etinilestradiol é contraindicado principalmente para mulheres com histórico familiar de trombose e problemas circulatórios, cirrose, hepatite aguda, insuficiência hepática, insuficiência renal, diabetes, enxaqueca, câncer de mama, de ovário ou endométrio. Além disso, mulheres fumantes, com idade superior a 35 anos ou com outros fatores de risco para trombose (como trombofilias) devem evitar seu uso. Nesses casos, é indicada a realização de exames específicos para avaliar a presença de fatores que aumentem a coagulabilidade do sangue.

A pílula do dia seguinte e seus riscos

A pílula do dia seguinte é composta apenas de progesterona, o levonorgestrel. Ela é considerada mais potente, porque possui maior concentração do hormônio quando comparada a uma pílula ingerida diariamente. Idealmente, deve ser tomada até 24 horas da relação desprotegida para garantir uma eficácia adequada. Mas pode eventualmente ser usada até 72 horas após a relação. A ação da progesterona é tornar o endométrio um ambiente inóspito para a implantação do embrião. Como efeito colateral, pode provocar enjoo, mal-estar e dor de cabeça. Os riscos de gravidez também existem, mas o maior perigo é de desregular todo o ciclo hormonal. Por apresentar uma alta dose de hormônio, se usada de forma não emergencial, pode causar sintomas como irregularidade menstrual importante e problemas de pele, como acne e aumento de oleosidade. Por essa razão, não deve ser tomada sempre.



(texto publicado na revista Contigo nº 2038 - 9 de outubro de 2014)



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

10 sintomas da insuficiência renal (Melhor com Saúde)


Em algumas ocasiões podemos  começar a sentir pequenos sintomas aos quais não prestamos a devida atenção: urgência para urinar, dor em um lado das costas, cansaço etc. A insuficiência renal pode ter diversos indicadores, e precisamos reconhecê-los para tomarmos as medidas adequada o mais rápido possível, e permitir que nossos rins continuem cumprindo suas funções, tão importantes para nossa sobrevivência.

Quando falamos de insuficiência renal, nos referimos a um determinado problema na função dos dois rins (ou apenas um, nos casos em que o paciente só possui um rim).

Quando eles não funcionam corretamente, muitas funções do corpo são alteradas, mudanças de dependerão do nível da insuficiência renal, ou seja, se essa é aguda ou crônica. Vejamos mais detalhadamente:

Sintomas da insuficiência renal

1. Mudanças na urina

Trata-se do sintoma mais comum e o primeiro que costuma aparecer quando o problema é a insuficiência renal. Claro que este sintoma pode estar associado a outros problemas, mas é um indicador que serve para nos alertar de que algo não está bem e de que devemos procurar um médico.

- Urgência para urinar. O desejo de urina se torna cada vez mais frequente e inclusive passamos a levantar muitas vezes durante a noite para isso.
- Mudanças na urina: ou para mais clara ou para mais escura. Urinamos em quantidade muito menores e habitualmente aparece sangue na urina.
- Sensação de pressão.

2. Inchaço

Pacientes que sofrem de insuficiência renal apresentam grandes dificuldades para se desfazerem do fluído extra que existe no corpo. Os rins não são capazes de filtrar o organismo com normalidade, portanto, os líquidos tendem a se acumular.

É normal, então, que as pernas, os tornozelos, os pés e, inclusive, o rosto inchem. Muitas pessoas afirmam, por exemplo, que não conseguem calçar o sapato com sua numeração habitual, o que é um sintoma bastante evidente.

3. Cansaço

Pessoas que têm rins saudáveis produzem um hormônio chamado eritropoetina, responsável pela produção de glóbulos vermelhos em nosso corpo. Esses, por sua vez, são responsáveis por transportar o oxigênio até o sangue, assim, quem sofre de insuficiência renal tem uma produção desse hormônio em menores quantidades no organismo, o que faz com que os músculos e, inclusive, o cérebro comecem a se esgotar devido à falta de oxigênio.

É um tipo de anemia associada à insuficiência renal. É habitual, por exemplo, que estas pessoas sintam muita vontade de dormir e se sintam exaustas com frequência.

