Mostrando postagens com marcador hormônios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hormônios. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Quando a pílula é a pior escolha - Cristiane Segatto



Elas descobriram - tarde demais - que jamais deveriam ter tomado anticoncepcional. Como a vasta maioria das brasileiras, nada sabiam sobre os gravíssimos riscos dos hormônios

Na tarde de uma quinta-feira de fevereiro, a funcionária pública Daniele Medeiros Alvarenga cortava rabiolas para enfeitar o telhado da casa, em São João de Meriti, no Rio de Janeiro. Era seu aniversário de 33 anos. Daniele estava feliz. Pela primeira vez em três décadas, queria festejar duas vezes. No sábado, a reunião familiar seria na varanda. Assim que terminasse de preparar os enfeites coloridos naquela quinta-feira, Daniel transportaria uma caixa de cupcakes até o cenário da primeira comemoração: o Hospital Oeste D'Or, no Rio. Ela saíra de lá seis meses antes. "Como dizem os médicos, estou aqui por um milagre." Por muito pouco, ela não se tornou mais uma vítima fatal do desrespeito às recomendações da Organização Mundial da Saúde, a OMS, para o uso seguro de pílula anticoncepcional.

A pedagoga, que antes da licença-médica trabalhava como assessora na Câmara de Vereadores de Mangaratiba, jamais poderia ter tomado um contraceptivo hormonal. Sabia que era portadora de uma condição genética (conhecida como trombofilia) que aumenta em até 30 vezes o risco de formação de coágulos na corrente sanguínea de mulheres que usam hormônios. Os danos provocados por esse tipo de coágulo costumam variar entre graves e irreversíveis: trombose nas veias, embolia pulmonar, trombose nas artérias do cérebro, AVC, paralisia, morte.

O drama de Daniele começou no ano passado. Ela procurou um ginecologista para tratar cistos ovarianos, que causavam fortes cólicas menstruais. A médica ofereceu duas opções: remover o ovário policístico ou usar uma pílula anticoncepcional para tentar tratá-lo. Daniele optou por não fazer a cirurgia. Preferiu manter o órgão porque pretendia engravidar. "Disse à ginecologista que era portadora de um fator genético que aumenta o risco de trombose", afirma. "Ela respondeu que, nesse caso, receitaria uma pílula com baixa dosagem hormonal."

Ao contrário do que a OMS recomenda, Daniele saiu do consultório com uma receita de Yasmin, nome comercial da pílula composta pelos hormônios drospirenona e etinilestradiol, fabricada pela Bayer. Ela tomou o remédio durante três meses. Em seguida, sofreu uma embolia pulmonar. Isso acontece quando um cóagulo formado em alguma veia do corpo chega aos pulmões e obstrui a passagem do sangue por uma artéria. As consequências foram gravíssimas: três paradas cardíacas, dois meses de internação, 40 dias em coma.

Quando finalmente acordou, Daniele era outra. Descobriu-se impotente, frágil. Não falava - fora submetida a uma traqueostomia, necessária para permitir a chegada de ar aos pulmões. Nem se movia - perdera muita massa muscular. Tudo, até mesmo a tarefa mais prosaica, tornou-se um obstáculo a superar: comunicar-se, comer, andar. O recomeço foi difícil - segue difícil. Ela ainda caminha com vagar e se cansa facilmente. Não dirige nem sai sozinha, mas já conseguiu se livrar da cadeira de rodas e da cadeira de banho. Os longos cabelos lisos caíram. Estão crescendo diferentes, "encaracolados como os de Reynaldo Gianecchini depois da quimioterapia".

Restou uma sequela explícita e permanente. Daniele perdeu os dez dedos dos pés. Eles precisaram ser amputados por causa de uma necrose, provocada pelos medicamentos que a mantiveram viva. "Quando vi o empenho das pessoas para me salvar e me deixar com um dano mínimo, não lamentei a perda dos dedos", diz. A lesão está sempre á mostra. No auge do verão carioca, Daniele comprou um vestido longo e estampado e uma sandália com duas faixas. As fitas que se ajustam sobre o peito dos pés permitem que ela ande sem perder o calçado. "A ausência dos dedos é parte do que sou. É um lembrança do que superei", diz. "Agora, vou lutar para que nenhuma outra mulher passe por isso."

Nos últimos anos, os Estados Unidos e a Europa passaram a debater intensamente os riscos dos anticoncepcionais. É uma discussão que nasceu após surgirem relatos de efeitos adversos graves e de centenas de mortes, principalmente entre consumidoras das pílulas à base de drospirenona - substância sintética semelhante à progesterona, produzida pelo organismo feminino. Com leve ação diurética, ela ajuda na eliminação do sal. Além de evitar a gravidez, o produto, lançado nos Estados Unidos em 2001 e no Brasil em 2003, prometia reduzir a oleosidade da pele, evitar inchaços e atenuar sintomas da tensão pré-menstrual. Foi um sucesso global - até que se acumularam os relatos dos sérios efeitos colaterais. Sobrevieram os processos contra o fabricante. Até o ano passado, a Bayer havia pagado US$ 1,7 bilhão para liquidar 8.200 ações de pacientes e familiares na Justiça americana. Mais casos estão pendentes em tribunais estaduais e federais dos Estados Unidos.

Depois de muita discussão e de um estudo financiado pelo governo americano, que envolveu 800 mil mulheres, a agência que controla medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, a FDA, concluiu que os benefícios das pílulas à base de drospirenona superam os riscos. Não era o caso de retirá-las do mercado. Mas a agência exigiu que os fabricantes incluíssem nas bulas alertas mais claros e enfáticos sobre os riscos e as contraindicações desses remédios. Na França e no Canadá, essas pílulas passaram a ser vendidas apenas com retenção de receita.

No Brasil, pouco se fez. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, responsável por fiscalizar a indústria farmacêutica, não seguiu o exemplo dos americanos, dos franceses ou dos canadenses. A inação - para muitos, negligência - da Anvisa produz histórias como a de Daniele. Ela não pretende fazer campanha contra a pílula, o que seria uma insanidade num país, onde todos os anos, 13 milhões de adolescentes se tornam mães. Cerca de 30% delas engravidam novamente no primeiro ano após o parto. O controle sobre quando e como ter filhos é uma conquista que permitiu às mulheres assumir novos papeis na sociedade. Isso não significa, porém, que elas devam arriscar a vida por ignorar os riscos das diferentes formas de contracepção. Os prós e contras de cada método precisam ser conhecidos para que a escolha seja consciente e segura.

Até o final do ano passado, centenas de brasileiras com histórias semelhantes estavam isoladas. Cada uma aceitava a explicação de que era um caso raro, uma espécie de azarão da natureza, no universo dos 11 milhões de consumidoras de pílula no Brasil. Até que as redes sociais apresentaram um fato novo: o vídeo caseiro de Carla.

