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domingo, 13 de novembro de 2016

Quem doa é que deve agradecer, teve para doar! - Flavia Almeida (O Segredo)


O médico e escritor Deepak Chopra explica que a doação é uma lei espiritual de sucesso, e que poderia também ser chamada de a lei do dar e receber, porque o universo opera através de trocas dinâmicas. Afinal nada é estático.

Partindo deste princípio podemos entender que sim, o que nós damos recebemos em troca. Portanto se doar alimentos, sua despensa jamais ficará vazia. Se oferece alegria, receberá mais do mesmo. E se deseja mais amor, dê mais amor. E quando o objetivo é dinheiro, faça doações em dinheiro e assim por diante, pois este conceito vale para todas as áreas de nossas vidas.

Ajudar as pessoas a conseguirem o que desejam é também uma maneira de alcançar seu objetivo. Abençoar as pessoas todos os dias e a todo momento é sinônimo de estar se abençoando. E isso é uma questão de praticar… Quando visitar alguém por exemplo, sempre leve um presente a esta pessoa. Ao entrar em um comercio cumprimente e deseje coisas boas para aquele momento. Ofereça algo a todos que cruzarem seu caminho, pode ser um sorriso, uma flor, uma oração, um carinho… Faça a energia que deseja trazer a sua vida circular entregando ao outros. Assuma este compromisso de dar e desejar coisas boas.

O ato de receber agradecido também atrai dádivas as nossas vidas. Se posicionar como alguém que merece e agradece a tudo que tem traz um pouco mais do que está sendo ofertado. É como deixar aberto este canal de bênçãos na sua vida. Lembrando que a doação é um ato que não precisa de plateia, o mais importante é que seja feito de bom agrado e nunca por obrigação. E tudo que for doado esteja sempre deve estar em bom estado de uso no caso de objetos.

Diz a lenda que estava o monge meditando quando entra um homem e deposita 10 moedas de ouro perto dele. O homem fica inquieto até não aguentar mais e pergunta ao monge: Você não irá me agradecer pelas moedas que doei ao templo? Sabiamente responde o monge:
Quem doa é que deve agradecer, pois teve para doar.

Doe sem moderação!

Com Amor,

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Paulistanos Nota Dez: Ari Weinfeld e Nina Valentini - Felipe Neves


Nomes: Ari Weinfeld e Nina Valentini
Profissões: economista e administradora pública
Atitude transformadora: arrecadam doações por meio de compras realizadas no varejo

Para o economista Ari Weinfeld e a administradora pública Nina Valentini, o brasileiro gosta de doar, só não sabe como fazer isso. Com o objetivo de facilitar a boa ação dos generosos naturalmente dispostos a pôr a mão no bolso, os dois criaram, no começo do ano passado, o Movimento Arredondar. A iniciativa tem funcionamento curioso. A cada compra no varejo em que o preço resulta em números quebrados, como 38,76 reais, o consumidor recebe uma proposta para "inteirar" o valor (no caso, por exemplo, até 39 reais). Esses trocados a mais são encaminhados a ONGs inscritas no projeto - em farmácias e supermercados, a média de doações por compra gira em torno de 42 centavos. Vinte redes, como o restaurante Spoleto e as grifes Marisol e Track&Field, permitem que suas contas sejam arredondadas em prol da caridade. Em operação há onze meses, a iniciativa angariou cerca de 70 000 reais. Esse montante foi repassado a organizações como o Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), que no ano passado plantou 744 árvores com recursos disponibilizados por clientes da loja de roupas Luigi Bertolli.

Os critérios de seleção das ONGs beneficiadas são rígidos. É preciso se inscrever em um edital público que exige a ausência de mantenedores fixos, conexões partidárias ou ligações religiosas. Uma equipe técnica também analisa a gestão interna para assegurar a lisura das contas. Depois de a instituição ser aprovada, há regras para receber os recursos: as transferências não podem ser superiores a 150 000 reais nem ultrapassar um teto máximo de 10% do total gasto pela própria organização no ano anterior. Com seis pessoas trabalhando em uma sede no bairro de Pinheiros, o Arredondar se mantém com as mesmas doações: retira 10% do valor arrecadado para bancar os custos internos. O objetivo é amealhar 6 milhões de reais por ano até 2016 com o projeto. "É ótimo ser a ponte entre quem deseja contribuir e quem precisa receber", afirma Weinfeld. "Democratizar a filantropia é um anseio de todos, é impossível não dar certo."