4. Erupções cutâneas

Uma vez que não conseguimos eliminar as impurezas do sangue de forma correta, os rins pouco a pouco perdem sua função e as toxinas e elementos que não são úteis ao organismo se acumulam.

Isso se converte em coceiras e incômodo geral, como se algo estivesse nos incomodando por dentro e não pudéssemos evitar nos coçarmos continuamente.

5. Sabor metálico na boca

O acúmulo de impurezas no sangue (o que conhecemos como uremia) faz com que o sabor dos alimentos mude. Pode ser inclusive que percamos o prazer em comer, afinal, não conseguimos distinguir os sabores dos alimentos. Por isso é comum que pacientes com insuficiência renal comecem a emagrecer.

A dificuldade dos rins para eliminar as toxinas causam muitos efeitos secundários, o sabor ruim na boa costuma ser frequente, de fato, os pacientes costumam dizer que sentem um sabor de "ferro" na boca.

6. Náuseas e vômito

Mais uma vez, o excesso de impurezas no sangue faz com que nosso organismo reaja à uremia. Assim, surgem vômitos, sensação de mal-estar, náuseas e a consequente perda de peso. O estômago, além disso, tende a sentir-se cheio quando na realidade não está, nos sentimos pesados e lentos.

7. Falta de ar

Em casos de insuficiência renal, recuperar o ar depois de uma atividade, tal como subir escadas, ou correr e, inclusive, andar um pouco mais rápido do que o normal se torna custoso e difícil.

Isso acontece por dois motivos: o excesso de líquidos em nosso organismo, o que pode fazer com que este líquido se acumule nos pulmões fazendo com que seja custoso respirar, e pela anemia associada à insuficiência renal, que torna a recuperação do ar mais difícil.

Os pacientes costumam comentar, ainda, que não conseguem dormir a noite, que têm a sensação de se afogarem.

8. Sensação de frio

A anemia faz com que sintamos mais frio do que o normal, o que é um dos sistemas característicos da insuficiência renal.

9. Problemas de concentração

Uma vez que a doença causa problemas circulatórios, atrapalha a filtragem do sangue e altere o hormônio conhecido como eritropoetina, o oxigênio não chega ao cérebro em suas doses normais, assim, esse não obtêm a energia necessária e começam a surgir os problemas de concentração.

Nos custa mais pensar, raciocinar, nos sentimos cansados e inclusive enjoados. Assim, é normal que aconteçam pequenas falhas de memória.

10. Dor no flanco e na perna

Algumas pessoas com problemas renais podem sofrer de dor nas costas ou no flanco, um sintoma que às vezes podemos confundir com outras doenças. É uma dor que se estende desde o flanco até a perna, uma dor aguda que nos impede de levar nossa vida normalmente.

É provável que este sintoma esteja associado à policistos nos rins, uma doença que origina cistos cheios de líquidos nos rins e também no fígado, é muito doloroso.

Como prevenir a insuficiência renal?

Em muitos casos a insuficiência renal deve-se a fatores genéricos, mas devemos considerar que bons hábitos de vida e alimentares amenizarão mais de 60% das chances de sofrer com a doença.

Como preveni-la? Principalmente evitando o sobrepeso, a hipertensão, o colesterol, procurando se exercitar, caminhando pelo menos meia hora diariamente e cuidando da nutrição da seguinte maneira:

- Evite as carnes vermelhas (e geralmente toda proteína de origem animal);
- Evite os lácteos e os ovos:
- Evite as bebidas gasosas e açucaradas (os rins sofrem muito ao processá-las);
- Evite o uso de cigarro, café e o consumo de álcool;
- Consuma dois litros de água diariamente, aumente o consumo de frutas e verduras, tanto cruas como cozidas.


domingo, 26 de outubro de 2014

Fuja da celulite: o sal é um dos grandes inimigos


A maioria das mulheres se preocupa com a celulite, mas convive diariamente com um dos seus grandes inimigos sem saber: o sal. Sim, o exagero no consumo de alimentos que contém sódio favorece o aparecimento de celulites.