O desabafo pela webcam

Em setembro do ano passado, a professora universitária Carla Simone Castro, de 41 anos, decidiu gravar uma mensagem logo que deixou o Hospital Santa Mônica, em Goiânia. Apesar do tampão adesivo sobre o olho direito, ela encarou a webcam e fez um relato contundente sobre sua saúde. O objetivo era postá-lo em sua página pessoal no Facebook, para dar uma explicação aos alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília. Carla abandonara repentinamente as aulas na capital. Com fortes dores de cabeça, fora levada pela família de volta a Goiânia. Teve uma convulsão na sala do neurologista e precisou ser internada imediatamente. Sofreu uma trombose cerebral sete meses depois de começar a tomar a pílula Yasmin, a mesma do caso de Daniele. Quando ouviu o diagnóstico de uma doença desconhecida, Carla agarrou o celular e, ali mesmo, na cama do hospital, entrou nas bases dos artigos científicos. Digitou o termo "trombose cerebral" e encontrou 217 referências - muitas delas associavam o uso de pílula anticoncepcional ao aumento de risco da doença. Solteira e sem filhos, Carla não começou a tomar o remédio para evitar uma gravidez. Ele fora indicado por uma ginecologista para combater tumores benignos no útero, também chamados de miomas.

Antes de tomar o remédio, a professora leu a bula. Notou que, na 136ª linha, letras miúdas mencionavam o risco de ocorrência de trombose em pacientes de risco. Não parecia ser o caso dela. "Não tenho caso de trombose na família, não fumo, não sou diabética nem obesa", afirma Carla. "Mesmo assim, ela diz ter perguntado à ginecologista se a pílula era realmente segura. "A médica riu e respondeu que eu não me preocupasse porque, em 20 anos de profissão, nunca tinha visto um caso de efeito adverso grave provocado pela pílula." Carla se convenceu. Quando ela adoeceu, teve de perambular de médico em médico. Recebeu toda sorte de diagnóstico: sinusite, crise alérgica, enxaqueca, ansiedade... Perdeu um tempo preciosos até descobrir a real causa do problema. A trombose provocou três acidentes vasculares cerebrais, ou AVCs. Durante 55 dias, Carla enxergava tudo em dobro.

Um dos alunos decidiu compartilhar o vídeo, que já foi visto 3 milhões de vezes. A professora começou a receber outros vídeos caseiros, produzidos por mulheres com histórias semelhantes. No Facebook, elas criaram a página Vítimas de Anticoncepcionais - Unidas a Favor da Vida, uma comunidade que já soma 28 mil seguidores. Carla decidiu fazer uma pesquisa informal, porém detalhada (com dados de saúde, nome, endereço, nível de escolaridade e renda), com as participantes. Recolheu e tabulou informações sobre 305 casos de reações adversas graves. Descobriu, por exemplo, que 92% das mulheres não foram alertadas pela ginecologista sobre o risco de trombose. Carla pretende se associar a médicos e outros pesquisadores para investigar cada um dos casos. O objetivo é publicar um trabalho com rigor e validade científica. "Não podemos aceitar que continuem dizendo que esses casos são raros, se ninguém os relata e os investiga", afirma. Se uma paciente, sozinha, conseguiu reunir relatos de três centenas de  complicações graves em consumidoras de pílula, quantas outras podem existir no Brasil?" Não sabemos. Essas mulheres estão todas escondidas no anonimato", diz a química e advogada Eliana Pinto, ouvidora da Anvisa. A função dela é receber denúncias da sociedade e recomendar ações aos cinco diretores da agência. Segundo Eliana, muitas mulheres que sofrem danos não se animam a procurar o poder público. Agem dessa forma por descrença ou medo, apesar do sigilo garantido pela Anvisa.

Silêncio também é a praxe entre os médicos. Poucos são os que relatam às autoridades os casos de complicações após o uso de pílula. Entre janeiro de 2011 e julho de 2014, a Anvisa afirma ter recebido 90 notificações envolvendo anticoncepcionais compostos de drospirenona e etinilestradiol, como a Yasmin. Dessas, 70 relatavam reações graves, como tromboembolismo, embolia pulmonar, trombose venosa profunda e trombose cerebral. Em três dos casos, houve morte. Entre as notificações não há informação sobre a presença de outros fatores que possam ter contribuído para o problema.

"Os governos e as entidades médicas deveriam promover uma campanha para esclarecer a população e os profissionais sobre os riscos da pílula, quando usada de forma indiscriminada", diz Eliana. Ela fez uma série de recomendações à diretoria da Anvisa. Uma delas foi acolhida pelos diretores: a atualização do informe sobre riscos das pílulas no site da agência e o envio da informação, por oficio, aos Conselhos de Medicina e Farmácia. Em dezembro, a agência reafirmou que os benefícios das pílulas continuam a superar os riscos, mas incluiu no alerta uma informação da maior relevância: qualquer mulher (e não apenas aquelas com determinadas características genéticas) pode sofrer trombose depois de usar anticoncepcionais hormonais.

Eliana acredita que é preciso fazer mais. Segundo ela, não basta que as bulas mencionem os riscos: "Trombose pode matar. Isso deveria estar estampado na embalagem, em letras garrafais". A ouvidora recomendou que esse ponto seja colocado em discussão pela diretoria da Anvisa. Não há data para que esse debate ocorra. Talvez jamais aconteça. "Essa demanda precisa vir da sociedade", diz Eliana. Ela fez duas recomendações essenciais, que a Anvisa ainda não discutiu. A primeira: estimular os médicos a pedir exames genéticos de tendência à trombose antes da prescrição do medicamento. A segunda, não menos simples e igualmente importante: informar as pacientes sobre os sintomas de trombose e AVC, para que, em casos de reações, elas possam procurar socorro a tempo. A ouvidora também recomendou que a diretoria discutisse a possibilidade de efeitos adversos graves pelos médicos, embora saiba que essa não é uma atribuição da agência - e sim do Conselho Federal de Medicina.

Qualquer pessoa pode sofrer uma trombose - até mesmo mulheres que não usam contraceptivos hormonais. A gravidez também aumenta, em até quatro vezes, o risco de sofrer um coágulo. isso ocorre porque durante a gestação a quantidade de sangue aumenta alguns litros. E, nos primeiros meses depois do parto, o sangue torna-se mais coagulável. Há outras situações perigosas. Nas mulheres que têm enxaqueca, fumam e tomam pílula, o risco de sofrer um AVC é 22 vezes mais elevado. Pacientes com esse perfil deveriam ser corretamente informadas pelos médicos para ter a chance de optar por outros métodos. Quantas sabem disso? Basta conversar com um grupo de amigas fumantes que tomam pílula para descobrir que poucas (talvez nenhuma) foram alertadas sobre esse risco.