(texto publicado na revista Veja São Paulo de 8 de abril de 2015)

quinta-feira, 17 de março de 2016

Itália muda lei para que todos os supermercados deem a comida não vendida aos necessitados (Observador)


Itália prestes a aprovar lei que obrigará supermercados a doarem alimentos que não sejam vendidos a organizações de caridades.

Depois de, em fevereiro, França ter aprovado uma lei que proíbe os supermercados de deitarem fora ou desperdiçar comida que não tenha sido vendida, é a vez da Itália se tornar o segundo país europeu a ter uma lei contra o desperdício de comida.

De acordo com o que se sabe da intenção dos partidos, é de crer que a lei será votada favoravelmente já na próxima segunda-feira, afirma o Independent.

A diferença entre a lei dos dois países é que, em França, os supermercados que desperdiçarem comida serão multados, enquanto em Itália a proposta é compensar os negócios que não desperdicem comida. Este incentivo serve para auxiliar o problema de desperdício de Itália, que se estema atinja o valor de 1200 milhões de euros.

De momento, cada estabelecimento italiano que queira doar comida deve declarar essa doação, mas com a nova lei será oferecida uma redução nos impostos a quem o fizer.

A par desta medida, há 17 artigos que pretendem alterar a regulação sobre segurança alimentar, permitindo que comida “fora de validade” seja doada.

O Ministro da Agricultura italiano, Maurizio Martina, contou ao jornal diário La Repubblica que, “de momento recuperamos 550 milhões de toneladas de comida em excesso, mas em 2016 queremos chegar aos 1000 milhões.”


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Paulistano nota dez: Armando Braz - Karin Salomão


Nome: Armando Braz
Profissão: técnico de manutenção
Atitude transformadora: é o maior doador de plaquetas sanguíneas da Santa Casa de Misericórdia

Formadas na medula óssea, as plaquetas são estruturas sanguíneas que agem no processo de coagulação. A transfusão desses componentes do sangue costuma ocorrer em casos de hemorragia e trauma, cirurgias cardíacas, tratamentos contra o câncer e nos próprios transplantes de medula. Apesar de elas serem extremamente úteis, seus doadores são raros. A Santa Casa de Misericórdia, na Vila Buarque, por exemplo, conta com apenas dez fornecedores regulares. Entre eles, o campeão absoluto é o técnico de manutenção Armando Braz, que já encheu mais de cinquenta bolsas, cada uma com 300 mililitros, em seus oitos anos de visita ao local. Sua trajetória na atividade começou em 1996, como forma de homenagear uma tia que havia acabado de morrer de câncer. "Fiz a promessa de ajudar quem sofre com a doença", diz. Ele começou entregando seu sangue e, em 2006, ao notar a carência de plaquetas nos bancos, mudou de "ramo". Nos últimos dois anos, suas contribuições tornaram-se mais constantes, a cada duas semanas, em média.

A doação em si dura noventa minutos, mas o processo inteiro leva quase três horas, entre cadastro, entrevista, triagem e exames. Durante esse período, Braz assiste à televisão e conversa com os enfermeiros, vários deles seus amigos pessoais por causa do contato frequente. "O hospital é a minha segunda casa", afirma. Para continuar no programa, são necessários alguns cuidados com a saúde e a alimentação, como, por exemplo, evitar carne vermelha, um de seus pratos prediletos, nos dias que antecedem a ida à Santa Casa - uma taxa alta de gordura no sangue impede a utilização das plaquetas. A maior parte de suas bolsas é distribuída na ala de pediatria, mas Braz não é informado sobre a identidade dos pacientes beneficiados. "O importante é colaborar, não quero saber quem vai  receber", diz. "Enquanto estiver sendo útil, continuarei dando a minha contribuição", completa.




(texto publicado na revista Veja São Paulo de 13 de agosto de 2014)




sábado, 9 de agosto de 2014

Causa e efeito - Helaine Martins, Carla Pimentel, Rafaela Carvalho, Carolina Muniz e Roberta Barbieri


Doar sangue, cabelo, alegria ou tempo. Resgatar a autoestima, um animal, um sonho ou uma vida. Conheça histórias de pessoas que descobriram diferentes razões para viver e uma mesma felicidade - a de ajudar