O sal de cozinha deve ser controlado, porque o sódio em excesso pode levar à retenção de líquidos, provocando o surgimento da celulite. O ideal é não consumir mais de que 1,5 grama de sódio por dia, o que equivale a 3,8 gramas de sal de cozinha.

O sal de cozinha está presente na maioria dos alimentos que consumimos. Este tempero é composto por 60% de cloreto e 40% de sódio. O sódio está presente em grande concentração não apenas no sal de cozinha, mas também em produtos enlatados, embutidos, produtos dietéticos, entre outros.

É importante o consumidor observar a quantidade de sódio indicada no rótulo de cada alimento e fazer o controle do consumo. E a celulite é apenas a ponta do iceberg.

O sal também provoca:

- Hipertensão arterial:

É uma doença cardiovascular muito comum na população brasileira e pode ser controlada com uma dieta que busque o equilíbrio entre o potássio e o sódio, sendo o exagero de consumo de sódio desaconselhável, pois a maioria dos hipertensos é sensível ao sódio, podendo este desequilíbrio agravar a doença.

- Insuficiência renal:

É a situação na qual os rins estão com perda total ou parcial da sua função e não conseguem eliminar o excesso de sódio. Para compensar este desequilíbrio ocorre a retenção de água que deveria ser eliminada na forma de urina, ocasionando algumas complicações como aumento de peso, inchaço no corpo e em situações mais agudas a insuficiência cardíaca e edema pulmonar.

O consumo de sódio deve ser controlado e não interrompido totalmente, porque este nutriente é necessário para o correto funcionamento do organismo.




(texto publicado na revista Leve & Leia nº 116 - ano 7 - julho de 2014)







segunda-feira, 1 de setembro de 2014

8 sintomas de uma doença renal (Melhor com Saúde)


Cuidar de nossos rins é algo de imprescindível em nosso dia. Mas, às vezes, cometemos erros: uma má alimentação, pouco consumo de líquidos... é, então, quando podem aparecer pequenos indícios de que algo não vai bem. Que tal se conhecermos alguns dos sintomas mais evidentes de uma possível doença renal? Confira!

Indicadores de uma doença renal

Como geralmente se diz, o conhecimento é poder. Escutar o nosso corpo é indispensável para manter uma boa saúde, mas muito menos devemos levar até a obsessão qualquer pequeno indício. Os sintomas de um problema renal costumam ser muito evidentes, assim que nunca é demais conhecê-los para consultar o nosso médico em busca de conselhos.

1) Mudanças ao urinar

É certamente o sintoma mais evidente de uma doença renal, indícios facilmente observáveis.

- Nos vemos obrigados a nos levantar muitas vezes pela noite, com uma urgência pouco habitual. Logo, quando chegamos ao banheiro não conseguimos fazer mais do que algumas gotinhas.

- A urina muda de cor ou, inclusive, pode sair espumosa ou com borbulhas. Além disso, começa-se a urinar com mais frequência e é comum que tenha um tom mais escuro (como de coca-cola, devido aos restos de sangue).

2) Cansaço

Às vezes podemos nos sentir cansados sem motivo aparente. Andamos um pouco, subimos escadas e nosso corpo já se sente esgotado. E mais ainda, é muito possível que ao chegar do trabalho, não pense em outra coisa senão em ir para a cama dormir.

A que se deve essa sensação e falta de energia? Os rins saudáveis produzem um hormônio chamado eritropoietina e é ele quem se ocupa de transportar o oxigênio ao sangue. Mas, se já existe uma doença renal, a produção de eritropoietina reduz na medida que os rins vão falhando. Tudo isso faz com que os nossos músculos se esgotem, nossos glóbulos vermelhos também se reduzem e já não se transporta tanto oxigênio, podendo derivar, então, em uma anemia. Deve-se ficar alerta.