Segundo as autoridades sanitárias americanas e europeias, um coágulo ocorre em cerca de dez mulheres, a cada 10 mil consumidoras de pílulas à base de drospirenona. As que tomam as formulações mais antigas também estão sujeitas ao problema, mas o risco é inferior. Ele afeta, em média, seis pacientes a cada 10 mil. Se essa estimativa for transposta, de forma rudimentar, para o universo de 11 milhões de consumidoras de pílula no Brasil, é possível que existam cerca de 11 mil casos semelhantes aos de Daniele e Carla?

"De jeito nenhum", diz a médica Marta Franco Finotti, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. "Embora não existam estudos desse tipo feitos no Brasil, é impossível que haja essa quantidade toda de reações graves." Segundo ela, a estimativa global não pode ser aplicada à população brasileira." As pílulas são seguras, usadas por 100 milhões de mulheres no mundo e até mais estudadas que os antibióticos", diz. Marta afirma que a razão do problema é a banalização do uso da pílula. "Os ginecologistas precisam ter critério para recomendar esses remédios, mas muitos não conhecem as recomendações da OMS", diz. "Se todos eles seguissem essas normas, já seria maravilhoso."

Os efeitos adversos das pílulas são, de fato, um problema que os ginecologistas tendem a minimizar. Postura bem mais cautelosa é adotada pelos neurologistas. Enquanto os ginecologistas prescrevem a pílula a mulheres saudáveis, aos neurologistas cabe agir no momento das tragédias, quase sempre marcadas por sequelas e mortes. "Não podemos demonizar as pílulas anticoncepcionais nem minimizar os riscos delas", diz o neurocirurgião Francisco Bastos, diretor clínico do Hospital Santa Mônica, em Goiânia. "Os efeitos adversos graves são raros, mas quando eles acontecem o resultado é desastroso". Bastos trabalha para preservar a vida de Carla. A equipe dele tenta fechar fístulas (ligações anômalas entre uma artéria e uma veia) que se abriram no cérebro da professora. Essas ligações são perigosas, porque podem causar hemorragias fatais. Fechá-las envolve um procedimento de altíssimo risco. Carla sobreviveu ao primeiro. Pode precisar de mais dois.

Procurada por ÉPOCA, a Bayer, fabricante da pílula Yasmin, decidiu não dar entrevista. Em nota, afirma que a comissão europeia que avaliou os riscos dos anticoncepcionais concluiu que "os benefícios dos contraceptivos hormonais combinados na prevenção da gravidez não planejada continuam a superar os riscos e que a possibilidade de tromboembolismo venoso, associada ao uso de contraceptivos hormonais combinados, é pequena". Segundo a empresa, "Yasmin é eficaz e tem um perfil de segurança (risco-benefício) favorável, quando usada da forma indicada na bula aprovada pelas agências de saúde de cada país".

Sozinha, no chão, com um aperto no peito

No ano passado, a administradora de empresas Simone Vasconcelos Fator, de 34 anos, sofreu uma embolia pulmonar em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo. Fazia apenas três meses que usava a pílula Iumi, fabricada pela Libbs e receitada por um ginecologista. Assim como a Yasmin, essa pílula é composta pelos mesmos dois hormônios combinados: drospirenona e etinilestradiol. Mãe de dois filhos (Leonardo, de 5 anos, e Guilherme, de 8), Simone não tinha fatores de risco que pudessem contraindicar o uso de anticoncepcional. Não é obesa, hipertensa, diabética, fumante nem tem casos de trombose na família. O ginecologista chegou a fazer essa pergunta e solicitou os exames de sangue de rotina antes de prescrever o anticoncepcional. Simone leu a informação sobre risco de trombose na bula, mas o médico a tranquilizou ao dizer que a concentração hormonal na pílula era baixa.

Ao final da terceira caixinha, ela começou a sentir um cansaço inexplicável. O percurso de quatro quarteirões, que sempre fez a pé para buscar o filho mais velho na escola, tornou-se cada vez mais difícil. Um dia, sentiu um forte aperto no peito, embaixo dos seios. Desamparada, sentou-se na calçada, pressionou as pernas contra o peito e esperou a dor passar. A sensação durou alguns longos minutos. Ainda com falta de ar, ela conseguiu se levantar, prosseguir até a escola e levar o filho para casa. Nos dois dias seguintes, a pressão arterial subiu e surgiram fortes dores de cabeça. Simone passou dois dias na UTI e mais seis no quarto. Por sorte, o coágulo era pequeno e foi descoberto a tempo. Durante seis meses, ela precisou tomar anticoagulante e se cercar de cuidados e restrições alimentares para evitar o risco de sangramento. "Só pensava nos meus filhos. Tinha medo de me cortar enquanto cozinhava para eles", diz. Tudo isso poderia ter sido evitado, se a informação fosse clara e disponível." O erro do meu ginecologista foi não ter me informado sobre os riscos da pílula", diz Simone. "Quando o médico omite os riscos, ele tira da paciente a capacidade de avaliação. Cabe a mim decidir se aceito correr o risco de morrer para prevenir uma gestação."

Em nota, a Libbs, fabricante do medicamento, afirma que "a formulação de Iumi (drospirenona e etinilestradiol) é segura". Análises recentes confirmam que o tromboembolismo venoso (TEV) é um evento raro, que afeta dez em cada 10 mil consumidoras de pílulas, no geral. A empresa ressalta que "a bula de Iumi alerta para os fatores de risco associados ao TEV, que incluem tabagismo, obesidade e história familiar de tromboembolismo venoso, além de outras condições que contraindicam a utilização da pílula".

Simone não tem nenhum desses fatores de risco. Durante a estada no hospital, ela foi submetida também aos exames genéticos que apontam a existência de características que tornam a mulher mais propensa á formação de trombose. Descobriu que não é portadora das mutações que aumentam o risco de trombofilia. Simone é um exemplo de que complicações podem surgir até mesmo em mulheres sem fatores de risco. "É fundamental que esses exames sejam oferecidos também no SUS e que os médicos sejam obrigados a notificar casos como o meu", diz.

Não basta confiar apenas no histórico dos parentes. Às vezes, a paciente que sofre embolia pulmonar ou trombose cerebral é o primeiro caso da família. "Em mais de 90% dos casos, as mulheres não sabem que têm predisposição genética à trombose", diz Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia. Por isso, o exame genético é tão importante. Ele é simples, pode ser feito com uma amostra de saliva ou sangue e costuma ser coberto pelos planos de saúde. No SUS, não é oferecido de forma rotineira.

A maioria das mutações genéticas ocorre em três genes principais. O geneticista Ciro Martinhago, da Clínica Chromosome Medicina Genômica, em São Paulo, afirma ter feito mais de 10 mil testes desse tipo. Em uma pesquisa com dados de 1.000 mulheres que fizeram o exame mesmo sem ter suspeita de nenhum problema, ele concluiu que uma em cada dez tem alterações em pelo menos um desses genes.