Quando eu tinha 17 anos, uma amiga me levou ao hemocentro. Mesmo não podendo doar sangue, saí de lá emocionada. Logo que completei 18, voltei e fiz minha boa ação. Não parei por aí: passei a doar também plaquetas e medula. Mas doar sangue não bastava: queria doar meu tempo. Pesquisei e encontrei um hospital infantil para doenças hematológicas na cidade. E lá fui eu me inscrever para ser voluntária. Quando terminei a graduação em psicologia, senti que meu destino era apenas um: doar também meu trabalho. Hoje sou pós-graduanda nesse hospital e achei meu caminho do bem. Marília Falsetti, 23 anos, Campinas (SP)

Depois de ter câncer nas duas mamas e passar por uma histerectomia, comentei com uma amiga a ideia de fazer algo para mostrar minha gratidão pela cura: deixar meu cabelo crescer e doá-lo a pacientes em quimioterapia. No dia seguinte, ela me enviou seu cabelo, que havia acabado de cortar! Percebi que poderia ajudar mais gente e, assim, nasceu a Rapunzel Solidária. Em quatro meses entregamos cerca de 25 perucas. Acredito que mudei um pouco a vida de cada uma dessas mulheres e crianças guerreiras. E, sobretudo, mudei minha vida também! Elizabeth Lomaski, 50 anos, São Paulo (SP)

Abraço essa causa: ser gentil, prestativa e atenciosa. Sempre ajudo pessoas com dificuldades para atravessar a rua, dou informações corretas quando me pedem, cedo o meu lugar no ônibus a pessoas mais velhas. A gentileza com os funcionários do prédio onde moro, por exemplo, é uma prática cotidiana. E bom-dia, boa-tarde, boa-noite, até logo, obrigada e com licença nunca são demais. (Berenice de Siqueira, 64 anos, São José dos Campos (SP)

Aos 30 anos, decidi preservar as tradições italianas aqui no Bixiga. Já fomos uma grande colônia, mas, com o tempo, os italianos envelheceram, e os valores foram se perdendo. Para lutar pelo lugar onde nasci, liderei o projeto de tombamento do bairro, que se tornou Patrimônio Histórico e Cultural de São Paulo, e fundei o Centro de Memória do Bixiga. Não posso deixar a cidade perder a oportunidade de viver a rica cultura italiana (Walter Taverna, 80 anos, São Paulo (SP)

Em 15 anos como fotógrafa, pude perceber que as mulheres que registrei com minha câmera não se viam como eu os via: cheias de vida, beleza e personalidade. Então, tomei como missão revelar, por meio da fotografia, a grandiosidade presente em cada um de nós. Durante as sessões, acontecem momentos muito marcantes, mas o mais gratificante é quando elas se veem nas fotos e percebem quanto são lindas. Algumas até choram. Isso me faz perceber que estou no caminho certo: contribuo para a autoestima de cada uma e me torno todo dia um pouquinho melhor também (Michelle Moll, 33 anos, São Paulo (SP)

Quando minha filha recebeu o diagnóstico de uma doença degenerativa, neguei e tentei me convencer de que com ela seria diferente. Não foi. Laís é cadeirante e artrítica desde os 3 anos de vida. Então, arregacei as mangas e aderi ao movimento de apoio a pacientes com artrite reumatoide. E lá se vão 21 anos de muitas lutas contra o preço dos medicamentos, a falta de especialistas e a discriminação social em razão das deformidades. Mas também foram muitas as conquistas. Às vezes, bate um desânimo, porque essa missão é acompanhada de muita dor, mas sei que, unidos pela causa, podemos garantir qualidade de vida e direitos a muitas pessoas. Lauda Santos, 56 anos, Brasília (DF)

Tudo começou quando conheci a Menina, uma gatinha que encontrei perdida na entrada de uma biblioteca. Ela estava muito machucada, teve a pata amputada, mas viveu muito bem, por anos, na minha casa. A partir dessa experiência, meus olhos se abriram para a situação dos animais de rua. Decidi abraçar a causa e tentar minimizar o sofrimento deles. Nessa luta, conheci muita gente que ajuda esses animais, tirando-os das ruas e, principalmente, conscientizando as pessoas, o governo e a mídia de que eles não estão aqui para nos servir; estão no mundo para colorir nossa vida, alegrar nossa existência. As dificuldades são inúmeras, mas, a cada vida que salvamos, nosso coração se enche de ânimo. Enedina Quinelato, 60 anos, Vargem Grande Paulista (SP)

Trabalhei em maternidade e berçário durante muitos anos, mas o ambiente hospitalar não me agradava. Venho de uma família de parteiras tradicionais e, para mim, o nascer é sagrado! Segui a tradição familiar, tornei-me doula e, junto com minha irmã, vou compreendendo cada vez mais o que vim fazer neste mundo: lutar por partos naturais e mais humanizados. O caminho é árduo, temos muito a fazer, mas é isso que amo e nisso creio. (Maria do Socorro Ferreira, 47 anos, São Bernardo do Campo (SP)