3) Inchaço

Geralmente você sente incharem os tornozelos? As pernas? Te custa colocar os sapatos? Então, é possível que tenha um problema renal. Mas, atenção, não associe imediatamente, às vezes, é um simples problema de circulação. Por isso é necessário buscar outros sintomas, tais como a queda de cabelo, inchaços no rosto, nas mãos etc. Tudo isso se deve ao fato de que os rins não consegue se desfazer dos fluídos extras que se acumulam em nosso corpo.

4) Erupções cutâneos e coceira

Uma coceira súbita e diferente das demais, como se viesse do osso ou do próprio sangue. É algo muito incômodo que se deve ao fato de que nossos rins não eliminam como devem os dejetos de nosso sangue e por isso vai se acumulando e aparecem estes incômodos e coceiras desagradáveis.

5) Sabor metálico na boca

Outro dado a ser considerado. É possível, por exemplo, que a comida deixe de ter seu sabor original e, inclusive, seu hálito tenha mau odor, como de amoníaco. Você sente um sabor ruim na boca e isso faz com que perca o apetite, porque tudo parece ter sabor de ferro ou algo metálico. Esses são efeitos de que se sofre alguma doença renal, não ignore este sintoma se ele é algo constante. Consulte sempre um médico.

6) Náuseas e mal-estar

Já sabemos que são muitas as causas que podem nos levar ao mal-estar e à angústia. Mas, quando essa realidade é frequente, é preciso considerar tal fator para falar ao seu médico. Isto pode ter relação com o acúmulo de dejetos no sangue (uremia) que pode ocasionar náuseas e vômitos.

7) Sensação de frio

Apresentar um índice mais baixo de glóbulos vermelhos, a anemia, a sensação de fraqueza, faz com que nos sintamos mais frágeis frente às mudanças de temperatura e, em especial, com relação ao frio. Sente-se mais frio, as mãos e os pés sempre estão congelando, uma sensação de vulnerabilidade muito característica.

8) Dor em um lado das costa ou em uma perna

Já te aconteceu alguma vez? Fique tranquilo (a), é um sintoma que pode ter relação com muitas coisas. Mas é importante estar atento (a) se isso é frequente, algo que te acompanha durante vários dias seguidos. Dor nas costas com uma ligeira inflamação também em uma perna, uma pressão que não se sabe explicar, mas que incomoda.

Observe, sobretudo, se é sempre do mesmo lado, já que isso demonstra que se deve, efetivamente, ao rim. Às vezes, deve-se a uma poliquistose renal, causadora de cistos cheios de líquidos nos rins e, inclusive, também podem aparecer no fígado, algo que causa bastante dor.

Dessa forma, nunca ignore os sintomas que seu corpo sempre te dá. Muito menos, fique obcecado (a), mas se se trata de uma dor constante, se apresenta mal estar de forma habitual, não hesite em procurar um médico para que te ofereça o tratamento adequado em caso de sofrer alguma doença renal.














segunda-feira, 7 de julho de 2014

Melhorando a função renal com sucos (Saúde em Primeiro Lugar)


Os rins são os órgãos responsáveis pela "filtragem" do nosso sangue. São eles que retiram as toxinas, como ureia e creatinina, mantêm o equilíbrio dos eletrólitos (cálcio, potássio, sódio, etc) no nosso corpo, eliminam o excesso de água, mantêm constante o pH do sangue, responsáveis pela excreção de substâncias exógenas (como medicamentos e antibióticos), produção dos hormônios eritropoetina, renina, cininas, prostaglandinas e da vitamina D e, por fim, produzem a urina, que irá expelir todas as substâncias nocivas ao corpo. Porém, quando há falta de água ou de substâncias líquidas que seja o suficiente para diluir tais substâncias, esses elementos nocivos tendem a se cristalizar, formando as famosas pedras nos rins. As pedrinhas causam desconforto e dores na região lombar e, para eliminá-las, mais dores e mais esforço.

Para evitá-las, a ingestão de líquidos - no mínimo, 2 litros de água ao dia - é o mais recomendado, mas outras alternativas são estudadas, a fim de otimizar o tratamento. E eis que entram os sucos de frutas cítricas. Além de serem líquidos, os sucos, exatamente por serem oriundos de frutas cítricas, contêm uma dose de ácido cítrico. O ácido cítrico dá origem ao sal citrato, principal responsável por impedir a formação da pedra dos rins.