Quem herda a mutação não vai, necessariamente, ter a doença. Mas precisa saber que tem um risco mais elevado do que o da população geral. "Não se trata de uma característica extremamente rara. Estamos falando em algo que precisa ser conhecido porque aumenta o risco de trombose em 10% das mulheres", afirma. Segundo ele, a maioria dos ginecologistas não pede o exame antes de prescrever anticoncepcionais. "Há uma desinformação enorme, mesmo entre os médicos." Um exame desse tipo traz uma informação relevante em três fases da vida da mulher: na puberdade (quando vai escolher um método contraceptivo), na gravidez e na menopausa. Quem herda a mutação não deve pensar mil vezes antes de tomar pílula apenas na juventude. Precisa saber que, se fizer reposição hormonal na maturidade, pode sofrer os mesmos danos.

De hospital em hospital, com a neta no colo

Quando uma menina de 16 anos chega ao pronto-socorro reclamando de fortes dores de cabeça, é provável que os médicos suspeitem de tudo - menos de trombose cerebral. Em setembro de 2013, a estudante Thainá de Menezes Fernandes, que mora com o avô paterno, buscou ajuda em dois hospitais particulares: um em Santos e outro na Praia Grande, no litoral paulista. Saiu com três suspeitas descabidas: efeito da menstruação, dos exageros do churrasco ou da vista maltratada pelo uso do smartphone. Enxergando tudo em dobro, fraca e sem conseguir se firmar sobre as pernas, Thainá era amparada pelo avô. "Precisei carregá-la no colo, de hospital em hospital, porque ela foi perdendo a força no lado direito do corpo", diz Sérgio Fernandes, avô de Thainá. "A gente confia nos médicos, mas é um desespero quando ninguém descobre o que está acontecendo."

Desde os primeiros sinais de que algo não ia bem até o diagnóstico correto, passaram-se seis dias. Depois que exames afastaram a possibilidade de meningite, os neurologistas da Santa Casa de Santos descobriram que a trombose cerebral havia provocado um AVC. Descartados outros fatores de risco, restou apenas o anticoncepcional Tâmisa 20 (gestodeno e etinilestradiol), receitado por uma ginecologista para evitar gravidez e combater a acne. Thainá usava a mesma marca desde os 14 anos. Ela passou uma semana e meia na UTI. "Diziam ao meu avô que talvez eu saísse viva, mas na cadeira de rodas", afirma. Depois de um mês de internação, Thainá precisou de muita fisioterapia para conseguir voltar a andar. Saiu do hospital inchada e vesga. Assim permaneceu por três meses. "Chorava todos os dias quando me olhava no espelho", diz.

Thainá se recuperou e, no início deste ano, entrou na faculdade de odontologia. Sempre que surge uma chance, aconselha as amigas. "Não digo para ninguém parar de tomar pílula, mas reforço a importância de ir ao ginecologista e pedir o exame de trombofilia", afirma. Ela fez o teste genético depois da internação. O exame será repetido porque o resultado não foi conclusivo. A recomendação do neurologista foi clara: "Por enquanto, nada de pílula".

Em nota, a Eurofarma, fabricante do Tâmisa 20, afirma que os anticoncepcionais orais combinados vêm se destacando como um grupo de fármacos dos mais estudados em todo o mundo. "É importante que as pacientes leiam a bula dos seus medicamentos para saber quais eventos adversos eles apresentam, e com qual frequência. Quanto à segurança cardiovascular, o tromboembolismo venoso, o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral acontecem mais frequentemente quando a usuária apresenta outros fatores de risco que contribuem para maior incidência desses eventos, como hipertensão, diabetes, tabagismo, dislipidemia, entre outros."

A leitura da bula, atitude sensata e da maior importância, não evitou que a saúde das quatro mulheres citadas nesta reportagem fosse gravemente ameaçada. A professora Carla enfrenta uma aflição intermitente: um zumbido pulsátil do meu coração", diz. Nos últimos meses, ela passou por 183 exames. Vinte e sete deles foram para rastreamento genético. Há duas semanas, descobriu uma alteração no gene da protrombina. O risco da doença em mulheres que têm essa mutação e tomam pílula é 60 vezes mais elevado. "Se a ginecologista tivesse pedido um exame de R$ 257, todo o meu sofrimento teria sido evitado." Em abril, ela deve passar por uma nova cirurgia. Os médicos vão injetar mais um pouco de cola cirúrgica para tentar fechar as fístulas do cérebro. Sobre o risco desse procedimento, ela foi muito bem informada. Se a cola vazar, ela pode perder a fala, os movimentos ou a vida. A cética professora quer acreditar que essa é uma possibilidade remota. "Não pretendo virar mártir dessa história." Precisamente uma opção que muitas brasileiras ainda não têm.



(texto publicado na revista Época nº 877 - 30 de março de 2015)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

10 sinais de que você deve parar de comer glúten imediatamente (Cura pela Natureza)


Desde criança, o glúten faz parte do nosso dia a dia.

São pães, bolos, pizzas, macarrão, biscoitos, bolachas, enfim, uma grande variedade de produtos com glúten.

Naturalmente, os alimentos com glúten só poderiam estar entre os mais consumidos em todo o mundo.

Mas o pior é que comemos sem prestar atenção aos sintomas que se sucedem depois de consumir essa substância.

Por isso muitos adultos são alérgicos ou intolerantes ao glúten e desconhecem.

O que não é à toa, pois os sintomas de alergia ou de intolerância ao glúten são muito diversificados.

E geralmente esses sintomas são interpretados como sinais de outras doenças, levando a erros de diagnóstico.

Observe, porém, que alguns dos sinais de alergia ou intolerância ao glúten são bem comuns, ou seja, costumam aparecer na maioria das pessoas que têm problemas com essa substância.

E, se tiver dois ou mais desses sinais, você provavelmente é alérgico ou intolerante ao glúten.

Aqui estão os dez mais comuns:

1. Digestão lenta ou indigestão:

Um dos principais sintomas da alergia ou intolerância ao glúten são problemas digestivos.

Entre eles, intestino irritável, dor de estômago, inchaço e gases.

Isso simplesmente ocorre porque, quando o corpo não pode digerir o glúten, a substância provoca vários problemas no sistema digestivo.

2. Dor de cabeça

Outro sinal de uma possível alergia ou intolerância ao glúten são dores de cabeça crônicas, que podem variar de leves a enxaquecas fortes.

Neste caso, a dor ocorre com mais frequência do que o habitual e, especialmente, depois de consumir qualquer alimento com glúten.

Se você sofre de dor de cabeça constante, preste atenção quando ela começar e observe se existe possibilidade de estar relacionada com o consumo de glúten.

3. Fadiga crônica

Se você sentir cansaço constante, apesar de não feito qualquer esforço ou atividade, acenda o sinal vermelho para uma possível incompatibilidade com o glúten.

A fadiga é um sintoma comum a deficiência de nutrientes, mas, se você sofre de alergia ou intolerância ao glúten, ela também pode se manifestar.