Há dois meses, eu e minha mãe criamos a Turma da Glória, um projeto que atende filhos de dependentes químicos e do álcool. A cada quinze dias, contamos histórias, brincamos e conversamos com mais de 25 crianças carentes da comunidade de Heliópolis, em São Paulo. Quero poder ajudá-las sempre mais. Vou continuar lutando para que elas não sigam o mesmo caminho de seus pais. (Gabrieli Trigone, 14 anos, São Paulo (SP)

Sou voluntária no grupo de visitas de um hospital municipal em Botafogo. Aqui conversamos com os pacientes e procuramos conhecer um pouquinho da história de cada um deles, que são, na maioria, idosos e muito sozinhos. Tentamos passar sentimentos de alegria, fé e esperança. O sorriso que recebemos é o nosso pagamento. Não podemos curá-los, mas cada gesto de carinho e cada palavra nos dão certeza de que podemos ajudá-los a lidar com suas dores. Raquel de Póvoas, 26 anos, Rio de Janeiro (RJ)

Sempre gostei de política e soube que votar é uma grande responsabilidade. Em 2008, entrei para o Movimento Voto Consciente, que promove a educação política da população com palestras, discussões e cursos sobre o voto, os partidos, as funções de cada cargo e que fazer para escolher bem o candidato. Para um país que viveu tanto tempo sob ditadura, posso dizer que a população está evoluindo muito politicamente e crescendo nesse aprendizado. Ivone Rocha, 50 anos, São Paulo (SP)

Há muito tempo tenho claro o que quero deixar de legado de minha vida: a positividade, o lado bom das coisas. Muita gente diz que isso é pura utopia, mas tenho certeza de que não estou sozinho. E essa certeza culminou no Razões para Acreditar, um blog só de boas notícias. Meu próximo passo é transformar o site em um catalisador social, capaz de motivar as pessoas a tomar grandes atitudes para mudanças sociais. Impossível? Eu acredito! Vicente Carvalho, 29 anos, São Paulo (SP)

Meus pais me ensinaram a lutar por igualdade e justiça. Fiz dessa lição minha causa na luta contra a homofobia. Sou homossexual e me empenho para que outros não sofram com a intolerância. É maravilhoso fazer com que alguém enxergue a vida de forma diferente e passe a respeitar sem egoísmo. Pode parecer um trabalho de formiguinha, mas, com um diálogo muito franco, sem ofensas nem armas, muita coisa vai mudar. Todos merecem ser felizes! Vanessa Argollo, 35 anos, São Paulo (SP)

No segundo colegial, tive um professor de filosofia que nos incentivava a pensar mais. Em uma de suas aulas, ele falou sobre uma ocupação na cidade, onde viviam pessoas sem água encanada, esgoto ou pavimentação, muitas crianças em situação precária. Eu e uma amiga decidimos fazer alguma coisa. Começamos a divulgar na escola uma arrecadação de brinquedos. Ficamos admirados ao ver que tinha mais gente querendo ajudar. Resolvemos não só entregar os brinquedos, como fazer uma tarde recreativa na comunidade. Foi incrível! Depois disso, motivada pelo tanto de jovens dispostos a semear o amor, dei continuidade ao projeto fundando o Abraço Social, um grupo de voluntários que tem como missão levar carinho àqueles que mais precisam. Sempre digo que "tudo se resolve com amor". E o Abraço Social é a prova de que essa frase é verdadeira. Larissa Lopes, 18 anos, Bragança Paulista (SP)

Desde que me mudei para o bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, olhava o muro de um prédio abandonado e pensava: o quer posso fazer ali? Por inspiração de uma amiga, tive a ideia de criar um painel no qual as pessoas pudessem escrever a giz os seus sonhos. Procurei os comerciantes e vizinhos da região e, em meia hora, já tinha arrecadado o dinheiro necessário. Chamei outras pessoas que toparam participar do projeto de graça. Depois de dois dias, transformamos o espaço. A ideia deu tão certo que virou o Movimento Liberte Seus Sonhos. Hoje produzimos novos muros em outros bairros e cidades, para mais sonhos serem libertados. Gabriela Valente Feliz, 30 anos, Rio de Janeiro (RJ)



(texto publicado na revista da Droga Raia -  Sorria para ser feliz agora nº 39 - ago/set de 2014)