A insuficiência renal é caracterizada como uma alteração na função dos rins capaz de fazer com que estes órgãos percam em algum grau a capacidade de excretar as substâncias tóxicas do nosso organismo. Quando não excretadas adequadamente, estas substâncias se acumulam fazendo mal ao organismo. Há ainda retenção de líquido o que gera edema (inchaço).

O cuidado nutricional de quem possui insuficiência renal deve ser feito por uma alimentação equilibrada, individualizada. De forma geral, opta-se por uma dieta rica em carboidrato, controlada em proteína e de baixo teor de sal.

O ideal é procurar uma nutricionista para o acompanhamento, já que na insuficiência renal o peso do paciente, idade, grau do comprometimento dos rins e equilíbrio bioquímico são fatores que fazem toda a diferença no planejamento do cardápio.

A água do nosso organismo é eliminada 90% pelos rins e 10% pela respiração, pele e fezes. Assim, quem não urina e bebe água, vai acumulá-la, aumentando o peso. O que fazer então? Equilibrar a entrada e saída de água, ou seja, se a quantidade de urina é de 500 ml, o paciente só pode beber 500 ml de líquidos. Mas atenção, todos os alimentos têm água. Alguns, praticamente, só têm água, como as frutas. Outros têm 50% de água quando cozidos, como feijão, arroz, legumes, grãos e massas. Esta água deve ser somada também. A água é um grande risco para quem não urina, pois cria muitas complicações e alguns pacientes podem perder até perder a vida. Algumas das complicações do excesso de água são: tremores, tonturas, náuseas, dores de cabeça, hipertensão, falta de ar, edema generalizado, insuficiência cardíaca e edema agudo do pulmão. Se o doente renal crônico urinar menos de 500 ml por dia, deve abandonar os copos grandes, usar aqueles para vinhos ou mesmo os pequenos para licor. As frutas podem ser consideradas como água pura ingerida. Quando, no verão, a sede é muito grande, chupar pequenos cubos de gelo feitos com água pura: a água pura gelada "mata" mais a sede do que qualquer outro tipo de líquido. Se gostar de água mineral com gás, também pode tomar.

DICAS

- Substitua o sal por suco de limão, vinagre ou ervas para realçar o sabor dos alimentos e para temperos de salada, use molhos feitos em casa como os à base de azeite de oliva;

- Converse com seu médico sobre o limite de água. Caso você precise limitar o consumo, evite excessos de alimentos como por exemplo: leite, chá, café, sopas;

- Evitar o consumo de chá preto, chá mate e refrigerantes a base de cola;

- Praticar uma dieta rica (50%) em alimentos crus, frescos, integrais, com elevado teor de fibras e substâncias antioxidantes, logicamente isentos de agrotóxicos. Não esquecer das raízes que são excelentes repositores energéticos dos rins;

- Hidratar-se diariamente com os sucos da Alimentação Desintoxicante e chás diuréticos, principalmente os de cavalinha, salsa e dente de leão. São cerca de 8 copos/dia de líquidos entre sucos, chá e água;

- Fazer uso diário da Terapia da Limonada;

Alerta importante: durante uma crise renal, não se deve consumir o limão, pois, neste caso, será contra-indicado. Seu poder adstringente atuaria contra a expulsão, retardando-a ao invés de acelerá-la. Mas, a não ser no momento de crise, seu efeito será sempre benéfico, atuando como um coadjuvante do tratamento principal.

Suco de limão

O consumo diário de uma limonada pode ser um bom tratamento terapêutico para prevenir e até adiar o desenvolvimento de cálculos renais. O limão tem propriedades adstringentes, portanto, de ajudar (ou inviabilizar) na dissolução de aglomerados de cristais e células gordurosas.

Assim, pessoas que têm propensão para formar cálculos renais quando procuram o centro de tratamento da Universidade de Wisconsin, em Madison/EUA, são logo orientadas para uma prática alimentar que é a terapia da limonada.