4. Confusão mental ou pensamento lento

Alergia ou intolerância ao glúten pode perturbar a atividade do cérebro.

Você pode sentir tonturas, visão turva, dificuldade de concentração ou lentidão mental.

Esses sintomas comumente são confundidos com estresse, fadiga ou idade.

5. Dor nas articulações

A alergia ou intolerância ao glúten geralmente provoca inflamação em todo o corpo, causando dores nas articulações.

6. Debilidade no sistema imunológico

Se sentir uma diminuição em suas defesas, ou seja, você fica mais doente do que o habitual, o seu corpo pode estar se enfraquecendo diante de uma alergia ou intolerância ao glúten.

O paciente tende a se sentir mais deprimido, ansioso, irritado e pode sofrer alterações bruscas de humor.

8. Doenças na pele

Como uma reação ao glúten, o corpo pode se manifestar por meio de coceira e irritação na pele, erupções cutâneas, eczema, psoríase, queratose pilar ou erupções cutâneas em geral.

Os locais mais comuns desses problemas são coxas, braços e rosto.

9. Predisposição a cáries

Quando há alergia ou intolerância ao glúten, os dentes ficam enfraquecidos, o esmalte torna-se mais permeável e há maiores chances de cáries.

Além disso, toda a saúde oral é afetada, podendo ocorrer feridas dolorosas na boca.

10. Desordem hormonal

Os hormônios também podem ser severamente afetados pelo glúten, especialmente os níveis de estrogênio.

Isso afetará os períodos menstruais e provocará mudanças no peso, diminuição ou aumento.

O que fazer?

Se você tiver mais de um desses sintomas, é necessário fazer uma visita ao médico e manifestar a sua preocupação.

Certamente ele vai pedir alguns exames, como o teste para saber se o seu corpo tem algum nível de doença celíaca.

Também fará alguns testes de alergia e exames gástricos.

Dessa forma, seu médico será capaz de obter um bom diagnóstico e iniciar o tratamento.

Mas você mesmo poder dar o primeiro passo.

Experimente uma dieta livre de glúten por alguns dias.

Se sentir alívio e os sintomas desaparecerem, é quase certo que você têm problemas com o glúten.

Diante disso, converse com seu médico ou nutricionista para que o oriente melhor sobre a sua alimentação.

domingo, 26 de abril de 2015

Redução do escurecimento do pescoço (Melhor com Saúde)


O escurecimento do pescoço é também conhecido como Acanthosis Nigricans. É um problema de saúde que não representa um perigo mortal para quem o padece, mas sim, deixa rastros psicológicos e reduz a auto-estima dos afetados. Não é uma infecção nem uma doença contagiosa.

As causas do escurecimento do pescoço podem ser a exposição prolongada ao sol, o desequilíbrio hormonal, a gravidez, o uso de pílulas anticoncepcionais, diabetes, etc. Esse problema costuma vir acompanhado do escurecimento de outras regiões do corpo.

Alguns dos remédios caseiros mais efetivos para tratar essa afecção são:

O limão

O limão é um ingrediente fácil de conseguir porque ele é muito usado nos nossos lares. Graças às suas propriedades branqueadoras, ele é o remédio ideal para tratar essa doença. O limão ajuda a clarear a pele de forma natural. Lembre-se de não se expor ao sol minutos depois de usar esse remédio. Só precisamos de suco de limão e um pouco de algodão.

Procedimento

- Pegue um limão e extraia seu suco.

- Molhe o algodão no suco.

- Aplique o algodão com o suco diretamente sobre o pescoço.

- Não deixe de acrescentar água ao suco de limão, caso sua pele seja sensível para evitar vermelhidão e irritação cutânea.

- Deixe o suco sobre sua pele durante 10 - 20 minutos.

- Ao terminar, lave com água fria e aplique um creme suave.

Aveia

A aveia é excelente para a saúde e em especial para combater o escurecimento da pele, pois ela atua como um esfoliante natural que ajuda a eliminar as células mortas da pele.

Ingredientes

- Aveia moída em pedaços grandes.

- Polpa de tomate.

- Água.

- Hidratante.

- Uma tigela pequena.

Procedimento

- Pegue a aveia moída em pedaços grandes e coloque-a na tigela.

- Acrescente polpa de tomate suficiente e misture até formar uma pasta consistente.

- Aplique essa pasta diretamente na região do pescoço e massageie durante alguns minutos.

- Deixe-a atuar durante 15-30 minutos sobre a pele.

- Todo esse processo terá um efeito esfoliante e irá eliminar as células mortas.

- Depois enxague a região com água.

- Finalmente, use um hidratante e massageie novamente a região.

Iogurte

O iogurte é um grande agente limpante que ajuda a clarear a pele e se ele for combinado com suco de limão irá maximizar os resultados. Para preparar esse remédio, só vamos precisar de meia xícara de iogurte e de uma colher de suco de limão.

Procedimento

- Pegue o iogurte e acrescente o suco de limão.

- Mexa bem e aplique-o diretamente sobre o pescoço.

- Deixe-o repousar durante 15 - 20 minutos.

- Depois, lave toda a região com água.

- Repita esse remédio regularmente.

Máscara de frutas

As frutas sempre foram usadas como cosméticos para suavizar a pele, revitalizá-la para melhorar sua textura. Certas frutas como o abacate, a banana, a laranja, a maçã, o mamão, etc, contêm enzimas, minerais e vitaminas naturais que ajudam a melhorar a saúde e a tonificação da pele.

Máscara de banana

A banana, combinada com azeite de oliva, forma uma máscara rica em elementos antioxidantes que contribuem para uma pele mais suave, saudável e revitalizada. Para essa máscara, precisamos de uma banana amadurecida e azeite de oliva.

Procedimento

- Pegue a banana e amasse-a com as mãos até formar uma pasta.

- Depois, acrescente certa quantidade de azeite de oliva e misture tudo.

- Aplique essa mistura no seu pescoço e deixe-a repousar durante 15-20 minutos.

- Lave a região com água e seque sua pele.

O uso diário dessa máscara de banana ajuda a nutrir a pele e a reduzir o escurecimento do pescoço.

Máscara de morango e papaia

O mamão contém uma enzima que se chama papaína e que é muito boa para eliminar as células mortas da pele. Os morangos, por sua vez, têm substâncias antioxidantes que ajudam a reparar o dano celular. Então, essa combinação é excelente por ter as vitaminas e minerais essenciais para nutrir as células da pele e clarear as áreas escurecidas. Para esse remédio, vamos precisar de um mamão e dois morangos.

Procedimento

- Pegue o mamão e amasse-o até obter uma pasta.

- Amasse também os morangos.

- Pegue uma ou duas colheres de pasta de mamão e acrescente a pasta de morangos.

- Misture bem e aplique diretamente no pescoço durante 10 - 15 minutos.

Esses são alguns dos melhores remédios caseiros para reduzir o escurecimento da pele do pescoço. Lembre-se apenas que se o problema persistir, você deve consultar o médico para descartar qualquer problema sério de saúde.

terça-feira, 17 de março de 2015

Restabeleça seus hormônios para queimar gordura corporal (Melhor com Saúde)


Nem todo mundo sabe, mas existe uma grande relação entre os hormônios, o peso e a gordura acumulada. É por isso que algumas pessoas, por mais que façam muitas dietas e treinem muito em uma academia, não conseguem reduzir suas medidas tão facilmente. Saiba como restabelecer seus hormônios e queimar gordura em partes específicas do corpo a partir deste artigo e pare de sofrer por estar acima do peso.

Não são os hormônios são diretamente responsáveis pelo seu peso, mas também o metabolismo. Ou seja, o lugar onde se armazena gordura, a vontade de comer e a fome. Para qualquer desequilíbrio hormonal que apresentar, seus esforços para perder peso vão ser em vão.

Talvez você pense que deixar de comer fast food e correr por meia hora seja suficiente para perder peso, mas não é tão simples, pois há algo mais a ser considerado. Então lembre que, se os seus hormônios não estiverem equilibrados, você nunca alcançará o corpo que deseja.

Reposição hormonal ao banquinho dos réus

É bom saber o básico em relação aos hormônios, que com certeza, já ouviu falar deles. Bom, trata-se de substâncias bioquímicas produzidas pelo organismo para que funcione como uma orquestra. Eles são uma parte essencial para que possamos obter energia, combater o estresse, manter a massa muscular e também responsável por acumular gordura. É por isso que, por exemplo, muitas mulheres em certo momento do período menstrual sentem muita necessidade de comer ou sentem-se enjoadas quando grávidas. Portanto, ao equilibrar os hormônios será mais bem sucedida ao desfrutar de uma vida feliz, enérgica e com peso ideal.

Como primeiro passo, é preciso desintoxicar o organismo, eliminando as toxinas e tudo aquilo que lhe faz mal. Os alimentos compostos por substâncias negativas são os mais "viciantes", razão pela qual você terá mais vontade de comer um pacote de batatas fritas do que uma maçã. Sendo assim, comece a evitá-los. Pode ser difícil no início, o esforço requer pelo menos três semanas. Mas a boa notícia é que os resultados são maravilhosos. A dieta pode influenciar muito ao intoxicar ou desintoxicar seu organismo.

O que comer e não comer para equilibrar seus hormônios

Fique longe de todos os alimentos com alto índice glicêmico, porque são aqueles que incentivam a ansiedade e vontade de comer descontroladamente. Sendo assim, remova da sua dieta (ou reduza a sua ingestão) carboidratos e açúcares refinados (pão, arroz, massas, doces, tortas, tudo de cor branca ou muito doce), bem como alimentos processados que contenham muitos conservantes e aditivos.

No lado oposto se encontram os alimentos que podem ser usados não só para perder peso, mas também para melhorar a saúde. Os alimentos de baixo teor glicêmico são os que irão manter seus hormônios equilibrados, impactando positivamente no seu corpo e pele.

Os alimentos que oferecem uma boa quantidade de fibras, como bananas, uvas passas, alcachofras, aveia, nozes e feijão, vão ajudar a melhorar o seu sistema digestivo. Também não se esqueça de beber dois litros de água por dia (podem ser necessários até 3 durante o verão) para aumentar o metabolismo e fornecer a quantidade de líquidos necessária para que o corpo elimine as toxinas através da urina e a transpiração.

Alimentos para reduzir áreas específicas do corpo

É verdade que algumas partes do corpo são mais difíceis de emagrecer do que outras, tudo dependerá da pessoa  e seus hábitos, e também dos conhecidos "hormônios". Por exemplo, quem tem uma grande produção de estrogênios (hormônios femininos), terá uma predisposição para quadris e coxas maiores. Portanto, para cada região do corpo existe um tratamento específico para equilibrar cada hormônio específico.

Barriga

Se você tem uma barriga mais saliente, pode ser devido à quantidade de comida que ingere ou porque não evacua corretamente. A gordura acumulada na região abdominal também está relacionada ao excesso de hormônio cortisol (conhecido como o hormônio do estresse). É por esta razão que os funcionários que passam horas sob pressão têm maior quantidade de gordura acumulada nesta região.

Um dos remédios naturais para perder barriga é o manjericão santo, uma erva nativa da Índia que reduz os níveis de cortisol. Outras alternativas são o espinafre, frutas cítricas, cevada, feijão e nozes.

Tronco

Se você está armazenando uma grande quantidade de gordura na parte traseira e na parte superior do tronco (que não é tão comum, mas pode ocorrer), é porque seus níveis de insulina estão elevados. Os alimentos capazes de reduzir essa área são os que possuem ácido linoleico, como iogurte, carne (magra), cereais integrais e vegetais verdes.

Glúteos

Um dos pesadelos das mulheres é o bumbum avantajado, embora esteja comprovado que muitas gostariam de tê-lo, mas sem exageros. Se você está armazenando mais gordura do que deveria nesta área, como mencionado anteriormente, é devido à alta produção de estrogênios. Para combater esses efeitos, é recomendado consumir vegetais que pertencem ao grupo das hortaliças crucíferas, como a couve-flor ou brócolis, ricos em fitoquímicos que neutralizam o hormônio que prejudica seus glúteos. Outras opções incluem a linhaça, chia, gergelim, uvas vermelhas e romãs.


Você sabe qual a diferença entre hipotireoidismo e hipertireoidismo? (Melhor com Saúde)


Hipotireoidismo e hipertireoidismo são as duas condições capazes de afetar a glândula da tireoide, que atua como um verdadeiro centro de controle do organismo. Ela é responsável por liberar hormônios que mantêm as atividades do cérebro, coração, músculos, órgãos funcionando corretamente, além de ajudar o corpo a usar energia da melhor forma possível.

Estamos acostumados a ouvir sobre esses dois nomes, mas você sabe exatamente qual a diferença entre hipotireoidismo e hipertireoidismo? Neste artigo, iremos responder esta pergunta e falar sobre as características e particularidades das duas condições. Elas afetam muito mais as mulheres do que os homens, por isso precisamos ficar atentas aos seus sintomas e diagnosticá-las o mais cedo possível.

Hipertireoidismo

Como o próprio nome diz, o hipertireoidismo é caracterizado por uma tireoide hiperativa, que produz mais hormônios do que o necessário para manter o organismo funcionando em sua normalidade.

A quantidade extra de hormônios faz com que o metabolismo se mantenha constantemente acelerado, e pode surgir também uma protuberância ou inchaço na parte da frente do pescoço, devido ao aumento do tamanho da glândula.