Uma das indicações mais frequentes dos médicos é o sal alcalino conhecido como citrato de potássio, que não deve ser tomado em comprimidos ou em forma líquida. E o limão está repleto de citrato natural.

Na verdade, o limão é destacado como a fruta mais cítrica de todas de sua família. O suco de qualquer uma das variedades de limão contém cerca de 6% de ácido cítrico, na forma de citratos, enquanto as demais frutas cítricas (laranja, tangerina e pomelo) contêm cerca de 0,5% de ácido cítrico, ou seja, cerca de 10 vezes menos. E, de acordo com Steven Nakada, diretor e professor de urologia daquela universidade, a terapia da limonada, com pouco ou de preferência sem açúcar, irá provocar um aumento da quantidade de citratos na urina, inibindo assim a formação e precipitação de cristais, que ao longo do tempo vão aumentando de tamanho e tornando-se pedras ou cálculos.

A terapia da limonada não tem efeito tão imediato como o consumo direto do citrato de potássio, mas para quem quer evitar remédios e fazer um tratamento preventivo, é uma alternativa muito sábia e consciente. Outra vantagem é que o suco de limão é um diurético e laxante natural. A receita indicada pelos médicos daquela universidade é uma parte de suco de limão para sete partes de água, ou seja, suco de 1 limão diluído em 1 copo de água.

Cálculos renais se formam quando a urina fica supersaturada (concentrada) de sais, que irão cristalizar, ou seja, precipitar-se na forma de cristais, caso a urina não contenha substâncias que evitem esta formação e precipitação de cristais. Uma dessas substâncias é o citrato.

Suco diurético

Melhora a função renal, ajuda a eliminar toxinas e reduz a retenção de líquidos. O aipo é rico em glutationa, uma substância que neutraliza os radicais livres e pode entrar na composição de diversos sucos. A melancia é rica em água, frutose e fibras, além de licopeno que previne o envelhecimento precoce e o câncer de próstata e mama.

Ingredientes:

1 copo de suco de melancia coado (2 fatias médias)
1 talo de aipo com as folhas

Modo de preparar: 

Bater no liquidificador e tomar imediatamente.

Suco de laranja

O consumo de suco de laranja aumenta a quantidade de substâncias no organismo que auxiliam na proteção de doenças cardiovasculares. Mas não adianta consumir litros de suco de uma única vez: o ideal é manter o consumo regular de pelo menos um copo por dia.

Vale lembrar que o suco de laranja feito na centrífuga é mais benéfico que o produzido pelo espremedor, em função da pele branca da fruta, que contém a maior parte do seu valor alimentício. Esse delicioso suco é rico em vitamina C, complexo B, bioflavonoides, potássio, zinco, fósforo e glicose natural. Além disso, é conhecido como um potente antioxidante e renovador da energia celular.

Suco de abacaxi

O suco de abacaxi é uma fantástica fonte de sais minerais (potássio, sódio, fósforo, magnésio, enxofre, cálcio e ferro). O suco é rico em vitaminas (A, complexo B e C). Além disso, contém a bromelina, enzima que ajuda a digestão.

Para fazer o suco do abacaxi, lave-o bem, esfregando-o com uma escova e enxague com bastante água corrente. Utilize o centro duro e a casca para aproveitar os nutrientes ao máximo.

Suco de maçã

O suco de maçã é famoso pelo seu poder de rejuvenescimento. Além disso, o suco contém excelentes fontes de pectina - que forma o gel que remove as toxinas do organismo - e, ao mesmo tempo, estimula os movimentos peristálticos dos intestinos e a evacuação. O potássio e o cálcio existentes na maçã ajudam no funcionamento dos rins e controlam os distúrbios digestivos. É bom comer maçã e melhor ainda é tomar suco de maçã.

Suco de alface

Ingredientes:

5 folhas de alface
5 galhos de salsa
suco de 2 laranjas

Modo de preparar:

Lavar bem as folhas de alface e os galhos de salsa
Bater no liquidificador com o suco de laranja