Ele ocorre em aproximadamente 1% da população, sendo que as mais afetadas costumam ser mulheres entre 30 e 40 anos. Os sintomas, inicialmente, são difíceis de identificar, mas ao longo do tempo podem ficar mais fortes. Os principais deles são os seguintes:

- Batimento cardíaco irregular
- Perda de peso e aumento do apetite
- Suor excessivo
- Intolerância ao calor
- Irregularidade nos ciclos menstruais
- Perturbações emocionais
- Inchaço na região do pescoço
- Distúrbios do sono
- Ansiedade e irritabilidade
- Fraqueza muscular

Se você estiver experimentando alguns destes sintomas de forma recorrente, consulte um médico. Ele poderá indicar exames capazes de identificar esta condição e dar início ao tratamento, que inclui o uso contínuo de medicação e, em alguns casos mais graves, procedimentos cirúrgicos para remover parte da tireoide.

Além disso, a ingestão de alguns alimentos específicos pode ajudar a regular a sua função, reduzindo seus níveis de atividade a patamares mais normais. Eles não irão resolver o problema sozinhos, mas podem ser combinados com outras formas de tratamento para obter melhores resultados.

No caso do hipertireoidismo, é importante consumir bastante proteína vinda de carnes magras, laticínios e, principalmente, da soja. Acrescente na dieta vegetais crucíferos como a couve manteiga, couve-flor, espinafre e brócolis. É fundamental reduzir a ingestão de alimentos que possam estimular ainda mais a ação da glândula, sendo que a principal substância capaz de fazer isso é o iodo. Por isso evite peixes, frutos do mar e algas marinhas.

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo, por outro lado, é caracterizado por uma tireoide "deficiente", que produz menos hormônios do que o necessário para que o organismo funcione corretamente.

Esta condição é um pouco mais comum do que o hipertireoidismo, afetando cerca de 3% da população. Ela também ocorre com mais frequência em mulheres, principalmente nas que têm mais de 50 anos. Muitas mulheres podem sofrer com o hipotireoidismo também no período do pós-parto.

O hipotireoidismo desacelera o metabolismo, afetando assim diferentes funções do organismo. Os sintomas também começam de forma tímida, por isso pode ser difícil perceber que há um problema com a tireoide. Fique atento se estiver experimentando os seguintes sintomas:

- Falta de apetite
- Ganho de peso constante, mesmo sem exagerar no consumo de alimentos
- Depressão
- Intolerância ao tempo frio
- Redução dos batimentos cardíacos
- Fadiga
- Prisão de ventre
- Dificuldade de raciocinar de forma clara
- Retenção de líquidos
- Pele pálida ou amarelada

Consulte um médico para obter um diagnóstico mais preciso e dar início ao tratamento o mais cedo possível. Os medicamentos utilizados irão fornecer os hormônios que a tireoide não está conseguindo produzir sozinha, por isso, infelizmente, pacientes com hipotireoidismo podem precisar fazer uso de medicação específica para o resto da vida.

Também é possível combinar os remédios com hábitos alimentares saudáveis, incluindo alimentos capazes de estimular a tireoide. O principal deles é o iodo, precursor da produção hormonal da glândula, por isso aumente o consumo de peixes, frutos do mar e alga marinha, também conhecida como nori e muito usada na culinária japonesa.

É importante também evitar a ingestão de soja, já que ela contém um tipo de isoflavona capaz de inibir as funções da tireoide, exatamente o oposto do que precisam as pessoas que sofrem com o hipotireoidismo.



segunda-feira, 16 de março de 2015

Dossiê iodo: saiba tudo sobre esse micronutriente vital para o organismo - Tamara Lopez (Jornal Ciência)


O iodo é essencial para o organismo humano e animal.

Aproximadamente 75% do iodo em nosso corpo estão na  glândula tireoide, e o restante é distribuído pelo corpo, principalmente na glândula lactante mamária, na mucosa gástrica e no sangue. Mas por que esse elemento é tão importante?

O iodo

O iodo é um micronutriente que não é produzido pelo nosso organismo e deve ser obtido através de alimentos e suplementos. O iodo é absorvido pelo intestino delgado, estômago e fica armazenado na glândula tireoide, até que possa ser utilizado na produção dos hormônios. Caso o organismo precise de outro local de armazenamento, o fígado também terá essa função. A excreção do iodo ocorre através da urina.

Embora seja necessário para todas as idades, sua importância aumenta significativamente na gravidez, lactação e para os bebês e crianças.

A glândula tireoide

A tireoide é uma glândula localizada na parte inferior do pescoço, possui um tom vermelho acastanhado e é altamente vascularizada. Ela é responsável por produzir hormônios importantes para o nosso organismo, o T3, Triidotironina, e T4, tiroxina, que apresentam o elemento químico iodo na sua composição. Esses hormônios são responsáveis pelo crescimento físico e neurológico e pela manutenção do balanço energético. A falta ou o excesso de iodo na glândula tireoide podem acarretar problemas sérios à saúde.

A falta de iodo no organismo

Quando o organismo não recebe ou armazena iodo em quantidade suficiente para a produção dos hormônios, essa produção é prejudicada. A tireoide tenta compensar essa falta com o aumento do número e do tamanho das células.

Isso acaba gerando uma hipertrofia da glândula conhecida como bócio endêmico ou simples. O bócio dá ao indivíduo uma espécie de "papo" na base do pescoço. Se essa deficiência de iodo não for prolongada, e o organismo receber o nutriente em quantidades suficientes, a doença pode ser revertida.

No caso de uma mãe, tanto gestante quanto aquela que amamenta, a necessidade de consumir iodo é fundamental para não afetar o desenvolvimento do bebê. Uma criança que nasce com a carência de iodo no organismo, automaticamente desenvolve uma doença congênita chamada cretinismo. 

A síndrome é caracterizada por um retardo mental e físico irreversíveis, hipotireoidismo, baixa estatura, etc. A deficiência de iodo é tão grave que levou a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a determinar a proporção de iodo no sal comum, conhecido também como sal de cozinha. Segundo informações divulgadas pela ANVISA: "Para ser considerado próprio para consumo humano, o sal deve conter teor igual ou superior a 20 miligramas até o limite máximo de 60 miligramas de iodo por quilograma de produto. Este teor está estabelecido pela Resolução RDC nº 130, de 26 de maio de 2003".

As adequações de iodação do sal, realizadas pelo Ministério da Saúde, são feitas de acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde e especialistas nacionais no tema.

Estima-se que 43 milhões de pessoas sofrem de danos cerebrais que poderiam ser evitados, se houvesse a adequada nutrição de iodo. Aproximadamente 760 milhões de pessoas são portadoras de bócio, e 11 milhões de cretinismo.

Excesso de iodo no organismo

A ANVISA aponta, segundo o Comitê de Nutrição da Organização Mundial de Saúde, que o excesso de iodo pode levar o indivíduo a ter um hipertireoidismo clínico e subclínico (bócio nodular) em idosos, e tireoidite autoimune (síndrome de Hashimoto) em parcela da população geneticamente suscetível à autoimunidade.

Ainda, segundo informações da ANVISA: "A tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune que atinge as mulheres, na qual o próprio organismo produz anticorpos contra a glândula tireoide, levando a uma inflamação crônica que pode acarretar o aumento de seu volume (bócio) e diminuição de seu funcionamento (hipotireoidismo)".

Alimentos que são fontes de iodo

Os principais alimentos fonte de iodo são de origem marinha, como as ostras, os moluscos, mariscos e os peixes de água salgada. Desde 1953 foi implementada a lei de número 1944 de 14 de agosto que fala da obrigatoriedade em adicionar iodo ao sal para consumo humano. Mas só em 1956 a iodação do sal foi expandida para todo o território nacional e atribuiu ao Ministério da Saúde a responsabilidade pela importação dos suplementos iodados.

É importante frisar que apenas o consumo do sal de cozinha na alimentação pode não ser suficiente para suprir a necessidade que o organismo tem em receber o iodo.

Um estudo realizado pela Universidade do Texas revelou que o sal por si só não pode resolver adequadamente qualquer deficiência de iodo, pois quando eles pesquisaram os níveis de iodo dentro de mais de 80 marcas distintas de sal iodado, descobriram que 27 dessas marcas não atendem a recomendação.

O importante, neste caso, é não confiar apenas no sal de cozinha como repositor de iodo para o organismo, mas também incluir na alimentação alimentos de origem tanto vegetal quanto animal que contenham o mineral.

































quarta-feira, 11 de março de 2015

4 conselhos para vencer o desânimo e a tristeza (Melhor com Saúde)


A tristeza faz parte da vida, mas parece que a nossa sociedade está sempre valorizando a alegria, o entusiasmo, a vibração. A tristeza e o desânimo, assim como outros sentimentos "negativos" não têm espaço na mídia, nas revistas femininas ou nas conversas do nosso dia a dia, mas psicólogos alertam que tentar "excluir" esse sentimento de nossas vidas não é bom.

Isso porque as perdas, frustrações, desentendimentos, dificuldades, carências e tantas outras situações que nos fazem sentir o desânimo e a tristeza são normais. Se lidarmos bem com essas fases difíceis, sairemos fortalecidos e muito mais confiantes para viver plenamente nosso potencial na vida.

Confira algumas dicas para vencer o desânimo e a tristeza.

1. Invista no amor em si mesmo

Amar a nós mesmos é o primeiro e mais importante passo para uma vida feliz, pois é somente assim que poderemos amar aos outros realmente.

Quem se ama, se cuida e encontra maneiras de cultivar a alegria no dia a dia. Algumas boas maneiras de fazer isso são:

- Alimentar-se bem e cuidar da saúde

Faça dos cuidados com seu corpo uma rotina diária. Reserve tempo para atividades físicas que lhe deem prazer e invista em uma alimentação balanceada e saudável. Se estiver acima do peso - o que pode contribuir para a depressão, em alguns casos - enfrente o problema e siga um plano de emagrecimento.

- Renovar o guarda-roupa

Um guarda-roupa bem arrumado, repleto de roupas, sapatos e acessórios lindos tem um impacto grande no bem-estar. E também é um sinal de cuidado pessoal. Doe ou venda as roupas de que já não gosta mais (site como o Enjoei são boas opções para isso) e renove as peças.

Use roupas que expressem sua personalidade e não deixe de investir na lingerie. Especialistas em moda afirmam que vestir-se apropriadamente começa na escolha das roupas íntimas, então garanta que sua lingerie faça você se sentir mais sexy e atraente também.

- Usar afirmações positivas

Um exercício clássico para melhorar a autoestima é ficar cinco minutos na frente do espelho apenas elogiando a si mesmo. Se uma crítica passar pela sua cabeça (como, por exemplo, "minhas sobrancelhas estão horríveis!"), deixe-a ir, com calma, e diga um elogio a si mesmo em voz alta.

Para funcionar, os elogios devem ser sinceros. Procure olhar nos seus olhos enquanto se elogia e deixe as emoções fluírem.

Você também pode anotar afirmações positivas em cadernos, agenda ou post-its, e espalhar pela casa. O livro "Você pode curar sua vida", de Louise Hay, tem várias afirmações positivas e curativas, que você pode usar no dia a dia.

- Elimine relacionamentos tóxicos

Os relacionamentos são muito importantes para nosso bem-estar. Por isso, saiba identificar quais relações são tóxicas para você no momento. Após identificá-las, procure mudar a maneira como se relaciona com essa (s) pessoa (s).

Você merece ser respeitado e, se o outro não concorda, o melhor é deixar esse relacionamento, que não faz bem nem a você nem à outra pessoa. Você atrairá pessoas que gostem de você pelo que é, à medida que gostar mais de si mesmo.

2. Conheça-se melhor

Uma boa maneira de afastar o desânimo é conhecer seus próprios sentimentos. Você pode fazer isso tendo um diário em que escreva todos os dias ou quando sentir vontade. Reserve 15 minutos para esse ritual: vá para um lugar calmo e reservado, com uma xícara de chá, acenda uma vela ou incenso e escreva sem se censurar.

Esse estilo livre de escrita é perfeito para fazer aflorar nossos sentimentos mais profundos. Quando terminar, não leia imediatamente o que escreveu. Guarde o diário e leia-o depois de algumas horas ou até depois de alguns dias. Com o tempo, você conhecerá melhor suas reações a certas pessoas, situações e sentimentos, e poderá lidar melhor com os problemas na vida.

3. Regule o sono

Acordar e deitar-se cedo, são hábitos saudáveis que podem espantar a tristeza e o desânimo. Quando vamos deitar depois da meia noite e acordamos com uma xícara (ou duas) de café, é hora de rever nossos hábitos.

Dormir mal aumenta o estresse e desregula os hormônios, o que pode desencadear ansiedade e depressão. Acordar cedo, tomar um café da manhã saudável e realizar algum tipo de atividade física que dê prazer garante uma dose extra de energia que vai durar o dia todo.

4. Faça planos!

Ter um plano de carreira e cultivar sonhos na vida faz com que nos sintamos muito mais motivados para pular da cama todas as manhãs e para batalhar pelos nossos desejos.

Se você "desistiu de sonhar" porque se frustrou no passado, saiba que todas as pessoas de sucesso tiveram que lidar com fracassos ao longo da trajetória, mas nunca desistiram.

Estabeleça seus planos, metas realizáveis e ponha mãos à obra para realizá-los. Se necessário, procure ajuda. Você vai se impressionar como o "universo conspira a favor" de quem sabe o que quer e luta para consegui-lo.

Se nada der certo, procure ajuda. A tristeza e o desânimo crônicos podem ser sinal de um problema mais sério, como a depressão, que caus alterações químicas no cérebro. Procure a ajuda de um bom terapeuta.